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Nova vacinação contra a febre-amarela quer chegar a 2,9 milhões de angolanos

Uma campanha de vacinação maciça contra a febre-amarela em Angola arranca na segunda-feira e pretende chegar a 2,9 milhões de pessoas, em 22 novos municípios, anunciou este sábado o Ministério da Saúde angolano.

De acordo com informação daquele ministério enviada à Lusa, o objetivo é “contribuir para a prevenção do surgimento de novos casos” de febre-amarela, epidemia que desde 5 de dezembro já matou 369 pessoas, tendo ainda provocado, até 4 de agosto, 3.867 casos suspeitos.

A campanha, que arranca na segunda-feira e decorre até 25 de agosto, inclui “municípios prioritários com alto risco de transmissão local e zonas fronteiriças”.

“Esta campanha ocorre num momento em que Angola continua determinada em consolidar os progressos realizados desde o início da campanha de vacinação lançada em fevereiro deste ano e que permitiu vacinar até esta data mais de 13 milhões de pessoas contra a febre-amarela, em 51 municípios”, recorda o Ministério da Saúde.

O combate à epidemia tem o apoio técnico, no terreno, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e desde o dia 23 de junho que não são confirmados laboratorialmente novos casos de febre-amarela (apenas suspeitos, dos quais 879 foram confirmados em laboratório).

“Porém, para manter este bom resultado é importante que todos fiquem protegidos com uma dose única da vacina. Esta campanha de vacinação, em larga escala, vai permitir reforçar a imunidade da população e impedir o surgimento de novos casos de febre-amarela”, explica o ministério tutelado por Luís Gomes Sambo.

A campanha será apoiada por técnicos da OMS, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), CDC-Atlanta (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano), Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras. Vai decorrer em 22 municípios das províncias de Cabinda, Benguela, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Cuando-Cubango, Huambo, Huíla, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malanje, Uíge e Zaire. Para a realização desta campanha foram adquiridas três milhões de doses de vacina, informa o Ministério da Saúde.

Angola com mais 123 novos casos suspeitos de febre-amarela numa semana

Tendo em conta o mais recente relatório da OMS, que está a apoiar o combate à epidemia, foram contabilizados até 21 de julho 3.748 casos suspeitos de febre-amarela em Angola, contra os 3.682 da semana anterior, os 3.625 da primeira semana de julho e os 3.552 contabilizados até ao final de junho.

Desde 05 de dezembro há igualmente registo de 364 mortes atribuídas à epidemia de febre-amarela, mais três casos no espaço de uma semana.

No último relatório da OMS, a que a Lusa teve hoje acesso, refere-se que do total de casos de infetados por febre-amarela em Angola até à terceira semana de julho, 879 foram laboratorialmente confirmados como casos de febre-amarela, o mesmo acontecendo com 119 dos óbitos.

Contudo, a OMS também afirma que a epidemia está em regressão e que não foi reportado qualquer caso confirmado de febre-amarela em julho. O último caso devidamente confirmado registou-se no final de junho, no município da Cahama, na província do Cunene, no sul.

A epidemia teve início em Viana, arredores de Luanda, mas as autoridades de saúde angolanas já contabilizam casos suspeitos, e com propagação local, em todas as 18 províncias do país e confirmados em 16 destas.

De acordo com a OMS, Angola já recebeu cerca de 14 milhões de vacinas contra a febre-amarela e vacinou mais de 11 milhões de pessoas desde fevereiro, numa população-alvo estimada em 24 milhões.

Aquela organização das Nações Unidas assumiu a 19 de junho que a resposta à epidemia de febre-amarela em Angola levou pela primeira vez à rutura das reservas mundiais de emergência da vacina.

A doença já se propagou de Angola à vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), que regista, segundo as últimas informações disponibilizadas à OMS, até 20 de julho, um total de 1.907 casos suspeitos e 95 vítimas mortais.

Também foram “exportados” casos para o Quénia e para a China, com a OMS a sinalizar a ameaça de propagação global da doença através de viajantes não imunizados contra a doença.

