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Enfermeira portuguesa é destaque no Reino Unido. Cá, nunca conseguiu emprego na área

O que a levou a escolher a enfermagem como carreira profissional?

O gosto pela enfermagem surgiu durante a minha experiência nos bombeiros. O contacto com outros enfermeiros e com algumas situações mais delicadas fizeram-me perceber que a enfermagem seria o caminho ideal para mim. Em 2009, decidi fazer o acesso pelos maiores de 23 na Escola Superior de Saúde Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão.

A certa altura tomou a decisão de emigrar para Inglaterra porque em Portugal nunca conseguiu trabalhar na sua área. Esta foi uma decisão fácil?

Deixei Portugal em Agosto de 2014. Vim de carro com a minha cunhada. Foi uma experiência inicial para ver se me adaptava e se conseguiria arranjar trabalho. Assim, que cheguei a Inglaterra comecei a tratar da documentação necessária e a procurar trabalho. Entre setembro e dezembro regressei a Portugal mais duas vezes, para tratar da mudança e também para trazer as minhas gatinhas. Em dezembro o meu marido chegou a Inglaterra. Foi uma adaptação difícil, porque estava fora da minha zona de conforto, mas ao mesmo tempo tive todo o apoio da família do meu marido.

Chegou a Inglaterra sem saber falar inglês, além deste, quais foram os maiores obstáculos que teve que ultrapassar desde que mudou de país?

Além da língua outros obstáculos foi adaptar-me à cultura e à legislação inglesa. A cultura foi relativamente fácil, uma vez que sou curiosa e gosto de saber acerca de outras culturas. E a interação com colegas de trabalho e residentes foi essencial para me adaptar. Mas a legislação foi mais complicada, e tive de fazer um esforço redobrado em compreender a legislação e adaptar a minha forma de trabalhar.

Apesar das dificuldades foi nomeada a melhor enfermeira de cuidados continuados do Reino Unido e melhor enfermeira da região leste de Inglaterra. Qual é o sentimento de ser, finalmente, reconhecida?

Este prémio reconhece o importante papel que os enfermeiros que atuam no setor de cuidados têm na promoção da saúde emocional, física, psicológica e social das pessoas que cuidamos e ser capazes de demonstrar como as habilidades de enfermagem se integram. Como enfermeira devo fazer tudo aquilo que esta ao meu alcance para cuidar do outro. Acima de tudo, devo respeitar a dignidade humana, e cuidar da pessoa como um todo, a nível físico, psicológico e emocional, social e espiritual. Mas para o fazer, devo ser consciente das minhas capacidades e habilidades técnicas e utilizar todo o conhecimento teórico adquirido para este cuidar. Acho que foi tudo isto que originou as nomeações para os prémios.

Estive nomeada para duas competições distintas. Uma foi o National Care Awards, onde não existe fase eliminatória e dos milhares de candidatos, são selecionados os cinco melhores para ir à final, infelizmente não ganhei mas fiquei muito lisonjeada por ter chegado ao Top 5 pelo segundo ano consecutivo. A outra competição são os Great British Care Awards onde se começa por uma fase regional e os vencedores regionais vão a uma final nacional. Como ganhei a fase regional, fui à final e ganhei!

Ter sido nomeada pelos residentes e familiares, colegas e superiores foi uma surpresa enorme, nunca imaginei que isto pudesse acontecer comigo, mas quando realmente ganhei o prémio foi um orgulho enorme. Foi uma alegria chegar ao lar e puder partilhar com todos os residentes, familiares e colegas o prémio. Este prémio, é sem dúvida o reconhecimento de todo um trabalho que tenho vindo a desenvolver como enfermeira, mas especialmente como pessoa, e para mim, significa que estou no caminho certo.

Tem tido uma progressão exponencial desde que chegou a Inglaterra. No primeiro lar onde trabalhou foi promovida a diretora clínica e, entretanto, no lar onde trabalha atualmente, é já subgerente. Sente que em Inglaterra as oportunidades surgem, ao contrário do que se passa em Portugal? Na sua opinião, a que se deverá isso?

