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Conservadores e Oficiais de Registos em greve de 12 a 17 de agosto

A Associação Sindical dos Conservadores dos Registos (ASCR) está a organizar uma greve dos Conservadores e Oficias de Registos de 12 a 17 de agosto. Em causa está o ataque sem precedentes por parte do Governo às carreiras de Conservador e Oficial de Registos, ao alargar os serviços sobre os quais estes são responsáveis enquanto reduz o número e o salário dos funcionários. Basta referir os mais de cem mil processos de nacionalidade pendentes e outras tantas dezenas de milhar que estão preparados para dar entrada nos serviços com a total ausência de novos trabalhadores nos últimos 20 anos. 

A tutela está em incumprimento face aos prazos legais e compromissos assumidos com os parceiros sociais em assuntos como o sistema remuneratório, sistema esse que consolida e acrescenta perdas de vencimento superiores à da generalidade dos funcionários da função pública. Numa profissão de carreira especial em que é agora exigido o grau de Mestrado em Direito, com posterior curso de formação e fases eliminatórias de avaliação, e que é exercida em regime de absoluta exclusividade, é impensável que um conservador inicie a sua carreira no nível remuneratório 32 da Tabela Remuneratória única. Nível este que, muitas vezes, se encontra abaixo do de outros oficiais de registo que são, hierarquicamente, subordinados do conservador de registos.

Esta é uma temática demasiado sensível e complicada para o Governo tomar decisões de forma precipitada, sem atender minimamente às propostas e sugestões apresentadas por quem “anda no terreno”. A ASCR propôs que a primeira posição remuneratória da carreira se fixe no nível 58, com um máximo de 10 posições remuneratórias e mudança obrigatória de nível quando são atingidos 6 pontos. Esta é a única forma de garantir que o topo da tabela é alcançável, ainda que com grande esforço. Para assegurar a aplicabilidade das suas propostas da ASCR entregou ao governo um estudo de impacto orçamental que demonstra que estas não trariam aumento de encargos para o Estado. 

Em março do ano em curso, a ASCR procedeu ao envio de uma carta aberta à Sr.ª Ministra da Justiça, apelando à sua intervenção direta na situação de eminente calamidade dos serviços de registo. Enviou, também, uma exposição de motivos da nossa discórdia à proposta de alteração do sistema remuneratório à Secretária de Estado da Justiça no passado mês de junho. Ambas foram ignoradas e nenhuma das propostas sequer consideradas.

Para além da remuneração, existem muitas outras situações de alarme para a sustentabilidade do Serviço Registal Português nos próximos 3 a 5 anos.

Numa profissão claramente envelhecida, cuja idade média dos trabalhadores está nos 55 anos, não são abertos novos concursos externos há 20 anos, ou concursos internos de movimentação há 15 anos. Como é suposto renovarem-se os recursos humanos ou transmitir conhecimento geracional? Com as medidas agora propostas ninguém quererá abraçar tão nobre profissão, facto que, aliás, é transversal em toda a administração pública, onde o desinvestimento do Estado é evidente.

As instalações e os equipamentos necessitam de intervenção urgente. Existem espaços disponíveis (pagos pelo erário público a valores estrondosos) desaproveitados e outros em tão más condições onde os cidadãos idosos ou com dificuldades motoras não podem deslocar-se, apesar da informação que a tutela insiste em transmitir. Os equipamentos informáticos que não são renovados há 12 anos, diríamos mesmo que são “jurássicos” – basta pensar no sistema de registo automóvel que data de 1982, agora em lentíssima renovação por falta de meios humanos. Como é que pretende o governo garantir a segurança dos dados pessoais das pessoas e dos bens com sistemas obsoletos e trabalhadores envelhecidos? 

Nos últimos anos temos assistido à degradação das condições de trabalho, à redução calamitosa de recursos humanos a que acresce, agora, uma proposta de retrocesso social e salarial quer para os atuais trabalhadores, quer para aqueles que no futuro venham a integrar a nova carreira.”

– refere Margarida Martins, presidente da ASCR.

