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“Hoje o bombeiro é um especialista”

O XI Encontro Nacional de Riscos terá como tema “Incêndios em estruturas. Aprender com o passado”. Enquanto instituição responsável por formar bombeiros, quais diria ser, neste momento, as melhores aprendizagens que estes profissionais conseguiram nos últimos tempos?

Genericamente podemos afirmar que os Bombeiros Portugueses estão bem formados e a qualidade da formação ministrada é excelente. Atualmente, utilizam-se modernas tecnologias na formação e aplicam-se os melhores dados ao nível do conhecimento científico disponível.

Os bombeiros são um dos principais interessados no evento pelo simples facto de lidarem com este tipo de questões diariamente. Para este ano, quais são as expectativas?

A importância das lições aprendidas. É uma postura que em Portugal se utiliza pouco, contribuindo assim, muitas vezes, para se repetirem os erros.

Passados 30 anos do grande incêndio do Chiado, que mudanças são mais visíveis na forma de abordar incêndios em grandes estruturas?

Existem grandes mudanças na legislação relativa à segurança contra incêndios em edifícios, mas é uma matéria que merece abordagens mais profundas. Quase sem se dar por isso, todos os anos, em média, cerca de 60 pessoas morrem nas suas habitações. Temos o problema das construções mais antigas, os métodos de reabilitação e mesmo em edifícios mais recentes existem problemas diversos. Basta relembrar o incêndio na Grenfell Tower, em Londres, em 2017. Outro dado muito importante vem no seguimento do atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos. A abordagem que os Bombeiros hoje fazem em intervenção de edifícios com este tipo de construção é completamente diferente. A União Europeia constituiu um grupo de trabalho, que a ENB integra, para abordar esta problemática.

Além das grandes estruturas que outro tipo de incêndios são mais preocupantes em Portugal?

Está muito focado nos incêndios, mas relembro, a título de exemplo, e todos recordam, o número de incêndios nas instalações industriais nos últimos dois meses. Brevemente começaremos a preocupar-nos com os incêndios em veículos elétricos e movidos a gás. São dois desafios no curto prazo.

Relativamente aos cidadãos, considera que estão adequadamente sensibilizados para os cuidados na prevenção de incêndios urbanos?

Não. Há muito trabalho a desenvolver.

O que distingue um bombeiro dos dias de hoje de um bombeiro de há 50 anos?

Em comum, o espírito solidário e abnegado. De diferente, hoje o Bombeiro é um especialista, embora com menos tempo disponível.

OPCO e a Aeronáutica em Portugal

OPCO surge em 2006 como uma startup ligada à consultoria. No entanto, em 2015, apresenta-se no mercado de forma independente do grupo original. Porquê esta mudança?

A mudança teve a ver essencialmente com a necessidade de darmos um outro rumo àquilo que vinha sendo a estratégia da empresa, de nos concentrarmos em algumas, poucas, áreas-chave e apostar no desenvolvimento de relações externas, fosse com colaboradores ou com clientes. Acima de tudo, dar um rumo mais assertivo e focado à estratégia da empresa, reforçando tudo aquilo que já fazíamos bem, eliminando a dispersão por outros temas ou por outras áreas e concentrando os recursos nas nossas atividades principais.

Hoje, passados três anos, podemos afirmar que essa foi, sem dúvida, uma aposta ganha?

Sem qualquer dúvida que sim. Nestes três anos a empresa cresceu, certificou-se, estabeleceu novas parcerias e prepara-se para apresentar outras novas ao mercado. fez crescer consideravelmente a sua base de especialistas, cimentou de forma definitiva a OPCO junto da sua base de clientes e junto dos seus parceiros internacionais, como por exemplo a VDA QMC. Podemos dizer que não é por acaso que a OPCO tem sido convidada a participar em várias atividades, em Portugal e no estrangeiro, como por exemplo, a conferência regional da VDA, realizada este ano no Porto.

Inicialmente com uma forte ligação à indústria automóvel, hoje a OPCO dá cartas no mercado da indústria aeronáutica. Que principais desafios ou preocupações acarreta este setor em Portugal?

Diria que, de forma diferente do atual estado do setor automóvel, na área da aeronáutica há ainda um caminho a percorrer. O setor tem crescido, principalmente depois da vinda da Embraer e, principalmente, com a participação de entidades portuguesas no projeto KC-390, mas há ainda que consolidar conhecimento, competências, ter nome e estrutura para poder ombrear, por exemplo, com a realidade de Espanha, completamente diferente da nossa. Claro que há sempre um caminho a percorrer, ao entrar numa nova área, e essa verdade aplica-se também à nossa realidade no mundo aeronáutico.

A OPCO tem vindo a apostar na formação para o setor aeronáutico. Portugal é um país maduro neste setor?

Não, não se pode dizer que seja. Como anteriormente referido, há ainda muito a desenvolver nesta área, seja a nível de competências nas áreas da qualidade, nas áreas dos serviços de apoio, sejam serviços de engenharia ou de, por exemplo, construção de ferramentaria. Para além das entidades que participam no projeto KC-390 e das multinacionais já instaladas em Portugal, ainda não se pode dizer que exista massa crítica suficiente. Para dar apenas um exemplo, existem em Portugal pouco mais de 220 entidades certificadas pela IATF16949. A nível da EN 9100 estamos a falar de um universo de cerca de 20 empresas certificadas. Toda esta diferença se reflete, claro, em todos os serviços associados e na disponibilidade e oferta de pessoal qualificado ou de formação reconhecida.

Qual é o futuro das qualificações e do trabalho na indústria aeronáutica? Que papel a OPCO pretende assumir neste âmbito?

O futuro passa pelo multiplicar da oferta de pessoal qualificado e será nessa área que as universidades, as associações do setor e as entidades governamentais terão um papel decisivo a desempenhar. Em termos de conhecimento, temos claramente as fontes do mesmo disponíveis, temos agora que olhar para a capacidade de aplicar esse conhecimento, de transformar o conhecimento técnico em valor, através da aplicação do mesmo. É nesse sentido que digo que as universidade, associações e entidades governamentais têm um papel fundamental, de modo a se adaptarem, de modo a passarem de uma realidade de necessidades industriais gerais para algo específico, neste caso, da indústria aeronáutica, e assim poderem, de forma cada vez mais objetiva, providenciar aquilo que as empresas necessitam.

Neste setor, Portugal pode afirmar-se como uma porta de entrada para a aeronáutica na europa?

Não diria uma porta de entrada, colocaria a questão numa perspetiva diferente, pode Portugal entrar na Europa e no Mundo da aeronáutica? E a resposta seria sim, claro. Terá é que haver a vontade, não só das empresas, mas principalmente dos políticos, em colocar Portugal nesse mundo. Compare-se, por exemplo, o atual momento de desenvolvimento, ligado ao projeto KC-390, e o que poderia ter sido a continuidade de Portugal, anos atrás, no projeto do Airbus A-400. Onde poderíamos estar agora?

Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Qual a mais adequada definição de cibersegurança?

No entanto, “cada organização deverá definir uma estratégia de cibersegurança baseada na necessidade de presença no ciberespaço e da exposição a possíveis atacantes. E complementa: “A sensibilização, a formação e o treino do humano são pontos fulcrais para as organizações em relação a matérias relacionadas com a cibersegurança”.

No mundo virtual que procuramos viver, Paulo Borges opta por manter uma presença no mercado discreta, apostando no relacionamento e conhecimento de pessoas e organizações em vez do anúncio dos seus serviços em web sites ou redes sociais, o que é, de facto é uma situação díspar.

A sua empresa, a Segurti, não tem um site ou redes sociais a ela associadas. Deve-se a questões relacionadas com a cibersegurança? Questionámo-lo. Não. Prende-se apenas com o seu modo de funcionamento. “Apesar de a minha atividade estar ligada à Segurti, trabalho como um profissional independente no mercado, preservando como ativos mais importantes na minha atividade profissional a minha imagem, reputação e conhecimento. Desde 2001 que desenvolvo ações de consultoria, auditoria e formação. Nalguns organismos para os quais presto serviço de auditoria é exigido um elevado nível de sigilo de acordo com o código deontológico subscrito”, começa por explicar Paulo Borges.

Isto significa que no mundo da cibersegurança existem muitas práticas que devem ser seguidas de acordo com a objetividade de cada um dos temas que se quer proteger. “Neste caso a minha proteção está centrada nos ativos de alto valor que detenho, não estando exposto ao mundo da internet de uma forma mais generalizada ou global como é feito no comum das empresas. É uma opção consciente, sendo a única exceção a disponibilidade do meu perfil profissional no Linkedin”, acrescenta.

Com atividade corrente em vários países, Paulo Borges investiu dez anos numa relação profissional com vários clientes em Angola. Hoje, como exemplo desta internacionalização voluntária, é professor de cibersegurança nos mestrados integrados do INPT (Institut National des Postes et Télécommunications), em Marrocos.

Relembra que, em 2000, quando era diretor de sistemas de informação de uma multinacional, passou pela fronteira da ameaça que a viragem do século acarretou, uma ameaça muito maior do que a preparação das organizações para a entrada em vigor do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados a 25 de maio de 2018. “Na passagem para o ano de 2000, a maioria dos equipamentos e aplicações que trabalhavam com a data incluindo apenas dois dígitos, tiveram de sofrer uma reformulação técnica profunda para não resultar em colapso dos sistemas de informação que suportavam. Em plena época de revolução das tecnologias de informação, decidi trabalhar por conta própria,” conta-nos o nosso entrevistado.

É neste momento da sua vida que decide mudar-se para Inglaterra, onde viveu dois anos e onde “descobre” a segurança de informação. “Quando voltei para Portugal encontrei um país com pouca experiência em matéria de segurança tecnológica e organizativa, e quase sem atividade em temas relacionados com garantia da continuidade de negócio e de cibersegurança. Tendo em conta o conhecimento adquirido em experiências com a BSI e na utilização de normas ISO, decidi apostar na sensibilização de empresas e pessoas para o significado da cibersegurança através da implementação de sistemas para gestão da segurança da informação”, adianta Paulo Borges.

Entretanto é convidado por várias organizações para lecionar o tema da cibersegurança, tornando-se, efetivamente, professor convidado de instituições académicas nacionais e internacionais.

Começa a desenvolver trabalhos de consultoria, mas, no entanto, o mercado ainda não estava suficientemente maduro para que fosse um sucesso. Decide, consequentemente, e mantendo a vinculação à consultoria, começar a desenvolver trabalhos de auditoria interna em várias organizações no país. “Nunca me desvinculei, nem o farei nunca, da atividade de formação e à medida que me fui introduzindo nos temas relacionados com a segurança das organizações, que é um universo de aplicações muito vasto, comecei a relacionar algumas áreas que, a nível de mercado internacional, estavam a desenvolver-se, mas a nível nacional ainda não constituíam prioridades nas organizações privadas ou públicas”, adianta.

Aqui surge a questão: qual a mais adequada definição de cibersegurança? “Quando falamos destes conceitos relacionados com a segurança, corremos o risco de ficar reféns de estratégias e soluções canalizadas para o mercado por fornecedores e dos fabricantes, o que nos leva, muitas vezes, a depender da interpretação por eles feita e da aplicação dos seus produtos. Por força destas situações, decidi fazer várias acreditações pessoais nas normas ISO, que permitem utilizar definições internacionais e isentas para as boas práticas. As normas definem a terminologia, a aplicabilidade, os objetivos que se pretendem atingir, a identificação dos controlos de segurança a implementar, como os manter eficazes e auditáveis ao longo do tempo, permitindo até a certificação ISO da organização na(s) norma(s) que cada uma adote para implementação”, esclarece Paulo Borges.

No mundo da cibersegurança em particular, a norma ISO/IEC 27032, pertencente à família de normas ISO 27000, permite que uma organização defina uma metodologia de sistema de gestão para a aplicação de proteções contra ataques que coloquem em causa a cibersegurança dos seus ativos de informação. “O tema da cibersegurança no mundo académico está ainda muito orientado para dissertações temáticas, aplicações tecnológicas e a sua relação com a segurança tecnológica. É importante trabalhar no sentido de apresentar outra visão sobre a cibersegurança aos novos profissionais, por forma a entenderem que cibersegurança é um acto de gestão das organizações e não apenas circunscrito ao mundo das tecnologias da informação”, conclui o nosso entrevistado.

AUDITORIA, FORMAÇÃO E CONSULTORIA, POR ESTA ORDEM

“Uma organização que necessite de definir uma estratégia para gestão da cibersegurança deve antes de mais realizar uma auditoria das suas práticas e da sua prontidão, utilizando como referencial a norma ISO 27032. Em seguida, é fundamental capacitar os recursos humanos com formação e treino para que entendam a metodologia de gestão da cibersegurança e os métodos adequados para se responder a ataques de cibersegurança. Só depois poderão surgir as necessidades para eventuais serviços de consultoria, com o objetivo de acelerar a implementação dos controlos de segurança entretanto definidos pela organização”, começa por referir Paulo Borges em relação às organizações, explicando cada um destes passos: o resultado da auditoria é um “road map” de implementação do esforço que a organização terá de fazer para estar alinhada em conformidade com as práticas definidas pela ISO 27032; a formação é uma oportunidade de troca de conhecimento e conseguir, de forma estruturada, transmitir às pessoas um conjunto de conhecimento e verificar se os mesmos são absorvidos e se tais colaboradores estarão em condições de apoiar a implementação e operacionalização dos controlos de segurança; Finalmente, a consultoria procura apoiar a organização na sua capacidade de execução.

