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Portugueses mobilizam-se para campanha nacional que celebra imigrantes no Reino Unido

A iniciativa partiu do vereador e vice Mayor de Lambeth, Guilherme Rosa, mas teve o apoio do grupo ‘Lambeth For Europe’, um grupo de ativistas que se formou para fazer campanha pela permanência do país na União Europeia (UE) e que continua ativo numa área onde 79% dos eleitores votaram contra o ‘Brexit’.

Guilherme Rosa disse à agência Lusa que o objetivo é mobilizar a comunidade portuguesa, que se estima ter cerca de 40 mil pessoas na área e onde existem dezenas de restaurantes e estabelecimentos portugueses, razão para ser apelidada de ‘Little Portugal’.

“Começou por ser dinamizado por portugueses, mas foi alargado a europeus e outras comunidades. Vamos ter discursos, um mapa com mensagens em ‘post it’ e vamos fazer um vídeo para partilhar nas redes sociais”, adiantou.

Para colocar os participantes a interagir no centro Wheatsheaf Community Hall, vai ser feito um ‘speed dating’, em que as pessoas terão alguns minutos para se conhecer antes de passarem ao próximo encontro.

Guilherme Rosa vai aproveitar também para promover um projeto intitulado ‘Welcoming Town Initiative’ [Iniciativa de Boas Vindas à Cidade].

“É destinada a mostrar abertura aos imigrantes, sobretudo fora das zonas urbanas, onde as comunidades estão mais isoladas, para criar coesão, promovendo o uso de bandeiras nacionais ou a organização de torneios de futebol e atividades com línguas”, adiantou à Lusa.

O evento de sábado insere-se numa campanha nacional lançada pelo jornalista e escritor britânico Matt Carr, cuja ideia surgiu em 2016, após o referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE, em discussões nas redes sociais.

“O ‘One Day Without Us’ começou como uma sugestão de greve nacional, à semelhança do que aconteceu em 2006, nos EUA, e em 2009, em Itália”, contou à Lusa, enfatizando, todavia, que não é uma campanha contra o ‘Brexit’.

“É uma resposta à xenofobia e ao racismo que foram estimulados e legitimados pelo referendo. Houve pessoas que sentiram que tinham ganho que e que [o referendo] não era apenas sobre sair da UE, era a possibilidade de expulsar pessoas do país”, recordou.

O aumento dos crimes de ódio e do discurso político contra a imigração criou um ambiente hostil, pelo que Carr, que já escreveu livros sobre o tema da migração, sentiu que era necessário fazer algo simbólico.

A ideia de uma greve nacional não teve grande aceitação, pelo que este ano a iniciativa foi agendada para o fim-de-semana e marcada sobretudo por eventos locais e uma concentração junto ao parlamento britânico, em Westminster, com posters e faixas de protesto.

“Estão marcados 53 eventos em todo o país, mas mais surgem sempre mais nos últimos dias. Queríamos algo feito por todo o país, para mostrar a contribuição dos imigrantes nas comunidades de todo o país”, disse Carr, que refere que esta é uma campanha apolítica e feita por pessoas sem experiência.

É o caso da portuguesa Alice Barros, uma enfermeira num consultório de dentista em Peterborough, 150 quilómetros a norte de Londres, onde o voto a favor do ‘Brexit’ ascendeu aos 61%, superando a média nacional de 52%.

No ano passado, organizou um evento que recebeu cerca de 300 pessoas de diferentes comunidades, a maioria britânicas que quiseram manifestar apoio, mas muito poucos portugueses, afirmou à Lusa.

Porque foi abordada várias vezes sobre uma nova edição em 2018, decidiu repetir, novamente com comida e bebidas de várias partes do mundo, atividades para crianças e, como novidade, um ‘quiz’ [concurso de perguntas e respostas] e poesia.

O evento será no centro da cidade, na igreja de St. John, junto à centenária Catedral de Peterborough.

“Vai chamar-se ‘1 Day With Us’ [Um dia Connosco] porque achámos que era mais positivo e vamos fazer uma celebração da contribuição dos emigrantes para a cidade. Queremos que as pessoas que vão ao evento falem com as outras e convivam”, explicou.

Apesar de viverem na cidade cerca de 2.000 portugueses e existirem vários cafés portugueses, nenhum quis realizar o seu próprio evento, desinteresse que também encontrou nas comunidades polaca e lituana, igualmente numerosas.