Os conservadores de registos necessitam de ver as suas reclamações e propostas aceites, lembrando que os registos foram, há uma década e meia atrás o rosto das medidas simplex e os responsáveis pela arrecadação de uma boa fatia da receita do Ministério da Justiça!

A falta de resposta aos problemas referidos, a que acrescem muitos outros, agora associados à proposta de aniquilação de uma profissão e do sistema de registo português significará:

  • mais perda de receitas do Estado – os atos decorrentes das medidas simplex como a Casa Pronta, Balcão de Herança ou Empresa na Hora passam a ser efetuados no privado;
  • mais filas de espera para atos tão essenciais como o cartão do cidadão;
  • mais morosidade na decisão de processos tão complexos como os de retificação, justificação, divórcios, nacionalidade ou dissolução de empresas;
  • e acima de tudo, muito menos segurança, na informação e nas transações com inerentes reflexos no mercado (nomeadamente hipotecário) e no desenvolvimento da economia.

O sistema de registo é essencial ao funcionamento da sociedade na medida em que os cidadãos sabem em que informação podem confiar. É um sistema que subjaz a toda a organização da sociedade e por isso, tal como a saúde, só lhe reconhecerão o valor quando lhe sentirem a falta. A ASCR não pode, pois, permitir que destruam o sistema de registo nacional por via da destruição dos seus profissionais.

Oficiais de Justiça em greve parcial durante dez meses

© Lusa

Em comunicado hoje divulgado, o SOJ adianta que a greve se prende com “a falta de reconhecimento, por parte do Ministério da Justiça, ao trabalho obrigatório que é efetuado pelos Oficiais de Justiça, sem qualquer tipo de remuneração ou de reconhecimento, nomeadamente para efeitos do regime de aposentação”.

Este ano o SOJ associou-se à greve nacional marcada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais para os dias 29 de junho, 02 e 03 de julho e à paralisação parcial que decorre até dia 31 deste mês.

LUSA

Ainda há perturbações nos comboios por causa da greve

© Global Imagens

As consequências da greve dos trabalhadores da CP, que começou às 12:00 de segunda-feira e terminou à meia noite de terça-feira, ainda se fazem sentir hoje de manhã na circulação ferroviária e, entre as 00:00 e as 08:00, circularam 175 comboios, dos 256 previstos.

Segundo fonte da empresa, no serviço de Longo Curso, dos 14 comboios previstos realizaram-se seis, no Regional cumpriram-se 35 dos 75 previstos e nos Urbanos de Lisboa realizaram-se 84 das 117 ligações previstas.

Apenas no Urbanos do Porto a circulação está totalmente reposta, com todas as 50 ligações previstos entre as 00:00 e as 08:00 de hoje a serem efetuadas.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) e pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF), que contestam o “incumprimento do acordado com o Governo, em setembro de 2017, referente ao recrutamento de 88 trabalhadores operacionais […] da área comercial itinerante e para as bilheteiras da CP”.

As duas estruturas sindicais afirmam que o executivo e a CP estão em “incumprimento para com os trabalhadores” que representam na negociação da contratação coletiva desde 01 de outubro deste ano, referindo que “têm realizado várias iniciativas e apelos junto da empresa e do Governo para que o processo negocial fosse concretizado, não tendo até ao momento obtido qualquer respostas às propostas do Acordo de Empresa e regulamento de carreiras apresentadas”.

Conforme anunciado na sexta-feira, os serviços mínimos da greve dos trabalhadores da CP incluíram a circulação de quase 190 comboios nos serviços urbanos de Lisboa, nos urbanos do Porto, na Linha de Cascais e na Linha de Setúbal.

Greve: CP alerta para “fortes perturbações na circulação” na quarta-feira

© Reuters

Segundo o aviso colocado na página da internet da CP, na quarta-feira “preveem-se supressões de comboios a nível nacional em todos os serviços” e “não serão disponibilizados transportes alternativos“.

A CP informou que os passageiros que tenham comprado bilhetes para comboios dos serviços alfa pendular, intercidades, interRegional, regional e celta podem ser reembolsados pelo valor gasto ou podem revalidar, sem custos.