“Uma metodologia definida por estes três passos permite uma otimização do investimento das organizações e a melhor garantia de eficácia do sistema implementado”, afirma Paulo Borges. E complementa: “Claro está que não deveremos descurar o interesse de serem realizadas auditorias internas da implementação realizada, para garantia da melhoria contínua deste modelo, a exemplo do que acontece em qualquer sistema ISO, seja com a norma 9001 ou a 27001, por exemplo”.

Falando dos verdadeiros desafios relacionados com a inovação em segurança da informação, é importante referir que “a cibersegurança é uma matéria que deve envolver todos os níveis de decisão nas organizações”, pelo que o objetivo é aumentar o conhecimento e a utilização de boas práticas de todos os envolvidos.

Tendo por base a norma ISO/IEC 27032, cibersegurança é a defesa e preparação do indivíduo e das organizações para ataques com origem no ciberespaço, um local virtual na web onde apenas residem recursos virtuais. Designa-se por um ataque de cibersegurança um conjunto de ações tipicamente com origem na “darknet” (ou também conhecida como “dark web”), área da internet correntemente identificada como sendo a origem de múltiplos ataques mais recentes (como o caso do “ransomware”) e explora recursos que estão no ciberespaço, podendo o ataque ser direcionado apenas e só para os recursos no ciberespaço, o qual contém de momento cerca de 150 mil aplicações diferentes, ou percorrer o ciberespaço para chegar à “Surface web”, ou seja, aos 4% da Web utilizada correntemente por aplicações e serviços convencionais, atacando assim organizações físicas ou indivíduos comuns. A cibersegurança é a proteção que tem de ser realizada nas infraestruturas virtuais no ciberespaço e nas infraestruturas físicas para resistir a estes ataques.

“A norma ISO/IEC 27032 apresenta claramente como é que se deve responder a um ataque de cibersegurança. Que não haja dúvidas nesta matéria: não se deve contrariar um ataque de cibersegurança! O grupo organizado de profissionais/criminosos que está por detrás do ataque tipicamente tem imensuráveis recursos e, muitas vezes, também conhecimento, em relação aos controlos de segurança informática que lhes podem surgir pela frente”, alerta Paulo Borges.

Portanto, como é que se responde a um ataque de segurança? “Procurando não demonstrar ao atacante que se reconhece a existência dos ataques e como tal contrariando-os de alguma forma. Tal reação dará origem a um reforço do ataque, seja por ego ou por motivação extra para atingir os objetivos que o atacante identificou.

É importante criar infraestruturas alternativas para permitir que estes ataques estejam a ser executados em recursos que não correspondam aos que de facto devem ser protegidos, utilizando réplicas de aplicações e dados devidamente mascarados e/ou forjados.

Estas técnicas designam-se correntemente por “backholes”, “sink holes”, “sand boxes” entre outras técnicas diferentes que permitem atingir o mesmo objetivo.

Uma organização que tenha uma estratégia de presença no ciberespaço, tem de entender que este é permanentemente monitorizado pelos atacantes da “darknet” à procura de oportunidades, pelo que deve ser adotada uma estratégia cautelosa no que diz respeito a possíveis exposições indevidas.

Podemos acrescentar também que a utilização de “blockchain” é apropriada para este ambiente, sendo uma técnica criada para proteger as transações feitas entre recursos virtuais, mas que não se destina a proteger os ativos que alojam a informação”, acrescenta o nosso entrevistado.

Quando questionado sobre se podemos afirmar que a cibersegurança é, atualmente, a maior ameaça para as empresas, a resposta do nosso entrevistado é clara. “A resposta não pode ser dada com base nesta pergunta. A resposta deve ser dada com base nesta questão: quais são os maiores riscos que cada organização identificou? Se nessa lista de riscos encontramos a exposição a ataques que coloquem em causa a sua cibersegurança, então a resposta é sim”.

A VULNERABILIDADE DO SER HUMANO

Paulo Borges explica ainda que para se proteger uma organização virtual no ciberespaço, devemos ter em atenção o elemento mais falível de todos em relação a matérias de cibersegurança: o ser humano.

“A vulnerabilidade associada ao ser humano é muito relevante. As organizações prepararam-se apenas para ataques convencionais com origem na Internet, utilizando sistemas convencionais de proteção de segurança informática e que são muito pouco eficientes para as necessidades de cibersegurança. Os colaboradores das organizações devem ser preparados para o reconhecimento de eventuais ataques deste tipo e em particular para o seu comportamento durante tais ataques”, elucida-nos Paulo Borges.

Por um lado, temos os colaboradores que gerem as infraestruturas e que devem conseguir entender os chamados vetores de ataque, (são cinco e estão descritos na norma ISO/IEC 27032), saber reconhecer os seus sintomas, perceber quais as suas consequências e elaborar, treinar e operacionalizar respostas adequadas para cibersegurança que, reforça-se, são diferentes de ataques convencionais.

Por outro lado, temos os utilizadores dos sistemas de informação que são os alvos por excelência das “Botnets”, sendo que estes precisam de formação para estarem verdadeiramente preparados para o conceito de cibersegurança. “Na simples utilização das redes sociais e dos e-mails existem inúmeras vulnerabilidades exploradas por inúmeras ameaças, cujo objetivo consiste em tornar equipamentos do tipo tablets ou smartphones em “zombies” captados para estas “Botnets”, geridas por possíveis atacantes da “Darknet”.

Quando estes colaboradores acedem com estes equipamentos às redes empresarias, tornam-se elementos propagadores de código malicioso que permite ao atacante colocar-se de uma forma imune aos sistemas de segurança convencionais e preparar o ataque durantes meses, se assim o entender, sem ser detetado.

Tendo por base esta abordagem, é importante que as organizações consigam definir um ponto de conforto para com o nível de segurança que definiram, e que obviamente deve incluir também os temas mais recentes relacionados com a gestão da privacidade de dados pessoais”, adianta o nosso entrevistado, explicando os três tipos diferentes, mas complementares, de ações que devem ser realizadas para a preparação do humano: sensibilização em relação a regras e práticas para se utilizar o ciberespaço; formação, sobretudo, aos colaboradores das organizações, com a transmissão de conhecimento do que significa a presença de agentes de “Botnets” nos seus computadores e equipamentos tecnológicos, de forma a conseguirem identificar, reagir e evitar a propagação e a exposição a ataques de cibersegurança; e, finalmente o treino. O treino é fundamental para permitir dar condições ao elemento humano de aplicar o conhecimento que adquiriu e avaliar a sua própria prontidão.

Finalizando, Paulo Borges assinala ainda: “A gestão da cibersegurança nas organizações é um investimento que tem de ter retorno. Deve ser incluída num sistema de gestão de segurança mais alargado, suportado pela ISO 27001 e contendo todos os temas relacionados com a segurança da informação e a gestão da privacidade dos dados pessoais.

