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Portugal bate recorde da década como destino de férias dos portugueses

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Há mais de 10 anos que Portugal não era um destino tão escolhido pelos portugueses para gozarem as suas férias. De acordo com a primeira vaga de 2019 do estudo TGI da Marktest (O TGI é um estudo que permite identificar, conhecer e segmentar o consumidor português de acordo com os seus consumos, posse de bens e serviços) – disponibilizada esta semana ao mercado –, apesar de não se registarem quebras nas férias fora do país, 66,9% dos portugueses escolheram Portugal Continental como destino de férias durante o último ano.

Este valor representa um crescimento de 2.1 pontos percentuais face a 2018 e é apenas superado pelo registo do TGI em 2008, quando 71,3% dos inquiridos disseram ter escolhido Portugal para passar férias.

Além de Portugal Continental, os Açores mantêm-se em 2019 como o quarto destino mais procurado pelos portugueses para gozar férias. Com 5,8% de referências dos inquiridos, o arquipélago apresenta-se assim como um destino tão procurado como França.
No segundo lugar das preferências dos destinos de férias dos portugueses mantém-se Espanha, com 21,2% de respostas, quase 3 pontos percentuais acima do verificado em 2018.

Em sentido contrário, o Brasil, que há 10 anos era referido como destino de férias por 3,4% dos portugueses, manteve em 2019 a tendência sucessiva de queda, recuando dos 1,2% de 2018 para 0,5% em 2019. Ou seja, o Brasil está já atrás de destinos de férias como o México ou a Tailândia.

A primeira vaga de 2019 do TGI revela também que um quarto dos portugueses viajou de avião no ultimo ano (24,6%), sendo que o preço do bilhete é factor decisivo para escolha da companhia aérea nas viagens de férias (72,7%). Quando estas viagens são feitas por motivos de trabalho, no entanto, o horário dos voos supera ligeiramente o preço dos bilhetes como critério decisivo nos voos por trabalho (60,7% contra 59,1% de referências).

No que respeita às estadias, a maioria dos portugueses que ficam em hóteis faz reservas por quatro ou mais dias (59,4%). O preço é o critério preponderante para a escolha dos alojamentos (86,6% de referências), seguido pelos comentários de utilizadores (46,3%).

71% dos portugueses preferem passar férias nas praias nacionais

Na hora de escolher o destino de férias, o Observador Cetelem apurou que o principal critério que influencia a escolha do destino é o clima, referido por 57% dos portugueses. Além de prezarem o bom tempo, o custo do destino revelou também ser um importante critério de escolha (49%), seguido das promoções (28%).

A escolha do destino e a paisagem preferida dos portugueses para esta altura é a praia (71%); seguida da cidade (29%); campo (24%) e montanha (7%). Mas o ideal é que o destino seja em território nacional, pelo menos é o que afirmam 71% dos portugueses, que parecem preferir passar férias dentro do país. Já 28% dos inquiridos escolhem gozar as férias no estrangeiro e 2% referem conjugar os dois.

A praia parece ser também o destino preferidos dos viajantes mais jovens – entre os 25 e os 34 anos (80%). Já o campo é a escolha para 40% dos inquiridos com mais de 55 anos, que tendem a procurar um destino de descanso mais calmo. Os inquiridos da região Sul do país são os que mais indicam a cidade como destino de férias preferido (39%).

Férias: em Portugal ou no estrangeiro?

No seguimento da preferência dos portugueses pela praia, a região sul de Portugal surge, sem grandes surpresas, como o destino preferencial dos portugueses: o distrito de Faro lidera a lista (43%); seguindo-se Beja (10%) e Lisboa (7%).

Para os portugueses que preferem passar as férias além-fronteiras, os destinos europeus são a escolha de 67% dos inquiridos, com uma clara preferência pelo país vizinho: 35% dos participantes no estudo indicam Espanha como destino de férias de verão. Seguem-se a Grécia (10%), a Inglaterra e o Brasil (ambos com 9%). 

Parceiros e Metodologia

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Férias 2019 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos de idade. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, sexo, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 4.0 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 6 e 16 de maio de 2019. Os dados apresentados no Observador Férias 2019 sobre as intenções de gastos, não podem ser comparados com os anos anteriores por motivos de reformulação de perguntas e nas escalas utilizadas.

