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TecNet – Business Camp, um evento de renome

Quem aceitou este desafio teve a oportunidade de conhecer novos projetos repletos de potencialidades, de estabelecer contactos, de partilhar conhecimentos, de criar parceiras e de encontrar investidores e financiamento. Neste evento a grande mais-valia, entre outras, é que consegue tudo para lançar a sua empresa no futuro.

Para apresentação do conceito e objetivos deste que pretendeu ser um evento para quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios e, acima de tudo, abraçar novos desafios, realizou-se um encontro com todos os intervenientes e promotores do mesmo, no local que acolheu as cerca de 200 startups participantes.

Mas já lá vamos. Iniciado em 2012, o evento regressou à torre da oliva em 2014, sendo que a terceira edição chegou repleta de novidades e mais-valias. O TecNet foi igualmente palco da nova edição do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que decorreu no dia 1 de junho, na Torre da Oliva e onde, em parceria com a câmara municipal de S. João da madeira, também deu voz a grandes players ibéricos na vertente da inovação e do empreendedorismo, alargando os debates além-fronteiras.

De salientar que esta iniciativa é inédita e teve como principal desiderato promover condições para que a valorização dos parques tecnológicos portugueses e espanhóis saísse reforçada e haja uma maior expressão dos mesmos no contexto europeu. Maria do Céu Albuquerque, presidente da associação de ciência e tecnologia referiu que sentiu, tanto do lado português como espanhol, “uma grande motivação para cooperarmos e trabalharmos em conjunto numa competição salutar para a promoção do desenvolvimento”.

O business camp TecNet dedicou os seguintes dias, 2 e 3 de junho, a um programa intenso de atividades que, aberto ao público, inclui uma mostra de produtos e serviços por empresas tecnológicas e startups, espaços de networking, sessões de pitching para a próxima edição do websummit e diversos espaços de discussão em torno de estratégias determinantes para o setor.

Entre os temas para essa reflexão incluíram-se: a indústria 4.0 e a filosofia de gestão ‘lean manufacturing’, os desafios que se colocam às industrias do têxtil e calçado, turismo, agroalimentar, bem como, o projeto de desenvolvimento da ‘compra pública de inovação’ remetendo o caso de sucesso para a cidade de Barcelona, pelas palavras proferidas do Alexandre Rios, gestor do projeto e simultaneamente da direção da Portus Park.

Em resumo, o TecNet – Business Camp voltou a receber os melhores e mais inspiradores oradores e as mais incríveis oportunidades de negócio e networking, naquele que foi um evento repleto de desafios, oportunidades e tendências de um evento nacional dedicado à tecnologia e à criatividade, em São João da Madeira.

IMG_9936Ricardo figueiredo, presidente da câmara municipal de São João da Madeira, explica à revista pontos de vista, que tipo de atividades poderão ser encontradas no evento, que acontece pela primeira vez a nível ibérico e cujo um dos propósitos é, também, estreitar relações no campo tecnológico entre Portugal e Espanha.

O TecNet é um evento nacional que visa promover a tecnologia. Na sua opinião, como pode ser explicada a importância deste tipo de iniciativas? E este ano como surge a oportunidade de ser ibérico?

O TecNet nasceu da necessidade estratégica de diversificação do tecido económico de S. João da madeira e da região, surgindo como uma montra tecnológica para dar oportunidade a que as empresas deste setor se encontrassem e conhecessem. Rapidamente se afirmou no panorama nacional como um evento muito importante para o país e, em particular, para o desenvolvimento da economia ligada às tecnologias, pelo que não surpreende o enorme interesse gerado desde a primeira edição. A adesão registada, com a participação de todos os parques de ciência e tecnologia de Portugal, e a vontade de alargarmos a abrangência do evento estão na origem da inclusão no programa do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, um momento em que se reforça a relação de cooperação tecnológica entre Portugal e Espanha.

Que tipo de atividades estarão ao dispor dos visitantes? Existem muitas novidades face às edições anteriores? 

Desde logo uma das grandes novidades é a referida realização do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que permite ao TecNet internacionalizar-se e afirmar-se cada vez mais como o grande certame do género realizado no nosso país, congregando todos os parques de ciência e tecnologia do país e muitos representantes de Espanha. Mas há outras vertentes novas que aprofundam as oportunidades de networking, colocando os participantes da falar sobre o que verdadeiramente interessa ao desenvolvimento da sua atividade e à sua afirmação nesta área económica

A partilha de conhecimento é este ano o grande mote daquela que será a 3ª edição do evento. De que forma está estruturado o encontro? 

O evento foi estruturado de forma a proporcionar aos participantes momentos para troca de experiências, estabelecimento de parcerias, divulgação do seu trabalho, contacto com financiadores e discussão das mais diversas temáticas do seu interesse, ligadas às novas tecnologias, à ciência, à criatividade… No fundo, os participantes vão poder enriquecer a sua relação com outros players do setor, com os investidores e com os mercados.

IMG_9947Alexandre Rios Paulo, da Sanjotec, fala sobre o ambiente informal que se viverá ao longo dos três dias assim como dos temas abordados, que são apontados como “incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro”.

O TecNet pode ser encarado como uma montra de tecnologias e uma oportunidade única para que empresas jovens. Porquê? 

As startups que estão a nascer e a desenvolver-se nos diferentes parques tecnológicos do país, assim como quem pretenda lançar-se nesta área de atividade, têm a oportunidade de ficarem a conhecer, num só espaço, toda a diversidade de incubadoras do país e de contactarem com outros empreendedores do setor, com investidores e instituições ligadas à investigação, como são as universidades. São contactos essenciais para quem está a começar, a que se soma a possibilidade de aumentarem a visibilidade do seu negócio e perspetivarem o seu futuro. Na prática, este o TecNet é um evento a não perder por parte de quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios, para quem quer abraçar novos desafios tecnológicos e criativos.

A feira abordará temas como inovação, criatividade, empreendedorismo, internacionalização, financiamento, smart cities, indústria 4.0 e lean production, cibersegurança, automóvel, têxtil/calçado, agroalimentar e turismo. São estes os temas atualmente mais pertinentes e que por isso merecem uma maior atenção? 

São temas incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro e que se assume como uma iniciativa inovadora de divulgação e promoção do empreendedorismo tecnológico, que tem como grandes objetivos aproximar o tecido empresarial das grandes oportunidades de negócio e de investimentos, assim como potenciar a relação entre as empresas e as universidades, nomeadamente aprofundando as condições de transferência de tecnologia e de conhecimento das instituições de ensino superior para a economia, que é precisamente uma das principais missões dos parques de ciência e tecnologia.

Esta edição terá um cariz diferente dos anteriores, incluindo o facto de ser ibérica, e será possível apreciar um ambiente mais informal. Como surgiu esta nova aposta? 

O ambiente informal é uma característica que vem já das duas anteriores edições e que se assume como uma marca do TecNet, que reforçamos nesta terceira edição, assumidamente dinâmica, hi-tech e criativa, que decorrerá num ambiente lúdico e descontraído. Um ambiente propício à partilha de ideias, nesta que é uma vertente que este ano ganha uma especial relevância, pois faz-se à escala ibérica, indo ao encontro da nossa intenção de internacionalizar o evento e da vontade das associações de parques de ciência e tecnologia de Portugal e Espanha de aprofundarem uma relação que favoreça a promoção conjunta a nível internacional do território ibérico.

“É uma prioridade nossa poder fazer a diferença na vida dos doentes”

Como caracterizaria a Boehringer Ingelheim?