Respeitando as definições ISO para a gestão da segurança: todos os investimentos em controlos de segurança custam algo, seja tangível em investimento, seja na mudança operacional das organizações.

Que não se invente a roda: existem diversas normas ISO já preparadas para endereçar a gestão da segurança, que encurtam o tempo necessário para a compreensão, implementação e operacionalização de modelos de gestão em que as organizações se sintam confortáveis”.

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters

A Earth Consulters foi fundada a 1 de julho de 2010, porém, há quanto tempo andava a ser projetada?

A Earth Consulters começou a ser projetada no momento em que se verificou que existiam ainda bastantes lacunas no mercado para responder à legislação no âmbito da formação profissional, e a formação que existia era meramente teórica, sem qualquer componente prática que permitisse capacitar em contexto de trabalho. Começou assim a projetar-se a prestação de um serviço que aconselhasse as entidades da obrigatoriedade da formação profissional em várias vertentes, bem como da importância que esta tem para reforçar a produtividade e competitividade. Iniciamos em 2010, com o propósito de capacitar pessoas e atualmente continuamos com o mesmo objetivo, promovendo e realizando projetos de formação e intervenção inovadores.

Enquanto CEO fale-nos do seu percurso até à constituição da empresa e dos motivos que o levaram a optar por criar uma empresa de consultoria e formação?

O projeto Earth Consulters, iniciou com um «núcleo duro», já com experiência consolidada, de pelo menos 20 anos em formação profissional certificada. Como referi, o projeto Earth Consulters em muito resultou da necessidade de prestar um serviço rigoroso, que respondesse às necessidades que a legislação no âmbito da formação profissional impõe e que em 2010 ainda não era devidamente reconhecida.

Acredito ainda que a “formação não transforma o mundo. A formação aperfeiçoa as pessoas e as pessoas mudam o mundo” e por isso a área da formação profissional e consultoria tem um papel relevante na sociedade. As pessoas têm de ter o desejo de sucesso. Esse desejo tem de ser maior que o medo do fracasso. Temos de nos aperfeiçoar, dessa forma tornamos o mundo melhor.

Apesar de sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que contribuição considera que tiveram, ao longo destes oito anos, na transformação do tecido empresarial português e nos particulares que procuram os vossos serviços?

Incrementamos a produtividade, a competitividade mas também a empregabilidade.

As empresas têm cada vez mais conhecimento da legislação e das normas que regulamentam as atividades profissionais e já não facilitam. Também a Autoridade para as Condições do Trabalho tem feito variadas campanhas publicitárias sobre prevenção de riscos profissionais junto das entidades empregadoras, sensibilizando-os para a importância do desenvolvimento de ações de formação nos mais variados âmbitos.

Prestamos consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no melhor caminho a trilhar, na resolução de problemas jurídicos que tenham inerentes à sua atividade profissional. Prestamos ainda consultoria na área do Marketing e do novo quadro comunitário, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado já saturado em muitos setores de atividade.

Nestes oito anos quais foram os maiores desafios que tiveram de enfrentar?

Crescemos muito. Somos bons. E quando as expectativas de quem nos procura são elevadas, também nós temos de nos superar e ultrapassar muitos obstáculos.

O nosso maior desafio é esse, acompanhar os clientes, as transformações que ocorrem na sociedade e sobretudo no mercado de trabalho, integrando planos de formação inovadores e que superem todas e quaisquer expectativas.

Outro dos nossos desafios é que as empresas e as pessoas, não nos procurem para desenvolver formação apenas pelo caráter da obrigatoriedade que a legislação impõe. Procuramos também, diferenciarmo-nos do restante mercado, impondo metodologias ativas para capacitação em contexto de trabalho, que depois tenham repercussões nos resultados da atividade profissional.

Por outro lado, quais foram as maiores conquistas?

Todos os dias são uma conquista. Todos os dias vestimos a camisola. Todos os dias nos superamos.

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters, é estarmos em todo o lado, e obter o reconhecimento do nosso trabalho. Quem desenvolve formação connosco, com o intuito de se capacitar e informar, volta a contactar-nos para o repetir em outras áreas do conhecimento.

Somos PME Líder 2016, PME Líder 2017, Empresa Gazela 2016, Empresa Gazela 2017, Cliente Aplauso do Millennium BCP, e ainda reconhecidos pela DGERT, pelo IMT e pelo MAFDR para um sem fim de ações de formação homologadas por estas entidades. São o reconhecimento do esforço e dedicação que há em tudo o que fazemos e naquilo que pretendemos ser.

Quando a empresa se apresentou ao mercado a formação nas empresas era algo pouco usual. Entretanto o paradigma mudou e a concorrência, naturalmente, aumentou. Essa foi uma fase complicada?

Há muita concorrência mas isso não nos assusta, e em momento algum isso constituiu algum tipo de obstáculo para a nossa atividade. A Earth Consulters tem vindo a destacar-se no mercado por manter contacto regular com os formandos, apostando em práticas de excelência, desde o primeiro contacto. Queremos ser os melhores, renovando esse objetivo todos os dias. Além do rigor com que atuamos, temos uma equipa vocacionada para o atendimento personalizado ao cliente, prestando apoios necessários na resolução de problemas, fazendo com que os empresários se dediquem apenas ao negócio. Para além disso temos vários protocolos de cedência de salas, que permitem ministrar formação em locais apropriados, que cumpram para o bem-estar dos formandos e a qualidade pedagógica da ação. Por forma a responder a uma das maiores necessidades dos formandos, a proximidade do local de trabalho/residência ao local da formação, a nossa equipa encontra a solução que melhor se adequa às situações. Para a prática, contamos com uma bolsa de formadores, altamente qualificada e com uma experiência profissional enquadrada no setor de atividade a que a formação se adeque.

As nossas práticas são de excelência e os nossos clientes reconhecem-no porque nos procuram não apenas uma vez, mas sim várias vezes, recomendando os nossos serviços a outros, o que nos enche de orgulho, percebendo que estamos no caminho certo.

Na sua opinião, o que é que os portugueses ainda têm de aprender sobre formação profissional?

Ainda há uma parte significativa que não vê a importância da formação complementar nos dias de hoje e que na maioria das vezes realiza a ação apenas para cumprir com a legislação ao invés da aprendizagem e know-how adquiridos. Existe muito ainda a ideia de que a formação profissional é uma medida política, o que não corresponde à realidade. A formação profissional contínua fomenta o espírito crítico e preventivo, incrementando a competitividade e qualificação dos recursos humanos.

Que análise faz acerca do crescimento e desenvolvimento que a Earth Consulters tem revelado ao longo do tempo apesar das oscilações do mercado?

