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Techvisa ajuda empresas a atrair talento extracomunitário

As empresas estão cada vez mais exigentes. E esta exigência é ainda maior quando se tratam de empresas tecnológicas, como as de desenvolvimento de software, e empresas inovadoras, como as que desenvolvem novos produtos e / ou serviços. São estas as empresas que o LISPOLIS acolhe e pretende continuar a acolher, sejam elas Startups, PMEs ou Grandes Empresas e Multinacionais.

A convivência que o LISPOLIS tem com as empresas instaladas permite-lhe entender o que estas necessitam para desenvolver a sua atividade. Espaço por espaço, considerando que inclui serviços associados a condomínio e manutenção, é hoje manifestamente insuficiente. Mais do que a procura por metros quadrados, as empresas querem um local onde possam encontrar apoio no desenvolvimento do seu negócio, seja no acesso a informação e à agenda de eventos, seja na facilidade de alargarem a sua rede de contactos, seja no apoio na procura de soluções de investimento e / ou financiamento, ou ainda no acesso a serviços especializados.

Um dos assuntos que mais preocupa estas empresas atualmente é conseguirem atrair e reter os recursos humanos altamente qualificados de que necessitam para darem resposta a todos os pedidos e propostas que lhes chegam por parte dos seus clientes.

A focusbc (http://www.focus-bc.com/pt/), empresa de consultoria de negócio e de conceção e implementação de soluções no âmbito da performance management e location intelligence, com foco na personalização de ferramentas para os seus clientes, é uma das empresas que mais tem sentido esta realidade.  “Temos vindo a procurar talento a um nível global, com ajuda de clientes e parceiros especializados, oferecendo condições atrativas aos candidatos e mecanismos de retenção de talento”, afirma Sandro Baptista, Managing Partner.

Explica ainda que entre os pontos mais relevantes para os novos colaboradores aquando da escolha de uma nova empresa para trabalhar estão os “desafios contínuos, inovação de produto e projetos, clientes de referência nacional e internacional, instalações modernas com zonas de lazer e diversão interior e exterior, ambiente informal e mecanismos de acolhimento (fruta, bebidas), fóruns de partilha de conhecimento abertos à comunidade (eventos, meetups, etc.), diferentes modelos de contratação, flexibilidade de horários e trabalho remoto, atividades de lazer em equipa e um modelo de gestão de capital intelectual que engloba um pacote de remuneração atrativo, prémios trimestrais, fringe benefits, modelo de carreiras, formação contínua e programas de certificação”.

O talento é cada vez mais exigente, o que cria uma dificuldade acrescida para as empresas e uma diferença no mercado entre a oferta e a procura.

É também notória uma escassez de talento em Portugal, que é sobretudo sentida pelas empresas de software. Segundo o relatório Hays Global Skills Index 2018, existe um gap de 9,4 numa escala até 10 entre as competências que as empresas procuram e as competências disponíveis no mercado de trabalho, em Portugal. Este número significa que “os negócios enfrentam agora um problema sério em fazer coincidir o talento disponível com as vagas de trabalho”, indica o mesmo relatório, disponível em http://www.hays-index.com/.

A escassez de recursos justifica-se ainda por um aumento da procura, uma vez que é do conhecimento público que grandes empresas têm optado por Portugal para instalar os seus centros de competências e que, simultaneamente, não houve um acompanhamento e adaptação a um novo paradigma de mercado por parte das entidades que trabalham o talento, como é o caso das Universidades.

 

 

O LISPOLIS tem acompanhado estas preocupações de muito próximo e tem feito tudo o que está ao seu alcance para ajudar as empresas a encontrarem soluções, nomeadamente a dois níveis: 1) fazendo a ponte com os cursos com saída para tecnologia das Faculdades associadas ao LISPOLIS, nomeadamente o Instituto Superior Técnico (IST) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL); 2) fazendo a ligação entre empresas que querem contratar (procura) e empresas que disponibilizam o talento (oferta), numa lógica de contratação de serviços de desenvolvimento ou de outsourcing de recursos humanos qualificados, ao invés da tradicional solução do ingresso de um novo colaborador no quadro.

É por esse motivo que, considerando também que a falta de recursos qualificados é um problema não apenas português mas também europeu, dá destaque ao programa Tech Visa, promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) e pela estratégia Startup Portugal. Esta nova iniciativa tem como objetivo “que quadros altamente qualificados, especialmente da área tecnológica, estrangeiros à União Europeia, possam aceder aos empregos criados pelas empresas portuguesas de forma simplificada”, como se pode ler na sua génese, em http://www.iapmei.pt/.

Se no Startup Visa, programa destinado a empreendedores estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal, com vista à concessão de visto de residência ou autorização de residência, a certificação é atribuída a incubadoras que possam acolher estes projetos, como o LISPOLIS, no programa Tech Visa são as empresas tecnológicas e inovadoras que têm de ser certificadas pelo IAPMEI.

E as empresas do LISPOLIS veem com bons olhos este tipo de iniciativas. “É enorme a disparidade entre o número de recursos qualificados extracomunitários que desejam realocar-se para Portugal e aqueles que fazem essa mudança. Na HHS temos aproveitado a desmaterialização que as TI permitem, através do trabalho remoto, para colmatar a falta de uma via expedita para acolher estes(as) profissionais. Um capital humano de inestimável valor que contribuirá para a nossa sociedade. Urge alterar a postura. Portugal é um país fantástico para viver, recebamos de braços abertos o talento que nos procura”, declara Marco Correia, Conselheiro Estratégico da Host Hotel Systems (https://www.hostpms.com/)

Toda a informação sobre o programa, processo e critérios de certificação das empresas, assim como os requisitos de elegibilidade de trabalhadores altamente qualificados, está disponível no site do IAPMEI (http://www.iapmei.pt). Referir apenas que:

O programa é destinado a empresas tecnológicas e inovadoras que pretendam contratar talento altamente qualificado oriundo de Estados terceiros;

As candidaturas abriram a 2 de janeiro de 2019 e têm como data limite 31 de dezembro de 2019;

Todo o processo decorre numa área reservada da Consola de Cliente do IAPMEI;

As candidaturas serão analisadas num prazo máximo de 20 dias úteis a contar da data de submissão.

Costumamos dizer que o sucesso do LISPOLIS está intimamente ligado ao sucesso das empresas que acolhe. Se as empresas tecnológicas e inovadoras não conseguirem ter os recursos de que necessitam, não conseguirão desenvolver e entregar os projetos, quer os que têm em carteira quer outros que não conseguirão obter por falta de capacidade de resposta. É por isso, e por pretender sempre que possível contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade, que o LISPOLIS promove ativamente este programa junto das suas empresas e da sua rede de contactos e está disponível para o esclarecimento de todas as dúvidas online (em https://www.lispolis.pt/) ou pelos seus contactos habituais (217101700 ou geral@lispolis.pt).

Opinião de Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis e Pedro Rebordão, Diretor de promoção e inovação do Lispolis.

Janssen é inovação em saúde

O medicamento certo para o paciente certo, na dose certa e com o efeito certo”. Para iniciarmos a nossa conversa e de forma a elucidar o leitor, o que é medicina de precisão?

É um objetivo que a Medicina há muito persegue e que graças à informação e à tecnologia disponíveis está hoje mais próximo.

Trata-se de uma abordagem customizada no tratamento e prevenção de doenças por oposição ao one-size-fits-all que atualmente impera.

A Janssen, enquanto companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson – o maior grupo de cuidados de saúde do mundo – tem uma responsabilidade acrescida no setor e por isso tem procurado também responder a estes princípios da medicina de precisão: porque é que em duas pessoas com a mesma doença, numa resulta um determinado fármaco ou tratamento e noutra não? Porque é que apenas algumas pessoas desenvolvem efeitos secundários?

