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1,2 milhões de portugueses com 65 ou mais anos vacinados contra a gripe

Desde 1 de outubro foram vacinadas contra a gripe sazonal 61,2% das pessoas com 65 ou mais anos e precisamente metade dos indivíduos portadores de doença crónica.

O Vacinómetro, que monitoriza em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registou ainda a vacinação de 54,8% dos profissionais de saúde com contacto direto com doentes.

Entre os portugueses com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos, 31,8% optaram por esta medida profilática.

Em relação aos motivos que levaram à vacinação, a maioria (50,8%) fê-lo por recomendação do médico, um quarto (25,6%) por iniciativa própria e 17,1% no contexto de uma iniciativa laboral.

Por saberem que fazem parte de um grupo de risco para a gripe vacinaram-se 5,2% dos vacinados e 0,8% por recomendação do farmacêutico.

A esmagadora maioria dos vacinados (91,6%) já tinha recebido a vacina em outras épocas gripais.

A vacinação contra a gripe é fortemente recomendada para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos com seis ou mais meses de idade, grávidas e profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (como lares de idosos).

Esta vacina é igualmente aconselhada a pessoas com idades entre os 60 e os 64 anos.

LUSA

Aproxima-se o pico da gripe

Em entrevista à agência Lusa, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida, referiu que os dados reunidos neste laboratório de referência para a gripe apontam para que este “não seja um período muito complicado, em termos de epidemia”.

Ao INSA cabe a realização de uma avaliação da gripe em duas vertentes: laboratorial (identificação dos tipos de vírus) e epidemiológico (ao nível das consequências da doença).

“Neste momento estamos no que consideramos o pleno período de surto”, afirmou, recordando que a epidemia demora entre oito a nove semanas e que, atualmente, “estamos a caminhar para o pico” da gripe.

Ainda hoje o INSA divulgará um novo Boletim de Vigilância Epidemiológica sobre a gripe, tendo o último indicado uma “atividade gripal epidémica de baixa intensidade”, com “tendência crescente”.

“Só sabemos que atingimos o pico da gripe quando esse gráfico parar de crescer e, a partir daí, existir uma estabilização e depois uma descida. São oito a nove semanas. Estamos a caminho da quarta, quinta semana de plena gripe e ainda é relativamente cedo, mas tudo aponta que o pico seja atingido dentro de uma, duas semanas”, adiantou.

Fernando Almeida mostra-se confiante no efeito da vacinação contra a doença, tendo em conta que nunca como este ano se vacinaram tantas pessoas contra a gripe.

Isto apesar do vírus que circula atualmente não constar da vacina.

“Não há problema, porque este vírus B é um dos quais é possível fazer a imunização cruzada, o que quer dizer que quando a pessoa recebe a vacina recebe a estirpe que, mesmo não sendo igual, tem pedacinhos de ADN que são iguais e fica também imunizada. No caso de ter gripe, nunca terá a gravidade e a sintomatologia como se não tivesse a vacina”, explicou.

Fernando Almeida frisou ainda que o vírus predominante (tipo B) “não é tão virulento”, ou seja, “não é tão grave quando provoca a gripe. Se fosse o A era mais complicado”, adiantou.

Segundo Fernando Almeida, a época gripal significa para o INSA um período “normal” de trabalho.

“Estamos permanentemente preparados e integramos o plano para as temperaturas adversas”, disse.

Relativamente a casos mortais devido à gripe, Fernando Almeida é perentório: “Há casos mortais devido à gripe. Sempre houve e sempre haverá”.

Os dados relativos à presente época gripal só serão conhecidos mais tarde.

Durante a última época gripal (2016/2017), a gripe e a vaga de frio terão sido responsáveis por 4.467 óbitos, segundo o relatório anual do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, elaborado pelo INSA, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

LUSA

A gripe vai atacar de forma crítica nos próximos dias

Em declarações à Agência Lusa a diretora-geral admitiu que possam haver nas próximas semanas “dias críticos”, mas acrescentou que os serviços estão preparados.

No dia em que iniciou formalmente funções como diretora-geral, cargo que já desempenhava com estatuto interino, Graça Freitas falou à Lusa a propósito do surto de gripe no país afirmando que nos próximos dias há dois fatores que podem aumentar o número de casos, o regresso às aulas, com as crianças a serem transmissor da doença, e a descida das temperaturas.

“O vírus dá-se bem com temperaturas baixas” e é por si só fator de fragilização, disse Graça Freitas, lembrando que em Portugal é usual atingir-se o pico da gripe em janeiro e que há planos de contingência a nível dos centros da saúde, das regiões e dos centros hospitalares.

Graça Freitas adiantou que houve uma grande adesão dos portugueses à vacinação contra a gripe, tendo sido este outono/inverno aquele em que se vacinaram mais pessoas.

“Portugal tem vindo a convergir para altos níveis de vacinação”, acentuou a diretora-geral da Saúde, acrescentando que na União Europeia é dos países com mais pessoas vacinadas contra a gripe, a par do Reino Unido, Irlanda e Holanda.

Graça Freitas explicou que a vacina da gripe distribuída este inverno contém três tipos de vírus, dois do tipo A e um do tipo B, e que na doença deste ano circulam vírus do tipo A e B, sendo o A o mais perigoso.

Segundo a responsável, para ao vírus do tipo A a eficácia da vacina é boa, “já não sendo tão boa para o tipo B”.

Graça Freitas frisou, no entanto, que a vacinação é importante porque mesmo que o vírus não seja concordante as pessoas serão afetadas pela gripe de forma menos grave.

