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Campanha de Trump contactou Wikileaks para ‘piratear’ emails de Hillary

empresa que contactou com o Wikileaks foi a Cambridge Analytica, com escritórios em Nova Iorque, Washington e Londres e dedicada à análise de dados, confirmou Assange no Twitter depois de meios de comunicação terem publicado a informação.

“Posso confirmar um contacto com a Cambridge Analytica (antes de novembro do ano passado) e posso confirmar que o Wikileaks o rejeitou”, disse Assange.

Foi o diretor da Cambridge Analytica, Alexander Nix, que divulgou a sua abordagem a Assange num ‘e-mail’ enviado a vários doadores de Trump, incluindo Rebekah Mercer, mas afirmou que não recebeu nenhum membro da campanha do magnata, segundo a CNN.

A campanha de Trump contratou os serviços da Cambridge Analytica em 2016.

EUA: Ativistas e académicos pedem recontagem de votos

O documento, que atualmente tem 18 páginas, centra-se nos resultados nos estados de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

“Interessa-me uma verificação dos votos. Temos de ter auditorias de votos pós-eleitorais”, disse Barbara Simons, conselheira da comissão de assistência eleitoral e especialista em voto eletrónico, que o jornal diz ter participado na elaboração do documento, mas que se escusou a precisar a natureza do seu envolvimento.

Um outro grupo de analistas, liderado pelo fundador do Instituto Nacional para o Direito de Voto, John Bonifaz, e pelo diretor do centro de segurança de computadores da Universidade de Michigan, Alex Halderman, também defende uma revisão dos votos e mantém contacto com Barbara Simons, mas Bonifaz recusou ser citado pelo jornal.

A notícia surge depois de dois departamentos da administração norte-americana terem anunciado que piratas informáticos na Rússia entraram na rede de computadores do Partido Democrata e tentaram “interferir” nas eleições.

Nos meses que antecederam as eleições, Hillary Clinton surgiu consistentemente à frente nas sondagens naqueles três estados, mas Donald Trump acabou por vencer na Pensilvânia e no Wisconsin. No Michigan o resultado final ainda não foi anunciado.

Quase uma centena de especialistas em questões eleitorais e/ou informáticas assinou uma carta aberta aos dirigentes do Congresso na qual se afirma “profundamente perturbada” com as informações sobre interferências estrangeiras e pede uma investigação completa dessas alegações, sublinhando contudo não pretender “questionar o resultado” da eleição em si.

Sábado Obama apela ao voto dos negros e domingo ao das mulheres

O Presidente Barack Obama sugeriu este domingo que o sexismo e a persistência dos respetivos preconceitos poderão estar a prejudicar a campanha de Hillary Clinton.

“Há um motivo para que nós nunca tenhamos tido uma mulher como Presidente; para nós, enquanto sociedade, ainda sermos reticentes em relação a mulheres com poder”, afirmou durante uma ação de recolha de fundos em Nova Iorque.

Estas declarações foram proferidas um dia depois de Obama ter lançado um forte repto aos afro-americanos para que apoiem a candidata democrata às presidenciais. Aproveitando a sua intervenção numa gala de uma fundação afro-americana em Washington, que também contou com a presença de Hillary Clinton, o atual Presidente foi mesmo ao ponto de afirmar que caso tal não aconteça encarará isso como um insulto pessoal.

“O meu nome pode não estar no boletim (de voto) , mas o nosso progresso está (…) A tolerância está no boletim. A democracia está no boletim. A justiça está no boletim”, declarou.

Durante as primárias, Clinton teve grande apoio de eleitores afro-americanos, em especial de mulheres idosas negras, que contribuíram para a sua vitória frente ao senador Bernie Sanders. As sondagens dão lhe agora 83% das intenções de voto dos afro-americanos, face à fraquíssima popularidade popularidade que o seu rival, Donald Trump, tem entre este grupo.