Com informação personalizada sobre a genética, com dados de vida real sobre o estilo de vida do doente, e o ambiente em que vive, será possível produzir, mas também prescrever com maior precisão – mais uma vez apoiados pelo machine learning e o big data – o tratamento a prestar a cada uma das pessoas de forma diferenciada. É um tremendo ganho de eficácia com um valor inquestionável para a saúde de cada um de nós. A medicina de precisão não se restringe à farmacologia mas é a este nível que irá evitar exposições excessivas à toxicidade e desperdícios. Ora, esses são ganhos de efetividade e eficiência que interessam a todos: doente, pagador e prestador.

A medicina de precisão está mais desenvolvida no ramo da oncologia, mas começam a surgir cada vez mais perspetivas da sua aplicação a outras doenças. Fale-nos um pouco mais sobre estes progressos.

Os avanços na medicina de precisão anteveem um ganho impressivo na prática clínica oncológica, mas que ainda estão por cumprir na sua plenitude. Obter benefícios maximizados com a menor exposição possível à toxicidade é o desejo de qualquer clínico. Hoje, felizmente, existem tratamentos oncológicos muito menos evasivos e daí ser tão importante o acesso à inovação terapêutica. Mas com o desenvolvimento da medicina de precisão – e também com a imunoterapia – serão obtidos ganhos adicionais que poderão fazer a diferença na vida de muitos doentes.

O screening genético permite determinar a suscetibilidade do indivíduo a cada cancro e estabelecer opções de tratamento mais ajustadas. No cancro da mama, pulmão ou coloretal esta é já uma realidade com enorme valor, que começa agora a chegar a outros cancros e outras patologias.

A Janssen Diagnostics Research & Development (R&D) combina a ciência de nível mundial e ideias inovadoras com rigorosos padrões de qualidade e alcance global para melhorar a vida das pessoas. Com os avanços da ciência e da tecnologia, que desafios enfrentam hoje os sistemas de saúde?

A inovação tem potenciado ganhos de saúde impressionantes e por essa razão deve ser estimulada. Na Europa temos hoje premissas de longevidade e saúde que ajudámos a erguer com o medicamento. A título de exemplo e segundo um estudo recente da McKinsey, lembro que desde 1990, os medicamentos inovadores evitaram em Portugal mais de 110 mil mortes e a esperança de vida foi prolongada até dez anos. Ora, neste sólido retorno social assenta todo um modelo e sistema de saúde que importa preservar. E para o preservamos com ganhos de qualidade e resultados para o doente, temos de acautelar a sua sustentabilidade num panorama de pressão demográfica e de inovação crescente. É por isso fundamental que se evolua para um modelo que melhor assegure o acesso à inovação e aos cuidados de saúde. Um modelo que assente na avaliação e diferencie os prestadores que apresentem melhores resultados e os remunere de acordo com o valor para o doente. Só assim conseguiremos diferenciar a inovação de modo a adotar a que maiores ganhos traz para o sistema, para o doente e para a sociedade, sem fragilizar o pilar da sustentabilidade.

A Janssen Portugal, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, criou o Prémio Janssen Inovação para incentivar a produção de conhecimento científico em Portugal nas áreas de Oncologia, Imunologia, Infeciologia, Neurociências e Hipertensão Pulmonar. A investigação científica é uma área suficientemente desenvolvida em Portugal?

Portugal tem académicos de renome mundial e uma produção científica reconhecida internacionalmente. Diria que nos falta aumentar o volume dessa qualidade e apoiar a projeção do que já se faz a nível nacional.

É por acreditarmos que com o contributo de todos isso será possível, que optámos por criar o Prémio Janssen Inovação que visa incentivar e distinguir a investigação de excelência feita em instituições nacionais. No final deste ano de 2019 iremos anunciar a abertura de candidaturas para a 3ª edição do prémio e acredito que da investigação básica e clínica das tais áreas de Oncologia, Hematologia, Imunologia, Infeciologia, Neurociências e Hipertensão Pulmonar aparecerão trabalhos de excelente qualidade.

A geração e disseminação de conhecimento é parte integrante da estratégia da Janssen e com este prémio, um dos mais avultados do sector, não tenho dúvidas que cumprimos com esse objetivo.

“Somos a Janssen. Colaboramos com o mundo pela saúde de todos”. Com a premissa de investir no futuro, a Janssen está completamente comprometida e focada na investigação e na inovação na saúde, correto?

O cariz inovador e diferenciador da Janssen resulta em grande parte dessa premissa colaborativa. O modelo e estratégia de inovação aberta e a utilização de novas tecnologias para a geração e partilha de conhecimento são prioridades claras que permitem soluções terapêuticas de grande valor. Globalmente, investimos em Investigação e Desenvolvimento mais 88% do que em vendas e marketing, o que demonstra bem o papel basilar que a inovação tem na nossa estratégia. Em valor absoluto, são cerca de 8 mil milhões de dólares que todos os anos investimos globalmente em investigação e desenvolvimento e que permitem resultados que fizeram da Janssen, em 2018, uma das três empresas mais inovadoras do setor a nível mundial.

A tal produção de inovação científica na Janssen passa por modelos que envolvem a academia, os centros de investigação, empresas de biotecnologia, outras companhias da indústria farmacêutica, entre outras entidades de todo o mundo. E é nesta rede global que vivemos comprometidos num permanente screening, à procura da melhor ciência e das melhores soluções terapêuticas, através de quatro centros de inovação, que complementam os nossos dez polos de Investigação dedicados ao desenvolvimento interno de novos medicamentos.

O objetivo da Janssen não é apenas inovar, mas também proporcionar às pessoas as ferramentas de que precisam para tomar decisões conscientes. Que importância assume termos cada vez mais pacientes informados e com poder de decisão?

Um cidadão informado e consciente, com poder de decisão, é mais proactivo relativamente à sua saúde e à dos que o rodeiam, colocando um enfoque na prevenção, no bem-estar e no diagnóstico precoce. Todos estes aspetos estão comprovadamente associados a melhores resultados em saúde, contribuindo para a longevidade e produtividade de todos.

Enquanto intervenientes no setor da saúde, tamos todos uma responsabilidade direta na forma como o cidadão compreende a informação que lhe é prestada, sobretudo, no momento em que adoece e é por isso que na Janssen queremos proporcionar às pessoas toda a informação que necessitem para a tomada de decisão. São princípios de transparência, de melhoria contínua, de proximidade para no fim termos melhores resultados em saúde.

Entre muitos programas de ajuda humanitária, programas de saúde dirigidos às comunidades mais desfavorecidas e iniciativas de apoio aos doentes, a Janssen coloca sempre as necessidades e o bem-estar dos doentes em primeiro lugar. Esta prioridade às pessoas é, sem dúvida, um dos pilares da Janssen?

Certamente e está aliás inscrito no nosso “Credo”, um documento com 75 anos que nos serve de bússola. Mas permita-me um exemplo que espelha bem esse princípio: a Tuberculose Multirresistente que, tal como o nome indica, se caracteriza pela resistência a medicamentos padrão usados para tratar a tuberculose, afeta em Portugal cerca de cinco a 10 pessoas por ano.   No entanto, é um grave problema de saúde pública no mundo e em particular em certos países mais desfavorecidos. A Janssen, cruzando a ciência com a responsabilidade social, não hesitou em desenvolver inovação nesta área e colocá-la à disposição das populações através de um programa de acesso especial, com reduzido impacto orçamental nos países com mais prevalência e menos recursos.

É preciso não esquecer que, apesar de prevenível e curável, esta doença continua a ser das que mais mata em todo o mundo e, quando percebemos que durante mais de 40 anos não houve qualquer inovação nesta área, é com orgulho que posso afirmar que é também graças à inovação da Janssen a cura hoje existe e é acessível também a esses países e doentes.

