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Congresso Internacional FLOMEKO 2019 terá lugar, pela primeira vez, em Portugal

Assim, devido ao interesse crescente neste congresso, o prazo para submissão foi prolongado até 15 de fevereiro de 2019.

O FLOMEKO 2019 será realizado pela primeira vez em Lisboa, sendo a 18ª Conferência do IMEKO TC9 (medição de caudal), seguindo uma tradição de eventos organizados desde 1978 (em Groningen, Holanda).

Este evento reunirá mais de duas centenas de especialistas na medição de caudal e volume e sua aplicação na indústria, bem como, institutos nacionais de metrologia, laboratórios de metrologia e de ensaios, entidades reguladoras, entidades gestoras de recursos e outras partes interessadas.

Os participantes irão debater ideias e soluções com aplicações na energia, aeronáutica, produtos químicos, saúde e meio ambiente.

O FLOMEKO 2019 é organizado por quatro entidades nacionais de referência: LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, IPQ – Instituto Português da Qualidade, RELACRE – Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal e SPMet – Sociedade Portuguesa de Metrologia, sob o patrocínio da IMEKO, Federação não governamental de organismos científicos de 42 Países, com o objetivo de promover o conhecimento, a inovação e o desenvolvimento tecnológico, a qualidade da medição e do impacto que esta tem na segurança e na qualidade de vida.

Universo Labialfarma: Inovação e Capital Humano

Amílcar Ferraz, Miguel Ferraz, André Castro, Joel Rocha, Cláudia Barroso, Daniela Ferraz.

“Só com a sinergia das várias gerações conseguiremos ter um grupo forte”

Nós acreditamos que desafiando o status quo através da inovação científica, desenvolvemos produtos com mais eficácia, qualidade e segurança.

Acreditamos que juntando à inovação científica novos conceitos tecnológicos, conseguimos fazer chegar ao consumidor produtos com um design elegante, utilização fácil e intuitiva que lhes promova melhor saúde e bem-estar.

Acreditamos que só conseguiremos atingir níveis de inovação elevados se fizermos convergir as experiências, o conhecimento, as sensações, as emoções e os ideais dos colaboradores de diferentes gerações em equipas multidisciplinares focados num mesmo objetivo.

Hoje um dos grandes desafios das empresas, é sem dúvida, a capacidade em conseguirem encontrar formas de gerir grupos de colaboradores de gerações mistas. As diferenças e os ideais entre gerações são cada vez mais acentuadas.

Estudos mostram-nos que as mudanças comportamentais ocorrem em cada dez anos.

A grande consequência desta vertiginosa alteração é, sem dúvida, o aumentar da distância entre colaboradores de gerações diferentes, dificultando o diálogo, a compreensão e a interação entre líderes e liderados.

Nós no Grupo Labialfarma acreditamos que a coabitação das várias gerações cria sinergias e dinâmicas vitais para a criação daquilo a que chamamos inovação360. Queremos dar oportunidade a atividades complementares dentro das empresas do Grupo Labialfarma, tais como a inovação360, o desenvolvimento de projetos culturais e artísticos, proporcionando aos nossos colaboradores a partilha de novas realidades que lhes proporcionarão desenvolver as suas aptidões, alargar o enquadramento do negócio, o seu bem-estar no seu local de trabalho e fundamentalmente a compreensão entre gerações.

O Grupo Labialfarma pertence a um mercado onde se pretende comunicar e vender produtos e serviços a várias gerações. Tivemos por isso que constituir equipas onde essas gerações estejam representadas, de modo a estabelecerem-se os adequados meios e linguagem de comunicação. É fundamental vivermos a realidade dos nossos potenciais clientes, no sentido da utilidade dos nossos produtos e serviços corresponderem, de facto, às expectativas e necessidades dessas gerações.

Esta é sem dúvida a melhor forma de vencermos o presente e conquistarmos o futuro. Só com a sinergia das várias gerações conseguiremos ter um grupo forte e preparado para enfrentar os mercados e as suas dinâmicas e multiplicidades.

Amílcar Ferraz, Administrador da LABIALFARMA

 

“Valorização e investimento no capital humano”

Fazendo parte da 3ª geração da Labialfarma, qual vai ser o seu contributo para o futuro da empresa?

Para responder à pergunta, vou ter que mencionar brevemente as duas gerações anteriores.

Quando a Labialfarma nasceu em 1981, o objetivo do seu fundador e meu avô, era apenas um. Conseguir abastecer os pacientes da sua clínica de naturopatia. A oferta de suplementos alimentares e medicamentos à base de plantas naquela altura era escasso e até se pode dizer menosprezado. Juntando ao facto que o comércio online não passava de ficção científica, a única solução era mesmo ser ele próprio a fabricá-los. Como era um apaixonado pelas plantas medicinais e pela química, não demorou muito até que os seus produtos ganhassem notoriedade. Foi assim até 1994, quando o meu pai se juntou à Labialfarma, que tinha apenas um cliente, a clínica do meu avô.

Em 2001 quando o meu pai adquiriu a totalidade da empresa, também ele um apaixonado por esta área de negócio, revolucionou por completo o caminho da Labialfarma através da inovação científica, do desenvolvimento de novos conceitos tecnológicos e grande foco na qualidade e segurança de todos os produtos desenvolvidos por nós.

A internacionalização era inevitável, e hoje estamos presentes em mais de 40 países. Suportando-me nos fortes alicerces que as gerações anteriores me deixaram, o meu grande objetivo é a globalização do Grupo Labialfarma.

O projeto “Inovação360” é a primeira fase dessa globalização. Não estamos só focados na globalização física da empresa, mas também interna. Portugal está tão apetecível para o mercado mundial de trabalho que não precisamos de sair do nosso país para conseguir ter diferentes culturas e ambientes dentro de uma organização.

Com a construção das nossas novas instalações, queremos atrair mais know how especializado, investindo ainda mais em novas tecnologias e apostando no multiculturalismo das nossas equipas. Só através da coabitação de diferentes gerações e culturas de todo o mundo é que conseguimos atingir os níveis de criatividade que sonhamos para o Grupo Labialfarma.

Acredito que todas as empresas de grande sucesso mundial se destacam pela valorização e investimento no capital humano. A inovação e criatividade são uma consequência dessa filosofia. Este será o primeiro passo que marcará o futuro do Grupo Labialfarma.

Miguel Ferraz, Diretor Geral da LABIALFARMA

 

“A 4ª Revolução Industrial chegou à Labialfarma”

A Labialfarma é um dos mais importantes laboratórios farmacêuticos em Portugal. Num mercado cada vez mais global e digital, de que forma a marca tem contornado os desafios para responder às necessidades do mercado?

Somos desde a nossa génese, amantes da inovação e modernidade por excelência e prezamos por conservar estas características em tudo o que fazemos. A 4ª Revolução Industrial chegou à Labialfarma, há mais de uma década (em mindset), estando atualmente em fase avançada de concretização veiculada por uma série de investimentos e iniciativas digitais e de automação transversais ao grupo e aplicadas às nossas duas unidades de produção. Este projecto foca-se, em traços muito gerais, em três grandes pilares: live tracking para controlo e monitorização dos processos; big data como ferramenta de apoio à tomada de decisão; e automação. Este é o nosso conceito de digital factory.

Encaramos genuinamente todas estas soluções como elementos decisivos na agregação de valor para os nossos clientes e no aumento da produtividade dos processos.

O modus operandi da indústria ao nível global tem vindo a evoluir em diversas frentes. Em que se baseia a filosofia de gestão industrial da Labialfarma?

QCDF: Quality, Cost, Delivery e Flexibility. As quatro dimensões onde procuramos diariamente ser excelentes. O foco está sem dúvida em tudo o que acrescenta valor aos produtos. Para isso apoiamo-nos na filosofia Lean e num conjunto de ferramentas que gravitam à volta da mesma como meio de identificação e eliminação de desperdícios alavancando desta forma e em simultâneo, a qualidade e produtividade.