A questão é que muitos jovens negros associam-na a políticas implementadas pelo seu marido enquanto foi Presidente, o que poderá levar muitos deles a pura e simplesmente não se deslocarem às urnas. “As pessoas dizem, ‘não interessa se Hillary Clinton obtiver 90 % do voto afro-americano’ (…) A questão é, ‘90% do quê?’”, questionou Charlie King, destacado democrata de Nova Iorque, em declarações citadas pelo “The New York Times”.

Onde nasceu Obama? Campanha de Trump vira jogo contra Clinton

A campanha de Trump, mas não o próprio Trump, diz que Obama nasceu nos Estados Unidos.” Foi assim que a CNN e outros media noticiaram esta sexta-feira o comunicado enviado às redações pela equipa do candidato presidencial republicano, onde é reconhecido que o atual Presidente norte-americano nasceu de facto no país que lidera — e não no Quénia, como foi defendido por vários republicanos durante a campanha presidencial de Obama para as eleições de 2008.

O reacender do chamado “movimento birther”, iniciado durante o primeiro mandato de Barack Obama e que punha em causa a sua certidão de nascimento, emitida no Hawai, teria sido uma surpresa para os jornalistas, não fosse o facto de, no mesmo documento, a campanha do magnata tornado candidato republicano acusar Hillary Clinton de ter sido ela, e não Trump, a dar início a esta campanha de “difamação”.

Como com outros temas abordados pela equipa do candidato à Casa Branca, não há quaisquer provas que sustentem esta versão. O mesmo não se pode dizer do envolvimento de Donald Trump nas primeiras acusações a Obama, comprovadas em inúmeros artigos, como esta reportagem que o “New York Times” publicou em julho deste ano, sobre a forma como Trump tentou capitalizar as acusações em 2011.

Reagindo a mais esta teoria da conspiração, a candidata democrata, que serviu como secretária de Estado no primeiro mandato de Obama, escreveu no Twitter que o próximo Presidente dos EUA “não pode e não vai ser o homem que liderou o movimento racista” sobre a “verdadeira” naturalidade de Obama.

O comunicado emitido na quinta-feira à noite, madrugada desta sexta em Portugal, e assinado pelo conselheiro de Trump Jason Miller, surge depois de uma entrevista dada pelo candidato republicano ao “Washington Post”, na qual se recusou a admitir que Obama nasceu efetivamente nos Estados Unidos, declarando que não queria responder a essa questão.

As acusações surgidas em 2008 tinham por base o argumento de que, como Obama nasceu no Quénia e não nos EUA, não podia ser eleito Presidente do país. Alguns media norte-americanos sugeriram na altura que o movimento tinha sido lançado por fortes apoiantes de Hillary Clinton, que à data já sabia que ia perder a nomeação democrata para Obama. Contudo, não existem quaisquer provas de que a antiga senadora ou qualquer pessoa da sua equipa tenham estado envolvidos nas acusações.

Hillary Clinton está “saudável e em boa forma”

A candidata democrata à presidência dos EUA está “saudável e em boa forma para servir” como Presidente, garante a médica de Hillary Clinton. Num comunicado à imprensa revelado esta quarta-feira à noite, Lisa Bardack diz que a ex-secretária de Estado está “a recuperar bem com antibióticos e descanso” de uma “pneumonia moderada, bacteriana e não-contagiosa”, detetada num exame na sexta-feira passada, dois dias antes de Clinton se ter sentido mal e ter sido retirada da cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque.

Também esta quarta-feira, a equipa de campanha da candidata disse que Hillary, atualmente com 68 anos, foi sujeita a uma série de novos exames que mostram que está em “excelente condição mental” e que a sua saúde está “normal” apesar da infeção pulmonar, com níveis de colesterol e pressão sanguínea dentro dos parâmetros normais.

Na mesma carta, Bardack explica que a candidata toma medicamentos para a tiroide e para as alergias, bem como Coumadin, um medicamento para liquidificar o sangue que lhe foi prescrito há quatro anos na sequência de uma operação a um coágulo sanguíneo numa veia localizada entre o cérebro e o crânio, por trás da orelha direita. A equipa diz que Clinton deverá voltar ao terreno para prosseguir com a sua campanha já esta quinta-feira.

