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agap2IT ultrapassa marca dos 15m€ em Portugal

A agap2IT encerrou 2018 com um resultado de faturação de 15,8M€ em Portugal – um crescimento de 20% face ao ano anterior – e um total de 430 colaboradores a desenvolver o negócio de clientes e parceiros a nível tecnológico.

Durante o ano fiscal de 2018, a agap2IT foi reconhecida como empresa idónea pela Agência Nacional de Inovação para atividades de I&D. Foi realizado um trabalho de reforço das condições e oportunidades dadas aos colaboradores. Recentemente, recebeu a certificação TechVisa, que tem por objetivo garantir que quadros altamente qualificados, estrangeiros à União Europeia, possam aceder a empregos criados em Portugal de forma simplificada.

A atuação da agap2IT integrou ainda, a implementação de soluções originais numa lógica de diferenciação da atuação da consultora e entrada em novos mercados. Exemplo dessa estratégia é a aposta no FootballISM, uma plataforma tecnológica orientada à maximização dos recursos humanos e materiais da prática profissional de Futebol. No desenvolvimento de novas soluções destaca-se, também, o papel do investimento em Research & Development em Blockchain, nomeadamente com o Blockbase, um produto que está a ser desenvolvido por quadros internos da agap2IT com o apoio do programa de financiamento P2020 SI – I&DT. A criação de expertise interno encontra-se sustentada num esforço de formação e partilha de conhecimento entre os consultores: em 2018 a consultora realizou um investimento de quase 130 mil euros em formação, totalizando 5.358 horas de formação.

O plano para os dois próximos anos integra a reformulação dos seguintes pilares estratégicos: a reestruturação da oferta e das unidades de negócio, a expansão do escritório da consultora no Porto e a expansão internacional e o desenvolvimento de produtos e soluções.

Para Filipe Esteves, Diretor Geral da agap2IT, “uma organização apenas pode desejar ser bem-sucedida se apostar na inovação. É na procura de novas áreas de atuação, na expansão da nossa presença geográfica e no desenvolvimento de soluções originais que sustentamos o nosso crescimento. Não só nos propomos acompanhar tendências hoje identificadas como apostamos em estar na dianteira do mercado, desenvolvendo projetos de carácter diferenciador e capacitando os nossos clientes para implementarem processos mais eficazes e que potenciem a sua atividade. A meta a médio-prazo é de crescimento continuado e cumprimento de novas marcas na evolução pretendida para a agap2IT”.

Para 2019 o objetivo passa por alcançar, em Portugal, a meta dos 17,1M€ e um aumento da equipa da consultora para um total de 460 colaboradores. 

Sobre a agap2IT:

Fundada em setembro de 2005, a agap2IT é uma organização europeia na área dos Sistemas de Informação, Ciência e Tecnologia e uma referência no mundo da Banca, Seguros, Telecomunicações, Indústria, Farmacêutica e Energia, entre outras. Empenhada na inovação, a agap2IT está orientada para a criação de um verdadeiro valor para os seus Clientes e Consultores.

Atualmente tem escritórios em 10 países – Portugal, França, Espanha, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Itália e Suécia – e projetos dispersos por 4 continentes.

A capacidade de intervir globalmente aliada à elevada experiência e know-how técnico, funcional e de negócio da equipa, garantem a excelência da resposta aos mais exigentes e complexos desafios. Informações adicionais em http://www.agap2-it.pt/Agap2IT

SISTAVAC é agora RACE, uma mudança com 30 anos de experiência

“A alteração de nome foi já o culminar de todo um processo muito bem pensado e estruturado. Este rebranding deu-nos uma perspetiva muito interessante. Conseguimos com que os colaboradores ficassem ainda mais comprometidos com a organização. Esta é uma imagem de futuro. Queremos caminhar para a inovação e com esta mudança conseguimos“, começa por explicar o nosso entrevistado.

Com uma prioridade clara nas áreas estratégicas de maior valor de modo a reforçar a presença nos mercados internacionais com soluções inovadoras, competitivas e sustentáveis, muitas delas desenvolvidas de raiz pela equipa de engenharia, a RACE tenciona afirmar-se como parceiro internacional de referência, continuando a expandir-se para além de mercados onde já conta com importantes projetos como no Brasil, na Roménia, em Espanha, em França, mas também em Portugal.

