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Ministro das Finanças grego questiona “boa-fé” do FMI em relação a Atenas

O ministro grego das Finanças lançou este domingo dúvidas sobre a atitude do Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de resgate financeiro da Grécia, questionando-se sobre a sua “boa-fé” em relação à Grécia e à zona euro.

“O Fundo disse que ao mesmo tempo que nos pressionava para as reformas, pressionava os nossos credores para a dívida”, afirmou Euclides Tsakalotos, que tutela a pasta das Finanças na Grécia, exigindo que a União Europeia (UE) alivie a Grécia.

“Mas toda a pressão está sobre nós, na medida em que os Estados-membros disseram que a discussão sobre a dívida só se vai abrir depois de concluída a primeira avaliação” dos esforços de ajustamento de Atenas, disse o governante grego, sublinhando “ter dificuldade em ver que o FMI se comporte de boa-fé”.

“O Fundo deve compreender que nós somos um país europeu” e não pode “dificultar a estratégia do Governo de sair do ciclo viciosos de medidas-recessão-novas medidas”, reiterou.

O Governo helénico e as autoridades europeias acordaram em 2015 um novo programa de resgate financeiro, o terceiro desde 2010, no montante de 86 mil milhões de euros.

Até agora, o FMI não confirmou a sua participação no programa, e já disse que só participa se se aplicarem reformas credíveis e houver um alívio da dívida por parte dos europeus.

Porém, os europeus têm-se manifestado reticentes a este alívio da dívida, o qual contudo é considerado por Atenas como fundamental para continuar com as reformas.

Grécia abre oito novos centros de acolhimento temporário

epa04992921 New refugees walk from Croatia to Slovenia through fields escorted by members of the Slovenian army near Rigonce village on the Slovenian border with Croatia, 24 October 2015. Many of the migrants are exhausted, they have been waiting for hours at the closed border in Croatia in the hope of entering Slovenia, the next stage on their long journey to Austria, Germany or Sweden. Europe is grappling with the biggest migrant influx since World War II, and more than half of those arriving are estimated to be from Syria. EPA/ANTONIO BAT

O porta-voz da coordenadora do Governo para a gestão de refugiados, Yorgos Kyritsis, precisou à agência noticiosa Efe que quatro das oito instalações — todas complexos militares, um desativado e os restantes em funcionamento — vão começar a funcionar hoje na região da Tessália, Grécia central.

“Dependendo das necessidades, as Forças Armadas disponibilizarão tendas de campanha, pelo que não podemos fornecer uma estimativa da sua capacidade”.

Para além dos quartéis, foram ainda alugados dois hotéis em Termópilas (Grécia central) “com um deles pronto ainda hoje”.

O primeiro centro de acolhimento na região do Épiro (nordeste), para onde serão transferidos 150 refugiados, também entrou hoje em funcionamento.

Um responsável municipal declarou à agência noticiosa Ana-Mpa que os habitantes da região do Épiro “têm muita sensibilidade sobre a questão dos refugiados porque uma boa parte dos seus antepassados imigraram para aqui vindos da região da Capadócia”, na atual Turquia.

O porta-voz governamental confirmou que hoje vão ser colocados nestes novos centros perto de 1.000 pessoas, até agora instaladas no porto ateniense do Pireu, onde segundo os números oficias se encontram 3.300 migrantes.

Nas ilhas gregas encontram-se ainda 9.400 pessoas que aguardam transferência para os portos do Pireu e Kavala (norte). Nas últimas 24 horas foram registadas 2.373 pessoas que alcançaram as costas gregas provenientes da Turquia.

Na região fronteiriça de Idomeni, junto à fronteira com a Macedónia, concentram-se cerca de 20.000 pessoas em condições muito deficitárias, e com o mau tempo a dificultar as tarefas das diversas ONG no terreno.

 

Bomba explode no centro de Atenas sem fazer vítimas

A polícia grega diz que a bomba foi colocada por grupos de guerrilha internos, no primeiro ataque do género desde que o primeiro-ministro Alexis Tsipras chegou ao Governo, em Janeiro passado.

Os ataques contra bancos, políticos e empresários são comuns na Grécia, um país que tem uma longa história de violência política e que tem sido afetada pela mais grave crise económica das últimas décadas.

O engenho foi colocado numa mochila, deixada perto da entrada da Federação do Comércio grega, e foi acionado através de um temporizador por volta das 3h30 da madrugada (1h30 em Portugal continental).

De acordo com a agência Reuters, a polícia recebeu uma chamada anónima a alertar para a colocação de uma bomba no local cerca de meia hora antes da explosão.

“Eu ouvi, fiquei tonto por causa do barulho. Sabíamos que ia acontecer, a polícia avisou-nos que podia haver uma bomba porque encontraram um saco suspeito e disseram-nos para termos cuidado por causa do barulho”, disse à Reuters Kostas Papalogizopoulos, que estava a trabalhar no turno da noite num estabelecimento do outro lado da rua.

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