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Lectra anuncia a aquisição da Retviews

A Lectra anuncia a assinatura de um acordo com os acionistas da empresa belga Retviews para adquirir 100% do capital e dos direitos de voto.

Criada em 2017, a Retviews desenvolveu uma oferta tecnológica inovadora que permite às marcas de moda analisar dados de mercado em tempo real, com o objetivo de aumentar as vendas e as margens. Atualmente, mais de 30 marcas usam a Retviews em França e na Bélgica.

“Ao unirmo-nos com a Retviews confirmamos mais uma vez a ambição de ajudar os nossos clientes a entrarem rapidamente na era da Indústria 4.0. Graças a algoritmos de inteligência artificial, a oferta da Retviews permite às marcas as melhores tomadas de decisão, a cada momento, ao longo do ciclo de vida do produto, com vista à otimização das coleções”, afirma Daniel Harari, presidente do conselho de administração e CEO da Lectra. “Estamos muito satisfeitos por acolher as talentosas equipas da Retviews. Em conjunto, vamos criar sinergias com a atual oferta da Lectra, desenvolver a tecnologia e comercializar a solução junto dos nossos clientes de moda em todo o mundo, graças nomeadamente às nossas 32 subsidiárias de vendas e serviços presentes em mais de 100 países.”

Segundo Loïc Winckelmans, cofundador e CEO da Retviews, “Em alguns meses, a Retviews tornou-se líder de benchmarking automatizado na área da moda, em França e na Bélgica”. “Estamos convictos de que ao juntarmo-nos à Lectra vamos beneficiar do seu conhecimento para trazer inovações para as marcas de moda, que vão permitir-lhes colocar produtos no mercado que respondam de forma constante às expetativas dos consumidores.”

“As empresas de moda têm grandes volumes de dados com um valor incrível. E só conseguirão utilizá-los com a implementação de inteligência artificial e Big Data”, reconhece Lorenzo Pellizzari, cofundador e diretor de I&D da Retviews. “Com a Lectra, vamos ajudar as marcas a fazer a diferença. Estamos ansiosos por trabalhar no desenvolvimento de novas ofertas integradas com as da Lectra.”

A transação envolve a aquisição de 70% da Retviews por 8 milhões de euros. A compra do restante capital e direitos de voto vai acontecer em três momentos distintos: em julho de 2020, julho de 2021 e julho de 2022. Os valores serão cerca de 0,9 vezes as receitas de 2020, 0,7 vezes as receitas de 2021 e 0,5 vezes as receitas de 2022, respetivamente. Estes valores serão provenientes de fundos disponíveis da Lectra, sem recurso a financiamento bancário.

Polipol implementa a Sala de Corte 4.0 da Lectra para Made to Order

Após mais de 20 anos de colaboração, a Lectra e a Polipol expandiram a parceria para o corte de tecido assente nos princípios da Indústria 4.0. A Polipol optou por implementar a solução de Sala de Corte 4.0 da Lectra para Made to Order como parte da sala de corte existente. A Polipol foi um parceiro importante de I&D durante a fase de desenvolvimento da Sala de Corte 4.0 para Made to Order, assegurando que a nova solução iria satisfazer os requisitos dos fabricantes de mobiliário.

A Sala de Corte 4.0 para Made to Order consiste na plataforma de corte digital e na solução de corte de tecido em folha simples Virga® da Lectra. Em conjunto, criam um processo de produção inteligente que interliga todas as etapas desde o processamento da encomenda até ao corte. As tecnologias da Indústria 4.0 permitem a gestão da complexidade da produção por encomenda e eliminam as limitações existentes na sala de corte.

Com fluxos de dados digitalizados entre o sistema ERP e o departamento de corte, a Polipol adquire mais transparência e controlo sobre todo o processo de produção. Desta forma, o fabricante de mobiliário estofado pode fazer face às exigências crescentes de individualização, prazos de entrega mais reduzidos e alta qualidade a preços acessíveis. A Polipol deseja alcançar mais agilidade e produtividade mais elevada, eficiência de custos e expansibilidade.

“Para suportarmos o crescimento futuro da Polipol, precisamos de uma base bem estruturada de inovação e tecnologia de vanguarda. A Lectra é um dos parceiros-chave para a nossa sala de corte Indústria 4.0 voltada para o futuro”, afirmou Gerd Hemmerling, fundador e diretor-geral, Polipol.

“A Polipol e a Lectra partilham a mesma filosofia de inovação: as duas empresas assumem o compromisso de operarem como pioneiras na indústria. A implementação da Sala de Corte 4.0 para Made to Order na Polipol é um projeto inovador para a transformação digital na indústria de mobiliário estofado e outro ponto importantíssimo na nossa estratégia para a Indústria 4.0”, afirmou Daniel Harari, Presidente e CEO, Lectra.

O projeto Indústria 4.0 segue a implementação por parte da empresa de um centro de competência em pele na instalação fabril da Polipol em Wagrowiec, Polónia, uma das fábricas de mobiliário estofado mais avançadas do mundo. O centro, que tem oito máquinas de corte Versalis da mais recente geração, com 14 estações de digitalização, está na vanguarda da inovação no mercado de produção de mobiliário estofado.

Uma vez que a indústria do mobiliário está a passar por uma mudança acentuada, a estratégia Indústria 4.0 da Lectra disponibiliza soluções de vanguarda que irão ajudar os fabricantes a colocar o mobiliário mais rapidamente no cliente, de forma mais rentável e com mais opções de customização do que nunca. Seguindo a introdução da Sala de Corte 4.0 para Made to Order no ano passado, a Lectra anunciou mais ofertas para 2019, com vista a desenvolver ainda mais esta estratégia na indústria de mobiliário estofado.

A tecnologia ao serviço da sociedade

Inovação, tecnologia e inteligência artificial são as palavras-chave desta empresa que quer marcar a diferença através do desenvolvimento de soluções focadas nas pessoas. Por sua vez, as soluções desenvolvidas na IOTech são transversais e adaptáveis a qualquer organização.

