Inicio Tags Incubadora

Tag: Incubadora

Governo vai criar laboratório para projectos inovadores na Administração Pública

Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa

A medida, para avançar durante este ano, quer poupar tempo e diminuir o risco de falhar quando chegar a hora de colocar no terreno procedimentos “amigos do cidadão”. A “verdadeira reforma do Estado”, avança a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa para a qual, sublinha, “não é preciso construir um edifício, nem contratar pessoas”.

Definir uma política de promoção da partilha de serviços como, por exemplo, a centralização de comunicações (móveis e dados) para todas as entidades tuteladas pela Presidência do Conselho de Ministros e a criação de centros de competências (nas áreas jurídica e das tecnologias de informação e comunicação) são outras medidas a implementar e conseguir assim poupanças na ordem dos 150 mil euros. Para avançar com esta “reforma do Estado”, a ministra tem um orçamento de 400 mil euros através da Agência para a Modernização Administrativa.

“Essa ideia da reforma do Estado que se faz por milagre através de um documento de 100, 200 ou 500 páginas é uma ilusão. A verdadeira reforma do Estado é aquela que se faz quando se é permanentemente inovador”, assinala Maria Manuel Leitão.

Para a governante, a inovação começa pela experimentação e pela prova de conceito. E dá como exemplo o cartão do cidadão lançado pela própria há dez anos. “Num espaço criado para o efeito, reunimos empresas e todas as entidades públicas necessárias para criar um cartão integrado. Antes de avançarmos para o projeto-piloto, que começou na ilha do Faial, provámos que o conceito era viável porque fizemos a demonstração de como o tínhamos de fazer e o resultado que seria obtido”, um caminho que, destaca, “poupou tempo e diminuiu o risco de falhar”.

Agora, chegou a hora de um “upgrade” do cartão. “Vamos olhar para novas funcionalidades e outras formas de usar a vertente eletrónica. O cartão faz dez anos e já merece uma atenção especial”, assinala.

“É com esta noção que vamos criar este laboratório, com uma estrutura muito leve, para podermos experimentar previamente ideias inovadoras que poderão depois ser aplicadas quer ao nível da Administração Central, quer Local”, diz. Para tal, conta com as colaborações das entidades privadas, universidades e centros de investigação.

“Esta cultura de experimentação não é típica da Administração Pública mas deve ser cada vez mais incentivada por duas razões: primeiro porque temos pouco dinheiro e quanto menos errar melhor; segundo, porque precisamos de inovar mais porque a pressão sobre a despesa pública é grande”, conclui.

A ministra da Presidência anuncia ainda que em Maio vão ser conhecidas as primeiras medidas do Simplex, os respetivos prazos para as colocar no terreno e as entidades que as vão concretizar. Uma das prioridades vai ser a de organizar, por parte do Estado, a receção de informação para depois ser partilhada pelos serviços públicos.

Até lá, continua a volta nacional do Simplex, com a ministra a realçar que a outra parte menos visível deste programa também está a ser feita numa rede que envolve todos os ministérios. “É a vertente menos conhecida mas é muito importante quando estamos a fazer este esforço de reduzir a  despesa”, termina.

Empreendedorismo social

A ministra da presidência e da Modernização Administrativa quer que 2017 fique marcado com a primeira experiência de um Orçamento Participativo a ser implementado pela Administração Central. Maria Manuel Leitão admite que ainda não há “trabalho intenso a ser feito neste programa”, até porque o foco esteve na elaboração do Orçamento de Estado e no relançamento do Simplex, mas que se trata de um projeto “totalmente novo e que nos será caro”.

“Ainda estamos a desenhar o programa. Há muitas experiências de orçamentos participativos a nível local a serem usadas cada vez mais por municípios. Queremos transpor esta ideia para o nível nacional onde não há nenhuma experiência”, refere, anunciando que este orçamento participativo tanto poderá incidir numa área territorial como setorial.