A estratégia sempre foi inovar, acompanhando todos os desafios que a globalização nos colocou. As realidades estão sempre a alterar-se e por isso fazemos questão de acompanhar os nossos clientes o mais possível, conhecendo os seus hábitos, necessidades e problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda, para que também nós possamos chegar a todo o lado e dar resposta às lacunas das Pessoas e Empresas. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar a nossa missão, qualificando também nós, a nossa equipa para que sejam todos capacitados e por isso capazes de implementar a mudança. Os novos paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processos de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados.

Do que é que se orgulha mais desde o dia 1 de julho de 2010 até agora?

Da equipa e dos clientes, ambos na mesma medida. Tenho todos os dias, uma equipa fantástica, com um sem fim de competências, nas mais diversas áreas, que atuam para dar a resposta que os clientes solicitam e que preparam tudo ao pormenor para que o cliente fique satisfeito, com as Pessoas, com o serviço e consequentemente com a Earth Consulters.

Orgulho-me das parcerias que a Earth Consulters tem criado por todo o país, incluindo as ilhas, onde temos uma presença bastante forte. As parcerias são sem dúvida uma das partes mais importantes do nosso trabalho. Não obstante filiais em vários pontos do País, e apesar de todo o nosso trabalho de divulgação, sabemos que existem entidades que estão próximas das populações, como são as juntas de freguesia e que acabam por ter um papel fulcral nas tomadas de decisão dos seus habitantes.

E por fim, não menos importante, o Projeto Criar Bosques, sequência de um protocolo assinado pela Earth Consulters. O objetivo é contribuir para a reflorestação do país, depois dos acontecimentos mediáticos do último Verão. Desta forma, a Earth abraça esta causa e ao longo do ano de 2018, nos meses de Fevereiro, Julho e Dezembro, por cada aluno da ação de formação de Manobrador de Máquinas em Obra, compromete-se a doar o valor correspondente a uma árvore. Todos temos de assumir a nossa parte na responsabilidade social e pequenos gestos podem fazer toda a diferença. A Earth Consulters, apesar de focada no sucesso e no trabalho, não esquece que através da sua marca pode também dar visibilidade a projetos que permitem tornar a Terra, um sítio bem melhor.

Para assinalar o dia de aniversário o que prepararam de especial?

Felizmente estamos com imenso trabalho o que não nos tem proporcionado tempo livre. Será com toda a certeza um dia muito especial, iremos comemorar, mas essa não é nossa prioridade. A maior prioridade neste momento é proporcionar satisfação máxima aos nossos clientes, integrando as suas necessidades nos nossos objetivos.

Quem é David Magalhães?

David Magalhães, sou a tradução de um longo percurso de trabalho e perseverança, aprendi ao longo da vida que as dificuldades não são de todo obstáculos mas sim o encontro de um novo desafio a superar.

Por detrás de mim existe algo que fez a pessoa que sou hoje. A minha família.

O meu pai não me educou para ser rico, educou-me para ser feliz e é graças a ele que eu sei o valor das coisas e não o seu preço e aproveito esta oportunidade para homenageá-lo pois se eu sou quem sou a ele o devo.

O meu pai é para mim um exemplo, a minha raiz.

Ninguém pode escapar à relação Pai/Filho, ou seja todos somos filhos de alguém. Ainda que alguns se neguem a ser pais e outros a ser filhos.

Qualquer um pode ser pai, mas apenas um grande homem pode ser um bom Pai e eu tive essa sorte. Sempre que me é possível desloco-me ao Porto, nem que seja para um breve almoço, para poder passar alguns momentos com a minha família, e são eles o abrigo perfeito, que sendo as pessoas incríveis que são conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Tudo isto para vos explicar que por detrás de mim existe um alicerce familiar muito importante, pois tal como em qualquer árvore de fruto é fundamental que a raiz seja bem nutrida. A minha família dá-me esses nutrientes, para que a árvore dê os melhores frutos. A Earth Consulters e o seu franco crescimento no mercado são também fruto dessa árvore.

O sucesso da Earth Consulters é um reflexo da pessoa que o meu pai educou e do árduo trabalho de todo o meu percurso profissional.

Na vida não existem derrotas, existem aprendizagens e seguirmos em frente mais capazes de concretizar e realizar.

Aprendi com o  passado a planear o futuro, mas o que há para ser feito, tem de ser feito hoje.

Protocolo para formação sobre violência doméstica assinado hoje

© iStock

As ações de formação, que se estendem à violência de género, começam em setembro depois de terem sido detetadas falhas na resposta imediata às vítimas.

A iniciativa resulta de uma colaboração entre a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, a Procuradoria-Geral da República, a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, a Direção-Geral da Administração da Justiça, a GNR e a PSP.

Magistrados irão apoiar as formações, assim como a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

LUSA

ProPeople: aprenda fazendo

Criada em 2000, inicialmente por cinco sócios, a ProPeople surge no mercado no âmbito de intervenção alargada da formação e consultoria de processos. Hoje, com Mafalda Carvalho e Alexandre Ribeiro como partners, o foco da empresa é a formação e desenvolvimento de pessoas, privilegiando a metodologia de aprendizagem experiencial.

Como o próprio nome indica, aprendizagem experiencial é aprender com a experiência. “Está provado que as pessoas aprendem melhor praticando. Assim, todos os nossos programas formativos são sempre orientados para terem momentos de prática simulada”, começa por explicar Mafalda Carvalho.

Com programas exclusivamente baseados em simuladores, a ProPeople oferece aos seus clientes uma formação eficaz e focada nas suas necessidades. Os participantes têm a possibilidade de desenvolver as suas skills através de simuladores de negócios, simulador da mudança ou simulador de liderança. “Para consolidar a formação disponibilizamos programas com uma componente experiencial forte, que colocam as pessoas em contacto com diversas situações, permitindo-lhes, ao longo do processo formativo, testar o que estão a aprender ou a reforçar. Colocam em prática o que aprendem de uma forma protegida”, acrescenta Mafalda Carvalho. “Não fazemos formação de outra maneira que não seja esta porque, de facto, tem uma eficácia e adesão elevada”, diz-nos, ainda.

Com uma experiência e know-how adquiridos ao longo destes anos, este é o fator de diferenciação da empresa que tem, igualmente, um modelo de Coaching que garante a obtenção de resultados relevantes ao final de um mínimo de dez sessões focadas no desenvolvimento de uma competência, quer se trate de Life ou Executive Coaching.

O Team Coaching é implementado como follow-up dos programas de formação da ProPeople. “Notávamos que as pessoas saiam da formação cheias de vontade de fazer diferente e motivadas para aplicar o que tinham aprendido. No entanto, muitas vezes, quando se deparavam com dificuldades, desistiam, voltando tudo à estaca zero. As pessoas viam muita validade nos nossos programas, por perceberem que tudo o que era trabalhado nas formações era aplicável e, sobretudo, eficaz, mas, ainda assim, nem sempre aplicavam”, refere Mafalda Carvalho.