A revelação de toda a ficha médica atualizada da democrata surge depois de o seu rival na corrida presidencial ter anunciado que vai revelar pormenores sobre a sua situação clínica num programa de televisão sobre questões médicas, o Dr. Oz Show, que será transmitido esta quinta-feira à noite nos EUA. Ambos estão entre os mais velhos candidatos de sempre à Casa Branca, sob crescente pressão para divulgarem pormenores sobre as suas situações clínicas.

A campanha do magnata do imobiliário tornado candidato presidencial recusou-se a publicar de imediato o sumário dos resultados do últimos exames médicos a que Trump foi submetido. Os media avançam que, no programa, o republicano diz que neste momento pesa 107 quilos, o que a confirmar-se quer dizer que está acima do peso normal para uma pessoa da sua altura.

Esta quarta-feira à noite, já madrugada de quinta em Portugal, Trump voltou a atacar a rival por causa de questões médicas durante um evento de campanha em Canton, no Ohio. À multidão de apoiantes, Trump questionou: “Pensam que Hillary seria capaz de estar aqui uma hora em pé a fazer isto? Penso que não, penso que não”, acusou o candidato de 70 anos, antes de dizer que a democrata “está na cama a mentir e a ficar melhor”.

A saúde de Hillary Clinton estava a dominar a campanha do republicano ainda antes do episódio de “desidratação” durante a cerimónia do passado domingo que marcou os 15 anos dos ataques às Torres Gémeas. Ao longo das últimas semanas, Trump e os seus apoiantes acusaram a candidata de mentir sobre a sua saúde e de não estar em condições para assumir a liderança dos EUA, sobretudo depois de ter sofrido um ataque de tosse enquanto proferia um discurso há duas semanas no Ohio.

Saúde de Clinton já é (realmente) um assunto de campanha

A candidata democrata às presidenciais norte-americanas está a receber tratamento para uma pneumonia, informou a sua médica após Hillary Clinton ter sido retirada por dois agentes secretos da cerimómia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, na manhã deste domingo.

Em comunicado, Lisa Bardack diz que Hillary foi diagnosticada com uma infeção pulmonar na sexta-feira, para a qual lhe receitou um antibiótico, dois dias antes de sofrer de “desidratação” durante a cerimónia que este domingo marcou os 15 anos dos atentados contra as Torres Gémeas e o Pentágono.

No mesmo comunicado à imprensa, a médica diz que a candidata já estava a sentir-se melhor e “a recuperar muito bem” em casa da filha, Chelsea. Mas esta segunda-feira de manhã, a sua campanha informou que, por causa da doença, a candidata foi obrigada a cancelar uma viagem de dois dias que tinha programada para a Califórnia, onde ia fazer um discurso sobre economia aos seus apoiantes naquele estado e participar em eventos de angariação de fundos.

“A [ex-]secretária [de Estado] Clinton tem estado a sofrer de tosse por causa de alergias”, disse Bardack. “Na sexta-feira, durante uma avaliação de rotina por causa dessa tosse prolongada, foi diagnosticada com pneumonia. Foi colocada a antibiótico e aconselhada a descansar e a alterar a sua agenda e planos.”

Numa outra nota à imprensa, o porta-voz de Clinton, Nick Merrill, disse que a candidata “assistiu à cerimónia de comemoração do 11 de Setembro durante apenas uma hora e 30 minutos para prestar homenagem e cumprimentar algumas das famílias das vítimas” dos atentados. Durante essa cerimónia, acrescentou, “sentiu-se desidratada, pelo que partiu para o apartamento da filha e está a sentir-se muito melhor”. Pouco depois de ter abandonado o Ground Zero, foi divulgado um vídeo em que se vê dois agentes a ajudarem uma Clinton combalida a entrar para um carro.