És prestador de serviços? Procura mais clientes? O ioHub ajuda-o com a sua rede de serviços em tempo real e com todos os serviços numa só aplicação.

Pretende melhorar o registo de presenças em eventos e atividades da sua organização? O ioAttend ajuda-o com a marcação de presenças através de smartphones.

Sabe como tirar partido dos dados gerados pela sua empresa? O ioServ sabe, colocando o know-how da IOTech ao serviço da sua empresa.

Procura novas soluções para a sua empresa? Encontre-as no iostore.

Procura simplificar o processo de visitas e reuniões da sua empresa? O ioGuest é a porta de entrada dos seus visitantes.

Como vê, todas as soluções são endereçadas para resolver problemas sociais, agregando serviços que estão ao alcance de todos através da tecnologia.

Mas como surge, portanto, a IOTech? Filipe Portela confidencia-nos que o bichinho do empreendedorismo sempre esteve lá resultado, talvez, do facto de descender de uma família ligada aos negócios. “Tanto a minha mãe como a minha avó tiveram o seu próprio negócio durante muito tempo. Aliado a isso, passei pelo desafio de me candidatar à presidência de uma junta de freguesia, o que me fez olhar para a sociedade de outra maneira. Comecei a questionar-me de que forma poderia melhorar o dia-a-dia das pessoas e colocar a tecnologia ao seu serviço”, começa por nos explicar Filipe Portela.

Para o nosso entrevistado a tecnologia não estava a ser devidamente aproveitada para ajudar, de facto, a sociedade. “Os problemas existem, a tecnologia existe, portanto esta é a altura de criar algo diferenciador para tentar resolver esses problemas. Somos, assim, desde a sua génese, uma startup diferenciadora com um projeto inovador e com o propósito de inovar no dia-a-dia”, acrescenta.

A IOTech tem, assim, como foco os problemas da sociedade, os negócios e as pessoas. “Qualquer uma das nossas soluções tem de ser aplicada de forma a que as pessoas sejam beneficiadas. Antes de lançarmos o produto para o mercado fazemos sempre um trabalho de investigação, identificamos uma carência ou uma falha, contactamos as empresas e só depois de se mostrarem recetivas é que desenvolvemos uma solução completamente personalizada e adaptada à organização”, diz-nos Filipe Portela.

Exemplo disso é a solução que a IOTech desenvolveu para a Riopele, a ioGuest, para solucionar problemas relacionados com todo o processo inerente desde a marcação de uma reunião à chegada das visitas à empresa. O principal objetivo é simplificar e automatizar todo o processo de agendamento, gestão e realização de qualquer visita que ocorra dentro da organização.

Mais tarde, e sendo Filipe Portela professor universitário, a IOTech identificou um problema relacionado com a marcação de presenças o que resultou na criação de uma parceria com o Instituto Politécnico do Porto para a criação do ioAttend que tem como principal objetivo simplificar o processo de marcação de presenças, em determinado espaço, com autenticação tripla: pessoa, local e dispositivo (p. ex. smartphone).

“Tudo isto são customizações à medida”, afirma Filipe Portela. “Em termos da IOTech não desenvolvemos produtos fechados, queremos ser antes um parceiro que acrescenta valor. Qualquer organização pode recorrer às nossas soluções que são facilmente adaptadas ao sistema que já exista na empresa”, diz-nos, ainda.

Com uma plataforma de prestação de serviços, o ioServ, e com produtos customizados às necessidades das empresas e focados nas pessoas, a IOTech assume-se como uma empresa de pessoas com ideias inovadoras, fora da caixa e que quer fazer algo diferenciador. “Não nos ficamos só pelo fazer. Aliamos a componente da investigação ao desenvolvimento das nossas soluções. A par disso, tenho uma equipa focada e dedicada que sabe onde queremos chegar”, adianta Filipe Portela.

Resultado de outro problema detetado na sociedade foi a ioAcademy. “As empresas não estão preparadas para as universidades e as universidades não estão preparadas para as empresas. Por isso, aquando da criação da empresa foi fundada, simultaneamente, uma academia interna, a ioAcademy. Através de parcerias com as instituições de ensino superior são recrutados alunos em fase de aprendizagem. “Esses alunos não vêm trabalhar para a IOTech, vêm aprender. Para isso os nossos colaboradores têm definido um número de horas por semana para ajudar na sua formação. Com isto estamos a criar uma equipa muito forte como resultado da formação, experiência e know-how adquiridos na academia”, conclui Filipe Portela. ▪

Curioso?

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Nielsen revela as 25 maiores inovações no mercado europeu

A Nielsen BASES, área de análise de inovação de produto, revelou a sua mais recente lista “Top 25 Breakthrough Innovations”. O relatório destaca inovações de produto lançadas no mercado europeu em categorias de BGC que foram bem-sucedidas no setor do retalho, tendo por base resultados analisados pela Nielsen.

Alguns dos fatores comuns a potenciar a inovação entre os vencedores deste ano estão relacionados com marcas que demonstram capacidades excecionais não apenas de conquista de quota de mercado e crescimento, mas também de implementação de estratégias específicas de inovação. Estas marcas foram bem-sucedidas porque escutaram os seus consumidores, exploraram o design de embalagem e alcançaram a excelência em processos de venda. As inovações abrangem desde iniciativas de curta duração a produtos relacionados com tendências de procura por opções saudáveis de consumo e mesmo produtos orientados a nichos de público, destinados a melhorar a relação e a interação com determinados tipos de consumidores. Outras marcas estão focadas em apelar a premium shoppers, por exemplo.

