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Editora científica internacional distingue artigo sobre investigação da Universidade de Coimbra

“Este novo sistema permite a impressão de peças metálicas de grandes dimensões, em vários ângulos e planos, de forma muito mais simples e rápida”, explica a UC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O artigo sobre o projeto desenvolvido pela UC em parceria com um investigador de Instituto Tecnológico para a Indústria da Noruega (SINTEF), foi distinguido com o galardão Emerald Literati Award.

“Este prémio é um reconhecimento internacional, ao mais alto nível, da qualidade e novidade do trabalho que temos vindo a desenvolver nesta área muito competitiva em termos internacionais”, refere o comunicado.

O artigo “Advances in robotics for additive/hybrid manufacturing: robot control, speech interface and path planning” é “um dos trabalhos mais excecionais que a nossa equipa leu em 2018”, justifica a editora Emerald, no anúncio da distinção, citada na nota.

Entre as principais mais-valias da investigação, está o facto de dispor de “seis eixos de movimento (o dobro da performance das impressoras 3D tradicionais) e de um software de simulação em tempo real (que evita a necessidade de executar sucessivas tentativas, até se obter um objeto com as características pretendidas)”.

“A nossa estratégia foi a de reunir uma vasta e muito competente equipa internacional, de forma a ser possível realizar contribuições que nos permitam liderar o desenvolvimento científico e industrial nesta área”, refere Norberto Pires, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, também citado no comunicado da UC.

“Este trabalho alertou grandes empresas internacionais, o que é muito importante e estratégico para a UC, pois só assim poderemos demonstrar a nossa capacidade de influenciar decisivamente os grandes desafios tecnológicos do século XXI)”, salienta o investigador, acrescentando que tem de se ter “presente que a manufatura-aditiva é uma das tecnologias chave da nova revolução industrial (indústria 4.0)”.

Polipol implementa a Sala de Corte 4.0 da Lectra para Made to Order

Após mais de 20 anos de colaboração, a Lectra e a Polipol expandiram a parceria para o corte de tecido assente nos princípios da Indústria 4.0. A Polipol optou por implementar a solução de Sala de Corte 4.0 da Lectra para Made to Order como parte da sala de corte existente. A Polipol foi um parceiro importante de I&D durante a fase de desenvolvimento da Sala de Corte 4.0 para Made to Order, assegurando que a nova solução iria satisfazer os requisitos dos fabricantes de mobiliário.

A Sala de Corte 4.0 para Made to Order consiste na plataforma de corte digital e na solução de corte de tecido em folha simples Virga® da Lectra. Em conjunto, criam um processo de produção inteligente que interliga todas as etapas desde o processamento da encomenda até ao corte. As tecnologias da Indústria 4.0 permitem a gestão da complexidade da produção por encomenda e eliminam as limitações existentes na sala de corte.

Com fluxos de dados digitalizados entre o sistema ERP e o departamento de corte, a Polipol adquire mais transparência e controlo sobre todo o processo de produção. Desta forma, o fabricante de mobiliário estofado pode fazer face às exigências crescentes de individualização, prazos de entrega mais reduzidos e alta qualidade a preços acessíveis. A Polipol deseja alcançar mais agilidade e produtividade mais elevada, eficiência de custos e expansibilidade.

“Para suportarmos o crescimento futuro da Polipol, precisamos de uma base bem estruturada de inovação e tecnologia de vanguarda. A Lectra é um dos parceiros-chave para a nossa sala de corte Indústria 4.0 voltada para o futuro”, afirmou Gerd Hemmerling, fundador e diretor-geral, Polipol.

“A Polipol e a Lectra partilham a mesma filosofia de inovação: as duas empresas assumem o compromisso de operarem como pioneiras na indústria. A implementação da Sala de Corte 4.0 para Made to Order na Polipol é um projeto inovador para a transformação digital na indústria de mobiliário estofado e outro ponto importantíssimo na nossa estratégia para a Indústria 4.0”, afirmou Daniel Harari, Presidente e CEO, Lectra.

O projeto Indústria 4.0 segue a implementação por parte da empresa de um centro de competência em pele na instalação fabril da Polipol em Wagrowiec, Polónia, uma das fábricas de mobiliário estofado mais avançadas do mundo. O centro, que tem oito máquinas de corte Versalis da mais recente geração, com 14 estações de digitalização, está na vanguarda da inovação no mercado de produção de mobiliário estofado.

Uma vez que a indústria do mobiliário está a passar por uma mudança acentuada, a estratégia Indústria 4.0 da Lectra disponibiliza soluções de vanguarda que irão ajudar os fabricantes a colocar o mobiliário mais rapidamente no cliente, de forma mais rentável e com mais opções de customização do que nunca. Seguindo a introdução da Sala de Corte 4.0 para Made to Order no ano passado, a Lectra anunciou mais ofertas para 2019, com vista a desenvolver ainda mais esta estratégia na indústria de mobiliário estofado.

50 anos de Heliflex: “ser um dos elementos ativos nesta viagem tem sido um privilégio”

No ano em que a Heliflex completa os 50 anos como vê as áreas de Marketing e Recursos humanos na empresa, enquanto responsável pelas mesmas?

A minha história com a Heliflex tem cerca de 20 anos, mas a Heliflex tem outros tantos, completando este ano um número carismático: 50! Falar em responsabilidade na Heliflex é algo maior do que a função descrita pelos cargos. Na Heliflex todos somos responsáveis pela marca, independentemente das funções desempenhadas e do grau de responsabilidade assumida. As duas áreas estratégicas que dirijo são complementares para a gestão interna e externa de uma empresa, e na Heliflex essa complementaridade é praticada.

É usual responder a questões de ‘quantas pessoas trabalham no marketing da Heliflex’, questões essas que me são colocadas em visitas de estudo de alunos universitários (de referir que somos uma empresa de ‘portas abertas’ à partilha e formação de jovens estudantes, como verdadeiras aulas em ‘ambiente industrial’), com o número total de colaboradores que a Heliflex tem. Acresce a este número todos os envolvidos com a marca, mesmo que indiretamente.

