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Patente do INEGI facilita a previsão do tempo de vida dos materiais

Os testes realizados no INEGI, para comprovar a eficácia deste novo “sistema de iluminação por luz rasante”, demonstram que “as imagens geradas têm qualidade superior, já que é possível iluminar uniformemente o material sob observação”, afirma Paulo Tavares, investigador do INEGI e um dos inventores da tecnologia. “Conseguimos fazer sobressair a fenda em toda a sua extensão, para assim realizar a sua medição ou monitorizar o crescimento, algo essencial para garantir a fiabilidade de metodologias de processamento de imagens automático na análise à fadiga”, acrescenta.

Além de qualidade, ganha-se tempo. Com esta nova tecnologia, os especialistas conseguem analisar as fendas através de um método automático de captura e processamento de imagem, um sistema também criado no INEGI e disponibilizado com licenciamento livre (open source). Assim evitam paragens da máquina de ensaios, tornando o processo até oito vezes mais rápido, comparativamente com o que é feito por um técnico, com uma lupa tradicional de inspeção.

O estudo da fadiga mecânica, o processo de desgaste progressivo de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação, é essencial para “antecipar o número de ciclos de carga a que os materiais podem ser sujeitos até falharem e saber qual o seu tempo de vida útil estimado”, explica Paulo Tavares.

Os setores aeronáutico e automóvel beneficiam diretamente desta inovação, uma vez que utilizam vários componentes em metal, que estão normalmente sujeitos a este tipo de desgaste. Por exemplo, sempre que um avião descola e aterra há um ciclo de fadiga, que pode provocar fendas. Com o sistema patenteado pelo INEGI consegue-se analisar, de um modo mais rápido e mais efetivo do que é conseguido atualmente, quando é esperado que haja rutura de algum componente do avião, de modo a evitar acidentes.

A próxima fase centra-se no estabelecimento de parcerias, que permitam a rentabilização comercial da tecnologia, contribuindo para a otimização de testes de fadiga em vários setores da indústria.

SOBRE O INEGI

É um instituto de novas tecnologias, vocacionado para a realização de atividades de investigação e de inovação de base tecnológica, transferência de tecnologia, consultoria e serviços tecnológicos, orientadas para o desenvolvimento da indústria e da economia em geral. Contando já com mais de 30 anos de experiência, o INEGI atua num conjunto alargado de mercados e setores, nomeadamente: automóvel e transportes; aeronáutica, espaço e defesa; metalomecânica e bens de equipamento; energia e ambiente; saúde; desporto; e economia do mar. Mais informações em: www.inegi.up.pt

Patente do INEGI facilita a previsão do tempo de vida dos materiais

Os testes realizados no INEGI, para comprovar a eficácia deste novo “sistema de iluminação por luz rasante”, demonstram que “as imagens geradas têm qualidade superior, já que é possível iluminar uniformemente o material sob observação”, afirma Paulo Tavares, investigador do INEGI e um dos inventores da tecnologia. “Conseguimos fazer sobressair a fenda em toda a sua extensão, para assim realizar a sua medição ou monitorizar o crescimento, algo essencial para garantir a fiabilidade de metodologias de processamento de imagens automático na análise à fadiga”, acrescenta.

Além de qualidade, ganha-se tempo. Com esta nova tecnologia, os especialistas conseguem analisar as fendas através de um método automático de captura e processamento de imagem, um sistema também criado no INEGI e disponibilizado com licenciamento livre (open source). Assim evitam paragens da máquina de ensaios, tornando o processo até oito vezes mais rápido, comparativamente com o que é feito por um técnico, com uma lupa tradicional de inspeção.

O estudo da fadiga mecânica, o processo de desgaste progressivo de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação, é essencial para “antecipar o número de ciclos de carga a que os materiais podem ser sujeitos até falharem e saber qual o seu tempo de vida útil estimado”, explica Paulo Tavares.