Canon anuncia o desenvolvimento de um novo projetor 4K

Com este lançamento previsto para o segundo trimestre de 2019, e como parte do compromisso da Canon de aumentar a oferta para os integradores de sistemas em instalações criativas, a próxima evolução deste projetor 4k oferecerá uma conetividade melhorada. O projetor XEED 4K5020Z será apresentado pela primeira vez no ISE 2019 (stand da Canon – Hall 1, stand N-30). 

O novo projetor laser 4K LCOS, compacto e com maior brilho, vai utilizar o mais recente chassis lançado pela Canon. Sem praticamente nenhuma restrição de implementação, o novo projetor irá facilitar a instalação em qualquer orientação de 360 graus. Com um encaixe simples de objetiva tipo espigão e compatível com uma seleção de sete objetivas intermutáveis Canon, incluindo a nova lente 4K RS-SL07RST, com zoom motorizado de 1.76x, índices de luz e curvatura de imagem mínimos e ainda com um desvio vertical da objetiva de cerca de 73%, este projetor proporciona resultados óticos mais precisos e uma excelente reprodução de imagem, sem distorções ou aberrações.

Com instalações criativas a surgir em ambientes cada vez mais complexos e desafiantes, a crescente gama de projetores da Canon oferece funcionalidades inovadoras para minimizar as exigências técnicas do 4K e conseguir uma projeção sem descontinuidades, para todos os cenários. Oferecendo um nível superior de qualidade e profundidade quanto ao brilho de cor, o recentemente lançado XEED 4K5020Z produz uma incrível resolução 4K nativa de 4096 x 2160, que previne um futuro investimento em projetores. Para acrescentar uma melhoria adicional ao modelo existente, o novo projetor em desenvolvimento será equipado com duas entradas display port para vídeo não-comprimido 4K 60p 10-bit RGB (4:4:4) – ideal para a utilização em instalações criativas, CAD/Design e auditórios de instituições do ensino superior.

O mecanismo de imagem dupla da Canon, incorporado no recente XEED 4K5020Z, oferece excelentes funcionalidades para blending, projeção em cúpula e instalações desafiantes. Este projetor laser, que será lançado em breve, oferece uma operação praticamente livre de manutenção, com possibilidade de utilização contínua (24/7) e benefícios melhorados na operabilidade e experiência do utilizador.

Colin Boyle, European Product Marketing Specialist da Canon Europa, comenta: “A ISE representa uma ótima oportunidade para apresentarmos a nossa vasta gama de novas e existentes tecnologias. Também oferece aos nossos clientes, parceiros e visitantes a oportunidade de ficarem a conhecer as mais recentes e inovadoras soluções que estão neste momento a ser desenvolvidas para o mercado. Este projetor vem ampliar a nossa gama, já extensa, de projetores 4K, e procuramos obter um feedback valioso por parte dos nossos clientes presentes na ISE 2019.”

Altran vai contratar recém-doutorados para os seus pólos tecnológicos em Portugal

Estes profissionais vão integrar as equipas de R&D e equipas de projectos de elevada complexidade, para clientes internacionais, nas áreas de sistemas cyber-físicos, condução autónoma, infotainment, inteligência artificial, entre outras.

Rodrigo Maia, CTO e responsável pela Tecnologia e Inovação da Altran Portugal, adianta: “Com o nosso crescimento em Portugal, a nossa necessidade de talento altamente especializado tem vindo a crescer e é necessário continuarmos a apostar na transferência de conhecimento produzido pelas universidades e politécnicos para o tecido empresarial. O contributo dos doutorados será crucial para dar resposta aos vários projetos de alta complexidade da Altran, no nosso plano de crescimento nacional e internacional. Além disso, pretendemos continuar a reforçar o contacto e parceria com as universidades, para o desenvolvimento de competências dos recém formados e futuros profissionais nas áreas tecnológicas.”

A empresa procura candidatos com doutoramento concluído há menos de 2 anos em Engenharia Informática, Engenharia Eletrotécnica, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Fisica ou Engenharia Biomédica. O processo decorrerá através da colocação de vagas no site oficial da empresa e nas plataformas online de recrutamento.

Sobre a Altran:

Com a aquisição da Aricent, a Altran posiciona-se como líder global em consultoria de engenharia e R&D (ER&D) e uma empresa inovadora no desenvolvimento de produtos e serviços à medida das necessidades dos clientes. Neste sentido, a Altran acompanha os clientes em cada etapa do projeto, desde o planeamento estratégico à fase de produção. Há mais de 30 anos no mercado global, a Altran capitaliza a experiência e know-how em setores chave, como Aerospace, Automotive, Defence, Energy, Finance, Life Sciences, Railway e Telecom. A aquisição da Aricent alarga essa liderança para semiconductors, digital experience e design innovation.

Com mais de 45 mil colaboradores e presente em mais de 30 países, o grupo Altran e Aricent geraram, em 2017, receitas de 2,9 mil milhões de euros. No mercado português desde 1998, a Altran Portugal conta mais de 1.800 colaboradores e com três escritórios, no Porto, Lisboa e Fundão.

Congresso Internacional FLOMEKO 2019 terá lugar, pela primeira vez, em Portugal

Assim, devido ao interesse crescente neste congresso, o prazo para submissão foi prolongado até 15 de fevereiro de 2019.

O FLOMEKO 2019 será realizado pela primeira vez em Lisboa, sendo a 18ª Conferência do IMEKO TC9 (medição de caudal), seguindo uma tradição de eventos organizados desde 1978 (em Groningen, Holanda).

Este evento reunirá mais de duas centenas de especialistas na medição de caudal e volume e sua aplicação na indústria, bem como, institutos nacionais de metrologia, laboratórios de metrologia e de ensaios, entidades reguladoras, entidades gestoras de recursos e outras partes interessadas.

Os participantes irão debater ideias e soluções com aplicações na energia, aeronáutica, produtos químicos, saúde e meio ambiente.

O FLOMEKO 2019 é organizado por quatro entidades nacionais de referência: LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, IPQ – Instituto Português da Qualidade, RELACRE – Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal e SPMet – Sociedade Portuguesa de Metrologia, sob o patrocínio da IMEKO, Federação não governamental de organismos científicos de 42 Países, com o objetivo de promover o conhecimento, a inovação e o desenvolvimento tecnológico, a qualidade da medição e do impacto que esta tem na segurança e na qualidade de vida.

Universo Labialfarma: Inovação e Capital Humano

Amílcar Ferraz, Miguel Ferraz, André Castro, Joel Rocha, Cláudia Barroso, Daniela Ferraz.

“Só com a sinergia das várias gerações conseguiremos ter um grupo forte”

Nós acreditamos que desafiando o status quo através da inovação científica, desenvolvemos produtos com mais eficácia, qualidade e segurança.

Acreditamos que juntando à inovação científica novos conceitos tecnológicos, conseguimos fazer chegar ao consumidor produtos com um design elegante, utilização fácil e intuitiva que lhes promova melhor saúde e bem-estar.

Acreditamos que só conseguiremos atingir níveis de inovação elevados se fizermos convergir as experiências, o conhecimento, as sensações, as emoções e os ideais dos colaboradores de diferentes gerações em equipas multidisciplinares focados num mesmo objetivo.

Hoje um dos grandes desafios das empresas, é sem dúvida, a capacidade em conseguirem encontrar formas de gerir grupos de colaboradores de gerações mistas. As diferenças e os ideais entre gerações são cada vez mais acentuadas.

Estudos mostram-nos que as mudanças comportamentais ocorrem em cada dez anos.

A grande consequência desta vertiginosa alteração é, sem dúvida, o aumentar da distância entre colaboradores de gerações diferentes, dificultando o diálogo, a compreensão e a interação entre líderes e liderados.