Os produtos standard ou one-fits-all foram substituídos pelos tailor-made: ser único e diferente dos restantes é a chave do sucesso da Labialfarma mas também um grande desafio. Como é que a Labialfarma encara o desafio da flexibilidade no paradigma atual do multi-produto?

Observamos efetivamente uma mudança drástica nos hábitos de consumo da sociedade actual. Nos dias de hoje, os consumidores estão cada vez melhor informados, mais exigentes e interessados em produtos adaptados às suas necessidades e não o contrário. Como consequência deste facto, surge o conceito de mass individualization. O desafio surge precisamente em encontrar a fórmula para fornecer produtos altamente individualizados tendo em consideração os factores qualidade, preço e entrega. Production setups mais flexíveis, intercomunicação de dados de forma rápida e claras através de toda a supply chain e a nossa equipa com um mindset muito jovem, capaz de entender estas novas tendências, são sem sombra de dúvida as chaves do nosso sucesso neste mercado.

André Castro, Diretor Indústrial da LABIALFARMA

 

“A constante inovação é a nossa imagem de marca”

Orgulhosamente a trabalhar para todo o mundo” é um dos lemas da Labialfarma. Enquanto diretor comercial Internacional da Labialfarma, qual tem sido a verdadeira estratégia da marca para se posicionar no mercado internacional?

Inovação! Marcar a diferença pela inovação é, sem dúvida, a nossa estratégia.

Seria impensável competir com fabricantes de produtos “standard” oriundos da China e de outros países com uma capacidade produtiva enorme a baixo custo, por isso, só mesmo com a diferenciaçao através da inovação e qualidade é que conseguimos ter sucesso e atrair clientes de renome num mercado internacional extremamente competitivo como é o farmacêutico/nutracêutico.

O que distingue a Labialfarma da concorrência no mercado internacional?

Como referido anteriormente, a constante inovação é, sem dúvida, a nossa imagem de marca. E aqui a inovação que aportamos, não é somente no que toca em produtos propriamente ditos, mas também ao nível das tecnologias que aplicamos, em alguns casos únicas no mundo, assim como na diversidade de serviços que temos ao dispor dos nossos clientes. Um dos nossos slogans e que promovemos internacionalmente é “Labialfarma Group – More than a Contract manufacturer” que, em nosso entender, espelha muito da nossa filosofia, porque pretendemos ser bem mais que um simples fabricante. Queremos ser o parceiro ideal, apresentar soluções “all in one” desde a ideia até à conceção final do produto que será adquirido pelo consumidor final. Temos capacidade para fazer o desenvolvimento galénico, lotes piloto, testes de estabilidade, validação dos processos de fabrico, avaliação regulamentar, registo de produtos nas diversas autoridades de saude, apoio logístico, entre outros.

A complementariedade de serviços torna-se muito atrativa, desta forma os nossos clientes conseguem concentrar uma grande variedade de serviços num único parceiro. A inovação aliada à qualidade e complementariedade de serviços é o que mais nos distingue da concorrência.

O Grupo Labialfarma exporta já para mais de 40 países nos cinco continentes. Qual o objetivo para o futuro a médio longo prazo?

O principal objetivo a médio/longo prazo é a consolidação do Grupo Labialfarma no mercado internacional, dando prioridade ao reforço das parcerias com os clientes que temos, tendo por certo que o crescimento dos nossos clientes é a nossa própria evolução. Procuramos um crescimento sustentado.

Continuar a marcar a diferença pela inovação. Pretendemos que os nossos produtos e serviços sejam mais que isso mesmo, queremos que causem emoção, que sejam alvo de desejo.

Pretendemos consolidar a marca “Produzido por Labialfarma”, que isso seja entendido como um sinónimo de qualidade superior e internacionalmente reconhecida.

Joel Rocha, Diretor Comercial Internacional da LABIALFARMA

 

“A melhoria contínua é um elemento essencial num sistema de qualidade moderno”

A qualidade tem impacto positivo na inovação?

Claro que sim. Se pensarmos que a inovação é a qualidade do futuro, que é uma evolução natural da gestão da qualidade, a qualidade do amanhã, ou seja, atendendo às necessidades do cliente para amanhã.

Para ter sucesso, é preciso ter uma visão estratégica do mercado. temos que descartar a visão de que a inovação diz apenas respeito ao R&D, assim como há 20 anos descartámos o pensamento de que a qualidade era apenas do departamento de qualidade.

Como?

O desafio que se nos coloca diariamente está intimamente relacionado com os vários tipos de inovação que praticamos diariamente na Labialfarma: processo, produto, marketing e organizacional.

A relação entre as práticas de gestão da qualidade e inovação assentam cada vez mais num modelo composto por pressupostos, que são controlados e monitorizados através da implementação de um sistema de gestão de qualidade eficaz, tais como:

  1. a) Práticas de liderança da gestão de topo A liderança é necessária para direcionar o foco na qualidade e inovação, para definir o papel e as responsabilidades de cada equipa, e tomar decisões finais sobre a alocação de recursos. As equipas de gestão precisam de ser muito claras nas expectativas e na sua capacidade de equilibrar entre processo e inovação, para que se evitem relações hostis entre as áreas funcionais e equipas inovadoras;
  2. b) Envolvimento e qualificação dos colaboradores: O envolvimento dos colaboradores é um dos principais fatores que afeta o desempenho organizacional e os resultados dos negócios. A contribuição e o envolvimento dos colaboradores no processo de implementação do sistema da qualidade aumenta o seu comprometimento, autonomia e inventividade que levam à inovação da organização;
  3. c) Foco nos clientes
  4. d) Formação e treino;
  5. e) Documentação e informação;
  6. g) Melhoria contínua:

A melhoria contínua é um elemento essencial num sistema de qualidade moderno. O objetivo é melhorar a eficiência otimizando um processo e eliminando esforços desperdiçados. Os esforços de melhoria são realizados de maneira estruturada e com supervisão.

Cláudia Barroso, Diretora Técnica e da Garantia da Qualidade da LABIALFARMA

 

“Os nossos colaboradores são as nossas mais importantes ferramentas de marketing”

Qual o papel do Marketing numa realidade de gerações mistas?

Eu adoro cozinhar. Existe algo de mágico no facto de conseguirmos criar um prato delicioso a partir de uma combinação chave de ingredientes singulares. Enquanto estou na cozinha a tentar usar criativamente cada um dos ingredientes penso muitas vezes no meu local de trabalho. Quando olho ao redor do meu gabinete deparo-me com uma multiplicidade de idades: Baby Boomers, Gen X e Millennials. Estes são os ingredientes do GRUPO LABIALFARMA. Embora sejam todos diferentes, cada geração traz consigo um conjunto de forças e perspetivas absolutamente fascinantes. Contudo, o desafio surge: de que forma podemos garantir que estes grupos tão diversos estão felizes, motivados e conectados entre si?

Para o GRUPO LABIALFARMA oferecer produtos excecionais é tão importante como fornecer um excelente serviço ao cliente. Neste contexto, os nossos colaboradores são as nossas mais importantes ferramentas de marketing. Eles estão na linha da frente quando se trata de satisfazer as necessidades dos clientes. A sua atitude, motivação, e proatividade comunicam muito acerca de nós. Se queremos oferecer experiências fantásticas aos clientes, precisamos que os nossos colaboradores se sintam fantásticos também. Obviamente que, isto é um grande desafio per si e, se adicionarmos à equação o facto de sermos um melting pot de gerações, temos em mãos uma tarefa bastante intrépida: é preciso saber abraçar a irreverência dos Millennials, tirar partido da flexibilidade característica da Gen X e valorizar a experiência dos Baby Boomers.