A BI é uma empresa farmacêutica global, integrando por isso culturas e sociedades diversificadas. As suas diferenças, capacidades e perspetivas são o que nos permite trazer inovação. Pertencemos ao grupo das 20 principais empresas, somos uma empresa familiar de capitais privados. A BI teve também um começo inovador: em 1885, Albert Boehringer adquiriu uma pequena fábrica de tártaro na localidade de Ingelheim, na Alemanha, lançando as bases para a atual empresa. Inicialmente empregava 28 pessoas na produção de ácido tartárico. Em 1893, Albert Boehringer fez a descoberta revolucionária de que o ácido podia ser produzido em grandes quantidades através de bactérias, o que deu origem à produção pioneira de «biotecnologia» em larga escala. Em 1994, a direção da BI apresentou a visão «Valor através da Inovação», dando ao grupo uma orientação para o futuro: «Visão e liderança» como princípios orientadores. Atualmente a BI encontra-se em 145 países e conta com 47.500 colaboradores. Em Portugal, a BI está sediada em Lisboa desde 1960. Ao longo destas décadas foram introduzidos medicamentos inovadores para o tratamento de doenças respiratórias, cardiovasculares, gastrointestinais, imunológicas, oncológicas e do sistema nervoso central. A expressão “Valor através da Inovação”, onde se centra a nossa visão institucional, resume os objetivos e convicções da BI e é o motor e a força para todos os colaboradores. “Valor através da Inovação”, também se reflete nos investimentos feitos anualmente em investigação e desenvolvimento. 

Inovação é o conceito central da visão institucional da empresa. Num mercado cade vez mais competitivo que principais desafios enfrenta a IF? 

Atualmente os grandes desafios que se colocam à IF resultam do subfinanciamento crónico que se traduz numa incapacidade, por parte do sistema, de responder aos compromissos financeiros. Com o aumento da esperança média de vida e do número de pessoas com doenças crónicas, os sistemas de saúde têm de procurar formas de garantir a manutenção do acesso aos melhores cuidados de saúde e assegurar uma gestão de custos controlada. A BI quer continuar a ser parceira dos decisores, a ser reconhecida pela capacidade de inovar e a poder participar na tomada de decisão. Os medicamentos são instrumentos poderosos na gestão desses desafios no que diz respeito aos custos diretamente ligados às doenças crónicas. A visão da BI passa por propor soluções que possam facilitar essa gestão nas áreas em que dispomos de um vasto conhecimento. O maior desafio que se coloca à Indústria Farmacêutica, tendo em conta estes constrangimentos, é continuar a conseguir gerar negócio suficiente para continuar a investir em desenvolvimento e que as multinacionais continuem a considerar Portugal um país atrativo.

A responsabilidade social constitui um elemento importante da cultura da BI. Este é um dos pilares da estrutura da empresa? 

Parte da responsabilidade da BI passa por contribuir socialmente nos países onde atua. Procuramos promover o bem-estar económico e social nas comunidades em que estamos representados. As nossas atividades incluem doentes, comunidades vizinhas e a sociedade em geral, de onde destacamos a distribuição gratuita de medicamentos para o VIH em África, a participação no Habitat for Humanity, o Programa “Inovar é divertido” ou a iniciativa Making more Health. Também como um serviço à sociedade a BI tem várias parcerias externas com universidades e centros de investigação. A Fundação BI e os BI Founds são organizações sem fins lucrativos dedicadas à promoção exclusiva e direta da ciência e da pesquisa básica, apoiando jovens cientistas.

Para além do foco na sustentabilidade e na proteção do ambiente, que outros valores norteiam o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela BI? 

A proteção do ambiente e a conservação dos recursos naturais são muito valorizados na BI. Por isso, assumir a responsabilidade pela natureza, a par do desenvolvimento de produtos inovadores que contribuem para a melhoria dos indicadores de saúde e para o aumento da longevidade, é para nós fundamental. Em Portugal, os grandes objetivos da BI passam por dois grandes eixos: o aumento do investimento em ensaios clínicos e garantir o acesso a medicamentos inovadores. É uma prioridade nossa poder fazer a diferença na vida dos doentes.

Esta responsabilidade inclui a participação em projetos sociais a nível mundial, como a iniciativa «Making more Health». De que trata esta iniciativa? 

O Making More Health (MMH) é uma iniciativa global na qual a BI e a Ashoka estão a trabalhar em conjunto desde 2010 com o objetivo de melhorar a saúde das comunidades ao apoiar soluções para problemas de saúde. A Ashoka é a maior rede de empreendedores sociais contribuindo com os contactos e o conhecimento para encontrar e identificar inovadores sociais. A BI partilha a sua experiência nos setores da saúde e dos negócios e na gestão de projetos. Desta forma damos à sociedade algo que não pode ser medido monetariamente. Já apoiámos mais de 80 empreendedores sociais em todo o mundo, disponibilizando soluções inovadoras, criando impacto social, ajudando a encontrar modelos de negócio inovadores e também a gerar benefício para as próprias organizações e colaboradores.

“Inovar é divertido” é o nome de outro programa de responsabilidade social implementado pela BI em 2016, nas escolas do 1º ciclo. Que balanço já é possível fazer deste programa? 

Inspirado na filosofia da BI, o programa visa sensibilizar as camadas mais jovens porque é nessas idades que a capacidade de inovar se está a formar. Ao fazê-lo contribuímos para aumentar as suas competências cognitivas e os níveis de confiança para superar os desafios inerentes ao processo de crescimento. A BI desafiou alunos de escolas do ensino básico na Freguesia dos Olivais, a inovar – visualizar e concretizar ideias através de um conjunto de materiais fornecidos na “Caixa da Inovação” que irá ser posteriormente trabalhada ao longo do ano letivo. A iniciativa nas escolas contou com a participação dos avós, para realçar a importância da partilha de conhecimentos entre gerações. O balanço tem sido muito positivo. O programa foi preparado com todo o carinho, especialmente por estarmos a lidar com crianças. As reações dos professores, dos alunos e das famílias não podiam ser melhores. O amor e dedicação dos voluntários da BI também tem sido fundamental para o sucesso desta iniciativa.

O programa de responsabilidade social “Inovar é Divertido” vai continuar? Em que moldes? 

Este modelo está a ser levado ao pré-escolar e será replicado ao longo de 2017 noutras escolas de Lisboa. O grande desafio é permitir que os professores, encarregados de educação e sociedade em geral, capacitem as crianças para um mundo em rápida mudança, preservando os valores e a sua identidade. Outra fase do projeto conta com a organização da Feira da Inovação, subordinada ao tema “Inovação, diversidade e inclusão”. Com ela pretendemos promover a inclusão e chamar a atenção para a necessidade de construção de um futuro que privilegie a melhoria da situação das crianças e garanta o seu desenvolvimento. A feira contará com a presença de várias associações de doentes e crianças, nomeadamente Acreditar, Raríssimas, APJD, BIPP e a Casa do Gil. A inclusão é um direito fundamental que permite ajudar crianças e adultos a desenvolver as competências e as atitudes certas que lhes permitam lidar com os desafios da vida e ser membros que contribuam ativamente para a comunidade em que se inserem.

Os diversos momentos do programa terão o apoio da BI e dos seus colaboradores em regime de voluntariado. O que representa estas ações e programas para a farmacêutica? 

O nosso papel, enquanto empresa e indivíduos, é contribuir para uma abordagem à diversidade e tê-la em conta como fator de inclusão. Esse papel é cada vez mais relevante na promoção desses princípios e redução de preconceitos que impedem o progresso social e empresarial. Para os colaboradores é mais uma forma de partilharem o seu conhecimento com a comunidade que nos rodeia e de se sentirem úteis.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O tecido empresarial tem o dever de promover esta responsabilidade social?

