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Prevenção e segurança são as prioridades da Associação Portuguesa de Riscos

A RISCOS – Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada com o objetivo de prevenir os riscos a que todos os dias estamos expostos, de minimizar as consequências das suas manifestações e contribuir para a segurança das pessoas e dos seus bens.

Há 14 anos que estes encontros nacionais têm palco e vão dando voz a questões que envolvem toda a sociedade portuguesa. Este ano, o evento tem como ponto de partida os 30 anos que decorreram desde o incêndio do Chiado e, como foco, a premissa de “aprender com o passado”. A 25 de agosto de 1988 as chamas destruíram por completo os armazéns Grandella e Chiado, da baixa lisboeta. O fogo que deflagrou por volta das cinco horas da manhã, destruiu 18 edifícios e uma área que equivale a quase oito estádios de futebol.

“Nos últimos anos, os encontros têm sido organizados no sentido de serem comemorativos, utilizando uma efeméride histórica. A ideia é sempre aprender com o passado”.

O objetivo deste encontro, assim como dos anteriores e dos futuros, é o de aprender com os acontecimentos do passado. Este tem a ver com problemas ligados aos chamados incêndios urbanos, designadamente em termos de combate aos incêndios nas grandes estruturas.

A falta de informação é ainda um problema no combate aos incêndios urbanos, o que torna a ação humana amplamente responsável por ocorrências deste tipo.

Numa lógica de descentralizar a questão dos riscos, os encontros já se realizaram em vários pontos do país. “Os riscos que dizem respeito às chamadas catástrofes naturais não estão relacionados diretamente com a natureza, mas sim com as atividades humanas, isto é, podem ser prevenidos. O fenómeno em si é natural e o que o torna perigoso é a presença humana. Se lá não estivermos ou os nossos bens, o fenómeno não afeta as pessoas ou os seus bens, logo não causa dano, trata-se dum processo natural. Na maior parte das vezes somos nós os responsáveis e por isso é que estes encontros têm como carimbo, também, a prevenção”, explica o nosso interlocutor.

Na opinião de Luciano Lourenço, em algumas áreas, Portugal tem aprendido com o passado, nomeadamente com os sismos, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Em termos de ordenamento e construção, tudo o que decorreu do grande terramoto de Lisboa de 1755 foi uma grande lição, marcou e mudou o pensamento de então sobre as causas dos sismos, deu início à construção antissísmica, tornou o conhecimento mais científico.

No entanto, o melhoramento tem de ser uma constante, quer  a nível de equipamentos, quer de profissionais bem formados.

O público mais interessado, à partida e numa vertente técnica, são os bombeiros e demais agentes de proteção civil, no entanto, o cidadão comum tem o máximo interesse em saber como se pode prevenir e deve reagir perante os riscos.

Com um painel composto por profissionais de várias áreas, desde as engenharias, ciências, história, geografia, jornalismo, a mensagem tende a ser clara: “o risco é transversal a muitas áreas da sociedade”, afirma o professor.

A associação promove, ainda, sequencialmente e de três em três anos, simpósios ibero-afro-americanos e congressos internacionais de riscos.

O tema para o Encontro do próximo ano já está pensado e será sobre risco  sismíco em Portugal.

Reflorestação do Parque Natural de Sintra-Cascais tem início no sábado

© CM Cascais

“Esperamos que até sábado o incêndio possa ser dado como extinto, mas, mesmo sem o incêndio estar extinto, já temos um local onde é possível fazer a reflorestação. Temos já no próximo sábado uma ação de voluntariado. Tem havido muita gente a querer ajudar”, informou o presidente do executivo.

O autarca avançou que a ação irá decorrer a partir das 09h30 de sábado perto do Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina, num “terreno arenoso”.

De acordo com Carlos Carreiras, logo que o incêndio seja dado totalmente como extinto pelas autoridades responsáveis irão começar as ações de limpeza dos terrenos.

“Em primeiro lugar vamos começar as ações de limpeza em que serão cortadas as árvores que estão queimadas. Ficarão no terreno porque é aconselhável ficarem como contenção das terras, por via das chuvas que se preveem que aí venham, serão colocadas nas linhas das curvas de nível, cumprindo as orientações técnicas de quem é competente nesta matéria”, explicou o autarca.

Segundo o presidente do executivo, a reflorestação do Parque Natural de Sintra-Cascais será feita através das espécies que estão no “banco genético vegetal do município”.

“Vamos usar o que criámos no nosso banco genético vegetal. Já serviu para sermos solidários com outros municípios do país, mas agora chegou a vez de o usarmos no próprio concelho de Cascais. O banco tem todas as espécies autóctones do parque natural”, disse.

Para a reflorestação, o município admite ainda recorrer à “contratação de equipas” para que as ações de reflorestação se desenvolvam com a maior brevidade, em articulação com as equipas do município e os “voluntários que já se mostraram disponíveis”.

A informação foi dada durante uma conferência de imprensa, nos Paços do Concelho em Cascais, distrito de Lisboa, depois de um ponto de situação das operações de rescaldo que ainda decorrem no Parque Natural de Sintra-Cascais.