“No mercado dos BGC, a pressão sobre os responsáveis de marketing para inovar e disponibilizar uma oferta única e diferenciadora é elevada”, afirma Cristina Rojo, Innovation Business Partner da Nielsen. “Os comportamentos e necessidades dos consumidores têm vindo a alterar-se ao longo do tempo, evoluindo com o surgimento do e-commerce, das marcas próprias e da exposição a plataformas digitais, que permitem às marcas adotarem uma mensagem personalizada. Esta enorme competição para atrair a atenção do consumidor tornou a inovação de produto num desafio para as empresas de BGC.”

A inclusão na lista “Top 25 Breakthrough Innovations” da Nielsen inclui requisitos de diferenciação, relevância e resiliência, e avalia o modo como as marcas empregam um conjunto alargado de estratégias que as tornam bem-sucedidas.

“A inovação bem-sucedida pode adotar formas distintas – algumas podem ser disruptivas, ao passo que outras podem ser lançadas para contrapor pressões competitivas ou com o propósito de potenciar uma tendência de consumo emergente. Algumas destas marcas desafiaram a noção tradicional de sucesso e encontramos hoje, a nível europeu, histórias extraordinárias de inovação que nascem da aplicação de diferentes abordagens a um problema de negócio,” acrescenta Cristina Rojo.

Os produtos incluídos nesta lista são reconhecidos pela inovação e pelo crescimento que trouxeram às suas respetivas categorias.

“TOP 25 BREAKTHROUGH INNOVATIONS IN EUROPE” DA NIELSEN BASES

 

Produto Empresa País
Bon Pari Koshmariki Nestlé Rússia
Buitoni La Sfoglia Rotonda Senza Glutine Nestlé Itália
Buongrano Mulino Bianco Barilla Itália
Cadbury Roundie Mondelēz International Reino Unido
Couches Lotus Baby Essity França
Danissimo Shake & Go Danone Rússia
Diet Pepsi Wild Cherry PepsiCo Rússia
Diplomatico Mantuano Destilerías Unidas S. A. (DUSA) França
Epica Protein Yogurt Ehrmann Rússia
Felix Doubly Delicious Dry Cat Food Nestlé Purina Rússia
Heineken 0.0 Heineken França
Herta Le Bon Paris Conservation Sans Nitrite Nestlé França
Ichnusa Non Filtrata Heineken Italia S.p.A. Itália
Judith Williams Cosmetics Judith Williams Alemanha
Knoppers NussRiegel Storck Alemanha
L’OR Classique Jacobs Douwe Egberts B.V. Reino Unido
Ladron de Manzanas Cider Heineken Espanha
Lenor 3in1 Pods Procter & Gamble Alemanha
Lenor Inspiré par la Nature Procter & Gamble França
M&M Bâtonnets Mars Wrigley Confectionery França
Magnat Champagne & Strawberry Unilever Rússia
Maybelline Superstay Matte Ink L’Oréal Espanha
Nature Valley Bars General Mills Reino Unido
Oral-B Répare Gencives et Émail Procter & Gamble França
Perwoll Care & Refresh Henkel Alemanha
Purina Gourmet Gold Tortini Nestlé Purina Itália

 

SOBRE A ANÁLISE BREAKTHROUGH INNOVATION DA NIELSEN

A análise Breakthroug Innovation da Nielsen, realizada pela equipa Nielsen BASES, apresenta uma lista de inovações de produto bem-sucedidas na Europa. Esta análise considera um leque abrangente de produtos, avaliando a capacidade destas marcas de capitalizarem uma combinação de pesquisa de dados de mercado e insights globais.

O resultado é uma lista de produtos que se evidenciam por qualidades-chave fortes e únicas, tais como a atração a um público generalizado, a longevidade, o crescimento de marca, a diferenciação na categoria e a interação com um segmento específico de público. A análise disponibiliza insights de marketing e aprendizagem acerca do lançamento de novos produtos bem-sucedidos por empresas de BGC no mercado europeu, e o modo como estas marcas implementam estratégias que se traduzem num renovado engagement com o consumidor e respondem às suas necessidades através de produtos inovadores.

SOBRE A NIELSEN

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento.

Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, cobrindo mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

“A nossa maior motivação é a de apoiar os nossos clientes”

Tornar as organizações mais ágeis e eficazes para conseguirem ter equipas mais FOCADAS e MULTIDISCIPLINARES é a proposta do M&M – Mapping and Matching – um dos novos quatro produtos que a SDO Consulting acaba de lançar. Fale-nos sobre esta solução.

Este produto é um “enabler” da agilização das estruturas formais e hierárquicas; o processo de tornar uma empresa mais ágil é complexo e longo, este nosso produto visa apoiar a criação de “satélites” que funcionam em simultâneo com os projectos de transformação e que permitem de forma rápida e cirúrgica criar «células» multifacetadas com pessoas que não só reúnem as competências necessárias, como têm perfis de personalidade compatíveis, de forma a funcionarem bem em equipa rapidamente. Temos um conjunto de ferramentas que permitem mapear (mapping) estas competências e perfis e depois conjugá-las (matching) de acordo com desafios ou projetos fora da rotina do dia a dia.

As equipas podem ser sempre diferentes, e o papel de cada um dentro da equipa é variável, sempre de acordo com os resultados que se pretendem para cada desafio.

Na sua opinião, a tomada de decisão nas empresas está intimamente ligada à falta de capacidade de agilidade e rapidez das equipas?

Sim. Empresas com o poder de decisão centralizado no topo, são mais lentas a tomar decisões e consequentemente menos ágeis a responder aos desafios do ecossistema. O «time to market» é decisivo e é por aí que tema Agilidade ganha esta importância. O «Achatamento» das estruturas é uma prioridade no processo de agilização.

O M&M incide na formação das equipas desde a sua origem, fazendo um mapeamento das capacidades e talentos dos colaboradores para descobrir o match perfeito. Isto quer dizer que um contabilista poderá ter fortes capacidades em marketing, por exemplo?

Quer dizer que poderemos identificar competências num contabilista que não estão necessariamente ligadas às suas competências técnicas de contabilidade. Significa que o mapeamento de competências vai para além do “fit to job”, foca-se naquilo que é a pessoa e não naquilo que a pessoa entrega à empresa.

