Inicio Tags Hillary Clinton

Tag: Hillary Clinton

Os Simpsons vão votar em Hillary Clinton

Em quem vão votar Homer e Marge Simpson? Parece que é em Hillary Clinton. Os estúdios 20th Century Fox divulgaram um vídeo no YouTube, fora das temporadas habituais da série, que mostra o momento em que o casal decide em quem votar.

Durante o vídeo, Homer e Marge ligam a televisão e imaginam como seriam Trump e Hillary na Casa Branca.

“São três da manhã e o telefone toca na Casa Branca. Quem quer que o atenda?”, pergunta a voz do narrador no início do vídeo. E são colocadas as duas hipóteses.

No primeiro cenário, com a presidente Hillary Clinton, aparece o antigo presidente Bill Clinton a atender o telefone de emergência e a dizer “já estou a caminho”, antes de se aperceber de que não é presidente. “É para ti”, diz à mulher, passando-lhe o telefone.

O segundo cenário é mais complexamente construído. Trump aparece no seu quarto, ao lado de um livro de “Grandes Discursos de A. Hitler”, a mexer no telemóvel, quando recebe o telefonema de emergência e o rejeita. “Agora não, estou no Twitter”, grita Trump. Só depois de terminar a sua publicação, Trump atende o telefonema e diz, aborrecido, que já vai. Chega uma equipa de maquilhadores que o preparam para sair de casa, mas demora tanto tempo que recebe um novo telefonema. Uma frota de navios chineses aproxima-se dos Estados Unidos, e o “presidente” Trump ordena: “Construam outro muro. Sim, no oceano!”

O casal acaba por decidir votar em Hillary Clinton, mas Homer não fica imediatamente convencido. Só quando Marge o ameaça é que o pai da família Simpson toma a decisão final. “E foi assim que me tornei um democrata, termina Homer”.

Num episódio mais antigo, a série tinha previsto a hipótese de Trump ser presidente dos EUA, num cenário em que a filha do casal, Lisa Simpson, chega à presidência e tem de lidar com a falência do país deixada pelo “presidente Trump”.

Nova sondagem dá vantagem a Hillary Clinton

Segundo os dados da sondagem realizada pelo canal de televisão norte-americano CBS, 46% dos inquiridos afirmaram que irão votar na candidata democrata nas eleições presidenciais de 08 de novembro, contra os 39% dos entrevistados que preferem o candidato presidencial do Partido Republicano.

Hillary Clinton poderá estar a beneficiar do efeito pós-convenção, algo que também teve repercussões nos níveis de aceitação e de intenções de voto de Trump.

Após a convenção republicana, que decorreu em Cleveland (Ohio) entre 18 e 21 de julho, o multibilionário também beneficiou do aumento da cobertura mediática destas reuniões, que tentam mostrar os candidatos no seu melhor.

Várias sondagens realizadas no final da Convenção Nacional do Partido Republicano apontaram Donald Trump como o favorito à presidência dos Estados Unidos da América.

Nesta nova sondagem da CBS, Hillary Clinton consegue uma recuperação de quatro pontos percentuais em função de uma convenção bem-sucedida (realizada em Filadélfia, Pensilvânia, de 25 a 28 de julho) que conseguiu superar a polémica com os apoiantes do candidato derrotado nas primárias democratas, o senador do Vermont Bernie Sanders.

Hillary Clinton, que consta entre os candidatos mais impopulares que foram nomeados pelo Partido Democrata para concorrer à Casa Branca, conseguiu nesta nova sondagem aumentar o grau de aceitação entre os eleitores inscritos, de 31% para 36%. No entanto, 50% continuam a ver a candidata democrata de forma negativa.

Donald Trump consegue ser um pouco mais impopular, com 31% de opiniões favoráveis e 52% de opiniões desfavoráveis.

Nos últimos dias, o empresário foi protagonista de uma nova polémica. Trump tem sido duramente criticado, mesmo por republicanos, por ter falado de forma inapropriada sobre um casal norte-americano muçulmano cujo filho morreu em combate no Iraque em 2004.

