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Portugal vai receber cem refugiados que estão na Grécia

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acordo entre Portugal e Grécia foi alcançado durante a visita de dois dias que Eduardo Cabrita efetuou àquele país.

“Os dois países vão apresentar à Comissão Europeia um projeto de programa bilateral de transferência de refugiados da Grécia para Portugal”, disse à agência Lusa o ministro, que hoje termina a visita.

O governante avançou que este programa vai começar com um projeto piloto de cem pessoas, podendo depois ser alargado, ao longo de 2019, até cerca de mil refugiados.

Segundo Eduardo Cabrita, a estas cem pessoas será atribuído um estatuto legal definido na Grécia.

Na sequência de entrevistas que vão ser realizadas por equipas portuguesas em campos de refugiados na Grécia, vai ser atribuído a estas cem pessoas o estatuto de refugiado.

O ministro referiu que, para já, ainda não é possível estabelecer uma data quanto à chegada destes cem refugiados a Portugal, dependendo da realização das entrevistas de seleção e da apresentação da proposta conjunta à UE.

Eduardo Cabrita explicou que existem na União Europeia recursos disponíveis para apoiar processos de integração, sublinhando que a proposta apresentada à Comissão Europeia “tem fundamentalmente a ver com o modelo de financiamento”.

“Temos um acordo de princípio, agora vamos discutir aspetos técnicos”, disse.

Eduardo Cabrita sublinhou igualmente que este acordo é encarado pelos governos de Portugal e Grécia “como um contributo para que se encontrem na Europa soluções permanentes e estáveis para tratar à escala europeia o tema das migrações e refugiados”.

Durante a visita à Grécia, Eduardo Cabrita teve encontros com os ministros gregos da Política de Migrações, do Interior e da Proteção dos Cidadãos, além de ter visitado na ilha de Samos, o contingente da Guarda Nacional Republicana e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, integrados em missão da agência europeia de controlo de fronteiras Frontex.

O ministro da Administração Interna avançou ainda à Lusa que chegaram hoje a Portugal sete refugiados sírios que tinham deixado Portugal e estavam na Alemanha.

“Chegaram hoje as primeiras sete pessoas no âmbito do programa bilateral com a Alemanha sobre o controlo de movimentos secundários”, disse, frisando que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a assinar um acordo desta natureza.

O acordo bilateral com a Alemanha sobre movimentos secundários de requerentes de asilo foi assinado em setembro.

Segundo o Ministério da Administração Interna, este acordo agiliza o processo de retoma relativamente a pessoas que, tendo inicialmente solicitado proteção internacional num dos países, tenham também indevidamente solicitado o mesmo estatuto no outro, ou que aí permaneçam em situação irregular.

Um comunicado entretanto divulgado pelo Ministério refere que estas sete pessoas, duas das quais menores, vão ser acolhidas no Centro de Acolhimento do Conselho Português para os Refugiados, na Bobadela (Loures).

LUSA

Polícia grega investiga razões de assassinato de três refugiadas

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As três mulheres foram encontradas quinta-feira, decapitadas e com as mãos atadas, a cerca de 50 metros da fronteira com a Turquia, no extremo norte oriental da Grécia, segundo as declarações de um porta-voz policial à agência de notícias espanhola EFE.

A identidade e a proveniência das três vítimas ainda não são conhecidas mas pensa-se que poderiam vir do Magrebe ou de algum país árabe.

As duas primeiras mulheres foram encontradas juntas e têm entre os 15 e os 21 anos, segundo as primeiras análises forenses.

O corpo da terceira mulher, com cerca de 35 anos, encontrava-se a uns metros de distância.

O porta-voz da polícia acrescentou que o facto de o corpo da mulher com cerca de 35 anos ter sido encontrado com joias reduz a possibilidade de que o crime tenha sido motivado pelo roubo.