As nossas 5 dicas para preparar os campos de férias

Eis as suas 5 dicas para ajudá-los a preparar a “mala ideal”:

  1. A lista. Muitas vezes fornecida pelos acampamentos de verão, a lista permite indicar o “essencial” para colocar na mala do seu filho. Cabe a si adaptá-la para que seu filho tenha somente o que precisa, e que seja o mais leve possível:)
  2. A mala. Não muito imponente nem muito pesada, deve optar pelo saco ideal, grande o suficiente para guardar os pertences durante a estadia. Pense em bagagem com rodas ou mochilas muito leves, que serão as mais convenientes de manusear. E para que o seu filho não confunda mala dele com a dos amigos, tudo que você tem que fazer é pôr uma etiqueta de bagagem personalizada.
  3. A roupa. Preveja roupa para cada dia e pelo menos uma troca de reserva, de matérias naturais e respiráveis que sejam confortáveis, fáceis de secar e resistentes para atividades na montanha, na praia, etc. Para guardar a roupa suja, um grande saco de algodão personalizado, que evitará que a criança o confunda com o saco do vizinho no quarto.
  4. A identificação. Desde calças a camisolas fato de banho ou boné, sapatos, conteúdo do estojo de higiene, óculos de sol, lanterna: tudo deve estar identificado para evitar extravios. O Pack Campo de Férias facilitará a sua vida, com etiquetas autocolantes (5 segundos para marcar uma peça de vestuário!) e termoaderentes, bem como etiquetas para sapatos e objetos.

5. Responsabilização. Para que o seu filho saiba quais são os seus pertences, como estão organizados e onde podem ser encontrados, não há nada como fazerem as malas juntos! Uma oportunidade para ele de crescer em maturidade, aprender a organizar-se, para não perder nada, para cuidar do que lhe pertence, etc.

TopAtlântico lança nova campanha para as férias do verão e ajuda Moçambique

O verão está a chegar e com ele vêm as férias grandes, os longos dias de praia e os mergulhos intermináveis no mar! Está a chegar a hora de dizermos “Vamos de Férias!”  e é precisamente este o mote da nova campanha de verão da TopAtlântico, com vários descontos e ofertas exclusivas para as férias do verão.

Para reservas de 13 de maio a 7 de junho a campanha “Vamos de Férias!” da TopAtlântico contempla os destinos de praia mais procurados pelos portugueses cá dentro como o Algarve desde 48€ por noite ou Porto Santo desde 460€ e lá fora para as Ilhas Espanholas desde 384€, praias na Europa desde 560€, praias em África desde 386€, praias das Caraíbas desde 949€ ou praias exóticas como as Maurícias, Maldivas ou Tailândia desde 1064€.

Quem procura opções de destinos mais culturais pelo velho continente, a nova campanha da TopAtlântico tem ofertas desde 748€. Existem, também, ofertas para cruzeiros pelo mediterrâneo, caraíbas e extremo oriente. Alguns destes cruzeiros têm oferta do valor da tarifa de crianças, pacotes de bebidas e crédito a bordo, cruzeiros com partidas de Lisboa e com voos incluídos.

A nova campanha da TopAtlântico tem ainda o grande objetivo de ajudar quem mais precisa, tratando-se também de uma campanha solidária em apoio à UNICEF e à causa de Moçambique. Como agência de viagens, a TopAtlântico, tem como missão contribuir para a felicidade de cada viajante. Mas, a felicidade de cada viajante depende da felicidade de quem o recebe em cada destino e é por isso que, em cada reserva efetuada, a TopAtlântico doará 5€ para a causa de Moçambique. 5€ faz a diferença pois este valor equivale por exemplo a 6 kits de testes de cólera ou 12 vacinas contra o sarampo, 1250 pastilhas purificadoras de água ou 250 barras de sabão. A par deste donativo, o cliente TopAtlântico tem outras formas exclusivas de contribuir para esta causa: por multibanco, transferência bancária ou MB WAY.

As reservas podem ser efetuadas até dia 7 de junho através da rede de lojas TopAtlântico ou em www.topatlantico.pt.