Entretanto, fonte oficial da IP referiu à agência Lusa que o “processo negocial ainda decorre” e que a expectativa da empresa é que “seja atingido um acordo” que permitida desconvocar a paralisação.

Segundo decisão do tribunal arbitral sobre o protesto marcado por 14 organizações sindicais, ficam garantidos os serviços mínimos definidos legalmente.

Depois de apresentados os argumentos da empresa e dos sindicatos, o tribunal decidiu estarem abrangidos, nos serviços mínimos, os encaminhamentos para o destino de comboios a circular ao início da greve, os comboios socorro e aqueles que transportem matérias perigosas, ‘jet fuel’, carvão e bens perecíveis.

Na reunião para determinar os serviços mínimos, que decorreu na sexta-feira, a IP apresentou a ata de reunião da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, na qual dois sindicatos (ASCEF e SINFA) tinham concordado com a proposta apresentada pela empresa de 25% de serviços mínimos.

Já 12 sindicatos referiram dever estar abrangidos apenas, nos serviços mínimos, os comboios em marcha à hora da greve, os comboios de socorro e os trabalhadores que asseguram serviços para a segurança e manutenção de equipamentos e instalações.

O aviso prévio de greve foi também subscrito pela FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, FENTCOP – Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas, FNSTPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, SINAFE – Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins, SINDEFER – Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia, SINFB – Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários, SINFESE – Sindicato Nacional dos Ferroviários Administrativos Técnicos e de Serviços, SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, SIOFA – Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários, SNAQ — Sindicato Nacional de Quadros Técnicos, SNTSF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário e STF — Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários.

Na quinta-feira, as organizações de trabalhadores da IP voltaram a exigir que a administração da empresa e o Governo concretizem o acordo coletivo de trabalho e cheguem a acordo sobre um regulamento de carreiras.

Num cordão humano realizado em Lisboa, entre o Ministério do Planeamento e Infraestruturas e a Presidência do Conselho de Ministros, foram entregues, respetivamente, dois documentos a exigir a concretização do acordo em curso.

Em 10 de outubro, a FECTRANS anunciava que a greve na IP marcada para dois dias depois decorreria em 31 de outubro, nos “mesmos moldes”.

O tribunal arbitral tinha decidido que a greve de 12 de outubro também não iria ter serviços mínimos, além dos obrigatórios por lei. Já nessa altura, a CP tinha alertado para as “fortes perturbações” na circulação de comboios devido ao protesto dos trabalhadores.

Os sindicatos que convocaram a greve exigem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, à Lusa.

“A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores”, defendeu o dirigente sindical, acrescentando que, nesta altura, “há uma grande distância” entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.

LUSA

Professores regressam hoje à greve, sob ameaça de perda de remuneração

© Lusa

greve devia ter começado a 15 de outubro, mas depois das dúvidas de legalidade levantadas pelo Ministério da Educação (ME) e da contestação ao pré-aviso de greve entregue pelos sindicatos, os professores decidiram adiar o arranque da nova greve para hoje, tendo entregue novos pré-avisos, mais claros sobre as atividades abrangidas pela paralisação, tal como exigia a tutela.

“Com esta greve, os professores contestam a decisão unilateral do governo de eliminar mais de seis anos e meio da sua vida profissional para efeitos de carreira, bem como todas as ilegalidades impostas no âmbito do horário de trabalho, obrigando-os a cumprir mais horas de trabalho do que as estabelecidas em lei, o que viola o limite de 35 horas semanais. Para os professores, é intolerável que o mesmo governo que elimina anos de trabalho aos professores imponha, em cada ano, horários que o agravam em 30%”, justificavam os professores em comunicado enviado no dia em que os novos pré-avisos, diários, foram entregues.

Na sexta-feira, no último dia útil antes da greve, o ME voltou a contestar a argumentação dos sindicatos.

O ME entende que não existem horários ilegais para os professores, como alegam os sindicatos, pelo que a greve que se inicia na segunda-feira pode ter como consequência a perda de remuneração.

