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Consolata Museu introduz o visitante no espírito missionário da Igreja

O Consolata Museu | Arte Sacra e Etnologia, está situado em Fátima e encontra-se sob a tutela do Instituto Missionário da Consolata. Abriu ao público em 1991 pretendendo, através de objetos de arte sacra e etnográficos, introduzir o visitante no espírito missionário da Igreja e levá-lo a participar com ela no esforço de evangelização do mundo. Constituído por um acervo de várias regiões do mundo, pretende-se mostrar as expressões culturais que revelem a diversidade e os pontos de contacto que traduzem as relações entre os povos. Pretende-se igualmente despertar e cultivar nas pessoas e na sociedade contemporânea sentimentos de solidariedade e de fraternidade que atingirão a sua expressão mais alta na missionação e na partilha de bens.

Breve Historial

O Instituto Missionário da Consolata veio para Portugal em 1943 fixando a sua sede em Fátima. É uma instituição que tem por finalidade formar padres e irmãos para as Missões e contribuir para a animação do espírito missionário no nosso país. A ideia de construir o Centro de Animação Missionária surgiu quase contemporaneamente com a fixação do Instituto em Fátima. Por vários motivos o projeto foi sucessivamente adiado até que a partir de 1985 se pensou seriamente na sua concretização.

Pretendeu-se que todo este conjunto introduzisse o visitante no espírito missionário da Igreja e levá-lo a participar com ela no esforço da evangelização do mundo. Integrado no centro, criar-se-ia um Museu com um acervo composto pelas seguintes coleções: presépios e imagens de Meninos Jesus de várias épocas e proveniências recolhidos pelo P. Dr. Francisco António Rosado Belo; Crucifixos de várias épocas e proveniências recolhidos pelo P. Dr. Manuel Rodrigues Vermelho; e objetos etnográficos recolhidos pelos Missionários da Consolata espalhados pelo mundo.

Após a conclusão do anteprojeto, foi solicitado apoio técnico ao IPPC que designou o Dr. António Nabais para dar consultoria técnica para o programa museológico e montagem do museu que abriu as suas portas a 13 de outubro de 1991.

Gonçalo Cardoso, Diretor do Consolata Museu

Em maio de 2000 inaugurou a Sala dos Pastorinhos que guarda as relíquias dos Santos Francisco e Jacinta Marto. Esta teve como primeiro objetivo ir ao encontro do público que procura os símbolos relacionados com as Aparições de Fátima.

Sendo a função educativa uma das principais missões museológicas, o CONSOLATA MUSEU tem desenvolvido uma estreita aproximação com vários estabelecimentos de ensino. Através do seu Serviço Educativo, o museu tem vindo a trabalhar em parceria, principalmente com os docentes das disciplinas de História, História da Arte, Geografia e Educação Moral e Religiosa Católica. Estes têm considerado a visita ao museu como uma importante estratégia para os seus alunos alcançarem determinados objetivos programáticos, além de os sensibilizar para o respeito para com as diferentes culturas do mundo.

A ação educativa praticada por este museu, bem como a investigação, conservação, documentação e comunicação, permitiu a sua integração na Rede Portuguesa de Museus e a certificação pelo Herity International, sendo o único museu em Fátima a receber estes galardões. Fruto da sua intensa atividade, o museu recebeu também uma Menção Honrosa na categoria do Melhor Serviço de Extensão Cultural nos Prémios APOM 2011 (Associação Portuguesa de Museologia).

Gonçalo Cardoso, Diretor do Consolata Museu

Fátima: peregrinos já marcam lugares para ver o Papa em primeira fila

Várias dezenas de pessoas já colocaram hoje cadeiras para marcar lugar junto às grades que delimitam a passagem do cortejo e da procissão, frente ao altar, algumas com cadeados, preparando-se para dormirem duas noites ao relento.

As grades delimitam não só toda a zona frente ao altar do santuário, onde estão as cadeiras para membros do clero que vão assistir às cerimónias, mas também definem o corredor central, por onde vai passar o papamóvel.