O pai do capitão Khan, convidado a falar na convenção democrata, criticou nomeadamente a intenção de Donald Trump de proibir a entrada a todos os muçulmanos no território norte-americano.

A sondagem da CBS foi realizada entre 29 a 31 de julho por telefone (telefone fixo e telemóveis) junto a 1.393 adultos, incluindo 1.131 pessoas inscritas nas listas eleitorais. A sondagem tem uma margem de erro de três pontos percentuais.

Reações no Twitter: “Grande discurso”. “Ninguém tem pior julgamento”.

“Grande discurso. Ela está testada. Ela nunca desiste. É por isso que Hillary Clinton deve ser a nossa próxima Presidente dos Estados Unidos”, escreveu na rede social o Presidente Barack Obama.

Já o candidato republicano às eleições presidenciais de 08 de novembro, Donald Trump, disse que “ninguém tem pior julgamento do que Hillary Clinton — a corrupção e devastação segue-a para onde quer que ela vá”.

Donald Trump continuou no ataque noutro ‘tweet’: “O nosso modo de vida está sob ameaça do islão radical e a Hillary Clinton não consegue dizer as palavras”.

O senador Bernie Sanders, seu rival durante as primárias democratas, felicitou Clinton. “Felcito Hillary Clinton por este feito histórico. Somos mais fortes juntos”, publicou no Twitter.

Também o marido e ex-presidente norte-americano Bill Clinton manifestou o seu apoio na rede social: “Mais do que nunca, estou com ela, a nossa próxima Presidente”.

O discurso mais importante da vida de Hillary Clinton

Depois de mais de três décadas de vida pública, Hillary Clinton fez o discurso mais importante da sua vida ao aceitar a nomeação do Partido Democrata para ser candidata à presidência dos EUA, tornando-se na primeira mulher a ascender a essa posição dentro de um dos principais partidos do país.

Numa intervenção que por si só representou um momento histórico nos EUA, Hillary Clinton recorreu à História daquela nação fundada há apenas 240 anos para defender que Donald Trump não é apto para ser o 45º homem a entrar para a Casa Branca — e que ela deve ser a primeira mulher a fazê-lo, alicerçada num ideal de união nacional.

“Os nossos fundadores receberam de braços abertos a verdade inabalável de que nós somos mais forte juntos”, disse, referindo-se a um dosslogans da sua campanha, Stronger Together. “Agora, a América está outra vez num momento decisivo. Forças poderosas ameaçam-nos com a divisão. Os laços de confiança estão a fraquejar. E tal como aconteceu com os nossos fundadores, não há garantias”, referiu. “Temos de decidir se vamos todos trabalhar juntos para que nos possamos todos erguer juntos.”

“Nós dizemos que ‘nós, juntos, vamos melhorar tudo’”

À imagem daquilo que foi uma grande parte dos últimos quatro dias em que os democratas estiveram reunidos na cidade de Philadelphia, Hillary Clinton serviu-se das gaffes e polémicas do seu adversário e candidato republicano, Donald Trump, tanto para criticá-lo como para enumerar vários pontos do seu programa.

No discurso de encerramento da convenção republicana, a 21 de julho, Donald Trump garantiu: “Ninguém conhece o sistema melhor do que eu, por isso é que, sozinho, vou melhorá-lo”. Hillary Clinton foi buscar a esta promessa do seu adversário uma das ideias centrais da sua intervenção de quinta-feira.

20900090_1200x300_acf_cropped

Hillary Clinton recorreu ao longo historial de gaffes de Donald Trump na maior parte das vezes que o criticou (JUSTIN LANE/EPA)

“Não acreditem em ninguém que diga que ‘eu, sozinho, vou melhorar tudo’”, disse, recordando à plateia que essas foram as palavras de Donald Trump. “A sério?… ‘Eu, sozinho, vou melhorar tudo’?”, repetiu, com visível ironia. “Não estará ele esquecido das tropas na linha da frente, dos polícias e dos bombeiros que correm em direção ao perigo, dos médicos e enfermeiros que tratam de nós, dos professores que mudam vidas, dos empreendedores que veem possibilidades em todos os problemas, das mães que perderam crianças para a violência e que estão a construir um movimento para manter outras crianças seguras?”, enumerou. “Ele está a esquecer-se de cada um de nós. Os americanos não dizem ‘eu, sozinho, vou melhorar tudo’. Nós dizemos que ‘nós, juntos, vamos melhorar tudo’.”