A greve, convocada pelas dez estruturas sindicais unidas em plataforma para reivindicar junto do Governo a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado, abrange reuniões de avaliação intercalar dos alunos, caso as atividades da escola não sejam interrompidas para o efeito, reuniões de conselho pedagógico, conselho de departamento, conselho de docentes, conselho de turma e reuniões que não se encontrem previstas no horário de trabalho dos docentes.

Incide ainda sobre ações de formação dos professores e o trabalho de coadjuvação e apoio a alunos, sempre que estas atividades com alunos não se encontrem na componente letiva do horário.

É, sobretudo, a possibilidade de o apoio aos alunos ficar comprometido que preocupa os diretores escolares.

Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), teme um “claro prejuízo” para os alunos se a greve tiver uma forte adesão, considerando que “é o apoio individualizado que está em perigo”.

O presidente da ANDAEP não antecipa previsões de adesão, mas admite que o fator cansaço, depois de uma longa greve às avaliações no final do ano letivo anterior, entre junho e julho, pode levar a que muitos professores não adiram à greve.

Para já a greve tem pré-avisos diários entregues até 16 de novembro, e a cada segunda-feira serão entregues novos.

A greve será para já acompanhada de contestação nas ruas e pressão junto dos grupos parlamentares para obter respostas às reivindicações dos docentes, pelo menos até à aprovação da versão final do Orçamento do Estado para 2019.

Os professores já prometeram “não baixar os braços” e recusam aceitar que a decisão do Governo de avançar de forma unilateral — depois de falhadas as negociações com os sindicatos – com a recuperação de apenas dois anos, nove meses e 18 dias de tempo congelado seja a solução a adotar.

À espera da promulgação, ou não, do decreto do Governo pelo Presidente da República (PR), os professores esperam também poder contar com o parlamento.

Caso receba o aval do PR, o decreto poderá ser depois alvo de apreciação parlamentar, algo que os partidos já admitiram estar dispostos a pedir, tendo o Bloco de Esquerda garantido que a vai requerer se o diploma for promulgado.

LUSA

Greve na Função Pública: Escolas fechadas e atos médicos cancelados

As três estruturas sindicais que convocaram a paralisação manifestaram à agência Lusa a convicção de que esta vai ser uma grande greve nacional na administração pública, tendo em conta o descontentamento demonstrado pelos trabalhadores.

Os primeiros resultados do protesto sentiram-se na ainda na quinta-feira à noite nos hospitais, com a mudança de turno das 23h00, e nos serviços de saneamento das autarquias, onde a recolha de lixo começa a partir das 22h30.

De acordo com dados avançados à Lusa pelas 23h00 pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, José Correia, os serviços de recolha noturna de lixo em Évora, Seixal, Setúbal, Moita e Palmela “estão todos encerrados”.

Também mais de duas dezenas de hospitais de várias zonas do país estavam com uma adesão à greve entre os 60% e os 100%, segundo alguns dados fornecidos já na manhã de sexta-feira pela Frente Comum.

Várias escolas de todo o país estão de portas fechadas devido à greve, de acordo com a sindicalista da UGT Lucinda Dâmaso.

Inicialmente a greve foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (ligada à CGTP) para pressionar o Governo a incluir no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) a verba necessária para aumentar os trabalhadores da função pública, cujos salários estão congelados desde 2009.

Mas, após a última ronda negocial no Ministério das Finanças, no dia 12, a Federação de Sindicatos da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, ambos filiados na UGT, anunciaram que também iriam emitir pré-avisos de greve para o mesmo dia, tendo em conta a falta de propostas do Governo, liderado pelo socialista António Costa.

Na quinta-feira à noite, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse esperar uma “grande adesão” dos funcionários públicos à paralisação, que mostre ao Governo a “forte indignação” do setor.

“Creio que esta greve da administração pública vai ter uma grande adesão dos trabalhadores, quer no continente, quer nas regiões autónomas, desde logo porque se sentem indignados”, afirmou Arménio Carlos, em declarações à agência Lusa, junto às instalações dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas.

