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The CookBook, o novo espaço de restauração inovador e trendy do NorteShopping

Este espaço pela sua inovação, proporciona aos visitantes uma experiência de visita mais completa e diversificada, ao mesmo tempo que os transporta para uma atmosfera animada e descontraída que remete para os ambientes típicos de rua.

Como complemento à diversificação do espaço, a arquitectura deste novo conceito é absolutamente inovadora e surpreendente para os visitantes. Inspirado nas cozinhas dos nossos antepassados, o The CookBook apresenta-se acolhedor, ornamentado com utensílios de cozinha, mas não só! As scooters também marcam presença, remetendo para o estilo vintage, que reforça  a nostalgia que nos proporciona todo este espaço. Para aguçar o apetite dos visitantes, as paredes, o pavimento e o mobiliário preenchem-se ainda de receitas e mensagens inspiradoras relacionadas com a paixão pela Cozinha.
As paredes de tijolo branco, a predominância dos tons claros e das madeiras delineiam o aspeto de um espaço doméstico tradicional que o The CookBook representa. Desta forma, o NorteShopping posiciona-se no topo das novas tendências, proporcionando aos visitantes as vivências de rua no interior de um Centro Comercial.
A criação desta nova área de restauração no NorteShopping foi totalmente desenvolvida pelo departamento de Conceptual Design & Architecture da Sonae Sierra, que idealizou ao pormenor todos os ambientes do The CookBook, aliando a funcionalidade do design à criatividade e conforto do espaço.
“Os novos conceitos de Food Halls refletem a importância de anteciparmos tendências e darmos resposta às mudanças nos hábitos de consumo, num setor exigente onde se impõe maior diferenciação de desenho e oferta. Estamos certos que o The CookBook do NorteShopping, vai reforçar a nossa oferta de referência com uma experiência gastronómica e de lazer únicos, servindo cada vez melhor os nossos visitantes e lojistas”, refere Jorge Morgadinho, Managing Director da Sierra Development Services.
O novo espaço dispõe de mais lugares sentados que vêm ampliar a área de restauração atualmente existente no NorteShopping, assegurando assim maior conforto a todos os visitantes. Foram criadas duas esplanadas com pequenos espaços verdes, proporcionando um ambiente acolhedor e confortável, para aqueles que se deleitam com uma pausa ou refeição ao ar livre. No The CookBook,  a luz natural, a decoração minimalista e as madeiras puras fazem a delícia dos visitantes, bem como a existência de carregadores wireless , que acrescem funcionalidade tecnológica ao espaço.
Integrando mais de 20 novos conceitos gastronómicos, a nova área de restauração do Centro garante uma oferta muito ampla, para todos os gostos. Entre petiscos, carnes, saladas, comidas do Mundo, pastelaria e bebidas, o The CookBook permite a degustação de pratos completamente inovadores e pioneiros no interior de um Centro Comercial e de Lazer.
A personalização de cada quiosque com decoração alusiva à sua gastronomia permite a diversificação de ambientes no mesmo local, para uma experiência gastronómica ainda mais tentadora. Nesta zona de restauração, a identidade de cada espaço é expressa pelas texturas, cores, luzes e estilos adotados. A utilização de diferentes tipos de materiais (madeira, cerâmicos, rebocos, metais) e objetos decorativos – entre os quais livros, scooters, plantas ou utensílios de cozinha – conduzem os visitantes numa viagem alucinante!

Sobre as propostas gastronómicas que integram o The CookBook

Passam a marcar presença novidades gastronómicas como daTerra – especialista em pratos e cozinha vegan, O Forno do Leitão do Zé – perito em leitão, RT Focaccias by Reitoria – que apresenta uma grande variedade de foccacias, Chutnify – o ex-libris da cozinha indiana, que abre brevemente, O Maldito – local ideal para tomar um copo de vinho, antes ou depois de uma refeição, Crave – com menus e sugestões equilibradas e reconfortantes de bowls e wraps, Noori Sushi – como o nome diz, especialista em sushi Confeitaria Moura – para provar o melhor jesuíta depois de uma refeição, Cremosi – os gelados mais cremosos para os dias de calor, ou Zenith – Brunch & Cocktails – o sitio ideal para quem não perde um brunch.
Destaque para a estreia dos novos conceitos como o Pura – onde as saladas são as estrelas, – Bowls – para deliciar-se numa taça de ceviche, – Noodle By RO – onde será possível experimentar ramen e okonomiyaki, – Oh my Dog – com uma vasta variedade de cachorros quentes, – Steak and Beer House – com um menu focado em bifes e cerveja, – ou Lao Bao – pela primeira vez num Centro Comercial, apresenta o melhor da cozinha asiática, que contribuem para reforçar a inovação e a diferença do novo espaço do NorteShopping.
The CookBook inclui ainda os conceitos de restauração italiana como Italian Republic e Tomatino, que surgem ao lado de conceitos já bem implantados no centro como o McDonald’sSr. Frango da Guia ou A Cascata, que surgem completamente renovados e com uma imagem perfeitamente enquadrada nesta nova área.

