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Migrações: GNR em missão na Grécia resgata 54 migrantes no mar Egeu

Os militares da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR destacados na Grécia, no âmbito de uma missão da agência europeia Frontex, resgataram 54 migrantes que se encontravam numa embarcação sobrelotada no mar Egeu, indicou esta terça-feira a corporação.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana adianta que o resgate dos 54 migrantes, dez dos quais mulheres e nove crianças, aconteceu na madrugada de segunda-feira, próximo da ilha grega de Chios.

 Segundo a GNR, os militares da GNR realizavam uma ação de patrulhamento marítimo, quando observaram uma embarcação sobrelotada de migrantes que fazia a travessia, no mar Egeu, entre a Turquia e a Grécia com o objetivo de alcançar território europeu.

Aquela força de segurança indica que os migrantes resgatados não apresentavam ferimentos e foram entregues às autoridades locais em segurança.

Desde 01 de abril que 32 militares da GNR estão nas ilhas gregas de Chios e Kos a participar numa missão da Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia), com o objetivo de prevenir, detetar e fazer cessar ilícitos relacionados com a imigração ilegal, tráfico de seres humanos e tráfico de droga.

Desde o início da operação que a GNR resgatou 381 migrantes do mar Egeu e percorreu 3.459 milhas náuticas, refere ainda o comunicado da corporação.

Barco com centenas de pessoas naufragou na ilha grega de Creta

Um porta-voz da guarda-costeira deu conta de centenas de pessoas “em sofrimento”.

“As pessoas estão na água, os barcos que atravessam a área têm lançado boias salva-vidas e estão a tentar salvar os migrantes”, adiantou a mesma fonte.

Vladimir Putin “comovido” com hospitalidade dos gregos

“Fiquei verdadeiramente comovido pela calorosa e cordial receção que foi feita à delegação da Federação Russa que visitou o vosso país”. Quem fala — ou escreve — é Vladimir Putin, o Presidente russo, que esteve em Atenas e noutros locais da Grécia no final da semana passada para uma visita de dois dias. Putin diz que a Rússia e a Grécia não são apenas “velhos parceiros, mas também velhos amigos“.

O Presidente russo regressou ao seu país com a “certeza” de que a visita de dois dias à Grécia serviu para fortalecer o espírito de “entendimento mútuo e confiança entre as nossas duas nações”. A declaração surge numa carta que Putin enviou ao jornal Kathimerini e que este publicou nesta quarta-feira.

Putin fez questão de frisar, na carta, que as conversas que foram tidas mostraram que a Grécia e a Rússia estão “em harmonia” no que diz respeito aos “temas” que foram discutidos. A “harmonia” e a “amizade” que, na opinião de Putin, marcavam a visita, “devem-se à tradição que dura há séculos de afinidade cultural e espiritual entre os nossos povos”.

Do que se sabe sobre os temas concretos em discussão, Putin terá voltado a assumir o seu interesse em que a Rússia compre a operadora nacional de ferrovia, a Trainose, e uma participação no capital do segundo maior porto de comércio da Grécia, em Salónica.

Tsipras recebeu Putin no final da semana passada, poucos dias depois de a Grécia ter recebido um ok preliminar à primeira avaliação do terceiro resgate. Sabe-se, entretanto, que por esses dias o governo grego estava a enviar uma carta aos credores europeus e ao FMI a avisar que algumas das medidas acordadas dias antes não poderiam ser cumpridas. No auge das tensões entre a Grécia e os credores europeus, no verão passado, Tsipras esteve várias vezes em contacto com Vladimir Putin, no que foi lido como uma forma de pressionar os parceiros europeus e obter melhores condições para o que viria a ser o terceiro resgate.

Grécia vai acelerar evacuação do campo de Refugiados de Idomeni

“Nos últimos 15 dias transferimos mais de 2.000 pessoas do campo”, próximo da fronteira com a Macedónia, onde estão recenseadas 8.400 pessoas, disse a fonte.