Descartada proposta dos 25 dias de férias

O ministro do Trabalho descartou esta quarta-feira uma subida no número de dias de férias por via legislativa. Vieira da Silva lembra que essa alteração não consta nem do programa eleitoral do PS, nem do programa do Governo. Apesar do chumbo anunciado das propostas que vão apresentar, os partidos de esquerda prometem insistir na ideia.

O Bloco de Esquerda, PCP e PEV apresentaram propostas para a reposição dos 25 dias úteis de férias, retirados em 2012. Os projectos de lei abrangem todos os trabalhadores, do público ao privado, e serão discutidos em plenário a 18 de Janeiro.

O número de dias de descanso pode subir, mas por negociação dos contratos coletivos e não por via legislativa, defende o ministro.

O Código do Trabalho prevê atualmente 22 dias de férias e os partidos da esquerda anunciaram recentemente que vão apresentar uma proposta de reposição dos 25 dias de férias tanto para função pública como para os privados.

O ministro do Trabalho abordou ainda o tema sobre o salário mínimo, cujo aumento para 557 euros em 2017 foi acordado na semana passada em Concertação social. “A negociação social nunca foi um fim fácil”, referiu Vieira da Silva. “De há uns anos a esta parte tem havido uma evolução no sentido de a generalidade dos parceiros entenderem de forma positiva a concertação. É difícil, mas consegue-se”.

Férias alteram genes e reforçam sistema imunitário

nguém duvida dos benefícios das férias. Fazem bem à cabeça, ao humor e até à auto-estima. Numa investigação recente, concluiu-se que também reforçam o nosso sistema de defesa, mantendo-se o efeito mesmo quando o bronzeado já se foi.

Níveis mais baixos de stress e reforço do sistema imunitário são as principais melhorias detetadas pelos investigadores das universidades americanas Ichan School of Medicine, da Califórnia e de Harvard, num estudo rigoroso que envolveu 94 mulheres, voluntárias saudáveis, entre os 30 e os 60 anos.

Durante seis dias, as voluntárias estiveram num resort, longe da confusão e do barulho. A equipa de investigação analisou as alterações em 20 mil dos seus genes para determinar que tipo de genes estava a mudar, antes e depois da experiência. Todas as voluntárias mostraram alterações moleculares significativas, após uma semana de paz e tranquilidade, sendo mais notórias as alterações relacionadas com a resposta ao stress e a função imunitária.

“É intuitivo que tirar férias reduz os processos biológicos relacionados com o stress, mas de qualquer modo foi impressionante perceber as grandes alterações na expressão dos genes, por se estar afastado do ritmo de vida acelerado, estando num ambiente tranquilo, por um período de tempo tão curto”, observou Elissa S. Epel, PhD, Professora de Psiquiatria na Universidade da Califórnia, autora principal do estudo.

Os resultados positivos prolongaram-se até trinta dias após as férias e foram ainda mais expressivos no grupo de mulheres que além das típicas atividades de resort, como ficar estendida na espreguiçadeira, praticou meditação durante aquela semana – em aulas orientadas pelo mais famoso guru new age, Depak Chopra.

“Com base nos nossos resultados, o benefício que retiramos da meditação não é apenas psicológico. Há um claro efeito positivo, quantificável na nossa função corporal”, reforçou Rudolph Tanzi, professor de neurologia na Universidade de Harvard. O que vem ao encontro de estudos feitos anteriormente e que concluíram pelo benefício da meditação, nomeadamente na longevidade.

Apesar do entusiasmo, Elissa Epel reforça a necessidade de se repetir o estudo, para verificar a fiabilidade dos resultados, comparando-os com um grupo que fique em casa, por exemplo.

Há mais portugueses a passar férias no estrangeiro

Este ano, 15% dos portugueses pretende fazer férias no estrangeiro. Os números são do Observatório Cetelem que, através de um inquérito, conclui que há mais portugueses que pretendem gozar a época de férias fora de Portugal, quando comparado com o ano passado (13%).

Relativamente a passar férias fora do local de residência, o número de portugueses a querer fazê-lo também subiu (de 77 para 81%).

No total, mais de metade (56%) dos portugueses não vai passar o período de férias em casa, um número que também regista uma subida, uma vez que no ano passado a percentagem ficava-se pelos 50%.