Receitas minimalistas, já experimentou?

Caldeirada, papas de aveia, ovos, guisado de legumes, massa. Este é o menu do fotógrafo dinamarquês Mikkel Jul Hvilshøj, preparado para servir a campanha publicitária de uma marca de design de utensílios de cozinha.

As receitas de Mikkel Hvilshoj distinguem-se por irem diretas ao assunto, ou melhor, diretas para a panela, sem precisarem de palavras ou longas descrições. Contam-se apenas em imagens, e conseguem ainda assim ser minimalistas e ensinar que ingredientes devem entrar para a panela ou a frigideria organizando os ingredientes com as cores em sintonia e em quantidades equilibradas.

“Gosto de linhas retas e de coisas em ordem. Sou muito perfeccionista, em todos os aspetos. Espero que quem veja as minhas imagens perceba isso mesmo”, explica o autor ao Observador.

Da perfeição das fotografias à perfeição das receitas, há uma distância, confessa Mikkel. Encontrar receitas e descrevê-las em imagens levou muito tempo de pesquisa mas, ainda assim, os cozinheiros mais atentos deram uma pitada de conselhos para que tudo corresse bem no momento de levar ao lume.

“Recebi imensas mensagens de franceses que notaram que o peixe utilizado na caldeirada não era o mais correto, e houve quem comentasse que o sal do ovo é muito para um ovo estrelado bem feito”, conta o fotógrafo.

Quantidades à parte, esta é, sem dúvida, uma forma original e fácil de ler receitas que pode facilitar a vida de quem se aventura na cozinha e gosta, claro está, de coisas simples mas com gosto.

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Fazer papas de aveia e outros pratos apetitosos não tem de ser difícil. Nesta série de imagens percebe que basta só “organizar-se”
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Caldeirada
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Massa
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Ovo estrelado
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Guisado de legumes

Um restaurante para todos os “esquisitinhos” alimentares que andam por aí

Era uma velha drogaria. Daquelas onde clientes variados entram habitualmente, na esperança de ali encontrarem algo que lhes resolva uma necessidade ou um problema. De certa forma, o número 233 da Rua Silva Carvalho, em Lisboa, continua a ter a mesma missão, só que agora é sob a forma de um restaurante, o Dois.três.três. O freguês é carnívoro? Faça favor de entrar. Vegetariano ou vegan? Não faltam soluções. E se não pode comer glúten nem lactose, tem aqui mais um espaço para colocar no mapa.

O principal critério é que os alimentos sejam saudáveis, conta ao Observador Marta Loureiro, a proprietária. E estes podem sê-lo na forma de carne, de peixe, de vegetais e até de bolos. Marta não pode comer glúten nem lactose, pelo que o seu primeiro restaurante em Lisboa (já trabalhou na restauração, no Algarve) tinha de ter comida de que ela pudesse desfrutar. Escolheu instalar-se em Campo de Ourique, mesmo ao lado da rua D. João V, por ser uma zona “com muitas tascas tradicionais” e “pouca oferta para quem tem restrições alimentares”, explica. “Faço isto a pensar nas pessoas que são diferentes”, diz a proprietária, criativa de profissão.

O Dois.três.três tem duas salas para 25 pessoas e um pátio ao ar livre, onde cabem mais dez. Menos, quando o sol aparece forte (pelo menos enquanto ainda não há toldo). As prateleiras brancas da drogaria que ali funcionou durante meio século mantêm-se, mas agora estão cheias de livros sobre cozinha vegetariana e chás orgânicos ingleses para venda. O teto tem o relevo típico dos edifícios antigos e Marta Loureiro também decidiu manter, no mesmo sítio, o letreiro com o lema “Para bem servir e merecer a vossa preferência“. Nas paredes há fotografias de C.B. Aragão em exposição, que podem ser compradas pelos clientes. “Se aparecer mais alguém que queira expor, também funcionamos como galeria.”