Tal como já referido anteriormente “Valor através da Inovação” é o que nos move todos os dias! Essa inovação passa também pela promoção do dever de responsabilidade social. O empreendedorismo social faz a inovação acontecer e tem a ver com criar valor partilhado. A nível global as atividades de responsabilidade social continuarão a fazer parte integrante da cultura da empresa com a participação dos colaboradores. Eles sabem que desta forma estão também a responder a outra necessidade da sociedade em geral, que vai para além do acesso a novos medicamentos.

PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO EM PRODUTOS TECNOLÓGICOS INOVADORES

Com mais de 50 centros de investigação e desenvolvimento, o Instituto Superior Técnico (IST) investe na inovação e empreendedorismo enquanto catalisadores da transferência de tecnologia Quanto ao MARETEC, que objetivos se propõe alcançar?

O MARETEC é um pequeno centro de investigação com uma trintena de investigadores que tem trabalhado em estreita colaboração com empresas, na perspetiva descrita acima e que foi o berço de três empresas: www.hidromod.com, www.actionmodulers.pt e www.terraprima.pt. Estas empresas são dinamizadas por antigos estudantes do Centro utilizando conhecimento e tecnologias desenvolvidas enquanto colaboradores do Centro. Atualmente são fundamentais para o enquadramento de novos estudantes, colaborando com os produtos da sua inovação para a geração de novo conhecimento. A maioria dos centros de investigação do IST segue estratégias do mesmo tipo. O sucesso e a capacidade de crescimento das empresas que vão sendo criadas é variável de acordo com a área de atividade. Empresas da área da robótica (e.g. TEKEVER e UAVISION) são empresas de grande sucesso internacional, aproveitando o facto de esta área ser nova para todos os países.

O investimento na inovação e empreendedorismo, enquanto catalisadores da transferência de tecnologia, contribuem, de uma forma decisiva, para o desenvolvimento económico de Portugal. Que principais desafios enfrentam neste setor?

Estas empresas são fundamentais para a integração de conhecimento desenvolvido no âmbito de projetos de investigação em produtos tecnológicos inovadores. Quando o conhecimento é criado no contexto de projetos internacionais fica garantida a inovação à escala global, o que contribui para a internacionalização dessas empresas e, através delas, melhorar a imagem de Portugal em termos tecnológicos e a valorização do “made in Portugal” i.e. de outros produtos feitos em Portugal.

O principal desafio para estas empresas é a venda. São normalmente empresas pequenas, com pouca capacidade comercial, que frequentemente atuam na área dos serviços. A capacidade comercial aumenta quando atuam integradas em consórcios, especialmente quando estes incluem empresas de maiores dimensões, já instaladas no mercado internacional. A constituição destes consórcios é mais fácil quando emana de consórcios que atuam no mercado nacional. A criação de um mercado doméstico que estimule a colaboração local e que permita criar casos de sucesso que possam ser usados como demonstração na atividade comercial à escala global é um desafio importante.

O MARETEC é um Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar do IST assente em duas áreas de investigação. Pode falar-nos um pouco sobre cada uma destas áreas e da importância que assumem?

O MARETEC é um centro interdisciplinar que atua na área do Mar – zonas costeiras e oceânicas – e na área dos Sistemas Terrestres, à escala da bacia hidrográfica e à escala da parcela agrícola. A modelação matemática e avaliação de serviços de ecossistema são as principais ferramentas desenvolvidas pelo centro e os principais utilizadores são gestores ambientais, empresas envolvidas no ciclo urbano da água, com ênfase para as envolvidas na gestão de águas residuais, e empresas agrícolas. A modelação matemática é a ferramenta de integração de cada uma das áreas – terrestre e marinha – e de ligação das duas áreas. No sistema terrestre é calculada a quantidade e a qualidade da água com base na meteorologia, nas propriedades do solo, no seu uso e no coberto vegetal, incluindo as práticas, agrícolas. A quantidade e a qualidade da água dos rios são usadas para calcular as pressões sobre o sistema marinho, contribuindo para distinguir as pressões de origem antropogénica e de origem natural. 

O MOHID é um sistema tridimensional de modelação de água, desenvolvido pelo MARETEC. Em que se traduz este modelo?

O MOHID é o sistema tridimensional, de modelação integrada que descreve o movimento da água e as suas propriedades, com centenas de utilizadores em mais de 40 países. Ser tridimensional significa que quando aplicado no oceano, descreve a variação entre regiões e entre a superfície e o fundo e quando aplicado numa bacia hidrográfica permite calcular as variações ao longo da bacia e ao longo da profundidade do solo. Ser integrado significa que inclui o movimento da água e os processos biogeoquímicos que determinam a atividade biológica, o que lhe permite reproduzir a dinâmica dos sistemas ecológicos e por isso contribuir para a avaliação dos serviços de ecossistema. Nas bacias hidrográficas o modelo permite simular o desenvolvimento das culturas em função das práticas agrícolas (incluindo rega e fertilização) e as implicações na qualidade da água dos rios e das albufeiras. Nos sistemas marinhos o modelo calcula o desenvolvimento do fitoplâncton e o desenvolvimento das larvas de peixes em função da circulação oceânica e das descargas provenientes de terra.

Pela proteção dos valores da vida

Hoje, o mercado dos seguros assume-se como um setor em que a tecnologia e a inovação são fundamentais. Que principais motivos impulsionam a inovação em seguros?

Os motivos que impulsionam a inovação e tecnologia nos seguros são praticamente os mesmos que os que impulsionam as outras atividades: ter o cliente mais próximo, conhecer melhor o cliente e as suas necessidades, ter uma resposta mais rápida e dar um serviço de excelência. Acresce neste mercado em que gerimos o risco, a tecnologia e inovação podem ajudar e em muito a diminuir o risco (alarmes inteligentes em casa, indicadores de condução nos carros, indicadores de atividade física, entre outros).

Aliando a experiência da Liberty Seguros à inovação, é possível para os clientes encontrar as melhores alternativas de seguros disponíveis para os seus casos. De que forma a Liberty Seguros se destaca das demais seguradoras no mercado?

O lema da Liberty Seguros é “Pela proteção dos valores da vida”. Temos a trabalhar connosco uma rede de agentes profissionais que aconselham aos nossos comuns clientes a solução que melhor se adapta a cada um. Os seguros não são um tema “sexy” e tem alguma complexidade pelo que entendemos que a melhor forma de proteger os valores da vida dos nossos clientes é aconselhá-los profissionalmente, através do mediador de seguros, e prestar a todos um serviço de excelência. A atividade seguradora transfere para si, a troco de um pagamento a que chamamos prémio, os riscos que cada um de nós corre. Num cenário nada simpático e que não gostamos de pensar, em que há uma tempestade (algo cada vez mais comum nos últimos anos em Portugal) e esta danifica a nossa casa e bens nela existentes, o seguro serve para nos ressarcir desses danos e permitir voltar à nossa casa. Mas este é um cenário que não pensamos no dia-a-dia, e até fugimos de pensar nele. O mediador ajuda-nos a lembrar e aconselha o que devemos proteger para termos uma vida mais tranquila.

A inovação é cada vez mais um fator de diferenciação e de conquista de mercado da indústria seguradora. Mas não só. Não se limita a ser uma estratégia defensiva à volatilidade e mutações do mundo que a rodeia. Que vantagens traz para os segurados?

A inovação nos seguros passa também, como já disse acima, por associar tecnologia de forma a diminuir o risco. Ao diminuir o risco contribuímos para menos acidentes para os segurados. Um alarme inteligente em casa que detete maus funcionamentos pode evitar acidentes. Um indicador no carro que nos indique que estamos com uma condução perigosa pode evitar acidentes, entre outros. Ou seja, ao aconselhar objetos que diminuam o risco ajudamos, igualmente, os segurados a viverem vidas mais seguras.

