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Produtores acusam distribuição de dificultar acesso a produtos lusos

Numa carta aberta dirigida a todos os intervenientes da fileira do leite, a APROLEP contesta “a ausência de resposta concreta das cadeias de distribuição Pingo Doce e Continente” e o comunicado “vago e dececionante” da associação que representa as empresas de distribuição, a APED, por não apresentar medidas concretas para reduzir o “escândalo” das importações de produtos lácteos, estimadas em 500 milhões de euros.

Na segunda-feira, a APED demarcou-se das dificuldades que afetam o setor da produção de leite e suínos, salientando, num comunicado, que a atual conjuntura só pode ser resolvida com a intervenção das autoridades nacionais e europeias e mostrando-se “disponível para dialogar com os produtores e apoiar a produção nacional”.

A APROLEP admite que “não haverá paz no setor enquanto não houver justiça” e “enquanto a distribuição continuar a dificultar o acesso dos consumidores ao leite e produtos lácteos portugueses”, exigindo mais compras de leite nacional e regras concretas para a rotulagem de origem do leite.

A associação lamentou ainda que, no mesmo dia em que o Conselho de Ministros da Agricultura começou a dar pequenos passos para ultrapassar a crise, o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros tenha decidido prolongar as sanções económicas à Rússia, país que importava 30% dos queijos da Europa e que impôs também um embargo aos produtos agrícolas europeus.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia mostrou-se disponível para autorizar a redução temporária da produção de leite sob uma base voluntária e duplicar os limites para a ajuda à armazenagem de leite em pó magro e de manteiga para, as 218 mil e as 100 mil toneladas, respetivamente.

 

Queda das exportações chinesas afunda Europa

Segundo dados divulgados hoje, as exportações chinesas caíram 25,4%, em fevereiro, face ao mesmo mês do ano anterior, a maior queda desde maio de 2009, com as vendas a caírem em todos os principais parceiros comerciais.

Já as importações desceram 13,8% pelo 16.º mês consecutivo de quedas. Cerca das 09:00 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a recuar 1,23% para os 2.983,86 pontos.

As principais praças europeias seguiam a negociar entre as perdas de 0,61% de Madrid e as de 1,34% de Paris.

Lisboa seguia a acompanhar a tendência das congéneres, perdendo 0,60% para 4.899,57 pontos.

A bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, fechou hoje a subir 0,14% para 2.901,39 pontos e Shenzhen, a segunda praça financeira do país, avançou 0,3% para 9.732,73 pontos.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em baixa no mercado de futuros de Londres, a valer 40,30 dólares, menos 1,3%% do que no fecho da sessão anterior.

Na agenda de hoje, destaque para a reunião dos ministros da economia e finanças da União Europeia, em Bruxelas e para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre na zona euro.

Na Alemanha, será conhecida a produção industrial de janeiro. Nos EUA, a Administração de Informação de Energia publica o relatório de previsões de curto prazo para o petróleo.

 

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