Nós no Grupo Labialfarma acreditamos que a coabitação das várias gerações cria sinergias e dinâmicas vitais para a criação daquilo a que chamamos inovação360. Queremos dar oportunidade a atividades complementares dentro das empresas do Grupo Labialfarma, tais como a inovação360, o desenvolvimento de projetos culturais e artísticos, proporcionando aos nossos colaboradores a partilha de novas realidades que lhes proporcionarão desenvolver as suas aptidões, alargar o enquadramento do negócio, o seu bem-estar no seu local de trabalho e fundamentalmente a compreensão entre gerações.

O Grupo Labialfarma pertence a um mercado onde se pretende comunicar e vender produtos e serviços a várias gerações. Tivemos por isso que constituir equipas onde essas gerações estejam representadas, de modo a estabelecerem-se os adequados meios e linguagem de comunicação. É fundamental vivermos a realidade dos nossos potenciais clientes, no sentido da utilidade dos nossos produtos e serviços corresponderem, de facto, às expectativas e necessidades dessas gerações.

Esta é sem dúvida a melhor forma de vencermos o presente e conquistarmos o futuro. Só com a sinergia das várias gerações conseguiremos ter um grupo forte e preparado para enfrentar os mercados e as suas dinâmicas e multiplicidades.

Amílcar Ferraz, Administrador da LABIALFARMA

 

“Valorização e investimento no capital humano”

Fazendo parte da 3ª geração da Labialfarma, qual vai ser o seu contributo para o futuro da empresa?

Para responder à pergunta, vou ter que mencionar brevemente as duas gerações anteriores.

Quando a Labialfarma nasceu em 1981, o objetivo do seu fundador e meu avô, era apenas um. Conseguir abastecer os pacientes da sua clínica de naturopatia. A oferta de suplementos alimentares e medicamentos à base de plantas naquela altura era escasso e até se pode dizer menosprezado. Juntando ao facto que o comércio online não passava de ficção científica, a única solução era mesmo ser ele próprio a fabricá-los. Como era um apaixonado pelas plantas medicinais e pela química, não demorou muito até que os seus produtos ganhassem notoriedade. Foi assim até 1994, quando o meu pai se juntou à Labialfarma, que tinha apenas um cliente, a clínica do meu avô.

Em 2001 quando o meu pai adquiriu a totalidade da empresa, também ele um apaixonado por esta área de negócio, revolucionou por completo o caminho da Labialfarma através da inovação científica, do desenvolvimento de novos conceitos tecnológicos e grande foco na qualidade e segurança de todos os produtos desenvolvidos por nós.

A internacionalização era inevitável, e hoje estamos presentes em mais de 40 países. Suportando-me nos fortes alicerces que as gerações anteriores me deixaram, o meu grande objetivo é a globalização do Grupo Labialfarma.

O projeto “Inovação360” é a primeira fase dessa globalização. Não estamos só focados na globalização física da empresa, mas também interna. Portugal está tão apetecível para o mercado mundial de trabalho que não precisamos de sair do nosso país para conseguir ter diferentes culturas e ambientes dentro de uma organização.

Com a construção das nossas novas instalações, queremos atrair mais know how especializado, investindo ainda mais em novas tecnologias e apostando no multiculturalismo das nossas equipas. Só através da coabitação de diferentes gerações e culturas de todo o mundo é que conseguimos atingir os níveis de criatividade que sonhamos para o Grupo Labialfarma.

Acredito que todas as empresas de grande sucesso mundial se destacam pela valorização e investimento no capital humano. A inovação e criatividade são uma consequência dessa filosofia. Este será o primeiro passo que marcará o futuro do Grupo Labialfarma.

Miguel Ferraz, Diretor Geral da LABIALFARMA

 

“A 4ª Revolução Industrial chegou à Labialfarma”

A Labialfarma é um dos mais importantes laboratórios farmacêuticos em Portugal. Num mercado cada vez mais global e digital, de que forma a marca tem contornado os desafios para responder às necessidades do mercado?

Somos desde a nossa génese, amantes da inovação e modernidade por excelência e prezamos por conservar estas características em tudo o que fazemos. A 4ª Revolução Industrial chegou à Labialfarma, há mais de uma década (em mindset), estando atualmente em fase avançada de concretização veiculada por uma série de investimentos e iniciativas digitais e de automação transversais ao grupo e aplicadas às nossas duas unidades de produção. Este projecto foca-se, em traços muito gerais, em três grandes pilares: live tracking para controlo e monitorização dos processos; big data como ferramenta de apoio à tomada de decisão; e automação. Este é o nosso conceito de digital factory.

Encaramos genuinamente todas estas soluções como elementos decisivos na agregação de valor para os nossos clientes e no aumento da produtividade dos processos.

O modus operandi da indústria ao nível global tem vindo a evoluir em diversas frentes. Em que se baseia a filosofia de gestão industrial da Labialfarma?

QCDF: Quality, Cost, Delivery e Flexibility. As quatro dimensões onde procuramos diariamente ser excelentes. O foco está sem dúvida em tudo o que acrescenta valor aos produtos. Para isso apoiamo-nos na filosofia Lean e num conjunto de ferramentas que gravitam à volta da mesma como meio de identificação e eliminação de desperdícios alavancando desta forma e em simultâneo, a qualidade e produtividade.

Os produtos standard ou one-fits-all foram substituídos pelos tailor-made: ser único e diferente dos restantes é a chave do sucesso da Labialfarma mas também um grande desafio. Como é que a Labialfarma encara o desafio da flexibilidade no paradigma atual do multi-produto?

Observamos efetivamente uma mudança drástica nos hábitos de consumo da sociedade actual. Nos dias de hoje, os consumidores estão cada vez melhor informados, mais exigentes e interessados em produtos adaptados às suas necessidades e não o contrário. Como consequência deste facto, surge o conceito de mass individualization. O desafio surge precisamente em encontrar a fórmula para fornecer produtos altamente individualizados tendo em consideração os factores qualidade, preço e entrega. Production setups mais flexíveis, intercomunicação de dados de forma rápida e claras através de toda a supply chain e a nossa equipa com um mindset muito jovem, capaz de entender estas novas tendências, são sem sombra de dúvida as chaves do nosso sucesso neste mercado.

André Castro, Diretor Indústrial da LABIALFARMA

 

“A constante inovação é a nossa imagem de marca”

Orgulhosamente a trabalhar para todo o mundo” é um dos lemas da Labialfarma. Enquanto diretor comercial Internacional da Labialfarma, qual tem sido a verdadeira estratégia da marca para se posicionar no mercado internacional?

Inovação! Marcar a diferença pela inovação é, sem dúvida, a nossa estratégia.

Seria impensável competir com fabricantes de produtos “standard” oriundos da China e de outros países com uma capacidade produtiva enorme a baixo custo, por isso, só mesmo com a diferenciaçao através da inovação e qualidade é que conseguimos ter sucesso e atrair clientes de renome num mercado internacional extremamente competitivo como é o farmacêutico/nutracêutico.

O que distingue a Labialfarma da concorrência no mercado internacional?

Como referido anteriormente, a constante inovação é, sem dúvida, a nossa imagem de marca. E aqui a inovação que aportamos, não é somente no que toca em produtos propriamente ditos, mas também ao nível das tecnologias que aplicamos, em alguns casos únicas no mundo, assim como na diversidade de serviços que temos ao dispor dos nossos clientes. Um dos nossos slogans e que promovemos internacionalmente é “Labialfarma Group – More than a Contract manufacturer” que, em nosso entender, espelha muito da nossa filosofia, porque pretendemos ser bem mais que um simples fabricante. Queremos ser o parceiro ideal, apresentar soluções “all in one” desde a ideia até à conceção final do produto que será adquirido pelo consumidor final. Temos capacidade para fazer o desenvolvimento galénico, lotes piloto, testes de estabilidade, validação dos processos de fabrico, avaliação regulamentar, registo de produtos nas diversas autoridades de saude, apoio logístico, entre outros.