Perto das vítimas encontrava-se uma faca de tipo militar que poderia ser a arma do crime. Os resultados da autopsia ainda não estão concluídos e esperam-se para hoje.

Evros é uma trajetória habitual para migrantes em busca de melhores condições de vida na Europa desde os anos 1990, muito antes do início da crise de refugiados em 2015.

Dados do Ministério da Imigração da Grécia apontam para 5.500 o número de pessoas que chegaram à Grécia através da fronteira terrestre com a Turquia em 2017.

O número subiu para 12.000 durante os primeiros nove meses de 2018.

A polícia grega adiantou que deteve 1.190 traficantes de janeiro até setembro deste ano, e outros 30 durante a primeira semana do mês de outubro.

LUSA

Presidente alemão pede desculpa em Atenas pelos crimes nazis na Grécia

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“Pedimos perdão, aqui na Grécia, pelo que aconteceu. Não devemos permitir que o passado caia no esquecimento, não podemos ignorar a nossa culpa moral e política”, disse Steinmeier.

O presidente alemão visitou um antigo campo de concentração nazi, de onde dezenas de dezenas de milhares de judeus foram deportados para Auschwitz, antes de se reunir com dirigentes políticos gregos na capital.

“Independentemente de termos posições jurídicas distintas, sentimo-nos na obrigação de contribuir para que não se repita o que aconteceu entre 1933 e 1945.

Steinmeier é o segundo presidente alemão a pedir explicitamente desculpa pelos crimes nazis na Grécia, depois do seu antecessor, Joachim Gauck, que em 2014 visitou a localidade grega de Dístomo, onde ocorreu um dos piores massacres da ocupação nazi.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criou em 2015 uma comissão para calcular os danos causados pela ocupação alemã e, depois de a Grécia sair do programa de assistência financeira, recuperou o tema.

O Governo grego prevê transmitir nas próximas semanas ao plenário um relatório de 2016 dessa comissão, que avaliou em quase 300.000 milhões de euros as indemnizações devidas pela Alemanha.

“Não podemos esquecer, nem ocultar as nossas diferenças no passado. Temos de definir como vamos debatê-las no âmbito do Direito Internacional”, disse hoje o primeiro-ministro grego.

LUSA

Crianças surdas recolhem fundos para ajudar a reconstruir Mati depois dos incêndios

Noite de segunda-feira, 23 de julho. Por todo o Mundo, as televisões avançam com imagens desoladoras dos incêndios que varreram parte da Grécia (nesta terça-feira, o número de vítimas subiu para 93). A mais de 3300 quilómetros, na ilha de Wight, costa sul de Inglaterra, Thomas atira, preocupado: “Parece a rua em que vivemos, na Grécia.”

As imagens que vê são de Mati, vila costeira nos arredores de Atenas que foi o epicentro da tragédia grega. Thomas nunca lá viveu. Mas a frase tem a sua razão de ser. O menino de nove anos, com graves problemas de surdez, já lá foi muito feliz.

Tudo graças ao “The Saturday Club for Deaf Children” [em português, “o clube de sábado para crianças surdas”], um clube formado por Helen Foster, em 1976, com o intuito de ajudar crianças com problemas de surdez a desenvolver capacidades de comunicação, autoconfiança e autoestima. Todos usam aparelhos auditivos. Muitos têm mesmo implantes cocleares (dispositivos eletrónicos que ajudam a melhorar a sensação auditiva).

 

Além dos encontros aos sábados, o clube promove ainda umas férias anuais em… Mati. Helen explica: “Na nossa primeira viagem, levámos 16 membros do clube, entre os 15 e os 17 anos, e sentimo-nos tão bem recebidos que voltámos outra vez e outra vez e outra vez.” E assim se passaram 30 anos.

