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Automóvel autónomo da Google cada vez mais perto

Shaun Sewart é um nome que pouco dirá à maioria, em especial fora dos EUA. Mas a contratação por parte da Google deste ex-executivo da Airbnb, a empresa especializada em alugueres online de casas de férias, deixa perceber que o “gigante” da área da tecnologia estará cada vez mais próximo de lançar no mercado a sua tecnologia de condução autónoma.

Em comunicado, a Google anunciou que Stewart passa a integrar a empresa enquanto director do projecto do automóvel autónomo, tendo como principal tarefa ajudar a assegurar a respectiva comercialização. Um projecto que está a ser desenvolvido há já mais de sete anos, mas que registou um avanço de monta nos últimos doze meses.

Uma centena de monovolumes Chrysler Pacifica estão a testar o sistema de condução sem condutor nos EUA
Uma centena de monovolumes Chrysler Pacifica estão a testar o sistema de condução sem condutor nos EUA

De recordar que o ex-responsável técnico deste projecto previu, em 2015, que a Google estaria pronta a produzir a sua tecnologia de condução autónoma em 2020, e que a empresa estaria em busca de parceiros para este efeito entre as marcas de automóveis de dimensão global. Entretanto, no decurso do último ano, a empresa não só inaugurou um centro de engenharia no estado norte-americano do Michigan, como assinou um acordo de colaboração com a Fiat Chrysler Automobiles no sentido de duplicar a sua frota de automóveis autónomos, actualmente composta por 60 veículos de testes, sendo que, desde o arranque do projecto, os seus protótipos já percorreram, autonomamente, praticamente três milhões de quilómetros.

Riva tem novo “tender”: o 500 em edição especial

Aviso à navegação: já pode ser encomendado o novo 500 Riva, que chega a Portugal em Setembro. Os preços ainda não foram oficialmente divulgados para o mercado nacional, mas tendo como referência o mercado italiano, os valores não devem andar longe de um acréscimo de cerca de 2.800€ face à versão convencional do citadino da Fiat.

A marca italiana continua a surfar a popularidade do seu icónico 500, cujas vendas no mercado nacional vão vento em popa, e fá-lo agora num mar nunca antes navegado pela casa transalpina: associando-se às luxuosas lanchas Riva para a criação de um 500 especial, apresentado como “o mais pequeno iate do mundo”. Para navegar em terra firme, está claro.

Se é mais marinheiro de água doce, impõe-se uma contextualização. A Riva, marca fundada em 1842 por Pietro Riva e detida pelo Grupo Ferretti desde 2000, simboliza a mítica “Dolce Vita” dos anos de 1950/60. Celebridade que quisesse ir a banhos com “glamour”, fazia-o numa lancha da marca italiana.

Brigitte Bardot em Saint-Tropez, a bordo de um Riva, em 1963

Brigitte Bardot em Saint-Tropez, a bordo de um Riva, em 1963

Hoje, como ontem, a Riva continua a fazer parte do imaginário dos amantes do mar que valorizam os mais ínfimos detalhes e a nobreza da madeira. A prova disso é que a marina do Mónaco, que é “só” o ponto de paragem mais elitista do planeta, tem uma área exclusivamente reservada às embarcações Riva. Por lá, o que se vê é um regalo para a vista. Avalie por si:

Aproveitando os laços estabelecidos entre a Riva e a Scuderia Ferrari – a primeira patrocina a equipa de Fórmula 1 da segunda nesta edição do Mundial –, o Grupo Fiat Chrysler Automobiles renovou a parceria, com um outro enfoque. Se a associação à Fórmula 1 se alicerça na velocidade (das lanchas e dos carros), esta ligação ao 500 é mais um exercício de afirmação de estilo.

Seja como coupé ou cabrio, o novo 500 Riva impõe-se pela sua aparência exclusiva e pelos detalhes refinados. No exterior, marcam presença a cor azul exclusiva desta série especial (uma das preferidas dos compradores do Aquariva Super, o barco que sucedeu ao lendário Aquarama de meados do século passado), sendo também de cor azul a capota de lona específica da versão descapotável – contando a variante fechada com um tejadilho panorâmico em preto.

Ao mesmo tempo, as jantes de 16” e 20 raios são exclusivas desta versão, ao passo que as caixas dos retrovisores exteriores cromadas, assim como as pegas das portas e as aplicações metálicas no capot, são mais uma evocação das lanchas Riva. Evocação que prossegue com a dupla linha azul pintada ao nível da linha de cintura, a fazer lembrar as formas de um iate, e com o logótipo da Riva presente junto aos “piscas” laterais, no tablier e nos bancos.

Ainda mais deslumbrante é o interior. Tablier, punho da caixa e soleiras das portas são construídos em peças únicas de mogno maciço com inserções em madeira de ácer, no caso do tablier aplicada sobre uma fina estrutura em fibra de carbono. Os bancos são revestidos a pele Poltrona Frau de cor marfim, com costuras num diferente tom de marfim e rebordos azuis, a mesma combinação cromática utilizada nos cintos de segurança.

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Opcionalmente, está disponível o sistema de som BeatsAudio desenvolvido em conjunto com a Beats by Dr Dre, com 440 Watt de potência e composto por um amplificador digital de oito canais, dois “tweeters” montados nos pilares dianteiros; duas unidades de médios de 145 mm instaladas nas portas; duas unidades de graves de 165 mm montadas nos painéis laterais traseiros; e um “subwoofer” de 200 mm montado no local habitualmente ocupado pela roda sobressalente.