A complementariedade de serviços torna-se muito atrativa, desta forma os nossos clientes conseguem concentrar uma grande variedade de serviços num único parceiro. A inovação aliada à qualidade e complementariedade de serviços é o que mais nos distingue da concorrência.

O Grupo Labialfarma exporta já para mais de 40 países nos cinco continentes. Qual o objetivo para o futuro a médio longo prazo?

O principal objetivo a médio/longo prazo é a consolidação do Grupo Labialfarma no mercado internacional, dando prioridade ao reforço das parcerias com os clientes que temos, tendo por certo que o crescimento dos nossos clientes é a nossa própria evolução. Procuramos um crescimento sustentado.

Continuar a marcar a diferença pela inovação. Pretendemos que os nossos produtos e serviços sejam mais que isso mesmo, queremos que causem emoção, que sejam alvo de desejo.

Pretendemos consolidar a marca “Produzido por Labialfarma”, que isso seja entendido como um sinónimo de qualidade superior e internacionalmente reconhecida.

Joel Rocha, Diretor Comercial Internacional da LABIALFARMA

 

“A melhoria contínua é um elemento essencial num sistema de qualidade moderno”

A qualidade tem impacto positivo na inovação?

Claro que sim. Se pensarmos que a inovação é a qualidade do futuro, que é uma evolução natural da gestão da qualidade, a qualidade do amanhã, ou seja, atendendo às necessidades do cliente para amanhã.

Para ter sucesso, é preciso ter uma visão estratégica do mercado. temos que descartar a visão de que a inovação diz apenas respeito ao R&D, assim como há 20 anos descartámos o pensamento de que a qualidade era apenas do departamento de qualidade.

Como?

O desafio que se nos coloca diariamente está intimamente relacionado com os vários tipos de inovação que praticamos diariamente na Labialfarma: processo, produto, marketing e organizacional.

A relação entre as práticas de gestão da qualidade e inovação assentam cada vez mais num modelo composto por pressupostos, que são controlados e monitorizados através da implementação de um sistema de gestão de qualidade eficaz, tais como:

  1. a) Práticas de liderança da gestão de topo A liderança é necessária para direcionar o foco na qualidade e inovação, para definir o papel e as responsabilidades de cada equipa, e tomar decisões finais sobre a alocação de recursos. As equipas de gestão precisam de ser muito claras nas expectativas e na sua capacidade de equilibrar entre processo e inovação, para que se evitem relações hostis entre as áreas funcionais e equipas inovadoras;
  2. b) Envolvimento e qualificação dos colaboradores: O envolvimento dos colaboradores é um dos principais fatores que afeta o desempenho organizacional e os resultados dos negócios. A contribuição e o envolvimento dos colaboradores no processo de implementação do sistema da qualidade aumenta o seu comprometimento, autonomia e inventividade que levam à inovação da organização;
  3. c) Foco nos clientes
  4. d) Formação e treino;
  5. e) Documentação e informação;
  6. g) Melhoria contínua:

A melhoria contínua é um elemento essencial num sistema de qualidade moderno. O objetivo é melhorar a eficiência otimizando um processo e eliminando esforços desperdiçados. Os esforços de melhoria são realizados de maneira estruturada e com supervisão.

Cláudia Barroso, Diretora Técnica e da Garantia da Qualidade da LABIALFARMA

 

“Os nossos colaboradores são as nossas mais importantes ferramentas de marketing”

Qual o papel do Marketing numa realidade de gerações mistas?

Eu adoro cozinhar. Existe algo de mágico no facto de conseguirmos criar um prato delicioso a partir de uma combinação chave de ingredientes singulares. Enquanto estou na cozinha a tentar usar criativamente cada um dos ingredientes penso muitas vezes no meu local de trabalho. Quando olho ao redor do meu gabinete deparo-me com uma multiplicidade de idades: Baby Boomers, Gen X e Millennials. Estes são os ingredientes do GRUPO LABIALFARMA. Embora sejam todos diferentes, cada geração traz consigo um conjunto de forças e perspetivas absolutamente fascinantes. Contudo, o desafio surge: de que forma podemos garantir que estes grupos tão diversos estão felizes, motivados e conectados entre si?

Para o GRUPO LABIALFARMA oferecer produtos excecionais é tão importante como fornecer um excelente serviço ao cliente. Neste contexto, os nossos colaboradores são as nossas mais importantes ferramentas de marketing. Eles estão na linha da frente quando se trata de satisfazer as necessidades dos clientes. A sua atitude, motivação, e proatividade comunicam muito acerca de nós. Se queremos oferecer experiências fantásticas aos clientes, precisamos que os nossos colaboradores se sintam fantásticos também. Obviamente que, isto é um grande desafio per si e, se adicionarmos à equação o facto de sermos um melting pot de gerações, temos em mãos uma tarefa bastante intrépida: é preciso saber abraçar a irreverência dos Millennials, tirar partido da flexibilidade característica da Gen X e valorizar a experiência dos Baby Boomers.

Assim, nasce o projeto inovação360, uma estratégia do GRUPO que tem como objetivo fundamental transformar as diferenças destes três mundos em vantagens competitivas. As divergências entre gerações não são uma ameaça, são uma oportunidade de aprendizagem. Tirar partido dos talentos únicos de cada sucessão para atingir propósitos comuns é o nosso foco. Acreditamos que criar formas de promover a união, motivar tendo por base valores comuns e dar oportunidade de liderança e crescimento é a receita que consegue transformar os nossos ingredientes, os nossos colaboradores, num prato único: o GRUPO LABIALFARMA.

Daniela Ferraz, Diretora de Marketing da LABIALFARMA

Altran debate “Novos estímulos à Inovação”

© Altran

A iniciativa, intitulada “Novos estímulos à Inovação”, contará com a apresentação de projetos de investigação, desenvolvimento industrial e de formação avançada da multinacional francesa, líder global em consultoria de engenharia e R&D. Serão também apresentadas as parcerias com instituições de Ensino Superior da localizadas na região, nomeadamente com a Universidade da Beira Interior, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Instituto Politécnico da Guarda.

A agenda do evento contempla ainda o anúncio da reprogramação do Programa Portugal 2020: Novos Estímulos ao Investimento em I&D e Formação Avançada entre Politécnicos e Empresas, em que serão apresentados os concursos na área da interface entre a Ciência e as Empresas. A iniciativa pretende potenciar a reflexão sobre o papel da inovação tecnológica na criação de valor para as empresas e em particular, para a região do Fundão.

Fundado em 2013, o Centro de Desenvolvimento e Inovação conta atualmente com mais de 300 engenheiros que desenvolvem atividades de alto valor acrescentado no domínio da Engenharia de Software, Verificação e Validação, nas indústrias de ponta para clientes internacionais do grupo Altran.

30 anos de experiência colocam a ULTRA-CONTROLO a anos-luz do resto do mercado

A indústria portuguesa começou por ser o primeiro setor a ser servido pela empresa que se dedicava às áreas do vácuo, ar comprimido, filtração de gases e controlo de processos industriais. Mais tarde surgiu a possibilidade de passarem também a trabalhar o sector da saúde na área dos gases medicinais que são utilizados no apoio respiratório, em equipamentos de suporte de vida, anestesia, reanimação e ainda em cirurgias e instrumentação cirúrgica.

A ULTRA-CONTROLO é o primeiro fabricante português de centrais para gases medicinais, certificadas de acordo com a Diretiva Europeia 93/42/CEE e o primeiro fabricante português de compressores de ar totalmente isentos de óleo.