“Passamos nos últimos anos a organizar o nosso negócio em três produtos core: refrigeração, ar condicionado e eficiência energética. Esta reorganização serviu para nos focarmos e continuarmos a ser líderes de mercado”. Com esta ambição, alteraram o nome para RACE – que é a sigla para Refrigeration & Air Conditioning Engineering – o que representa o culminar de um processo de três anos, durante os quais se procedeu à reorganização da empresa que, além de um novo nome e imagem, está agora estruturada em torno de quatro áreas de negócio consideradas estratégicas e nucleares: Refrigeração, Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e Building Efficiency.

Segundo o responsável, “o maior desfio hoje é a preocupação energética e a legislação, cada vez mais ‘apertada’ do ponto de vista ambiental. Tentamos acompanhar sempre as tendências de modo a oferecer soluções de ponta aos nossos clientes”.

Projetos e I&D 

“O Mar Shopping em Loulé é um projeto de uma magnitude incrível a nível nacional e a RACE está a fazer toda a parte de ar condicionado do espaço. Estamos a participar no primeiro investimento de um investidor estrangeiro, em Évora, num centro comercial, onde toda a engenharia é portuguesa. Esta é a primeira vez que um investidor chega a Portugal disposto a investir e escolhe a RACE. O ParkLake é um outro centro comercial na Roménia, em Bucareste, um projeto da Sonae Sierra, onde fizemos todas as instalações. Sendo que esta é a nossa maior obra em 30 anos de trabalho. Ainda no âmbito internacional, no Brasil, em Belo Horizonte, numa fábrica de nanochips, a única no hemisfério Sul que concebe este tipo de produtos. Por cá, inauguramos este mês uma loja com um conceito inovador com a integração de todos os nossos produtos. Todos os projetos foram pensados por nós, portugueses”, declara Frederico Rosa.

A RACE tem, continuamente, instalado soluções energéticas que se têm traduzido em milhares de euros de reduções de custos. Com equipas extremamente operacionais que, de acordo com o nosso interlocutor, “permitem acompanhar os clientes e a melhorar estratégias e procedimentos de forma contínua”, uma vez que, “hoje não há nenhum segmento de mercado que não seja competitivo e por isso é nossa intenção oferecer um fator distintivo tratando de tudo aquilo que é a nossa especialidade”.

“Vamos até onde chegarem os nossos clientes” 

“O ‘rebrand’ passa essencialmente pela distinção e pelo foco em três produtos foco, sempre com vista a inovação e foco no cliente. Já temos projetos em vários países e queremos continuar a conquistar mais, com a melhor performance e com a melhor solução energética”.

Neste campo a marca desenvolveu um laboratório, o RACE LAB, onde testam as soluções de engenharia que são feitas “à medida”, assim como “a aplicação de tecnologias inovadoras e sustentáveis que maximizam a eficiência, a segurança, o conforto e o negócio dos clientes”.

A marca está por isso mesmo em constante desenvolvimento de soluções de engenharia que permitem antecipar novas tendências, inclusive legais, e que permitam reduzir recursos, e ao mesmo tempo, melhorar eficiências e gerar mais valor para os clientes.

É com esta atitude de geração de valor e com a sua capacidade de inovar e entregar soluções à medida que a RACE é reconhecida enquanto líder global de mercado no desenho e implementação de projetos de engenharia de refrigeração comercial e industrial, na conceção e execução de instalações de ar condicionado, ventilação e instalações elétricas, bem como na conceção e implementação de sistemas de gestão computorizados remotos que permitem a monitorização e o controlo dos múltiplos equipamentos de um edifício, que passam pela refrigeração, ar condicionado e controlo, bem como toda a monitorização e otimização energética da globalidade da instalação.

30 Anos de experiência 

Fundada em 1985 com a designação de Selfrio – Engenharia do Frio, S.A, a RACE tinha como objetivo prestar serviços de assistência técnica, conceção, fabrico e construção de instalações comerciais/industriais na área da refrigeração. Entrou na área de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) em 1992 através da SISTAVAC, uma empresa com cariz vincadamente tecnológico e vocacionada para a conceção/construção integrada de instalações mecânicas, hidráulicas, elétricas e gestão técnica centralizada.

Em 1998 a SISTAVAC iniciou o seu processo de internacionalização, estando presente no Brasil, Espanha e Angola. Hoje, sob a denominação de RACE, conta com505 colaboradores, distribuídos pelas várias delegações, e teve um volume de negócios em 2016 na ordem dos 67 milhões de euros. A empresa integra o universo SONAE, com 70% do seu capital pertencente à Sonae Capital e 30% à norte-americana Johnson Controls.