Como enfermeira, eu acho que o meu trabalho é respeitado e que as pessoas confiam no que faço. Mas acima de tudo, acho que ser sincera, honesta e calma, facilita bastante. Em Inglaterra o papel do cuidador é muito respeitado pelas pessoas em geral.

Em Inglaterra confiaram e apostaram em mim. Deram-me oportunidade de mostrar as minhas capacidades.

Tive a felicidade de encontrar uma chefe que me apoia diariamente em atingir os meus objetivos e acho que aqui está uma grande diferença. As constantes supervisões com os superiores e uma avaliação contínua foi essencial para que eu pudesse traçar o meu caminho profissional e seguir o meu sonho.

Em Portugal fui considerada uma pessoa sem experiência e que não valia a pena ser dada uma oportunidade, enquanto em Inglaterra deram-me todas as oportunidades e ajudaram-me a evoluir profissionalmente.

Consegui realizar os meus sonhos e muito mais, porque nunca imaginei chegar onde cheguei e ganhar um prémio nacional.

Sobre um possível regresso, existe o desejo de um dia voltar a Portugal?

Gostava muito de um dia poder voltar a Portugal e poder partilhar todo o conhecimento que adquiri, mas neste momento vou continuar por cá. Profissionalmente, eu quero continuar a estudar e a apostar na carreira. Estou atualmente a estudar gestão e liderança de unidades de saúde para que num futuro próximo, possa gerir um lar, e assim continuar a evoluir profissionalmente. Ao mesmo tempo, contínuo a atualizar os meus conhecimentos a nível de enfermagem.

Eurotúnel, que liga França a Inglaterra, chamar-se-á Getlink

O novo nome, “que evoca a dinâmica dos intercâmbios e dos vínculos, marca a entrada do grupo numa nova era de infraestruturas de mobilidade”, é explicado na nota.

Em comunicado é referido também que a empresa integra quatro marcas comerciais: Eurotúnel, que reúne os serviços ferroviários no túnel, a Europorte, filial de transportes de mercadorias ferroviário, o ElecLink, a futura interconexão elétrica entre França e o Reino Unido, e a CIFFCO, centro de formação para profissionais do setor ferroviário.

De acordo com o grupo, a companhia transporta por ano mais de 20 milhões de pessoas, 1,6 milhões são camiões e 2,6 milhões são automóveis.

O presidente do grupo, Jacques Gounon, afirmou que com a faturação de “mais de 1.000 milhões de euros, uma margem operativa de 50%”, a empresa conseguiu demonstrar a “pertinência e resiliência do seu modelo económico”.

LUSA

Aos 95 anos, Príncipe Philip abandona deveres reais

A notícia surge depois de ter sido marcada, durante a madrugada passada, uma reunião de emergência no Palácio de Buckingham para as 10 horas desta quinta-feira.

Poucos minutos depois do começo da reunião, o Palácio anunciou que o duque de Edimburgo se afastará de funções reais, uma decisão que foi tomada pelo próprio e que contou com o apoio da rainha, disse um porta-voz. Assim, Philip – que completa 96 anos no próximo mês – ainda participará nos compromissos assumidos até agosto, mas não aceitará novos convites a partir daí.

Philip é presidente ou membro de mais de 780 organizações e continuará associado a elas. No entanto, ” não vai desempenhar um papel ativo e participar em compromissos”, detalhou Buckingham.

 Em atualização

Onde está o Wally? Fugitivo desafia a polícia a encontrá-lo

J.J. McMenamin decidiu encarnar a personagem de ” Onde está o Wally”, após receber uma notificação para se apresentar em tribunal depois de ter cometido várias contraordenações rodoviárias.

O infrator modificou a fotografia e perfil do Facebook e fez diversas publicações na rede social nas quais surgiu vestido como a personagem de “Onde está o Wally” e desafiou as autoridades a encontrá-lo.

A polícia de North Yorkshire realizaram buscas, no último fim de semana, com recurso a cães pisteiros e helicópteros.