“Agora, terça ou quarta-feira, vamos fazer uma operação de transferência mais ampla, uma vez que temos 6.000 lugares disponíveis em centros de acolhimento” na região, acrescentou.

“Haverá uma presença policial, e seremos persuasivos, mas não está previsto o uso da força para obrigar as pessoas a partir”, disse.

Outra fonte governamental citada pela mesma agência disse que, a partir de hoje, os altifalantes do campo estão a difundir uma mensagem aconselhando os migrantes a prepararem-se para partir.

A operação de transferência “será gradual”, como ocorreu no porto de Pireu, de onde, desde o final de abril, 4.000 migrantes foram transferidos para centros de acolhimento, precisou a primeira fonte.

No Pireu, que à semelhança de Idomeni é um acampamento improvisado, permanecem, segundo números oficiais, 1.500 pessoas.

Uma fonte policial confirmou que está a ser preparada uma operação em Idomeni, com o envio de reforços policiais, mas recusou confirmar se ela se vai realizar na terça-feira.

O envio de reforços, precisou, visa “prevenir reações de uma minoria de migrantes que possa reagir negativamente”.

“A maioria dos migrantes não levanta dificuldades para partir […], mas foram tomadas medidas suplementares para evitar surpresas”, disse.

A fonte policial acrescentou que a transferência de cerca de 2.000 pessoas realizada nas últimas duas semanas decorreu com tranquilidade.

Milhares de migrantes, muitos deles crianças, vivem em condições miseráveis no campo de Idomeni desde que, no início de março, a Macedónia encerrou a sua fronteira com a Grécia, cortando a rota dos Balcãs, utilizada desde 2015 por centenas de milhares de pessoas para chegar aos países da Europa do norte.

Portugal envia ajuda humanitária para a Grécia

O Governo afirmou num comunicado que vai enviar esta terça-feira um conjunto de materiais destinados a “apoiar os refugiados” que se encontram na Grécia.

Os materiais serão enviados através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, informa o comunicado que enumera também que Portugal providenciará “1.000 cobertores, 5.000 esteiras, 10.000 baldes e 500 kits de higiene feminina”. A carga deverá chegar à Grécia dentro de cinco dias.

A entrega destes materiais surge depois de o Ministério do Interior da Grécia ter pedido, através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, assistência internacional para lidar com a situação dos refugiados.

Tsipras diz que Grécia vai estar de volta aos mercados em 2017

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considerou que a Grécia poderá em 2017 regressar aos mercados, cujo acesso lhe está impedido desde 2010, numa entrevista ao semanário grego RealNews que divulgou este sábado alguns excertos. “Regressaremos aos mercados em 2017”, afirmou Tsipras na entrevista que será publicada no domingo.

A Grécia não tem acesso aos mercados de capitais de longo e médio prazo desde o início da crise da dívida de 2010, com exceção de dois breves regressos em 2014 nos mercados de médio prazo, quando registou um ligeiro crescimento.

O país concluiu em julho de 2015 um acordo para um terceiro empréstimo com os seus credores, União Europeia e Fundo Monetário Internacional, e espera a 24 de maio a ‘luz verde’ dos ministros das Finanças da zona euro para a entrega de parcelas adicionais daqueles fundos.

Depois da aprovação pelo Governo de Tsipras de duas difíceis reformas, das pensões e do imposto sobre o rendimento, os bancos centrais da zona euro admitiram numa reunião no passado dia 09 aquela possibilidade e comprometeram-se a discutir a redução da dívida grega.

O vice-primeiro-ministro grego, Ioannis Dragasakis, disse hoje numa entrevista ao diário económico Naftemboriki que os termos que poderão ser aprovados para o alívio da dívida devem “facilitar o regresso da Grécia aos mercados no decorrer do próximo ano”.