Há várias semanas que os seus rivais têm questionado as suas capacidades físicas para se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, a dizer no mês passado num discurso aos seus apoiantes que Hillary Clinton “não tem o vigor físico e mental” necessário para liderar o país e lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Há um mês, Bardack tinha garantido que Clinton está “de excelente saúde e capaz de servir como Presidente dos Estados Unidos”, após ter “recuperado totalmente” de uma cirurgia a que foi submetida em 2012 por causa de um coágulo sanguíneo, informou a médica.

Até agora, a campanha da democrata tem acusado os seus opositores de estarem a criar e a alimentar “uma conspiração demente sobre a saúde de Clinton”, sobretudo após a candidata ter tido um ataque de tosse durante um evento de campanha no Ohio na semana passada e ter sido filmada a expelir alguma expectoração para um copo de água.

Na imprensa e blogues conservadores, muitos questionaram-se sobre a “substância misteriosa” que a candidata tinha cuspido para o copo, com algumas pessoas a criarem longos debates em fóruns na internet dedicados a analisar até se a candidata teria cuspido ovos alienígenas.

Num artigo publicado este domingo à noite, um jornalista do “Washington Post” refere que, embora tenha sido um dos primeiros a criticar e a desmistificar as teorias da conspiração recentemente surgidas em torno da saúde da aspirante presidencial, o facto de ter sido diagnosticada com pneumonia — e de isso só ter sido tornado público dois dias depois, quando se sentiu mal numa cerimónia pública — vem ajudar e muito os rivais republicanos, a menos de dois meses das eleições presidenciais convocadas para 8 de novembro.

“Quer Clinton goste quer não, o seu episódio de ‘desidratação’ surge numa altura muito má para a sua campanha”, escreve Chris Cillizza, referindo um facto que muitos têm apontado, sobre a temperatura registada em Nova Iorque à hora em que a candidata quase desmaiou ser bastante amena. “Graças a gente como Rudy Giuliani [republicano ex-autarca de Nova Iorque] e uma base pequena mas audível de elementos republicanos, a conversa sobre a sua saúde tem estado em ebulição na última semana, por causa de um episódio de tosse durante um comício no Labor Day. Essa conversa tem estado largamente confinada a um grupo de republicanos convencidos de que Clinton está, há muito, a esconder uma doença séria. Escrevi com desdém sobre essa teoria da conspiração nesta coluna de opinião na semana passada […]. Tossir, escrevi, simplesmente não é prova suficente de qualquer grande doença que Clinton pudesse estar a esconder. Muito menos, claro, é a ‘desidratação’. Mas essas duas coisas acontecerem no espaço de seis dias a uma candidata que tem 68 anos torna as conversas sobre a saúde de Clinton em mais do que teorias da conspiração.”

Cillizza e vários outros jornalistas e analistas referem que, se até agora, Clinton e a sua campanha podiam rir-se das questões sobre a sua saúde, o episódio de ‘desidratação’ torna quase impossível continuarem a fazê-lo. “Não só isto surge numa altura em que existem crescentes conversas — com base em muito poucas provas — sobre a sua saúde ser um problema, como aconteceu no evento de homenagem do 11 de setembro, um momento incrivelmente mediático cheio de câmaras e jornalistas por todo o lado”, sublinha o jornalista do “Washington Post”.

“A sua campanha bem pode tentar diminuir esta história a nada mais que um incidente isolado sem qualquer significado. […] Clinton até pode estar bem e espero certamente que assim seja. Mas estamos a 58 dias de escolher a pessoa que vai liderar o país durante os próximos quatro anos e ela é um dos dois candidatos com reais hipóteses de vencer. Acreditar na palavra da equipa de Clinton sobre a sua saúde, à luz do episódio de domingo de manhã, já não chega. Pessoas razoáveis podem e vão ter questões reais sobre a sua saúde.”

Saúde de Clinton já é (realmente) um assunto de campanha

A candidata democrata às presidenciais norte-americanas está a receber tratamento para uma pneumonia, informou a sua médica após Hillary Clinton ter sido retirada por dois agentes secretos da cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, na manhã deste domingo.