Entretanto, o fugitivo decidiu entregar-se às autoridades, transmitindo, na manhã de segunda-feira, em direto no Facebook, o momento em que foi levado, pelos amigos, para a esquadra de Harrogate.

De acordo com a imprensa britânica, o homem poderá cumprir até seis meses de prisão.

Pode ver o vídeo aqui: Fugitivo decide entregar-se às autoridades

Quatro mulheres expulsas de avião devido a ameaças racistas

O incidente aconteceu antes de o avião da “low cost” Monarch levantar voo e depois de vários passageiros e do próprio comandante do aparelho terem pedido a intervenção da polícia.

“Elas fizeram comentários extremamente racistas e ameaçaram as pessoas. Proferiram abusos verbais contra toda a gente, o que é inaceitável, infantil e um comportamento sem qualquer educação”, comentou uma das passageiras ao jornal inglês “Manchester Evening News”.

Antes da intervenção da polícia, quatro grupos diferentes de pessoas falaram com os membros de tripulação a pedir para trocarem de lugar, por se sentirem incomodados com as palavras proferidas pelas quatro mulheres.

“A Monarch tem uma política de tolerância zero para com comportamentos perturbadores a bordo de todos os nossos voos. A segurança dos nossos passageiros, tripulação e aeronave é a nossa prioridade absoluta”, acrescentou um porta-voz da companhia aérea, que confirmou a expulsão de quatro passageiros no voo de terça-feira, que tinha como destino Ibiza.

Ficou sem cabeça ao espreitar pela janela do comboio

O homem foi decapitado por um comboio que seguia a alta velocidade na direção contrária, no domingo à tarde, em Wandsworth Common, perto de Londres, Inglaterra.

As equipas de emergência foram chamadas, mas o óbito foi declarado no local do acidente.

Cerca de 20 passageiros, que seguiam na mesma carruagem da vítima, ficaram “horrorizados” com a tragédia, como noticiam os jornais ingleses.

A polícia está ainda a investigar o acidente, mas já comunicou que as provas sugerem que tudo se tratou de um acidente causado pelo facto de o homem se ter inclinado e colocado a cabeça de fora da janela do comboio.

 

Criança de 12 anos suspeita de assassinar homem em restaurante

Uma criança de 12 anos é suspeita de ter assassinado um homem, com cerca de 40 anos, depois de este ter sido violentamente agredido no McDonalds de Warrington Street, em Tameside, Inglaterra.

O rapaz está sob alçada das autoridades, tendo sido detido juntamente com um jovem de 17 anos. Já no dia anterior, a polícia havia prendido dois adolescentes com cerca de 16 anos.

O incidente aconteceu na passada quarta-feira quando, por volta das 22h50, a polícia foi chamada ao local onde um homem foi encontrado gravemente ferido, tendo sido transportado para o hospital. O indivíduo acabou por morrer poucas horas depois.

O responsável pela investigação, Kevin O’Regan, garantiu que o processo está a decorrer positivamente, sendo que estão quatro pessoas sob custódia e que “tem havido uma evolução muito rápida”.

Contudo, as autoridades estão a pedir ajuda à população, apelando a que as pessoas que se encontravam no local possam dar informações úteis.

Os memes sobre a eliminação da Inglaterra

O guarda-redes Joe Hart e o selecionador Roy Hodgson são os mais visados nas críticas sobre a eliminação da Inglaterra diante da Islândia.

A relação entre a saída inglesa da União Europeia e do Euro2016 são motivo para as mais diversas piadas.

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Mãe perdeu 17 filhos em 30 anos

Uma mulher residente em Newcastle, Inglaterra, teve 17 filhos nos últimos 30 anos. Todos tiveram o mesmo fim: foram retirados pela autoridade local para serem institucionalizados – muitos deles poucas horas depois de terem nascido. O caso desta mulher cuja identidade não foi revelada foi dado como exemplo durante o lançamento de um projeto na cidade, o “Pause”, que pretende reduzir o número de crianças que são institucionalizadas, seguindo depois para famílias de acolhimento ou adoção, e também ajudar as mulheres que entram nesse círculo vicioso.

