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Hong Kong: Ativistas pró-democracia ficam em liberdade

Para além de Wong, o tribunal decidiu colocar também em liberdade Nathan Law e Alex Chow,

Em janeiro deste ano, Wong foi condenado a três meses de cadeia, a segunda pena de prisão.

O ativista foi, no entanto, libertado sob caução para aguardar a análise do recurso.

O coletivo de cinco juízes acabou por dar razão aos ativistas, que ficam assim em liberdade.

Em 2014, naquela que ficou conhecida como a “Revolução dos Guarda-Chuvas”, dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas para exigir eleições justas para a escolha do chefe executivo local, protestando contra o facto de este ser escolhido pela China.

Pelo seu papel enquanto defensores da democracia em Hong Kong, os líderes da revolução foram sugeridos por deputados norte-americanos para o Nobel da Paz.

Praias de Hong Kong interditas devido a derrame de óleo de palma

Atualmente são 13 as praias interditadas desde domingo, na sequência da colisão, entre dois navios, um dos quais transportava nove mil toneladas de óleo de palma, no estuário do Rio das Pérolas na quinta-feira passada.

Depois de inspecionar a situação e o progresso dos trabalhos de limpeza na ilha de Lama, esta manhã, o subsecretário para o Ambiente, Tse Chin-wan, disse que a colisão ocorreu a “algumas dezenas de quilómetros” a sudoeste de Hong Kong e que um recipiente do navio de carga foi perfurado, levando à fuga de cerca de 1.000 toneladas de óleo de palma.

Cerca de 90 toneladas de óleo foram retiradas pelas autoridades do interior da China e de Hong Kong, segundo a imprensa.

Embora os departamentos do governo de Hong Kong tenham recolhido mais de 50 toneladas de pedaços brancos e gelatinosos do óleo cristalizado, muito mais está a dar às costas do sudoeste da cidade e agora a espalhar-se para leste. As autoridades de Guangdong limparam 38 toneladas de óleo de palma até segunda-feira.

Tse Chin-wan estimou que cerca de 200 toneladas do produto ainda estavam nas praias e costa da cidade e que levariam mais tempo para limpar.

O derrame ocorreu em águas territoriais chinesas na quinta-feira, mas o governo de Hong Kong só foi alertado dois dias depois.

O vice-diretor do departamento da proteção ambiental, Elvis Au Wai-kwong, disse num programa de rádio que os maiores pedaços de óleo derramado já tinham sido limpos e que “a situação, comparando com há dois dias, está maioritariamente sob controlo”, escreveu o SCMP.

À semelhança de Tse, o vice-diretor da proteção ambiental desvalorizou as 48 horas que passaram entre o derrame e o alerta dado pelas autoridades do interior da China.

“Isto é um não-problema. A meu ver, eles ativaram a sua resposta de emergência… e notificaram Hong Kong no sábado, dando informações muito importante para nós, que o navio envolvido estava a transportar óleo de palma”, afirmou, indicando que isso permitiu aos respetivos departamentos governamentais de Hong Kong “procurar as respostas adequadas”.

“Podemos ver que o mecanismo (de notificação) está a funcionar”, acrescentou.

Também garantiu que o óleo de palma — que apenas derrete a 59 graus celsius — era não tóxico e que os residentes “não precisavam de se preocupar”, afirmando que à semelhança de outro lixo no mar era preciso limpá-lo.

Hong Kong: líderes da “revolução dos chapéus de chuva” chegam pela primeira vez ao parlamento

ivistas que em 2014 confrontaram o governo de Pequim nas ruas de Hong Kong, numa manifestação pacífica que ficou conhecida como “revolução dos chapéus de chuva”, foram eleitos pela primeira vez para o Conselho Legislativo (Parlamento) daquela região autónoma especial da China. Os resultados provisórios das eleições legislativas, realizadas no domingo, apontam para a eleição de pelo menos quatro desses ativistas que, há dois anos, rejeitaram a premissa de “um País, dois sistemas” que em 1997 norteou a transferência de Hong Kong para a China. Em 1999, seguiu-se Macau.

A eleição destes jovens, ligados ao movimento internacional Occupy, é lida pelos media ocidentais como uma forma de protesto contra o reforço do poder de Pequim nos domínios político, cultural e educativo. Mais de 2,2 milhões de eleitores votaram pela noite dentro para eleger os seus representantes no futuro parlamento da região, ao qual se candidataram, pela primeira vez, cidadãos que defendem a independência do território. Em consequência desta participação recorde, próxima dos 60% do eleitorado, a votação prolongou-se até à madrugada de segunda-feira.

De acordo com os resultados provisórios, pelo menos quatro ativistas terão sido eleitos. Entre eles, está Nathan Law, 23 anos, que a par de Joshua Wong foi uma das principais figuras da “revolução dos chapéus de chuva” que durante dois meses paralisou quarteirões inteiros de Hong Kong. O movimento Demosisto, pelo qual se candidatou, defende a realização de um referendo sobre a independência, insistindo no direito à livre escolha. “Os habitantes de Hong Kong querem a mudança. Os jovens têm um sentimento de urgência no que respeita ao seu futuro”, disse o ativista em campanha.

Na noite eleitoral, Law estava visivelmente satisfeito com a sua eleição, por 50 mil votos. “Penso que é um milagre”, disse aos repórteres. “Isto é absolutamente inesperado – ninguém imaginava que acontecesse. A nossa equipa trabalhou e suou de dia e de noite para transformar uma derrota numa vitória”, acrescentou.