As cadeiras a marcar lugar eram já hoje dezenas, algumas abertas e cobertas por uma capa plástica, outras fechadas e encostas ao gradeamento, muitas com cadeados, outras com fitas, mas todas para garantir que os respetivos donos têm o melhor lugar possível para assistirem às cerimónias e conseguirem ver o papa Francisco.

Homem paga promessas por outros a troco de dinheiro

Carlos Gil assume-se como um pagador de promessas e cobra 2500 euros pelo serviço. “Achei que era justo. Ao princípio era em dólares, mais tarde é que passou a ser euros. Porque o serviço é vocacionado para o mundo lusófono, sobretudo para quem está longe”, cita a Magazine Notícias.

“É um serviço que presto ao próximo”, pode ainda ler-se neste órgão de comunicação.  “Por estes dias, está novamente a caminho de Fátima a pé – desta vez são 120 quilómetros – para cumprir um voto feito por outra pessoa. A Igreja, naturalmente, não vê isto com bons olhos”, menciona a revista.

Já perdeu as contas às vezes que preparou a mochila para caminhar até Fátima, pelo menos “duas a três vezes por ano”.

Agente imobiliário de profissão, Carlos Gil assegura ganhar mais a vender casas, mas não esconde já ter ganho muito dinheiro com o nobre serviço de peregrinar a pedido de outras pessoas.

Publicita na internet o negócio que o leva a Fátima para pagar promessas alheias: “Se tem uma promessa para cumprir e não o pode fazer, ou simplesmente quer a agradecer a Nossa Senhora de Fátima as boas graças recebidas ao longo da vida, Carlos Gil caminha por si até Fátima”.

Demora sete dias a chegar a Fátima, sempre pelo mesmo caminho, mas por intenção de clientes diferentes.

Mil euros para duas pessoas por uma noite num saco-cama para ver o Papa

Uma casa de hóspedes que funciona num edifício de cinco pisos, com 40 quartos e apartamentos, no centro da cidade, propunha, numa página de reservas na internet, uma noite para dois adultos em “quarto duplo económico” (aparentemente apenas para os dias da visita do papa), com estada em saco-cama, por 992 euros, já sem vagas disponíveis.

O mesmo empreendimento turístico anuncia, para a noite de 12 para 13 de maio e ainda com lugares disponíveis, um quarto para duas pessoas com casa de banho partilhada por 1192 euros (com casa de banho privativa o mesmo quarto custa mais 300 euros por noite), e outras opções, de alojamento triplo até um apartamento para 10 pessoas, com preços que variam entre os 2300 e os 6000 euros.

Uma cama em dormitório de seis pessoas, com casa de banho partilhada, fica pelos 500 euros por noite, subindo para 600 euros com casa de banho privativa.

Mas se o visitante optar pelo fim de semana anterior à visita papal, os mesmos preços caem vertiginosamente: as camas em dormitórios variam entre os 40 e 60 euros, o apartamento de 10 hóspedes passa a custar 500 e o quarto duplo 120 euros.

Já outra unidade de apartamentos turísticos, que no quarto de 45 metros quadrados disponibiliza frigorífico e micro-ondas, pede dois mil euros pela mesma noite para dois adultos, preço que no fim de semana anterior não ultrapassa 60 euros.

Apesar do reitor do Santuário, Carlos Cabecinhas, ter apelado, no início do mês, a que não haja especulação de preços na visita do papa Francisco, pelo menos duas modernas unidades hoteleiras propõem preços que chegam a ser 40 vezes superiores às tarifas praticadas fora do 13 de maio e, aparentemente, são as únicas que ainda possuem vagas na cidade.

Os dois hotéis de quatro estrelas anunciam quartos duplos por 2150 e 2500 euros, um deles também na sua própria página de internet, tendo registado em conjunto mais de três dezenas de reservas nos últimos dois dias.

A maioria das reservas para a peregrinação de maio é não reembolsável, o que quer dizer que, a mais de dois meses da visita papal, se for cancelada terá de ser paga na totalidade.

