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Autocarro interativo mostra inovações no tratamento das doenças do coração

O MILLIE, um autocarro com 12 metros de comprimento, vai “estacionar” nos hospitais portugueses durante as próximas 3 semanas.
De 19 de Fevereiro a 13 de Março, os profissionais de saúde portugueses, nomeadamente médicos e técnicos de Cardiopneumologia, vão poder assim conhecer e experienciar de forma única e inovadora as últimas tecnologias no campo do diagnóstico e tratamento das perturbações do ritmo cardíaco.
No interior do veículo, para além da exposição dos dispositivos, haverá ainda simuladores de implante, jogos interativos e sessões de e-learning para os clínicos.
Uma das principais atrações desta iniciativa é a possibilidade de conhecer o pacemaker mais pequeno do mundo que mede apenas 2,5cm – um décimo do tamanho de um pacemaker convencional – e o registador miniaturizado de eventos cardíacos, que permite a deteção precoce de arritmias através da monitorização à distância.
A primeira paragem do MILLIE, em Portugal, será no congresso Arritmias, no Hotel Miragem em Cascais (19 e 20 de fevereiro), onde os especialistas poderão ver de perto estas inovações.
Depois de Portugal, o autocarro vai viajar até à Eslováquia, República Checa, Suécia e Polónia.
O MILLIE é uma iniciativa da empresa Medtronic, líder mundial em tecnologia médica, e insere-se numa campanha internacional de formação a especialistas médicos.
Mais informações em www.heartexpress.eu

Doente vai escolher hospital público onde será tratado

Hospital Santa Maria

A decisão será feita com o médico de família e pretende dar uma resposta mais rápida em áreas com maiores tempos de espera, seja cirurgia, consultas ou exames. As primeiras experiências vão avançar em 2016 e a medida faz parte da lista de prioridades que o Ministério da Saúde quer pôr em marcha nos primeiros cem dias de governação.

“Dentro do SNS queremos criar um mercado interno de competitividade, criando mais capacidade para executar mais atos em áreas em que o tempo de espera é mais relevante”, disse o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, na conferência onde apresentou os coordenadores da reforma do SNS. A liberdade de escolha faz parte da carta de deveres e direitos do utente e chegou a ser anunciada pelo anterior ministro Paulo Macedo, sem se concretizar.

Segundo Fernando Araújo, o objetivo é aproveitar os recursos disponíveis em alguns hospitais para resolver carências de outros. “A ideia é que o doente discuta com a equipa de família, em função da sua doença, e possa optar pelo hospital que melhor pode tratar o seu problema e dar resposta em consultas, cirurgias e exames. Se temos capacidade de resposta dentro do SNS, o ideal é funcionar em rede. Queremos que o doente possa optar pela unidade mais eficaz”, afirmou.

Haverá linhas de financiamento próprias, à semelhança do que já acontece com as criadas para o combate às lista de espera para cirurgias, para compensar os hospitais que realizem estes atos. “Queremos em 2016 ter experiências reais, aferir os resultados e estender ao resto do país”, acrescentou, revelando que vão apostar nas equipas fixas nas urgências: “Temos de olhar para as experiências que existem e perceber se é possível ou não aplicá-las. A realidade dos hospitais é muito diferente e pode fazer sentido serem equipas mistas.”

Dentistas nos centros de saúde

Nos cuidados de saúde primários, a aposta passa por reforçar a ofertas com exames e análises nos centros de saúde. “Temos de estudar se o modelo será aberto a convencionados ou a hospitais do SNS”, disse. O papel do enfermeiro de família vai ser materializado, existirão mais unidades de saúde familiar e serão criados projetos-piloto para ter dentistas em centros de saúde “com projetos bem definidos e que tragam benefício aos utentes”. O tema está a ser discutido com a Ordem dos Dentistas.

O ministério também reuniu com a Ordem dos Farmacêuticos e associações de farmácias para avançar em 2016 com projetos-piloto na entrega de remédios para o cancro e doenças infeciosas nas farmácias comunitárias. “Tudo será feito em estreita ligação com o hospital onde o doente é tratado. Queremos perceber se a medida aumenta a adesão, melhora os resultados clínicos e torna mais fácil ir buscar a medicação. Estamos a escolher os melhores locais para o fazer”.

Nos cuidados continuados pretende-se avançar com as redes na saúde mental e pediatria. E com as equipas domiciliárias, que vão a casa ajudar doentes e familiares. “Há equipas que estão a ser usadas a 50% e 60% da sua capacidade. Há um ganho potencial de uma solução que agrada muito às pessoas e é mais barata. Temos de perceber o que é melhor em cada região e o que é mais urgente. Há pessoas com elevadas carências que não estão a ter resposta e que têm de ser integradas com a segurança social e o terceiro setor”, disse Manuel Lopes, coordenador dos cuidados continuados.

Outra das medidas passa pela alteração do modelo de funcionamento das urgências, criando equipas fixas para esta área. De acordo com o secretário de Estado, esta possibilidade vai ser discutida com cada um dos hospitais, tendo por base “boas experiências” verificadas em algumas unidades hospitalares.

Vamos saber com dias de antecedência quando chega o período crítico da gripe

Depois de ter sido ter sido vacinado contra a gripe num dos poucos lares de idosos que ainda pertence à Segurança Social, o Lar de Monte dos Burgos, Eurico Alves  disse acreditar que, este ano, vai ser possível “estar à altura” e evitar que caos nas urgências se repita.  “No ano passado, a afluência foi muito grande e inesperada. Aprendemos com o que aconteceu e estamos focados para que não se repita, estamos a agir agora para não ter que reagir depois”, enfatizou. O secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, que acompanhou a visita ao lar de idosos, também se vacinou, tal como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.

Foi desta forma assinalado o lançamento de uma operação de vacinação à escala nacional, que, nas próximas duas semanas, pretende imunizar o máximo possível de “pessoas de risco”, sobretudo as que têm mais de 65 anos e os profissionais de saúde, não só nos lares de idosos mas também na casa daqueles que usufruem de apoio domiciliário. Eurico Castro Alves pediu mesmo aos profissionais de saúde (um dos grupos de risco que menos adere à vacinação habitualmente) que “revelem o seu sentido de responsabilidade e se vacinem”. Atualmente, já há mais de um milhão de pessoas vacinadas.

Mas há outras medidas previstas para dar uma resposta adequada neste Inverno. O  Instituto Nacional de Emergência Médica está preparado  “para colocar macas em qualquer parte do território” e há um acordo com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “para garantir retaguarda” às pessoas que não necessitam de estar nos hospitais, destacou.

Sem conseguir contabilizar quantos são os casos sociais (pessoas que podiam ter alta clínica mas ficam nos hospitais por não terem apoio familiar), o secretário de Estado da Saúde disse apenas que está  “a trabalhar em conjunto” com as IPSS para que, no “período de surto máximo [de gripe]”, haja resposta adequada. O encaminhamento de alguns casos para os privados, que também está previsto no plano de contingência para o Inverno, será uma situação “limite”. “Estou em crer que não será necessário”, disse.

Além de Manuel Lemos, também estiveram na cerimónia os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, e da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva.

O Lar de Monte dos Burgos é gerido pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Segurança Social e alberga 146 idosos.

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