Hoje vivemos numa altura em que se fala muito de criação de conteúdos, de engagement e estímulos à proximidade das relações. Contudo, eu sempre defendi que os produtos são facilmente copiáveis, mas as pessoas, as relações e tudo o que envolve o valor da marca são intangíveis valiosíssimos e únicos, impossíveis de replicar! São estes recursos que fazem a diferença numa marca. Chamar a isto espírito de marca interno, team building ou endomarketing é indiferente. O que importa é que se construa diariamente este espírito. Uma história que se vai construindo, sem fim à vista.

Foi-me dada a oportunidade de ajudar a construir este espírito na Heliflex, muito fruto dos cofundadores da Heliflex: Anselmo Santos e Acácio Vieira, admitindo que foram de vital importância na definição da minha postura profissional. 50 anos depois a marca apresenta-se ao mercado de forma irreverente. Fomos pioneiros e criámos história na comunicação das ‘indústrias de tubos’, marcámos a forma de comunicar tubos, com linhas comunicacionais um pouco arrojados reconheço (para a altura e dentro do core business que nos encontramos), mas ‘muito nossas’, quando pela primeira vez (há cerca de 12 anos atrás) recorremos a rostos femininos para dar ‘corpo’ a cada área de negócio: casa-jardim, agro, tecno-indústria e construção. Rostos estes ‘muito nossos’, porque todos eles pertenciam direta ou indiretamente à família Heliflex: sobrinhas, primas, afilhadas, filhas dos nossos colaboradores. Todos sentimos esta linha de comunicação como sendo nossa, envolvendo a casa de cada um na Heliflex e a Heliflex na casa de cada um, numa simbiose saudável. Comunicamos de pessoas para pessoas!

Esta família está agora a ser evocada em nove episódios, um episódio por mês, entre janeiro a setembro, culminando na apresentação do episódio final no aniversário dos 50 anos da Heliflex. Tem sido uma viagem interessantíssima. Conhecer e recordar momentos que constroem uma marca, que marcou e continua a marcar vidas, almas! Ser um dos elementos ativos nesta viagem tem sido um privilégio.

Por isso afirmamos com toda a convicção: tud(b)o que fazemos tem a nossa alma. Por isso o nosso slogan: Heliflex – tubos com alma!

Esta é a forma de ser Heliflex(iano)!

Nestas duas áreas quais são os maiores desafios enfrentados diariamente?

Manter esta never ending story requer que estejamos sempre em permanente redefinição de competências e responsabilidades, procurando dar respostas ao ritmo dos mercados. O nosso capital humano é essencial e valorizamos cada contributo com a mesma importância, trabalhamos para um todo. Gerir uma equipa com diferenças geracionais, culturais, linguísticas e formativas faz com que tenhamos que identificar (muitas vezes despertar) e desenvolver skills em todos os nossos pares. Procurar com equilíbrio e criatividade, mostrar que temos de operacionalizar um plano maior que depende de cada pequena atividade é um desafio constante. Reter e captar cada elemento desta cadeia é garantir a sua felicidade, apoiar nas ambições e valorizar as suas ações, sabendo que na sua diferença cada um requer uma abordagem própria e um plano dedicado. Acredito no trabalho de equipa. Uma equipa alinhada numa estratégia definida é reflexo de eficiência na operacionalização e alcance dos objetivos.

A Heliflex está inserida num setor bastante concorrencial, no entanto, afirmam que “é um conjunto de elementos que nos identificam em qualquer suporte”. De que fatores diferenciadores falamos?

No core business da Heliflex, bem como em qualquer setor onde uma marca esteja e queira  projetar a sua presença global, a competitividade, diferenciação e o reconhecimento têm que ser sólidos. Procuramos comunicar convenientemente para os diferentes setores, países e especificidades sem nunca deixar interligar essa comunicação à marca Heliflex. Alguns elementos são aspetos gráficos, outros são apenas reflexo da nossa forma de estar, fazer e construir as relações.

O mercado evoluiu e com ele trouxe novos estímulos e tendências como é o caso da tecnologia. Qual foi a estratégia que a Heliflex adotou neste sentido?

A muito em voga temática da indústria 4.0 também o é na Heliflex. Procurámos nestes 50 anos de história acompanhar os avanços tecnológicos e ofertas formativas para produzir com mais competitividade.

Hoje temos controlo em real time da nossa operação e conseguimos analisar e discutir dados de forma mais célere, implementamos diariamente metodologias Lean e fomentamos o espírito critico de melhoria.

Nos nossos planos estratégicos têm vindo a ser contemplados vários investimentos ao nível da investigação e desenvolvimento tecnológicos.

Acompanhamos esses estímulos e tendências também ao nível da comunicação e apostamos cada vez mais no digital.

Enquanto diretora de marketing o que é para si mais interessante na área em que trabalha?

No início da minha carreira profissional na Heliflex fui convidada um certo dia para fazer uma apresentação a alunos de Licenciatura de Marketing. No final da apresentação, um desses alunos perguntou-me se numa empresa de tubos se podia fazer marketing. Sorri! Pois está aqui a resposta à sua questão: o mais interessante é ter tido a oportunidade de aplicar as várias estratégias de marketing a um produto ‘fora do vulgar’. Hoje já é normal produtores de produtos muito técnicos investirem em marketing. Há 20 anos atrás não era assim ‘tão usual’. Muito por convicção e motivação da parte dos cofundadores, com uma visão à frente do seu tempo, desde tenra idade a Heliflex teve dedicado uma parte do seu orçamento anual ao plano estratégico de marketing.

Para a Heliflex, a honestidade é o valor que vem em primeiro lugar. Na sua opinião, este é um valor que tem vindo a perder terreno?

Os nossos valores, refletidos em www.heliflex.pt, podem ser resumidos em quatro pilares: qualidade, saber-fazer, inovação e solidez. Foram definidos na origem da Heliflex pelos seus fundadores. A honestidade encaixa-se na solidez. Desde sempre pautamos por atitudes de honestidade e transparência, de outra forma não teríamos 50 anos de História e não estaríamos convictos que estaremos nos próximos 50! Não se pode estar nos negócios ou na vida de outra forma, simplesmente não resulta… a mentira e desonestidade são a prazo, na Heliflex estamos para a vida! Os valores estão no nosso ADN e por muitas gerações que passem na Heliflex serão transmitidos, porque estão intrínsecos ao nosso comportamento.

Para si, o que significa liderar pessoas?