GNR em operação de resgate de 21 pessoas na Grécia

Em comunicado, a GNR adiantou que os militares da Unidade Controlo Costeiro (UCC), que se encontram destacados na missão da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX) na Grécia (Poseidon Rapid Intervention), resgataram durante a madrugada de terça-feira, próximo da ilha de Kos, uma embarcação de recreio com seis metros, com 21 pessoas a bordo.

As 21 pessoas, entre as quais nove menores (sete crianças) e seis mulheres (uma delas grávida) não apresentavam ferimentos, segundo a GNR, tendo sido entregues às autoridades de segurança locais.

“Este resgate ocorreu durante uma ação de patrulhamento marítimo que estava a ser realizada pela embarcação (Lancha de Vigilância e Interceção) da UCC, tendo os militares recebido uma comunicação da Guarda Costeira Helénica a reportar um pedido de socorro de uma embarcação junto à fronteira com a Turquia”, refere o texto.

A GNR indicou que a embarcação socorrida encontrava-se à deriva a duas milhas da costa grega, não possuindo propulsão por falta de combustível, tendo a mesma sido rebocada pelos militares até ao porto de Kos.

A GNR participa nesta operação da FRONTEX, com 16 militares e uma lancha de vigilância da UCC, na ilha grega de Kos desde o dia 1 de abril e até ao dia 30 de setembro de 2016.

De acordo com a GNR, o principal objetivo desta operação “é prevenir, detetar e fazer cessar ilícitos relacionados com a imigração ilegal, o tráfico de seres humanos e o tráfico de droga, contribuindo para a salvaguarda de vidas humanas no mar”.

No ano passado foram detetados 3. 067 migrantes ilegais, socorridas 1.265 pessoas, tendo sido percorridas 3.800 náuticas.

Tsipras, Costa e o “primeiro passo no caminho certo”

O primeiro-ministro português, António Costa, esteve na Grécia onde se encontrou com o seu homólogo grego, Alexis Tsipras. Do encontro resultou a assinatura de um documento conjunto que defende que as políticas de austeridade adotadas na Europa contribuíram para “deprimir as economias e dividir as sociedades”.O partido Livre, liderado pelo antigo eurodeputado Rui Tavares, que ficou aquém dos objetivos nas eleições legislativas (não tendo conseguido eleger nenhum deputado), reagiu à iniciativa de forma positiva, num comunicado publicado nas redes sociais.

“Trata-se de um primeiro passo no caminho certo”, afirma o Livre sobre o documento que resultou do encontro entre Costa e Tsipras, acrescentando que esse caminho certo é “o da cooperação leal, igual e justa entre Estados-membros da União Europeia, o da (re)construção de uma Europa solidária e o regresso aos seus princípios basilares”.

O Livre recorda ainda que em eleições anteriores “defendeu reiteradamente a necessidade de uma aliança clara e assumida entre os governos progressistas da União Europeia”, razão pela qual “congratula” o Executivo português pelo envolvimento nesta iniciativa.

 

“Não haverá estabilidade na zona euro se não reduzirmos assimetrias”

António Costa está em visita oficial à Grécia, onde deu uma conferência de imprensa conjunta com Alexis Tsipras e alertou para a necessidade de resolver o “problema estrutural da zona euro”, que, diz, são “as assimetrias entre as diferentes economias”.

“Não teremos estabilidade duradoura na zona euro se não formos capazes de reduzir as assimetrias entre as nossas economias”, garante o primeiro-ministro português, acrescentando que “é necessário dar um novo impulso à convergência das [economias mais frágeis] com as economias mais desenvolvidas”.

“É essa página [de estagnação económica] que temos de virar, percebendo que não é insistindo na aplicação de políticas austeritárias, que não provaram dar resultados em nenhum dos países onde foram aplicadas, que conseguiremos resolver um problema que é estrutural”, esclareceu o chefe de Executivo.