 

Norma ISO/IEC 27001- Um fator Diferenciador

Presente no mercado desde 1996, a APCER faz este ano duas décadas de existência, sendo atualmente um dos principais players no âmbito da atividade de certificação. No sentido de contextualizar o nosso leitor, de que forma é que caracterizaria o percurso da marca em Portugal?
A APCER comemora 20 anos de atividade. Desde 1996 que a atividade da APCER tem sido pautada por princípios basilares para o sucesso de qualquer organização: compromisso, competência, integridade e agilidade. Como resultado deste posicionamento no mercado, a APCER desde o início da sua atividade posicionou-se como entidade de referência, e líder de mercado, na atividade de certificação.
Resultado da sua elevada resiliência, reflexo da elevada competência dos seus recursos humanos, a APCER sobrepôs-se a organismos de certificação mundialmente reconhecidos, que atuam hoje em dia no mercado português. Ao longo destes 20 anos, a APCER teve a preocupação em prestar serviços de valor acrescentado para as organizações, proporcionando competência e confiança à sociedade, mantendo uma cultura de proximidade com os seus clientes. Para além da atividade de certificação, a APCER é também reconhecida pela sua oferta em serviços de educação & formação e em auditoria (internas e a fornecedores).

A informação é um dos maiores recursos das Organizações. Nas empresas, a informação suporta uma grande diversidade de processos como negociações com clientes e fornecedores, nas fusões, e mesmo nos dados pessoais dos colaboradores. De que forma é que a norma ISO 27001:2013 pode demonstrar a integridade de dados, sistemas, além do compromisso com a segurança e informação?
A norma ISO/IEC 27001 define os requisitos necessários para estabelecer, implementar, manter e melhorar de forma contínua um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI). A complexidade de um sistema de gestão de acordo com este referencial vai depender de um conjunto de fatores como necessidades e objetivos da organização, requisitos de segurança, processos organizacionais definidos e dimensão e estrutura da organização. O sistema de gestão preserva a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação através da aplicação de um processo de gestão do risco, e dá confiança a todas as partes interessadas de que os riscos são geridos adequadamente. Para um eficaz sistema de gestão de segurança da informação é fundamental que o mesmo seja integrado com os processos da organização e que a segurança da informação seja considerada na conceção de processos, sistemas de informação e controlos.

A norma ISO 27001:2013 tem como princípio geral a adoção pela organização de um conjunto de requisitos, processos e controlos com o objetivo de mitigarem e gerirem adequadamente o risco da organização. As empresas portuguesas estão preparadas para responder às exigências desta norma?
Sim. De acordo com o estudo da ISO – International Organization for Standardization, de 2014, existiam em Portugal 56 certificados emitidos de acordo com este referencial normativo, o que por si só revela o grau de resposta das organizações portuguesas face aos requisitos da norma. Quando está em causa a gestão do risco de uma atividade, qualquer organização que preze pela sua sustentabilidade deve identificar esses mesmos riscos, classifica-los por ordem de gravidade e tomar medidas adequadas. O processo de gestão dos riscos existe devido ao constante surgimento de novas ameaças aptas a explorar as vulnerabilidades dos ativos da informação, o que exige que se tomem algumas medidas de prevenção.
A avaliação dos riscos deve ser feita tendo em conta uma análise de custo-benefício, para revelar se compensa um risco ser minimizado ou transferido. Em suma, se um risco tem baixa probabilidade de ocorrer e o custo do seu tratamento é muito elevado, pode não compensar essa tomada de decisão, sendo o risco assumido. No entanto, qualquer que seja a decisão, será sempre tomada com base em informação, factos e conhecimento do negócio.

Quais as principais mais-valias para quem a adota a norma ISO 27001:2013 e quais os benefícios para os clientes, fornecedores ou parceiros?
Credibilidade comercial: O facto de a organização ser reconhecida ao nível da proteção da informação é uma garantia para os seus clientes e parceiros da forma como os seus dados são tratados pela organização;
Redução de custo: o custo de um único incidente de segurança poderá ser consideravelmente superior ao investimento em sistemas de proteção. Por outro lado, a certificação pode diminuir o custo de eventuais prémios de seguros que tenham como objeto a segurança da organização;
Cumprimento legal e regulamentar: A certificação demonstra às autoridades competentes e acionistas que a organização cumpre as leis e regulamentos aplicáveis, tanto do ordenamento jurídico português como regulamentos setoriais.
Redução do risco de incidentes de segurança: A certificação proporciona um melhor conhecimento dos sistemas de informação, das suas vulnerabilidades e da forma como os proteger, o que resulta num aumento do nível de proteção contra riscos de negócio.