A realidade e a vontade das pessoas condiciona os resultados previstos dos programas formativos, por isso mesmo a ProPeople desenhou estas sessões de Team Coaching de curta duração (de 3 a 4 horas), para grupos pequenos, onde, através de casos práticos, reforçam as competências trabalhadas na formação, acrescentando competências correlacionadas ou introduzindo variantes mais sofisticadas de uma determinada competência. “Isto permite que os participantes, no período pós-formação, tenham um acompanhamento continuado do trabalho que vão desenvolvendo. Este suporte é fundamental para a consolidação das competências e para que se dê a mudança de comportamentos”, explica a nossa entrevistada.

O Executive & Life Coaching são programas feitos à medida do coachee. É um processo individual em que a ProPeople se dedica totalmente ao às competências que a pessoa precisa de desenvolver. “É um programa tailor-made, com uma estrutura que obedece a um conjunto de parâmetros para ser eficaz, focando as competências que o coachee necessita de trabalhar”, adianta Mafalda Carvalho.

Na vertente do Life Coaching são trabalhadas áreas pessoais do colaborador que, direta ou indiretamente, se refletem na sua atuação na empresa. O equilíbrio global do colaborador afeta positivamente o seu desempenho na empresa e, como o próprio nome sugere, Life Coaching está orientado para ajudar o coachee a organizar a sua vida pessoal, para que ela fique alinhada com os seus principais valores e para maximizar o potencial do indivíduo no atingimento dos seus objetivos.

OS DESAFIOS DOS LÍDERES NA ERA DIGITAL

Focam-se no desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento de líderes e trabalham desde as competências de comunicação até às competências de gestão e financeiras, específicas ou transversais a todos os colaboradores de uma organização. “Qualquer pessoa pode, e deveria, participar nos programas de simulação de gestão. É bom que todos os colaboradores tenham uma perceção alargada e integrada do negócio”, afirma Mafalda Carvalho.

A ProPeople procura ativamente organizações para aplicar as suas metodologias, e as empresas mais recetivas são aquelas que têm maior apetência para desenvolver os seus colaboradores e que já perceberam que o seu ativo mais importante é o capital humano.

A questão que se coloca agora é: o estilo de liderança mudou? Que desafios se colocam aos líderes nesta era digital? Para Mafalda Carvalho, existem muitos dos desafios fruto das novas circunstâncias. “O facto de os salários terem sofrido uma depreciação nos últimos tempos cria logo um enorme obstáculo aos líderes que não sabem como motivar os colaboradores, tendo recursos financeiros limitados. É preciso saber criar contextos motivadores para além da questão financeira”, realça a nossa entrevistada, para quem outro dos desafios que os líderes de hoje enfrentam resulta da maior informalidade que as empresas têm atualmente devido à geração Y, também conhecida por Millennials.

Os Millennials estão a transformar a economia e a obrigar alguns setores tradicionais a reinventar-se. Os jovens nascidos entre 1980 e 1996 estão sempre ligados mas são menos consumistas do que os seus pais, fogem do endividamento e preferem a experiência à posse. Estes jovens pretendem trabalhar em organizações que ofereçam oportunidades de desenvolvimento e que invistam na melhoria dos níveis de satisfação dos seus profissionais.

Para Mafalda Carvalho os líderes de hoje têm, portanto, de ser capazes de compreender as pessoas que têm na sua equipa e conhecer as suas expectativas ou aspirações, ter uma capacidade de envolvência e de empatia, gerir a diversidade e a multiculturalidade que hoje as organizações têm.

“A retenção de talentos é o maior desafio que as empresas enfrentam. Os líderes têm que conseguir captar e reter talentos, para que a empresa não se torne numa escola por onde as pessoas passam e não ficam. Isto numa geração ávida de novas experiências, de novos desafios, e que não vai para uma organização para ficar se não tiver perspetivas de crescer pessoal e profissionalmente”, conclui a nossa entrevistada.

VII Congresso Científico ANL

Ostentando uma história de inovação científica, ensino médico, espírito de colaboração, abertura, liberdade e partilha de informação, o Porto é a opção adequada à realização do sétimo evento promovido pela Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL). Cidade natal ou local de estudo de nomes como Ricardo Jorge, Júlio de Matos, Abel Salazar ou Óscar Moreno, figuras ímpares da medicina portuguesa, que são fonte permanente de inspiração e orgulho para todos os colegas que exercem a sua atividade profissional na área da saúde. Será neste ambiente de partilha do passado que iremos projetar o futuro na antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade.

O programa científico apresenta as melhores sessões educacionais e tem como oradores prestigiados profissionais e professores da área da medicina laboratorial. Serão abordados em sessões plenárias temas atuais e relevantes relacionados com diversas áreas laboratoriais, quer no plano analítico, como tecnológico, sem esquecer a validação de resultados, a sua interpretação semiológica, o controlo e avaliação da qualidade.

A importância do complemento com a Clínica será uma preocupação constante; o foco no doente uma presença inquestionável. Ocorrerão cursos práticos de áreas específicas que proporcionarão oportunidades únicas de partilha de conhecimento em áreas laboratoriais particulares e em permanente evolução.

Como habitualmente a produção científica na área laboratorial efetuada ao nível dos laboratórios portugueses terá um destaque muito especial, com os prémios para as melhores apresentações em painel. Este ano pela primeira vez serão introduzidos no programa espaços dedicados a apresentações orais, possibilitando a divulgação de importantes trabalhos desenvolvidos por jovens profissionais e investigadores. Será também premiada a melhor e mais original.

Como vem sendo habitual e a par das sessões científicas decorrerá um importante programa paralelo de reflexão sobre a importância, o papel do laboratório na sociedade, o seu contributo para a sustentabilidade do sistema da saúde e as melhores práticas a diversos níveis: gestão, informatização, legislação, publicidade, proteção de dados, proteção do ambiente. Serão nossos convidados decisores políticos, líderes de opinião, diretores de relevantes Instituições da área da saúde, professores universitários de diversas áreas, todas elas com influência direta ou indireta no laboratório de análises clínicas.

Serão apresentados durante o Congresso os resultados preliminares dum inovador e inédito estudo sobre o custo das Análises Clínicas em diversos hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde. Foi resultado dum esforço enorme e dum notável trabalho de equipa entre ACSS, ANL e a consultora Roland Berger.

Como sempre a ANL conta com a presença e colaboração inestimável dos fornecedores da área laboratorial. Concretamente estes importantíssimos parceiros, são atualmente pilares da formação contínua para além de garantia de evolução, inovação e incremento permanente da qualidade nas análises clínicas. O VII Congresso da ANL orgulha-se em ter uma das maiores áreas de exposição da indústria do diagnóstico in vitro, reunida em eventos similares em Portugal, nesta sua sétima edição. A ANL está muito grata a todos.