Assim, nasce o projeto inovação360, uma estratégia do GRUPO que tem como objetivo fundamental transformar as diferenças destes três mundos em vantagens competitivas. As divergências entre gerações não são uma ameaça, são uma oportunidade de aprendizagem. Tirar partido dos talentos únicos de cada sucessão para atingir propósitos comuns é o nosso foco. Acreditamos que criar formas de promover a união, motivar tendo por base valores comuns e dar oportunidade de liderança e crescimento é a receita que consegue transformar os nossos ingredientes, os nossos colaboradores, num prato único: o GRUPO LABIALFARMA.

Daniela Ferraz, Diretora de Marketing da LABIALFARMA

Altran debate “Novos estímulos à Inovação”

© Altran

A iniciativa, intitulada “Novos estímulos à Inovação”, contará com a apresentação de projetos de investigação, desenvolvimento industrial e de formação avançada da multinacional francesa, líder global em consultoria de engenharia e R&D. Serão também apresentadas as parcerias com instituições de Ensino Superior da localizadas na região, nomeadamente com a Universidade da Beira Interior, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Instituto Politécnico da Guarda.

A agenda do evento contempla ainda o anúncio da reprogramação do Programa Portugal 2020: Novos Estímulos ao Investimento em I&D e Formação Avançada entre Politécnicos e Empresas, em que serão apresentados os concursos na área da interface entre a Ciência e as Empresas. A iniciativa pretende potenciar a reflexão sobre o papel da inovação tecnológica na criação de valor para as empresas e em particular, para a região do Fundão.

Fundado em 2013, o Centro de Desenvolvimento e Inovação conta atualmente com mais de 300 engenheiros que desenvolvem atividades de alto valor acrescentado no domínio da Engenharia de Software, Verificação e Validação, nas indústrias de ponta para clientes internacionais do grupo Altran.

30 anos de experiência colocam a ULTRA-CONTROLO a anos-luz do resto do mercado

A indústria portuguesa começou por ser o primeiro setor a ser servido pela empresa que se dedicava às áreas do vácuo, ar comprimido, filtração de gases e controlo de processos industriais. Mais tarde surgiu a possibilidade de passarem também a trabalhar o sector da saúde na área dos gases medicinais que são utilizados no apoio respiratório, em equipamentos de suporte de vida, anestesia, reanimação e ainda em cirurgias e instrumentação cirúrgica.

A ULTRA-CONTROLO é o primeiro fabricante português de centrais para gases medicinais, certificadas de acordo com a Diretiva Europeia 93/42/CEE e o primeiro fabricante português de compressores de ar totalmente isentos de óleo.

Hoje, com mais de 30 anos de experiência na fabricação de centrais de produção de oxigénio medicinal, centrais de vácuo e centrais de ar comprimido para aplicação hospitalar, a empresa continua a sua trajetória de sucesso desde que se iniciou como representante em Portugal de marcas mundialmente famosas como a Rietschle – uma visão do CEO, Sabino de Pompeia.

Esta é, acima de tudo, uma área sensível, não estivéssemos a falar de equipamentos que produzem gases medicinais considerados medicamentos, e que por isso, deverão cumprir os mais elevados padrões de segurança, qualidade e eficácia.

Sabino de Pompeia iniciou a sua atividade profissional em 1979 na área industrial e hospitalar. em 1981 começou a trabalhar com marcas de renome mundial, fundou a empresa em 1987, e em 1989 as portas para a área médica abriram-se.

Na indústria, a ULTRA-CONTROLO tornou-se especialista em Sistemas Centralizados de Vácuo o que fez com que, em Portugal, se tornassem líderes de mercado durante quase duas décadas.

Com a famosa Rietschle, atual Elmo-Rietschle, que pertence a um dos maiores grupos internacionais de ar comprimido e vácuo, o grupo Gardner Denver, em 1986 concebeu a primeira central de vácuo, que ainda hoje funciona no Hospital dos Capuchos.

Sabino de Pompeia introduziu tecnologias totalmente inovadoras em Portugal com a implementação de sistemas centralizados de vácuo para laboração contínua em todo o tecido industrial português. Indústrias de envelopes e gráficas como a Porto Editora, Gráfica de Coimbra, Editorial do Ministério da Educação, indústria eletrónica como a antiga Ford Elecronica, Grundig e a Delphi ou a vidreira como a Crisal e a Santos Barosa, entre milhares de empresas portuguesas, continuam a ter o suporte técnico da sua empresa.

A empresa foi dividida, a certa altura, devido ao crescimento exponencial que teve em duas vertentes: a dos produtos standard e em desenvolvimento de equipamentos para exportar.

Na área industrial, um dos maiores marcos foi a introdução dos sistemas centralizados de vácuo que trouxe consigo o aumento da produtividade das máquinas, uma redução profunda nos custos energéticos e um melhoramento relevante no ambiente de trabalho das pessoas com a diminuição drástica do ruído das máquinas dos operadores.

Em 1989 começaram a trabalhar com os hospitais e esse tem sido um caminho bem percorrido, não contassem hoje já com cerca de 500 centrais instaladas em Unidades de Saúde, só em Portugal.

Em 1991 foram a primeira empresa a instalar uma central de ar medicinal totalmente isenta de óleo num hospital privado em Lisboa. A ULTRA-CONTROLO foi ainda a primeira empresa a instalar sistemas de tratamento de ar com secagem por refrigeração e adsorção, bem como cadeias de filtração de alta eficiência nas redes de ar respirável nos hospitais; em 1997 introduziu o conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares e desde esse ano começaram a equipar os hospitais com este tipo de tecnologias. O primeiro a receber o equipamento de topo de gama foi o Hospital Militar Principal de Lisboa, seguiu-lhe o Hospital da Cruz Vermelha, o Hospital da Marinha Portuguesa, os Hospitais da Universidade de Coimbra, e, mais recentemente, o Hospital de Braga e o Hospital de Santo António, no Porto.

O CEO da ULTRA-CONTROLO refere que a sua postura laboral sempre se moldou por tentar satisfazer os pedidos de quem os procura, colocando sempre a máxima qualidade. Sabino de Pompeia conheceu muitas das metodologias de vários países europeus onde visitou as fábricas das suas representadas com o intuito de saber o que de melhor se faz lá fora para depois replicar cá de forma ainda mais perfeita.

Os avanços foram muitos, mas cada passo, garante, “foi sempre a pensar de que forma poderíamos melhorar o trabalho de quem utiliza os nossos equipamentos. Na área hospitalar fomos os primeiros a instalar sistemas de retenção de CO e CO2. Percebemos que as centrais estavam próximas de parques de estacionamento, o que significava que havia uma maior concentração de monóxido e dióxido de carbono, o que afetava em larga escala a qualidade do ar. Daí a necessidade de instalar sistemas de tratamento de ar para baixar o teor para os níveis exigidos pela Farmacopeia Europeia”.

Portugal sempre mostrou dificuldades financeiras e uma das principais preocupações da empresa foi instalar sistemas que reduzissem ao máximo os custos operacionais, mas que ao mesmo tempo fossem de elevada qualidade e fiabilidade.

A ULTRA-CONTROLO desde cedo também apostou na formação dos engenheiros e técnicos das empresas portuguesas, bem como dos engenheiros hospitalares de modo a trabalharem mais eficazmente com os equipamentos e a respeitarem os procedimentos de manutenção adequada para garantir a operacionalidade e a longevidade dos mesmos.

PIONEIRISMO EM COMPRESSORES ISENTOS DE ÓLEO

“A partir de 1997 comecei um trabalho de campo para instalar compressores de ar isentos de óleo em Portugal, que era algo praticado só na Suíça. quando os vi achei que seria o melhor para os hospitais”.

Os compressores isentos de óleo possibilitam a eliminação do risco de contaminação do ar, reduzem os custos com a manutenção operacional no tratamento do ar comprimido e ainda diminui os custos de energia.