Em comunicado, Lisa Bardack diz que Hillary foi diagnosticada com uma infeção pulmonar na sexta-feira, para a qual lhe receitou um antibiótico, dois dias antes de sofrer de “desidratação” durante a cerimónia que este domingo marcou os 15 anos dos atentados contra as Torres Gémeas e o Pentágono.

No mesmo comunicado à imprensa, a médica diz que a candidata já estava a sentir-se melhor e “a recuperar muito bem” em casa da filha, Chelsea. Mas esta segunda-feira de manhã, a sua campanha informou que, por causa da doença, a candidata foi obrigada a cancelar uma viagem de dois dias que tinha programada para a Califórnia, onde ia fazer um discurso sobre economia aos seus apoiantes naquele estado e participar em eventos de angariação de fundos.

“A [ex-]secretária [de Estado] Clinton tem estado a sofrer de tosse por causa de alergias”, disse Bardack. “Na sexta-feira, durante uma avaliação de rotina por causa dessa tosse prolongada, foi diagnosticada com pneumonia. Foi colocada a antibiótico e aconselhada a descansar e a alterar a sua agenda e planos.”

Numa outra nota à imprensa, o porta-voz de Clinton, Nick Merrill, disse que a candidata “assistiu à cerimónia de comemoração do 11 de Setembro durante apenas uma hora e 30 minutos para prestar homenagem e cumprimentar algumas das famílias das vítimas” dos atentados. Durante essa cerimónia, acrescentou, “sentiu-se desidratada, pelo que partiu para o apartamento da filha e está a sentir-se muito melhor”. Pouco depois de ter abandonado o Ground Zero, foi divulgado um vídeo em que se vê dois agentes a ajudarem uma Clinton combalida a entrar para um carro.

Há várias semanas que os seus rivais têm questionado as suas capacidades físicas para se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, a dizer no mês passado num discurso aos seus apoiantes que Hillary Clinton “não tem o vigor físico e mental” necessário para liderar o país e lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Há um mês, Bardack tinha garantido que Clinton está “de excelente saúde e capaz de servir como Presidente dos Estados Unidos”, após ter “recuperado totalmente” de uma cirurgia a que foi submetida em 2012 por causa de um coágulo sanguíneo, informou a médica.

Até agora, a campanha da democrata tem acusado os seus opositores de estarem a criar e a alimentar “uma conspiração demente sobre a saúde de Clinton”, sobretudo após a candidata ter tido um ataque de tosse durante um evento de campanha no Ohio na semana passada e ter sido filmada a expelir alguma expectoração para um copo de água.

Na imprensa e blogues conservadores, muitos questionaram-se sobre a “substância misteriosa” que a candidata tinha cuspido para o copo, com algumas pessoas a criarem longos debates em fóruns na internet dedicados a analisar até se a candidata teria cuspido ovos alienígenas.

Num artigo publicado este domingo à noite, um jornalista do “Washington Post” refere que, embora tenha sido um dos primeiros a criticar e a desmistificar as teorias da conspiração recentemente surgidas em torno da saúde da aspirante presidencial, o facto de ter sido diagnosticada com pneumonia — e de isso só ter sido tornado público dois dias depois, quando se sentiu mal numa cerimónia pública — vem ajudar e muito os rivais republicanos, a menos de dois meses das eleições presidenciais convocadas para 8 de novembro.

“Quer Clinton goste quer não, o seu episódio de ‘desidratação’ surge numa altura muito má para a sua campanha”, escreve Chris Cillizza, referindo um facto que muitos têm apontado, sobre a temperatura registada em Nova Iorque à hora em que a candidata quase desmaiou ser bastante amena. “Graças a gente como Rudy Giuliani [republicano ex-autarca de Nova Iorque] e uma base pequena mas audível de elementos republicanos, a conversa sobre a sua saúde tem estado em ebulição na última semana, por causa de um episódio de tosse durante um comício no Labor Day. Essa conversa tem estado largamente confinada a um grupo de republicanos convencidos de que Clinton está, há muito, a esconder uma doença séria. Escrevi com desdém sobre essa teoria da conspiração nesta coluna de opinião na semana passada […]. Tossir, escrevi, simplesmente não é prova suficente de qualquer grande doença que Clinton pudesse estar a esconder. Muito menos, claro, é a ‘desidratação’. Mas essas duas coisas acontecerem no espaço de seis dias a uma candidata que tem 68 anos torna as conversas sobre a saúde de Clinton em mais do que teorias da conspiração.”