António Costa apelou ainda à necessidade de haver uma “visão comum” sobre o futuro da união económica e monetária”. “Mais do que uma moeda comum, podermos ter uma Europa que seja comummente partilhada por todos nós”, explica.

BPI

Questionado sobre a questão do BPI, António Costa referiu sentir “muita satisfação e agrado” pelo facto de os acionistas do banco terem chegado a “uma solução”. O primeiro-ministro ressalvou que este acordo “reforça a estabilidade do sistema financeiro e demonstra que há um interesse e confiança grande sobre o futuro da economia portuguesa por parte dos investidores estrangeiros”.

Mais ainda, em resposta aos jornalistas, o socialista frisou que nunca esteve em causa a “participação de Portugal na zona euro”. “Nós queremos ser parte da zona euro, nós somos parte da zona euro e nós seremos parte da zona euro”, atira.

“Portugal nunca recolocou em cima da mesa a questão da renegociação da dívida, temos defendido a necessidade de termos um novo equilíbrio entre aquilo que são os recursos alocados ao serviço da dívida, e os recursos que são necessários alocar aos investimentos fundamentais para o crescimento económico, para a criação de emprego e para termos um novo impulso para a convergência da União Europeia”, concretizou.

 

Grécia reenvia mais 45 pessoas para a Turquia

Trata-se de 45 paquistaneses, segundo uma fonte policial.Esta é a segunda vez que a Grécia reenvia migrantes esta semana, um processo iniciado na segunda-feira com o transporte de 202 pessoas para a Turquia, a maioria paquistaneses, a partir das ilhas de Lesbos e Chios.

Três ativistas foram detidos hoje depois de terem tentado impedir a partida do ‘ferry’ no porto de Mytilène.

Cerca de 30 pessoas manifestaram-se no porto, entoando palavras de ordem a pedirem o fim da operação, usando ‘slogans’ como “Parem os reenvios”, “UE tem vergonha” ou “Liberdade para os refugiados”.

Um grupo de mais 80 migrantes deve ser reenviado durante o dia de hoje, segundo fontes citadas pela AFP.

Nenhuma das pessoas que está a ser reenviada pediu asilo.

“Qualquer pessoa que tenha pedido asilo é retirada da lista” de reenvios, disse à AFP uma fonte governamental esta semana.

O acordo, assinado a 18 de março, prevê que a Turquia receba todos os migrantes que tenham entrado ilegalmente na Grécia desde 20 de março (em troca os 28 devem admitir no seu território um número igual de refugiados sírios que se encontrem na Turquia), uma ajuda financeira de seis mil milhões de euros da UE a Ancara e o levantamento dos vistos impostos pelo bloco europeu aos turcos no mês de junho.

O contestado acordo inclui o transporte de volta para o território turco de migrantes que desembarcam nas ilhas gregas, numa tentativa para dissuadir as pessoas que fogem da guerra e da pobreza de fazer a perigosa travessia em barcos com condições precárias.

Organizações de direitos humanos criticaram o acordo, com a Amnistia Internacional a apontar que a Turquia não podia ser considerada um “país seguro” para o regresso de refugiados.

Uma equipa da Amnistia Internacional inspecionou esta semana os centros para refugiados em Lesbos e Quios, onde estão “retidas de forma arbitrária” cerca de 4.200 pessoas, refere, em comunicado, a organização sediada em Londres.

A maioria dos refugiados e migrantes chegaram à Grécia depois de 20 de março, quando entrou em vigor o acordo entre a União Europeia e Ancara para os devolver à Turquia.

A Grécia enviou na segunda-feira um primeiro grupo de 202 migrantes, mas Atenas indicou que a multiplicação dos pedidos de asilo pelos migrantes que deveriam voltar à Turquia pode levar a uma “pausa” de 15 dias nos reenvios.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus de seis Estados membros da UE deslocar-se-ão em conjunto hoje e no sábado à Grécia e à Turquia para fazer um balanço sobre o resultado das decisões tomadas para responder à crise dos refugiados.

 

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