André Ramos
André Ramos

O universo empresarial português vive alguns momentos de contenção financeiro e sendo esta uma relevante norma na melhoria, a questão do valor é sempre importante. Neste sentido, qual é o custo estimado da implementação e certificação?
Mais do que quantificar os custos inerentes ao processo de implementação e certificação de um sistema de gestão de acordo com a norma ISO/IEC 27001, as organizações devem procurar respostas para as seguintes questões: Quanto custará uma falha que implique uma perda efetiva de informação? Quais as consequências da utilização da informação por pessoas que dela possam fazer uso indevido e não autorizado? Qual o custo da diminuição da produtividade por erros, falhas de sistema ou utilização de informação errada? Qual o peso da ocorrência de incidentes sobre as informações de uma organização? As respostas a estas questões colocam os custos de implementação e certificação a um nível insignificante.

Sente que as empresas lusas têm atualmente outra sensibilidade no domínio da segurança da informação?
Sim, sem dúvida alguma. Os incidentes de cibersegurança estão a aumentar exponencialmente, as técnicas e ferramentas utilizadas são cada vez mais sofisticadas e o seu potencial de devastação para as empresas é maior. É neste contexto que as organizações portuguesas procuram encontrar soluções que mitiguem estas ameaças, e atenuem o risco a que atualmente se encontram expostas. Pretendem, assim, apresentar aos mercados evidências e garantias adicionais das práticas que empregam no desenvolvimento das suas atividades.

Crê que esta norma vem apoiar as empresas portuguesas no domínio da internacionalização, ou seja, o mercado externo identifica quem está munido desta norma e aceita-o melhor, dada a credibilidade e segurança que a mesma aporta?
A certificação de acordo com a norma ISO/IEC 27001 é reconhecida a nível mundial. No final de 2014, e de acordo com o estudo da ISO – International Organization for Standardization, existiam 23.972 certificados emitidos em todo o mundo de acordo com este referencial normativo, um crescimento de 7% face aos números de 2013. Uma das grandes vantagens das organizações que procuram esta certificação, num contexto de mercado complexo, é sem dúvida a possibilidade de conquistarem novos mercados através deste fator diferenciador.

De que forma é que, com esta norma, as empresas conseguem proteger de forma mais eficaz as suas vantagens competitivas e o próprio conhecimento do negócio?
Vivemos numa era em que a informação é considerada a chave dos negócios de uma organização, devido à sua utilidade e importância. A problemática da segurança da informação está associada com a crescente dependência das empresas em sistemas de informação e tecnologias da informação. Reconhecendo o valor da informação, as organizações devem certificar-se de que a gerem de forma eficaz. Um SGSI permite uma gestão dos riscos da segurança da informação para garantir que a informação não é negada nem se tornará indisponível, não será perdida, destruída ou danificada, divulgada sem autorização ou até mesmo roubada.

Que conselho/mensagem deixaria às empresas que ainda vislumbram a norma ISO 27001:2013 com algum ceticismo?
Como dizia Descartes “todo o conhecimento é inseguro e não está livre de dúvidas”. Para aquelas organizações que ainda não encontraram uma certeza absoluta sobre as mais-valias na implementação da ISO/IEC 27001 proponho que procurem fazer algum benchmarking com organizações que possuam um SGSI implementado, ou por outro lado, que avaliem o impacto da perda total ou parcial da informação que gerem em resultado da sua atividade.

“A Saúde é um fator de riqueza para a sociedade”

A Janssen Portugal assume o paradigma no desenvolvimento de medicamentos inovadores, tendo como principal fito a promoção da melhoria da qualidade de vida das pessoas. De que forma tem a Janssen assumido a “função” de ser uma marca completamente direcionada para a proteção das pessoas e da saúde das mesmas?
A Indústria Farmacêutica é uma das mais inovadoras e também uma das que tem aportado mais valor para os doentes e para a sociedade. Os novos medicamentos desenvolvidos pela Indústria Farmacêutica foram responsáveis por grande parte do aumento da esperança de vida da população observada nos últimos 100 anos. Trabalhar na Indústria Farmacêutica é uma enorme responsabilidade, mas também um motivo de realização e de compromisso.
A inovação e o foco nas pessoas são duas características essenciais que marcam a identidade e a cultura da Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson.
Atualmente, o nosso foco está centrado no desenvolvimento de novos medicamentos em áreas de grande necessidade médica, como são a Hemato-Oncologia, a Imunologia, as Neurociências, a Infeciologia e as Doenças Cardiovasculares e Metabólicas.
A Janssen possui um dos pipelines mais inovadores e diversificados dentro da Indústria Farmacêutica e a sua capacidade de desenvolver e disponibilizar soluções terapêuticas tem sido amplamente reconhecida a nível global. A título de exemplo, recentemente, e pelo 4º ano consecutivo, a J&J (e a Janssen) foi distinguida pela IDEA Pharma como a companhia mais bem-sucedida no desenvolvimento e na comercialização de novos medicamentos.