Eu não gosto do termo ‘liderar’ e muito menos ‘chefiar’ ou pior ainda ‘mandar’, ‘ordenar’. Eu prefiro o termo ‘trabalhar em equipa’ e o ‘nós’ vamos fazer, ‘nós’ atingimos os objetivos, ‘nós’ completámos a tarefa com sucesso ou com insucesso e, nesse caso, perguntamo-nos onde ‘nós’ fizemos menos bem e como ‘nós’ podemos ultrapassar a situação.

Mesmo se uma tarefa foi desempenhada por uma única pessoa, essa tarefa reflete a Heliflex e a Heliflex é uma equipa constituída por mais de 100 pessoas. Por isso, o ‘eu’ não é nada, comparado com o ‘nós’. Cada ‘eu’ representa uma marca maior, que é reflexo de um conjunto de pessoas que desempenham tarefas interligadas, gerando valor e influenciando o processo de construção da marca.

Três características que considere indispensáveis nos colaboradores.

Confesso que não gosto muito de categorizar assim o capital humano. Pela individualidade de cada colaborador não podemos simplesmente nomear três, seria de forma redutora categorizar. Temos que olhar ao todo e ao detalhe e trazer para a nossa cadeia genética mais valias sinérgicas. Se alguns de nós já temos competências neste sentido, outros vão adquirindo-as e é esse todo que procuramos!

Grupo Jetclass com novo projeto de expansão

O empreendedorismo do grupo e o rápido desenvolvimento da empresa obriga a um contínuo investimento na sua estrutura, culminando no novo projeto de expansão. A inauguração dos trabalhos de ampliação da fábrica será no próximo dia 17 de janeiro 2019 pelas 15h30 e contará com a presença do Presidente da Câmara de Valongo, Dr. José Ribeiro e a sua comitiva, e do Secretário de Estado da Internacionalização, o Exmo. Dr. Eurico Brilhante Dias.

A unidade fabril passará de 7.000m2 a 12.000m2, num investimento de 12 milhões de euros. Serão criadas novas unidades produtivas, carpintarias próprias, serralharia e um novo setor de iluminação destinado à produção de candeeiros e instalações elétricas certificadas. As unidades de folha, melamina, madeira, pintura, estofo serão ampliadas, assim como o showroom. Será adquirida maquinaria de ponta completamente automatizada que se juntará ao já existente espólio da empresa. Desta forma, a empresa aumentará a rapidez e o rigor da sua produção em série, prevendo-se a duplicação da faturação anual para 12 milhões de euros.

Está prevista a criação de cerca de 50 novos postos de trabalho para os diferentes setores, recuperando artes que se perderam no tempo, como por exemplo a elaboração da talha e a aplicação de folhas de ouro.

O investimento será também aplicado em parcerias com faculdades, nomeadamente o INEGI, num estudo sobre a automação e controlo de tecnologias avançadas de fabrico e sistemas mecatrónicos complexos. O objetivo é a criação de mobiliário tecnológico, usando a domótica e robótica, tornando a Jetclass mais uma vez pioneira internacionalmente neste tipo de mercado. Esta iniciativa insere-se no programa Indústria 4.0 e o lançamento das primeiras coleções está previsto para 2022.

A capacidade produtiva da Jetclass permitirá servir uma maior quantidade de grandes projetos e grupos hoteleiros e ainda permitir aos seus clientes o desenvolvimento e produção das suas próprias marcas.

Vestuário: produção mais eficiente com a Lectra

DESAFIO

Criada em Zhengzhou, China, em 2001, a Ese.Y tem-se dedicado ao aperfeiçoamento da I&D e da produção no seio da sua atividade industrial, o que a posiciona como líder na categoria de calças para senhora. A sua fábrica de produção no Parque Industrial Têxtil de Zhengzhou é o maior local de produção de calças para senhora na China.

Apesar do êxito, a Ese.Y sabia que não podia dar-se ao luxo de parar de inovar. Na China, a procura de moda por parte do consumidor tem crescido de forma constante, as vendas online aumentaram drasticamente, e a promoção do comércio eletrónico está a fazer mudar a forma de trabalhar da indústria da moda. A Ese.Y decidiu dar o salto para a produção inteligente, que lhe iria permitir criar uma cadeia de fornecimento mais ágil e processar de melhor forma as encomendas de pequenas quantidades que se tornaram uma caraterística destes novos mercados.

SOLUÇÃO

Depois de analisar as opções, a Ese.Y escolheu as máquinas de corte Vector da Lectra. As máquinas de corte de alto desempenho trouxeram uma ampla variedade de opções de gestão de tecido, e eram suficientemente versáteis para darem conta até das encomendas mais complicadas. Cada máquina Vector ajudou a Ese.Y a economizar mais de 300 000 RMB anualmente só em custos de mão-de-obra. As máquinas também fizeram reduzir o desperdício de material e ajudaram a baixar o custo de tecido por peça cortada, graças ao corte preciso, sem zonas intermédias entre as peças.

“Assistimos a um aumento drástico na produtividade e na agilidade, o que nos permite responder com rapidez e eficiência aos requisitos de produção em evolução”, afirma Sun Yifei, vice-presidente da Ese.Y. “A Lectra ajudou-nos a adaptar a nossa operação à produção de pequenas quantidades, a melhorar a qualidade do produto e a reduzir os custos”.

Com o cada vez maior apetite por moda e os eventos de compras online como o Double 11 (“Dia dos Solteiros”), que estão a levar as pessoas a comprar desenfreadamente, o negócio de vestuário online na China está em expansão. Este rápido crescimento do comércio eletrónico ajudou o fabricante de vestuário Ese.Y a atingir um estatuto lendário. Em 2011, as vendas de calças de senhora da Ese.Y no site Tmall.com atingiram 8 milhões de RMB. No ano seguinte, aumentaram para 80 milhões de RMB, e depois para 200 milhões de RMB em 2013, antes de ultrapassarem os 300 milhões de RMB em 2015. Hoje em dia, a Ese.Y detém o primeiro lugar na categoria de calças de senhora no Tmall.com.