Para a autarquia, é “importante aproveitar a energia positiva transmitida”, respondendo o Estado através do poder local “de uma forma efetiva em todas as frentes”.

O incêndio deflagrou no sábado, na Peninha, na serra de Sintra, distrito de Lisboa, e alastrou depois ao concelho de Cascais. Foi dominado pelas 10h45 de domingo.

O fogo provocou 21 feridos ligeiros, entre os quais dez operacionais e um civil que foram levados para o hospital e dez bombeiros que foram assistidos no local e regressaram ao combate ao incêndio.

Cerca de 300 pessoas foram retiradas do parque de campismo da Areia, e outras 47 foram levadas de suas casas, localizadas em toda a área do fogo, nomeadamente nas localidades de Biscaia, Almoinhas Velhas e Figueira do Guincho.

LUSA

Monchique: Energia elétrica reposta em todas as localidades afetadas

© FILIPE FARINHA /LUSA

De acordo com a diretora de comunicação da EDP Distribuição, Fernanda Bonifácio, “cerca das 20:00 de domingo” todas as habitações afetadas tinham as redes de baixa tensão repostas.

A diretora de comunicação da empresa admitiu ainda que é possível haver casas sem energia elétrica, neste momento, uma vez que podem existir as “normais avarias”, mas sublinhou que a rede está “reposta a 100%”.

Na quarta-feira passada, a EDP Distribuição reforçou o dispositivo operacional com equipas de outros locais do Algarve para os trabalhos de recuperação da rede de distribuição de energia nas localidades afetadas pelo incêndio.

O incêndio rural que deflagrou no dia 03 em Monchique (distrito de Faro, Algarve), combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira (dia 10) de manhã, atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

Quarenta e uma pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

Segundo o município de Monchique, arderam cerca de 16.700 hectares no concelho.

LUSA

Marcelo agradece “dedicação” e lembra que época de fogos não terminou

© LUSA - PAULO NOVAIS

“Todos os portugueses acompanharam de perto ou de longe estes dias mais difíceis nas vossas vidas e pela minha boca vos agradecem aquilo que foi uma dedicação, se possível, mais exigente, mais complexa, mais difícil, mais extenuante, que foi a dos últimos dez dias”, afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa dirigia-se assim aos operacionais que o aguardavam à chegada ao posto de comando da Proteção Civil, instalado no centro da vila de Monchique, no distrito de Faro.

O Presidente da República lembrou depois os dias e noites de trabalho “muito longos” dos operacionais que combateram o fogo, durante “uma missão que não terminou” e que “não termina nunca”.

“E nós não esquecemos o vosso papel, mas, como sabemos, estamos ainda longe de ter terminado esta época de verão”, lembrou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando a “gratidão” dos portugueses por haver “quem esteja disponível” para colocar a sua vida em risco, “durante uma vida”, ao serviço da população.

À chegada ao posto de comando, o Presidente da República foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e por responsáveis das organizações de socorro presentes no local, entre outros.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.

LUSA

Madeira: Sete corporações combatem incêndio na Camacha

De acordo com a informação disponibilizada pelo Serviço Regional de Proteção Civil, às 08:00 de hoje estavam no teatro de operações cerca de meia centena de operacionais, 15 meios terrestres e o helicóptero de combate a fogos na região.

Os bombeiros que estão a atuar são das corporações de Santa Cruz, Machico, Voluntários Madeirenses, Sapadores do Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Santana.

O vento dificultou o combate a este incêndio que começou em área florestal na zona do Vale Paraíso, tendo sido a principal preocupação evitar que se propagasse e colocasse casas em risco.

Proteção civil assegura que incêndio de Monchique está”dominado”

Um bombeiro observa um incêndio florestal na zona da Ribeira da Perna da Negra, na Serra de Monchique, no distrito de Faro, 4 de agosto de 2018. Estão envolvidos no combate ao incêndio mais de 735 bombeiros, 196 meios terrestres, e 9 meios aéreos. FILIPE FARINHA/LUSA

A página da Protecção Civil indicava esta sexta-feira, às 8h30, que estavam 1.371 operacionais no terreno, ajudados por 442 meios terrestres dois meios aéreos, um helicóptero e um avião.

Pode ler-se ainda no site que a legenda apresentada ‘em resolução’ significa que é um “incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido”.

Na conferência de imprensa de balanço, feita ontem à noite, refira-se, a segunda comandante operacional nacional da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, referia que o incêndio estava “globalmente estabilizado”.

Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), este incêndio já era considerado o maior este ano em Portugal, tendo destruído à sua passagem cerca de 27 mil hectares.

As chamas que deflagraram na localidade de Perna Negra já provocaram 39 feridos, um deles em estado grave, obrigaram a evacuar diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

O incêndio começou na passada sexta-feira, dia 3, à tarde, em Monchique, no distrito de Faro, e chegou aos concelhos vizinhos de Silves, de Portimão no mesmo distrito, bem como a Odemira.