Será legítimo afirmar que a vossa orgânica e missão está sustentada, também, nas relações de parceria e proximidade que possuem com doentes, comunidade médica e outros stakeholders? Qual a importância desta “rede” para o sucesso da Janssen?
Conforme refletido no “Nosso Credo” que traduz a nossa missão e o nosso sistema de valores enquanto empresa do grupo J&J, a nossa primeira prioridade são os doentes.
Além disso, acreditamos que enquanto Janssen, devemos ser parte integrante do ecossistema da saúde e isto significa trabalharmos em conjunto com os diferentes stakeholders para melhorarmos a qualidade da saúde dos doentes e da população, incrementarmos as competências e qualificações dos profissionais de saúde e aumentarmos o valor e a competitividade de Portugal nas áreas de inovação e na economia do conhecimento relacionadas com a saúde.

Esta rede e estas parcerias são vitais no desenvolvimento de medicamentos inovadores e diferenciadores? Em que moldes?
Como refere Paul Stoffels, atual Chief Scientific Officer da Janssen a nível mundial, as parcerias na Investigação e Desenvolvimento de novos medicamentos são cruciais e o modelo “fechado” baseado em tecnologias e know-how específicos internos está esgotado.
Atualmente, a produção de inovação científica passa por modelos colaborativos e abertos envolvendo a Indústria Farmacêutica, a Academia, os Centros de Investigação, empresas de biotecnologia, entre outros stakeholders. A forma como a Janssen está organizada em termos de infraestruturas de Investigação e Desenvolvimento reflete essa visão.
A nível global, a Janssen dispõe de 13 Pólos de Investigação dedicados ao desenvolvimento interno de novos medicamentos, em profunda articulação com a academia e grupos independentes de investigação. A estes pólos internos, acrescem quatro Centros de Inovação, que integram equipas multidisciplinares com qualificações na área de investigação básica e clínica nas áreas terapêuticas prioritárias da organização, especialistas em investimentos de capital de risco, peritos em patentes.
A missão destas equipas consiste na identificação de oportunidades de parceria no desenvolvimento de novas tecnologias que possam resultar em inovações terapêuticas relevantes para o doente e para a sociedade. Hoje em dia, cerca de 50% dos medicamentos em desenvolvimento pela Janssen foram, inicialmente, desenvolvidos por entidades externas. Isto é o resultado do sucesso da nossa estratégia de Inovação Aberta.

A Janssen assume-se como um dos principais players ao nível da investigação farmacêutica mundial. Em Portugal, de que forma é que a Janssen tem na Inovação o seu principal «cartão de visita»?
Em Portugal, o volume de ensaios clínicos realizado está ainda aquém do potencial do país, mas observa-se já uma ligeira tendência de crescimento, a qual é preciso consolidar e acelerar.
Nos últimos anos, têm sido implementadas algumas medidas importantes para aumentar a competitividade do país na atração de novos ensaios clínicos. Para que um país possa ser competitivo na área de investigação clínica num contexto internacional, são necessárias equipas de investigação preparadas e competentes, processos de avaliação e aprovação eficientes, elevado nível de qualidade na geração de dados e fiabilidade no cumprimento dos objetivos de recrutamento assumidos.
A Janssen tem trabalhado junto das equipas de investigação locais e dos centros de decisão internacionais para incluir Portugal nos programas de desenvolvimento clínico dos nossos medicamentos.
Temos igualmente realizado um trabalho de prospeção de novas tecnologias na área da saúde, a nível nacional, em articulação com o Centro de Inovação da J&J em Londres. Portugal dispõe de excelentes profissionais e centro ligados à investigação básica, quer a nível académico, quer em institutos independentes. Existe igualmente um número crescente de start-ups na área da saúde, e um ambiente altamente estimulante para o empreendedorismo e inovação na área da saúde.
A J&J, através dos seus Centros de Inovação, tem atualmente cerca de 400 acordos de parceria com empresas de biotecnologia e centros de investigação a nível global. Queremos que, no futuro, Portugal possa estar na rota das nossas histórias de sucesso.