PRODUÇÃO PARA COMÉRCIO ELETRÓNICO

O comércio eletrónico pode ter trazido o êxito à Ese.Y, mas o modelo de negócio online também acarreta grandes desafios para o fabricante de roupa. Os picos de procura imprevisíveis e a preferência dos millennials por produtos personalizados exigem uma produção com uma configuração mais flexível em vez de convencional, baseada em encomendas. Durante o festival “Double 11” em 2016, a loja Tmall. com da Ese.Y fez 10 milhões de RMB em vendas em apenas 20 minutos — um novo recorde em calças de senhora. A Ese.Y precisava de uma configuração de produção ágil para processar um tão elevado pico de encomendas num período tão curto.

A Ese.Y percebeu que uma combinação de produção inteligente e tecnologia avançada era a chave para criar uma cadeia de fornecimento mais flexível e para conciliar a configuração de produção convencional com as necessidades do comércio eletrónico. “A solução de sala de corte da Lectra tornou a nossa unidade de produção mais ágil, para que pudéssemos lidar mais facilmente com as flutuações da procura”, afirma Sun Yifei. “Durante o Double 11 em 2012, demorámos dez dias a entregar 80 mil encomendas. Em 2016, concluímos a produção no primeiro dia — o dia em que as encomendas foram recebidas —, o que constituiu uma verdadeira prova da melhoria da nossa eficiência”.

PROCURA DE PRODUTOS DE EXCELÊNCIA

Na China, o mercado online começou a dar primazia às marcas de gama-alta, com os consumidores jovens a procurarem qualidade de excelência e personalização. A Ese.Y concentrou a atenção na melhoria da qualidade, com vista à adição de uma gama de produtos de qualidade superior à loja de comércio eletrónico.

As peças cortadas numa sala de corte manual variam geralmente de peça para peça, em valores que podem atingir os vários milímetros, o que resulta em desperdício de tecido e impacto negativo na eficiência de montagem e na qualidade. A máquina de corte Vector da Lectra produzia peças cortadas normalizadas, eliminando irregularidades, melhorando o processo de montagem e assegurando sempre um produto sistematizado e de qualidade.

“Mesmo em modelos, tecidos e operadores similares, as calças que custam entre 100 e 200 RMB irão diferir substancialmente em qualidade das que custam entre 700 e 800 RMB”, explica Yifei. “A tecnologia da Lectra ajudou-nos a atingir estes padrões mais elevados sem aumentarmos os nossos custos”.

PEQUENAS QUANTIDADES, PROCESSAMENTO MAIS RÁPIDO

Anteriormente, no site Taobao.com, um único artigo campeão de vendas era potencialmente suficiente para sustentar toda a loja. Hoje em dia, as marcas precisam de dezenas de campeões de vendas para conseguirem o mesmo objetivo. Como resposta, a Ese.Y está a explorar um novo modelo de retalho que combina a venda online e offline, e a renovar as operações, para que possam consolidar a multi-especificação e a produção de pequenas quantidades, o que lhes permitirá dar uma rápida resposta às novas encomendas e às flutuações na procura. As soluções de sala de corte da Lectra fazem parte destas instalações inteligentes atualizadas, que ajudam a produção da Ese.Y a manter-se rápida, flexível e lean.

“A nossa meta é tornarmo-nos totalmente automatizados, flexíveis e 100% inteligentes”, afirmou Sun Yifei. “As soluções de corte da Lectra têm-nos ajudado a melhorar a nossa qualidade de corte, a capacidade de produção, a taxa de utilização de material e a eficiência global. Acreditamos plenamente que a tecnologia da Lectra, preparada para a Indústria 4.0, irá continuar a ajudar-nos a melhorar e a aperfeiçoar o funcionamento da nossa sala de corte, e a criar uma base bem estruturada na qual poderemos fazer assentar uma unidade de produção plenamente inteligente”.

Lectra lança as bases de uma nova era para os fabricantes de mobiliário

A Lectra, a parceira tecnológica de empresas que utilizam tecidos e couros, revela a sua primeira solução de Sala de Corte 4.0 dedicada à produção sob encomenda de mobiliário estofado a tecido.

Sendo a personificação da nova estratégia da Lectra, esta oferta avant-garde impulsiona os princípios da Indústria 4.0 para proporcionar maior agilidade, rendimento, rentabilidade e, especificamente, dimensionamento aos fabricantes de mobiliário a debater-se com a explosão da procura por mobiliário personalizado, com prazos de entrega mais curtos e de elevada qualidade, mas a um baixo custo.

Com o objetivo de capacitar os fabricantes, através de informação industrial, a alcançar a transformação digital das respetivas empresas, a Sala de Corte 4.0 da Lectra adota novas mentalidades, metodologias e tecnologias. Para ambientes de produção onde cada encomenda é diferente e onde a otimização do planeamento e dos recursos parece ser complexa, se não mesmo impossível, a nova solução da Lectra automatiza ao máximo cada etapa – desde as encomendas até à descarga – respeitando, ao mesmo tempo, os objetivos de eficiência e desempenho.

A base da Sala de Corte 4.0 da Lectra para produção sob encomenda é a sua Plataforma de Corte Digital. Este centro de dados baseado na nuvem liga os departamentos de design e de desenvolvimento de produto, a sala de corte e muito mais. Garante também trocas de dados perfeitas entre os sistemas ERP e a sala de corte. Este fluxo de dados digitalizado e livre de erros entre pessoas, processos e tecnologias fornece ideias e informações que permitem a rápida tomada de decisão e a otimização em tempo real.

“Para a indústria do mobiliário, a única forma de avançar para beneficiar de megatendências como, por exemplo, o surgimento da geração millennial, a digitalização de processos empresariais e o crescimento da China como um mercado orientado pelo consumidor e obcecado pela produtividade, é adotar os princípios da Indústria 4.0. Estamos tão convencidos da importância desta nova abordagem ao fabrico que decidimos aumentar o nosso investimento na Pesquisa e Desenvolvimento em 50% durante os próximos três anos”, afirma Daniel Harari, presidente e CEO da Lectra. “A Sala de Corte 4.0 para produção sob encomenda é o primeiro passo que estamos a dar com os nossos clientes da indústria do mobiliário no nosso percurso para a Indústria 4.0.”

