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O CANTINHO DE OURO DOS FRUTOS VERMELHOS

A Haygrove nasceu há 28 anos com Angus Davison, que após finalizar o curso de Agronomia decide tornar-se produtor de morangos em Inglaterra. Contudo, a época de produção era significativamente curta devido, em muito, às condições climáticas. Verificando que em países como Espanha esta cultura era protegida por estufas, em 1994, Angus Davison decide levar esse conhecimento para o seu país começando a cobrir as culturas e a estender a área e época de produção de morangos. Esta aposta rapidamente deu frutos e Angus Davison decide diversificar o negócio da empresa. A par da produção começou a apostar nas estruturas agrícolas. Foram, assim, desenvolvidas estruturas próprias para a cobertura das suas produções. Depois de testadas, a empresa começou a vender estas estruturas de apoio à produção a outros agricultores. Os sistemas de produção da Haygrove são utilizados mundialmente, em cerca de 50 países e cobrem cerca de 25 diferentes tipos de cultura. A verdade é que os produtores têm que, continuamente, adaptar-se e ir de encontro às exigências dos consumidores, de forma a garantir a colocação dos seus produtos no mercado.  A par desta expansão e como forma de garantir um fornecimento durante todo o ano, Angus Davison, expandiu a sua área geográfica ao hemisfério sul, mais concretamente, África do Sul. Quando se fala de cultivos de elevado valor, como a produção de frutos vermelhos é importante associar-se a escolha do túnel agrícola adequado. A Haygrove investiu, assim, fortemente no desenvolvimento de sistemas que permitam ao produtor investir e melhorar os seus túneis ao longo do tempo.

Em 1996 a Haygrove começou a desenvolver a vertente social, apostando fortemente na responsabilidade social. Assim, atualmente a Haygrove é composta por 3 vertentes: a produção, sistemas de produção e a área social. “Queremos muito dar retorno social, ambiental e económico às comunidades onde estamos inseridos em Inglaterra, África do Sul e Portugal. Essa responsabilidade social faz parte da nossa filosofia e é a linha condutora de todo o nosso trabalho”, começa por referir Mónica Mcgill, Representante Regional da Haygrove. Nesta área podemos destacar o projeto “Gambia is Good” e “Bright Futures”. A empresa procura sensibilizar as pessoas para a atividade que exerce, pelo que tem vindo a apostar em parcerias com escolas, desde escolas primárias a universidades, para colocar os alunos em contacto com a atividade agrícola através de visitas escolares às quintas da Haygrove.

A preocupação ambiental é outra das prioridades da empresa que se espelha nas quintas onde, apesar de se fazer uma produção intensiva, é defendida a ideia de que “não se podemos tirar só partido da terra, temos de assumir uma responsabilidade para com o ambiente e a comunidade envolvente”, afirma Mónica Mcgill.

Atualmente a Haygrove emprega 616 trabalhadores permanentes e cerca de 3000 temporários, numa área de produção de 468ha. 200 há em Inglaterra em 14 localizações distintas e com 14ha de estufas de vidro, 200ha na África do Sul, em 4 localizações e mais recentemente 68ha em Portugal, em 2 localizações. Esta área em Portugal será de 80ha já em 2017.

Blue Sky Zambujeira do Mar

Quando, em 2006, Angus Davison decidiu conhecer melhor o terreno português para o cultivo de frutos vermelhos, foi Mónica Mcgill quem auxiliou o contacto entre o empresário e a realidade portuguesa. Foi convidada, provisoriamente, para ser representante da Haygrove em Portugal enquanto procuravam “a pessoa certa” para o cargo, no entanto, passados dez anos da empresa no país, Mónica Mcgill, cuja formação é Biologia Marinha, revelou ser “a pessoa certa” para representar a empresa.

A Blue Sky, é assim, a mais recente aquisição da Haygrove que tem como diretiva o crescimento e a garantia de produto todo o ano. A empresa começou a produzir em Portugal em janeiro deste ano, pelo que atividade ainda é recente, mas conta já com 400 trabalhadores e a perspetiva é a de crescimento favorável.