De que forma avalia a sensibilidade das organizações no que diz respeito a conhecerem bem os seus colaboradores?

Cada caso é um caso; temos empresas que estão um passo à frente em termos de conhecerem as suas pessoas e temos outras que o conhecimento se limita às suas competências técnicas. Ainda ouvimos em muitas empresas o clichê “a pessoa certa no lugar certo”, o que na nossa perspetiva está completamente ultrapassado; as empresas estão em constante mutação e com elas as Pessoas, é uma adaptação constante de ambas as partes, por isso falarmos em organismos vivos em constante mutação. Lugares certos já não existem. Pessoas certas, sim, mas para cada desafio e a cada momento com papeis diferentes. Respondendo diretamente à questão: as organizações que não conhecerem a fundo todas as competências das suas pessoas serão menos ágeis que as outras, com menor capacidade de evolução e de resposta ao ecossistema.

Esta proposta da SDO é, acima de tudo, arrojada e promete romper com muitos dos estigmas vividos diariamente nas empresas. Esta foi uma forte motivação para criar algo assim?

A nossa maior motivação é a de apoiar os nossos clientes no alcance dos seus objetivos. Sermos um agilizador da vitória e do sucesso. Para isso é preciso ser frio na análise do contexto e nas necessidades reais de mudança no tecido empresarial português. Não podemos dizer o que as pessoas querem ouvir. Temos que dizer o que todos sabemos, mas não temos coragem de implementar. Quebrar a herança formal, sólida e conservadora das nossas hierarquias através da delegação de poderes, achatamento dos organigramas e rejuvenescimento das linhas de liderança, é desconfortável. Estamos a mexer no tema “poder”, não é um tema que os nossos interlocutores gostem de debater.

Digitalização das empresas: muito mais do que Marketing Digital

ARIEL ALEXANDRE (E-COMMERCE EXPERIENCE) E FRANCISCO SÁ (CEO DO LISPOLIS) NO BOOTCAMP E-COMMERCE EXPERIENCE

Mais de metade das empresas portuguesas não têm presença online – seja através de um website ou de redes sociais. Segundo o estudo Economia Digital em Portugal 2018, elaborado pela ACEPI – Associação da Economia Digital e pela consultora tecnológica IDC, não conseguimos encontrar 59% das empresas portuguesas online.

Este dado indica que é necessária uma educação para o digital no tecido empresarial português, caracterizado por ter 90% de pequenas e médias empresas, que nem sempre alocam os seus recursos à vertente de negócios digitais.

É por este motivo que o LISPOLIS tem vindo a realizar um trabalho de apoio a eventos focados na literacia digital. Em setembro de 2018, realizámos um evento para mais de 700 pessoas focado no E-Commerce em Portugal, o Bootcamp E-Commerce Experience, no qual se exploraram as melhores práticas que estão a ser implementadas por empresas portuguesas e estrangeiras. Nesta sessão, foi possível assistir aos casos das marcas Chronopost, Salsa, Undandy e do grupo Sonae.

Este evento marcou o início do programa de aceleração E-Commerce Experience, que se aproxima agora do fim da sua primeira edição. Durante cerca de seis meses, este programa tem vindo a oferecer formação na área do e-commerce com profissionais de renome que atuam no mercado português e brasileiro, e a proporcionar a troca de experiências entre 20 marcas através de encontros semanais.

Já em outubro de 2018, o Fórum Tecnológico (espaço no LISPOLIS preparado e equipado para acolher eventos de várias dimensões) acolheu o evento CLICKSUMMIT, focado no marketing e vendas online, que recebeu mais de 500 pessoas durante dois dias e mais de 40 oradores.

Mais recentemente, nos dias 20 e 21 de março de 2019, o LISPOLIS recebeu 720 pessoas para o evento Expo Fórum Digitalks 2019, um evento proveniente do Brasil, onde já realizou nove edições (desde 2009) com mais de seis mil participantes por ano.

Pela primeira vez em Portugal, o DIGITALKS Lisboa trouxe aos dois palcos do Fórum Tecnológico 58 oradores versados em e-commerce e marketing digital, que falaram sobre omnichannel, anúncios online, vídeo marketing, customer journey, growth hacking, entre outros temas atuais dos negócios digitais.

Além da partilha de conhecimento, este evento teve como principal objetivo a criação de uma ponte de negócios entre Portugal e o Brasil, sendo 36% dos participantes provenientes do Brasil. O evento contou com mais de 15 empresas em exposição, no piso zero do edifício, e com dois momentos de sunset, no final das palestras de cada um dos dias, que proporcionaram um ambiente descontraído de networking entre oradores e participantes.

Acreditamos que estes eventos são fundamentais para as empresas portuguesas partilharem conhecimentos nesta área, se atualizarem sobre as novas tendências e criarem redes de contactos cada vez mais amplas. E não são apenas interessantes a nível de partilha, mas também a nível comercial, uma vez que no DIGITALKS foram várias as empresas que participaram e finalizaram negócios!

O consumidor está a mudar

“Hoje a jornada não é mais linear, e o objetivo do profissional de marketing é estar lá nos momentos certos”, dizia Daniel Galvão da CRP Mango no palco principal do DIGITALKS. O digital assume aqui um papel fulcral na apresentação de uma boa experiência do consumidor, que pode determinar a sua compra (ou não) do produto ou serviço.

Adriana Lima, da Google, revelou na abertura do segundo dia deste evento que 60% dos utilizadores deixaram de comprar uma determinada marca devido à má experiência de serviço recorrente. Assim, perceber e melhorar a Customer Journey é fundamental não só para angariar novos clientes como para fidelizar os que já compraram.