O novo Fiat 500 Riva estará disponível com os motores 1.2 de 69 cv, 0.9 TwinAir de 85 cv e 105 cv e 1.3 Multijet de 95 cv. Consoante as versões, a caixa pode ser manual de cinco ou seis velocidades, ou robotizada Dualogic. As primeiras 500 unidades destinadas à Europa serão numeradas e distinguidas através de uma placa identificativa colocada junto à alavanca de comando da caixa, passível de ser personalizada pelo comprador.

Basta navegar um pouco na Internet para nos deparamos com resultados impressionantes: um Riva de 115 pés de 2009, mesmo “usado”, vale qualquer coisa como 7 milhões de euros. Se considerarmos que para ter uma lancha da marca italiana implica, no mínimo, desembolsar cerca de 300.000€, acaba por ser refrescante a hipótese de marear na estrada com o mesmo estilo e por muito menos do que um décimo desse valor. Sai mesmo 17 vezes mais em conta. “Ti piace questa idea?”

Enquanto se questiona futuro da Fiat, Ferrari derrapa no arranque em Itália

Nesta ação, efetuada no domingo, e que resulta na negociação da Ferrari também em Milão a partir desta segunda-feira, os investidores receberam uma ação da nova cotada, que negoceia sob o ‘ticker’ Race, por 10 ações da Fiat Chrysler. Piero Ferrari, filho de Enzo Ferrari, um dos fundadores da marca, fica com os restantes 10%.

Enquanto a Ferrari iniciou a sua primeira sessão milanesa em ligeira perda, a Fiat regista uma derrocada superior a 30%, algo que se percebe à luz da saída dos seus ativos do construtor de Maranello. Dos 16,7 mil milhões de capitalização bolsista, o grupo tem agora um valor, em bolsa, abaixo dos 11 mil milhões. A Ferrari, por seu lado, negoceia na casa dos 42 euros por ação e tem uma capitalização em torno dos oito milhões de euros.

Sergio Marchionne, o homem que lançou a coqueluche da Fiat, o 500, com pompa e circunstância (numa cerimónia milionária em Turim, precisamente 50 anos após a produção do primeiro 500 naquela cidade, antecipando assim em 2007 o fôlego que o pequeno automóvel viria a dar às contas do grupo) e depois se atreveu a lançá-lo nos EUA com o ambicioso objectivo de 50 mil vendas por ano – um desejo falhado, como o próprio admitiu em 2012 –, e delineou a fusão com a Chrysler após o grupo Fiat a adquirir no auge da crise financeira de 2009, terá agora a prova de fogo.

Como será o futuro da Fiat Chrysler Auto sem os lucros da Ferrari? O primeiro impacto, na bolsa, é a quebra nos títulos do construtor superior a 30%. Certo é que Sergio Marchionne não se poderá demarcar desta decisão, visto ter sido ele o obreiro desta separação, após ter conseguido afastar da presidência da Ferrari – que o CEO da Fiat viria a assumir no final de 2014 -, o histórico líder da Ferrari Luca di Montezemolo, numa guerra de poder.

Antes, em 2009, aproveitando a derrocada financeira nos EUA, desencadeada pela falência da Lehman Brothers, o CEO do grupo italiano assinou com o governo norte-americano a compra do grupo Chrysler, que inclui ainda, entre outras marcas, a Jeep. Tecnologia, designadamente motores mais ecológicos e a base para modelos como o Jeep Renegade (construído sobre a plataforma do Fiat 500 X e utilizando motores como o 1.6 diesel e o 1.4 Turbo a gasolina desenvolvidos pelos italianos), foram contributos da Fiat para que o grupo  norte-americano se renovasse. Entretanto, as marcas do antigo grupo Chrysler passaram a ser o motor dos lucros do grupo Fiat Chrysler Auto.

Há três anos, quando questionado, no salão da meca automóvel americana, Detroit, se a Fiat já necessitava tanto da Chrysler, como esta da Fiat, Marchionne disse: “sem sombra de dúvida. Já não entendo uma sem a outra”.

Em outubro de 2014, a fusão ficou finalmente formalizada. Desde que o ‘spinoff’ da Ferrari foi anunciado duas semanas depois, no âmbito do plano de negócio 2014-2018, e a sua conclusão neste domingo, as ações do grupo dispararam 69%.

A retirada da Ferrari de dentro do universo Fiat – “seguir caminhos diferentes” foi a decisão verbalizada por Marchionne quando anunciou a independência da marca de Maranello – é nova prova de fogo para a capacidade de gestão do CEO, que nesta segunda-feira, sobre a união que tem procurado afincadamente com a General Motors, revelou ter-se encontrado com a homóloga da GM em Dezembro e disse que não espera voltar a beber café com Mary Barra tão depressa. Sinal de que o ganho de dimensão através de fusões ou as poupanças através de partilha de investimentos e componentes, defendida por Marchionne, está mais longe de acontecer com o gigante norte-americano.

O líder da Fiat Chrysler espera que a Ferrari, enquanto companhia autónoma, possa aumentar de valor. Em contraponto, a Fiat perde um importante contributo para as suas receitas, numa altura em que os italianos de Turim têm pela frente um ambicioso plano de 48 mil milhões de euros para expandir as suas operações.

Nos últimos tempos, ficou-se a conhecer a decisão de travar a prevista expansão da gama da Alfa Romeo e Maserati e centrar-se mais na Jeep, detentora de forte ADN no expansionista segmento dos Sport Utility Vehicles (SUV).

Os investidores questionam como irá a Fiat Chrysler Auto enfrentar a montanha de dívida que tem sobre si e ainda conseguir fôlego para se lançar no plano de investimento delineado por Marchionne.

Citado pela Reuters, um estratega do IG Group, de Milão, diz hoje que “os investidores estão preocupados com o facto de que o valor da Fiat possa ser muito menor sem a sua joia da coroa”.

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