Para este ano, estão previstos 150 milhões de euros dos fundos comunitários (Portugal 2020) que o Ministério vai disponibilizar através da iniciativa Portugal Inovação Social, criada em 2014. Maria Manuel Leitão Marques anuncia para breve a abertura de três linhas de financiamento. Uma de capacitação de iniciativas de empreendedorismo social, ou seja para empresas já instaladas que necessitam de apoio financeiro para se consolidarem; a segunda para títulos de impacto social em que o financiamento é concedido em relação aos resultados obtidos e a terceira para os fundos de investimento social que mobilizem a sociedade civil a apresentar iniciativas.

“Usar fundos comunitários para este efeito é a primeira iniciativa do género na Europa”, realça, destacando que o programa é “diferente daquilo que tem sido feito”.

“Queremos capacitar os que já estão no terreno e arranjar novos empreendedores”, afirma, dando como exemplos de sucesso o projeto “Fruta Feia” que, estando já criado e a funcionar, necessita de apoio para se consolidar e alargar a sua rede de ação, ou a “Academia de Código”, promovida pela Câmara de Lisboa, e que atua na área da Educação.

“Hoje já há empreendedorismo social relevante na área da Educação, da Saúde, no apoio à terceira idade. Mas queremos mobilizar a sociedade civil para iniciativas que, não substituindo o Estado, complementam a oferta pública em domínios onde ela não é suficiente”, sublinha.

Os primeiros resultados das candidaturas deverão ser conhecidos no final do primeiro semestre e uma das vantagens destacadas é a criação de postos de trabalho.

Incubadora de Oliveira do Hospital entre as 25 melhores do mundo

No ranking mundial, a BLC3 foi distinguida “no Top 25 das melhores incubadoras do mundo” na categoria University Business Incubator (UBI).

No início, o processo de classificação pelo UBI Global, com sede em Estocolmo, na Suécia, contou com cerca de 500 incubadoras de vários continentes, tendo a fase de avaliação abrangido 342 candidatas.

Em outubro, a incubadora da Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro BLC3 já tinha sido distinguida no Top 10 Europeu, promovido também pela UBI Global, salienta em comunicado João Nunes, presidente desta associação sem fins lucrativos com sede em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

Na categoria UBI, a BLC3 obteve agora a 22.ª posição num ranking em que outra candidata portuguesa, a incubadora do Instituto Pedro Nunes (IPN), ligada à Universidade de Coimbra, surge em 25.º lugar.

“A categoria UBI diz respeito a incubadoras formalmente ligadas a universidades, que aumentam o valor para o ecossistema e ‘startup’ tendo em conta os parceiros regionais e globais. Esta categoria destaca incubadoras com melhores resultados no acesso aos fundos, metodologia, condições da incubadora, valor para o ecossistema económico, indicadores de desempenho em pós-incubação e localização”, afirma João Nunes.

A incubadora “destacou-se positivamente pelo impacto que teve no ecossistema empresarial da região Centro, pela capacidade de gerar competências empreendedoras, pela captação de talentos e pela qualidade dos serviços” que oferece às ‘startup’ instaladas no Centro de Incubação de Ideias e Empresas, em Oliveira do Hospital.

A principal missão da incubadora BLC3 é apoiar a criação e desenvolvimento de projetos empresariais que apostem na valorização do território, inovação, diferenciação e criatividade para gerarem emprego qualificado e de valor acrescentado para a região.

Fundada em 2010, a BLC3 iniciou a atividade no ano seguinte e reúne associados “maioritariamente de cariz técnico-científico”, trabalhando com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, com as universidades públicas de Coimbra, Minho, Beira Interior e Lisboa, além da privada Universidade Católica.

Foi pioneira, em Portugal, em áreas com o desenvolvimento e industrialização de biorrefinarias de segunda e terceira geração, bioeconomia e ‘smart regions’.

EMPRESAS