Além de apontar ao seu adversário de usar uma retórica fraturante, Hillary Clinton acusou Donald Trump de estar à espera de que os “perigos do mundo nos deixem cegos perante o seu potencial ilimitado” e de incitar o medo:

Ele levou o Partido Republicano para um lugar longínquo, da manhã na América à noite na América. Ele quer que tenhamos medo do futuro e medo uns dos outros. Mas vocês sabem que um grande Presidente democrata, Franklin Roosevelt, fez a maior rejeição de Trump há 80 anos, durante tempos muito piores, quando disse que ‘a única coisa que devemos ter medo é do medo em si’.”

No campo da política externa dos EUA, que ela própria liderou quando foi Secretária de Estado entre 2009 e 2013, Hillary Clinton disse estar “orgulhosa” do acordo nuclear com o Irão e do tratado para o clima de Paris; defendeu que os EUA continuassem a “apoiar a segurança de Israel” e também todos os “aliados na nato contra qualquer ameaça que eles enfrentem, incluindo da Rússia”. Sobre o combate ao Estado Islâmico, admitiu que este “não vai ser fácil” mas deixou uma garantia: “Vamos prevalecer”.

E logo voltou a Donald Trump, recordando a ocasião em que ele disse saber “mais sobre o Estado Islâmico do que os generais”. “Não, Donald… Não sabes”, atirou-lhe Hillary Clinton, que o caracterizou como um homem pouco sereno, levantando os riscos que isso pode representar caso venha a ser Presidente:

Ele perde a calma à mais pequena provocação. Quando um jornalista lhe faz uma pergunta difícil, quando é desafiado num debate, quando vê um manifestante num comício… Imaginem, se se atrevem, imaginem, imaginem-no na Sala Oval a gerir uma crise a sério. Um homem que podemos provocar com um tweet, não é um homem a quem podemos confiar armas nucleares.”

Discursando uma semana depois do seu adversário o ter feito em Cleveland, no Ohio, Hillary Clinton parecia estar a criar um debate em diferido. Mesmo quando fez uma lista algo exaustiva de medidas que planeia adotar se chegar à Casa Branca, a candidata dos democratas terminou dizendo: “Vocês não ouviram nada disto na semana passada da boca do Donald Trump, pois não?”. “Não admira que ele não goste de falar dos seus planos”, disse. “Se calhar, já repararam que eu adoro falar dos meus.”

20699941_1200x300_acf_cropped

Entre os planos de Hillary Clinton, é possível reconhecer um número considerável de medidas que eram até há pouco exclusivas de Bernie Sanders, o senador do Vermont, que aos 74 anos, e partindo de uma posição de quase anonimato perante o eleitorado em geral, conseguiu criar um movimento dentro do Partido Democrata composto sobretudo por jovens que vão votar pela primeira vez a 8 de novembro.

Entre as medidas que Hillary Clinton pediu emprestadas a Bernie Sanders está “o maior investimento em empregos com bons salários desde a Segunda Guerra Mundial”, um estímulo a que Bernie Sanders fez referência como uma versão contemporânea do New Deal com o qual Roosevelt fez frente à Grande Depressão de 1929. Também se falou do aumento do salário mínimo federal de $7,25 para $15, uma promessa de Bernie Sanders, foi agora referida por Hillary Clinton, que outrora não se comprometia com uma subida desta proporção. A candidata democrata chegou a apelar ao voto de todos aqueles que “acreditam que devemos dizer não a tratados comerciais injustos”, numa alusão ao TTIP, do qual Hillary Clinton se foi afastando na reta final das primárias, aproximando-se assim de Bernie Sanders. Além disso, falou a favor de um aumento de impostos a “Wall Street, às grandes empresas e aos super-ricos”, usando uma frase que certamente encheu o senador de do Vermont de orgulho: “Nós não temos nenhum tipo de ressentimento com o sucesso, mas quando mais de 90% dos ganhos estão a ir para os 1% de cima, então é para aí que o dinheiro está a ir, e nós vamos seguir o dinheiro”.