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O pátio é pequeno e tranquilo. © Fábio Pinto / Observador

Na cozinha está Ana Burguete, que todos os almoços tem de preparar um prato vegan, um prato de carne ou peixe que não leva glúten, esalgados, como a galette, que é uma empada aberta de queijo, abóbora e nozes. Quando o Observador lá esteve, o prato de peixe era bacalhau com natas e batata-palha sem glúten, um ingrediente “muito difícil de arranjar sem contaminação de fábrica”. Isto é, sem aqueles avisos que normalmente vêm nas embalagens a alertar o consumidor que aquele alimento pode conter vestígios de amendoim, ovos, trigo, sulfitos e sabe-se lá mais o quê.

O menu de almoço muda todos os dias e inclui um prato à escolha, uma sopa e o chá do dia. Também há três menus vegan de pequeno-almoço: o menu iogurte (3,50€) é composto por iogurte com granola e fruta mais uma torrada, o menu chá do dia traz um bolo (3€) e há ainda outro com o sumo do dia mais uma torrada (3€). “Faço com pasta vegetal de frutos secos ou húmus”, explica.

Sábado é dia de brunch. Por 12€ vão para a mesa três variedades de pão, queijo flamengo e brie, fiambre, bacon, iogurte com fruta e granola, ovo cocotte ou mexido, uma fatia de bolo, frutos secos, pão alemão com abacate e salmão fumado, uma bebida quente e uma bebida fria. Para as crianças há um brunch à altura delas, mais pequenino nas quantidades e no preço (4€). Até há pouco tempo, sábado também era dia de feijoada à brasileira, estando agora no seu lugar uma moqueca.

Fora das refeições há sempre, por exemplo, as pequenas energy ballsvegan, feitas de tâmaras ou figos, frutos secos, aveia sem glúten e fruta. Scones, tostas, bolachas, panquecas e bolos vegan sem lactose também moram no Dois.três.três. Das 17h30 às 19h00 há uma happy hour com os bolos do dia a serem vendidos com desconto, bifanas em bolo do caco e descontos nas bebidas alcoólicas — há vinho a copo, gin, uísque e vodka.

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A courgete recheada com legumes e acompanhada por salada de lentilhas, um dos pratos do dia. Ao lado está o chá biológico e o bolo de chocolate sem glúten nem lactose. © Fábio Pinto / Observador

A pensar no verão e nas pessoas que fogem do centro em direção às praias, Marta Loureiro está a planear fazer cestos de piquenique para que os clientes possam levar comida saudável para comer ao pé do mar. E para que os clientes também aprendam algumas receitas, brevemente haverá workshops de comida e de hortas verticais, previstos ao fim de semana.

“Hei de ser criativa para o resto da vida, por isso o que eu quero é fazer uma grande família no bairro”, diz a proprietária. Às quintas-feiras, às 16h00, há um grupo que se reúne ali para ensinar e aprender a fazer tricô e croché. “Faço questão de fazer boa vizinhança com as lojas aqui da zona, comprar o mais possível às mercearias, ao talho e às drogarias.” O mesmo se aplica aos clientes. Marta quer rever muitas caras e, por isso, faz as vontades todas “aos esquisitinhos”, isto é, a quem pede um prato mas quer mudar-lhe ingredientes porque não gosta de determinado alimento. “Para bem servir e merecer a vossa preferência”, pois claro.

L’Artusi. Quando a comida italiana é um livro aberto (com 790 receitas)

Para explicar o conceito do L’Artusi nada como transportá-lo para a realidade portuguesa. Imagine-se, para esse efeito, que alguém pegava no mítico Livro de Pantagruel e decidia abrir um restaurante em que todos os pratos da ementa não eram criações de um chef ou cozinheiro mas antes reproduções fidelíssimas das receitas compiladas e selecionadas pelos autores da obra, Maria Manuel Limpo Caetano, Bertha Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto.

Foi precisamente isso que o italiano Paolo Morosi, 67 anos, fez com La Scienza In Cucina e L’Arte di Mangiar Bene de Pellegrino Artusi. “Não é bem um livro, preferimos antes chamar-lhe um manual”, avisa a filha Isaura, a responsável pelo restaurante. Seja então: é um manual feito entre o final do séc. XIX e o princípio do séc. XX que reúne 790 receitas de cozinha tradicional italiana, de todas as regiões. E isto não é, de todo, um pormenor — foi a primeira obra deste género a abranger a totalidade da, à época, recém-unificada Itália.