Os setores aeronáutico e automóvel beneficiam diretamente desta inovação, uma vez que utilizam vários componentes em metal, que estão normalmente sujeitos a este tipo de desgaste. Por exemplo, sempre que um avião descola e aterra há um ciclo de fadiga, que pode provocar fendas. Com o sistema patenteado pelo INEGI consegue-se analisar, de um modo mais rápido e mais efetivo do que é conseguido atualmente, quando é esperado que haja rutura de algum componente do avião, de modo a evitar acidentes.

A próxima fase centra-se no estabelecimento de parcerias, que permitam a rentabilização comercial da tecnologia, contribuindo para a otimização de testes de fadiga em vários setores da indústria.

SOBRE O INEGI

É um instituto de novas tecnologias, vocacionado para a realização de atividades de investigação e de inovação de base tecnológica, transferência de tecnologia, consultoria e serviços tecnológicos, orientadas para o desenvolvimento da indústria e da economia em geral. Contando já com mais de 30 anos de experiência, o INEGI atua num conjunto alargado de mercados e setores, nomeadamente: automóvel e transportes; aeronáutica, espaço e defesa; metalomecânica e bens de equipamento; energia e ambiente; saúde; desporto; e economia do mar. Mais informações em: www.inegi.up.pt

Evolução das telecomunicações europeias na última década preocupa

O estudo “Migração de Valor na Indústria de Telecomunicações” (‘Value Migration in the Telecom and Media sector in Europe: an European tragedy?”), realizado pela Altran, que presta serviços de consultoria de inovação e tecnologia em Portugal, foi hoje apresentado na APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações e conclui que a evolução do mercado europeu de telecomunicações na última década “é preocupante, face ao ritmo de desenvolvimento de outras geografias, particularmente os EUA”.

O líder da Altran Portugal para a indústria de telecomunicações e media, Bruno Casadinho, explicou que houve uma migração de valor dos segmentos tradicionalmente com maior relevância – os operadores de telecomunicações e fabricantes de equipamentos de rede – que há 11 anos representavam 50% do valor do mercado, para dois novos segmentos: os fabricantes de equipamentos terminais e as empresas assentes na Internet.

“Em 2004 houve uma migração de valor. Os tradicionais perderam 20% do seu valor, representando hoje um terço do mercado. Quem cresceu foram estes novos ‘players’, que há 11 anos representavam 8,7% e hoje valem 21,6%”, disse, acrescentando que os fabricantes de equipamentos terminais e as empresas assentes na Internet registaram crescimentos de 800% e 400%, respetivamente.

No mesmo período, o mercado mundial de operadores de telecomunicações cresceu 8%.

Segundo o estudo, na Europa, a situação é ainda mais grave, já que as grandes empresas dos segmentos de equipamentos terminais e de Internet estão fora do espaço europeu, sendo a Apple e a Samsung as maiores fabricantes mundiais de dispositivos e a Google, Facebook e Amazon as grandes tecnológicas mundiais.

“A Europa liderou [no passado], mas os novos ‘players’ [intervenientes] são todos norte-americanos ou asiáticos. A Europa está perder a corrida da inovação, quer em plataformas quer em ‘devices’ (equipamentos)”, disse.

O estudo mostra que o ‘mix’ entre política, regulação, excessiva fragmentação dos mercados e ausência de investimentos estão a levar à perda de protagonismo e relevância do continente europeu no cenário mundial, ao impedirem a promoção da criação de novos negócios centrados na economia digital.

“Uma regulação mais restrita condiciona a capacidade de investimento na indústria. A regulação apertou na Europa e abriu nos Estados Unidos e a Europa vê-se agora confrontada com ‘players’ como o Netflix e nem sabe como regular este tipo de atividade”, frisou Bruno Casadinho, defendendo uma harmonização da regulação.

A isto acresce ainda a lentidão das instituições europeias e a ausência de uma estrutura ativa de ‘Venture Capital’ para desenvolver novos negócios.

O documento incide ainda sobre o facto de a União Europeia tentar reagir no sentido de inverter esta tendência e voltar a posicionar a Europa como um grande ‘player’ mundial das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), através da implementação de um plano para a construção do Mercado Único Digital, com a consolidação dos reguladores europeus.

 

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