Cillizza e vários outros jornalistas e analistas referem que, se até agora, Clinton e a sua campanha podiam rir-se das questões sobre a sua saúde, o episódio de ‘desidratação’ torna quase impossível continuarem a fazê-lo. “Não só isto surge numa altura em que existem crescentes conversas — com base em muito poucas provas — sobre a sua saúde ser um problema, como aconteceu no evento de homenagem do 11 de setembro, um momento incrivelmente mediático cheio de câmaras e jornalistas por todo o lado”, sublinha o jornalista do “Washington Post”.

“A sua campanha bem pode tentar diminuir esta história a nada mais que um incidente isolado sem qualquer significado. […] Clinton até pode estar bem e espero certamente que assim seja. Mas estamos a 58 dias de escolher a pessoa que vai liderar o país durante os próximos quatro anos e ela é um dos dois candidatos com reais hipóteses de vencer. Acreditar na palavra da equipa de Clinton sobre a sua saúde, à luz do episódio de domingo de manhã, já não chega. Pessoas razoáveis podem e vão ter questões reais sobre a sua saúde.”

Guerra do Iraque anima o primeiro confronto televisivo entre Clinton e Trump

Naquele que foi uma espécie de ensaio geral para o primeiro debate presidencial, a 26 de Setembro na universidade Hofstra de Nova Iorque, os candidatos republicano e democrata participaram num colóquio televisivo sobre questões de defesa e segurança, no qual Donald Trump reescreveu a história do seu apoio à guerra do Iraque e à intervenção militar norte-americana na Líbia. Já Hillary Clinton justificou o uso do seu servidor pessoal de correio electrónico no cargo de secretária de Estado como uma prática que nunca expôs informação classificada ou pôs em risco a segurança do país, apesar de repetir que foi “um erro”.

Em horário nobre televisivo, o primeiro confronto entre os dois candidatos presidenciais, intitulado “Fórum do Comandante-em-Chefe”, ficou longe de um debate: Clinton e Trump responderam individualmente a um conjunto de questões distintas e nunca entraram em diálogo – embora tenham muitas vezes entrado em contradição com o que tinham dito antes, de tal maneira que as suas respostas já estão a ser “exploradas” pelas campanhas adversárias como exemplos de “flip-flopping”, um fenómeno especialmente penalizado pelos eleitores norte-americanos que não gostam que os candidatos mudem de posição ou então mintam sobre o que disseram no passado.

O caso mais gritante teve a ver com as declarações de Donald Trump a propósito da guerra do Iraque. O candidato republicano declarou que sempre fora “totalmente contra” a invasão norte-americana do país de Saddam Hussein, quando é possível encontrar várias entrevistas suas a manifestar o seu apoio à guerra e a dar os parabéns às tropas pela campanha em curso. O facto de não ter sido confrontado com essa contradição também está a valer duras críticas ao moderador do debate, que se escusou a pressionar os candidatos, nunca corrigiu erros factuais nem pediu esclarecimentos adicionais sobre declarações polémicas ou pouco claras.

Ainda assim, o magnata do imobiliário cuja candidatura presidencial desafia a tradição política norte-americana foi instado a explicar os seus constantes elogios ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que na quarta-feira fora criticado pelo chefe do Pentágono, Ash Carter, pelas suas recentes manobras que “põem em risco a nossa segurança colectiva” e também pelas recentes tentativas de “interferir nos processos democráticos” de outros países.