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A obra que deu origem ao restaurante, na respetiva montra.
(foto: © Divulgação)

A relação de Paolo com o manual em questão não é de agora. Não só o ofereceu de presente de casamento ao irmão, em 1974, como, garante a filha, “já tinha a ideia de abrir um restaurante com as receitas do Artusi”. Há uns anos, vendeu os negócios que tinha no Brasil, no ramo da hotelaria e restauração, e mudou-se para Lisboa. Quando Isaura — que é italo-brasileira — decidiu vir ter com o pai, surgiu a oportunidade ideal para passar das ideias aos atos. Pegaram no antigo restaurante Merca-Tudo mas não fizeram obras revolucionárias. “Como a comida é caseira, a ideia é que isto pareça uma casa e tenha um ambiente familiar”, diz Isaura. Dia 1 de maio abriram portas.

Mas quem era esse Pellegrino Artusi?

Isaura elucida. “Ele não era cozinheiro, era um comerciante muito interessado pela gastronomia.” Tão interessado que decidiu, por si, compilar uma série de receitas de origens diversas. “Muitas eram-lhe enviadas por carta, por donas de casa, e ele experimentava-as com a sua cozinheira Marietta. Mas também acontecia ele experimentar um prato num restaurante e gostar tanto que ia à cozinha e pedia para o refazerem à sua frente”, conta a responsável. Depois, Artusi não se limitava a descrever a receita. “No livro ele conta sempre uma história engraçada à volta de cada prato, com muitas expressões toscanas”, explica Isaura.

Curiosamente, a primeira edição do livro foi um fiasco. “Ninguém o queria publicar, teve de pagar do próprio bolso essa primeira edição”, recorda a responsável. Mas o reconhecimento acabaria por chegar, antes mesmo da sua morte, em 1911. Data desse ano a versão de La Scienza In Cucina que usam no L’Artusi. “É a mais completa, porque ele foi sempre acrescentando receitas”, justifica Isaura. Das 790 que compõem a dita edição, foram escolhidas 17 para o primeiro menu do restaurante. Tanto se podem pedir à carta, como optar por um menu degustação para duas pessoas, com sete pratos, que fica por 100€.

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Isaura Morosi ao balcão do L’Artusi. O restaurante ocupa o antigo espaço do Merca-Tudo, na rua homónima. (foto: © Divulgação)

Como seria de esperar, a oferta tem muito pouco a ver com a dos outros restaurantes italianos de Lisboa. “Aqui percebe-se que a comida italiana não é só pasta e pizze.”A provar a afirmação de Isaura estão coisas como língua de vitela com molho picante (14€), caldeirada à livornese (18€), empadão de pombo (18€) ou o chamado assado morto com cheirinho a alho e alecrim (18€). Com uma base de trabalho tão grande é natural que a ementa vá rodando. E Isaura confirma-o: “Sim, só trabalhamos com produtos frescos e por causa da sazonalidade algumas receitas vão entrando e outras saindo.”As bebidas que acompanham são todas italianas, para evitar que o velho Artusi dê voltas na tumba. Vinhos, claro, mas também cerveja, refrigerantes ou até água.

E até a banda sonora foi pensada de acordo com o conceito da casa. Nada de Eros Ramazzotti nem Toto Cutugno (o de “L’Italiano”): Paolo Morosi fez uma playlist com música contemporânea da obra de Pellegrino Artusi e a filha Isaura intercalou-a com gravações das receitas, declamadas pelo recém-falecido ator italiano Paolo Poli.

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O bacalhau Monte Branco (11€(, outra das receitas de Artusi.
(foto: © Divulgação)

A partir de 1 de junho o restaurante abrirá também ao almoço mas só na esplanada. A sala interior ficará disponível sob reserva para quem quiser um almoço de trabalho, num ambiente mais recatado. Nesse período serão servidas receitas mais rápidas e económicas, mas também elas retiradas do manual de Artusi. E nem podia ser de outra forma. Afinal, como Isaura faz questão de dizer: “Os cozinheiros aqui são meros intérpretes do livro.” Capisce?

Nome: L’Artusi
Morada: Rua do Merca-Tudo, 4 (São Bento), Lisboa
Telefone: 21 396 9368
Horário: Das 19h às 22h30. Encerra às terças. A partir de 1 de junho abre também aos almoços, exceto ao domingo.
Preço Médio: 50€ (menu degustação, sem vinhos) ou 35€ (à carta)
Reservas: Aceitam
Site: lartusiristorante.com

Gaspacho de bacalhau com paio e ovo cozido

Ingredientes (para 4 pessoas)

  • 120 g de bacalhau cozido e lascado
  • 7 unidades de tomate com rama
  • 500 ml de caldo da cozedura de bacalhau
  • 1 cebola
  • 1 pimento encarnado
  • 1 pepino pequeno
  • 1/2 frasco de sumo de tomate
  • 1 dl de vinagre de Xerez
  • 1 fatia grande de pão Alentejano sem côdea
  • 3 cubos de gelo
  • 4 fatias de paio
  • 1 ovo cozido
  • Croutons q.b.
  • Azeite virgem extra q.b.
  • Rebentos de coentros q.b.
  • Sal q.b.
  • Pimenta preta moída no momento q.b.