Mais de vinte hospitais com adesão à greve entre 60% e 100%

Os trabalhadores da administração pública estão hoje em greve por aumentos salariais, o que poderá levar ao encerramento de escolas e serviços municipais, ao cancelamento de atos médicos e comprometer o funcionamento de tribunais e finanças.

De acordo com os dados disponibilizados hoje de madrugada pela Frente Comum relativos ao turno da noite, no Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa a adesão à greve situou-se nos 90%, estando assegurados apenas os serviços mínimos.

Quanto à recolha noturna de resíduos, a Frente Comum adiantou que Évora, Seixal, Almada, Palmela, Loures e Moita estão com uma adesão de 100%.

Na Câmara Municipal de Lisboa, nos 120 circuitos de recolha de lixo normalmente efetuados, só foram realizados 21.

No que diz respeito às unidades hospitalares, a Frente Comum adianta que em Lisboa, o Hospital de São Francisco Xavier a adesão no turno da noite foi de 95%, na Maternidade Alfredo da Costa 60%, Hospital de S. José (urgência, medicina e bloco operatório) 100%, Hospital D. Estefânia (98%) e no IPO 80%.

No Hospital de Santa Maria a adesão na urgência central foi de 60%, na urgência pediátrica (80%), na urgência, na ginecologia e obstetrícia 70%, no bloco da urgência 100% e nos internamentos 60%.

O Hospital de Beja teve uma adesão de 100%, o Amadora/Sintra 95%, Vila Nova de Gaia, Penafiel e Braga com 90%.

O Centro Hospitalar de Leiria, do Tâmega (Viseu), do Baixo Vouga (Aveiro), Centro Hospitalar da Feira, a Unidade Local da Guarda, o Hospital da Figueira da Foz, o Centro Hospitalar Universidade de Coimbra e o IPO de Coimbra estão apenas com os serviços mínimos garantidos.

Os primeiros efeitos do protesto começaram a sentir-se nos hospitais com a mudança de turno das 23:00, e nos serviços de saneamento das autarquias, onde a recolha de lixo começou às 22:30 de quinta-feira.

Segundo dados avançados à Lusa pelas 23:00 pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, José Correia, os serviços de recolha noturna de lixo em Évora, Seixal, Setúbal, Moita e Palmela estavam todos encerrados.

Já a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, referiu que, de acordo com os dados que disponha naquele momento, a adesão nos hospitais do Norte variava entre os 75% no São João, os 85% no Santo António e os 90% nos hospitais de Gaia, de Chaves e de Penafiel.

Inicialmente a greve foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (ligada à CGTP) para pressionar o Governo a incluir no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) a verba necessária para aumentar os trabalhadores da função pública, cujos salários estão congelados desde 2009.

Contudo, após a última ronda negocial no Ministério das Finanças, em meados de outubro, a Federação de Sindicatos da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, ambos filiados na UGT, anunciaram que também iriam emitir pré-avisos de greve para o mesmo dia, tendo em conta a falta de propostas do Governo, liderado pelo socialista António Costa.

Metro de Lisboa sem serviços mínimos na greve parcial de quinta-feira

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Os trabalhadores do Metro entregaram um pré-aviso de greve parcial para quinta-feira, o que poderá manter o Metro encerrado até às 09:30, revelaram várias estruturas sindicais.

Na decisão, publicada na página do Conselho Económico e Social (CES), o tribunal arbitral considerou que “existem outros meios de transporte através dos quais os cidadãos em causa poderão exercer o seu direito de deslocação, sem por isso comprimirem o direito de greve daqueles trabalhadores”.

“No caso em apreço, a conclusão a que se chega é a de que não se impõe, ao abrigo dos critérios constitucionais e legais, a definição de serviços mínimos relativos à circulação de composições, até por se tratar de uma greve de curta duração e havendo, como há, outros meios alternativos de transporte ao dispor dos cidadãos”, é referido na decisão.

Por outro lado, o tribunal considerou serem necessários serviços mínimos para os trabalhos de segurança e de manutenção de equipamento e de instalações, tal como solicitado pela empresa.