“Grande parte dos portugueses que passa férias no país fica em casa de familiares, amigos ou nas suas próprias residências secundárias, o que justifica a percentagem elevada de pessoas que não faz reservas”, comenta Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

O mesmo estudo, enviado à redação do Notícias ao Minuto, revela que o destino preferencial para férias fora de Portugal é Espanha, seguido de Inglaterra e Brasil.

No que concerne à preparação da viagem, 64% dos portugueses opta por viajar em Portugal sem fazer qualquer reserva. Um cenário que muda quando o destino é no estrangeiro.

“Os que vão para o estrangeiro optam maioritariamente pelas agências de viagens (46%), enquanto 36% faz as reservas através de plataformas online, como o Momondo ou o Booking. Apenas 10% faz a reserva das viagens diretamente com a companhia aérea e 8% opta por não fazer reservas”, lê-se na mesma nota.

Diogo Lopes Pereira acrescenta ainda que “as agências de viagens são uma opção cómoda e segura para quem vai para o estrangeiro. Ainda assim, já muitos consumidores optam por reservar diretamente as viagens e o alojamento online”.

GNR já registou 20 situações de burla com aluguer de casas de férias

Vinte situações de burla com o aluguer de casas de férias foram denunciadas à Guarda Nacional Republicana até 30 de junho último, informou esta segund-feira a GNR.

Em 2015, a GNR registou 143 crimes de burlas com o aluguer de casas de férias, 52 dos quais ocorreram no distrito de Faro, segundo uma nota divulgada esta segunda-feira por esta força militar.

Relativamente aos concelhos algarvios onde ocorreram os crimes, a GNR destaca os de Albufeira (25), Loulé (14) e Portimão (5).

Os restantes crimes ocorreram nos distritos de Braga (13), Aveiro (13), Porto (11) e Leiria (10).

As situações foram detetadas no início das férias nos meses de junho (13), julho (35) e agosto (51).

Ao referir que as burlas com o aluguer de casas de férias ocorrem, sobretudo, com anúncios de arrendamento de imóveis a preços apelativos publicados na internet, a GNR aconselha as pessoas a desconfiarem de anúncios com preços abaixo do valor praticado no mercado e a verificarem se a casa a alugar não está referenciada em burlas anteriores.

Apela ainda às vítimas de burla para que denunciem os crimes.

De forma geral, estes anúncios fornecem um número de telemóvel que só está disponível no primeiro contacto telefónico, no qual é solicitada a transferência bancária de um determinado montante como “sinal”, refere a GNR, acrescentando que a vítima só se apercebe que foi burlada quando volta a contactar o mesmo número de telefone e verifica que deixou de estar ativo.

A vítima apercebe-se ainda de que foi burlada quando pretende recolher a chave da habitação ou quando chega à morada que lhe foi fornecida e constata que esta não existe.

Em 2015, a GNR registou 3.915 ocorrências de burlas, o equivalente a uma média de 327 por mês (ou 11 por dia). Os meses de julho e agosto foram os que registaram mais ocorrências. Perto de 40 por cento das burlas foram cometidas sem contacto presencial e grande parte respeitam a transações comerciais.

No que respeita às formas de contacto com a vítima, 1.592 burlas ocorreram através da internet (708 relacionaram-se com a compra ou venda de objetos e 112 com o aluguer de casas para férias), enquanto 1.300 foram cometidas através de contacto presencial.

Mais de duzentas burlas (227) foram cometidas com recurso a telefone/telemóvel, 62 com recurso a carta e 45 através de anúncio em jornal, revista ou panfleto.

10 DICAS PARA AS FÉRIAS DO GATO E DO CÃO

As férias! O período mais aguardado do ano. Trabalhamos 11 meses a pensar nos 30 dias livres, tão merecidos, tão desejados, tão programados, nem que seja no sentido de nada fazer, a não ser aquilo que nos dá mais prazer. Não ter horários, poder dormir mais um pouco, passeios ao ar livre, praia, campo, vegetar no sofá, esmiuçar até à exaustão todos os canais da televisão por cabo, ler um livro, jogar, praticar o desporto favorito, resolver quebra cabeças, ir ao cinema ou ao teatro, viajar, mudar de ambiente e de rotinas. São infinitas as possibilidades. Vive-se uma espécie de euforia por antecipação, um prazer imenso em programar, organizar, delinear, pensar e repensar. É esta expectativa que nos dá ânimo para continuar, energia para levantar cedo, enfrentar as birras infantis, o caos matinal de despachar crianças sonolentas para a escola, a fila de trânsito ou os transportes públicos apinhados, o mau humor do chefe ou do colega de trabalho, almoços escassos e comidos à pressa, o regresso demorado, a azáfama de final de dia, com intermináveis tarefas domesticas e familiares. Mas a ideia daqueles dias de descanso e todas as possibilidades que podem proporcionar, são a luz ao fundo do túnel.