Preparação

Numa taça grande, coloque o tomate cortado em pedaços pequenos e junte um pouco de caldo frio de bacalhau, a cebola descascada cortada em cubos, o pimento sem sementes cortado em pedaços pequenos, o pepino pelado e sem sementes cortado em fatias e um pouco de sumo de tomate. Tempere tudo com pimenta, vinagre de Xerez, azeite virgem extra e sal.

Junte pedaços de pão sem côdea, três cubos de gelo e envolva bem com as mãos (poderá reservar este preparado no frigorífico durante 12 horas). Coloque todos estes ingredientes num copo misturador e triture até obter um creme bem liso. Prove e corrija os temperos com sal e pimenta. Se necessário, acrescente um pouco mais de azeite e vinagre e misture bem.

Tempere as lascas de bacalhau com um fio de azeite e pimenta. Corte as fatias de paio em tiras. Coloque o gaspacho num prato de servir e, por cima, as lascas de bacalhau temperadas com azeite e tiras de paio. Polvilhe o gaspacho com ovo cozido ralado e regue com um fio de azeite. Finalize com croutons, rebentos de coentros e um pouco de pimenta.

Gastronomia de Trás-os-Montes candidata a Património da Humanidade

As promotoras são três associações locais de desenvolvimento local, a Desteque, Corane e Douro Superior, que representam a maioria dos municípios de toda a região e que vão fazer a apresentação pública da pretensão na sexta-feira.

A Comissão Executiva será presidida por Duarte Moreno, presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, e da Desteque, para quem na próxima sexta-feira será dado “o primeiro passo em direção a um objetivo antigo das gentes de Trás-os-Montes e Alto Douro”, que se pretende culmine em março de 2018 com a apresentação formal da candidatura à UNESCO.

“Esta candidatura da nossa gastronomia a tão elevada distinção certamente unirá à volta deste desígnio todos os filhos destas terras, os que cá estão e toda a nossa diáspora”, acredita o autarca transmontano.

Duarte Moreno está convencido de que “faz parte da cultura identitária (transmontana) saber responder a estes desafios, que tanto valorizam a nossa forma de ser e estar, como promoverão certamente um futuro com mais oportunidades”.

Os pormenores da candidatura são remetidos para a apresentação pública, na Quinta do Romeu, em Mirandela, tendo sido revelado que a Comissão de Honra será presidida pelo destacado transmontano, Adriano Moreira, que participará na sessão de divulgação.

A Comissão Executiva, divulgaram os promotores, será liderada por Duarte Moreno e integrará os presidentes da Douro Superior e da Corane, o empresário Dinis Alves Cordeiro e o autarca António Fidalgo Martins.

A Comissão Técnica da candidatura será liderada por Carlos Laranjo Medeiros, que já coordenou e desenvolveu outras candidaturas idênticas a distinções da UNESCO, o organismo das Nações Unidas para a Ciência, Cultura e Educação.

Na sessão de apresentação será feita a caracterização da manifestação cultural e o seu âmbito geográfico, divulgados elementos da candidatura, bem como o desenvolvimento de um plano de salvaguarda e promoção deste património.

A Candidatura da Gastronomia e dos Produtos da Terra Ligados à Alimentação de Trás-os-Montes e Alto Douro a Património Cultural Imaterial da Humanidade apresentará também as linhas de um programa de envolvimento das gentes e entidades transmontanas e alto-durienses neste processo.

O seu refúgio rural

Com quartos com nomes de flores e frutas, a Casa Valxisto – Country House assume-se como um “refúgio que lhe oferece os tons, os aromas e toda a riqueza campestre”. A partir do momento em que se pisa este espaço, o que é que se pode esperar?
A Casa Valxisto – Country House é uma casa de campo, inserida na Aldeia rural preservada de Quintandona, classificada como Aldeia de Portugal, localizada em Lagares, Penafiel.
É um projeto criado com amor e dedicação para oferecer aos seus hóspedes momentos únicos de lazer, quer através dos espaços como dos serviços, primando pela simpatia e qualidade.
Queremos que o lema “My Country House” seja verdadeiro e que cada hóspede se sinta em casa e envolvido com o ambiente campestre. Criamos espaços com a simplicidade do meio rural e em sintonia com os tons das flores e frutas que escolhemos para a decoração dos quartos, mas com o conforto dos dias de hoje.
Na Casa valorizamos os produtos da Quinta, dando ênfase à prática “da Quinta para a mesa”, pelo que servimos aos nossos hóspedes refeições em que utilizamos vários produtos de produção própria, privilegiando assim os aromas e sabores locais. Os nossos hóspedes encontram um local para descanso em contacto com a riqueza campestre.