Tanto que, uma vez em Mati, os meninos do “The Saturday Club for Deaf Children” merecem o carinho de todos. “Conhecemos os habitantes e somos bem-vindos nas casas e nos jardins deles. Os funcionários da pizzaria e do supermercado, por exemplo, já sabem que os meninos são surdos e certificam-se sempre que falam para eles de forma cuidadosa e clara. E no hotel somos tratados como se fossemos da realeza”, explica Helen.

Mesmo que, para os meninos, a afetividade dos gregos se estranhe primeiro e se entranhe depois. “Sendo inglesas, as crianças demoram um bocado a sentir-se confortáveis com os beijinhos e os abraços que recebem enquanto estão em Mati, mas depois acho que, secretamente, acabam por gostar. O hotel [Hotel Mati, no centro da aldeia balnear] é, para muitos deles, uma segunda casa.”

Por isso, quando, na noite de segunda-feira, 23 de julho, as imagens de uma Mati devastada, começaram a surgir, Thomas não ficou indiferente.

 

Enquanto isso, os pais dos meninos iam pensando em formas de ajudar. “Contactaram-me logo para dizer que tínhamos de fazer alguma coisa. Houve uma mãe que me disse: ‘Durante tantos anos, Mati deu segurança, amor e carinho às nossas crianças. Agora, é tempo de devolver esse amor’.”

Reunir verbas para ajudar os animais foi o primeiro pensamento, mas só até perceberem que Mati já se tinha enchido de voluntários para ajudar os amigos de quatro patas. Depois, Joanna Saripapazoglou, funcionária do Hotel Mati, avançou com outra ideia, imediatamente acolhida: angariar dinheiro para ajudar a plantar árvores.

“Se não reconstruirmos tudo e não voltarmos a fazer de Mati uma aldeia bonita outra vez, tudo à nossa volta vai morrer. E todos nós vamos perder o trabalho”, explicou, à Notícias Magazine, a funcionária da unidade hoteleira, que nos deu a conhecer a história dos meninos da Ilha de Wight.

A ideia foi imediatamente acolhida por Helen e pelos meninos. “Adorámos. Vai ajudar a restaurar o equilíbrio ecológico da área e a reciclar o dióxido de carbono. E assim todos os anos podemos visitar o nosso grupo de árvores e saber que ajudámos a curar Mati”, congratula-se a fundadora do clube.

Para angariar verbas, há já várias atividades planeadas: uma tarde grega, com comida típica do país (souvlakis, pittas, etc), pinturas faciais, castelos insufláveis e outras atividades para as pessoas desfrutarem.

“A todos os que participarem será cobrada uma taxa solidária, que depois enviaremos para Mati. Estamos confiantes que conseguimos juntar 500 euros, mas quanto mais melhor.”

Tudo para que Thomas e companhia possam voltar a ser felizes “na rua em que vivem”. Não na lha de Wight. Na Grécia.

Grécia: Número de mortos sobe para 86

Segundo as autoridades, continuam hospitalizadas 53 pessoas, entre as quais quatro crianças, e 11 dos feridos estão em estado crítico.

Das pessoas relatadas como desaparecidas, 40 já foram encontradas vivas, de acordo com o ministro da Proteção ao Cidadão, Nikos Toskas.

Até agora, não existe uma lista oficial de pessoas desaparecidas, porque entre as pessoas procuradas estavam as mortas e as autoridades não querem especular até que todos os corpos sejam identificados.

De acordo com o Ministério das Infraestruturas, 51% dos 3.546 edifícios já inspecionados estão inabitáveis.

O Governo grego divulgou na quinta-feira uma série de imagens de satélite que apontam que os incêndios foram premeditados.

O ministro da Proteção ao Cidadão disse ainda que não são apenas “sinais”, mas há “evidências” e testemunhos que sustentam esta hipótese.

Nikos Toskas falou de um “achado suspeito” em Mati, local onde todas as mortes foram registadas.

A investigação foi realizada com a ajuda de imagens de satélite solicitadas à NASA, ao Programa de Observação Espacial da União Europeia e outras entidades internacionais.