A estratégia Omnichannel é uma das formas apontadas por vários oradores do evento para melhorar a experiência do consumidor: um cliente deve poder comprar pelo canal que prefere, seja digital ou físico, e receber o mesmo atendimento em todos os pontos de contacto, fazendo com que a sua perceção de marca seja coerente. O cuidado no atendimento ao cliente nos vários canais (por exemplo online, por telefone ou em loja física), seja na pré ou na pós-venda, é outro fator determinante na escolha de um produto em detrimento dos seus concorrentes.

O Modelo Customer Centric ganha assim maior expressão, transformando a forma como as empresas encaram a sua comunicação – passa de uma comunicação focada no que as empresas querem dizer para mensagens mais dirigidas para o que o cliente quer ouvir. No fundo, assiste-se a uma mudança de paradigma em que as pessoas se tornam no centro do negócio, seja a nível interno seja a nível externo.

O Mobile assume aqui um papel fundamental: as marcas têm vindo a apostar num modelo Mobile First por perceberem que o consumidor passa uma grande parte do seu tempo neste dispositivo. Dados do relatório mundial Digital 2019, realizado pelas empresas Hootsuite e We Are Social, demonstram que o consumidor português passa cerca de 6h38min por dia na internet, das quais 2h27min são passadas no telemóvel. São mais de 7 milhões de pessoas que utilizam a internet via mobile, o que representa 69% da população total do país.

As empresas têm aqui uma oportunidade de mercado, de chegar ao seu consumidor por via deste canal, pelo que a aposta numa transformação digital dos seus modelos de negócio se afigura fundamental. A mudança passa não só pela adoção de uma estratégia integrada de marketing, que inclua os meios tradicionais e os meios digitais, como pela reformulação completa da forma como as empresas pensam no negócio e o vão adaptar à nova realidade.

As PMEs Tecnológicas com modelos de negócio Business to Business (B2B) têm tido tendência a autoexcluir-se destes canais digitais por não venderem para o cliente final. A questão que lhes deixamos é se pretendem continuar fora do smartphone da pessoa que, mesmo em representação de uma empresa, lhes vai adjudicar ou não determinado serviço.

O LISPOLIS é muito mais que digital. A nossa missão é acolher e apoiar as empresas no seu desenvolvimento, ajudando-as a estabelecer contactos, a procurar investimento ou ainda no processo de internacionalização. Mas a digitalização da economia e dos negócios é um caminho sem retorno, pelo que o LISPOLIS continuará a promover e a divulgar as melhores práticas.

Uma das ferramentas mais recentes de apoio ao desenvolvimento digital das empresas é a SHIFT 4.0 (https://shift4.isq.pt/shift.html#TOP), criada através de uma parceria entre o IAPMEI e o ISQ, que tem como objetivo analisar a maturidade digital das empresas.

Para saber mais sobre o nosso apoio e os eventos futuros, consulte o nosso website em www.lispolis.pt ou contacte-nos via Facebook ou telefone (217 101 700).

Opinião de Pedro Rebordão, Diretor de Promoção e Inovação do Lispolis, e Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis

Techvisa ajuda empresas a atrair talento extracomunitário

As empresas estão cada vez mais exigentes. E esta exigência é ainda maior quando se tratam de empresas tecnológicas, como as de desenvolvimento de software, e empresas inovadoras, como as que desenvolvem novos produtos e / ou serviços. São estas as empresas que o LISPOLIS acolhe e pretende continuar a acolher, sejam elas Startups, PMEs ou Grandes Empresas e Multinacionais.

A convivência que o LISPOLIS tem com as empresas instaladas permite-lhe entender o que estas necessitam para desenvolver a sua atividade. Espaço por espaço, considerando que inclui serviços associados a condomínio e manutenção, é hoje manifestamente insuficiente. Mais do que a procura por metros quadrados, as empresas querem um local onde possam encontrar apoio no desenvolvimento do seu negócio, seja no acesso a informação e à agenda de eventos, seja na facilidade de alargarem a sua rede de contactos, seja no apoio na procura de soluções de investimento e / ou financiamento, ou ainda no acesso a serviços especializados.

Um dos assuntos que mais preocupa estas empresas atualmente é conseguirem atrair e reter os recursos humanos altamente qualificados de que necessitam para darem resposta a todos os pedidos e propostas que lhes chegam por parte dos seus clientes.

A focusbc (http://www.focus-bc.com/pt/), empresa de consultoria de negócio e de conceção e implementação de soluções no âmbito da performance management e location intelligence, com foco na personalização de ferramentas para os seus clientes, é uma das empresas que mais tem sentido esta realidade.  “Temos vindo a procurar talento a um nível global, com ajuda de clientes e parceiros especializados, oferecendo condições atrativas aos candidatos e mecanismos de retenção de talento”, afirma Sandro Baptista, Managing Partner.

Explica ainda que entre os pontos mais relevantes para os novos colaboradores aquando da escolha de uma nova empresa para trabalhar estão os “desafios contínuos, inovação de produto e projetos, clientes de referência nacional e internacional, instalações modernas com zonas de lazer e diversão interior e exterior, ambiente informal e mecanismos de acolhimento (fruta, bebidas), fóruns de partilha de conhecimento abertos à comunidade (eventos, meetups, etc.), diferentes modelos de contratação, flexibilidade de horários e trabalho remoto, atividades de lazer em equipa e um modelo de gestão de capital intelectual que engloba um pacote de remuneração atrativo, prémios trimestrais, fringe benefits, modelo de carreiras, formação contínua e programas de certificação”.

O talento é cada vez mais exigente, o que cria uma dificuldade acrescida para as empresas e uma diferença no mercado entre a oferta e a procura.

É também notória uma escassez de talento em Portugal, que é sobretudo sentida pelas empresas de software. Segundo o relatório Hays Global Skills Index 2018, existe um gap de 9,4 numa escala até 10 entre as competências que as empresas procuram e as competências disponíveis no mercado de trabalho, em Portugal. Este número significa que “os negócios enfrentam agora um problema sério em fazer coincidir o talento disponível com as vagas de trabalho”, indica o mesmo relatório, disponível em http://www.hays-index.com/.