“Tenho sido desde então promotor do conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares. O investimento inicial é efetivamente o dobro em comparação com os sistemas tradicionais de compressores lubrificados mas na verdade trata-se de um investimento para um ciclo de vida útil de um equipamento que vai durar 30 a 40 anos. Comparado com os sistemas convencionais que terão de ser substituídos a cada 10-15 anos e com o risco de contaminação da conspurcação da rede  devido à possível contaminação com a presença do óleo, este é o melhor investimento que o Estado ou o privado pode fazer. Mas o mais importante é que com o nosso sistema isento de óleo o paciente começa a receber ar medicinal da melhor qualidade que supera a Farmacopeia Europeia e desde o primeiro minuto em que este equipamento começa a funcionar.

A maioria dos hospitais em Portugal ainda não têm compressores isentos de óleo. A ULTRA-CONTROLO é a única empresa do meio a promover este produto, que garantem a segurança e a qualidade do ar ao paciente.

“Estamos a trabalhar no sentido de introduzir novas tecnologias de produção de gases medicinais que vão não só beneficiar os utilizadores mas irão trazer uma larga redução de custos para os hospitais. Tanto em oxigénio como em ar comprimido e também no vácuo”.

“Existe um trabalho que está a ser feito com o Ministério da Saúde de forma a reforçar a iniciativa nos hospitais”, garante o CEO.

Há um ano e meio conseguiram instalar a primeira central em vácuo no SAMS em Lisboa, uma tecnologia que reduz 40% a energia e uma pequena intervenção de assistência feita apenas a cada 20 mil horas de serviço (a cada três anos).

“Há a necessidade de envolver o Estado nisto porque ele é o dono dos equipamentos”, explica o nosso interlocutor.

Os preços costumam ser um problema mas Sabino de Pompeia afirma que “Portugal tem beneficiado muito pela nossa presença como fabricantes pois desta forma, somos um regulador de mercado em relação à concorrência estrangeira, no que toca a preços. Por outro lado, uma vez que fazemos parte da fábrica das marcas que representamos, conseguimos beneficiar especialmente os hospitais portugueses com equipamentos de todo de gama a preços muito  reduzidos. Por isso os hospitais portugueses nesta área dos gases medicinais não estão um milímetro abaixo de qualquer outro país do mundo.”

A ULTRA – CONTROLO formalizou acordos com os quatro maiores gasistas (Linde, Praxair, Gasin e com a Air Liquide) para assistir às máquinas de cada um sob um modelo de subcontratação. “95% das centrais podem ser assistidas por nós em Portugal e somos a única empresa portuguesa com técnicos certificados pelo ISO 13485 nesta área ”, esclarece.

INTERNACIONALIZAÇÃO TEM SIDO SINÓNIMO DE SUPERAÇÃO

Em 2012 a ULTRA-CONTROLO  começou a sua expansão a nível internacional, com o apoio da AICEP e fazendo algumas mudanças necessárias a nível interno como disponibilizar o site em quatro línguas e a criação de departamentos para lidar em mercados distintos.

“A área mais difícil neste momento para nós é a internacionalização. Temos de lidar com marcas de topo em todo o mundo, para conseguirmos mantermos temos de ser imensamente rigorosos. Fazemos parte de um grupo de marcas que lideram qualitativamente o mercado mundial. O mais difícil é passar isto aos nossos colaboradores. Ao competir com grandes marcas a exigência é elevadíssima mas essa é também a nossa sorte, tal nível de exigência é-nos muito familiar porque nunca soubemos funcionar de outra forma”.

Mais do que exigentes, por vezes, os preços são algo a ter de ser posto à prova e comprovado. “Como somos Portugal o resto do mundo está à espera que sejamos baratos. Esquecem-se é que trabalhamos com equipamentos de topo de gama e que isso tem um preço. Depois de provarmos a nossa qualidade em todos os aspetos, torna-se mais fácil”.

Mas nem os preços se podem considerar um verdadeiro obstáculo para a empresa portuguesa uma vez que atualmente, exportam para 48 países e têm em curso projetos em mais de 60.

“Em Marrocos ganhámos o fornecimento integral da rede de gases medicinais para o maior hospital que está em construção, o Centro Hospitalar Universitário de Tânger. Entretanto estamos a trabalhar no sentido de entrarmos na Índia. Os meus pais vieram de Goa em 1958, a convite do Governo português e 60 anos depois, estou trabalhar nos maiores projetos de remodelação e construção de hospitais do Governo indiano.” Sabino de Pompeia já deu formação a engenheiros indianos que trabalham para o Estado e diz que o mais difícil de conquistar é a aprovação técnica no Ministério da Saúde indiano – que já alcançaram – e que agora se preparam para que nos próximos concursos que lá abrir, a ULTRA-CONTROLO seja uma empresa vencedora.

Das muitas provas que a ULTRA-CONTROLO já deu, faz parte o interesse que a gigante japonês Hitachi demonstrou.

“Andei 25 anos a tentar captar o interesse da Hitachi e quando nos viram a fabricar as centrais de produção de oxigénio foram eles que me procuraram”.

Neste momento pretendem consolidar os distribuidores que têm porque “queremos que eles continuem a aumentar a quota de mercado. É preciso dar-lhes uma boa formação e fazê-los crescer como nós. Fizemos um bom trabalho a nível industrial e na área hospitalar e queremos replicar este modelo que criámos fora de Portugal”.

A nível internacional, com a criação de um conceito de sistemas acessíveis para que não deixem de funcionar, mais intuitivos e que seja qual for o problema que qualquer técnico, de qualquer área, consiga resolver é uma das premissas da empresa cujo objetivo é tornar-se líder de mercado nos países onde operam.

“A Eurofins e a inovação andam constantemente de mãos dadas”

De génese gaulesa, a Eurofins Scientific comemorou o ano passado três décadas de existência, assumindo-se como um grupo internacional líder na área de laboratórios, e que oferece um vasto portefólio ao nível de vertentes distintas, tais como alimentos, produtos farmacêuticos, testes ambientais, entre outros. Em Portugal a marca está presente desde 2005, ano em que se começaram a realizar os primeiros projetos de co-incineração no país. Se existe uma característica marcante da Eurofins, essa assenta na constante necessidade e vontade em promover e fomentar o crescimento.

Esse mesmo plano de expansão da Eurofins em Portugal levou a marca a apostar em Paredes, em 2015, numa dinâmica que tem tido resultados bastante positivos. Mas qual é o foco da Eurofins Lab Environment Testing Portugal? Assumidamente o grande fito passa pela análise de fibras totais e de amianto em ar e materiais, “ou seja, procuramos analisar os materiais de construção para verificar se existe ou não amianto nos mesmos”, esclarece a nossa entrevistada.

A busca pelo amianto é, portanto, o principal core da marca em Portugal, mas não só, pois existe também um departamento, uma business unit, que assume a responsabilidade das vendas de serviços analíticos na área de ambiente de outros laboratórios do grupo. “Procuramos fazer a ligação entre o mercado nacional e os laboratórios do grupo em amostras de solo, de água, entre outros e acabamos por usar a imensa oferta que temos no seio do grupo para dar uma resposta personalizada ao mercado nacional”, assume Helena Varela, revelando que esta área de negócio existe desde 2012, “ano em que desenvolvemos este departamento, que nutre de alguma autonomia”.

Salienta ainda o facto de não haver legislação nacional relativa à prevenção da contaminação e remediação dos solos que faz com que sejam escassos os laboratórios em Portugal, com experiência na oferta deste tipo de análises e, portanto, a Eurofins posiciona-se como um interlocutor chave nessa área com ofertas analíticas exclusivas como o TerrAttesT® e apoio com o know-how existente dentro do grupo.

O Amianto e os perigos para a saúde pública

O amianto, devido às suas propriedades, como a elevada resistência a altas temperaturas, teve no passado numerosas aplicações, nomeadamente na indústria da construção, encontrando-se presente em diversos tipos de materiais como telhas de fibrocimento, gessos, tintas, vedantes, cabos elétricos, estuque e até nos próprios pavimentos.