A plataforma é acompanhada pela Virga®, uma nova solução de corte de tecido monofolha. Otimiza os tempos dos ciclos disponibilizando uma linha de corte completa para tecidos sólidos e padronizados, possibilitando o carregamento, digitalização, corte e descarga em simultâneo. Uma renovada experiência do utilizador, orientada para o conforto do operador e para a utilização eficiente da linha de corte Virga, proporciona enormes melhorias na produtividade e na qualidade. Para manter o custo por peça cortada baixo, um desafio no corte de monofolha, a tecnologia de corte Virga elimina a necessidade de papel ou plástico ao cortar, possibilita a gestão ágil dos retalhos e utiliza consumíveis de longa duração.

Testada em meados de 2017 em condições de produção real e concebida com o feedback de clientes selecionados, a nova oferta estará disponível a partir do fim de abril de 2018 na Europa e na América do Norte.

Sobre a Lectra
Para as empresas que dão vida ao nosso guarda-roupa, ao interior do nosso automóvel, ao mobiliário e outros, a Lectra está a criar as tecnologias premium que facilitam a transformação digital da sua indústria. A oferta da Lectra aumenta as capacidades das marcas e dos fabricantes, desde o design até à produção, proporcionando-lhes o respeito do mercado e a paz de espírito que merecem.

Fundada em 1973, a Lectra tem atualmente 32 filiais em todo o globo, prestando serviços a clientes em mais de 100 países. Com mais de 1650 funcionários, a Lectra registou uma faturação de 277 milhões de euros em 2017. A Lectra está cotada na Euronext (LSS).

Para obter mais informações, visite www.lectra.com

Aplicações na nuvem da Lectra conquistam o mundo da moda

A Lectra, a parceira tecnológica de empresas que utilizam tecidos e couros, lança a primeira de uma série de aplicações baseadas na nuvem idealizadas para as equipas de desenvolvimento de produto e de produção. As aplicações Quick Estimate e Quick Nest serão lançadas em França e Itália, ficando mais tarde progressivamente disponíveis noutros países.

Como parte da estratégia da Indústria 4.0 da Lectra, a Lectra colaborou com os seus principais clientes do mundo digital para desenvolver aplicações que dão a capacidade aos decisores para reagir num instante.

A Quick Estimate revoluciona a eficiência do desenvolvimento de produto, sendo fundamental na gestão dos custos. A Quick Nest disponibiliza acesso à criação de colocações automáticas e aproveita a tecnologia na nuvem para lidar com enormes volumes de cálculos em paralelo, maximizando a produtividade e a eficiência das colocações.

Impulsionando a Internet das Coisas industriais, os princípios do desenvolvimento lean e a computação baseada na nuvem, a Lectra tem como objetivo disponibilizar acesso a aplicações de melhoria do negócio em qualquer momento e em qualquer local. Longe vai o tempo do espaço de armazenamento limitado e da baixa velocidade de cálculo. Estas aplicações na nuvem, leves e completas, vão redefinir a forma como os clientes da indústria da moda armazenam e processam dados.

O tecido representa frequentemente valores próximos de 60% a 70% do custo de uma peça de vestuário. A Quick Estimate possibilita às equipas de desenvolvimento de produto calcular de forma instantânea as necessidades de tecido a partir do seu ambiente de trabalho Modaris®—a solução de modelagem 2D/3D e de graduação da Lectra—com acesso direto às aplicações na nuvem. Quem desenvolve modelos tem agora a flexibilidade para efetuar ajustes aos modelos de forma mais rápida, para otimizar os custos, protegendo ao mesmo tempo a qualidade da marca e garantindo rapidez de colocação no mercado.

A Quick Nest pode ser acedida através do Diamino®, a solução de criação de colocações da Lectra. Durante as fases desenvolvimento da produção, os utilizadores da Quick Nest poderão processar colocações mais pormenorizadas de forma mais rápida. A Quick Nest pode também ser utilizada pelas equipas de produção para lidar automaticamente com listas de colocações em tempo recorde através da nuvem.

Estas aplicações vão também garantir transparência em toda a empresa, pois as equipas de gestão obtêm uma visibilidade total das necessidades de consumo para todos os produtos em desenvolvimento e em produção graças ao acesso visível a dados consolidados para aprovação e comunicação.

“O objetivo final na nossa nova estratégia é claro: queremos colocar os nossos clientes no centro do nosso negócio. Queremos que eles prosperem nesta nova era digital. As nossas mais recentes aplicações adaptadas à Indústria 4.0 vão funcionar como catalisadores de crescimento para os seus negócios, dando-lhes a possibilidade de tomar boas decisões com base em informação em tempo real,” explica Daniel Harari, presidente e diretor-executivo da Lectra. “E isto é apenas o início. Vão chegar aplicações ainda mais inovadoras.”

Sobre a Lectra
Para as empresas que dão vida ao nosso guarda-roupa, ao interior do nosso automóvel, ao mobiliário e outros, a Lectra está a criar as tecnologias premium que facilitam a transformação digital da sua indústria.

A oferta da Lectra aumenta as capacidades das marcas e dos fabricantes, desde o design até à produção, proporcionando-lhes o respeito do mercado e a paz de espírito que merecem.

Fundada em 1973, a Lectra tem atualmente 32 filiais em todo o globo, prestando serviços a clientes em mais de 100 países. Com mais de 1650 funcionários, a Lectra registou uma faturação de 277 milhões de euros em 2017. A Lectra está cotada na Euronext (LSS).

Gerber Technology: rumo à digitalização

Foi um enorme prazer…

… Para mim e para a organização europeia da Gerber Technology, participar e ter a oportunidade de dar o nosso contributo num evento da dimensão do Citeve’s iTechStyle Summit 2018.

Estiveram presentes 720 delegados de 21 países (impressionante) – números fabulosos. Uma organização perfeita, um local deslumbrante – o Terminal de Cruzeiros do Porto, que funcionou como um farol brilhante na escuridão e na tempestade (e sim, aqueles dias foram tempestuosos!), tudo representativo do profissionalismo e da força inovadora portuguesa.

Tudo continua diferente: Vivemos num mundo digital e vamos transformar o setor do vestuário, da moda e da indústria têxtil – setores chave, de facto, para a economia portuguesa.