Infelizmente para muitos animais de estimação, a sua existência pode limitar as opções do seu tutor. E se este não for um humano responsável, rapidamente encontrará uma forma mais ou menos engenhosa de se livrar deste empecilho. Não é por acaso que o número de animais abandonados aumenta exponencialmente no período critico dos meses de Julho, Agosto e Setembro. Muitos deles foram adotados ou comprados no Natal e a sua curta existência em casa dos tutores (nem seria esta denominação que deveria utilizar, uma vez que ser tutor implica uma serie de responsabilidades, que estão aqui completamente negligenciadas) não foi o suficiente para acordar o espírito de compaixão, o sentido de proteção e o amor ao próximo, mesmo que este “próximo” seja um cão ou um gato.

Merecemos, sem a mais pequena sombra de dúvida, uma férias relaxantes e reparadoras. Mas se formos organizados, conseguimos incluir os nossos animais nestes momentos prazerosos. Se isto não for possível, haverá sempre alternativas, que não passam pela negligencia, irresponsabilidade ou abandono. Se este artigo, de alguma forma, evitar o abandono criminoso de um único animal que seja, já atingi o meu objetivo!

1 – Se possível, faça planos que incluam o seu cão, se o seu destino for território nacional . Há imenso alojamento, sobretudo em turismo rural, onde são bem vindos. Se não possui casa de férias própria, procure com algum tempo de antecedência, mas não se esqueça de avisar, aquando da reserva, que se vai fazer acompanhar pelo seu amigo peludo. Infelizmente os cães não podem frequentar as praias portuguesas, em áreas concessionadas. Portanto será mais fácil arranjar programas que incluam toda a família, se tentar regiões interiores, repletas de paisagens verdejantes convidativas para longos passeios ao ar livre. Mas se o seu cão é adepto dos deportos náuticos, tem sempre a possibilidade de o levar a banhos a uma das inúmeras barragens, lagoas ou praias fluviais. Certamente com temperatura inferior, mas em compensação com menor ondulação e correntes mais suaves (cuidado com o local escolhido, porque em algumas zonas a corrente poderá ser forte mas dissimulada), poderá nadar, brincar, escavar, mergulhar, enfim, gastar todas as energias acumuladas. Certamente, quando voltar, será o repouso do guerreiro e dormirá um sono profundo, saudavelmente reparador. Se preferir o mar salgado, a nossa costa é imensa e poderá sempre encontrar praias pouco frequentadas ou que possuam áreas não vigiadas, onde o possa levar, para passar bons momentos de brincadeira ou até de convívio com outros seus semelhantes. Cuidado com a insolação. Forneça sombra suficiente para o seu tamanho e permita-lhe arrefecer frequentemente o corpo, com banhos frios. Mantenha à sua disposição água em abundância.

2 – Se não for possível levar o cão consigo, porque vai para fora de Portugal ou o seu destino nacional não aceita animais de estimação, pondere qual a melhor solução. Se for um animal bem socializado, talvez o melhor seja um hotel para cães, ou mesmo um particular que tenha espaço e competência para ficar com alguns animais em simultâneo. Assim poderá brincar, aprender e praticar com outros a comunicação natural da espécie. Na maioria dos casos vivem isolados, sem grande possibilidade de convívio com os seus semelhantes, exceto, provavelmente, um fugaz contacto durante os passeios diários. As férias poderão ser um grande oportunidade para aprender ou adquirir algumas competências, assim como para se divertir à grande.

3 – Se o seu cão for um animal dependente e pouco à vontade com outros cães, a melhor opção será a de contratar os serviços de um pet sitting ou, em alternativa, pedir a um amigo, vizinho ou familiar que o visite pelo menos 2 vezes por dia, brinque, passei e mime, para além da alimentação e higiene. Se for possível que alguma destas pessoas se mude para a sua casa durante esse período, por forma a que o cão se sinta mais acompanhado, melhor ainda.