Nathan Law deverá chegar ao parlamento na companhia de Yan Wai-ching, 25 anos, e de Sixtus “Baggio” Leung, 30 anos, ambos do recém fundado partido Youngspiration, que defende igualmente a independência. Cheng Chung-tai, 33 anos, membro do Civic Passion também foi eleito. Espera-se que contagem final dos votos permita eleger mais alguns ativistas para além destes quatro.

Segundo o diário francês Le Monde, Hong Kong está cada dia mais dividido entre os jovens que lutam pela independência e os mais velhos que defendem a autodeterminação do território que em 1997 foi entregue pelos britânicos à China. Para um analista local, Joseph Cheng, “estas eleições caracterizam-se em larga medida pela mudança geracional dos dirigentes políticos.”

Os resultados provisórios sugerem que a oposição democrática tradicional vai conservar a sua minoria de bloqueio, já que o complexo sistema eleitoral de Hong Kong torna praticamente impossível uma maioria. Apenas 35 dos 70 membros do Conselho Legislativo são eleitos por sufrágio universal direto, sendo a outra metade dos lugares atribuída a políticos pró-Pequim.

Mas nem todos partilham do entusiasmo dos jovens eleitos pela primeira vez. “Estou preocupado”, disse ao jornal inglês The Guardian o advogado e membro dos democratas Albert Ho, para quem “os democratas moderados estão numa posição muito difícil”. Embora compreendendo as aspirações dos jovens, privados do direito à livre escolha do seu futuro, aquele político veterano alerta para os efeitos desta fragmentação dos movimentos democratas, temendo ao mesmo tempo uma resposta musculada do autoritário regime chinês.

Em 2014, a "revolução dos guarda-chuvas" paralisou durante meses o centro de Hong Kong

Em 2014, a “revolução dos guarda-chuvas” paralisou durante meses o centro de Hong Kong

Paula Bronstein / GettyImages

Líder estudantil condenado a trabalho comunitário por protestos em Hong Kong em 2014

Um tribunal de Hong Kong sentenciou a 80 horas de trabalho comunitário Joshua Wong, um dos rostos mais conhecidos dos protestos pró-democracia naquela região chinesa em 2014, condenado pelo crime de “reunião ilegal”.

O tribunal considerou o jovem ativista culpado de assembleia ilegal no âmbito de um protesto nos arredores de um edifício governamental, a 26 de setembro de 2014, um incidente que acabaria por estar na origem de manifestações pró-democracia em larga escala e da ocupação das ruas de Hong Kong durante 79 dias.

O mesmo tribunal condenou outros dois líderes estudantis. Nathan Law foi sentenciado a 120 horas de trabalho comunitário e Alex Chow, que na altura era secretário-geral da Federação de Estudantes de Hong Kong, foi condenado a três semanas de prisão suspensa por um ano, pelo que em princípio não terá de passar pela cadeia se não cometer delitos no período de suspensão marcado pelos juízes.

Joshua Wong, de 19 anos, Alex Chow, de 25 anos, e Nathan Law, de 23 anos, tinham sido declarados culpados a 21 de julho, tendo hoje sido conhecidas as respetivas sentenças.

Joshua Wong – líder do já extinto movimento Scholarism, que juntou estudantes do ensino secundário – e Alex Chow foram considerados culpados de reunião ilegal e de terem desrespeitado, com outros estudantes, as barreiras metálicas para entrar no interior do complexo governamental.

Já Nathan Law foi considerado culpado de incitar outros a juntarem-se à ação.

Nathan Law é candidato às eleições para o Conselho Legislativo, sendo o único líder estudantil do movimento ‘Occupy’, em 2014, nessa condição.

Filha de livreiro de Hong Kong pede ajuda aos EUA por “detenção ilegal”

Angela Gui falava na terça-feira, em Washington, perante a Comissão Executiva do Congresso sobre a China, foi hoje divulgado.

Gui Minhai, livreiro naturalizado sueco e coproprietário da editor Mighty Current, não regressou da Tailândia, aonde se deslocou de férias em outubro de 2015.

A filha do livreiro disse à comissão que lhe foi negado acesso consular ou representação legal.

“Passaram oito meses desde que o meu pai e os seus colegas foram detidos. Ainda ninguém me disse onde é que ele está, como é que está a ser tratado ou qual é a sua situação legal”, afirmou Angela Gui.

“Não é clara o motivo pelo qual o meu pai está sob custódia chinesa. Não sei qual é a razão oficial, contudo parece-me bastante claro que é por causa do seu trabalho e suponho que é por causa disso que todos os seus colegas também estão lá, ou estiveram lá”, declarou.

A sua detenção “não oficial e ilegal” é “especialmente chocante pelo facto de o meu pai ter apenas nacionalidade sueca” , afirmou.

Entre outubro e dezembro do ano passado, cinco funcionários ligados à editora Mighty Current e à livraria Causeway Bay Books — que publicava e vendia livros críticos de Pequim, — desapareceram em circunstâncias misteriosas.

Gui Minhai desapareceu em Pattaya (Tailândia) em outubro. Lam Wing-kee, Cheung Chi-ping e Lui Por desapareceram no mesmo mês quando se encontravam no interior da China. Lee Bo desapareceu em dezembro em Hong Kong.

Todos reapareceram depois sob tutela das autoridades chinesas, na China continental, não havendo registo, no caso dos dois que estavam em Hong Kong e na Tailândia, de quando e onde cruzaram a fronteira.

Todos surgiram também na televisão chinesa a confessar crimes ou terem ido à China voluntariamente para colaborar com investigações policiais.

Organizações de defesa dos direitos humanos, familiares e amigos consideram que as confissões foram feitas sob coação.

Alguns dos livreiros foram libertados, regressaram a Hong Kong e pediram às autoridades locais que deixem de investigar os respetivos desaparecimentos, tendo regressado quase de imediato ao interior da China.

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