De que forma é que essa aposta concreta e clara na Inovação tem dado resultados visíveis no domínio da investigação e desenvolvimento de medicamentos, potenciadores da melhoria da saúde em Portugal?
A Janssen tem um dos pipelines mais valiosos e inovadores na Indústria Farmacêutica a nível global. Não obstante os extraordinários progressos científicos nas últimas décadas, existem ainda muitas áreas de necessidade no desenvolvimento de novas soluções terapêuticas.
Em Portugal, a Janssen comercializa medicamentos em áreas de grande impacto em termos de saúde pública, das quais destacaria as doenças mentais, a infeção VIH/SIDA, as doenças imunológicas e a hemato-oncologia.

Esta aposta na Inovação em Portugal é fruto de uma estratégia delineada a nível global por parte da marca? É importante que a marca seja reconhecida com este cariz inovador e diferenciador?
A inovação faz parte dos nossos genes e esse facto tem um impacto na nossa forma de estar e de agir enquanto companhia a nível global e também em Portugal. Esse cariz inovador e diferenciador traduz-se não só nas inovações terapêuticas que produzimos, mas também nas nossas estratégias de Inovação Aberta, na utilização de novas tecnologias para geração e partilha de conhecimento. O mundo está em rápida transformação e enquanto companhia é fundamental acompanharmos e anteciparmos as mudanças.

José Antunes
José Antunes

Pela sua experiência e conhecimento, quais são as tendências futuras do setor dos cuidados de saúde?
Acreditamos que num futuro próximo, o mundo dos cuidados de saúde será constituído por doentes informados, que exigem ter acesso aos melhores tratamentos disponíveis.
As novas tecnologias estarão cada vez mais integradas na prestação de cuidados de saúde e na melhoria da efetividade das intervenções terapêuticas. As tecnologias de informação e o “big data” serão amplamente utilizados na geração de conhecimento, no suporte à decisão clínica e na otimização da utilização de recursos.
Os modelos de Inovação Aberta serão a regra e as novas soluções terapêuticas serão desenvolvidas através de parcerias entre a indústria, a academia, as entidades governamentais, profissionais de saúde e doentes. Caminharemos para uma medicina mais personalizada em que as terapêuticas serão selecionadas de acordo com as características de cada doente individual. Os biomarcadores permitirão selecionar populações que podem beneficiar de medicamentos específicos.
Será, seguramente, um mundo mais complexo e mais tecnológico, no qual será essencial trabalhar lado a lado com os stakeholders em benefício dos doentes e da sociedade.

Mais Saúde, Mais Futuro. De que forma é que a Janssen personifica este lema?
Colaboramos com o mundo para a saúde de todos. Este lema da Janssen está interligado com a questão de mais e melhor saúde no futuro. A título de exemplo, a Janssen e as restantes companhias do grupo J&J têm trabalhado cada vez mais numa lógica de colaborações e parcerias, tanto internas como externas, com o objetivo de promover a saúde e combater a doença. Acreditamos que a Saúde não é uma fonte de despesa, mas antes um fator de riqueza para a sociedade e que contribui para a prosperidade da mesma em todas as vertentes.

Quais são os grandes desafios e prioridades da marca no futuro? A Inovação é e será sempre o principal componente da Janssen na promoção da saúde a nível local e global?
O grupo J&J, do qual a Janssen faz parte, tem quase 130 anos de história. O nosso sucesso ao longo de todos estes anos tem resultado da nossa integridade, da nossa reputação, da nossa capacidade de antecipação e adaptação às novas realidades na área da saúde e da produção de inovação com valor para o doente e para a sociedade. Investimos em inovação de vanguarda trabalhando para prevenir, intercetar e tratar a doença. Acreditamos na inovação aberta e em novos modelos de colaboração com os diferentes stakeholders no desenvolvimento e disponibilização de soluções terapêuticas. Acreditamos também que devemos ter um papel importante no incentivo à economia do conhecimento e na identificação de propostas que possam contribuir para o combate à doença e para promover uma sociedade mais saudável, mais produtiva e com melhor qualidade de vida.

TENA – A marcar a diferença

Joao Iglesias

Marca de enorme prestígio, a TENA – Portugal – SCA Hygiene Products SL tem vindo a calcorrear um percurso interessante a nível da Península Ibérica. Que análise perpetua do atual posicionamento e capacidade de intervenção da marca em território luso?
Quando abordamos este assunto a nível da Península Ibérica, a verdade é que existem sistemas completamente diferentes nos dois países. Em Espanha, parte destes produtos são totalmente financiados pelo Estado, enquanto que em Portugal somente alguns subsistemas o financiam. Esta situação limita em certa medida o acesso a estes bens tão essenciais para a qualidade de vida das pessoas incontinentes, principalmente por razões económicas.