Estou muito ansioso por poder receber os colegas e amigos de todo o país na nossa reunião bienal. A ANL procede assim a um dos seus compromissos com os sócios e com a sociedade em geral, o de impulsionar os padrões de conhecimento e de intervenção responsável, na área das análises clínicas. Este tipo de congressos não são possíveis sem o esforço e o contributo de todos os colegas. Venham de laboratórios de patologia clínica ou de análises clínicas, de genética ou de anatomia patológica, públicos ou privados, de saúde pública ou de investigação.

A sua presença assegura oportunidades únicas de aprendizagem, de convívio, de interação científica e cultural, de celebração da inovação e de salutar discussão.

Se também podermos em conjunto ultrapassar barreiras, propor ruturas, abordar reformas, numa abordagem revolucionária e livre aos desafios complexos da saúde no plano assistencial, social, económico, ambiental e tecnológico, então a missão da Comissão Científica do VII Congresso ANL fica cumprida, com sucesso. Desta forma é fundamental a presença de todos os que abraçam diariamente a medicina laboratorial e as análises clínicas com reforçado amor e dedicação. Conto com todos, motivados e inspirados, no Porto a 25 e 26 de maio.

OPINIÃO DE CARLOS CARDOSO, Presidente do Conselho Científico da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos

Alcance os seus objetivos de forma consistente e sustentada

Natural de Coimbra e dona de uma energia contagiante, Paula Rocha fala, na primeira pessoa, sobre o impacto que a força do querer tem nas nossas vidas.

É uma mulher de ação que gosta de fazer acontecer: confecionar doces, compor trechos musicais, desenvolver projetos e negócios, tudo acontece no seu dia a dia de forma natural. “Gosto de criar. Gosto de fazer muitas coisas e coisas diferentes e isso acaba por se refletir no meu percurso profissional e ser uma característica da minha personalidade”, começa por referir Paula Rocha

Desde pequena que se lembra de gostar de fazer várias coisas e recorda a dificuldade em dedicar-se em exclusivo a algo em concreto. Contudo, confraternizar e comunicar com pessoas era algo que a apaixonava.

Lembra-se, perfeitamente, a 25 de abril de 1974, quando regressava da escola, a mãe lhe ter dito que acontecera uma coisa que iria gostar muito. A sua resposta foi imediata: já posso falar à vontade?

Com muitos interesses e sem uma paixão, acabou por seguir as pisadas do pai e formou-se em engenharia. Mas rapidamente percebeu que a área comportamental e a psicologia despertavam em si um fascínio. A curiosidade por estas matérias nasce no seio da engenharia. Lembra-se de ir a uma obra e de ficar atrapalhada com os comentários vindos dos profissionais da construção. Na altura pensou: Porque é que a forma de comunicar influencia o comportamento?

Entretanto, é convidada para dar formações. Em sala tudo corre bem e as avaliações até foram boas, mas na prática, quando foi possivel observar os participantes no seu contexto de trabalho, estes não tinham alterado os seu comportamentos. Lembra-se da frustração que sentiu e, mais uma vez, questiona o comportamento humano e os mistérios dos agentes influenciadores. É nesse momento que vai à procura de respostas. Faz a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho. Esta área era o que realmente a apaixonava. Gostava de perceber as pessoas no contexto de trabalho, o que influenciava o seu desempenho, que aspetos, psicológicos e sociológicos, interferiam no seu desempenho e que impacto exerciam nos seus resultados. Paula Rocha era casada desde os 18 anos, e nesta altura já tinha dois filhos, trabalhava e estudava. Ainda assim, foi a melhor aluna da licenciatura. “Isto leva-nos a pensar sobre o que somos ou não capazes de fazer. Sobre o quanto desconhecemos o potencial que temos. Somos forçados a equacionar a hipótese de que, se calhar, não conseguimos atingir os resultados que pretendemos porque não acreditamos em nós próprios”, afirma a nossa entrevistada.

Mais tarde, passa pela consultoria e a formação em diversas empresas e é nessa altura que integra o doutoramento em Economia e Gestão de Empresas. “Num determinado momento desconfiei que, estando demasiado focada nas pessoas poderia não conseguir ter uma visão global da empresa”, explica Paula Rocha.

Contudo, é importante para Paula Rocha realçar que tudo isto foi possível porque teve uma peça fundamental e um forte background durante todo este processo: o marido e a família. “Os melhores resultados conseguem-se em equipa, seja numa empresa ou na família. Cada um tem de perceber bem o seu papel e qual o seu contributo. É preciso construir laços fortes que suportem a coesão do grupo. Trabalhar para a equipa/familia sem perder a individualidade”, acrescenta a nossa entrevistada.

Nesta fase, a sua vida dá uma reviravolta. É detetado um tumor cerebral no seu filho mais novo, de 13 anos, e é-lhe dado apenas 3% de hipótese de sobreviver. A partir daqui tudo se torna difícil e o seu único foco passa a ser o seu filho. Mas como o seu filho Bernardo dizia, 3% é melhor do que zero. Entre as idas ao IPO, a procura pelos melhores médicos e hospitais, as viagens, a crença nos 3% e a operação nos EUA para dar qualidade de vida ao seu filho, Paula Rocha atravessa um período de dois anos bastante atribulado.

Quando regressa, precisa de acreditar no poder da força interior. Torna-se imprescindível aplicar uma máxima tantas vezes repetida: temos todos os recursos necessários para ser excelentes. Seguem-se anos de muito trabalho. Findo este período controverso e a um ano de completar 50 anos de vida, Paula Rocha sente que chegou a hora de fazer o que realmente gosta, à sua maneira e com as pessoas que gosta. E assim nasce a KEEP Corporate. Uma Paixão.

Da engenharia à psicologia, passando pela economia, Paula Rocha é hoje CEO da KEEP Corporate.

SUPERE OS SEUS DESAFIOS E ATINJA OS SEUS OBJETIVOS

Paula Rocha explica que este projeto foi pensado numa lógica de ver o indivíduo como um todo. Corpo e mente fazem parte do mesmo sistema, por isso a questão que Paula Rocha colocou foi “como vou desenvolver um projeto que aborde as duas matérias?”.

Para isso, a KEEP Corporate concentra na empresa consultoria, formação, coaching, consultas de nutricoaching e treino mental. Ao nível individual apoia as pessoas a atingirem os seus objetivos tendo em consideração todas as suas dimensões. A KEEP Corporate disponibiliza, ainda, ferramentas de assessement que permitem analisar o perfil comportamental do indivíduo, de forma a melhorar o seu autoconhecimento e traçar planos de ação mais adequados.

O cliente tem ainda ao seu dispor um serviço de avaliação física com profissionais do desporto e nutricionistas para que não seja a falta de capacidade física o motivo para o não atingimento dos objetivos. Para aqueles que procuram a alta performance, seja no desporto, no estudo, ou em qualquer outra área, a KEEP Corporate dispõe da mais avançada tecnologia da neurociência que permite a interface cerebro-computador.