“A greve para a generalidade dos trabalhadores – e que afeta a operação – será das 06:00 até às 09:30. Para os trabalhadores administrativos será das 10:00 às 12:30”, esclareceu à Lusa fonte da Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações).

Num comunicado conjunto, os trabalhadores justificaram a greve parcial com a discordância com a proposta de atualização salarial plurianual de 24,50 euros para os anos de 2018 e 2019, apresentada aos representantes sindicais na quarta-feira pelo Conselho de Administração da empresa.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa estão já a realizar, desde o dia 9, uma greve ao tempo extraordinário.

LUSA

Trabalhadores do Metro de Lisboa em greve parcial na próxima quinta-feira

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A greve para a generalidade dos trabalhadores – e que afeta a operação – será das 06:00 até às 09:30. Para os trabalhadores administrativos será das 10:00 às 12:30″, esclareceu à Lusa fonte da Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações).

Num comunicado conjunto, os trabalhadores justificam a greve parcial com a discordância com a proposta de atualização salarial plurianual de 24,50 euros para os anos de 2018 e 2019, apresentada aos representantes sindicais na quarta-feira pelo Conselho de Administração da empresa.

“Obviamente que as organizações sindicais não podem aceitar este aumento salarial para dois anos, porque na prática isto corresponde a um aumento de ‘zero’ para 2019”, salientam, no comunicado.

Os sindicatos defendem que o aumento proposto de 24,50 euros deverá valer apenas para 2018, com retroativos a 1 de janeiro.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa estão já a realizar, desde terça-feira, uma greve ao tempo extraordinário.

Os sindicatos subscritores do documento são o STRUP – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, STTM – Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano de Lisboa, SINDEM – Sindicato Da Manutenção, SITRA – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, STMETRO – Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e SITESE – Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo.

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Greve: Pais de alunos de Viseu tiveram de pôr em prática o ‘plano B’

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“Já sabia da greve através dos meios de comunicação. Vai ficar em casa da avó, que é sempre o plano B”, disse à agência Lusa Elsa Pinto, mãe de um menino de sete anos.

Também João Andrade, pai de uma menina de nove anos, já estava preparado para o terceiro dia de greve dos professores, que abrange toda a região centro.

“Ela tem ATL (Atividades de Tempos Livres), portanto, a situação é fácil de resolver. Noutras situações seriam os avós. Temos sempre solução”, frisou.

Marisa Coelho, mãe de dois meninos, um de quatro e outro de seis anos, foi uma das primeiras a chegar ao Centro Escolar Aquilino Ribeiro, onde dirigentes do Sindicato dos Professores da Região Centro estiveram a distribuir um documento aos pais e encarregados de educação.

“No caso do Tomás, a educadora já avisou ontem (terça-feira) que não vinha. Agora, vou ficar à espera até às 09:00 para saber do Francisco, que anda no primeiro ciclo”, afirmou.

O encerramento deste centro escolar da cidade de Viseu confirmou-se, mas não causou grande transtorno a Marisa Coelho, que trabalha por turnos no hospital e hoje está de folga, aproveitando assim para passar o dia com os filhos.

O Centro Escolar Aquilino Ribeiro tem 188 crianças no primeiro ciclo e cerca de 70 no pré-escolar. Nele trabalham oito professores titulares e três educadoras, sendo que apenas uma destas não fez greve.

O dirigente sindical Francisco Almeida disse à Lusa que o encerramento deste centro escolar já era esperado.

“Só se o Ministério de Educação tivesse contado o tempo de serviço é que este centro escolar hoje abria”, afirmou.

Francisco Almeida disse haver já indicação de “mais centros escolares grandes encerrados” no distrito de Viseu, como os de Espadanedo e Tarouquela, no concelho de Cinfães, e o de Jugueiros, na cidade de Viseu.

“Estamos, de certeza, perante uma grande greve”, frisou.

Os docentes exigem que nove anos, quatro meses e dois dias de trabalho sejam contabilizados na progressão de carreira, após um período de congelamento, e que sejam solucionadas questões relativas à aposentação, aos horários e à precariedade que atinge a profissão.

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