No panorama atual português, o setor dos seguros ainda é visto pela sociedade como um setor tradicional de processos longos e complicados e de alguma burocracia?

Sim, é verdade, embora todo o setor esteja alerta para esta realidade e seja ele próprio o motor da mudança. Como exemplo temos a aplicação lançada no final de 2016 pela Associação Portuguesa de Seguradoras para preenchimento da declaração amigável de seguro através de telemóvel, sem todo o processo aborrecido de preenchimento num papel autocopiativo e com direito a ter de desenhar, o que para alguns segurados (como é o meu caso) pode ser um desafio.

É defendido por alguns como um setor com predisposição para a inovação, a tecnologia e novos modelos de negócio. Nesta medida, qual tem sido a estratégia da Liberty Seguros no que concerne à inovação e desburocratização?

Na Liberty trabalhamos muito de forma a disponibilizar aos nossos parceiros e clientes soluções amigáveis. Vamos lançar no início do ano uma nova plataforma para os nossos mediadores, mais ágil e rápida, e que permite ser usada também em smartphones e tablets. Estamos a trabalhar igualmente num projeto inovador em termos de diminuição do papel que dará os seus frutos em 2017. Iremos disponibilizar, ainda, aos nossos mediadores uma forma de fazer simulações e emissão de apólices nos seus smartphones.

Por outro lado, as tecnologias e inovação podem dificultar a prestação das seguradoras, numa altura em que o setor segurador é extremamente competitivo?

Não vejo as tecnologias e inovação como um fator que dificulte a prestação das seguradoras. Muito pelo contrário, vejo como um fator facilitador. O que acontece e que nos levanta novos desafios é que nós, na atividade seguradora, estamos habituados a estudar o passado e a extrapolar o futuro com base neste. Quando temos inovação lança-nos o dilema de como extrapolar, pois não temos passado para estudar. Por isso inovamos e, mais uma vez, temos a tecnologia a ajudar e rapidamente podemos estudar a inovação e aplicar aos nossos modelos.

O setor segurador pode ambicionar ter uma capacidade de inovação superior ao que tem demonstrado?

Podemos sempre ambicionar a mais. Mas na minha opinião o setor segurador tem inovado, nomeadamente, ao disponibilizar novas ferramentas aos clientes, como a aplicação para preenchimento da declaração amigável de seguro automóvel, no lançamento de produtos para fazer face a novas necessidades, como, por exemplo o produto de responsabilidade civil ambiental, em aplicações para que os clientes possam saber que seguros possuem, entre outros.

A Liberty Seguros disponibiliza gratuitamente uma aplicação para iPhone. Como funciona e o que permite fazer esta aplicação?

Esta aplicação permite aos nossos clientes participarem sinistros de automóvel e lar. Estamos este ano a preparar o lançamento de mais aplicações móveis para clientes e parceiros.

Foi criada pelas seguradoras uma app que pode substituir a tradicional “Declaração Amigável” (DAAA). Que comodidades apresenta esta aplicação?

Esta aplicação, como já mencionei acima tem várias vantagens, entre elas, facilidade de preenchimento e poupança significativa de tempo.

O que podemos fazer com esta aplicação?

– Preenchimento automático dos dados da apólice (incluindo a apólice do terceiro)

– Preenchimento automático dos dados do Cliente, dado que a app permite guardar a informação do Tomador e das várias apólices (automóveis)

– Carregamento de fotos e geolocalização do local do sinistro

– Envio automático para a seguradora, dispensando deslocações ou envio de documentos em papel

Os desafios que se impõem ao setor implicam um novo horizonte para a indústria dos seguros?

Os desafios que o setor enfrentará, na minha opinião, são como simplificar a contratação de seguros adaptando cada vez mais os seguros às necessidades do cliente e como reforçar a venda especializada. Ao simplificar a contratação dos seguros de massa automóvel, por exemplo, permitindo ao consumidor a sua contratação fácil, será necessário, na minha opinião, um especialista (mediador) que aconselhe o consumidor quais os riscos que deve proteger. O seguro protege-nos dos riscos que corremos no dia-a-dia: na nossa habitação, se cairmos na rua e partirmos uma perna, se formos viajar e adoecermos, se tivermos um acidente no estrangeiro e quisermos regressar, aos nossos filhos, entre outos. Mas, nós consumidores, não nos lembramos/pensamos em todos estes acidentes que podem acontecer. Mas um especialista poder-nos-á aconselhar da melhor forma e qual a melhor proteção para nós para “protegermos os valores da nossa vida”.

“ESTÁ NA ALTURA DAS EMPRESAS MUDAREM E PERCEBEREM QUE OS DESAFIOS HOJE SÃO GLOBAIS”

25 ANOS DE APLOG

Com 25 anos de existência, a APLOG é uma associação voltada para o desenvolvimento da logística em Portugal. Ela nasce num contexto da iniciação de algumas atividades em Portugal que eram muito dependentes da logística num país que ainda não tinha capacidade de resposta no setor da cadeia de abastecimento. 25 anos depois o contexto da APLOG evoluiu significativamente, tornando a logística uma matéria relevante e com um papel de destaque para as empresas portuguesas.

19º CONGRESSO DE LOGÍSTICA | “SUPPLY CHAIN NUM CONTEXTO DE MUDANÇA”

Tanto a logística como o seu próprio contexto estão em constante mutação, e é desse evidência que surge o tema do congresso.

“Somos capazes de nos adaptar aos diferentes panoramas que vão surgindo com a rapidez necessária?”, quem pergunta é Alcibíades Paulo Guedes, Presidente da APLOG.

O online, a sustentabilidade, novos mercados e clientes, a complexidade, as tecnologias de informação e imprevisibilidade, são alguns dos temas que serão abordados no congresso que se realizará no Centro de Congressos de Lisboa nos dias 19 e 20 de outubro. Ao longo dos painéis estes serão temas cruciais e que pretendem chamar à atenção dos empresários portugueses para a necessidade de inovar para melhor competir.

Os dois dias serão preenchidos com palestrantes ilustres como Rui Rio (Senior Advisor e Partner – Boyden global executive search e Neves de Almeida | RH Consulting), João Pedro Matos Fernandes (Ministro do Ambiente), Sérgio Marques (Managing Director – PARFOIS), Pedro Silva (Sustainability Manager – The Navigator Company), Paulo Pires (Diretor de Logística – Grupo Cooprofar Medlog), António Gonçalves (CEO – ES-KO), entre outros.

Questionado sobre os problemas que o uso e a implementação das tecnologias da informação representa para as empresas, Alcibíades Paulo Guedes, não tem dúvidas: “as tecnologias ainda são um problema nas empresas. Mas não há outro caminho possível. Só investindo em tecnologia é que o acompanhamento do mercado pode ser feito”.

“A rastreabilidade também tem aumentado brutalmente em todos os mercados, e esta é uma necessidade fulcral”, recomenda.

“Temos de ter noção de que as empresas portuguesas só poderão ser competitivas se souberem inovar”.

Enquanto associação, a APLOG pretende chamar a atenção do tecido empresarial português para a necessidade emergente de inovar, que “já mudou muito mas que tem de continuar a mudar”.

O FUTURO

 “As novas gerações estão muito bem preparadas, há que transformar essa capacidade em valor, produtos, serviços e capacidade de integrar esses conhecimentos em cadeias de abastecimento”, conclui Alcibíades Paulo Guedes.