As razões porque perdeu todos os filhos não ficaram claras. Disse-se apenas que as “vidas absolutamente caóticas” de algumas mulheres tornam difícil que sejam ajudadas. E que muitas são vítimas de violência doméstica em casa, profissionais do sexo, consomem drogas ou álcool ou têm doenças mentais.

Durante o lançamento do projeto, Sian Bufton, diretor do serviço de crianças da Barnardo’s, uma das maiores instituições de caridade britânicas, disse em declarações citadas pelo The Guardian: “São mulheres que têm experienciado muitas perdas, muitos traumas e muitas dificuldades nas suas vidas e precisam de ajuda para viver uma vida diferente”.

Uma das mulheres que pediu ajuda à Newcastle Women’s Aid, que fornece ajuda a mulheres vítimas de violência doméstica, contou que se sentiu julgada pelos serviços sociais: “Disseram-me que estava demasiado chateada para cuidar do meu filho mas, é claro, eu estava chateada porque me iam retirá-lo.”

O caso da mãe que perdeu 17 filhos para os cuidados do Estado é uma exceção. Mas há outros números que, embora menores, também são surpreendentes: uma mãe em Gateshead perdeu repetidamente dez filhos; em Cumbria, Sunderland e Durham houve mães que perderam nove. E segundo o The Guardian, uma pesquisa pelos registos dos tribunais de família mostram que, só em 2013, 2018 crianças foram institucionalizadas à nascença ou pouco depois, contra apenas 802 casos em 2008.

Elaine Langshaw, diretora do Newcastle Women’s Aid, que tem ajudado mulheres vítimas de abusos nos últimos 40 anos, afirmou ser “muito triste e trágico que uma mulher tenha visto 17 filhos serem-lhe retirados”: “Não conhecemos as circunstâncias; existirão provavelmente muitas razões adicionais.”

Outro estudo sobre mães vulneráveis e institucionalizações recorrentes, levado a cabo pela Nuffield Foundation, concluiu que entre 2007 e 2014 um total de 13,248 bebés foram retirados às famílias pelas autoridades locais.

O projeto “Pause” quer ajudar mulheres que tenham perdido entre quatro a dez filhos. Será estendido a seis outras áreas – Doncaster, Greenwich, Islington, Newham e Southwark – depois de ser lançado em Newcastle em setembro.

Em maio, a VISÃO publicou uma reportagem com casos semelhantes ocorridos com pais portugueses residentes em Inglaterra. Ao todo, adiantou a VISÃO nessa data, houve 170 casos de crianças retiradas a pais portugueses pelos serviços sociais britânicos, só no perímetro de Londres, e desde 2010.

O Reino Unido tem uma das leis mais duras da Europa na área da proteção de menores. As crianças podem ser retiradas à família sem que tenham sido vítimas de qualquer abuso ou negligência – apenas por receio de que venham a sofrer algum dano futuro; e em poucas semanas estas mesmas crianças institucionalizadas podem ser enviadas para adoção, sem o consentimento dos pais.

Encontrada morta no colégio depois de revelar ser vítima de racismo

Dagmara Przybysz, de 16 anos, foi encontrada morta no seu colégio em Cornwall, em Inglaterra, poucos dias depois de ter confirmado na rede social ask.me que se sentia vítima de racismo na escola.

A jovem proveniente da Polónia havia sido questionada sobre o tipo de “problemas que tinha no colégio” e, segundo o Daily Mail, respondeu que era vítima de “racismo” e que se sentia triste por saber que os colegas falavam mal nas suas costas.

Apesar de a polícia garantir que o caso não está a ser tratado como suspeita de homicídio, informações de vários órgãos de comunicação têm em conta a possibilidade de haver uma ligação entre a denúncia da jovem e a sua morte.

“Estamos extremamente chocados e tristes pela perda de Dagmara. Ela era linda e criativa e tinha um futuro promissor”, explicou Zelma Hill, diretora da escola que a jovem frequentava.

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