As boas notícias: Ao longo de décadas, o que simplesmente tendemos a denominar de indústria da moda, sem qualquer outro tipo de diferenciação, provou por diversas vezes ser extremamente viável, o que requer um enorme talento para se reinventar apesar do lobby extremamente limitado…

No entanto, isso é algo que agora precisa de ser dominado nas próximas semanas, meses e anos – tudo se resume à transformação digital – algo abrangente e, portanto, diferente – este é um enorme desafio para as economias locais e globais, para a educação e para as políticas sociais.  Mais do que nunca, a tecnologia é necessária como parte de uma nova filosofia de negócios, orientada para o cliente e simbolismo da mudança da produção em massa para que existam mais opções para o consumidor. O retalho foi o primeiro a ser atingido – com o comércio eletrónico que alcançou agora um percentual de dois dígitos. Alguns até dizem que o www habitual da internet, poderia representar-se como o (why -porquê), /what – quando) e o (where – onde)”.

“Veja agora, compre já”. Isto define um nível de expectativas completamente novo, e não apenas com os millennials com demandas altas na cadeia de supply chain, onde os desafios continuam a crescer.

E enquanto o perigo de ficar para trás é muito real, o lado positivo da digitalização também é enorme. O setor do vestuário nem sempre teve um papel de vanguarda como sendo um dos primeiros a adotar novas tecnologias, mas empresas que se transformaram digitalmente são em média 26% mais lucrativas do que as suas concorrentes no setor, como descobriu recentemente o prestigioso Massachusetts Institute of Technology.

Na Gerber Technology, o nosso apelo é “Embrace Your Digital Reality ™” – ADIRA À REALIDADE DIGITAL. Hoje, – desde grandes players a pequenas startups – todos podem impulsionar a tecnologia digital e soluções de ponta. Não estamos todos ao mesmo nível quando se trata de tecnologia sofisticada ou mesmo de ponta. Portanto, um parceiro tecnológico capaz é essencial para ajudar as empresas a adotar novas soluções e preparar a sua transformação digital.

Na Gerber Technology, identificamos as três principais megatendências que moldarão o futuro muito próximo:

Software na Cloud aprimora os recursos de colaboração, pois os ficheiros estão acessíveis em qualquer lugar e em tempo real, desde que haja uma ligação à internet. Além disso, grandes implementações de software e hardware e longos atrasos na atualização de tecnologia são agora coisa do passado.

A tecnologia 3D é a chave para reduzir drasticamente o tempo e os valores investidos em amostras físicas, o que desacelera a cadeia de supply chain e afeta negativamente o meio ambiente.

O nosso objetivo é tornar o Software 3D fácil de adquirir e de usar, com o compromisso de que uma peça de roupa sempre é baseada na rentabilidade do 3D e em padrões que possam ser produzidos.

IoT – Industry 4.0 – Apesar de a costura robótica ainda estar no início, a análise certa em termos de uma infraestrutura digital, ágil e preparada para o futuro já possibilita o uso de dados de produção com a mais alta eficiência. Esta opção permite a automação da manutenção preventiva, a reordenação de peças de reposição e consumíveis e o mais importante, permite-nos ver a situação dos pedidos em tempo real – soluções que vemos como próximas etapas para que se tornem aplicações comumente utilizadas.

A digitalização mudou radicalmente, não apenas os processos da indústria da moda mas também o que é moda para cada um de nós. No passado, as divas glamorosas e as estrelas de Hollywood eram os modelos que ditavam as tendências, mas atualmente “estar na moda” é aquilo que é publicado nas redes sociais, Instagram e blogs, sendo que fatores como a idade e a fase da vida em questão já não são o principal critério. Trata-se da democratização da moda e do vestuário, para que qualquer pessoa no mundo, independente de onde quer que esteja, em termos de tecnologia, possa colher os benefícios das soluções digitais.

Assim sendo, na Gerber Technology olhamos para o futuro focando-nos no apoio que podemos prestar nesta jornada rumo à digitalização. Queremos colaborar e apoiar empresas de diversos setores – na moda, no mobiliário, indústria automóvel, sinalização e embalamento – seja em Portugal, ou no sul da Europa, ou em qualquer país dos de 133 onde estamos mundialmente presentes.

Yvonne Heinen-FoudehDiretora de Marketing e Comunicação EMEA na Gerber Technology

iTechStyle Summit 2018…o que eles dizem

A organização esteve a cargo do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal – e reuniu players da indústria, fornecedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e de vestuário de toda a Europa.

Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries, foi um dos oradores do evento que, sob o tema da digitalização e produção robotizada, apresentou a produção robotizada da Hugo Boss.

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos.

Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas.

Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito.

Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries

iTechStyle Summit: conferência internacional do têxtil e vestuário

Durante três dias, 28 de fevereiro, 1 e 2 de março de 2018, o iTechStyle Summit reuniu inovadores da indústria, provedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e do vestuário de toda a Europa.

A segunda conferência internacional de têxteis e vestuário, organizada pelo CITEVE – Centro Tecnológico para a Indústria Têxtil e Vestuário de Portugal em colaboração com a Associação Selectiva Moda e coordenação científica da Universidade do Minho – Centro de Ciências e Tecnologia Têxteis, foi dirigida por vozes líderes da indústria e da academia. Trata-se de um evento cheio de oportunidades para explorar, aprender, compartilhar e de networking.

Aqui, partilharam-se conhecimentos especializados sobre as últimas tendências, estratégias, oportunidades e desafios da Indústria 4.0.

A conferência teve como principais tópicos a funcionalização; materiais responsivos; estruturas 3D; desmaterialização de protótipos; compósitos baseados em têxteis; biomateriais; e métodos de medição de desempenho.

Na sessão em que se falou da digitalização e robotização de produção estiverem presentes oradores representantes de marcas de renome, cuja presença no mercado tem acompanhado toda esta revolução industrial:

Joachim Hensch, Managing Director Hugo Boss Textile Industries, para nos falar sobre a robotização;

Edouard Macquin, Chief Sales Officer da Lectra abordou a ascensão da Indústria 4.0 na moda;

Marc Van Parys, Presidente da UNITEX (BE), falou sobre as Tecnologias digitais para a fábrica do futuro;

Jürgen Thoms R&D Manager da PLEVA, refletiu sobre as últimas soluções para acabamento têxtil: alisamento de alta tecnologia e sensores para secadores;

E, ainda, Tatjana Spahiu, Conferencista da Universidade Politécnica de Tirana, que apresentou o protótipo virtual 3D na indústria da moda.