4 – No caso do seu animal de estimação ser um gato a melhor opção será a de o manter no seu território. Assim, se houver possibilidade, contrate os serviços de uma pet sitter, fale com um amigo ou vizinho, peça ajuda a um familiar. Este deverá visitar o gato pelo menos uma vez por dia, verificar e limpar os caixotes de areia, renovar a água e comida, brincar algum tempo com ele. Na sua ausência deve providenciar formas de o gato se manter cognitiva e fisicamente ocupado, escondendo comida todos os dias em sítios diferentes, trocando frequentemente de brinquedos, alguns deles com movimento, utilizando dispensadores de comida, que o gato precisa de movimentar para ganhar uns grãos de ração. Mais uma vez, se for um gato humano-dependente, poderá ver se um dos seus conhecidos não se importa de ficar lá em casa na sua ausência.

5 – Em alternativa poderá optar por levar o gato consigo, mas isto só fará algum sentido se vai de férias para um local habitual, onde o animal já está familiarizado com o espaço. Por vezes estes nossos amigos até gostam de estar num destino campestre, onde possam vaguear pelas redondezas, trepar árvores e caçar, coisas que muitas vezes não estão possibilitados de fazer na casa que habitam. Mas muito cuidado com as saídas em sítios novos. Dê-lhe algum tempo para se habituar ao espaço, antes de o deixar aventurar-se em território desconhecido. Só depois de alguns dias em ambiente controlado é que lhe poderá permitir iniciar a exploração gradual do exterior. E não se esqueça de, antes da partida, visitar o veterinário para solicitar o implante do microchip, porque no caso de o gato desaparecer, poderá sempre ser resgatado por alguém que o leve a uma clinica local, para fazer a leitura eletrónica de mesmo e assim chegará ao seu contacto. Mesmo assim deverá ter sempre uma coleira com um porta-identificação, que poderá adquirir numa loja da especialidade. Este método é mais visível e o retorno mais rápido, em caso de resgate. Mas havendo sempre a possibilidade de o perder, mais vale ter a identificação eletrónica, quase impossível de remover.

6 – A última alternativa será a de o colocar num hotel para gatos. Nesta espécie, de complicado relacionamento social, este deverá ser mesmo o último recurso. O alojamento deve ser individual, não permitindo o contacto visual com outro gato, ou mesmo outra espécie. É também muito importante que o ambiente esteja impregnado do odor das feromonas faciais, comercializadas em spray ou difusor.

7 – Se a decisão foi a de levar o seu companheiro consigo, ou para um hotel para animais, prepare a viagem atempadamente, por forma a não viajar no período mais quente do dia. Os gatos devem viajar na caixa de transporte bem presa com o cinto de segurança, para não oscilar muito. Convém que estejam familiarizados com a transportadora e que a reconheçam como um local onde possam esconder-se e sentir-se seguros. Para tal, esta deve estar disponível no ambiente do gato, muito antes da viagem. Os cães viajam presos com cinto de segurança próprio, ou, em alternativa, na bagageira, desde que separada do habitáculo por uma rede. Nunca coloque o cão numa bagageira fechada com tampa. Efetue paragens frequentes para deixar o cão esticar as pernas e beber água. No caso do gato, ofereça-lhe água e se a viagem for muito longa deixe-o sair da caixa, dentro do carro e com as portas bem fechadas, para utilizar o areão e espreguiçar-se um pouco. Leve alguns objetos preciosos para o seu amigo de quatro patas, como por exemplo a almofada ou o brinquedo favorito. Se o animal for muito ansioso, consulte o veterinário assistente para se aconselhar sobre alguma medicação que possa fazer para diminuir esta ansiedade, durante a viagem. Pode também utilizar as feromonas sintéticas, adaptadas à espécie, que ajudarão o animal a relaxar durante o transporte e depois no local de destino. MUITO CUIDADO com o golpe de calor. Nunca deixe o seu amigo fechado no carro, mesmo que por curtos períodos ou com o carro à sombra. O habitáculo pode atingir altas temperaturas, incompatíveis com a vida.