Usando essas imagens, Toskas e os chefes dos bombeiros e polícia explicaram que não apenas o incêndio de Mati, mas também o de Kineta, numa área florestal a oeste de Atenas, foram provavelmente provocados.

Foram registados em menos de meia hora treze focos diferentes, todos alinhados paralelamente à estrada, como mostram as fotos e os vídeos dos satélites.

O Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio.

Portugal enviou 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) para ajudar a combater os incêndios na Grécia.

LUSA

Fumo terá contribuído para grande número de mortes na Grécia

© Reuters

Penso que o principal problema foi o fumo. Ao fim de três inspirações, as pessoas ficam em dificuldade”, disse o major Inanis Artopius, do 9.º regimento de bombeiros de Atenas, à agência Lusa.

O grupo estaria reunido num evento de celebração num restaurante próximo, porém, quando tentou sair da povoação pelas 19:00 horas, as estradas ficaram bloqueadas com carros, e decidiram fugir a pé.

O proprietário de uma casa junto ao mar abriu os grandes portões para o jardim e tentou encaminhá-los por um carreiro para uma pequena baía a cerca de 20 metros de distância, mas só alguns terão escapado, enquanto 26 ficaram para trás, desorientados pelo fumo denso.

“Vi as pessoas em grupos, abraçadas, corpos de crianças”, adiantou o responsável,

Para trás ficou um cenário de destruição, incluido de vários cadáveres de animais domésticos.

Artopius está hoje a visitar diferentes casas para tentar encontrar eventuais desaparecidos.

“Quando à porta estão carros queimados, é sinal de que poderão estar pessoas [mortas] lá dentro”, disse à Lusa.

Muito perto, Vassilis abre a porta de um automóvel parcialmente queimado para recuperar os pertences de um amigo que estava a passar férias em Mati quando foi surpreendido pelo incêndio de segunda-feira.

“Ele saltou para o mar com dois filhos, de nove e 10 anos, a mãe saltou com o filho de 14. Só os pais é que ficaram intoxicados”, revelou.

Algumas pessoas que procuraram mergulhar dos rochedos com cerca de 10 metros de altura não conseguiram chegar à água, outros tiveram de esperar horas por barcos que vieram em socorro.

Localizado perto de Rafina, uma vila com cerca de 13.000 habitantes, Mati é um bairro com perto de 2.300 casas envolvidas por pinheiros, a maioria segunda habitação de habitantes da capital Atenas usada para a época balnear.

Muitas habitações e árvores foram completamente destruídas pelo incêndio, carros foram esventrados pelas chamas cujas jantes de liga leve cujo calor intenso derreteram para o chão e postes de eletricidade calcinados e derrubados no chão.

Contudo, no bairro também existem habitações que não sofreram danos significativos, como a vivenda de dois andares junto ao mar de Valaselli Aspa, cujo interior foi protegido pela porta de metal que instalou há cinco meses atrás.

“O meu vizinho veio avisar-me pelas 18:30 horas e saí em pânico. Hoje tenho noção da tragédia que aconteceu: o meu carro ardeu e tenho amigos estão desaparecidos”, contou à Lusa.

Residente em Mati a tempo inteiro, disse que esta época é quando a povoação ficava cheia de pessoas que vinham passar o verão.

“Este sítio era um paraíso, mas a partir de agora nunca mais ser o mesmo”, lamentou.

As autoridades iniciaram as operações de limpeza com máquinas que recolhem entulho do chão, ao mesmo tempo que continuam os esforços para encontrar cerca de 100 pessoas dadas como desaparecidas.

Entretanto, o número de mortos dos incêndios na Grécia aumentou para 79, informou hoje o porta-voz do corpo de bombeiros grego, Stavrula Marli.

Os fogos causaram também mais de 180 feridos, alguns em estado crítico.

O Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio, como foi o caso de Portugal, que anunciou o envio de 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB).