FWEWEFWEFEngenheiros de profissão, não estava nos vossos planos apostar no setor turístico. Mas os projetos mudaram. Por que é que decidiram transformar esta antiga casa agrícola num espaço de turismo rural?
A outrora casa agrícola da Quinta de Valverde foi utilizada no passado como habitação de várias gerações da família. Os nossos antepassados mais antigos cultivavam a terra como modo de subsistência e os mais recentes como atividade complementar às suas profissões. Com o avançar dos tempos a casa foi envelhecendo e quando recebermos a propriedade algumas partes já estavam degradadas, pelo que teríamos de encontrar uma solução para recuperar o património e restituir a beleza desta típica casa agrícola valorizando-a.
Sempre fomos amantes do turismo em espaço rural, talvez pelas nossas raízes ou pelo que este tipo de turismo oferece a quem o pratica, então porque não transformar a casa numa casa de campo.
Está dotada de oito quartos e cada espaço foi decorado harmonizando os elementos rurais com os modernos e sofisticados. Três dos quartos estão preparados para receber pessoas com mobilidade reduzida e todos estão equipados com casa de banho privativa e ar condicionado.
Para nós é um prazer dar as boas vindas a quem nos visita e procuramos fazer tudo para que se sintam bem.

Localizada em Penafiel, a Casa Valxisto – Country House é a ponte para explorar a cultura, a gastronomia e o património da região. O que há a descobrir?
Estamos localizados numa região rica em cultura, gastronomia e património. No restaurante da Casa oferecemos uma ementa baseada na gastronomia regional e funciona mediante reserva. As refeições são confecionadas na cozinha que conserva a lareira e um típico forno a lenha e são servidas na antiga adega onde se preserva o lagar.
Para os dias de calor, a Casa dispõe de uma esplanada e piscina exterior com queda de água para a vinha de vinho verde, para que os hóspedes possam desfrutar de momentos relaxantes e refrescantes saboreando um produto único da região, o vinho verde. Não podendo nunca faltar a referência ao nosso fantástico serviço de massagens com aromaterapia para proporcionar uma estadia relaxante e rejuvenescedora.
A Casa é também um local ligado à nossa cultura, encontra-se inserida na Aldeia rural preservada de Quintandona, caracterizada pelas suas casas com uma mistura de ardósia (xisto) e granito e está rodeada de importantíssimos monumentos históricos, principalmente da época do românico, daí ser a Casa ideal para descansar durante uma visita aos monumentos e locais da  Rota do Românico.
Estamos geograficamente localizados no centro de três zonas classificadas como Património Mundial da Humanidade, a 30 minutos da cidade do Porto, 45 minutos da cidade de Guimarães e a 60 minutos da cidade do Peso da Régua já na região do Douro vinhateiro.
Temos todo o gosto em ajudar os nossos hóspedes a planear os seus percursos na região para que possam aproveitar ao máximo o seu tempo de visita, enfim… para que possam apreciar e saborear o que esta terra tem para oferecer.

FEFEWFNa quinta cultivam produtos hortícolas e frutícolas, respeitando as regras de uma agricultura biológica. Ao longo deste processo produtivo, que cuidados são adotados para que daqui nasçam produtos únicos e diferenciadores?
A agricultura biológica surge como um princípio de valorização dos produtos produzidos na Quinta, procurando-se obter hortícolas e frutas com as suas propriedades naturais, para que façam parte da nossa alimentação e da experiência única que oferecemos aos nossos hóspedes.
Todos sabemos os benefícios associados aos produtos biológicos, os quais aliados à crescente preocupação com a sustentabilidade, dão mais sentido ao projeto da Casa Valxisto – Country House.

A produção em agricultura biológica assume-se de forma crescente como uma oportunidade para a agricultura portuguesa. Por que é que decidiram apostar neste método produtivo?
A aposta na agricultura biológica surge como um complemento valorizador do turismo em espaço rural, bem como resposta à nossa preocupação com a preservação do meio ambiente e pelo consumo de produtos na sua essência naturais.
Não é um método produtivo fácil, mas quando a quantidade ou a dimensão não são os fatores mais valorizados, mas sim as suas qualidades, como o sabor, compensa.
Verifica-se lentamente a mudança dos hábitos de consumo da sociedade, como uma maior valorização da sustentabilidade, baseada em métodos produtivos amigos do ambiente.