Natural da Póvoa do Varzim e residente em Peterborough há 14 anos, Alice Barros admite ter sido vítima de racismo no início, mas, apesar de tal não ter acontecido após o referendo, foi nessa altura que ponderou deixar o país e regressar a Portugal.

“Mas sou casada com um britânico e temos filhos aqui. Não é assim tão fácil porque ele não fala português. Mas agora, desde que comecei a fazer o ‘One Day’, sinto mais apoio das pessoas e sou capaz de ficar”, revelou.

LUSA

Mexicano suicida-se na fronteira após ser deportado dos EUA

Um homem de 45 anos suicidou-se junto ao controlo fronteiriço de San Yisidro, principal ligação entre Tijuana (México) e San Diego (Estados Unidos). O indivíduo terá sido deportado dos Estados Unidos e ter-se-á atirado de uma ponte, a uma altura de 30 metros, a poucos metros da fronteira do México com os Estados Unidos.

O mexicano de 45 anos foi declarado morto já no hospital – tinha uma contusão na cabeça, provocada pela queda de uma altura de 30 metros, e sofrera um ataque cardíaco.

O homem foi deportado para a cidade de Tijuana, no México, às 8:20 locais, segundo avança a AFP citando as autoridades locais. Condutores que passavam na ponte terão alertado a polícia, depois de verem um homem a olhar para o vazio no cimo da ponte, situada a cerca de 20 metros da fronteira.

O canal de televisão por cabo FORO TV mostra imagens do homem a caminhar junto à ponte e diz que saltou “minutos depois de ser deportado”.  O correspondente do jornal espanhol El País descreve um caso em tudo semelhante mas identifica a vítima como José Luis Jiménez, de 44 anos, deportado a semana passada.

Um bombeiro citado na imprensa local diz que as testemunhas lhe contaram que o homem parecia “muito angustiado depois da expulsão para uma cidade onde não conhecia ninguém”. A polícia municipal recebeu um aviso e enviou para o local agentes aos quais se juntaram membros do Grupo Beta (parte do Instituto Nacional de Migração mexicano). O caso está agora nas mãos da Procuradoria-Geral de Justiça da Baixa Califórnia.

Relembre-se que na terça-feira o Departamento de Segurança Interna norte-americano divulgou novas diretivas para a expulsão de imigrantes ilegais, referindo que quase todos os 11 milhões de indocumentados, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos podem ser potencialmente deportados.

Refugiados sim, imigrantes nem por isso

Estes são alguns dos resultados realçados no trabalho que vai ser apresentado nesta quarta-feira no encontro “Europa, Migrações e Identidades” no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). O estudo resulta de um inquérito feito pela primeira vez em 2002 e 2003 pela mesma equipa do programa de investigação Atitudes Sociais dos Portugueses que em 2014 e 2015 voltou a debruçar-se sobre as atitudes e percepções dos europeus relativamente aos refugiados.

Os resultados mostram que os portugueses são favoráveis a que o Governo português avalie com generosidade os pedidos dos refugiados para entrarem no país e que esteja aberto a receber os refugiados. “Os refugiados não são uma ameaça”, diz Alice Ramos, socióloga doutorada e investigadora do programa Atitudes Sociais dos Portugueses do ICS-UL. Nesta frente, Portugal está acima da média europeia e, como quase todos os outros, evoluiu no sentido de uma maior abertura.

Refugiados e imigrantes

O nosso país está, por outro lado, entre os que mais se destacam, juntamente com a Polónia, a República Checa, a Hungria e Espanha, ao manifestar uma maior resistência a abrir as fronteiras a muçulmanos do que a cidadãos de países pobres não europeus ou de grupos étnicos diferentes.

Segunda conclusão: as pessoas opõem-se à imigração porque associam os imigrantes a uma ameaça. “Acham que lhes vão tirar o trabalho, que vão sobrecarregar o sistema de segurança social, que vão contribuir para o crime. São percepções que as pessoas criam. E não é só em Portugal”, diz Alice Ramos. “A partir do momento em que começam a ver que não há tantas razões para sentir essa ameaça, começam a mudar essa percepção.”