A escassez de recursos justifica-se ainda por um aumento da procura, uma vez que é do conhecimento público que grandes empresas têm optado por Portugal para instalar os seus centros de competências e que, simultaneamente, não houve um acompanhamento e adaptação a um novo paradigma de mercado por parte das entidades que trabalham o talento, como é o caso das Universidades.

 

 

O LISPOLIS tem acompanhado estas preocupações de muito próximo e tem feito tudo o que está ao seu alcance para ajudar as empresas a encontrarem soluções, nomeadamente a dois níveis: 1) fazendo a ponte com os cursos com saída para tecnologia das Faculdades associadas ao LISPOLIS, nomeadamente o Instituto Superior Técnico (IST) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL); 2) fazendo a ligação entre empresas que querem contratar (procura) e empresas que disponibilizam o talento (oferta), numa lógica de contratação de serviços de desenvolvimento ou de outsourcing de recursos humanos qualificados, ao invés da tradicional solução do ingresso de um novo colaborador no quadro.

É por esse motivo que, considerando também que a falta de recursos qualificados é um problema não apenas português mas também europeu, dá destaque ao programa Tech Visa, promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) e pela estratégia Startup Portugal. Esta nova iniciativa tem como objetivo “que quadros altamente qualificados, especialmente da área tecnológica, estrangeiros à União Europeia, possam aceder aos empregos criados pelas empresas portuguesas de forma simplificada”, como se pode ler na sua génese, em http://www.iapmei.pt/.

Se no Startup Visa, programa destinado a empreendedores estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal, com vista à concessão de visto de residência ou autorização de residência, a certificação é atribuída a incubadoras que possam acolher estes projetos, como o LISPOLIS, no programa Tech Visa são as empresas tecnológicas e inovadoras que têm de ser certificadas pelo IAPMEI.

E as empresas do LISPOLIS veem com bons olhos este tipo de iniciativas. “É enorme a disparidade entre o número de recursos qualificados extracomunitários que desejam realocar-se para Portugal e aqueles que fazem essa mudança. Na HHS temos aproveitado a desmaterialização que as TI permitem, através do trabalho remoto, para colmatar a falta de uma via expedita para acolher estes(as) profissionais. Um capital humano de inestimável valor que contribuirá para a nossa sociedade. Urge alterar a postura. Portugal é um país fantástico para viver, recebamos de braços abertos o talento que nos procura”, declara Marco Correia, Conselheiro Estratégico da Host Hotel Systems (https://www.hostpms.com/)

Toda a informação sobre o programa, processo e critérios de certificação das empresas, assim como os requisitos de elegibilidade de trabalhadores altamente qualificados, está disponível no site do IAPMEI (http://www.iapmei.pt). Referir apenas que:

O programa é destinado a empresas tecnológicas e inovadoras que pretendam contratar talento altamente qualificado oriundo de Estados terceiros;

As candidaturas abriram a 2 de janeiro de 2019 e têm como data limite 31 de dezembro de 2019;

Todo o processo decorre numa área reservada da Consola de Cliente do IAPMEI;

As candidaturas serão analisadas num prazo máximo de 20 dias úteis a contar da data de submissão.

Costumamos dizer que o sucesso do LISPOLIS está intimamente ligado ao sucesso das empresas que acolhe. Se as empresas tecnológicas e inovadoras não conseguirem ter os recursos de que necessitam, não conseguirão desenvolver e entregar os projetos, quer os que têm em carteira quer outros que não conseguirão obter por falta de capacidade de resposta. É por isso, e por pretender sempre que possível contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade, que o LISPOLIS promove ativamente este programa junto das suas empresas e da sua rede de contactos e está disponível para o esclarecimento de todas as dúvidas online (em https://www.lispolis.pt/) ou pelos seus contactos habituais (217101700 ou geral@lispolis.pt).

Opinião de Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis e Pedro Rebordão, Diretor de promoção e inovação do Lispolis.

Janssen é inovação em saúde

O medicamento certo para o paciente certo, na dose certa e com o efeito certo”. Para iniciarmos a nossa conversa e de forma a elucidar o leitor, o que é medicina de precisão?

É um objetivo que a Medicina há muito persegue e que graças à informação e à tecnologia disponíveis está hoje mais próximo.

Trata-se de uma abordagem customizada no tratamento e prevenção de doenças por oposição ao one-size-fits-all que atualmente impera.

A Janssen, enquanto companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson – o maior grupo de cuidados de saúde do mundo – tem uma responsabilidade acrescida no setor e por isso tem procurado também responder a estes princípios da medicina de precisão: porque é que em duas pessoas com a mesma doença, numa resulta um determinado fármaco ou tratamento e noutra não? Porque é que apenas algumas pessoas desenvolvem efeitos secundários?

Com informação personalizada sobre a genética, com dados de vida real sobre o estilo de vida do doente, e o ambiente em que vive, será possível produzir, mas também prescrever com maior precisão – mais uma vez apoiados pelo machine learning e o big data – o tratamento a prestar a cada uma das pessoas de forma diferenciada. É um tremendo ganho de eficácia com um valor inquestionável para a saúde de cada um de nós. A medicina de precisão não se restringe à farmacologia mas é a este nível que irá evitar exposições excessivas à toxicidade e desperdícios. Ora, esses são ganhos de efetividade e eficiência que interessam a todos: doente, pagador e prestador.

A medicina de precisão está mais desenvolvida no ramo da oncologia, mas começam a surgir cada vez mais perspetivas da sua aplicação a outras doenças. Fale-nos um pouco mais sobre estes progressos.

Os avanços na medicina de precisão anteveem um ganho impressivo na prática clínica oncológica, mas que ainda estão por cumprir na sua plenitude. Obter benefícios maximizados com a menor exposição possível à toxicidade é o desejo de qualquer clínico. Hoje, felizmente, existem tratamentos oncológicos muito menos evasivos e daí ser tão importante o acesso à inovação terapêutica. Mas com o desenvolvimento da medicina de precisão – e também com a imunoterapia – serão obtidos ganhos adicionais que poderão fazer a diferença na vida de muitos doentes.

