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“Queremos garantir aos nossos clientes as soluções best in class em cada segmento”

Agora que entramos em 2019, de que forma as marcas e fabricantes de automóveis, e em concreto a Fiat, vão desafiar o setor automóvel?

A questão parece-me estar colocada de forma contrária, uma vez que serão as marcas automóveis na sua generalidade em Portugal quem serão desafiadas pelo sector automóvel e em particular pela fiscalidade inerente ao mesmo. De facto, sermos um mercado pioneiro na entrada em vigor do novo normativo WLTP, vem desafiar as Marcas a redefinir no curto prazo as suas gamas por forma a impactar ao mínimo os preços finais das viaturas ao abrigo da nova forma de cálculo do ISV. Efetivamente, é já percetível para todos os players do setor, que os preços finais das viaturas a partir do dia 1 de Janeiro de 2019 são alvo de incrementos face ao ano 2018 única e exclusivamente pelo facto de ao abrigo da nova fiscalidade automóvel, os níveis de emissões de CO2 das viaturas serem impactadas por variáveis que anteriormente em regime de NEDC não eram consideradas, nomeadamente o terem mais ou menos opções e a diferente combinação das mesmas. Nesse sentido, a racionalização da diversidade e otimização das viaturas e respetivas gamas é um trabalho que está em curso no Grupo FCA, no sentido de reforçarmos a competitividade dos modelos nas diferentes marcas e garantirmos aos nossos clientes as soluções Best in Class em cada segmento.

Todos os fabricantes de automóveis procuram novas formas de colocar no mercado veículos, serviços ou produtos novos, sendo a transformação digital e as novas tecnologias uma preocupação constante das empresas. Com um mercado ativo, quais são os verdadeiros desafios para dar resposta às novas tendências da mobilidade com soluções adaptadas às necessidades dos clientes?

A informação está hoje em dia acessível para todos e à distância de utilização de qualquer smartphone ou tablet que trazemos connosco no bolso, sendo a informação digital aquela que mais utilizamos no momento da pesquisa e anterior à escolha do produto ou serviço que pretendemos adquirir, funcionando na maioria das vezes como o primeiro contacto comercial que é feito pelos clientes. Sendo esta situação comum e transversal a todos os sectores de atividades, o desafio que o sector automóvel tem no seu horizonte prende-se com a necessidade de digitalização do negócio, nomeadamente por uma forte presença da sua gama de viaturas numa montra digital atraente, funcional e eficaz, que culminará com uma proposta comercial já devidamente direcionada e um convite para uma visita à Rede de Concessionários FCA, onde se ultimam as etapas finais do processo negocial da solução de mobilidade.

Mas os fabricantes sentem que, no futuro, a necessidade de chamar a si a propriedade vai ser cada vez menor, prevendo que aconteça com os particulares o que já acontece com as empresas. O que nos reserva 2019 relativamente ao setor do renting?

Temos vindo a assistir nos últimos anos, a uma estabilização do canal dos particulares e a um crescimento cada vez mais acentuado do canal de frotas, este último não apenas pela atividade de frotas pura, mas muito por via do crescimento de um sub-canal que tem vindo a ganhar cada vez mais expressão no mercado nacional, o Private Lease. Efetivamente os clientes particulares têm atualmente um nível de expectativa e de necessidades cada vez mais idêntico aos clientes de frota, assente em soluções de mobilidade mediante um custo mensal pré-definido, em linha com a flexibilidade de cada orçamento familiar e apostando numa lógica full-service, com todos os custos de manutenção e até recondicionamentos futuros devidamente contemplados. O mindset está a mudar, com a noção de propriedade da viatura automóvel a perder cada vez mais relevância e a procura por soluções de mobilidade com períodos e quilometragens de utilização previamente contratualizadas, a serem cada vez mais determinantes no momento da escolha final.

A FCA Portugal foi em 2018 um dos players do sector com maior expressão no Private Lease e continuaremos em 2019 a reforçar a nossa presença no mesmo, numa colaboração próxima com os diferentes parceiros de gestão de frotas do mercado, por forma a darmos continuidade à competitividade e qualidade reconhecida nas nossas diferentes ofertas e soluções de mobilidade.

A Fiat regressa a lugares de destaque em Portugal e apresenta uma gama de soluções para os carros das empresas: a Fiat Business. Fale-nos mais sobre este conceito.

A nossa estratégia passa por identificar as versões Business como sendo as mais competitivas e eficientes da nossa gama para os clientes profissionais, para os quais a viatura automóvel é uma ferramenta de trabalho e simultaneamente uma solução para o lazer. De qualquer forma, os clientes particulares têm de igual forma ao seu alcance a gama de viaturas e versões que tem um cliente de frotas, numa oferta transversal de soluções Best in Class que vão ao encontro das necessidades mais exigentes. Com uma gama o mais equilibrada possível, abrangemos o maior número de segmentos e canais de mercado, pelo que estratégias de versões Business “despidas” de equipamento com o foco exclusivo no price target, não se enquadram na nossa estratégia. Nesse sentido, a terminologia Business é transversal a diferentes versões nas Marcas do Grupo, como a Fiat com a versão Lounge, a Alfa Romeo com a versão Super e a Jeep com a versão Longitude, sendo sinónimo nos diferentes segmentos de um nível de equipamento de referência, aliado a uma forte competitividade em termos de valor reconhecido pelo mercado e pelos diferentes clientes, sejam eles empresariais ou particulares.

Recentemente, e com a denominação Fiat Chrysler Automobiles (FCA Portugal), deram início a uma nova estratégia com o objetivo de aumentar as vendas no mercado nacional, e com um particular enfoque na atividade e respetiva redefinição da estratégia orientada para o mundo Fleet, um setor que adquiriu um elevado grau de profissionalização em Portugal nos últimos anos. Que importância assume hoje a gestão de frotas?

Atualmente a gestão de frotas nacional pode classificar-se como sendo um mercado maduro, cuja evolução de um ano para o outro se aproxima cada vez mais da estabilização. De qualquer forma e conforme já foi referido anteriormente, a rutura positiva do renting nacional, passa naturalmente por explorar novos canais de mobilidade que têm surgido recentemente, com tipologias de clientes bem distintas das “tradicionais” e atuais, que obrigarão os diferentes players do mercado a reenquadrarem-se e a pensarem em soluções e ofertas disruptivas com o passado. De facto, acreditamos que o crescimento da gestão de frotas assentará cada vez mais numa procura por produtos com uma flexibilidade acrescida, nomeadamente com períodos contratuais inferiores a 12 meses e inclusive sem qualquer obrigatoriedade temporal, como é o exemplo do car-sharing. As empresas procuram cada vez mais soluções que não se traduzam em assumir compromissos de longo prazo, tendo ainda e sempre de se conseguir o necessário equilíbrio em termos de competitividade e soluções Best-in-Class.

Eduardo Antunes, Diretor Fleet & Business Sales da FCA Portugal, afirma que as vantagens do renting passam por garantir em permanência uma solução otimizada, que acompanha as evoluções tecnológicas de cada setor e adaptada às diferentes necessidades de cada cliente. No entanto, tendo em atenção os novos hábitos da população, conceitos como ‘car sharing’ ou ‘car pooling’, nas suas diferentes modalidades, poderão ser uma ameaça ou desafio ao renting?

Como referi anteriormente, não classificaria enquanto ameaça ou desafio, mas sim como um complemento ao renting tradicional, numa ótica de novas soluções de mobilidade emergentes, com características de produto distintas e que vão ao encontro de diferentes necessidades e expectativas, de cliente para cliente.

 

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