E isso acontece apesar de Portugal ser um país de emigração. “Curiosamente isso não tem impacto. Uma coisa é o que a pessoa, os pais, ou as gerações anteriores foram fazer noutro país. Outra coisa é quando se trata de competição por recursos. Recursos económicos; recursos culturais. São duas realidades diferentes”, acrescenta.

Canadá quer aumentar número de imigrantes para responder a necessidades laborais do país

O ministro da Imigração do Canadá disse na sexta-feira, nas Filipinas, que pretende “aumentar substancialmente” o número de imigrantes, de modo a preencher as necessidades de trabalho no país.

No seu discurso num evento da Câmara de Comércio do Canadá em Manila, nas Filipinas, John McCallum apontou para “o envelhecimento da população e a eminente falta de trabalhadores”.

“Porque não aumentar o número de imigrantes que vêm para o Canadá? É o que acho e espero que seja isso que vamos fazer”, afirmou, de acordo com o canal público canadiano CBC, citando uma fonte junto do governante.

O Governo Federal, liderado por Justin Trudeau, já está a aceitar entre 280 a 305 mil novos residentes permanentes em 2016, um recorde em relação ao número do anterior governo Conservador, em 2015.

Para já, disse McCallum, não foi tomada nenhuma decisão final sobre a imigração, já que esse trabalho será desenvolvido pelos seus “colegas do governo”. Depois, explicou, é preciso “convencer” os canadianos de “que é a coisa certa a fazer”.

“Mas a direção que pretendo seguir é a de aumentar substancialmente o número de imigrantes”, acrescentou.

O anterior Governo lançou, no início de 2015, um novo sistema de imigração denominado ‘Entrada Expresso’, que prometeu transformar a política económica de imigração no Canadá.

O atual Governo pretende suavizar algumas das regras, facilitando aos estudantes internacionais que pretendam ir para o Canadá o seu estatuto de residente permanente, e também pretende eliminar a Avaliação de Impacto do Mercado de Trabalho (LMIA, sigla em inglês), um documento que todos os patrões necessitam para empregar trabalhadores estrangeiros em detrimento dos canadianos.

O Governo também criou uma Comissão Parlamentar para rever o controverso programa de trabalhadores estrangeiros temporários, mas o parlamento concluiu os seus trabalhos de verão antes de o relatório ter sido divulgado, sendo agora conhecido em setembro.

John McCallum, que desempenhou funções como economista-chefe de um dos maiores bancos do Canadá e era professor de economia antes de entrar na política, reconheceu que tem pela frente “um grande desafio”.

O Governo Liberal prometeu no outono passado, durante a sua campanha eleitoral federal, “reduzir o tempo de espera dos processos (de vistos) em todas as categorias”.

Oficialmente, há 429 mil portugueses e lusodescendentes no Canadá (censos 2011), mas calcula-se que existam cerca de 550 mil, estando a grande maioria localizada na província do Ontário. Estima-se que entre 60% a 70% sejam de origem açoriana.

Quarenta e um corpos encontrados em praia na Líbia

Quarenta e um corpos de presumíveis imigrantes foram encontrados no sábado, numa praia líbia, anunciou neste domingo um oficial da cidade costeira de Sabratha. Os corpos, encontrados por um grupo de voluntários, foram transportados para a morgue, para realização dos testes de ADN, disse o oficial.

“Pensamos que se tratam das pessoas que se afogaram há cinco ou seis dias”, acrescentou aquele elemento das autoridades, que se escusou a ser identificado. Disse ainda que, normalmente, são encontrados um ou dois corpos por dia, e que 41 num só dia é “um número excecionalmente alto”. O grupo de voluntários que encontrou os corpos foi treinado na cidade de Sabratha, em meados de julho, para procurar vítimas de traficantes de pessoas, informou a mesma fonte.

A emigração ilegal na Líbia é mais elevada nos meses de verão, porque é quando o Mediterrâneo está mais calmo e os traficantes aproveitam para levar os imigrantes desesperados em barcos pouco seguros. Os contrabandistas aproveitam o caos da Líbia desde 2011, o ano em que o ditador Muammar Kadhafi foi derrubado e morto, para impulsionar o seu negócio lucrativo.

Levam os emigrantes em barcos pequenos e inseguros em perigosas viagens para Itália, que fica a apenas 300 quilómetros (190 milhas) da costa líbia. Mais de 10.000 emigrantes com destino à Europa, na maioria africanos e subsarianos, morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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