ENTERPRISE EUROPE NETWORK | UMA REDE AO DISPOR DAS PME’S NACIONAIS

Coordenado em Portugal pelo IAPMEI, Agência para a Competitividade e Inovação, a Enterprise Europe Network é uma rede facilitadora de informação comunitária e de serviços  que é assegurada, desde janeiro de 2015, pelo novo consórcio EEN – Portugal, formado por doze entidades públicas e associativas, distribuídas regionalmente por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira e que será responsável, durante os próximos sete anos, pela sua implementação.

Através desta Network, os empresários e agentes da envolvente podem aceder a um conjunto de serviços gratuitos, que os podem ajudar a valorizar as suas estratégias de inovação e de investimento no mercado europeu e fora dele através do
acesso simplificado a informação sobre regulamentação comunitária, novas medidas de política com implicação na atividade empresarial, projetos e programas de financiamento na EU dirigidos às PME. Para além disso facilita a procura de contatos comerciais, fora do país para as empresas que pretendam internacionalizar os seus negócios.

Apoiar as PME´s no acesso a programas comunitários de apoio à inovação e a parcerias estratégias, que valorizem a industrialização de resultados de investigação e desenvolvimento obtidos nos diversos países e a divulgação de oportunidades de negócio e ajuda no encontro de potenciais parcerias estratégicas e comerciais, de produção, para transferência de tecnologia ou outras, que incentivem a cooperação e a atividade empresarial internacional, são outros dos objetivos da Enterprise Europe Network.

Para Miguel Cruz, Presidente do IAPMEI, entidade que coordena esta rede. “Em Portugal, 99% das empresas são PME´s que são responsáveis por 2.8 milhões de empregos e geram mais de metade das exportações, o que reforça o papel preponderante das PME´s na recuperação económica nacional que implica um grande desenvolvimento e melhoria destas empresas, quer em termos de inovação como de internacionalização”.

“É neste âmbito que esta rede atinge uma importância extrema uma vez que junta as diversas soluções disponíveis, no que respeita a instrumentos e programas comunitários de apoio às PME´s. A Enterprise Europe Network consegue oferecer aos nossos empresários, um serviço de balcão único, constituindo-se assim como uma rede agregadora de informação”, reforça o mesmo responsável.

“Como parceiros da rede e coordenadores do consórcio, até 2020, temos a missão de dinamizar a Enterprise Europe Network e de articular com as restantes entidades numa lógica de integração de competências, todo o processo de dinamização deste instrumento que se constitui como um canal privilegiado das PME´s junto da Comissão Europeia”, afirma Miguel Cruz.

Esta rede, ajuda as empresas a melhor aproveitar as oportunidades do Mercado Único e de outros países onde está presente, como a China, os Estados Unidos da América, o Brasil, a Rússia, entre outros, configurando, assim, uma janela de oportunidades para facilitação de serviços de apoio à inovação e internacionalização das PME´s portuguesas, visando índices crescentes de competitividade e de riqueza social.

A Enterprise Europe Network foi lançada em 2008 pela Comissão Europeia no âmbito do Programa-Quadro para a Competitividade e Inovação da EU tornando-se sucessora das anteriores redes comunitárias de Euro Info Centres e de Innovation Relay Centres e conta atualmente com mais de três mil profissionais de mais de seiscentas entidades de contacto espalhadas por sessenta países.

Reconhecendo que a Enterprise Europe Network, na sua primeira edição (2008-2014), deu prova suficiente da sua importância para as PME´s, a Comissão europeia alargou o seu domínio, neste novo ciclo (2015-2020). Assim, e no âmbito do COSME – Programa para a Competitividade das Empresas e das PME´s, a CE reforçou e aumentou a missão da Network, no que respeita à inovação e à internacionalização. A rede passará a incluir intervenção no âmbito do Programa SME Instrument e do reforço da gestão da inovação nas PME´s com algum grau de inovação e potencial para a internacionalização.

Fabrimetal: um contínuo compromisso com o povo angolano

Luís Diogo

No rápido desenvolvimento das infraestruturas de Angola, na criação de emprego, no apoio ao crescimento do setor da construção e na diminuição da poluição ambiental, a Fabrimetal tem procurado estar nas principais linhas da frente?
Nós acreditamos que temos feito o nosso trabalho e de forma muito comprometida com Angola. Empregamos hoje cerca de 450 colaboradores nacionais, e apesar da crise não demitimos qualquer trabalhador. Em 2015, aumentámos em 15% a massa salarial e este ano já efetuamos um ajustamento no subsídio de transporte. Produzimos um produto, com qualidade, que gera um valor acrescentado significativo à economia nacional, pois trata-se de um produto de base para o setor da construção civil. Além disso, concluímos recentemente a implementação de um sistema de controlo de poluição e estamos a aumentar os espaços verdes na fábrica.

De que modo têm conseguido antever as necessidades do mercado, de modo a conseguirem dar uma resposta imediata e adequada às solicitações que vão surgindo?
Temos vindo a reforçar a nossa capacidade produtiva, estando neste momento com uma capacidade mensal de 7.000 tons/mês, não obstante a crise que Angola atravessa. Debatemo-nos ainda com algum receio ou diria mesmo desconhecimento de alguns players que continuam a colocar bastantes entraves à produção nacional, apesar de cumprirmos na íntegra os standards internacionais ao nível do processo produtivo. A nossa aposta continua a ser na qualidade do produto e no reforço dos conhecimentos do nosso capital humano.

Num país que, apesar dos avanços dos últimos anos, continua a estar em reconstrução, ainda existem fortes privações e debilidades. Quais continuam a ser as principais carências de Angola que afetam significativamente a vossa atividade, enquanto Produtor Nacional?
Efetivamente foram dados fortes avanços mas esta crise que estamos a viver evidenciou ainda mais fortes debilidades que persistem. Todavia entendo que despertou “adormecidos”. No nosso caso particular, temos ainda problemas graves ao nível do fornecimento de energia à fábrica pois o funcionamento da mesma com recurso a geradores é economicamente inviável. Sem energia não conseguimos produzir e sem produção não conseguimos satisfazer os nossos clientes, colocando em causa a própria sobrevivência da empresa. Teremos de fazer investimentos adicionais para garantir o fornecimento contínuo de energia! Entendemos que deve ser feito um esforço adicional no sentido de serem criadas as condições para que a indústria nacional possa continuar a crescer.

Em qualquer organização os recursos humanos desempenham um papel fulcral. Na Fabrimetal, que políticas de desenvolvimento do vosso capital humano têm sido desenvolvidas? Na vossa atuação, a formação contínua ocupa um dos lugares cimeiros?
O capital humano para nós reveste-se de primordial importância. Temos neste momento em curso/execução o plano anual de formação, que decorrerá durante o corrente ano, cuja formação in-job, irá cobrir cerca de 90% do nosso quadro de pessoal. Além da formação completamos também uma parceria com uma entidade de saúde, que além de nos garantir uma melhor gestão dos sinistros de trabalho, irá proporcionar uma formação exaustiva ao nosso pessoal interno afeto ao nosso Posto Médico e também, em caso de necessidade, providenciará cuidados de saúde aos nossos trabalhadores. De forma complementar, estamos também a melhorar as condições de trabalho, com a construção de um novo balneário e de um novo refeitório.

Apesar de estar na vanguarda dentro da área em que atua, a Fabrimetal não coloca nunca de lado a vertente da responsabilidade social. O que têm procurado fazer a este nível? Neste sentido, qual tem sido a importância da vossa plataforma de Responsabilidade Social Corporativa?
Ao nível da responsabilidade social temos feito algumas ações que julgamos serem de primordial importância. Saliento a doação de um camião com 30 toneladas de aço e alguns colchões para a população da Província de Benguela, quando esta foi assolada pelas cheias em 2015. Durante o mês de fevereiro do corrente ano providenciamos a vacina da Febre Amarela a todos os colaboradores. Temos planos para fazer mais ações durante o corrente ano.