[Notícia atualizada às 08h45]

“Grande aflição” com chamas perto de casas em Enxerim

“O fogo começou naquele monte, desceu a encosta e rapidamente chegou. Em cerca de meia hora. Nunca pensei”, contou à Lusa a proprietária, enquanto um GNR avisava: “Quem não está a ajudar só atrapalha”.

Mais à frente, na mesma rua, mas num ponto mais alto, alguns populares juntam-se para observar a zona queimada.

“Há uns anos isto já tinha ardido tudo”, atira um. “Não foi tanto como agora”, contrapõe outro.

Numa habitação ali por perto, um morador vai regando com uma mangueira o telhado da sua casa. “Quando vemos as barbas do vizinho a arder, pomos as nossas de molho”, justifica.

Na rua, um vizinho aproveita para mandar recados “para Lisboa”: “Os senhores dos computadores têm de saber como é estar no terreno. Não é à secretária que se manda”.

“Há meios que não estão a ser aproveitados”, aponta.

Felicidade Cravo está com duas amigas a ver a área ardida no vale nas traseiras da localidade e contou à Lusa a forma “muito rápida” como as chamas se aproximaram de Enxerim.

“Nós víamos as chamas a descer, a descer. Olhe, foi aflição que não tem tamanho. As chamas eram tão altas, tão altas, que tivemos de fugir todos daqui. Foi por um triz”, afirmou, com receio que um foco de incêndio, que, entretanto, tinha começado atrás de um monte próximo, voltasse a aproximar-se das habitações.

Questionada sobre a prontidão dos meios de socorro, foi taxativa: “chegaram logo”.

No cenário outrora verde, porque “a serra estava linda”, ficou tudo negro, mas, “o moinho safou-se”.

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique lavra há sete dias e já alastrou aos concelhos vizinhos de Portimão e Silves.

Segundo um balanço feito na quarta-feira de manhã, e que não foi alterado, há 32 feridos, um dos quais em estado grave (uma idosa internada em Lisboa), e 181 pessoas mantêm-se deslocadas, depois da evacuação de várias localidades.

Comunicações móveis repostas em Monchique

De acordo com o comunicado enviado às redações, a Altice Portugal já repôs as comunicações de rede móvel na Vila de Monchique. Quanto às fixas, assegura a multinacional que está “reposta a maioria”.

Apesar “das dificuldades que se têm sentido no terreno, em termos de acesso às antenas e reconstrução mesmo que provisória da infraestrutura em fibra ótica”, entre outras condicionantes tais como a permanente mudança de direção das frentes de incêndio, morfologia do terreno e do vento forte, “as equipas da Altice Portugal conseguiram repor o serviço móvel”.

Sublinha ainda a empresa de telecomunicações que “há zonas do território de Monchique que nunca tiveram rede móvel e que neste momento a têm porque se tratam de frentes de incêndio, sendo que o serviço móvel está a ser reforçado através de unidades móveis (transportáveis) da Altice Portugal”.

Proteção Civil: “Reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”

Tal como anunciou esta terça-feira Eduardo Cabrita, o incêndio que lavra em Monchique há seis dias passou para ‘as mãos’ do Comando Nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Por isso, é Patrícia Gaspar, segunda Comandante Operacional Nacional da ANPC, que dá voz ao balanço desta manhã.

Confirmando que o Comando Nacional acompanhou, “desde o primeiro minuto”, a situação em Monchique, Patrícia Gaspar adiantou que há hoje, no teatro de operações, “uma situação mais estável”. Porém, “reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”.

Na zona Sul do país, esta quarta-feira é esperado, em termos meteorológicos, “um dia muito semelhante ao de ontem, com temperaturas a rondar os 24/25º”, com uma humidade relativa que poderá chegar aos 50% e vento desfavorável.

O desafio, no entendimento de Patrícia Gaspar, passa agora por “consolidar o trabalho que desde o início tem vindo a ser feito”. As zonas mais críticas de momento, conforme acrescentou, são a da Aldeia da Fóia, onde estão já diferentes meios, tais como máquinas de rasto, meios aéreos e terrestres, e a de Silves, onde “está também uma bateria reforçada”.

EDP cortou eletricidade nalgumas zonas de Monchique por segurança

© Reuters

De acordo com a diretora de comunicação da EDP Distribuição, Fernanda Bonifácio, houve zonas em que o abastecimento de eletricidade foi cortado por questões de segurança “e a pedido da Proteção Civil”, nomeadamente Fóia e Caldas de Monchique, distrito de Faro.

A mesma responsável adiantou ainda à agência Lusa que há zonas sem abastecimento porque houve estruturas que ficaram destruídas pelo fogo, tendo a EDP colocado geradores nalgumas vilas durante a madrugada.

A EDP conta ter um balanço mais pormenorizado da situação ainda durante a manhã de hoje.

O incêndio que lavra desde sexta-feira em Monchique estava hoje pelas 09:15 a ser combatido por mais de 1.200 operacionais, apoiados por 14 meios aéreos e 374 viaturas.

LUSA

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