Hoje, com mais de 30 anos de experiência na fabricação de centrais de produção de oxigénio medicinal, centrais de vácuo e centrais de ar comprimido para aplicação hospitalar, a empresa continua a sua trajetória de sucesso desde que se iniciou como representante em Portugal de marcas mundialmente famosas como a Rietschle – uma visão do CEO, Sabino de Pompeia.

Esta é, acima de tudo, uma área sensível, não estivéssemos a falar de equipamentos que produzem gases medicinais considerados medicamentos, e que por isso, deverão cumprir os mais elevados padrões de segurança, qualidade e eficácia.

Sabino de Pompeia iniciou a sua atividade profissional em 1979 na área industrial e hospitalar. em 1981 começou a trabalhar com marcas de renome mundial, fundou a empresa em 1987, e em 1989 as portas para a área médica abriram-se.

Na indústria, a ULTRA-CONTROLO tornou-se especialista em Sistemas Centralizados de Vácuo o que fez com que, em Portugal, se tornassem líderes de mercado durante quase duas décadas.

Com a famosa Rietschle, atual Elmo-Rietschle, que pertence a um dos maiores grupos internacionais de ar comprimido e vácuo, o grupo Gardner Denver, em 1986 concebeu a primeira central de vácuo, que ainda hoje funciona no Hospital dos Capuchos.

Sabino de Pompeia introduziu tecnologias totalmente inovadoras em Portugal com a implementação de sistemas centralizados de vácuo para laboração contínua em todo o tecido industrial português. Indústrias de envelopes e gráficas como a Porto Editora, Gráfica de Coimbra, Editorial do Ministério da Educação, indústria eletrónica como a antiga Ford Elecronica, Grundig e a Delphi ou a vidreira como a Crisal e a Santos Barosa, entre milhares de empresas portuguesas, continuam a ter o suporte técnico da sua empresa.

A empresa foi dividida, a certa altura, devido ao crescimento exponencial que teve em duas vertentes: a dos produtos standard e em desenvolvimento de equipamentos para exportar.

Na área industrial, um dos maiores marcos foi a introdução dos sistemas centralizados de vácuo que trouxe consigo o aumento da produtividade das máquinas, uma redução profunda nos custos energéticos e um melhoramento relevante no ambiente de trabalho das pessoas com a diminuição drástica do ruído das máquinas dos operadores.

Em 1989 começaram a trabalhar com os hospitais e esse tem sido um caminho bem percorrido, não contassem hoje já com cerca de 500 centrais instaladas em Unidades de Saúde, só em Portugal.

Em 1991 foram a primeira empresa a instalar uma central de ar medicinal totalmente isenta de óleo num hospital privado em Lisboa. A ULTRA-CONTROLO foi ainda a primeira empresa a instalar sistemas de tratamento de ar com secagem por refrigeração e adsorção, bem como cadeias de filtração de alta eficiência nas redes de ar respirável nos hospitais; em 1997 introduziu o conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares e desde esse ano começaram a equipar os hospitais com este tipo de tecnologias. O primeiro a receber o equipamento de topo de gama foi o Hospital Militar Principal de Lisboa, seguiu-lhe o Hospital da Cruz Vermelha, o Hospital da Marinha Portuguesa, os Hospitais da Universidade de Coimbra, e, mais recentemente, o Hospital de Braga e o Hospital de Santo António, no Porto.

O CEO da ULTRA-CONTROLO refere que a sua postura laboral sempre se moldou por tentar satisfazer os pedidos de quem os procura, colocando sempre a máxima qualidade. Sabino de Pompeia conheceu muitas das metodologias de vários países europeus onde visitou as fábricas das suas representadas com o intuito de saber o que de melhor se faz lá fora para depois replicar cá de forma ainda mais perfeita.

Os avanços foram muitos, mas cada passo, garante, “foi sempre a pensar de que forma poderíamos melhorar o trabalho de quem utiliza os nossos equipamentos. Na área hospitalar fomos os primeiros a instalar sistemas de retenção de CO e CO2. Percebemos que as centrais estavam próximas de parques de estacionamento, o que significava que havia uma maior concentração de monóxido e dióxido de carbono, o que afetava em larga escala a qualidade do ar. Daí a necessidade de instalar sistemas de tratamento de ar para baixar o teor para os níveis exigidos pela Farmacopeia Europeia”.

Portugal sempre mostrou dificuldades financeiras e uma das principais preocupações da empresa foi instalar sistemas que reduzissem ao máximo os custos operacionais, mas que ao mesmo tempo fossem de elevada qualidade e fiabilidade.

A ULTRA-CONTROLO desde cedo também apostou na formação dos engenheiros e técnicos das empresas portuguesas, bem como dos engenheiros hospitalares de modo a trabalharem mais eficazmente com os equipamentos e a respeitarem os procedimentos de manutenção adequada para garantir a operacionalidade e a longevidade dos mesmos.

PIONEIRISMO EM COMPRESSORES ISENTOS DE ÓLEO

“A partir de 1997 comecei um trabalho de campo para instalar compressores de ar isentos de óleo em Portugal, que era algo praticado só na Suíça. quando os vi achei que seria o melhor para os hospitais”.

Os compressores isentos de óleo possibilitam a eliminação do risco de contaminação do ar, reduzem os custos com a manutenção operacional no tratamento do ar comprimido e ainda diminui os custos de energia.

“Tenho sido desde então promotor do conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares. O investimento inicial é efetivamente o dobro em comparação com os sistemas tradicionais de compressores lubrificados mas na verdade trata-se de um investimento para um ciclo de vida útil de um equipamento que vai durar 30 a 40 anos. Comparado com os sistemas convencionais que terão de ser substituídos a cada 10-15 anos e com o risco de contaminação da conspurcação da rede  devido à possível contaminação com a presença do óleo, este é o melhor investimento que o Estado ou o privado pode fazer. Mas o mais importante é que com o nosso sistema isento de óleo o paciente começa a receber ar medicinal da melhor qualidade que supera a Farmacopeia Europeia e desde o primeiro minuto em que este equipamento começa a funcionar.

A maioria dos hospitais em Portugal ainda não têm compressores isentos de óleo. A ULTRA-CONTROLO é a única empresa do meio a promover este produto, que garantem a segurança e a qualidade do ar ao paciente.

“Estamos a trabalhar no sentido de introduzir novas tecnologias de produção de gases medicinais que vão não só beneficiar os utilizadores mas irão trazer uma larga redução de custos para os hospitais. Tanto em oxigénio como em ar comprimido e também no vácuo”.

“Existe um trabalho que está a ser feito com o Ministério da Saúde de forma a reforçar a iniciativa nos hospitais”, garante o CEO.

Há um ano e meio conseguiram instalar a primeira central em vácuo no SAMS em Lisboa, uma tecnologia que reduz 40% a energia e uma pequena intervenção de assistência feita apenas a cada 20 mil horas de serviço (a cada três anos).

“Há a necessidade de envolver o Estado nisto porque ele é o dono dos equipamentos”, explica o nosso interlocutor.

Os preços costumam ser um problema mas Sabino de Pompeia afirma que “Portugal tem beneficiado muito pela nossa presença como fabricantes pois desta forma, somos um regulador de mercado em relação à concorrência estrangeira, no que toca a preços. Por outro lado, uma vez que fazemos parte da fábrica das marcas que representamos, conseguimos beneficiar especialmente os hospitais portugueses com equipamentos de todo de gama a preços muito  reduzidos. Por isso os hospitais portugueses nesta área dos gases medicinais não estão um milímetro abaixo de qualquer outro país do mundo.”