Esta técnica usa estratégias testadas em variados ambientes de alta performance para a autoregulação do sistema nervoso autónomo e central, munindo-o de competências criticas à execução de decisões em ambiente de stress para quem precisa de estar no seu melhor.

Os cenários de treino são individualizados, após avaliação de acordo com os objetivos pessoais, e permitem que, progressivamente, o indivíduo consiga ter um domínio elevado de auto-regulação do corpo e mente que lhe permitirá transferir esta competência para o contexto de trabalho.

Paula Rocha foi assessorando a sua equipa de especialistas com várias valências que acrescentam valor às soluções que a empresa oferece aos seus clientes.

Na formação ministrada nas instalações da KEEP Corporate os participantes têm acesso a várias valências, como biblioteca e coffe-breaks saudáveis.

Desenvolve soluções à medida para as empresas, tendo em consideração as suas necessidades.

No que concerne às soluções empresariais a KEEP Corporate oferece soluções customizadas e diferenciadoras. “Não temos formação em catálogo. Todas as nossas propostas resultam de um diagnóstico realizado por nós  ou do diagnóstico realizado pelo cliente.

No decurso das ações alinhamos as estratégias de ensino por aquilo que as pessoas valorizam usando exemplos reais da própria empresa, na medida das necessidades e dos objetivos que a própria quer alcançar”, afirma a nossa entrevistada.

São combinadas diferentes metodologias desenvolvidas pela KEEP Corporate e todos os formandos são constantemente desafiados. por exemplo, a KEEP dispõe de um sistema de gamification para utilizar no período a seguir ao término da formação de forma a garantir períodos de motivação mais extensos e aumentar o impacto da formação. O objetivo é garantir o alcance dos resultados pretendidos.

“Não quero chegar a uma empresa e ser uma simples prestadora de serviços. Quero ser a parceira que está sempre por perto disposta a apoiar os projetos em curso, as mudanças e que ajuda a fazer acontecer” afirma.

Paula Rocha é ainda voluntária em vários projetos e vive num processo de melhoria contínua acreditando que pessoas felizes atingem resultados de excelência.

“Pensar a formação: ação e transformação”

O IV Congresso Nacional da Formação Profissional decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, a 20 de abril de 2017. Fotografia de Hugo Alexandre Cruz.

Sob o lema “O Conhecimento constrói-se partilhando” foi possível construir uma base de Recursos Formativos Abertos com mais de 20 mil recursos digitais. Com uma vasta comunidade de aprendizagem ávida por projetos inovadores, foram criados dois grandes espaços de reflexão: O Encontro Nacional de Formadores e o Congresso Nacional da Formação Profissional.

Este último, surgiu pela primeira vez em 2014 e pretendia juntar todos aqueles que participam no sistema de formação profissional em Portugal, para desta forma “Pensar a Formação”, o mote desta iniciativa desde a sua criação.

O V Congresso Nacional da Formação Profissional é uma iniciativa conjunta do Forma-te, ISCTE-IUL, TAP Air Portugal e McDonald´s, com o apoio institucional da ANQEP e IEFP. O evento irá decorrer no dia 10 de Maio, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Este ano pretendemos “PENSAR A FORMAÇÃO: AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO”.

Queremos, neste congresso, passar um pente fino sobre a FORMAÇÃO que temos e arquitetar a (trans) FORMAÇÃO que se impõe para lidar com uma vivência cada vez mais exigente, em termos pessoais e profissionais. Para tal, traçamos os seguintes quadrantes de reflexão e produção:

> De que forma estamos a fazer a definição das apostas formativas, numa linha de perpetuação ou de transformação?

> Estamos apostados em formar para o cumprimento legal ou para a TRANSFORMAÇÃO (nas pessoas e nas organizações)?

> Quais as metodologias e práticas que podem vir a sustentar um modelo de TRANSFORMAÇÃO?

Toda a existência tem como sinal vital…a AÇÃO. Mas o desenvolvimento das pessoas e do mundo não se resume a isto, sob pena de nos ficarmos pela perpetuAÇÃO! É a partir do momento em que concebemos, ensaiamos e partimos para novas FORMAs de AÇÃO que abraçamos o caminho da evolução, do desenvolvimento.

A aposta, consciente e inconsciente, em dar uma nova FORMA à AÇÃO, em qualquer contexto, em qualquer situação, é uma dinâmica única e de contornos invulgares na sua essência uma vez que revela um paradigma, no mínimo, surpreendente:

-Construímos o futuro no presente com o que trazemos do passado!

Não menos surpreendente, para além de admirável, é que o exercício sistemático de tal dialética, em pessoas e organizações, é a génese da TRANS__FORMAÇÃO! De cada um. Do mundo!

Como refere João Leite (Psicólogo) estamos a atravessar uma nova ÉPOCA NOVA! Época em que FORMAÇÃO nivelou com ”respiração”, fazendo cair a adjetivação de ”contínua” pelo lado do pleonasmo.

Uma nova época em que a FORMAÇÃO e a educação formal nunca estiveram tão próximas e, como tal, tão cúmplices, momento adequado e ajustado para se encontrarem no que as distingue e se livrarem do que as confunde, tudo isto em nome de uma complementaridade que se quer mais produtiva, mais clara e mais eficaz.

Estamos numa nova época em que a FORMAÇÃO, de forma definitiva e corajosa, precisa de se assumir como real dinâmica de desenvolvimento dos contextos onde ganha forma, deixando para trás os contornos de formatação já desenhados, com base em medidas que não traduzem o corpo que pretende vestir, para modificar e desenvolver.

É tempo, pois, de encararmos a formação como um recurso ao serviço dos contextos que dele vão beneficiar, com orientação para resultados visíveis. E que, partindo de uma avaliação séria e objetiva dos resultados até agora conseguidos, seja ela própria, a FORMAÇÃO, um exemplo de transformação, a começar na sua forma de estar, de acontecer, de fazer acontecer.

Não são as épocas que criam as mudanças! São as mudanças que criam as épocas! É tempo de trabalhar a marca distintiva da FORMAÇÃO! Sobretudo ao nível das práticas! Desde o desenho das intervenções formativas até ao apuramento dos resultados produzidos. E que este trabalho de reconstrução tenha a coragem de assumir o caminho do fim para o princípio, ou seja, da avaliação desempoeirada para a conceção séria, única via para a mudança efetiva e consistente como a que a FORMAÇÃO, há já tanto tempo, ambiciona, reivindica e procura.

É neste quadro que reunimos este congresso para apurar, em concreto, o que andamos a ”respirar”, de que forma, com que efeitos e como poderemos aspirar a respirar melhor. E foi com este propósito que procuramos aqueles que nos possam trazer os “ares” para uma respiração de TRANS_FORMAÇÃO!

https://www.forma-te.com/cnfp.php

OPINIÃO DE Mário Martins, Diretor Executivo do Forma-te, Portal da Formação e dos Formadores

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