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“O talento aliado aos nossos valores, é fundamental para o sucesso no campo da inovação”

Pela primeira vez, a Gilead lidera o 2019 Pharmaceutical Innovation Index. Em que se traduz este Índice de Inovação da Indústria Farmacêutica?

A Gilead tem tido um desempenho consistente desde 2016, ano em que integrou este índice, tendo subido um lugar por ano até primeiro da tabela. O Pharmaceutical Innovation Index avalia, pontua e celebra a capacidade das Empresas para entregar inovação aos doentes, avaliando objetivamente o seu desempenho com base num período de cinco anos (no caso, 2013-2018) e classificando-as quanto às suas competências para trazer produtos para o mercado e comercializá-los com sucesso.

Permita-me também referir o lançamento do relatório global Corporate Reputation of Pharma 2018 (Reputação Institucional da Indústria Farmacêutica 2018), o qual avaliou a Gilead como a segunda companhia farmacêutica mais reputada no mundo, de acordo com um estudo realizado junto de Associações de doentes. O relatório baseia-se nos resultados de uma pesquisa do PatientView, de novembro de 2018 a fevereiro de 2019, explorando a opinião de 1.500 Associações de doentes, de 78 países em todo o mundo, e avaliando 46 empresas farmacêuticas.

Esta posição é sinónimo de orgulho, mas também de um acréscimo de responsabilidade?

A Gilead, enquanto empresa biofarmacêutica especializada nas áreas do VIH/SIDA, das Hepatites Víricas e da Oncologia, tem investido em investigação e desenvolvimento para transformar e simplificar os tratamentos de pessoas com doenças potencialmente fatais em todo o mundo. Liderar o ranking da inovação farmacêutica e sermos reconhecidos pelas Organizações de doentes no relatório anual de reputação da indústria farmacêutica deixa-nos naturalmente orgulhosos.

A verdade é que farmacêutica integrou esta lista em 2016, tendo subido um lugar por ano, até chegar ao primeiro da tabela. O que tem vindo a ser feito durante estes anos? Qual tem sido a estratégia da Gilead Sciences?

A Gilead integra no seu ADN a participação ativa e empenhada na busca de soluções que permitam potenciar as mais-valias da inovação que introduz no mercado. É o que acontece no apoio que tem prestado a instituições científicas e a associações de doentes para a definição de estratégias que permitam cumprir objetivos de saúde pública propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a eliminação da hepatite C e controlo epidemiológico da infeção pelo VIH até 2030, plasmada no objetivo 90x90x90 que traduz a meta, de nesse ano, 90 por cento da população infetada conheça a sua situação, que destes, 90% estejam a fazer tratamento e que destes, 90% não tenham carga viral detetável, interrompendo deste modo o ciclo da transmissão.

Também na área da oncologia, a Gilead Sciences dispõe no seu pipeline de um conjunto de linhas de investigação muito promissoras, em diferentes estádios de desenvolvimento.

O Pharmaceutical Innovation Index avalia, pontua e celebra a capacidade das empresas para entregar inovação aos doentes e classifica-as quanto às suas competências para trazer produtos para o mercado e comercializá-los com sucesso. É cada vez mais desafiante trazer inovação para os doentes e para o mercado?

Inovar e investigar em saúde requer resiliência e arriscar caminhos difíceis. E sabemos que esses caminhos são mais bem-sucedidos se os trilharmos em parceria com quem pesquisa, investiga e repensa soluções terapêuticas.  Por isso mesmo, temos vindo a colaborar com as mais variadas instituições académicas de primeira linha, empresas de biotecnologia e farmacêuticas, centros de investigação e claro, unidades hospitalares de todo o mundo que nos permitem consolidar os resultados em verdadeira inovação para as pessoas.

De acordo com o relatório global Corporate Reputation of Pharma 2018 a Gilead é avaliada como a segunda companhia farmacêutica mais reputada no mundo. Que fatores considera contribuírem para esta posição?

Na Gilead Sciences o sucesso das descobertas é medido por diferentes métricas, três delas, fundamentais. A da dimensão do que se desenvolveu, do quanto a inovação vem alterar, para melhor, o que existia até aí, independentemente da área terapêutica em que se integra a inovação.

Outra medida é a do sucesso valorizado pela Gilead, ou seja, em saber se o medicamento inovador chegou efetivamente a quem dele necessita, independentemente da sua situação económica. Finalmente, enquanto empresa que investiga e desenvolve novos produtos, o reconhecimento dos profissionais de saúde e dos doentes, que são quem, no final da linha mais beneficia da inovação que trazemos ao Mundo.

Vítor Papão realça que a Gilead, enquanto empresa biofarmacêutica especializada nas áreas do VIH/SIDA, das hepatites víricas e da Oncologia, tem investido em investigação e desenvolvimento para transformar e simplificar os tratamentos de pessoas com doenças potencialmente fatais em todo o mundo. O que importa saber sobre o mundo da indústria farmacêutica e da complexidade dos trabalhos de investigação, fulcrais para esta indústria?

Como disse, e bem, a Gilead atua maioritariamente nessas áreas. E a investigação tem sido fundamental para a indústria, mas especialmente para milhões de pessoas em todo o mundo. A infeção pelo VIH passou de uma doença potencialmente fatal para uma doença crónica em pouco mais de três décadas; no campo das hepatites estivemos na linha da frente da cura e eliminação da doença. Na oncologia estamos a dar os primeiros passos, apostando em inovação de vanguarda, procurando trazer alguma esperança onde no passado não havia nenhuma. Mas existem tantos outros motivos de orgulho:  a Gilead foi também responsável pelo desenvolvimento da molécula que curou a enfermeira inglesa em 2015 e o primeiro recém-nascido documentado como tendo sobrevivido à infeção congénita com o vírus do Ébola em 2017. E o nosso medicamento está neste momento a ser utilizado no combate ao surto de Ébola a decorrer na África Ocidental. A Gilead foi ainda a empresa que doou centenas de milhares de ampolas de um dos seus medicamentos para tratamento de 50 mil pessoas com leishmaniose visceral em países endémicos na sub-região de África Oriental e Sudeste Asiático, ajudando a mitigar esta doença que afeta trabalhadores rurais e que, se não tratada desta forma, pode ser potencialmente letal. Este é o nosso percurso.

Afirma que há muito talento em Portugal. A captação e formação de talento é, sem dúvida, fulcral para a inovação nos tratamentos? Uma não existe sem a outra?

A cultura de excelência da gilead começou a ser construída há 32 anos. Na gilead, sem exceção, trabalhamos e assumimos o compromisso de melhorar a vida das pessoas que usam os nossos medicamentos. Os nossos valores – integridade, inclusão, trabalho em equipa, responsabilidade e excelência – estão presentes em tudo o que fazemos. E por isso, tanto localmente como internacionalmente, estamos rodeados de talento. E sim, diria que o talento aliado aos nossos valores, é fundamental para o sucesso no campo da inovação.

 

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