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Presidente alemão pede desculpa em Atenas pelos crimes nazis na Grécia

© Reuters

“Pedimos perdão, aqui na Grécia, pelo que aconteceu. Não devemos permitir que o passado caia no esquecimento, não podemos ignorar a nossa culpa moral e política”, disse Steinmeier.

O presidente alemão visitou um antigo campo de concentração nazi, de onde dezenas de dezenas de milhares de judeus foram deportados para Auschwitz, antes de se reunir com dirigentes políticos gregos na capital.

“Independentemente de termos posições jurídicas distintas, sentimo-nos na obrigação de contribuir para que não se repita o que aconteceu entre 1933 e 1945.

Steinmeier é o segundo presidente alemão a pedir explicitamente desculpa pelos crimes nazis na Grécia, depois do seu antecessor, Joachim Gauck, que em 2014 visitou a localidade grega de Dístomo, onde ocorreu um dos piores massacres da ocupação nazi.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criou em 2015 uma comissão para calcular os danos causados pela ocupação alemã e, depois de a Grécia sair do programa de assistência financeira, recuperou o tema.

O Governo grego prevê transmitir nas próximas semanas ao plenário um relatório de 2016 dessa comissão, que avaliou em quase 300.000 milhões de euros as indemnizações devidas pela Alemanha.

“Não podemos esquecer, nem ocultar as nossas diferenças no passado. Temos de definir como vamos debatê-las no âmbito do Direito Internacional”, disse hoje o primeiro-ministro grego.

LUSA

Família de Anne Frank foi traída por uma mulher judia

O livro, ‘De achtertuin van het Achterhuis’ (O Quintal do Anexo Secreto, em tradução livre), escrito por Gerard Kremerm, avança com o nome de Ans van Dijk como a informadora do regime que traiu a família.

Ans van Dijk, que confessou ter traído 125 pessoas, já tinha sido referida em outras investigações, mas sem nunca existirem provas conclusivas da sua ligação à família Frank.

Kremer, de 70 anos, reconta um episódio em que o seu pai, membro da resistência holandesa, viu van Dijk a conversar com oficiais nazis em agosto de 1944 sobre uma casa no canal de Prinsengracht, na cidade holandesa de Amesterdão.

Esta teoria é a mais recente em relação ao relato do informador que resultou na detenção das famílias residentes no anexo secreto em Prinsengracht.

Grande parte das teorias baseia-se numa presumida chamada telefónica recebida pelas SS (“Schutzstaffel” — tropa de proteção) em Amsterdão, no dia 4 de agosto de 1944, feita por uma pessoa que morreu em 1945 sem nunca ter sido questionada.

“Não acredito que conseguiremos descobrir uma resposta, mas as teorias continuam a aparecer a cada ano”, explicou o historiador holandês David Barnouw, um dos maiores peritos sobre a história de Anne Frank.

A mais recente investigação do próprio Museu Anne Frank, realizada por Gertjan Broek em 2016, estabelece a hipótese de que não existiu nenhuma traição, sendo que as secretas alemãs entraram na casa holandesa em 1944 no âmbito de uma investigação de um caso de fraude de cupões de racionamento, deparando-se, durante o registo, com o anexo secreto onde viviam Fritz Pfeffer, e as famílias Frank e Van Pels.

Broek considera também não existirem provas conclusivas contra Ans van Dijk no caso de Anne Frank.

Atualmente, um ex-agente do FBI, Vice Pankoke, iniciou a sua própria investigação do sucedido, a que se refere como caso arquivado, procurando cruzar todos os documentos disponíveis sobre o caso, desde registos de chamadas telefónicas a mandados de captura na área.

Já foi anunciado um acordo que visa a publicação de um livro em 13 línguas sobre a investigação realizada por Pankoke.

A adolescente e a família entraram na clandestinidade em julho de 1942 no apartamento secreto da empresa familiar, a que chamaram “o anexo”, para escapar aos nazis.

A família ficou ali escondida durante dois anos, até agosto de 1944, quando foi descoberta e deportada.

Foi naquele apartamento que a adolescente escreveu o seu diário, no qual retratava a sua vida e a da família, bem como a de várias outras pessoas, uma das obras mais lidas no mundo, que já vendeu mais de 30 milhões de exemplares e da qual há traduções em 67 línguas.

Anne Frank morreu de febre tifoide no início de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen, alguns dias após a sua irmã.

O pai, Otto, foi o único sobrevivente do anexo.

Disponível arquivo online sobre dados de vítimas do Holocausto

Os responsáveis pelo arquivo alemão International Tracing Service (ITS)anunciaram esta segunda-feira a publicação online do seu inventário da época do Holocausto. Partes do espólio que foram sujeitas apenas a uma indexação preliminar também vão ser disponibilizadas. Descrições mais pormenorizadas serão acrescentadas gradualmente.

O International Tracing Service foi criado pelos Estados Unidos e os aliados após o fim da II Guerra Mundial, com o objetivo de investigar o que aconteceu às vítimas do Holocausto. Informação sobre o período de detenção, trabalho forçado e assistência no pós-Guerra.

Em 2007, foi permitido o acesso de académicos e investigadores aos documentos, iniciando-se a transformação de arquivo para instituição de investigação.

O espólio do ITS foi inscrito em 2013 pela UNESCO na lista de património documental “Memória do Mundo”.

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