O screening genético permite determinar a suscetibilidade do indivíduo a cada cancro e estabelecer opções de tratamento mais ajustadas. No cancro da mama, pulmão ou coloretal esta é já uma realidade com enorme valor, que começa agora a chegar a outros cancros e outras patologias.

A Janssen Diagnostics Research & Development (R&D) combina a ciência de nível mundial e ideias inovadoras com rigorosos padrões de qualidade e alcance global para melhorar a vida das pessoas. Com os avanços da ciência e da tecnologia, que desafios enfrentam hoje os sistemas de saúde?

A inovação tem potenciado ganhos de saúde impressionantes e por essa razão deve ser estimulada. Na Europa temos hoje premissas de longevidade e saúde que ajudámos a erguer com o medicamento. A título de exemplo e segundo um estudo recente da McKinsey, lembro que desde 1990, os medicamentos inovadores evitaram em Portugal mais de 110 mil mortes e a esperança de vida foi prolongada até dez anos. Ora, neste sólido retorno social assenta todo um modelo e sistema de saúde que importa preservar. E para o preservamos com ganhos de qualidade e resultados para o doente, temos de acautelar a sua sustentabilidade num panorama de pressão demográfica e de inovação crescente. É por isso fundamental que se evolua para um modelo que melhor assegure o acesso à inovação e aos cuidados de saúde. Um modelo que assente na avaliação e diferencie os prestadores que apresentem melhores resultados e os remunere de acordo com o valor para o doente. Só assim conseguiremos diferenciar a inovação de modo a adotar a que maiores ganhos traz para o sistema, para o doente e para a sociedade, sem fragilizar o pilar da sustentabilidade.

A Janssen Portugal, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, criou o Prémio Janssen Inovação para incentivar a produção de conhecimento científico em Portugal nas áreas de Oncologia, Imunologia, Infeciologia, Neurociências e Hipertensão Pulmonar. A investigação científica é uma área suficientemente desenvolvida em Portugal?

Portugal tem académicos de renome mundial e uma produção científica reconhecida internacionalmente. Diria que nos falta aumentar o volume dessa qualidade e apoiar a projeção do que já se faz a nível nacional.

É por acreditarmos que com o contributo de todos isso será possível, que optámos por criar o Prémio Janssen Inovação que visa incentivar e distinguir a investigação de excelência feita em instituições nacionais. No final deste ano de 2019 iremos anunciar a abertura de candidaturas para a 3ª edição do prémio e acredito que da investigação básica e clínica das tais áreas de Oncologia, Hematologia, Imunologia, Infeciologia, Neurociências e Hipertensão Pulmonar aparecerão trabalhos de excelente qualidade.

A geração e disseminação de conhecimento é parte integrante da estratégia da Janssen e com este prémio, um dos mais avultados do sector, não tenho dúvidas que cumprimos com esse objetivo.

“Somos a Janssen. Colaboramos com o mundo pela saúde de todos”. Com a premissa de investir no futuro, a Janssen está completamente comprometida e focada na investigação e na inovação na saúde, correto?

O cariz inovador e diferenciador da Janssen resulta em grande parte dessa premissa colaborativa. O modelo e estratégia de inovação aberta e a utilização de novas tecnologias para a geração e partilha de conhecimento são prioridades claras que permitem soluções terapêuticas de grande valor. Globalmente, investimos em Investigação e Desenvolvimento mais 88% do que em vendas e marketing, o que demonstra bem o papel basilar que a inovação tem na nossa estratégia. Em valor absoluto, são cerca de 8 mil milhões de dólares que todos os anos investimos globalmente em investigação e desenvolvimento e que permitem resultados que fizeram da Janssen, em 2018, uma das três empresas mais inovadoras do setor a nível mundial.

A tal produção de inovação científica na Janssen passa por modelos que envolvem a academia, os centros de investigação, empresas de biotecnologia, outras companhias da indústria farmacêutica, entre outras entidades de todo o mundo. E é nesta rede global que vivemos comprometidos num permanente screening, à procura da melhor ciência e das melhores soluções terapêuticas, através de quatro centros de inovação, que complementam os nossos dez polos de Investigação dedicados ao desenvolvimento interno de novos medicamentos.

O objetivo da Janssen não é apenas inovar, mas também proporcionar às pessoas as ferramentas de que precisam para tomar decisões conscientes. Que importância assume termos cada vez mais pacientes informados e com poder de decisão?

Um cidadão informado e consciente, com poder de decisão, é mais proactivo relativamente à sua saúde e à dos que o rodeiam, colocando um enfoque na prevenção, no bem-estar e no diagnóstico precoce. Todos estes aspetos estão comprovadamente associados a melhores resultados em saúde, contribuindo para a longevidade e produtividade de todos.

Enquanto intervenientes no setor da saúde, tamos todos uma responsabilidade direta na forma como o cidadão compreende a informação que lhe é prestada, sobretudo, no momento em que adoece e é por isso que na Janssen queremos proporcionar às pessoas toda a informação que necessitem para a tomada de decisão. São princípios de transparência, de melhoria contínua, de proximidade para no fim termos melhores resultados em saúde.

Entre muitos programas de ajuda humanitária, programas de saúde dirigidos às comunidades mais desfavorecidas e iniciativas de apoio aos doentes, a Janssen coloca sempre as necessidades e o bem-estar dos doentes em primeiro lugar. Esta prioridade às pessoas é, sem dúvida, um dos pilares da Janssen?