Mais do que numa busca pelo retorno imediato dos seus investimentos, qual tem sido a postura das empresas portuguesas no mercado angolano? Dentro da sua visão, neste universo empresarial e na senda da responsabilidade social, há uma espontânea preocupação em fazer a diferença nas comunidades com as quais se envolvem?
A postura da maioria das empresas, aquelas que ainda se mantêm, tem sido de investimento contínuo com uma visão de longo prazo. Congratulo-me hoje por representar uma empresa que, apesar de não ter capitais portugueses, tem uma postura de longo prazo, de compromisso com o povo angolano.
A longa permanência que já tenho neste mercado permite-me hoje afirmar que as empresas portuguesas são as que, na economia real, mais apostam neste mercado. Se olharmos para o setor industrial de Angola, facilmente poderemos verificar que o maior número e com mais antiguidade no mercado são empresas de capital português ou misto (parcerias entre portugueses e angolanos).

Para o decorrer deste ano, que objetivos serão realizados para que a Fabrimetal se continue a afirmar como “o seu parceiro no aço”?
Pretendemos manter sempre os princípios fundamentais que estão no ADN da empresa e do grupo a que pertence. Ética e honestidade na condução dos negócios e uma contínua aposta na qualidade do produto e na valorização do capital humano.
Temos noção que este ano será difícil, teremos de ser prudentes e também resilientes, sem, contudo, deixar de aproveitar as oportunidades que surjam. A nossa postura no mercado é muito transparente e os clientes sabem valorizar isso! Pretendemos este ano concluir a Certificação ISO 9001 e o processo de Acreditação dos nossos laboratórios junto do IAC – Instituto Angolano de Acreditação.

“O nosso foco é a saúde do negócio dos nossos clientes”

No sentido de contextualizar o nosso leitor, quando foi edificada a Decisão Essencial e de que forma tem vindo a percorrer um rumo assente em pilares como o rigor, a excelência e a qualidade?
A Decisão Essencial tem a sua origem em 1991, num projeto iniciado precisamente com os mesmos sócios.
Sendo desde logo um projeto direcionado para a prestação de serviços nas áreas da Contabilidade, Fiscalidade e Apoio à Gestão, obrigatoriamente exigimos a nós próprios, desde sempre, uma especialização e conhecimentos técnicos muito elevados e em constante atualização, o que é basilar para desempenhar com o máximo rigor as funções que nos são exigidas.
Esse rigor, está intimamente ligado aos princípios éticos regulados pela nossa Ordem Profissional e aos princípios éticos e morais que devem reger as relações entre as pessoas, sejam singulares ou empresas, pelo que é dessa forma que pautamos a nossa atuação no mercado.
Aquilo que exigimos à nossa equipa é o foco integral no cliente e nas suas necessidades, bem como o empenho e a responsabilização total relativamente a tudo o que fazem. Desta forma, garantimos a diferenciação pela elevada qualidade do nosso produto final, o que nos permite estar em constante perseguição daquele que é o nosso objetivo diário e continuado: a Excelência dos nossos serviços!
Este percurso, tem-nos trazido o reconhecimento do mercado, traduzido num crescimento sustentado e num elevado nível de fidelização da atual carteira de Clientes.

Assumem-se como uma marca com um posicionamento diferenciado no apoio efetivo à gestão do negócio das empresas. Que posicionamento é este e de que forma marca a diferença?
A nossa estrutura está concebida de forma a ser possível assegurar o apoio aos nossos Clientes na gestão dos seus Negócios.
Tentando concretizar: apesar de não sermos uma estrutura excessivamente pesada, a nossa dimensão permite que os Sócios da Decisão Essencial, em condições normais e correntes, estejam libertos, a maior parte do seu tempo, de funções de cariz executivo, o que lhes permite fazer o acompanhamento personalizado da evolução de cada um dos clientes.
Temos ferramentas desenvolvidas, baseadas na realidade-tipo dos nossos clientes, que produzem análises económico-financeiras direcionadas para os decisores de cada uma das empresas nossas Clientes.
Essa informação, de leitura e interpretação facilitadas, é-lhes fornecida mensalmente, tendo por base a nossa experiência e know-how. Com este apoio, os nossos Clientes conseguem tomar decisões informadas e atempadas, baseadas na sua realidade, e não na realidade do colega, do amigo, ou da imprensa.
Em função dos elementos que nos vão sendo transmitidos, e com o conhecimento que temos do mercado, esta forma de estar marca a diferença em relação á esmagadora maioria das empresas que atuam no mercado nesta área e que acabam por não ter ou a disponibilidade ou o conhecimento necessário para prestar um apoio tão efetivo à Gestão do Negócio da Farmácia.

Quais são as principais áreas em que atuam? Existe alguma que tenha maior preponderância do que as outras no vosso volume de negócios? Se sim, qual? De futuro é possível estarem presentes noutros segmentos de atuação?
A Decisão Essencial intervém nas áreas da Contabilidade, Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, Fiscalidade, Consultoria de Gestão e apoio no processo de Aquisição ou Venda de Farmácias, dentro das nossas áreas de especialização, evidentemente.
A área a que temos dedicados mais meios materiais e humanos é a da Contabilidade, onde contamos com 12 pessoas. Relativamente à vertente relacionada com a Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, contamos com 2 pessoas, que desempenham funções exclusivamente nessa área.
Temos ainda uma pessoa de características mais operacionais, que nos apoia junto das entidades externas com quem vamos tendo que nos relacionar, e que trata dos contactos comerciais da empresa.
Por fim, estão os dois sócios, que acabam por prestar apoio interno a todas as áreas, acompanhar o Negócio dos Clientes e abraçar solicitações e projetos pontuais que vão surgindo, por exemplo, na área da Consultoria de Gestão a Farmácias que não são nossas Clientes da Contabilidade, ou na elaboração de “business-plans” para Clientes que pretendam adquirir uma Farmácia e, por exemplo, necessitam de se financiar junto da banca, ou prestar apoio a um Cliente no processo de venda ou compra de uma Farmácia, nas vertentes Contabilística e Fiscal.
No que respeita ao volume de negócios, a sua quase totalidade diz respeito à prestação de um serviço global, que inclui a vertente contabilística, fiscal, apoio aos recursos humanos e todo o apoio à gestão do negócio.
Neste momento encaramos a possibilidade de intervir de forma muito direcionada e muito especializada na área da Fiscalidade e da consultoria de Gestão, independentemente do serviço de Contabilidade, alargando a disponibilidade da nossa experiência e do nosso “saber-fazer” a Farmácias que não façam parte do nosso universo de Clientes do serviço global, que inclui a Contabilidade.

Porquê a aposta no setor das Farmácias? De que forma prestam esse suporte no domínio do universo das farmácias?
Esta aposta clara e bastante focada no setor das Farmácia remonta ao final de 2005. Desde essa altura a nossa estratégia foi montada no sentido de desenvolver e consolidar o máximo conhecimento de todo o setor, de todos os seus “players” e de todas as vertentes nucleares para este tipo de Negócio, que, contra tudo o que se possa acreditar ou imaginar, tem as suas características próprias, as suas especificidades e exigências distintas de outro tipo de Cliente.
Essa aposta foi ganha, e todo o conhecimento acumulado de uma forma transversal ao setor tem-nos permitido sentir, quase que por antecipação, as necessidades dos proprietários de Farmácias, ajudando-os a atravessar um período extremamente conturbado no setor, ultrapassando diversos obstáculos, e mantendo os seus negócios com alguma estabilidade e com níveis mínimos de rentabilidade.
As Ferramentas de apoio à Gestão por nós desenvolvidas, em permanente evolução, refletem os pontos-chave, numa perspetiva económico-financeira, que necessitam de ser continuamente monitorizados, por forma a evitar que a situação, sobretudo financeira, da Farmácia se deteriore, provocando depois a derrocada da vertente económica.
Como é evidente, o nosso papel e a nossa intervenção são fulcrais, pois a zona de conforto de um Farmacêutico, por norma o proprietário da Farmácia, não se situa propriamente em temas de índole Financeira, pelo que o nosso papel não deve, nem pode, limitar-se ao envio da informação às pessoas. Temos de analisar, alertar, promover reuniões, para que a interpretação da informação seja efetuada de uma forma correta e que efetivamente contribua para o bom andamento do Negócio.