O QUE ELES DIZEM…

Rodrigo Siza Vieira – Managing Director da Lectra Portugal e Espanha

“Tentámos trazer a este evento a nossa visão para o futuro próximo e que passa por um roadmap estratégico que a Lectra apresentou há um ano e que se pretende cumprido até 2020.

Os desafios atuais dizem respeito aos desafios dos nossos clientes e aos quais temos de responder através da integração de soluções, desde o conceito de produto até à produção, passando pelo desenvolvimento de produto, pelos processos de industrialização, de planeamento e de corte, nos quais estamos tradicionalmente há muitos anos, mas integrando esses processos e automatizando os mesmos.

Tomemos como exemplo a Lectra Cutting Room 4.0 que pretende automatizar e integrar os processos intermédios nos seus recursos e os dados que são gerados por esses processos, desde o pedido do cliente até a saída de peças cortadas para a costura.

Juntar num evento deste tipo a comunidade científica e o universo empresarial é gratificante, não só por tematizar os três dias da conferência, mas também pelo número significativo de visitantes que atrai”. 

Edouard Macquin – Chief Sales Officer da Lectra

“Quando se fala de Indústria 4.0 as pessoas remetem automaticamente para a produção. No entanto, a Indústria 4.0 é uma revolução industrial que diz respeito não só às fábricas, mas sim à cadeia inteira, desde o ponto de venda até à produção, ou seja, toda a cadeia logística. É importante perceber que a Indústria 4.0 começa nos consumidores e esta é a grande mudança. É o consumidor que está no centro de todas as operações. Esta revolução está a aproximar a indústria do consumidor. A Indústria 4.0 é uma necessidade para atingir as necessidades dos consumidores e as novas formas de consumo. Hoje, mais do que nunca, tudo está voltado para o consumidor.

Podemos mesmo afirmar que não é a revolução industrial que vai mudar o mundo da moda, mas sim o mercado que está a contribuir para a mudança de paradigma”.

Joachim Hensch – Managing Director da Hugo Boss Textile Industries

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos. Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas. Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito. Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. 

LECTRA

Como é que a Indústria 4.0 está a moldar e transformar o mercado global da moda? Para alguns a Indústria 4.0 não só está a revolucionar a forma como os fabricantes operam, mas também como as marcas e os comerciantes precisam de funcionar.

Recentemente, a Lectra apresentou a sua solução PLM modular, a Lectra Fashion PLM 4.0, que atua como um centro conectado e inteligente para a cadeia de fornecimento digital de hoje. A solução permite aos utilizadores de toda a cadeia de logística, desde o desenvolvimento até a produção, passando pelo design, trabalhar juntos através de um sistema que pode ser adaptado a diferentes modelos de negócios e que permite às empresas responder rapidamente às «tendências».

O objetivo da Lectra é fornecer aos seus clientes a tecnologia e o suporte de que precisam para prosperar e ter sucesso neste novo mercado digital.

LECTRA CUTTING ROOM: UMA VANTAGEM COMPETITIVA

No ambiente de moda acelerado de hoje, a produção deve ser rápida e flexível o suficiente para obter um maior volume de pedidos em prazos apertados, mantendo os custos baixos e mantendo os padrões de qualidade. O que acontece na sala de corte pode inclinar o equilíbrio entre lucros e perdas.

A Lectra entende esses desafios, por isso mesmo procura combinar a sua experiência na indústria têxtil com metodologia lean e a tecnologia mais recente para ajudar as empresas a transformar a sala de corte numa vantagem competitiva.

Grupo Sousa oferece soluções de vanguarda aos clientes

Com sede na ilha da Madeira, o Grupo Sousa tornou-se um dos três principais grupos portugueses do setor marítimo-portuário. Que fatores contribuíram para esta posição e solidez?

O Grupo Sousa iniciou a sua atividade há mais de 30 anos com o transporte marítimo de carga entre o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e na operação portuária. Consolidou as operações que progressivamente foi integrando na sua estrutura, alargando as suas atividades aos setores da logística, energia e turismo. Correspondemos à dinâmica dos mercados onde operamos com grande flexibilidade na ótica da prestação de serviços de excelência, para garantir um elevado nível de satisfação e fidelização dos nossos clientes, parceiros e colaboradores. A nossa solidez advém, sobretudo, do “saber fazer” dos cerca de 700 colaboradores que integram os nossos quadros, que atualmente se repartem entre o Continente Português, Madeira, Açores, Cabo Verde, Guiné-Bissau, mas também entre os quatro navios que constituem a nossa frota.

É considerado pela Alphaliner o maior armador nacional. Como definiria a estratégia do Grupo?

Prestamos serviços em toda a cadeia de valor: transporte marítimo, operação portuária, agenciamento de navios, terminais de logística, transporte rodoviário de mercadorias e serviços de manutenção. O nosso objetivo é fornecer soluções de transporte integradas, privilegiando a utilização de meios próprios nos setores marítimo-portuário, transporte marítimo de carga e passageiros, terminais e operações de logística, gás natural (Small Scale LNG) e energias renováveis. Temos vindo a fomentar parcerias estratégicas com operadores de referência e a antecipar as tendências do mercado, oferecendo soluções de vanguarda aos nossos clientes.

Ao longo dos últimos 20 anos o Grupo Sousa tem atuado em diferentes áreas de negócios. Que principais marcos ou etapas enumeraria como fundamentais para a história do Grupo?

Foram dados três passos importantes nos últimos dez anos. (1) Transporte marítimo: aquisição da Boxlines (2010) e da Port Line Containers International (2015) que conferiram profundidade estratégica e dimensão internacional às linhas marítimas operadas pelo Grupo Sousa, por agora entre Portugal, Marrocos, Canárias, Cabo Verde e Guiné-Bissau. (2) Energia: a operação logística de GNL, iniciada em 2014, entre o Terminal de GNL de Sines e a ilha da Madeira, através da qual mantemos o maior “gasoduto virtual de GNL” do Atlântico para a produção de energia elétrica. É uma operação pioneira em Portugal, uma referência internacional com mais de 5.200 contentores de GNL consumidos, que pode representar 25% da matriz energética da Madeira. Realizámos, também, o 1º abastecimento de GNL a um navio em Portugal no porto do Funchal, ao navio de cruzeiros Aidaprima, operação que mantemos até abril deste ano. (3) Indústria de Cruzeiros: O Grupo Sousa é o único grupo empresarial português do consórcio multinacional que, desde 2014, detém a concessão para a construção, operação, financiamento e transferência do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa por um período de 35 anos, representando 30% do capital, do qual fazem parte a Global Ports Holding (Turquia), a Royal Caribbean (EUA) e a Creuers Ports (Barcelona).