Mas Trump insistiu nos louvores à liderança de Putin, que segundo notou “tem um grande controlo sobre o país” e uma taxa de aprovação de 82%, bastante acima da do Presidente dos EUA, Barack Obama, comparou, considerando o primeiro mais “forte e eficiente” do que o segundo. Além disso, prosseguiu, “quando ele [Putin] diz que eu sou brilhante, penso que devo aceitar o elogio”. “E se ele diz coisas boas sobre mim, eu vou dizer coisas boas sobre ele, ok?”, justificou.

Sobre a guerra do Iraque – e também a intervenção militar na Líbia – foi Hillary Clinton quem teve de dar explicações. A candidata democrata seguiu o guião conhecido: o seu voto a autorizar o uso da força no Iraque, quando era senadora pelo estado de Nova Iorque, foi “um erro”, mas foi baseado na informação da altura sobre a existência de armas de destruição maciça, que veio a revelar-se falsa. “Foi um erro, mas assumo a minha responsabilidade”, frisou.

Clinton também assumiu a responsabilidade pela sua decisão, já como secretária de Estado de Obama, de intervir na Líbia. No entanto, a democrata sublinhou que encara o uso da força como um “último recurso e nunca a primeira opção”. Por isso, prometeu, não enviará “mais tropas para o Iraque” (onde os EUA têm um contingente de cerca de 4500 homens em missão de apoio e treino do Exército iraquiano mas que não participam em acções de combate), nem, “em caso algum”, para a Síria.

No que diz respeito ao terrorismo, Clinton garantiu que o seu principal objectivo será a erradicação do Estado Islâmico, mas avisou que para isso será “preciso um maior apoio dos árabes e dos curdos, que são quem tem de liderar o combate no terreno”, explicou. “Também temos de continuar a apoiar o Exército do Iraque: eles já recuperaram Ramadi e Fallujah, e agora têm de consolidar essas vitórias e avançar para Mossul.”

Nova sondagem dá vantagem a Trump

Depois de nos últimos meses várias sondagens darem vantagem a Hillary Clinton na corrida à Casa Branca, um novo inquérito revelado esta terça-feira mostra que a candidata democrata surge atrás de Donald Trump.

Segundo a sondagem CNN/ORC, o candidato republicano conta com 45% das intenções de voto, dois pontos à frente da antiga primeira-dama. Em terceiro lugar surge Gary Johnson, do Partido Libertário, e em quarto Jill Stein, do Partido Verde, com 7% e 2% das intenções de voto, respetivamente.

No início de agosto, um estudo realizado para os mesmos órgãos dava uma vantagem de oito pontos a Hillary Clinton. Novas revelações sobre o escândalo dos emails (nomeadamente a utilização de um servidor privado para efetuar comunicações oficiais quando era secretária de Estado, o que levou o FBI a abrir uma investigação sobre o caso) poderão ter prejudicado a candidata do Partido Democrata.

Esta sondagem foi realizada através de telefonemas aleatórios entre 1 e 4 de setembro, tendo com base uma amostra de 1001 adultos. A margem de erro é de aproximadamente 3,5%.

O ataque de tosse de Hillary: “Sempre que penso no Trump fico com alergias”

Hillary Clinton, a candidata democrata às eleições presidenciais americanas, interrompeu um discurso no Ohio por causa de um ataque de tosse. Ainda sem estar completamente recuperada, Hillary lançou uma farpa contra o seu adversário republicano: “Sempre que penso no Trump fico com alergias”.

Tim Kaine, a escolha de Hillary para ser o seu possível vice-presidente, e o público não contiveram o riso depois da piada de Hillary, que teve dificuldade em conseguir continuar o seu discurso durante o comício em Cleveland.

A responsável pela campanha de Donald Trump, Kellyanne Conway, aproveitou a oportunidade para atacar a candidata através do Twitter.

[Deve ser alérgica aos meios de comunicação social. Finalmente passou um minuto com eles. A Hillary teve um ataque de tosse de quase 2 minutos]

Photo published for Hillary Has A Nearly 2 Minute Long Coughing Fit [VIDEO] Via @dailycaller

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