De que forma tem a mesma vindo a marcar a diferença no mercado, tendo como desiderato primordial a satisfação total e completa dos seus clientes?
Com mais de 40 anos de experiência, TENA é a marca líder mundial no cuidado da incontinência e higiene. Os nossos pilares sustentam-se na inovação e desenvolvimento de novos produtos e serviços que ofereçam a melhor atenção a pacientes e cuidadores, sem esquecer o impacto económico dos serviços de saúde em grande escala.

O Dia Mundial da Incontinência Urinária é celebrado a 14 de março com o objetivo de sensibilizar a população para esta patologia. Que visão tem a marca sobre esta patologia?
A incontinência urinária afeta 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Consciencialização e Formação são duas das nossas principais linhas de atuação. Entre outras ações, a SCA organiza bianualmente o GFI (Global Forum of Incontinence), fórum de intercâmbio de opiniões e debate com a participação de peritos de todo o mundo (19 e 20 de abril deste ano, em Berlim).

Esta patologia está centrada especialmente em mulheres, homens ou ambos? Existe diferença entre os sexos na hora de abordar o problema?
A nível geral ainda existe um grande desconhecimento sobre esta condição e a existência de produtos específicos para o cuidado da incontinência, recorrendo em muitos casos a soluções caseiras em vez de utilizar os produtos disponíveis no mercado. A realidade da incontinência urinária é que não discrimina entre género ou idade, e afeta tanto homens como mulheres. Particularmente para os homens, esta patologia é um grande tabu, e em muitos casos não se realiza nenhuma consulta médica.

Que proteções «made in» TENA apresentam a todos aqueles que sofrem com a incontinência urinária?
No nosso portefólio de produtos na área de absorventes, podemos falar de três categorias diferentes no que diz respeito a géneros: Mulheres – TENA Lady; Homens – TENA Men; e produtos Unisexo, abarcando todos os graus de incontinência. Contamos também com uma gama completa de produtos de higiene que contribuem para o cuidado da pele e do cabelo.

Na busca pela investigação para encontrar as melhores soluções e produtos, de que forma é fundamental apostar na inovação? A marca tem vindo a promover esse nível elevado de investigação de novos produtos?
Um dos pilares fundamentais da companhia é a inovação (I+D), e somos amplamente reconhecidos por ela. Mencionado só alguns dos nossos produtos a título de exemplo, podemos destacar na gama de absorventes para incontinência moderada/graveTENA Flex (absorvente anatómico com cintura adesiva) e TENA Slip ConfioAir, ambos transpiráveis. Em Higiene, toda a gama de lavagem sem água, sendo um dos nossos últimos lançamentos o TENA Shampoo Cap, para o cuidado do cabelo. Menção ainda para TENA U-test, para a fácil deteção de infeções do trato urinário em pessoas com incontinência.

Com os produtos TENA as pessoas podem assumir o controlo de si próprio?
Com o tratamento médico adequado e a utilização de produtos específicos segundo o tipo de incontinência de que se padeça, os afetados podem levar uma vida plena sem que esta interfira na sua atividade diária. Nesta linha, o ano passado lançámos para o público masculino a campanha “Toma o controlo”.

Que mensagem lhe aprazaria deixar a todos aqueles que enfrentam o problema da incontinência urinária?
A incontinência urinária deve ser tratada com a atenção que merece, consultando um médico ou especialista para receber o diagnóstico adequado e avaliado todas as possíveis vias de tratamento. Dentro deste facto, os produtos absorventes e de higiene pessoal são complementos de grande importância e influência no bem-estar das pessoas.

Uma nova era na Oftalmologia

Sandra Barrão

A oftalmologia é uma especialidade médico-cirúrgica em que a evolução tecnológica tem tido um papel deveras importante quer no diagnóstico quer no tratamento das doenças oculares. E para isso tem tido especial papel a estreita relação entre a Medicina e a Física.