O aumento de preços faz-se sentir não só em Fátima mas também na região circundante, num raio de cerca de 60 quilómetros (km): em Leiria, a 30 km do santuário de Fátima, um quarto duplo num hotel de quatro estrelas é proposto por 1.200 euros na noite de 12 para 13 de maio. No fim de semana anterior, o mesmo quarto custa 60 euros.

Na mesma cidade, em dois ‘hostel’ do centro histórico, há quartos duplos disponíveis a preços que vão dos 500 euros e 600 euros (com casa de banho partilhada) até 650 euros com wc privativo (mas fora do quarto). Uma cama em dormitório misto ascende a 200 euros.

Uma semana antes, as mesmas acomodações variam entre os 35 a 39 euros diários, enquanto a cama não ultrapassa os 12 euros.

Já em Santarém, a 58 km de Fátima, os preços também aumentam, mas em menor proporção: dois hotéis pedem 350 euros por uma noite em quarto duplo, acomodação que uma semana antes não ultrapassa os 75 euros.

Com a vista papal, crescem os negócios entre particulares e, em páginas na internet, não faltam propostas de arrendamento de quartos em moradias, em Fátima e em localidades próximas como Minde ou Caxarias, mas também no Entroncamento ou na praia de Vieira de Leiria, a preços entre os 300 a 1.000 euros diários e algumas com direito a transporte em viatura própria do proprietário até ao Santuário.

Num dos anúncios, um homem diz ter reservado e pago três quartos num hotel de três estrelas de Alcobaça, a 40 km de Fátima, por 205 euros cada (quase cinco vezes a tarifa normal) “dado a visita do papa a Portugal”.

“Infelizmente, não poderei estar presente e nesse sentido cedo os três quartos duplos pelo preço a que fiz a reserva”, um total de 615 euros, anuncia.

Lusa

Ourém, uma janela para o mundo

Paulo Fonseca

A Igreja vê-o como local de fé, zona nobre de devoção, onde Nossa Senhora de Fátima surgiu aos três pastorinhos. A economia aplaude a sua posição geográfica, perto de Lisboa, no centro do distrito de Santarém. Paulo Fonseca ressalva todas estas características identitárias, mas define o concelho de Ourém numa só palavra: coragem. Coragem de partir para melhores destinos socioeconómicos na segunda metade do século XX, de, por necessidade, mas também engenho, ser uma população empreendedora e futurista, de continuar a lutar por mais do que aquilo que um país em crise tem oferecido. “A dificuldade que os ourienses sempre sentiram permitiu-lhes uma outra coragem […]. Há um ADN de empreendedorismo que está associado a quase todos os cidadãos do concelho”, afirma o edil.
E é este aspeto identitário que ainda permanece nos Paços do Concelho, em pleno espaço autárquico. A visão de Paulo Fonseca encontra-se além do esperado e do comum, mas muito próximo do que é o saber ser e saber estar desta população. Apresenta-se como um presidente com objetivos claros e definidos para o desenvolvimento imediato do concelho que representa. Por este motivo, o seu programa eleitoral de 2009, na primeira campanha à presidência da autarquia, teve como quatro pontos principais “a qualidade de vida, a pujança empresarial, a internacionalização e a excelência social”. Neste sentido, além da importante missão que protagoniza no fomento de um maior bem-estar social, Paulo Fonseca tem dado uma especial atenção à captação de investimento. Inclusive tem vindo a criar parcerias com diferentes países no sentido de promover Ourém como ponto turístico, mas também como zona de investimento. O presidente da autarquia refere, por exemplo, o Brasil como uma oportunidade para a captação de empresas. Além da relação afetiva que os dois países têm, “Portugal integra a União Europeia”, sendo um veículo acessível para a entrada dos investidores brasileiros noutros países do Continente e apresenta regalias financeiras aos empresários internacionais, nomeadamente na escolha do país onde pagará impostos. Além destes fatores, o atual programa comunitário Portugal 2020 será uma mais-valia para apoiar a entrada e o desenvolvimento de novas atividades em território luso. Ourém, especificamente, apresenta “um centro de negócios onde as empresas podem instalar a sua sede de forma gratuita”. Por todos estes fatores, a Câmara tem já marcado para abril um encontro com investidores de Minas Gerais, a quem mostrará as diferentes valências deste concelho. Porque, como afirma o próprio responsável máximo da autarquia, “temos feito um esforço imenso no sentido de abrir portas por todo o mundo”. E as parcerias e protocolos com todos os países da Europa, mas também com diversas nações dos restantes Continentes são a prova máxima desta missão competentemente cumprida.
Anualmente a Câmara Municipal organiza ainda o Workshop Internacional de Turismo Religioso, destinado a operadores turísticos internacionais, permitindo-lhes compreender todo o envolvente que Portugal e nomeadamente Ourém têm para oferecer e, assim, impulsionar a visita de mais turistas ao nosso país.
Esta questão tem merecido uma reflexão profunda por parte de Paulo Fonseca, que acredita que devemos incentivar o turismo baseado na religião, mas de uma forma abrangente. Isto é, “cada vez mais, o turismo é uma disciplina transversal”, portanto, não devemos cingir-nos a uma ínfima parte do que é o território lusitano, mas a todo o seu potencial: sol e praia, património, gastronomia, lazer e, claro, a religião, um aspeto que tem sido uma “montra” do nosso país. Por esta tão entusiástica missão de tornar Portugal num ponto de chegada de turistas vindos dos quatro cantos do Mundo, Paulo Fonseca foi eleito em 2011 Presidente da Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima.