É notório o esforço de Hillary Clinton em trazer até si o eleitorado de Bernie Sanders, uma das primeiras pessoas que saudou no seu discurso. “Tu puseste os temas das desigualdades económicas e sociais na fila da frente, onde elas pertencem”, disse, para depois fazer um apelo direto aos jovens que apoiaram o senador socialista: “Quero que saibam isto: eu ouvi-vos. A vossa causa é a nossa causa. O nosso país precisa das vossas ideias e paixão. É a única maneira de convertermos o nosso programa progressivo em mudanças verdadeiras para a América”.

A candidata dos democratas à Casa Branca enunciou ainda um rol de medidas mais consensuais de uma ponta à outra do Partido Democrata, como o controlo das armas (“eu não estou aqui para vos tirar as armas, eu só não quero que sejam mortos por alguém nunca devia ter acesso a uma”); a luta contra o aquecimento global (“eu acredito na ciência! Eu acredito que o aquecimento global é real e que podemos salvar o nosso planeta ao mesmo tempo que criamos empregos”); e um alteração das políticas de imigração que “vai expandir a nossa economia e manter as famílias juntas e que é a coisa certa a fazer”.

Dar a mão à palmatória do eleitorado “desiludido furioso”

Mas não é apenas o eleitorado do senador do Vermont que Hillary Clinton terá de conquistar para conseguir fazer História novamente e atravessar a porta da Casa Branca como a primeira mulher Presidente após o primeiro afro-americano a desempenhar aquele cargo. Também terá de cativar o eleitorado que as sondagens dão como mais inclinado para Trump: rural, muitas vezes masculino, sem formação académica e, acima disso tudo, descontente.

A esse setor, Hillary fez uma concessão: “Alguns de vocês estão frustrados, até furiosos. E sabem que mais? Têm razão”. Embora momentos antes tivesse dito que achava que Barack Obama e Joe Biden “não têm recebido os créditos que merecem por nos terem tirado da pior crise económica das nossas vidas”, a ex-Secretária de Estado reconheceu que “as coisas ainda não estão a funcionar como deviam”, obrigado o seu partido a dar a mão à palmatória:

Os americanos estão dispostos a trabalhar e a trabalhar no duro. Mas neste momento um número considerável de pessoas sente que há cada vez menos respeito pelo trabalho que eles fazem e menos respeito por eles, ponto final. Democratas, nós somos o partido dos trabalhadores. Mas nós não temos feito um trabalho bom o suficiente para mostrar que nós sabemos o que é que vocês estão a passar e que vamos fazer algo para vos ajudar.”

Mas, mesmo reconhecendo as zonas em que os democratas ainda têm trabalho por fazer, Hillary Clinton quis deixar claro que, na sua interpretação do atual estado do país, o atual Partido Republicano de Donald Trump está longe de ser a solução para os problemas dos EUA e de uma classe média de classe trabalhadora desiludida com os seus líderes.

Uma das passagens que mereceram uma da ovações mais entusiasmadas da noite foi quando HIllary Clinton questionou Donald Trump quando este “diz sempre que quer meter a ‘América em primeiro lugar’”. “Por favor expliquem que parte da América é que ele quer meter em primeiro lugar quando as gravatas Trump são feitas na China e não no Colorado, os fatos Trump no México e não no Michigan, a mobília Trump na Turquia e não no Ohio, as molduras Trump na Índia e não no Wisconsin…”, enumero. “Donald Trump diz que quer fazer a América grandiosa de novo. Bom, ele podia começar por fazer as coisas na América, outra vez.”

“Há tantas pessoas que não sabem o que fazer de mim”

Se as gaffes de Donald Trump foram o verdadeiro combustível do convenção de um Partido Democrata demasiado assustado com um cenário em que a sua aparente falta de união podiam ser o trampolim perfeito para o magnata nova-iorquino, outra das suas motivações foi o de sublinhar o percurso de serviço público de Hillary Clinton e o seu extenso currículo, como se de uma entrevista de emprego se tratasse.