As campanhas de vacinação em Angola recorrem desde fevereiro, inicialmente apenas em Luanda, ao apoio dos militares e contam com ajuda financeira e técnica da OMS e da comunidade internacional, para a aquisição de vacinas.

A transmissão da doença é feita pela picada do mosquito (infetado) Aedes aegypti que, segundo a OMS, no início desta epidemia, estava presente em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas.

Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana desde agosto passado.

Febre-amarela em Angola já fez 353 mortos

Segundo o relatório da OMS, a que a Lusa teve hoje acesso, dos casos suspeitos registados entre 05 e 24 de junho, 868 foram confirmados laboratorialmente e das vítimas mortais (mais seis mortos entre desde o balanço feito pela instituição, a 20 de junho), 116 foram confirmadas igualmente em laboratório como provocadas por febre-amarela.

A epidemia, que alastrou a partir de Luanda para 16 das 18 províncias do país, já está numa fase de propagação local, justificando, segundo a OMS, o alargamento da campanha de vacinação contra a doença a todo o território.

De acordo com aquela organização das Nações Unidas, Angola já recebeu cerca de 14 milhões de vacinas contra a febre-amarela e vacinou mais de 11 milhões de pessoas desde fevereiro, numa população-alvo estimada em 24 milhões.

A OMS assumiu a 19 de junho que a resposta à epidemia de febre-amarela em Angola, que se propaga desde dezembro, levou pela primeira vez à rutura das reservas mundiais de emergência da vacina.

“A resposta ao surto de Angola esgotou as reservas globais de seis milhões de doses de vacina contra a febre-amarela, duas vezes este ano. Isso nunca aconteceu antes”, admitiu anteriormente a OMS.

A informação consta de um relatório anterior da OMS sobre a propagação da epidemia de febre-amarela de Angola, a outros países africanos, como a República Democrática do Congo, que até 23 de junho já registou 1.307 casos e 75 mortos.

Também de Angola foram importados casos para o Quénia (dois) e para a China (11), com a OMS a sinalizar a ameaça de propagação global da doença através de viajantes não imunizados contra a doença.

Neste momento, países como Brasil, Chade, Colômbia, Gana, Guiné-Conacri, Peru e Uganda registaram surtos de febre-amarela, mas que não estão ligados à epidemia de Angola.

As campanhas de vacinação em Angola recorrem ao apoio dos militares e contam com ajuda financeira e técnica da OMS e da comunidade internacional, para a aquisição de vacinas, tendo arrancado em Luanda, foco da epidemia, nos primeiros dias de fevereiro.

A transmissão da doença é feita pela picada do mosquito (infetado) “aedes aegypti”, que segundo a OMS, no início desta epidemia, estava presente, em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas.

Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana desde agosto passado.

Epidemia de febre-amarela em Angola eleva total de mortos para 230

De acordo com o documento do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS), nas últimas 48 horas a capital angolana notificou 10 casos e dois óbitos, enquanto o subtotal fora de Luanda dá conta de um total de 34 casos suspeitos, subdivididos pelas províncias do Huambo (18), Huíla (10), Cuanza Norte (cinco) e Malange (um).

Para combater a situação de epidemia, as autoridades sanitárias continuam a levar a cabo as ações de vacinação nos restantes municípios de Luanda, a deslocar equipas de apoio às províncias de Benguela, Huíla e Huambo, para o reforço da resposta à epidemia, a investigar os casos e óbitos nos municípios onde foram notificados, bem como a capacitar os técnicos na gestão de dados, limpeza e análise da base de dados.

Segundo dados do boletim, até terça-feira foram imunizadas em Luanda mais de 6,5 milhões de pessoas e noutras 11 províncias foram já vacinadas mais de 9,7 milhões de pessoas.

O ministro da Saúde de Angola, Luís Sambo, disse que o Governo pretende vacinar toda a população, tendo já sido imunizadas até à presente data cerca de 88% da população de Luanda, com cerca de sete milhões de doses de vacinas já recebidas.