Assim, o amianto é uma realidade concreta em Portugal e vai continuar a ser, mesmo que o mesmo esteja proibido desde 2005. Uma das grandes questões, passa pela inexistência de legislação específica de controlo dos materiais de construção, ao contrário do que acontece
noutros congéneres europeus, que assumem um controlo rigoroso ao nível da utilização dos materiais de construção, como por exemplo em França. “Em Portugal esse controlo não existe por escassez dessa legislação e assim o nosso laboratório não está dimensionado para dar resposta ao mercado nacional, mas sim ao europeu”, assevera a nossa entrevistada.

Desta forma, é legítimo afirmar que o que se pretende do Eurofins Lab Environment Testing Portugal segue a estratégia do próprio grupo Eurofins, ou seja, assenta na vontade e necessidade em possuir centros de competências com capacidade para receber amostras com escala para dar essa tal resposta ao mercado internacional, europeu, e não ao local. “Se fosse para o mercado português não teríamos este laboratório porque a quantidade de análises de amianto aos materiais de construção é extremamente diminuta.

Temos de compreender que em Portugal o modus operandi passa pela análise das fibras totais, em filtros de ar e não das fibras de amianto. Isso faz-se através de uma técnica mais acessível, ou seja, por microscopia ótica e não microscopia electrónica de transmissão”.

Mas haverá atualmente perigo para a saúde pública? Recusando-se a confirmar tal afirmação, Helena Varela assume, contudo, que as fibras de amianto são de facto prejudiciais à saúde, existindo diversas patologias que podem advir da respiração das fibras de amianto. “Não sei qual o impacto no nosso país ao nível de doenças e mesmo de taxa de mortalidade, mas que existe risco, isso sim. Temos de apostar mais no controlo”.

Eurofins – Inovação no ADN

Que não subsistam dúvidas, o quotidiano da marca passa por testar vida. Assumidamente, a Eurofins é um líder mundial que tem a inovação no seu ADN e que permite uma contínua e incessante vigilância, tendo criado, ao longo dos anos, um sentido de rigor e transparência tal que sabemos que podemos confiar nas diretrizes da marca de origem francesa. Basta perceber que a Eurofins partiu do desenvolvimento científico para estar na frente no âmbito do desenvolvimento de tecnologia que promova a segurança alimentar, sendo que a estratégia seguinte assenta no desenvolvimento e evolução. “O nosso grande foco passou sempre por juntar os melhores, não tanto em dimensão, mas ao nível do talento de técnicas de análise especializadas. Queremos sempre potenciar o desenvolvimento e a inovação, no sentido de aportarmos uma capacidade inequívoca de resposta aos grandes produtores e empresas, num curto espaço de tempo.

O universo dos laboratórios em Portugal

A aldeia global em que atualmente vivemos promove mudanças e mutações constantes, por vezes diárias, o que obriga a uma atenção diferente e a um foco sustentado em estratégias fortes. O universo dos laboratórios não escapou a essas alterações, sendo que é legítimo afirmar que houve uma mudança de paradigma nos laboratórios a nível mundial. “Hoje os laboratórios não são, ou não podem ser, aquele laboratório clássico em que o técnico recebe a amostra e emite também o relatório final. Este modelo desapareceu, até porque começou a ser dada uma maior relevância à organização dos laboratórios e à eficiência dos mesmos, que tem sido cada vez mais dimensionada”, revela a nossa interlocutora, assumindo que esta mudança também passa pelo consumidor que hoje é mais exigente e informado. “Hoje queremos respostas céleres e não queremos esperar por um resultado de uma análise. Isto só é possível se otimizarmos processos de forma completamente diferente em relação ao passado. E, portanto, esta é uma realidade que está a chegar a Portugal, embora atrasada, mas está a chegar e a provocar mudanças bastante acentuadas e visíveis. A automatização é uma realidade atual e assim estamos a industrializar o processo laboratorial, realidade que em Portugal só agora começa a dar os primeiros passos.

Sendo um país exíguo, em Portugal existem imensos laboratórios, realidade que cria dificuldade de escala. Nesse contexto, para a nossa interlocutora, “muito vai mudar e acontecer ao universo dos laboratórios no nosso país. Temos necessariamente que  aumentar a escala de atuação dos laboratórios, e acredito que a mudança nesta área começa a acontecer, o que pode  provocar  dissabores em alguns laboratórios em Portugal, principalmente os mais pequenos”, afirma, convicta.

Mas pode a Eurofins ganhar algo com essa realidade? “Sem dúvida. Na Eurofins o desiderato passa sempre por querermos que os melhores façam parte desta estrutura e o nosso crescimento passa também pela aquisição ou fusão, pelo crescimento orgânico e mesmo pela criação de start ups e daí que em Portugal estejamos a aumentar a nossa presença em novas áreas, nomeadamente em serviços analíticos no setor agrícola (agro testing) e alimentar”, assevera Helena Varela que não tem dúvidas que esta mudança de paradigma vem promover a seleção e, eventualmente, o fim de alguns laboratórios, principalmente daqueles que não souberam acompanhar a inovação.

Portugal é talento e crescimento

“Claramente a ideia da Eurofins em Portugal é continuar nesta senda de crescimento”, afirma convicta Helena Varela, lembrando que Portugal não está apenas na moda na área do turismo. “Após a última crise económica que passámos, conseguimos ter a capacidade de mostrar e demonstrar que temos talento e que somos eficazes e altamente competitivos, e a própria Eurofins olha para nós de uma forma diferente, tendo a noção que somos pessoas competentes e capazes de crescer, tendo em Portugal um foco para continuar a promover o seu desenvolvimento e evolução”, conclui Helena Varela, managing director da Eurofins Lab Environment Testing Portugal.

VII Congresso Científico ANL

Ostentando uma história de inovação científica, ensino médico, espírito de colaboração, abertura, liberdade e partilha de informação, o Porto é a opção adequada à realização do sétimo evento promovido pela Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL). Cidade natal ou local de estudo de nomes como Ricardo Jorge, Júlio de Matos, Abel Salazar ou Óscar Moreno, figuras ímpares da medicina portuguesa, que são fonte permanente de inspiração e orgulho para todos os colegas que exercem a sua atividade profissional na área da saúde. Será neste ambiente de partilha do passado que iremos projetar o futuro na antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade.

O programa científico apresenta as melhores sessões educacionais e tem como oradores prestigiados profissionais e professores da área da medicina laboratorial. Serão abordados em sessões plenárias temas atuais e relevantes relacionados com diversas áreas laboratoriais, quer no plano analítico, como tecnológico, sem esquecer a validação de resultados, a sua interpretação semiológica, o controlo e avaliação da qualidade.

A importância do complemento com a Clínica será uma preocupação constante; o foco no doente uma presença inquestionável. Ocorrerão cursos práticos de áreas específicas que proporcionarão oportunidades únicas de partilha de conhecimento em áreas laboratoriais particulares e em permanente evolução.

Como habitualmente a produção científica na área laboratorial efetuada ao nível dos laboratórios portugueses terá um destaque muito especial, com os prémios para as melhores apresentações em painel. Este ano pela primeira vez serão introduzidos no programa espaços dedicados a apresentações orais, possibilitando a divulgação de importantes trabalhos desenvolvidos por jovens profissionais e investigadores. Será também premiada a melhor e mais original.

Como vem sendo habitual e a par das sessões científicas decorrerá um importante programa paralelo de reflexão sobre a importância, o papel do laboratório na sociedade, o seu contributo para a sustentabilidade do sistema da saúde e as melhores práticas a diversos níveis: gestão, informatização, legislação, publicidade, proteção de dados, proteção do ambiente. Serão nossos convidados decisores políticos, líderes de opinião, diretores de relevantes Instituições da área da saúde, professores universitários de diversas áreas, todas elas com influência direta ou indireta no laboratório de análises clínicas.