Hillary Clinton não quis passar a ideia de que é uma cidadã comum — algo que em nada combinaria com o seu estatuto de figura pública e política de incontornável influência e elevado escrutínio —, a ex-Secretária de Estado quis no entanto demarcar-se do seu adversário e da sua história pessoal, de herdeiro de um pai que fez fortuna no ramo do imobiliário e da construção. “A família de onde eu venho, da qual ninguém tinha os seus nomes em grandes edifícios, eram construtores de outro tipo”, disse numa alusão a Donald Trump. “Eram construtores como muitos americanos são. Usaram as ferramentas que tinha, as que foram dadas por Deus ou aquelas que a vida na América lhes concedeu, e construíram vidas melhores e futuros melhores para os seus filhos”, disse, numa tentativa de se identificar com o eleitorado comum, mais que não seja pelo seu passado.

A construção da ideia de obstinada mulher de causas, uma imagem alimentada nos quatro dias da convenção — culminando em Chelsea Clinton, pouco antes de lhe ceder o palco, que a sua mãe “nunca se esquece daqueles por quem luta” e que os ideia que defende “agarram o seu coração e a sua consciência para nunca mais a largarem” — dificilmente terá servido como antídoto às reticências com que a candidata dos democratas é recebido na opinião pública.

Ela própria fez menção dessa perceção. “A verdade é que ao longo destes anos todos de serviço público, a parte do ‘serviço’ sempre tem sido mais fácil para mim do que a parte do ‘público’”, admitiu, referindo compreender “porque é que há tantas pessoas que não sabem o que fazer de mim”.

Serão precisamente essas pessoas, “tantas”, que vão definir quem é Hillary Clinton: a primeira mulher a ser nomeada por uma grande partido para ser Presidente ou, mais do que isso, a primeira mulher a chegar ao cargo mais alto do mundo. Até 8 de novembro, têm 102 dias para decidir o que fazer de Hillary Clinton.

Desiludidos, apoiantes de Sanders garantem não votar Hillary

Os ‘Berners’, como se autoapelidam, estão unidos contra o candidato republicano Donald Trump, mas também contra Hillary Clinton.

“Não votarei Trump ou Hillary, isso está decidido. É uma situação muito complicada porque eu não quero que Donald Trump se torne presidente, mas uma eleição entre Hillary e Trump será mais do mesmo, continuará a ser uma política liderada por dinheiro”, disse Christine Moad à agência Lusa em Filadéfia, uma voluntária pela campanha de Bernie Sanders.

A voluntária natural de Nashville participou num dos muitos protestos que destabilizaram a convenção democrata, que termina hoje em Filadélfia, juntando-se à multidão que gritava “Nem penses DNC (Comité Nacional Democrata) que votarei na Hillary”, apesar de Sanders ter apelado aos seus seguidores para cancelarem demonstrações durante o encontro.

“O movimento Bernie foi construído por ativistas, o Bernie inspirou-nos. Agora estamos muito confusos e desiludidos, sem saber por onde ir, é um sentimento de orfandade”, desabafou.

O movimento criado por Bernie Sanders está a crescer e vai agora para além do ex-candidato democrata às eleições norte-americanas.

“Estas pessoas todas que aqui estão vão regressar a casa, vão participar no sistema político, vão eleger novas pessoas e vão continuar este movimento popular para mudar este sistema”, disse Andrea Perez que segura um cartaz de Hillary Clinton em tamanho real onde se pode ler ?mentirosa’.

O senador norte-americano Bernie Sanders já apoiou a sua rival nas primárias do Partido Democrático, Hillary Clinton, pedindo aos seus apoiantes para fazerem o mesmo e votarem na candidata democrata nas eleições de novembro.

“Mesmo que eles nos peça para votar nela, muitos não vão seguir o pedido. Eu respeito-o, continuo a adorá-lo, penso que ele é uma inspiração para muitos de nós, ele inspirou um movimento. Mas nunca foi simplesmente sobre a pessoa, mas sobre as ideias dessa pessoa. Isto é para continuar”, disse Andrea Perez à agência Lusa.