O titular da pasta da Saúde em Angola frisou que é necessária uma quantidade adicional de 18 milhões de doses para se vacinar toda a população do país.

Febre-amarela: Autoridades querem vacinar 80% da população de Luanda

Em comunicado de imprensa enviado à agência Lusa, a Organização Mundial da Saúde (OMS), refere que esta é a primeira vez que Angola realiza uma campanha contra a febre-amarela com esta envergadura.

De acordo com aquela organização das Nações Unidas, a vacina contra a febre-amarela foi introduzida no calendário do Programa Alargado de Vacinação em Angola, em 1980, mas as taxas de cobertura vacinal estão abaixo dos 80% recomendados internacionalmente.

A OMS sublinha que esta baixa taxa de cobertura vacinal explica as razões pelas quais as vítimas da atual epidemia estão a ser pessoas da faixa etária acima dos 15 anos, não abrangidas pelo calendário de vacinação de rotina.

O documento acrescenta que foram adquiridas, com o apoio da OMS, 7,4 milhões de doses de vacinas, para imunizar toda a população da capital angolana a partir dos seis meses de vida, sendo prioritária a imunização de 6,7 milhões de pessoas em áreas de alto risco de febre-amarela, para interromper a transmissão da epidemia.

“Para quebrar a transmissão, está a ser implementada uma Estratégia Nacional de Resposta, que inclui a criação de equipas avançadas de vacinação compostas por uma média de 400 profissionais de saúde por município”, refere a nota.

As equipas, treinadas por peritos da OMS, são reforçadas por 500 vacinadores das Forças Armadas Angolanas, 120 da Polícia Nacional e 50 voluntários da Cruz Vermelha de Angola.

O processo de vacinação tem tido como sério constrangimento, realça a OMS, as enchentes que se verificam nos postos de vacinação, que dificultam o controlo e organização da população a ser imunizada, bem como da logística e sua distribuição atempada de vacinas a todos os postos.

“O número de polícias no terreno, assim como recursos operacionais para as necessidades em meios logísticos, são insuficientes para manter a ordem nos postos de vacinação que estão superlotados”, salienta a OMS.

Nos últimos oito dias, o país continuou a registar uma redução acentuada de casos suspeitos, os quais passaram de 157 para 79, bem como o número de óbitos, que diminuiu em 63%.

O último boletim diário sobre a epidemia da febre-amarela, refere que de dezembro de 2015 até esta terça-feira foram registados 813 casos suspeitos, 65 confirmados, com um total de 138 óbitos, continuando o município de Viana o epicentro da doença.

Desde o início do curto, a OMS apoiou já o Governo angolano com mais de 788 mil dólares e na elaboração de um plano de emergência para angariar fundos estimados em 2,3 milhões de dólares (2 milhões de euros).

 

Vendedores dão lugar à vacina da febre-amarela

vacina

“Nós estamos preocupados desde que em janeiro uma equipa da saúde pública veio dizer que foi aqui que saiu [começou] a febre-amarela. Ainda bem que estão a fazer essa vacinação agora”, começa por contar à Lusa o administrador do mercado do “Quilómetro 30”, António Domingos.

Terá sido neste conhecido mercado no município de Viana, agora fechado para sistemáticas operações de desinfestação para eliminar o mosquito transmissor, que o surto da febre-amarela que desde o final de dezembro atinge Luanda terá tido início.

Chegam a estar neste mercado nos arredores da capital quase 3.700 vendedoras, provenientes de várias províncias, que chegam para abastecer Luanda sobretudo de verduras. É também aqui que está concentrado o centro do surto da febre-amarela, que só desde dezembro já provocou pelo menos 51 mortos, de um total de 240 casos suspeitos da doença.

“A preocupação é porque também vêm aqui muitas pessoas comprar e que podem apanhar [febre-amarela]. Podemos estar a falar de três ou quatro vezes mais pessoas por dia no mercado”, diz António Domingos, há sete anos administrador deste mercado de bancas simples, em madeira e ferro, envoltas em pó e muitos mosquitos.