A nova diretora-geral da Saúde, que já era subdiretora-geral desde 2005, assumiu interinamente o cargo após a saída de Francisco George em outubro de 2017. Num despacho publicado em Diário da República na sexta-feira Graça Freitas foi designada pelo ministro da Saúde como diretora-geral por um período de cinco anos, renovável por igual período.

Maria da Graça Gregório de Freitas é licenciada em medicina e tem a especialidade em saúde pública. Começou a exercer medicina faz hoje precisamente 37 anos, como recordou à Lusa.

Centros de saúde alargam horários devido à gripe

As medidas foram avançadas à agência Lusa pelo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), Luís Pisco, que espera um aumento da atividade gripal na segunda semana de janeiro.

Com as épocas das festas de Natal e Passagem de Ano passadas, a resposta deverá ser mais fácil, uma vez que já não estarão tantos profissionais de férias, reconheceu Luís Pisco.

“Se [a gripe] vier, como estamos à espera, na segunda semana de janeiro, as equipas já estarão completas, já não há pessoas de férias, será mais fácil reforçar as equipas”, disse.

Para o recém-nomeado presidente da ARS-LVT, assim que começarem os primeiros casos, “obviamente que será acionado todo o dispositivo que tem a ver especificamente com a gripe”.

Nesse período, especificou, serão alargados os horários de alguns centros de saúde, entre as 20:00 e as 22:00.

“Haverá um numero significativo que estará mais tempo aberto”, referiu.

Outra medida prevista para o período da gripe será o adiamento das consultas programadas.

“Não faz sentido termos uma sala de espera cheia de doentes com gripe e estarmos a chamar diabéticos ou grávidas ou pessoas para fazer consultas nesse período de tempo”, disse.

“Algumas dessas consultas programadas vão ser transformadas em consultas de agudos”, referiu Luís Pisco, esclarecendo que os doentes afetados serão avisados atempadamente.

O presidente da ARS-LVT está confiante de que a campanha para a vacinação contra a gripe dará frutos, até porque “nunca se vacinou tanta gente como este ano e isso deve ser um fator a nosso favor, no sentido de haver menos complicações”.

Luís Pisco aconselha os utentes a consultarem a linha SNS 24 (808242424).

Já neste fim de semana será alargado o horário de alguns centros de saúde na margem sul do Tejo, tendo em conta que se registou um aumento da procura destes serviços.

Na anterior época gripal (2016/2017), a gripe e a vaga de frio terão sido responsáveis por 4.467 óbitos.

Segundo o relatório anual do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), em colaboração com a Direção-Geral da Saúde (DGS), o excesso de mortalidade “coincidiu com um período epidémico da gripe e com um período em que se registaram temperaturas extremamente baixas, estimando-se que 84% dos excessos sejam atribuíveis à epidemia de gripe sazonal e 16% à vaga de frio”.

LUSA

Tempos de espera nos hospitais já atinge as 12 horas e o pico da gripe ainda não chegou

Apesar do ‘pico’ da gripe ainda não ter chegado, algo que só deverá acontecer no final de janeiro, existem hospitais onde os tempos de espera nos serviços de urgência atingem já as 12 horas.
A notícia é avançada na edição desta terça-feira do Diário de Notícias, acrescentando que, além dos tempos de espera, também os serviços de internamento estão ‘entupidos’ e à beira de atingir o limite máximo de ocupação.
Ainda segundo o jornal, entre as diversas regiões onde os problemas mais se fazem sentir, estão Faro, Évora e Abrantes.

Vamos saber com dias de antecedência quando chega o período crítico da gripe

Depois de ter sido ter sido vacinado contra a gripe num dos poucos lares de idosos que ainda pertence à Segurança Social, o Lar de Monte dos Burgos, Eurico Alves  disse acreditar que, este ano, vai ser possível “estar à altura” e evitar que caos nas urgências se repita.  “No ano passado, a afluência foi muito grande e inesperada. Aprendemos com o que aconteceu e estamos focados para que não se repita, estamos a agir agora para não ter que reagir depois”, enfatizou. O secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, que acompanhou a visita ao lar de idosos, também se vacinou, tal como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.

Foi desta forma assinalado o lançamento de uma operação de vacinação à escala nacional, que, nas próximas duas semanas, pretende imunizar o máximo possível de “pessoas de risco”, sobretudo as que têm mais de 65 anos e os profissionais de saúde, não só nos lares de idosos mas também na casa daqueles que usufruem de apoio domiciliário. Eurico Castro Alves pediu mesmo aos profissionais de saúde (um dos grupos de risco que menos adere à vacinação habitualmente) que “revelem o seu sentido de responsabilidade e se vacinem”. Atualmente, já há mais de um milhão de pessoas vacinadas.

Mas há outras medidas previstas para dar uma resposta adequada neste Inverno. O  Instituto Nacional de Emergência Médica está preparado  “para colocar macas em qualquer parte do território” e há um acordo com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “para garantir retaguarda” às pessoas que não necessitam de estar nos hospitais, destacou.

Sem conseguir contabilizar quantos são os casos sociais (pessoas que podiam ter alta clínica mas ficam nos hospitais por não terem apoio familiar), o secretário de Estado da Saúde disse apenas que está  “a trabalhar em conjunto” com as IPSS para que, no “período de surto máximo [de gripe]”, haja resposta adequada. O encaminhamento de alguns casos para os privados, que também está previsto no plano de contingência para o Inverno, será uma situação “limite”. “Estou em crer que não será necessário”, disse.

Além de Manuel Lemos, também estiveram na cerimónia os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, e da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva.

O Lar de Monte dos Burgos é gerido pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Segurança Social e alberga 146 idosos.

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