A imagiologia da retina tem sido alvo de um grande desenvolvimento nos últimos 18 anos com o advento da Tomografia de coerência ótica (OCT). Esta tecnologia revolucionou o diagnóstico e o seguimento da patologia oftálmica, e em particular da retina. O OCT marcou o início de uma nova era na Oftalmologia: a análise estrutural do globo ocular.
As suas imagens de alta resolução são comparáveis, a nível de detalhe, a um exame histológico – “biopsia” in vivo, não invasiva, de não contacto, reprodutível e rápida das estruturas oticamente acessíveis do globo ocular.
Está amplamente divulgada e, em poucos anos, tornou-se um exame indispensável em oftalmologia, dadas as suas características únicas.
A degenerescência macular da idade, primeira causa de cegueira nos países desenvolvidos e a retinopatia diabética, primeira causa de cegueira em indivíduos em idade ativa, são áreas onde o OCT se tem revelado crucial.
Faculta-nos uma avaliação morfológica e morfométrica das estruturas – análise qualitativa e quantitativa. Tem papel preponderante na decisão terapêutica e na avaliação da eficácia da mesma.
A procura de mais informação e maior resolução tem levado a indústria a um aperfeiçoamento da técnica, sempre com o intuito de melhor servir o doente.
Atualmente está disponível uma nova tecnologia OCT – o Swept Source OCT. Ao utilizar um feixe de luz com maior comprimento de onda, permite uma maior visualização dos tecidos mais profundos e maior penetração, ultrapassando algumas opacidades dos meios, como a catarata ou condensações do vítreo. Num mesmo scan de aquisição, analisa com alta resolução o vítreo, a retina, a coroideia e a esclera. A grande rapidez de aquisição, 100000 A scan/segundo e o facto de o scan ser invisível facilita a fixação do olhar por parte do doente, reduzindo os erros originados pelos movimentos oculares involuntários. Incorpora, ainda, num mesmo aparelho, a capacidade de realizar a fotografia a cores do fundo ocular, a avaliação da autofluorescência da retina e a angiografia fluoresceínica convencional.
O Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto (IOGP) tem o privilégio de ser o primeiro Hospital público a ter disponível esta mais valia no apoio aos seus utentes e aos referenciados por outras instituições que não disponham da técnica.
A preocupação permanente de disponibilizar cada vez melhores cuidados ao doente culminou num novo modo de realizar angiografia – o Angio OCT. Permite visualizar a vascularização do fundo ocular de forma não invasiva, sem a injeção de contraste (que pode ter efeitos adversos graves), e ainda de uma forma tridimensional. Tem aplicações específicas, de momento. O seu aperfeiçoamento terá um grande impacto como método complementar de diagnóstico.

Quem é a TOPCON?

A TOPCON é uma marca japonesa especializada em oftalmologia e topografia, áreas em que lidera com um posicionamento de referência no mercado mundial.

Surgiu em 1930 e foi solidificando a sua experiência no fabrico de equipamentos topográficos bem como como binóculos e câmaras, ao longo de mais de 80 anos.
Em 1948 alargou o negócio à área da oftalmologia, para a qual contribuiu com a criação de equipamentos inovadores. Foi pioneira no desenvolvimento do autorefratómetro com infravermelhos e sistema de visualização em 1978, o que contribuiu para melhorar a rapidez e precisão do exame refrativo ocular e também a primeira a desenvolver um tomógrafo de coerência ótica 3D de domínio espectral, que veio permitir a visualização das camadas da retina com retinografia em simultâneo com uma resolução e rapidez nunca antes conseguidas. Mais recentemente desenvolveu uma nova tecnologia Swept Source nos tomógrafos de coerência ótica 3D elevando ainda mais a resolução destes equipamentos e permitindo uma precisão no diagnóstico oftalmológico sem precedentes, confirmando o forte grau de inovação e de liderança.
O constante crescimento da TOPCON levou à criação de parcerias e incorporação de outras empresas internacionais, nomeadamente a da empresa HOYA em 2005, da americana ANKA (especialista em redes de oftalmologia) no ano seguinte, e do segmento de Glaucoma e retina da empresa Optimedica em 2010. No mesmo ano criou ainda a empresa Laser Systems, dedicada ao fabrico de lasers para sistemas de medição.
A TOPCON é singular por ser a única empresa do setor a possuir tecnologia ótica adaptada a vários comprimentos de luz e as soluções apresentadas pela marca na área de Oftalmologia têm permitido diferentes aplicações médicas, desde diagnóstico ao tratamento.

O perfecionismo japonês
A essência da cultura japonesa centra-se, desde tempos milenares, na filosofia do “DO”. Esta palavra japonesa, apesar de não ter tradução literal para outras línguas, significa “caminho” e remete para a incessante busca da perfeição, presente em diversas áreas e setores do referido país. Assim, os japoneses apresentam, aliada a uma forte capacidade de adaptação e integração, uma procura constante pelo rigor e perfecionismo.

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