Serão apresentados durante o Congresso os resultados preliminares dum inovador e inédito estudo sobre o custo das Análises Clínicas em diversos hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde. Foi resultado dum esforço enorme e dum notável trabalho de equipa entre ACSS, ANL e a consultora Roland Berger.

Como sempre a ANL conta com a presença e colaboração inestimável dos fornecedores da área laboratorial. Concretamente estes importantíssimos parceiros, são atualmente pilares da formação contínua para além de garantia de evolução, inovação e incremento permanente da qualidade nas análises clínicas. O VII Congresso da ANL orgulha-se em ter uma das maiores áreas de exposição da indústria do diagnóstico in vitro, reunida em eventos similares em Portugal, nesta sua sétima edição. A ANL está muito grata a todos.

Estou muito ansioso por poder receber os colegas e amigos de todo o país na nossa reunião bienal. A ANL procede assim a um dos seus compromissos com os sócios e com a sociedade em geral, o de impulsionar os padrões de conhecimento e de intervenção responsável, na área das análises clínicas. Este tipo de congressos não são possíveis sem o esforço e o contributo de todos os colegas. Venham de laboratórios de patologia clínica ou de análises clínicas, de genética ou de anatomia patológica, públicos ou privados, de saúde pública ou de investigação.

A sua presença assegura oportunidades únicas de aprendizagem, de convívio, de interação científica e cultural, de celebração da inovação e de salutar discussão.

Se também podermos em conjunto ultrapassar barreiras, propor ruturas, abordar reformas, numa abordagem revolucionária e livre aos desafios complexos da saúde no plano assistencial, social, económico, ambiental e tecnológico, então a missão da Comissão Científica do VII Congresso ANL fica cumprida, com sucesso. Desta forma é fundamental a presença de todos os que abraçam diariamente a medicina laboratorial e as análises clínicas com reforçado amor e dedicação. Conto com todos, motivados e inspirados, no Porto a 25 e 26 de maio.

OPINIÃO DE CARLOS CARDOSO, Presidente do Conselho Científico da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos

2.ª EDIÇÃO DO PRÉMIO JANSSEN INOVAÇÃO

A cerimónia de entrega dos prémios da 2.ª edição do Prémio Janssen Inovação realiza-se no próximo dia 9 de maio, às 16h30, no Auditório Carvalho Guerra, no Campus Foz da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto. A Janssen Portugal, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, e a UCP vão atribuir três prémios com um valor total de 60 mil euros, repartidos pelo 1.º, 2.º e 3.º prémio, 30 mil euros, 20 mil euros e 10 mil euros, respetivamente. O Prémio Janssen Inovação foi lançado em abril de 2016, com o intuito de promover e incentivar a investigação científica de excelência realizada em Portugal. A presente edição pretende distinguir trabalhos científicos nas áreas de Imunologia, Infecciologia, Neurociências, Oncologia e Hipertensão Pulmonar.

Durante o período de candidaturas, que decorreu entre 13 de novembro de 2017 e 31 de janeiro de 2018, foram recebidos 90 trabalhos.

– PROGRAMA –
16h30 | Receção e welcome coffee
17h00 | Boas-vindas pela UCP e pela Janssen Portugal
17h15 | Intervenção do Presidente da Comissão de Avaliação, Dr. Jorge Sampaio
17h30 | Mesa Redonda: “Investigação em Portugal – que desafios, que oportunidades?”
18h15 | Entrega de Prémios
19h00 | Encerramento – Prof. Doutor Manuel Heitor, Ministro da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior*

*a confirmar

ADELMAC: inovação aliada à tradição

A Urnas Macedo Unipessoal Lda. – uma empresa portuguesa, sediada no Marco de Canaveses – lança formalmente uma nova marca, a ADELMAC, como resposta à crescente procura por parte do mercado externo.

No processo de internacionalização criou esta insígnia – cujo processo de registo da marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) ficou recentemente concluído – com o objetivo de levar além-fronteiras os produtos que ali se fabricam.

O desenvolvimento da marca sofreu um rigoroso processo de conceção da identidade corporativa e foram, inclusive, feitos alguns testes de aceitação da mesma no mercado, nomeadamente numa das maiores feiras internacionais do setor que decorreu no final do ano passado – o Salon Professionnel International de L’art Funéraire –, onde a empresa marcou presença.

Embora não estivesse concluído todo o processo e respetivos materiais de comunicação (online e offline), o contacto feito com centenas de visitantes e potenciais clientes foi um excelente indicador de sucesso, uma vez que o feedback foi muito positivo. Na sua essência, a ADELMAC surge como uma marca fresca, mas ao mesmo tempo arrojada e consistente, e com uma enorme determinação para mudar o paradigma do segmento em que se insere.

Pedro MacedoA sua designação foi inspirada no nome de Adelino Macedo, bisavô de Pedro Macedo, CEO da empresa, e representa o espírito de inovação, coragem e determinação daquele que foi um dos ícones do fabrico de urnas em Portugal.

Mais do que uma simples marca que se lança no mercado, a ADELMAC é um misto entre inovação e tradição. “Somos uma marca moderna com raízes tradicionais. Vamos apostar na inovação, vamos lançar novos modelos e criar uma linha ecológica. No fundo, vamos tentar trazer algo de novo para um mercado que é, ainda, um pouco tradicional”, explica Pedro Macedo.

A marca apresenta-se com modelos distintos, entre os quais estão os clássicos Coimbra, Porto e Lisboa, divididos em três grandes gamas: Standard, Deluxe e Premium. Cada uma delas dá resposta a diferentes públicos-alvo, sendo feita a diferenciação, essencialmente, pela qualidade das matérias-primas e pelo tipo de acabamentos que integram.

No leque de escolha da ADELMAC podem, ainda, encontrar-se urnas com diferentes sistemas de abertura, que seguem a nomenclatura habitualmente utilizada em Portugal: Tampa, Braga e Altar. Para o ano que agora se inicia, a ADELMAC prevê marcar presença em algumas feiras internacionais, mas Pedro Macedo explica que “o grande objetivo passa pela construção de novas instalações”, que deverão estar concluídas no verão de 2018.

“Este é o grande ponto de viragem para a empresa, que nos dará as condições necessárias para que sejamos capazes de inovar ainda mais, beneficiando, ao mesmo tempo, do know how que a minha família detém neste ramo. Acredito que temos tudo para dar certo e que a ADELMAC é uma marca com futuro e para o futuro”, conclui.

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Mais informação sobre a marca:

Website – www.adelmac.com

Catálogo – https://adelmac.com/wp-content/uploads/2017/11/Catalogo2018_ADELMAC.pdf

Facebook – https://www.facebook.com/ADELMAC.COFFINSANDFUNERALACCESSORIES/

UBImedical a acelerar tecnologias inovadoras na saúde

Tem ainda, com a missão de suporte e transferência de tecnologia, um conjunto de laboratórios residentes coordenados por docentes da UBI também nas áreas de atuação da incubadora. O UBImedical possui uma área de clínica com diferentes especialidades, desde a endocrinologia, medicina do viajante, medicina interna e optometria.