Andrew Niquette, um delegado pelo estado da Geórgia e apoiante de Sanders, abandonou, juntamente com centenas de delegados, a arena onde decorria a convenção na última terça-feira, em sinal de protesto pela nomeação de Clinton a candidata oficial dos democratas à Casa Branca, sentando-se nas tendas onde milhares de jornalistas seguem os trabalhos da convenção.

“Eu acredito em tudo o que ele acredita, ele teria sido a melhor escolha para todos. É muito injusto. As pessoas estão fartas da corrupção política.”, lamentou.

Jill Stein, a presumível candidata do Partido Verde às eleições norte-americanas, pode vir a beneficiar com os votos dos ?Berners’, que se recusam a votar em Trump ou Clinton a 08 de novembro.

“Votarei na Jill Stein porque temos dois candidatos considerados os menos respeitáveis e confiáveis da história da nossa política. Dizer que temos de escolher entre o menor de dois males é muito questionável” disse Renge Grace, 47 anos, que veio de Bend, Oregon para participar na convenção.

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton tornou-se na terça-feira na primeira mulher a ser nomeada candidata à Presidência dos EUA por um grande partido.

Hillary Clinton encerra esta noite a convenção nacional do partido e disputa as eleições de 8 de novembro com Donald Trump, o candidato do Partido Republicano.

 

Republicanos querem que justiça acuse Hillary Clinton por perjúrio

“As provas recolhidas pelo FBI durante a sua investigação sobre o uso do sistema de correio eletrónico pessoal por parte da antiga secretária de Estado Clinton parecem contradizer diretamente vários aspetos da sua declaração jurada (perante o Congresso)”, indicaram os congressistas republicanos, Bob Goodlatte e Jason Chaffetz.

A polémica criada com o correio eletrónico de Hillary Clinton começou no início de 2015, quando a imprensa noticiou que a antiga secretária de Estado utilizou, durante os seus quatro anos no Departamento de Estado, uma conta de correio eletrónico pessoal para comunicar.

Hillary Clinton reconheceu que poderia ter sido “mais inteligente” utilizar uma conta oficial e entregou em outubro passado 55.000 páginas de correios eletrónicos, durante o período em que esteve no Departamento de Estado, que foram publicados mensalmente até 29 de fevereiro.

O FBI recomendou a semana passada que Hillary Cliton não deve ser condenada por ter utilizado a sua conta de email pessoal, mas o diretor da polícia federal norte-americana considerou o ato como “extremamente descuidado”.

O Departamento de Justiça aceitou as recomendações do FBI e não apresentou qualquer acusação contra Hillary Clinton.

Para os republicanos, existe uma contradição entre a declaração de Hillary Clinton ao Congresso, nomeadamente quando foi questionada sobre o envio de informação classificada pela sua conta de email pessoal e as conclusões do FBI.

“Por causa daquelas contradições, o Departamento de Justiça deve investigar e determinar se deve processar Hillary Clinton por violar os estatutos que proíbem declarações de perjúrio e falso testemunho ao congresso”, acrescentam os congressistas.

FBI recomenda que Hillary Clinton não seja acusada por uso de email pessoal

James B. Comey, diretor do FBI, disse que não seria “razoável” acusar Hillary Clinton pelo uso do seu email pessoal para partilhar informações confidenciais enquanto ainda era Secretária de Estado, avança o New York Times. Apesar de não aconselhar uma acusação, considera que usar um sistema não secreto para partilhar informações secretas do país foi um ato “extremamente descuidado” por parte da ex-secretária de Estado e da sua equipa.

Estas declarações, que poderão ter impacto na corrida presidencial, surgem depois de uma investigação de um ano feita pelos serviços secretos. Os emails foram detetados por Charles McCullough III, inspetor geral dos serviços secretos, que reportou a descoberta ao Departamento de Justiça. O inspetor-geral foi alertado pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o ataque de setembro de 2012 à embaixada norte-americana em Beghazi, na Líbia, em que morreram quatro americanos, entre os quais o embaixador J. Christopher Stevens.

Em causa estava o envio de documentação secreta, mas que não estava identificada como tal, através do email pessoal de Hillary Clinton e as mensagens eram veiculadas através de um servidor que estava na sua casa, em Nova Iorque. Os críticos de Clinton dizem que, ao usar um sistema tão vulnerável, a ex-secretária de Estado pôs em risco a segurança nacional.