Com uma vasta experiência em diferentes áreas de intervenção, qual é o caminho a seguir pelo Grupo Sousa?

Esse caminho já está a ser percorrido. Trabalhar, todos os dias, para continuarmos a ser o melhor operador marítimo-portuário de Portugal, especialista logístico de excelência que, privilegiando a utilização de meios próprios, está apto a proporcionar soluções inovadoras com reconhecida credibilidade, e que procura fazer sempre melhor.

A Indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial está aí. Já se fizeram sentir os seus efeitos no setor marítimo-portuário?

Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser dados passos importantes no âmbito do shipping 4.0. Hoje é comum utilizar sensores para supervisionar o que se passa a bordo de um navio em tempo real, sendo disso exemplo a monitorização dos parâmetros de contentores frigoríficos 24h/dia. Trata-se de informação crucial para que possamos atuar, sem demora, na reposição das condições de operação desses equipamentos, preservando a qualidade da carga e, portanto, do seu valor. Na atividade portuária existem hoje alguns terminais de contentores com elevado grau de automatização, dotados de máquinas e tratores com sensores e câmaras, controlados por operadores que atuam a partir de uma torre de controlo. Apesar destes exemplos, o setor marítimo-portuário tem ainda, no plano nacional, que recuperar o atraso tecnológico de que padece, pelo que a evolução proporcionada pela Janela Única Portuária e, recentemente, com a Janela Única Logística, constituem iniciativas importantes para a simplificação e digitalização do sector. No plano mundial estão a dar-se passos no sentido de criar um conhecimento de embarque eletrónico inteligente (Bill of Lading), utilizando a tecnologia Blockchain. Trata-se de um instrumento fundamental para a circulação marítima de mercadorias que há muito deveria estar a funcionar em formato eletrónico, reconhecido e validado universalmente.

Quais considera ser os fatores críticos para que se alcance o sucesso pretendido neste desafio que é a Indústria 4.0?

Em primeiro lugar, é indispensável desburocratizar os processos inerentes à circulação das mercadorias por via marítima, aproveitando as tecnologias de informação que estão disponíveis, num esforço conjunto de todas as entidades, públicas e privadas. Em paralelo, a questão da capacitação dos recursos humanos é determinante para que o processo de digitalização e interação com as máquinas, e com os navios em especial, se faça de forma eficaz. Por último, não menos importante, a liderança, já que estamos num processo de mudança que, apesar de tecnológico, comporta uma transformação que resultará em novas formas de trabalhar que permitirão obter ganhos de eficiência, cujo propósito é alavancar o negócio por forma a que as empresas sejam cada vez mais competitivas. Quem não acompanhar estas evoluções e implementar as que são viáveis, corre sério risco de ficar fora de mercado.

É uma realidade que começa a ter efeitos nos indicadores operacionais das empresas. Que ferramentas nos traz que permitem alterar beneficamente os setores de atividade?

Em termos de hardware, a produção e instalação dos sensores para recolha e transmissão da informação sobre a condição dos sistemas e equipamentos. Por outro lado, o software potente, inteligente e interoperável que possibilita filtrar, gerir e partilhar a informação pertinente. Estas capacidades, a par de comunicações fiáveis e seguras que permitam a transmissão em tempo real (real time), ou quase real (near real time), a baixo custo para o decisor, constituem ferramentas indispensáveis para o sucesso desta revolução.

Hoje, produtos, máquinas e pessoas estão ligados em rede, cada vez em maior número, através de plataformas digitais que disponibilizam informação em tempo real. Para si, o que acarreta esta revolução industrial?

No shipping já existem casos muito concretos da utilização de sensores nos navios. A exemplo dos contentores frigoríficos, a monitorização pode ser estendida a outros contentores, entre outros, os de transporte de GNL. A IOT (Internet of Things) tem permitido otimizar o consumo de combustível e as rotas em função das condições atmosféricas e oceanográficas prevalecentes. Sobre a manutenção dos navios certamente que também se verificará uma evolução, centrada na recolha, tratamento e transmissão de dados a navegar, relativos à condição dos seus sistemas e equipamentos, monitorizada pelas equipas de manutenção em terra em tempo real. São capacidades em permanente evolução, de aplicação transversal em muitas áreas de atuação do Grupo Sousa, designadamente nas operações portuárias e na logística.

A Quarta Revolução Industrial é considerada “a revolução da digitalização massiva, da Internet of Things, da aprendizagem automática (machine learning) e da robotização, mas também da nanotecnologia e dos novos materiais, e da biotecnologia”. Está o setor marítimo-portuário preparado para esta revolução?

Está a acompanhar e a preparar-se. No setor portuário assiste-se já, nalguns terminais, à automatização da estiva de contentores, controlada a partir de uma central e, a seu tempo, perspetiva-se que as operações portuárias sejam feitas numa base M2M (Machine to Machine), em resultado do machine learning, dispensando a intervenção humana. De igual modo, tem-se assistido a resultados promissores de investigação e desenvolvimento para os navios, que se traduzem na sua autonomia progressiva podendo, em última instância, ser integralmente dirigidos a partir de uma “ponte de comando” em terra. também neste caso, com o M2M, perspetiva-se, em última análise, a não intervenção humana neste processo. Importa, ainda, sublinhar que esta revolução tecnológica deverá ser acompanhada da revisão da moldura legal aplicável aos navios, à navegação e aos tripulantes, com impacto em Convenções e Regulamentos à escala global e em diplomas legais dos Estados, em matérias como a segurança da navegação, poluição do meio marinho, trabalho dos inscritos marítimos, seguros, mas também da defesa e proteção dos interesses dos Estados nos espaços marítimos sob sua jurisdição e soberania, um enorme desafio que é indissociável da revolução do shipping 4.0.

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