Com 55 hectares já em produção, mas com o objetivo de atingir os 80 hectares de produção no próximo ano, a Blue Sky está situada no parque nacional do sudoeste alentejano e costa vicentina e no perímetro de rega do mira, na localidade de Zambujeira do Mar, Odemira. O objetivo é atingir os 200 hectares de produção como nas demais quintas situadas em África do Sul e no Reino Unido. A quinta beneficia de uma localização costeira privilegiada,  livre da formação de geadas,  proporcionando um período de crescimento prolongado e oferecendo condições ideais para o cultivo destes frutos. Estamos a falar de um terreno que é favorecido por uma rede de canais de água abundante, alimentados a partir do reservatório de Santa Clara. O solo arenoso é livre de drenagem beneficiando, assim, a produção convencional de frutos vermelhos como morangos, amoras, mirtilos e framboesas.

Liderança não representa um género

Mónica Mcgill é presidente da Casas Brancas, um projeto voltado para o turismo de qualidade no Alentejo e Algarve, é CEO do Monte do Zambujeiro, localizado em pleno coração do Parque do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, associada da Rota Vicentina e representante regional da Haygrove.

Mulher, empresária e empreendedora, Mónica Mcgill faz parte do que se pode classificar de uma “minoria de elite”, a das mulheres portuguesas em cargos de topo. Se atualmente vivemos numa era em que as pessoas precisam que o dia tivesse mais do que 24 horas, para Mónica Mcgill esta necessidade faz ainda mais sentido. Sendo mulher e com uma carreira profissional que exige muito de si, poderia ser difícil fazer a gestão de todos os papéis que lhe são inerentes. No entanto, para Mónica Mcgill há um aspeto muito importante que é fazer aquilo de que se gosta. “É meio caminho andado para se ter sucesso e conseguir conciliar tarefas de índole diferente. A par destes cargos que absorvem os meus dias, tenho outra profissão a tempo inteiro: sou mãe de 3 crianças. Porém, é possível conciliar tudo quando se tem uma estrutura familiar e uma equipa motivada e empenhada que nos apoia”, refere a empresária.

A discussão sobre lideranças no feminino e no masculino está cheia de lugares comuns. Diz-se que os homens são mais competitivos, imediatistas e propensos ao risco e diz-se que se houvesse mais mulheres no topo, as coisas estariam melhores. Para Mónica Mcgill esta realidade não se verifica, nem nunca sentiu que tivesse sido diferenciada pelo facto de ser mulher. Sempre esteve focada no seu caminho e nos seus objetivos pelo que quaisquer obstáculos não seriam impeditivos para percorrer o seu trilho profissional. Sobre a liderança feminina e sobre o facto de se considerar que as mulheres têm mais sensibilidade para exercer cargos de chefia e orientar equipas, Mónica não considera que seja pelo género que a sensibilidade é diferente. “Tem muito a ver com cada um de nós e com os valores que nos foram incutidos, as oportunidades e conhecimentos que temos e com os contextos com os quais privamos”, conclui a representante da Haygrove.

Benefícios dos alimentos ricos em flavonóides

Comer mais alimentos ricos em flavonóides ajuda a não ganhar peso. É o que sugere um estudo que acompanhou homens e mulheres durante 24 anos.

O estudo publicado no British Medical Journal destaca que comer frutas e vegetais ricos em flavonóides, como a maçã, peras, frutos vermelhos, brócolos ou pimento poderá, além de ajudar a controlar o peso, contribuir para a saúde corporal. Eis alguns benefícios de aumentar o seu consumo de flavonóides:

1. Protegem da doença de Parkinson. As dietas ricas em flavonóides podem proteger os homens (mas não as mulheres) da doença de Parkinson. É o que sugere um estudo da Harvard School of Public Health and Norwich Medical School que envolveu 130 mil homens e mulheres entre os 20 e os 22 anos.

2. Ajudam a combater a disfunção erétil. Um estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, que envolveu 50 mil homens sugere que os que consumiam alimentos ricos em flavonóides regularmente, especialmente os que também contêm antocianinas e flavonas tinham um risco 10% menor de disfunção eréctil do que os homens que não fizeram. Os homens que praticavam desporto e consumiam alimentos ricos em flavonóides viam o seu risco cair 21%.

3. Combatem a diabetes e baixam a tensão arterial. Os fenóis são compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Ajudam a combater a diabetes tipo 2 ao evitar que os alimentos ricos em hidratos de carbono se transformem rapidamente em glucose. Ajudam ainda a baixar a tensão arterial, promovendo a saúde cardiovascular.

4. Diminuem o risco de AVC. Estudos revelam que os alimentos ricos em flavonóides como as peras protegem-no e diminuem o risco de sofrer um AVC. Estes alimentos foram ainda associados a um menor risco de morte por doença arterial coronária e problemas cardiovasculares.

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