O executivo grego já desbloqueou uma verba de 20 milhões de euros, procedente do Programa de Investimento Público, destinada à ajuda imediata e a cobrir as necessidades das zonas mais afetadas.

LUSA

Número de vítimas na Grécia aumenta para 79

Subiu novamente o número de mortes provocadas pelos incêndios na Grécia. Os bombeiros gregos estão a avançar que há mais duas vítimas mortais a lamentar, adianta a Reuters.

[Em atualização]

Grécia: Não portugueses entre as vítimas dos incêndios

“Até ao momento, não temos informação de portugueses entre as vítimas”, garantiu esta terça-feira o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, no seguimento dos fogos florestais na Grécia que já fizeram mais de 60 mortos e várias centenas de feridos.

Apesar de não estar nenhum português envolvido, o secretário de Estado avançou que estão cerca de mil portugueses em território grego, entre os quais residentes e turistas.

“De acordo com informação que nos foi prestada por volta das 14h00, pelas agências de viagens, haverá entre 100 a 200 pessoas em fluxo de viagem por razões turísticas”, referiu José Luis Carneiro em declarações reproduzidas pela RTP3.

O responsável português salientou também que há cerca de 700 portugueses om residência “nas imediações de Atenas ou em território grego”. No entanto, destacou que estes números carecem ainda de validação oficial.

José Luís Carneiro acrescentou ainda duas recomendações para os cidadãos nacionais que estão em território grego ou para os que vão viajar para Atenas nos próximos dias.

A primeira é que consultem a “informação atualizada que está no portal das comunidades portuguesascom contactos disponíveis” e que podem ajudar. A segunda é que “contactem as agências de viagem responsáveis pela marcação para averiguar a segurança das regiões” de destino.

O Presidente da República e o Primeiro-ministro português já enviaram mensagens solidárias para a Grécia. Marcelo lembrou Pedrógão, ao passo que Costa destacou o apoio que Portugal também está a dar à Suécia.

Incêndios na Grécia e de Portugal são os mais mortíferos do século

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Durante o século XX, um dos incêndios mais graves na Europa ocorreu em 1949 em França.

Em junho de 2017, 64 pessoas perderam a vida e mais de 250 ficaram feridas no gigantesco incêndio florestal de Pedrógão Grande, Portugal. No mês de outubro do ano passado um outro incêndio na região centro de Portugal fez 50 mortos e 70 feridos. Cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas foram destruídas pelas chamas no incêndio de outubro.

Em 2003, Portugal já tinha registado incêndios de grandes proporções, atingindo sobretudo o centro e o sul do país, e que provocaram 20 mortos e a destruição de 425.000 hectares de floresta.

Em 1966, um fogo na floresta de Sintra, na região de Lisboa, provocou a morte a 25 militares que tentavam combater as chamas.

Em 2015, na região russa da Sibéria, um violento incêndio fez 34 vítimas mortais e destruiu mais de duas mil casas.

O fogo que consumiu vastas zonas de floresta no sul da Sibéria propagou-se rapidamente tendo atingido a Mongólia e a zona de fronteira com a República Popular da China, segundo a secção russa da organização ambientalista Greenpeace.

Cinco anos antes, entre julho e agosto de 2010, a zona ocidental da Grécia foi atingida por um incêndio que fez 60 mortos, destruindo povoações inteiras e 250 mil hectares de floresta.

No mês de agosto do mesmo ano, reacendimentos fizeram 77 mortos, no Peloponeso, centro da Grécia, e na ilha de Evia.

Nos incêndios de 2010, a maior parte das vítimas mortais foram habitantes de pequenas povoações que tentavam fugir dos locais cercados pelas chamas.

Em 2012, cinco pessoas acusadas de terem provocado os incêndios foram condenadas a 10 anos de prisão por um tribunal do Peloponeso: um vice-presidente da câmara, o chefe dos bombeiros local, um bombeiro voluntário e uma mulher foram considerados responsáveis pelo fogo provocado por um churrasco de cozinha.