A ULTRA – CONTROLO formalizou acordos com os quatro maiores gasistas (Linde, Praxair, Gasin e com a Air Liquide) para assistir às máquinas de cada um sob um modelo de subcontratação. “95% das centrais podem ser assistidas por nós em Portugal e somos a única empresa portuguesa com técnicos certificados pelo ISO 13485 nesta área ”, esclarece.

INTERNACIONALIZAÇÃO TEM SIDO SINÓNIMO DE SUPERAÇÃO

Em 2012 a ULTRA-CONTROLO  começou a sua expansão a nível internacional, com o apoio da AICEP e fazendo algumas mudanças necessárias a nível interno como disponibilizar o site em quatro línguas e a criação de departamentos para lidar em mercados distintos.

“A área mais difícil neste momento para nós é a internacionalização. Temos de lidar com marcas de topo em todo o mundo, para conseguirmos mantermos temos de ser imensamente rigorosos. Fazemos parte de um grupo de marcas que lideram qualitativamente o mercado mundial. O mais difícil é passar isto aos nossos colaboradores. Ao competir com grandes marcas a exigência é elevadíssima mas essa é também a nossa sorte, tal nível de exigência é-nos muito familiar porque nunca soubemos funcionar de outra forma”.

Mais do que exigentes, por vezes, os preços são algo a ter de ser posto à prova e comprovado. “Como somos Portugal o resto do mundo está à espera que sejamos baratos. Esquecem-se é que trabalhamos com equipamentos de topo de gama e que isso tem um preço. Depois de provarmos a nossa qualidade em todos os aspetos, torna-se mais fácil”.

Mas nem os preços se podem considerar um verdadeiro obstáculo para a empresa portuguesa uma vez que atualmente, exportam para 48 países e têm em curso projetos em mais de 60.

“Em Marrocos ganhámos o fornecimento integral da rede de gases medicinais para o maior hospital que está em construção, o Centro Hospitalar Universitário de Tânger. Entretanto estamos a trabalhar no sentido de entrarmos na Índia. Os meus pais vieram de Goa em 1958, a convite do Governo português e 60 anos depois, estou trabalhar nos maiores projetos de remodelação e construção de hospitais do Governo indiano.” Sabino de Pompeia já deu formação a engenheiros indianos que trabalham para o Estado e diz que o mais difícil de conquistar é a aprovação técnica no Ministério da Saúde indiano – que já alcançaram – e que agora se preparam para que nos próximos concursos que lá abrir, a ULTRA-CONTROLO seja uma empresa vencedora.

Das muitas provas que a ULTRA-CONTROLO já deu, faz parte o interesse que a gigante japonês Hitachi demonstrou.

“Andei 25 anos a tentar captar o interesse da Hitachi e quando nos viram a fabricar as centrais de produção de oxigénio foram eles que me procuraram”.

Neste momento pretendem consolidar os distribuidores que têm porque “queremos que eles continuem a aumentar a quota de mercado. É preciso dar-lhes uma boa formação e fazê-los crescer como nós. Fizemos um bom trabalho a nível industrial e na área hospitalar e queremos replicar este modelo que criámos fora de Portugal”.

A nível internacional, com a criação de um conceito de sistemas acessíveis para que não deixem de funcionar, mais intuitivos e que seja qual for o problema que qualquer técnico, de qualquer área, consiga resolver é uma das premissas da empresa cujo objetivo é tornar-se líder de mercado nos países onde operam.

“A Eurofins e a inovação andam constantemente de mãos dadas”

De génese gaulesa, a Eurofins Scientific comemorou o ano passado três décadas de existência, assumindo-se como um grupo internacional líder na área de laboratórios, e que oferece um vasto portefólio ao nível de vertentes distintas, tais como alimentos, produtos farmacêuticos, testes ambientais, entre outros. Em Portugal a marca está presente desde 2005, ano em que se começaram a realizar os primeiros projetos de co-incineração no país. Se existe uma característica marcante da Eurofins, essa assenta na constante necessidade e vontade em promover e fomentar o crescimento.

Esse mesmo plano de expansão da Eurofins em Portugal levou a marca a apostar em Paredes, em 2015, numa dinâmica que tem tido resultados bastante positivos. Mas qual é o foco da Eurofins Lab Environment Testing Portugal? Assumidamente o grande fito passa pela análise de fibras totais e de amianto em ar e materiais, “ou seja, procuramos analisar os materiais de construção para verificar se existe ou não amianto nos mesmos”, esclarece a nossa entrevistada.

A busca pelo amianto é, portanto, o principal core da marca em Portugal, mas não só, pois existe também um departamento, uma business unit, que assume a responsabilidade das vendas de serviços analíticos na área de ambiente de outros laboratórios do grupo. “Procuramos fazer a ligação entre o mercado nacional e os laboratórios do grupo em amostras de solo, de água, entre outros e acabamos por usar a imensa oferta que temos no seio do grupo para dar uma resposta personalizada ao mercado nacional”, assume Helena Varela, revelando que esta área de negócio existe desde 2012, “ano em que desenvolvemos este departamento, que nutre de alguma autonomia”.

Salienta ainda o facto de não haver legislação nacional relativa à prevenção da contaminação e remediação dos solos que faz com que sejam escassos os laboratórios em Portugal, com experiência na oferta deste tipo de análises e, portanto, a Eurofins posiciona-se como um interlocutor chave nessa área com ofertas analíticas exclusivas como o TerrAttesT® e apoio com o know-how existente dentro do grupo.

O Amianto e os perigos para a saúde pública

O amianto, devido às suas propriedades, como a elevada resistência a altas temperaturas, teve no passado numerosas aplicações, nomeadamente na indústria da construção, encontrando-se presente em diversos tipos de materiais como telhas de fibrocimento, gessos, tintas, vedantes, cabos elétricos, estuque e até nos próprios pavimentos.

Assim, o amianto é uma realidade concreta em Portugal e vai continuar a ser, mesmo que o mesmo esteja proibido desde 2005. Uma das grandes questões, passa pela inexistência de legislação específica de controlo dos materiais de construção, ao contrário do que acontece
noutros congéneres europeus, que assumem um controlo rigoroso ao nível da utilização dos materiais de construção, como por exemplo em França. “Em Portugal esse controlo não existe por escassez dessa legislação e assim o nosso laboratório não está dimensionado para dar resposta ao mercado nacional, mas sim ao europeu”, assevera a nossa entrevistada.

Desta forma, é legítimo afirmar que o que se pretende do Eurofins Lab Environment Testing Portugal segue a estratégia do próprio grupo Eurofins, ou seja, assenta na vontade e necessidade em possuir centros de competências com capacidade para receber amostras com escala para dar essa tal resposta ao mercado internacional, europeu, e não ao local. “Se fosse para o mercado português não teríamos este laboratório porque a quantidade de análises de amianto aos materiais de construção é extremamente diminuta.

Temos de compreender que em Portugal o modus operandi passa pela análise das fibras totais, em filtros de ar e não das fibras de amianto. Isso faz-se através de uma técnica mais acessível, ou seja, por microscopia ótica e não microscopia electrónica de transmissão”.

Mas haverá atualmente perigo para a saúde pública? Recusando-se a confirmar tal afirmação, Helena Varela assume, contudo, que as fibras de amianto são de facto prejudiciais à saúde, existindo diversas patologias que podem advir da respiração das fibras de amianto. “Não sei qual o impacto no nosso país ao nível de doenças e mesmo de taxa de mortalidade, mas que existe risco, isso sim. Temos de apostar mais no controlo”.