Paulo Raposeiro
Paulo Raposeiro

Em que moldes promovem esse apoio/suporte às Farmácias que, como se sabe, representam um setor vital para a economia nacional?
O nosso foco, tal como a frase que acompanha o nosso logotipo, é a saúde dos negócios dos nossos clientes.
Claramente procuramos fazer uma “ponte”, uma ligação, entre a área de atuação dos nossos Clientes e a nossa própria área de atuação.
Costumo muitas vezes, em tom de brincadeira, referir que nós temos de nos preocupar com a Saúde dos Negócios dos nossos Clientes, enquanto que os nosso Clientes, as Farmácias, tomam conta da Saúde dos seus Clientes/Utentes!
Na realidade é um binómio que tem funcionado extremamente bem. Os anos de 2011, 2012 e em boa parte 2013 foram muito duros para o setor em geral, e para os nossos Clientes em particular.
Houve que tomar decisões difíceis, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista pessoal, houve que prescindir de muita coisa que se fazia ou se tinha, houve que reinventar processos, houve muito trabalho, muita instabilidade, houve pessoas que deixaram de acreditar!
Nós, entre dilúvios, tempestades, momentos muito difíceis, estivemos sempre lá, nunca arredámos pé e nunca desistimos dos nossos Clientes, nem do setor.
Nos dois últimos anos, tenho visitado e conversado com largas dezenas de Farmácias que ainda não são nossas Clientes e tenho-me apercebido da gritante falta de apoio especializado no Negócio que os proprietários das Farmácia ainda hoje têm! É assustador!
Contudo, existe uma grande resistência à mudança e aquilo a que vou assistindo e me vai sendo transmitido é que, de facto, as pessoas têm a noção disso, mas a inércia é elevada, e uma mudança de fornecedor deste serviço é sempre uma situação desconfortável, pois trata-se de uma área sensível, onde os laços pessoais se vão criando e consolidando, tornando a decisão dificil.
Este tem sido o nosso percurso, por um lado junto dos nossos Clientes e por outro indo ao mercado, tentando divulgar junto das Farmácias as nossas valências e as áreas onde as podemos ajudar a melhorar, por forma a garantir a sustentabilidade e a viabilidade do seu Negócio.

O setor das farmácias é apenas um de entre os vários que estão presentes. É importante perceber cada setor, para assim providenciar as respostas efetivas e corretas às singularidades de cada setor? Isto «obriga-vos» a criar soluções à medida de cada cliente e setor?
A nossa presença na Expofarma deve-se exclusivamente ao facto de este ser um evento e um local privilegiado para o contacto com as Farmácias.
Não temos a intenção de criar qualquer tipo de solução para outro tipo de Cliente ou Setor, pelo menos no âmbito desta exposição.
Estaremos focados apenas no setor Farmácia.

De 14 a 16 de abril realiza-se mais uma Expofarma, no Centro de Congressos de Lisboa, onde a Decisão Essencial estará presente. Porquê esta aposta? O que pretende ao estar presente neste evento?
Ao longo dos últimos anos, tem sido hábito eu marcar presença nos principais eventos do setor.
Considero prioritário estar em sintonia com o que acontece, perceber as tendências, as preocupações, os anseios do Setor, e, consequentemente, efetuar a minha própria análise, no sentido de perceber de que forma nos podemos reinventar e readaptar, de seguir essas tendências, de ir ao encontro das preocupações e de poder contribuir para minorar ou resolver os anseios das Farmácias.
Portanto, basicamente a nossa intenção é estar presente, “sentir o pulso” ao setor, assistir, ao vivo e a cores, ao evento, mas desta vez, e ao contrário de outros anos, no papel de expositor.
Queremos ter condições para reencontrar velhos conhecidos e amigos, descobrir novos, falar com as pessoas, explicar-lhes o que fazemos, como fazemos, e o que podemos alcançar.
É o culminar de uma estratégia que nos tem permitido estar muito mais próximos do mercado, mas aqui junto de muito mais pessoas em muito menos tempo!
Vai ser stressante querer falar com toda a gente e não haver tempo para isso, mas ao mesmo tempo vai ser um stress positivo, e muito, muito bom!

Pretendem apresentar alguma novidade ao setor na Expofarma? Se sim, qual será?
É possível que sim…Até já levantei um pouco o “véu”. No entanto, novidades são novidades… Se forem reveladas antes do momento certo, deixam de o ser, certo?
Mas posso dizer que as novidades poderão passar pela dissociação da prestação de alguns serviços da prestação do serviço de Contabilidade e que esses serviços poderão ser de grande interesse e utilidade para a Farmácia, não sendo assim necessário sair tanto da zona de conforto.

De que forma está a Inovação ligada à vossa orgânica e dinâmica? É um pilar essencial para o vosso crescimento?
No mundo empresarial, quem não inova, estagna, e quem estagna, não cresce. E empresa que não promove o seu crescimento, não se autossustenta e, consequentemente, terá tendência para definhar e morrer.
Não tem sido, nem é, de todo, essa a perspetiva que temos para a Decisão Essencial.
Temos tido ao longo dos anos a constante preocupação em estar na linha da frente em termos tecnológicos, tanto na vertente de ferramentas informáticas, como no que respeita a formas de comunicação, organização e estrutura interna, de procura de novas formas de fazer as coisas, mais eficazes e de maior utilidade para os nossos Clientes.
Sem estar constantemente em busca da evolução, da melhoria, do crescimento, ficamos com falta de ar e, como sabe, sem ar não se respira e morre-se.

O que podem esperar os parceiros/clientes da Decisão Essencial, quando se juntam à mesma?
Quando uma Farmácia decide sair da sua “zona de conforto” e juntar-se ao projeto da Decisão Essencial tem, garantidamente, à sua espera, uma equipa que domina todas as especificidades do seu negócio, seja ao nível da Contabilidade, da Fiscalidade, ou dos Recursos Humanos. As nossas valências e experiência acumulada permitem abordar todas as questões envolvendo estas áreas, de uma forma positiva e construtiva.
Isto, por vezes, é um processo um pouco “doloroso” para a Farmácia, pois uma parte dos elementos de que necessitamos para realizar bem o nosso trabalho, na grande maioria das situações, não lhes eram solicitados, pelo que vão ter de se adaptar, logo desde o início, a um nível de exigências que anteriormente não existia.
Ultrapassada essa fase, têm a garantia de um trabalho elaborado tecnicamente de forma correta, respeitando a aplicação de todos os princípios contabilísticos e fiscais, e, no final, a “cereja no topo do bolo”: é disponibilizada informação, mensalmente, que lhes permite, em pouco mais de 5 minutos, perceber qual o rumo que o seu negócio está a seguir e, à distância de um telefonema ou do agendamento de uma reunião, poderem colocar as suas dúvidas a alguém que está perfeitamente sintonizado com a sua realidade, sobre a informação que estão a receber e a analisar, bem como sobre as decisões que tenham de tomar no curto e médio prazo sobre a gestão do seu negócio.