A Casa Valxisto – Country House tem a particularidade de permitir a participação dos hóspedes nas tarefas agrícolas e na alimentação dos animais da quinta. Este turismo participativo tem permitido fidelizar e cativar novos visitantes? Que feedback vão recebendo?
Como queremos que os nossos hóspedes se sintam literalmente em casa, não há qualquer restrição em percorrer os campos da Quinta e as plantações, podendo colher e saborear nas épocas as frutas, desde os pequenos frutos vermelhos, framboesas, mirtilos, amoras, como maçãs, peras ou uvas.
Também é possível alimentar os tradicionais animais de Quinta, como galinhas, patos, perus, ovelhas, cabras entre outros.
Esta é uma área que pretendemos desenvolver ainda mais com o intuito de criarmos momentos também únicos para os nossos hóspedes mais pequenos.
O retorno é positivo, quer pelo impacto que o ambiente de Quinta tem no espírito das pessoas e no seu momento de lazer, sendo muitas vezes um regressar às origens ou mesmo o primeiro contacto com a terra e com os animais domésticos.

Apostar na agricultura biológica e no turismo participativo faz parte dos planos da Casa Valxisto. Para o futuro, que projetos pretendem concretizar?
A nossa constante preocupação é garantir a satisfação das pessoas que nos visitam, pelo que vamos complementando e melhorando as comodidades da Casa e os serviços disponibilizados, sendo no futuro nossa intenção criar uma maior simbiose entre a Casa, a Quinta e os seus produtos.
Existe também a pretensão de valorizar o património existente, em particular o “canastro”, infraestrutura onde era guardado e seco o milho produzido na Quinta, este projeto ainda está na fase de idealização. Será uma surpresa! Se procura um lugar para fugir da azáfama diária e descansar em contacto com a natureza, não deixe de nos visitar. Até Breve.

Porque Algarve é muito mais do que sol e praias

Raquel Azevedo

Gastronomia, artesanato, cultura e amor por uma região. Como se conjuga tudo isto num só espaço? De que modo esse amor é transmitido nos vossos produtos individualmente?
O projeto foi idealizado para não ser somente um local que oferece produtos regionais/gourmet, mas também um espaço onde os artistas e artesões locais possam expor os seus trabalhos e, desta forma, mostrar a riqueza cultural desta região, que é muito mais do que sol e belas praias. A seleção da gama disponível na loja Algarve Lovers foi fruto de um estudo e de pesquisas muito criteriosas, que tiveram como base e em primeiro lugar a qualidade e a origem, inclusive das matérias-primas, e em segundo lugar algumas lacunas existentes nesta área de negócio.

Refere a presença de artistas e artesãos na Algarve Lovers. Qual tem sido o papel desta vertente artística? Que mais-valias traz à loja?
Esta vertente cumpre um dos objetivos do projeto que é mostrar um pouco da cultura algarvia. Existe ainda a questão do tipo de clientes que este lado artístico traz e pode trazer à loja. Clientes que apreciem cultura e que disfrutem ao adquiri-la, nomeadamente os clientes locais ou residentes na cidade de Faro.
Por outro lado, torna a loja dinâmica, pois o objetivo é ter vários trabalhos expostos, não só na área da pintura, mas em outras áreas, como fotografia, escultura, etc.

O Algarve é claramente o foco deste projeto, contudo não esquecem os produtos tradicionais de outras regiões. O que podemos esperar desta diversidade regional?
Como mencionou, o foco são os produtos regionais algarvios, mas não poderia deixar de ter uma pequena representação de alguns produtos que são ícones do nosso país, como é o caso do vinho do Porto.

A diversidade é também apresentada no tipo de produtos que podemos encontrar na vossa loja, no coração de Faro. Por um lado, mel, compotas, conservas, chás e ervas aromáticas, por outro lado, carteiras e pinturas. O que pode dizer-nos sobre esta variada gama de produtos?
A variedade da gama disponível na loja Algarve Lovers não foi pensada somente para o cliente estrangeiro, mas e também para os visitantes nacionais que procuram conhecer mais desta região e apreciam produtos tanto gastronómicos como culturais.