Eurofins – Inovação no ADN

Que não subsistam dúvidas, o quotidiano da marca passa por testar vida. Assumidamente, a Eurofins é um líder mundial que tem a inovação no seu ADN e que permite uma contínua e incessante vigilância, tendo criado, ao longo dos anos, um sentido de rigor e transparência tal que sabemos que podemos confiar nas diretrizes da marca de origem francesa. Basta perceber que a Eurofins partiu do desenvolvimento científico para estar na frente no âmbito do desenvolvimento de tecnologia que promova a segurança alimentar, sendo que a estratégia seguinte assenta no desenvolvimento e evolução. “O nosso grande foco passou sempre por juntar os melhores, não tanto em dimensão, mas ao nível do talento de técnicas de análise especializadas. Queremos sempre potenciar o desenvolvimento e a inovação, no sentido de aportarmos uma capacidade inequívoca de resposta aos grandes produtores e empresas, num curto espaço de tempo.

O universo dos laboratórios em Portugal

A aldeia global em que atualmente vivemos promove mudanças e mutações constantes, por vezes diárias, o que obriga a uma atenção diferente e a um foco sustentado em estratégias fortes. O universo dos laboratórios não escapou a essas alterações, sendo que é legítimo afirmar que houve uma mudança de paradigma nos laboratórios a nível mundial. “Hoje os laboratórios não são, ou não podem ser, aquele laboratório clássico em que o técnico recebe a amostra e emite também o relatório final. Este modelo desapareceu, até porque começou a ser dada uma maior relevância à organização dos laboratórios e à eficiência dos mesmos, que tem sido cada vez mais dimensionada”, revela a nossa interlocutora, assumindo que esta mudança também passa pelo consumidor que hoje é mais exigente e informado. “Hoje queremos respostas céleres e não queremos esperar por um resultado de uma análise. Isto só é possível se otimizarmos processos de forma completamente diferente em relação ao passado. E, portanto, esta é uma realidade que está a chegar a Portugal, embora atrasada, mas está a chegar e a provocar mudanças bastante acentuadas e visíveis. A automatização é uma realidade atual e assim estamos a industrializar o processo laboratorial, realidade que em Portugal só agora começa a dar os primeiros passos.

Sendo um país exíguo, em Portugal existem imensos laboratórios, realidade que cria dificuldade de escala. Nesse contexto, para a nossa interlocutora, “muito vai mudar e acontecer ao universo dos laboratórios no nosso país. Temos necessariamente que  aumentar a escala de atuação dos laboratórios, e acredito que a mudança nesta área começa a acontecer, o que pode  provocar  dissabores em alguns laboratórios em Portugal, principalmente os mais pequenos”, afirma, convicta.

Mas pode a Eurofins ganhar algo com essa realidade? “Sem dúvida. Na Eurofins o desiderato passa sempre por querermos que os melhores façam parte desta estrutura e o nosso crescimento passa também pela aquisição ou fusão, pelo crescimento orgânico e mesmo pela criação de start ups e daí que em Portugal estejamos a aumentar a nossa presença em novas áreas, nomeadamente em serviços analíticos no setor agrícola (agro testing) e alimentar”, assevera Helena Varela que não tem dúvidas que esta mudança de paradigma vem promover a seleção e, eventualmente, o fim de alguns laboratórios, principalmente daqueles que não souberam acompanhar a inovação.

Portugal é talento e crescimento

“Claramente a ideia da Eurofins em Portugal é continuar nesta senda de crescimento”, afirma convicta Helena Varela, lembrando que Portugal não está apenas na moda na área do turismo. “Após a última crise económica que passámos, conseguimos ter a capacidade de mostrar e demonstrar que temos talento e que somos eficazes e altamente competitivos, e a própria Eurofins olha para nós de uma forma diferente, tendo a noção que somos pessoas competentes e capazes de crescer, tendo em Portugal um foco para continuar a promover o seu desenvolvimento e evolução”, conclui Helena Varela, managing director da Eurofins Lab Environment Testing Portugal.

VII Congresso Científico ANL

Ostentando uma história de inovação científica, ensino médico, espírito de colaboração, abertura, liberdade e partilha de informação, o Porto é a opção adequada à realização do sétimo evento promovido pela Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL). Cidade natal ou local de estudo de nomes como Ricardo Jorge, Júlio de Matos, Abel Salazar ou Óscar Moreno, figuras ímpares da medicina portuguesa, que são fonte permanente de inspiração e orgulho para todos os colegas que exercem a sua atividade profissional na área da saúde. Será neste ambiente de partilha do passado que iremos projetar o futuro na antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade.

O programa científico apresenta as melhores sessões educacionais e tem como oradores prestigiados profissionais e professores da área da medicina laboratorial. Serão abordados em sessões plenárias temas atuais e relevantes relacionados com diversas áreas laboratoriais, quer no plano analítico, como tecnológico, sem esquecer a validação de resultados, a sua interpretação semiológica, o controlo e avaliação da qualidade.

A importância do complemento com a Clínica será uma preocupação constante; o foco no doente uma presença inquestionável. Ocorrerão cursos práticos de áreas específicas que proporcionarão oportunidades únicas de partilha de conhecimento em áreas laboratoriais particulares e em permanente evolução.

Como habitualmente a produção científica na área laboratorial efetuada ao nível dos laboratórios portugueses terá um destaque muito especial, com os prémios para as melhores apresentações em painel. Este ano pela primeira vez serão introduzidos no programa espaços dedicados a apresentações orais, possibilitando a divulgação de importantes trabalhos desenvolvidos por jovens profissionais e investigadores. Será também premiada a melhor e mais original.

Como vem sendo habitual e a par das sessões científicas decorrerá um importante programa paralelo de reflexão sobre a importância, o papel do laboratório na sociedade, o seu contributo para a sustentabilidade do sistema da saúde e as melhores práticas a diversos níveis: gestão, informatização, legislação, publicidade, proteção de dados, proteção do ambiente. Serão nossos convidados decisores políticos, líderes de opinião, diretores de relevantes Instituições da área da saúde, professores universitários de diversas áreas, todas elas com influência direta ou indireta no laboratório de análises clínicas.

Serão apresentados durante o Congresso os resultados preliminares dum inovador e inédito estudo sobre o custo das Análises Clínicas em diversos hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde. Foi resultado dum esforço enorme e dum notável trabalho de equipa entre ACSS, ANL e a consultora Roland Berger.

Como sempre a ANL conta com a presença e colaboração inestimável dos fornecedores da área laboratorial. Concretamente estes importantíssimos parceiros, são atualmente pilares da formação contínua para além de garantia de evolução, inovação e incremento permanente da qualidade nas análises clínicas. O VII Congresso da ANL orgulha-se em ter uma das maiores áreas de exposição da indústria do diagnóstico in vitro, reunida em eventos similares em Portugal, nesta sua sétima edição. A ANL está muito grata a todos.

Estou muito ansioso por poder receber os colegas e amigos de todo o país na nossa reunião bienal. A ANL procede assim a um dos seus compromissos com os sócios e com a sociedade em geral, o de impulsionar os padrões de conhecimento e de intervenção responsável, na área das análises clínicas. Este tipo de congressos não são possíveis sem o esforço e o contributo de todos os colegas. Venham de laboratórios de patologia clínica ou de análises clínicas, de genética ou de anatomia patológica, públicos ou privados, de saúde pública ou de investigação.

A sua presença assegura oportunidades únicas de aprendizagem, de convívio, de interação científica e cultural, de celebração da inovação e de salutar discussão.

Se também podermos em conjunto ultrapassar barreiras, propor ruturas, abordar reformas, numa abordagem revolucionária e livre aos desafios complexos da saúde no plano assistencial, social, económico, ambiental e tecnológico, então a missão da Comissão Científica do VII Congresso ANL fica cumprida, com sucesso. Desta forma é fundamental a presença de todos os que abraçam diariamente a medicina laboratorial e as análises clínicas com reforçado amor e dedicação. Conto com todos, motivados e inspirados, no Porto a 25 e 26 de maio.

OPINIÃO DE CARLOS CARDOSO, Presidente do Conselho Científico da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos

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