8 – Se viajar para fora do pais, de avião, só leve o seu animal se for para uma estadia de longa duração. Em curtas permanências, o prazer que possa disfrutar no local de destino não compensa o stress que irá sofrer neste meio de transporte, para além da burocracia relacionada com a circulação de animais de companhia entre países. Só cães de pequeno porte e gatos não muito pesados podem viajar na cabine. Os restantes terão que viajar no porão. Climatizado e pressurizado, é verdade, mas sem qualquer apoio ou conforto psicológico da simples presença de um humano familiar.

9 – Se optar por um hotel para animais, selecione antecipadamente os possíveis locais, visite-os, se possível, de surpresa, para não haver hipótese de publicitarem algo que não corresponda à realidade. Não esqueça que nos períodos críticos as reservas esgotam rapidamente. Marque com tempo, para não ficar sujeito a ter que recorrer a um qualquer local duvidoso, por ser o único que tem vagas. Agende atempadamente uma visita ao veterinário, para verificar o estado sanitário do cão ou do gato e adaptar o esquema vacinal ao facto de que irá permanecer num ambiente possivelmente contaminado com alguns vírus ou bactérias contagiosos (caso, por exemplo, a traqueobronquite infeciosa, vulgarmente conhecida como tosse de canil, no caso dos cães e da gripe felina, nos gatos). Lembre-se que as vacinas não imunizam automaticamente o animal. Todas precisam de cerca de 2 semanas para se tornarem efetivas. Leve a cama, a manta, os comedouros e os brinquedos preferidos, para minimizar os efeitos stressantes de um ambiente intimidante e odorificamente desconhecido. Leve também a alimentação habitual. Quanto menos mudanças melhor. Só mesmo as inevitáveis. No caso dos cães, leve-o a visitar o local, algum tempo antes da estadia e se possível deixe-o lá ficar a passar uma noite ou um fim de semana, para que faça uma adaptação gradual e para que possa avaliar a forma como lida com o facto de lá ficar sem os tutores.

10 – O verão é preenchido por festas populares, arraiais e comemorações várias. Muitos destes eventos são extremamente ruidosos e alguns deles incluem fogo de artifício, foguetes ou petardos. Um grande número de animais tem pânico destes ruídos. Muitos deles desaparecem em noite de encerramento destas festas. Sobretudo se estiver em território desconhecido, poderá correr sem destino e não conseguir regressar ao ponto de partida. Mantenha o cão ou o gato em casa nestes dias e não lhe permita o acesso livre ao exterior. No caso de ficar receoso ou mesmo em pânico, mantenha-se simplesmente presente e tente não se mostra igualmente ansioso. Conforte-o sem exageros e distraia a sua atenção, com uma brincadeira ou com a execução de um comando simples, como o “senta”, “deita”, “dá a pata”, etc.

Para terminar, um desejo de uma ótimas férias. E se estas incluírem todos os membros da família, ainda melhor. Servirão não só para relaxar e recarregar baterias, mas também para estreitar laços de relacionamento entre todos.

Até para o mês que vem…

Estaremos seguros estas férias? Espanha entre os destinos a evitar

O ataque de ontem na Turquia voltou a lançar a questão: estaremos seguros estas férias?

Sendo esta época propícia a viagens, a onda de ataques perpetrados nos últimos meses pela Europa pode levar muitos a ter de pensar duas vezes na hora de escolher o seu destino de eleição para descanso.

As autoridades britânicas estão receosas de que os resorts turísticos europeus possam ser um alvo de terrorismo este verão, e assumem mesmo que o Reino Unido não está imune ao perigo. Mas não é o único território.

O gabinete de Relações Externas deste país analisou vários países da Europa e deu-lhes uma avaliação consoante o risco de ataque da que estão expostos.

Turquia, Egito e Espanha são alguns dos países com risco elevado. O país vizinho é conhecido pelas suas praias e ilhas paradisíacas tornando-se num dos destinos de eleição de muitos turistas. Por isso, os britânicos, colocam o país em alerta vermelho.

Países como a França, Bélgica e Alemanha também estão não topo da lista. Os ataques de que foram alvo ultimamente leva as autoridades a temer que estes se repitam. Tunísia, Rússia, Marrocos e Itália são outros países a evitar.

Portugal é dos países com baixo risco. Embora também seja um destino de eleição, sobretudo pela zona do Algarve, foi colocado na categoria dos países mais seguros.

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