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O UBImedical acolhe neste momento 8 empresas (integradas na modalidade de incubação):

  1. LABFIT – presta serviços de elevada qualidade ao nível de desenvolvimento de produto e caraterização de produtos farmacêuticos, cosméticos, probióticos, biocidas, têxteis e empresas e entidades biotecnológicas distintas. A LABFIT está certificada pela ISO 9001, ISO 13485 (dispositivos médicos) e NP4457 (Investigação, desenvolvimento e Inovação).
  2. YDEAL – especialista no desenvolvimento de novas tecnologias, serviços de consultoria, bem como publicidade em geral. Cria e desenvolve websites, aplicações móveis, vídeos, plataformas de gestão, branding e design gráfico. Como referência tem vindo a apostar no desenvolvimento de plataformas aplicadas à saúde (controlo de doentes pulmonares, doença da próstata, diabetes).
  3. INSCI – especializada na prestação de serviços nas áreas de design cientifico, incluindo ilustração cientifica, organização de eventos, de base cientifica e/ou tecnológica e formação específica que permita complementar a formação académica e contribuir para a translação de conhecimento do meio académico para o meio empresarial, bem como colmatar as necessidades geográficas.
  4. EYEFUNCTIONS – empresa de investigação e desenvolvimento de produtos oftalmológicos, com especialização no segmento das lentes de contacto. A EYEFUNCTIONS tem na sua missão criar produtos inovadores que facilitem as rotinas dos utilizadores de lentes de contacto, revolucionando um mercado em constante evolução.
  5. STARLAB – laboratório de Prótese Dentária associando a prótese dentária a uma investigação constante no desenvolvimento de novas técnicas e materiais.
  6. ZONICSTech – tem como missão, desenvolver soluções de engenharia avançada com enfoque na eletrónica médica e na prestação de serviços de consultoria em vários domínios das ciências da saúde e da vida. Os 2 sócios fundadores têm doutoramento em engenharia eletrotécnica, acumulando um passado profissional significativo em áreas tão diversas como a metalomecânica pesada, indústria automóvel, ou no desenho de hardware eletrónico para os sectores das telecomunicações e instrumentação. A startup está a desenvolver um circuito integrado (ASIC) para aquisição e tratamento centralizado de sinais fisiológicos de vária ordem.
  7. CDBI – prestação de serviços à comunidade no domínio da saúde e formação.
  8. GEO4HEALTH – é uma empresa que presta serviços de consultoria e engenharia na área da Hidrogeologia médica e do Geoambiente, apostando no uso das tecnologias de informação e numa abordagem inovadora na área de atuação, aliada ao desenvolvimento de uma política de I&D, contribuindo assim para o desenvolvimento de projetos mais eficientes e sustentáveis. O seu CEO é aluno de doutoramento em engenharia Civil na UBI.

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Enquanto aceleradora de startups, acolhe na modalidade de pré-incubação as seguintes iniciativas empreendedoras com vista à criação de empresas:

#1. NEUROSOLUTIONS – startup cuja missão é avaliar a neurotoxicidade pre-clinica e a eficácia de soluções de screening para fármacos com aplicações na doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas, usando ensaios inovadores in vitro e in vivo. Já tem diversos clientes internacionais na área da indústria farmacêutica.

#2. CHITO_VERA – spinoff da Faculdade de Ciências da Saúde, dedica-se ao desenvolvimento de novos pensos/materiais capazes de promover a cicatrização de feridas, evitando a ocorrência de infeções, bem como reduzir a formação de cicatrizes, uma vez que se bio degradam de forma a potenciar uma maior hidratação.

#3. SCI&TEC – estão em pre-incubação no UBImedical desde outubro de 2017 na sequência dos prémios ganhos no concurso de inovação INOVUBI 2017 e têm por objetivo desenvolver uma plataforma de simulação on-line que mimetize um laboratório e um dispositivo de análise e avaliação de lesões cutâneas relacionadas com o cancro da pele, através da sua morfologia e da frequência.

#5. FYNE SOLUTIONS – criada com o objetivo de ser uma startup global no setor do desenvolvimento de dispositivos inovadores da refrigeração. A empresa terá como foco inicial combater o problema do desperdício alimentar ao desenvolver um dispositivo de monitorização que ao ser colocado num equipamento de refrigeração, permite através da medição em tempo real de parâmetros como a temperatura e a humidade prever quando um produto alimentar se torna impróprio para consumo.

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O UBImedical presta um conjunto de serviços associados à incubação e aceleração de empresas:

– Acompanhamento de projetos empreendedores (desde a fase de ideia até à fase de maturidade da empresa)

– Organização de sessões de Pitch para ideias empreendedoras no âmbito dos cursos da UBI

– Concursos de inovação e hackathons (para estimular o arranque e crescimento da ideia e transformá-la num negócio)

– Apoio na redação de planos de negócio

– Apoio a candidaturas de Investigação & Desenvolvimento, Demonstração e Cooperação

– Consultoria em Propriedade Industrial

– Acesso a redes de empreendedores, outras incubadoras e facilitadores

– Disseminação de informação diversa relacionada com concursos, prémios, eventos

– Apoio na procura de parcerias e colaborações com outras empresas e entidades

– Divulgação das atividades das empresas

– Apoio na captação de financiamento (business angels, capitais de risco, plataformas de investimento, banca).

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O UBImedical disponibiliza serviços inovadores para empresas e organismos públicos e privados na área da saúde, ambiente, centros de investigação, indústria farmacêutica, têxtil, cosmética, alimentar e agro-alimentar. O conjunto dos laboratórios residentes compreende: o Laboratório de Fisiopatologia Geral, o Laboratório de Dispositivos, Telemonitorização e Fisiopatologia, o Laboratório de Fármaco-Toxicologia, o LABSED – Laboratório para a Saúde nos Edifícios, o Laboratório de Instrumentação e Sensores, o LABEXPORAD – Laboratório dos Efeitos da Exposição ao Radão, o Laboratório de Análises Químicas e Consultadoria Ambiental no Tratamentos de Efluentes, e o Laboratório/Clínica de Ciências da Visão.

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Como forma de personalizarmos a translação da investigação que se está a fazer no UBImedical, apresentamos três empreendedoras que fazem parte do UBImedical, cada uma em áreas distintas e complementares. A Prof.ª Ana Palmeira, CEO e co-fundadora de uma spin-off da UBI, a LABFIT, incubada no UBImedical, a Prof.ª Ana Cristovão, investigadora da UBI na área da doença de Parkinson em processo de aceleração para criação da sua startup e a Prof.ª Sandra Soares, coordenadora de um dos laboratórios residentes do UBImedical, o LabExpoRad.

#1. Ana Palmeira, CEO da spin-off da UBI LABFIT

Doutorada em Farmácia, é Professora na Faculdade de Ciências da Saúde na UBI, investigadora do CICS – Centro de Investigação em Ciências da Saúde e co-founder e CEO da spin-off Labfit, que é uma empresa especializada na prestação de serviços de excelência ao nível do controlo de qualidade e caracterização de produtos bem como na investigação e desenvolvimento (I&D) de produtos farmacêuticos. A Labfit dispõe de diversos serviços de ensaios laboratoriais em modelos in vitro e ex vivo, que são continua e cuidadosamente selecionados para dar resposta às necessidades dos seus clientes. O portfolio de clientes da Labift inclui as indústrias farmacêutica, cosmética, química, de biocidas, de biomateriais, têxtil, de calçado, entre outras que encontram, na Labfit, uma interessante oferta nas especialidades da tecnologia farmacêutica, microbiologia, caracterização físico-química, toxicologia e certificação de cosméticos.

#2. Ana Cristovão, investigadora do CICS, UBI, empreendedora em fase de aceleração da sua startup

No ano 2010, obteve o grau de Doutor pela Universidade de Coimbra, na especialidade de Biologia Celular, ramo de neurociências, tendo sido aprovada por unanimidade com distinção e louvor. Durante o período do doutoramento, desenvolveu parte do plano de trabalhos no CICS e no Departamento de Neurologia e Neurociências do Weill Cornell Medical College em Nova Iorque, USA. O tema do seu doutoramento focou-se no papel do stress oxidativo na degeneração dos neurónios dopaminérgicos que ocorre na doença de Parkinson. De Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2013, foi investigadora associada no laboratório do Professor Doutor Yoon-Seong Kim, divisão de neurociências, na Burnett School of Biomedical Sciences, College of Medicine, Universidade da Central Florida (UCF), USA. Neste período desenvolveu trabalhos de investigação focados na elucidação dos mecanismos moleculares subjacente ao desenvolvimento da doença de Parkinson. Atualmente é Professora na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, e bolseira de Pós-Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no CICS-UBI, investigando novas abordagens terapêuticas com aplicação às doenças do sistema nervoso central. Neste contexto colabora com empresas farmacêuticas, no intuito de desenvolver novas moléculas químicas com potencial protetor para doenças neurodegenerativas. Investiga ainda, quais os processos intracelulares responsáveis pela neurodegeneração e alfa-sinucleinopatia na doença de Parkinson.