Certamente e está aliás inscrito no nosso “Credo”, um documento com 75 anos que nos serve de bússola. Mas permita-me um exemplo que espelha bem esse princípio: a Tuberculose Multirresistente que, tal como o nome indica, se caracteriza pela resistência a medicamentos padrão usados para tratar a tuberculose, afeta em Portugal cerca de cinco a 10 pessoas por ano.   No entanto, é um grave problema de saúde pública no mundo e em particular em certos países mais desfavorecidos. A Janssen, cruzando a ciência com a responsabilidade social, não hesitou em desenvolver inovação nesta área e colocá-la à disposição das populações através de um programa de acesso especial, com reduzido impacto orçamental nos países com mais prevalência e menos recursos.

É preciso não esquecer que, apesar de prevenível e curável, esta doença continua a ser das que mais mata em todo o mundo e, quando percebemos que durante mais de 40 anos não houve qualquer inovação nesta área, é com orgulho que posso afirmar que é também graças à inovação da Janssen a cura hoje existe e é acessível também a esses países e doentes.

Canon anuncia o desenvolvimento de um novo projetor 4K

Com este lançamento previsto para o segundo trimestre de 2019, e como parte do compromisso da Canon de aumentar a oferta para os integradores de sistemas em instalações criativas, a próxima evolução deste projetor 4k oferecerá uma conetividade melhorada. O projetor XEED 4K5020Z será apresentado pela primeira vez no ISE 2019 (stand da Canon – Hall 1, stand N-30). 

O novo projetor laser 4K LCOS, compacto e com maior brilho, vai utilizar o mais recente chassis lançado pela Canon. Sem praticamente nenhuma restrição de implementação, o novo projetor irá facilitar a instalação em qualquer orientação de 360 graus. Com um encaixe simples de objetiva tipo espigão e compatível com uma seleção de sete objetivas intermutáveis Canon, incluindo a nova lente 4K RS-SL07RST, com zoom motorizado de 1.76x, índices de luz e curvatura de imagem mínimos e ainda com um desvio vertical da objetiva de cerca de 73%, este projetor proporciona resultados óticos mais precisos e uma excelente reprodução de imagem, sem distorções ou aberrações.

Com instalações criativas a surgir em ambientes cada vez mais complexos e desafiantes, a crescente gama de projetores da Canon oferece funcionalidades inovadoras para minimizar as exigências técnicas do 4K e conseguir uma projeção sem descontinuidades, para todos os cenários. Oferecendo um nível superior de qualidade e profundidade quanto ao brilho de cor, o recentemente lançado XEED 4K5020Z produz uma incrível resolução 4K nativa de 4096 x 2160, que previne um futuro investimento em projetores. Para acrescentar uma melhoria adicional ao modelo existente, o novo projetor em desenvolvimento será equipado com duas entradas display port para vídeo não-comprimido 4K 60p 10-bit RGB (4:4:4) – ideal para a utilização em instalações criativas, CAD/Design e auditórios de instituições do ensino superior.

O mecanismo de imagem dupla da Canon, incorporado no recente XEED 4K5020Z, oferece excelentes funcionalidades para blending, projeção em cúpula e instalações desafiantes. Este projetor laser, que será lançado em breve, oferece uma operação praticamente livre de manutenção, com possibilidade de utilização contínua (24/7) e benefícios melhorados na operabilidade e experiência do utilizador.

Colin Boyle, European Product Marketing Specialist da Canon Europa, comenta: “A ISE representa uma ótima oportunidade para apresentarmos a nossa vasta gama de novas e existentes tecnologias. Também oferece aos nossos clientes, parceiros e visitantes a oportunidade de ficarem a conhecer as mais recentes e inovadoras soluções que estão neste momento a ser desenvolvidas para o mercado. Este projetor vem ampliar a nossa gama, já extensa, de projetores 4K, e procuramos obter um feedback valioso por parte dos nossos clientes presentes na ISE 2019.”

Altran vai contratar recém-doutorados para os seus pólos tecnológicos em Portugal

Estes profissionais vão integrar as equipas de R&D e equipas de projectos de elevada complexidade, para clientes internacionais, nas áreas de sistemas cyber-físicos, condução autónoma, infotainment, inteligência artificial, entre outras.

Rodrigo Maia, CTO e responsável pela Tecnologia e Inovação da Altran Portugal, adianta: “Com o nosso crescimento em Portugal, a nossa necessidade de talento altamente especializado tem vindo a crescer e é necessário continuarmos a apostar na transferência de conhecimento produzido pelas universidades e politécnicos para o tecido empresarial. O contributo dos doutorados será crucial para dar resposta aos vários projetos de alta complexidade da Altran, no nosso plano de crescimento nacional e internacional. Além disso, pretendemos continuar a reforçar o contacto e parceria com as universidades, para o desenvolvimento de competências dos recém formados e futuros profissionais nas áreas tecnológicas.”

A empresa procura candidatos com doutoramento concluído há menos de 2 anos em Engenharia Informática, Engenharia Eletrotécnica, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Fisica ou Engenharia Biomédica. O processo decorrerá através da colocação de vagas no site oficial da empresa e nas plataformas online de recrutamento.

Sobre a Altran:

Com a aquisição da Aricent, a Altran posiciona-se como líder global em consultoria de engenharia e R&D (ER&D) e uma empresa inovadora no desenvolvimento de produtos e serviços à medida das necessidades dos clientes. Neste sentido, a Altran acompanha os clientes em cada etapa do projeto, desde o planeamento estratégico à fase de produção. Há mais de 30 anos no mercado global, a Altran capitaliza a experiência e know-how em setores chave, como Aerospace, Automotive, Defence, Energy, Finance, Life Sciences, Railway e Telecom. A aquisição da Aricent alarga essa liderança para semiconductors, digital experience e design innovation.

Com mais de 45 mil colaboradores e presente em mais de 30 países, o grupo Altran e Aricent geraram, em 2017, receitas de 2,9 mil milhões de euros. No mercado português desde 1998, a Altran Portugal conta mais de 1.800 colaboradores e com três escritórios, no Porto, Lisboa e Fundão.

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