Uma marca chamada Fátima
Portugal vê ainda com alguma relutância a ideia de criar toda uma marca em volta de um importante marco na história religiosa nacional: o aparecimento de Nossa Senhora de Fátima em Ourém, há quase um século. Contudo, Paulo Fonseca acredita que, não retirando a importância da devoção e religiosidade envolvidas, esta situação poderá ter uma igual relevância na economia portuguesa. Valorizar o país no seu todo, “dar-lhe prestígio” nas suas diferentes valências possibilitará “gerar riqueza, emprego e desenvolvimento”.

E porquê esta vontade tão objetiva em criar investimento nesta região?
Além de ser um aspeto inevitável do progresso global, a captação de investidores e turistas tem sido um importante foco da autarquia. Em primeiro lugar, esta questão é premente pela necessidade de se colmatar encargos substanciais que o anterior executivo deixou nas mãos de Paulo Fonseca. Com uma dívida de 61 milhões de euros no início do seu mandato, o autarca conseguiu, de forma prestigiosa, reduzir este valor para menos de 16 milhões de euros até ao final de 2015.
Por outro lado, esta captação de empresas para o concelho permitirá um acesso a melhores condições socioeconómicas. Paulo Fonseca admite que, num país em crise económica, Ourém não é exceção e tem merecido toda a sua atenção no sentido de desenvolver ações em proveito de crianças e idosos, de diminuir as taxas de desemprego e de melhorar as condições de saúde. Neste contexto, é importante ressalvar a manifestação que recentemente a Câmara Municipal organizou – sem ignorar o “respeito” e “educação” que devem manter pelo Governo – no sentido de combater uma problemática que se tem feito sentir junto de toda a população: a obrigatoriedade de a população ouriense ter de se deslocar ao Centro Hospitalar do Médio Tejo sempre que necessita de cuidados de saúde urgentes. Ora, este hospital encontra-se a 75 quilómetros de Ourém, o que obriga a uma deslocação por vezes diária de doentes e familiares e a um esforço financeiro por parte da população. Neste sentido, o município e toda a sua população estão empenhados em contornar a situação e conhecer uma decisão mais favorável por parte do Ministério da Saúde, nomeadamente dando permissão a que estes doentes possam ser acompanhados no Centro Hospitalar de Leiria, a 20 quilómetros do concelho.
De futuro, Ourém continuará a desenvolver o seu trabalho no sentido de promover o progresso e oportunidades justas e merecidas para a população.

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