O Departamento de Estado analisou mais de 55.000 páginas de email, sendo que a candidata democrata solicitou que não fossem examinados cerca de metade desses emails, alegando que diziam respeito a assuntos pessoais.

À Comissão Parlamentar de Inquérito e aos serviços secretos, foram entregues cerca de 800 emails. Esses emails foram classificados em diferentes níveis de confidencialidade e mais de duas dezenas foram marcados como “Top Secret” — o nível máximo de confidencialidade. Alguns deles abordavam o programa de drones no Paquistão que, apesar de ser discutido nos meios de comunicação social americanos e paquistaneses, é um programa secreto.

Sanders a Trump ficam à frente em New Hampshire

Donald Trump e Bernie Sanders

No Partido Democrata, tanto Sanders como Clinton já reconheceram o resultado. Quando estavam contados 50% dos votos, Bernie Sanders tinha 59,4% dos sufrágios, uma vantagem de 20 pontos percentuais em relação a Clinton.

No discurso de vitória, Bernie Sanders considerou que o resultado em New Hampshire revela que os norte-americanos desejam “uma mudança real” e é uma “mensagem que terá eco de Wall Street a Washington”.

“O Governo do nosso grande país pertence a todo o povo e não apenas a um punhado de ricos que contribuem para as campanhas [eleitorais]”, disse Sanders. “Aquilo que começou na semana passada no Iowa e que New Hampshire confirmou hoje é nada menos do que o começo de uma revolução política, que unirá milhões de pessoas”, acrescentou.

Já Hillary Clinton reconheceu a derrota e felicitou Bernie Sanders pelo resultado. A ex-secretária de Estado disse que continuará a lutar por “cada voto” e que sabia que o “caminho não seria fácil” quando iniciou a esta corrida à Casa Branca. A aspirante a candidata democrata à Presidência norte-americana reconheceu que tem, em especial, de trabalhar junto do eleitorado mais jovem.

O New Hampshire elege 32 delegados às convenções nacionais democratas em que será nomeado o candidato do partido a Presidente dos EUA nas eleições de novembro. O processo eleitoral para as Presidenciais norte-americanas deste ano arrancou a 01 de fevereiro no Iowa, onde Clinton venceu, mas por uma margem mínima, uma vez que obteve 49,86%, a muito pouca distância dos 49,57% do seu adversário político.

John Kasich surpreende com o segundo lugar

No Partido Republicano, segundo resultados preliminares, o governador do Ohio John Kasich ficou em segundo lugar. Quando estavam contados 62% dos votos, Trump tinha 34,4% dos votos e Kasih 16,2%.

New Hampshire elege 23 delegados republicanos às convenções nacionais do partido que nomeiam o candidato à casa Branca.

No discurso de vitória, Trump disse que se chegar à Casa Branca os EUA voltarão a ser um país “maravilhoso”, respeitado no mundo, reiterando promessas que tem feito na sua campanha, como a construção de “um muro” para travar a passagem de imigrantes ou “a proteção sagrada da segunda emenda” da Constituição norte-americana, relacionada com o direito à posse de armas.

Já John Kasich, que conseguiu um surpreendente segundo lugar, considerou o seu resultado uma vitória da “luz sobre a escuridão” da política. “Talvez estejamos a passar uma página depois da fase escura da política norte-americana, porque esta noite a luz impôs-se à escuridão das campanhas negativas”, afirmou.

As sondagens nacionais têm colocado Kasich no sexto lugar entre os aspirantes republicanos à nomeação como candidatos à Casa Branca.

No Iowa, o senador Ted Cruz, de ascendência cubana, ganhou a Donald Trump e Marco Rubio ficou em terceiro lugar, a apenas um ponto do magnata.

O facto de o Estado de New Hampshire ser o primeiro a organizar primárias após o ‘caucus’ (assembleias populares) de Iowa confere-lhe uma importância particular, porque representa, tradicionalmente, a tendência de quem serão os escolhidos das duas formações partidárias.

EMPRESAS