Em agosto de 1949, no sudoeste de França (Landes), 82 pessoas morreram num incêndio florestal.

A maior parte das vítimas do mais mortífero incêndio florestal do século XX na Europa eram bombeiros e militares que tentavam apagar as chamas de um fogo considerado “brutal” e que aumentou de intensidade devido aos ventos fortes que se fizeram sentir no local.

LUSA

Tragédia na Grécia: número de mortos subiu para 60

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Se por cá, o verão tem sido ameno para o habitual e, felizmente, os incêndios têm dado tréguas, o mesmo não se poderá dizer da Grécia. Os fogos que lavram no país já causaram pelo menos 60 mortos e 172 feridos, de acordo com um novo balanço.

Até ao momento registam-se 60 mortos, mas muitas pessoas continuam dadas como desaparecidas. Os bombeiros estão a tentar procurar as pessoas nas casas das zonas que foram atingidas pelas chamas. Neste momento há 172 feridos, 60 dos quais são crianças. A maior parte dos feridos está internada em vários hospitais. É possível que o balanço de vítimas mortais venha a aumentar“, disse à Lusa Eva Webster da AMNA, em Atenas.

Todas as vítimas, registadas até agora, foram encontradas entre o porto de Rafina, a cerca de 30 quilómetros de Atenas, e Nea Makri, cerca de dez quilómetros mais a Norte.

As vítimas encontravam-se em casa ou nos seus carros. Outras pessoas tentaram fugir do fogo atirando-se ao mar, mas acabaram por morrer afogados.

Um porta-voz da Cruz Vermelha disse à rede de televisão pública ERT que, depois de terem sido encontrados 24 corpos, os bombeiros descobriram hoje um outro grupo de 26 pessoas, já sem vida, num campo localizado na pequena cidade de Mati.

De acordo com os bombeiros, ainda existem três incêndios em curso na região de Ática, mas também grandes frentes noutras regiões do país, particularmente na área de Corinto, no Peloponeso, bem como na ilha de Creta.

As operações de combate aos incêndios prosseguiram durante a noite, mas foram prejudicadas por fortes ventos.

Depois de as autoridades terem declarado o estado de emergência e solicitado ajuda internacional, o porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakopoulos, anunciou que os aviões de combate aos incêndios chegarão hoje de Espanha, bem como voluntários do Chipre.

Segundo o autarca de Rafina, Evánguelos Burnús, pelo menos 500 casas e 200 veículos foram danificados em maior ou menor grau pelas chamas. Num comunicado enviado à televisão ERT, Burnus referiu que continua a ser realizada a operação de resgate por mar realizada na segunda-feira e que os navios da Guarda Costeira estão a transportar muitos moradores de Rafina para outras áreas seguras.

“Estamos a enfrentar uma situação extrema, muito difícil” devido à violência e versatilidade dos ventos, que aumentaram ao longo do dia, revelava ontem a noite à estação televisiva Ert o responsável pelos bombeiros da região de Atenas, Achille Tzouvaras. “Haverá danos, mas agora temos que evitar vítimas”, indicou Tzouvaras, acrescentando que as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades locais não estavam a ser obedecidas.

O incêndio, que começou no fim da manhã, numa floresta no Monte Gerania, perto da zona de Kineta, rapidamente se propagou por centenas de quilómetros, aproximando-se do mar. Mais de 130 bombeiros, assistidos por cinco aviões e dois helicópteros, foram mobilizados, mas a intervenção aérea foi impedida por ação dos ventos.

A vaga de calor também privou o acesso dos turistas à Acrópole de Atenas, que foi encerrada durante três horas, uma vez que, segundo a lei grega, os locais públicos podem ser fechados caso as temperaturas ascendam aos 36 graus.

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