A Algarve Lovers nasceu no passado dia 7 de novembro. O que motivou a criação deste projeto pelas mãos da própria Raquel Azevedo? Como idealiza o ano de 2016 deste novo espaço?
A minha primeira motivação foi a vontade de “fazer”, de criar algo que pudesse desenvolver, visto que estava desempregada há algum tempo e senti que não podia ficar mais tempo parada, apesar do momento económico não ser o melhor.
Motivou-me o facto de criar um local diferente e que, acredito, pode trazer mais-valias à cidade e ao turismo de Faro.
Não só idealizo como vejo em 2016 a loja Algarve Lovers tornar-se uma referência, não só para os visitantes estrangeiros, mas também para os clientes nacionais e locais.

De que modo este projeto empreendedor mostra à sociedade que é possível ser mulher e estar à frente da sua própria aventura?
É sempre possível ser-se mulher e estar à frente de este ou outro projeto quando se têm algumas valências comercias e de gestão, mas acima de tudo coragem, espírito de iniciativa e de muito trabalho.

A liderança feminina continua, na sua opinião, a ser um percurso com alguns obstáculos? Que conselho deixaria a mulheres que pretendam combater tabus e liderar o próprio destino profissional?
Penso que já houve algumas melhorias a esse nível, mas ainda existe um caminho a percorrer nesse campo.
Como exemplo básico, ainda existem diferenças salariais em alguns setores entre homens e mulheres, como é do conhecimento geral, mas os obstáculos muitas vezes não passam somente pela questão financeira, mas cultural das próprias empresas e de quem as lidera.
Prefiro a palavra sugestão do que propriamente conselho, mas as minhas sugestões são muitos simples: coragem, espirito de iniciativa, organização e muito…muito trabalho.

Para os ‘Algarve Lovers’ que se apaixonem pelos artigos deste espaço, têm sempre a possibilidade de encomendar via Internet, através da página facebook.com/loja.algarvelovers. Quando não vai ao Algarve, o Algarve vem sempre até si!

“Lisboeta” distinguido em concurso de gastronomia e harmonização

O restaurante da Pousada de Lisboa foi distinguido pelas suas harmonizações gastronómicas entre vinhos do Porto e Douro e o melhor da gastronomia portuguesa, numa conceituada competição promovida pelo IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto -, a maior e mais antiga a nível nacional e que se realiza de dois em dois anos.

Esta distinção é o reconhecimento e celebração da estratégia das Pousadas de Portugal em dar a conhecer, e a provar, o melhor da gastronomia nacional.
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O Restaurante “Lisboeta” apresenta uma cozinha contemporânea de autor com influências do receituário típico português, servindo o melhor da cozinha tradicional com um toque de modernidade. Além de uma distinta carta de vinhos, trabalhada exaustivamente pelo sommelier, expõe e serve ainda os mais distintos produtores vínicos, sobretudo nacionais.

Sobre as Pousadas de Portugal
As Pousadas de Portugal são uma cadeia hoteleira com mais de sete décadas de história, e conta com 33 unidades espalhadas de Norte a Sul do País. O seu nome é sinónimo de qualidade, hospitalidade, cultura e tradição. Tiveram a sua origem nos anos 40, com a construção das primeiras Pousadas Regionais, destinadas a alojar os visitantes e fornecer-lhes alimentação consentânea com o estilo e as tradições de cada região. Na década de 50 o conceito alargou-se às Pousadas históricas, instaladas em monumentos cuidadosamente restaurados para o efeito. O nosso compromisso é garantir uma oferta turística diferenciada que mantém viva a chama hospitaleira dos portugueses e se afirma como um veículo de protecção e divulgação do nosso património cultural. Com uma rede espalhada de Norte a Sul do País, mas também nos Açores, estamos em castelos, conventos ou fortalezas, integrados na paisagem com a naturalidade da história que albergam os espaços onde estamos vivos, numa experiência que faz com que quem nos visita passe a ser, connosco, portador do saber que acumulamos. A garantia que damos é a excelência, que naturalmente não dispensa todo o respeito pela recuperação do património arquitectónico nacional, adaptado às modernas exigências de conforto e bem-estar em sintonia com a sua autenticidade.

Há um doce português entre as iguarias a comer antes de morrer

Pastéis de Belém

Doces, salgadas, saudáveis, ‘pecaminosas’. Há de tudo na lista do Business Insider acerca das 50 iguarias mundiais que todas as pessoas devem experimentar (ou repetir) antes de morrer.
E há uma portuguesa em destaque: os Pastéis de Belém.
O “sublime” doce que leva a autênticas rumarias à zona de Belém é elogiado pela mistura de sabores, que une a baunilha com o limão e, claro, a canela que abundantemente é polvilhada em cima do pastel.
Na lista do Business Insider existem ainda pratos típicos do Reino Unido, França, México, Jordânia, Estados Unidos e Singapura.

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