#3. Sandra Soares, coordenadora do  Laboratório de Estudos dos Efeitos da Exposição ao Radão (LabExpoRad) no UBImedical

Licenciada em Física pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Mestre em Física de Altas Energias e Doutora em Física Nuclear, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

É, desde 1987, Professora do Departamento de Física, da Universidade da Beira Interior e Investigadora do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP/Lisboa) e do Centro de Matemática e Aplicações (CMAUBI). É membro da ERA (European Radon Agency) e full member da colaboração CHERNE (Cooperation for Higher Education on Radiological and Nuclear Engineering). Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Física Nuclear, Física Médica e Divulgação da Física.

Na Universidade da Beira Interior é responsável pelo Projeto Radiação Ambiente, dinamizadora das International Masterclasses em Física de Partículas e Coordenadora do Projeto Física para os mais pequenos. É ainda responsável pelo LabExpoRad, integrado no UBIMedical, cujo principal objetivo consiste no estudo dos diferentes aspetos da exposição da população à radiação natural numa valência de caracterização de parâmetros de saúde pública.

 

Ciência e os novos conhecimentos

Que papel tem vindo a assumir a inovação, tecnologia, investigação e o desenvolvimento, para alcançar novas vantagens, nas organizações, sociedade e economia? 

A ciência, nas suas várias facetas, tem um papel crítico para o desenvolvimento das organizações como a cooperativa de ensino superior Egas Moniz e da sociedade no seu conjunto. O papel mais imediatamente visível está na criação de novos conhecimentos. Estes podem responder a grandes problemas sociais, referir-se a desenvolvimentos importantes para a atividade produtiva de uma empresa, ou situar-se no campo da ciência dita “fundamental”, que por vezes é entendida como desligada das realidades, e preterida em favor da ciência dita “aplicada”, uma vez que esta tem visivelmente algo a ver com a solução de problemas concretos. A ironia das coisas faz com que os resultados sejam muitas vezes desconcertantes. Um desenvolvimento na área da ciência pura ou fundamental, abre frequentemente caminho a novas soluções e atividades com grande impacto na sociedade, contra todas as expectativas e impossíveis de prever. Por outro lado, a investigação mais aplicada, pode deparar-se com grandes dificuldades em ver os seus avanços efetivamente aproveitados pelo tecido social e empresarial, levando muito tempo a ter algum impacto significativo.

Mas o valor da atividade de investigação está também na criação de uma elite de profissionais dotados de um conhecimento atualizado e de uma atitude perante os problemas práticos que permite a procura de soluções inovadoras. Mas é preciso ainda progredir muito neste campo.

Qual o papel das unidades e centros de inovação, investigação e desenvolvimento na promoção do conhecimento junto da sociedade e das organizações?

Não tanta quanto desejável. Atualmente esse potencial de conhecimento tende a ser crescentemente reconhecido, sendo os investigadores incentivados a fazer chegar à sociedade os resultados, implicações e potencialidades do seu trabalho. Em sentido por vezes inverso, a sociedade exige cada vez mais, e frequentemente com ceticismo, saber quais os benefícios do seu investimento em ciência, resposta que nem sempre é fácil de equacionar em termos simples. A divulgação da ciência é uma área crítica mas complexa, onde se podem formar polémicas pouco produtivas entre conhecimentos válidos, por verdadeiros (prefiro não usar o termo já distorcido de “científicos”…) e grupos de pressão que apelam ao desconhecido apenas como forma de criar um cenário encantador e envolvente, cheio de conspirações e de mistérios, capaz de mobilizar uma adesão significativa. Veja-se o que se passa nos EUA com os movimentos anti-evolucionistas.

Para as organizações, a existência de centros de investigação institucionalizados como o CiiEM na cooperativa de ensino superior Egas Moniz e capazes de interagir de modo eficaz com a atividade produtiva da organização, é essencial para que esta se possa aperfeiçoar e adaptar ao ambiente social em mutação constante, no qual está inserida.

Qual importância de criação de sinergias entre diferentes entidades ligadas investigação e desenvolvimento do conhecimento e as organizações e que vantagens advêm daí? 

O quebrar o isolamento dos centros de investigação permitindo a sua evolução em colaboração e competição válida com os seus congéneres associados. Este é um dos objetivos centrais do CiiEM – incentivar parcerias entre as estruturas da Egas Moniz empenhadas em investigação e desenvolvimento para a formação de redes quer com parceiros internos quer externos. Hoje em dia, a ciência é em muitos casos um empreendimento complexo e multidisciplinar pelo que há benefícios importantes na complementação em termos de tecnologias e conhecimentos, que dificilmente se podem obter dentro de uma única organização. Por último a obtenção de uma massa crítica capaz de levar a cabo empreendimentos de dimensões significativas. No conjunto, a criação de redes temáticas juntando diversas organizações em torno de objetivos comuns e bem estruturados, é uma enorme força motriz da atividade científica, assumindo em larga medida o papel de outros tipos de organizações como as sociedades científicas, sem no entanto as substituir. Foi no seio destas que muitos de nós beneficiámos do contacto com os pares.

Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM)

O centro de investigação interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM) é uma organização recente em fase de estruturação e desenvolvimento. O centro pertence à Egas Moniz, cooperativa de ensino superior, que tem uma atividade de ensino superior e politécnico extremamente importante através dos Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (universidade) e Escola Superior de Saúde Egas Moniz (politécnico) em que participam mais de 400 professores. A Egas Moniz desempenha também funções assistenciais na área da saúde, de grande dimensão e impacto. Basta mencionar a clínica dentária com cerca de 60000 consultas anuais, e em crescimento. Outras unidades são a Egas Moniz / Clínica de Almada, a Egas Moniz / Clínica Universitária de Setúbal (em instalação) e a Residência Sénior Egas Moniz em Sesimbra. Estas clínicas cobrem a medicina dentária, fisioterapia, enfermagem, nutrição, terapia da fala e psicologia clínica e forense.

Outras estruturas com funções pedagógicas e assistenciais são o centro de genética médica e nutrição pediátrica, o centro de microscopia eletrónica e histopatologia, o gabinete de informação e assistência às vítimas, o gabinete de psicologia forense, o grupo de ciências sociais aplicadas, o laboratório de ciências forenses e psicologia e o laboratório de microbiologia aplicada.

Neste contexto o CiiEM pretende assegurar a manutenção e crescimento de uma dinâmica de investigação de elevada qualidade, sem esquecer a transferência do conhecimento adquirido e criado por essa atividade para as unidades de ensino e assistenciais mencionadas. Muitas melhorias e inovações introduzidas nalgumas unidades, como a clínica dentária surgem já no contexto dessa dinâmica.

Sabia que?

Considerando especificamente a atividade de investigação, o CiiEM está atento não apenas à investigação interna, mas promove ativamente a participação em redes e a colaboração com outros centros de investigação, no espírito do que se disse nos temas anteriores. É disso exemplo a realização em 11-13 de junho próximo de um congresso “research and innovation in human and health sciences” em que serão apresentadas 200 comunicações, com participação não apenas da Egas Moniz mas de quase todas as grandes universidades do país, diversas universidades dos EUA, UK, Espanha e Brasil e alguns centros hospitalares. O congresso é um evento que congrega as instituições com as quais a Egas Moniz e em particular o CiiEM têm colaborações ativas a nível científico.

A página do congresso está em http://ciiem2017.healthsci.net.

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