Quais são os grandes desafios de futuro da Decisão Essencial? Quais as principais prioridades?
Os principais desafios com que nos deparamos atualmente, com uma intensidade elevadíssima, prendem-se sobretudo com alterações de índole Fiscal, de exigências declarativas, quer ao nível da introdução de novas obrigações, quer de alterações profundas no que já existia.
O nível de complexidade na Fiscalidade tem aumentado exponencialmente ao longo dos anos, mas sobretudo nos mais recentes, o que tem também conduzido a um aumento das exigências por parte da Autoridade Tributária.
O aumento das necessidades de receita fiscal tem levado a um nível acrescido de controlo, o que tem vindo a ser facilitado, ao longo dos últimos tempos, com o aumento da informatização de processos e o consequente aumento da possibilidade de cruzamento de diversos tipos de informação.
A Autoridade Tributária, legitimamente, diga-se, aumentou o seu nível de exigência, colocando hoje, com muito maior frequência, questões aos contribuintes, que têm de ser respondidas em tempo útil.
Tem assim aumentado a conflitualidade entre a Autoridade Tributária e os Contribuintes, o que nos tem desafiado no sentido de procurar soluções que permitam evitar essa litigância, dando respostas atempadas e em cumprimento dos requisitos legais, de forma a poder evitar qualquer tipo de conflito aos nossos Clientes.
A principal prioridade que temos neste momento é o aumento da capacidade de resposta às questões que nos são levantadas no âmbito da Fiscalidade. Nesse sentido, tomei recentemente a decisão de frequentar uma Pós-Graduação em Fiscalidade, o que certamente será muito útil quer para a Decisão Essencial, quer para os nossos Clientes, a curto prazo.
Por outro lado, sentimos a necessidade de estar constantemente atentos a todo tipo de alterações de caráter político ou legislativo que possam ter impacto direto na vida dos nossos Clientes.
Não nos podemos esquecer que o principal “Cliente” dos nossos Clientes é o Estado, através das comparticipações nos medicamentos, que paga através do Serviço Nacional de Saúde, pelo que todas as alterações no panorama politico nacional podem sempre vir a ter, mais cedo ou mais tarde, impacto no Setor, obrigando, mais uma vez, a que todos os “players” se readaptem e se reinventem, no sentido de poderem garantir a sobrevivência e a viabilidade dos seus negócios.

“A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança”

Pedro Caravana

A Contisystems apresenta-se como uma especialista em analisar, planear e implementar processos de suporte á comunicação. Fundada há cerca de cinco décadas, esta empresa sempre esteve ligada à segurança de documentos. Com os avanços tecnológicos, houve a necessidade de se reinventar. Hoje quem é a Contisystems?
A Contisystems, antes do reposicionamento, chamava-se Contiforme. O avanço tecnológico dos últimos quatro anos fez-nos repensar a estratégia. A empresa tem origens gráficas, mas numa altura em que vivemos uma transformação digital da comunicação, a Contisystems necessitava de ganhar algum awarness na área tecnológica. É hoje uma empresa one stop shop para a comunicação multicanal de players empresariais.
Tornámo-nos uma empresa end to end nesta área, cobrindo não só a produção dos suportes físicos como a carta e o envelope, bem como, passámos a gerir, enviar e custodiar todo o tipo de documentos eletrónicos. Não abandonámos as linhas de negócio mais antigas porque são ainda muito utilizadas.

Esta empresa foi criada por empreendedores com vários anos de experiência na área das tecnologias de informação. Em Portugal, quando se avança para a criação de um negócio desta natureza, quais são as principais preocupações?
Existem preocupações que são comuns a outros negócios. Quais as necessidades que identificávamos nos nossos clientes, que competências tínhamos para as satisfazer melhor que os restantes players do mercado. De facto, existem muitos players no mercado com um leque muito vasto de soluções, mas com base nas relações comerciais e operacionais já existentes, a Contisystems conseguiu encontrar uma proposta de valor única para a gestão de uma comunicação multicanal.

Hoje em dia, quais são as prioridades tecnológicas das empresas portuguesas e de que forma a Contisystems, a partir dos serviços que disponibiliza, tem conseguido responder às exigências?
A gestão da informação é hoje em dia uma das grandes preocupações. A transformação digital é cada vez mais o assunto do dia numa comunicação coerente e multifacetada.
A Contisystems disponibiliza aos seus clientes uma solução denominada por DOS (Document Outsourcing Services) que permite de forma integrada a gestão do ciclo de vida do documento, desde o seu desenho ao seu arquivo e consulta. É facilmente integrado em qualquer ponto dos fluxos de dados que suportam a comunicação dos nossos clientes.

A custódia digital e serviços de envio de documentos digitais é um dos negócios com peso crescente na empresa. De que modo é que estes serviços têm permitido que o vosso cliente obtenha vantagens competitivas relativamente à sua concorrência?
Sendo a Contisystems o player escolhido para outras atividades do ciclo de vida dos documentos, como a formatação, aplicação de regras e impressão, a custódia digital e os serviços de envio de documentos digitais vieram preencher as necessidades dos nossos clientes.

Desde a sua génese que a empresa imprime documentos para o segmento financeiro e entidades que precisam de segurança. De que forma a Contisystems tem sido o garante de uma total confidencialidade?
A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança. Para além de ser uma organização certificada pela APCER, possui também um certificado da VISA e outro da MasterCard. Ambos exigem um elevado grau de segurança e confidencialidade.

Atualmente, muitas empresas estão a investir em TI para reforçarem a sua competitividade. De um modo geral, quais são as principais necessidades tecnológicas das empresas portuguesas?
Conceitos como o Cloud Computing, Big Data e IoT – fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano. Estes conceitos vão fazer com que existam grandes transformações ao nível das infraestruturas de Tecnologias de Informação, por exemplo, a capacidade das próximas gerações de Data Centers (aumento de requisitos de velocidade, eficiência e capacidade de processamento). A tendência será para uma colaboração mais estreita entre o cliente e o provedor da solução.

As empresas têm escolhido o caminho da internacionalização como via para o crescimento estrutural das suas equipas. Na Contisystems esta é também uma realidade? Neste sentido, pesam mais os mercados ditos emergentes ou outros considerados mais maduros, como a Alemanha ou os países nórdicos?
Para crescer a Contisystems avançou para novas áreas de negócio e foi à descoberta de mercados fora de Portugal. Hoje temos clientes regulares em França, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde. No entanto, já fizemos projetos pontuais para a Nigéria, Estados Unidos da América, Inglaterra e Guiné.

Para 2016, que projetos esperam ver concretizados? O que podemos continuar a esperar da atuação da Contisystems?
Continuaremos a apoiar os nossos clientes na evolução da sua comunicação e na gestão dos seus documentos. Acredito que vamos ter um papel relevante na forma como as marcas se relacionam com os seus clientes finais. A transformação digital está a afetar definitivamente a experiência de loja e toda a interação com o cliente final.

Ar condicionado poderá ser substituído por mesas

Apesar do formato ser o conhecido e esperado deste objecto desde há centenas de anos, a mesa criada por uma dupla de franceses poderá ajudar a cortar em cerca de 60% o consumo de electricidade ao ajudar a regular a temperatura de uma divisão.

Esta mesa, de nome ZEF, faz valer-se do formato com saliência da superfície que fica voltada para o chão e do seu próprio material, PCM, capaz de absorver temperatura quando esta vai além dos 21 graus celsius.

Já quando a temperatura desce além disso, a mesa ZEF liberta o calor acumulado para aquecer a divisão. Como indica o Tech Insider, isto faz com que esta mesa funcione como uma espécie de esponja termal.

 

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