Há duas semanas que o mercado funciona de forma intermitente, fechado para operações de desinfestação como a que foi realizada esta segunda-feira, e agora sob ameaça de encerramento definitivo. Enquanto isso, logo ao lado, na administração municipal, avolumam-se centenas de pessoas em fila à espera de uma vaga para a vacinação, pública, contra a febre-amarela, garantida por equipas médicas das Forças Armadas Angolanas.

“Isto é uma enchente todos os dias e eu penso que já não é só a população do ’30’ [bairro deste mercado], porque estamos há duas semanas a vacinar e o pessoal não acaba. As pessoas estão preocupadas e já estão a vir aqui de outros municípios, antes de a vacinação chegar lá”, reconhece António Domingos.

Com o surto à porta de casa, no município vizinho do Cazenga, Benedito Domingos, de 32 anos, meteu pés ao caminho e apresentou-se logo cedo no ‘bairro do 30’ para tentar antecipar-se e conseguir vaga para levar a vacina.

“Estou preocupado porque isso [febre-amarela] está a matar as pessoas. Até agora não houve tempo, mas tive mesmo de vir para aqui para a fila e vou esperar, isto é coisa séria”, contou à Lusa.

Também Marina Santos, de 17 anos, deixou o trabalho para levar as irmãs, de oito e três anos, à vacinação dos militares naquele bairro, prioritário nesta operação de combate à doença em Luanda por ser o centro do surto: “A ver se consigo para elas e para mim. Mas já estou há mais de duas horas na fila, deixa ver”, desabafava.

As autoridades de saúde de Luanda têm em curso uma campanha de vacinação extraordinária contra a febre-amarela na capital angolana, que só no município de Viana prevê chegar a mais de um milhão de pessoas, para depois ser alargada a outros pontos.

Contudo, o próprio ministro da Saúde, José Van Dúnem, admitiu no domingo que devido à insuficiente quantidade de vacinas a prioridade deverá ser dada às crianças.

“Consegui”, atirava, em conversa com a Lusa, Marisa Filipe, de boletim na mão, atestando a vacinação do filho, de dois anos, que transportava às costas.

“Até agora não queríamos saber da vacinação, mas depois disto viemos a correr. É mais seguro”, contava, visivelmente satisfeita e também ela já vacinada contra a febre-amarela.

“Lá no Cazenga a vacinação ainda não chegou, por isso tive mesmo de vir aqui ao ’30’. O importante é que consegui e está feito”, rematava.

Surto de febre-amarela em Angola já matou 26 pessoas

Bandeira de Angola

Segundo a responsável, o surto, que se iniciou na zona de Viana, arredores de Luanda, também já foi detetado nas províncias da Huíla, Huambo e Cuanza Sul.

“Nas últimas 24 horas confirmámos mais 12 casos e um óbito”, disse Adelaide de Carvalho.

As autoridades de Saúde de Luanda iniciaram na terça-feira, no município de Viana, uma campanha de combate a este surto de febre-amarela, prevendo vacinar, prioritariamente, até um milhão e meio de crianças e grávidas.

Além da vacinação das crianças, a campanha prevê ações de sensibilização das populações para o reforço das medidas de prevenção, nomeadamente a eliminação de águas estaganadas, proteção contra mosquitos, distribuição de desinfetantes para água e ações de desinfestação de casas.

A campanha será posteriormente alargada a outros municípios de Luanda.

O plano de combate ao surto de febre-amarela em Luanda, lançado a 25 de janeiro, conta com um orçamento provisório de 2,02 mil milhões de kwanzas (11,9 milhões de euros), para a aquisição de vacinas e material, custo operacional das atividades, bem como formação do pessoal envolvido.

A capital angolana registou em 2015 uma cobertura de 70% na vacinação contra a febre-amarela, uma redução comparativamente a 2014, ano em que atingiu os 77%.

Os últimos surtos de febre-amarela em Angola registaram-se em 1971 e 1986.

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