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Pinto Balsemão defende análise de contas dos media que perdem dinheiro «sistematicamente»

Francisco Pinto Balsemão falava hoje no debate sobre as principais conclusões para Portugal do estudo europeu “Media Pluralism Monitor”, que foi apresentado pelo professor Francisco Rui Cádima, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
“Acho também que, além da titularidade, se devia analisar as contas e ver quem perde dinheiro sistematicamente, a não ser que tenham outros objetivos”, afirmou.
Esta posição foi igualmente partilhada pelo jurista Nuno Conde, que também participou no debate.
“A questão levantada é muito pertinente, a questão de fundo é que se alguns títulos de imprensa são cronicamente deficitários porque é que continuam a existir”, questionou Nuno Conde.

O advogado defendeu ainda a necessidade de uma análise da cadeia de valor de financiamento dos media, ou seja, os fluxos financeiros.
As conclusões do estudo “Media Pluralism Monitor” (MPM), que aguarda os dados de outros 18 Estados-membros para fazer uma análise comparada, são positivas para Portugal, na sua generalidade, segundo Francisco Rui Cádima.
Entre as recomendações feitas pelo estudo está a necessidade de “ouvir outras vozes” por parte dos media, além de “fazer o contraditório entre o governo e a oposição”, disse Rui Cádima.
“É preciso ouvir uma posição mais alargada, a sociedade civil deve ser considerada uma esfera pública”, adiantou.
Outra das recomendações, no sentido de reforçar a independência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que o estudo aponta é uma “sintonia entre o Parlamento e a Presidência da República” na escolha dos membros do regulador.
O alargamento da oferta de canais em sinal aberto (TDT) e a limitação para a propriedade cruzada dos media são outras das recomendações.

Robot faz-lhe uma bebida de acordo com o seu perfil no Facebook

Um grupo de designers alemães conseguiu criar um robot capaz de fazer bebidas personalizadas de acordo com um perfil no Facebook.

Conta o Business Insider que o desenvolvimento deste robot foi possível graças a uma pesquisa feita há dois anos na Universidade de Cambridge, que foi capaz de traçar um perfil baseando-se nas publicações feitas e nos gostos na rede social. Este robot é assim a tentativa dos designers de “traduzir dados digitais para o mundo real”.

A análise do perfil no Facebook é feita de acordo com cinco traços de personalidade, nomeadamente neurose, extroversão, abertura, complacência e consciência. Cada um destes traços é associado a uma bebida alcoólica específica, que é depois misturada em quantidades de acordo com os traços da pessoa em questão.

Uma empresa que nasceu para promover a evolução empresarial

Através da sua experiência e missão, a equipa da Escrita Digital assume o compromisso de desenvolver estratégias para melhorar a presença das empresas na Internet, gerir a carteira de clientes e aumentar a produtividade. De que modo cumprem estes objetivos?
A Escrita Digital nasceu para colocar as empresas e organizações na internet. O primeiro produto que desenvolvemos, o ed-Portal é um gestor de sites e com ele asseguramos a gestão de alguns sites de empresas de referência. Com o objetivo de crescermos, desenvolvemos as aplicações XRP, vocacionadas para a gestão de processos de negócio nas organizações.

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Tomé Gil

Na prática, em que consiste exatamente estas aplicações XRP? Em que áreas são aplicáveis?
As aplicações XPR estão divididas em dois grupos: as dedicadas ao desenvolvimento dos recursos humanos (XRP |Avaliação de Desempenho; Gestão por Competências, Gestão da Formação, Recrutamento, entre outras) e as dedicadas à gestão de frotas.

No âmbito das aplicações direcionadas para a gestão de frotas, que serviços fazem parte desta ferramenta?
A aplicação XRP |Gestão de Frotas assegura a gestão operacional da frota: controlo de custos, contratos, seguros, sinistros, multas, cartões de combustível, vias verdes e todo o processamento contabilístico associado.
A XRP |Pool assegura a gestão em car-sharing.
A XRP |Gestão de Oficina assegura a gestão de oficinas internas.

Afirmam que estas ferramentas beneficiam as empresas no contexto operante e económico e, até, o próprio ambiente. Em termos práticos, que mais-valias efetivas trazem estas aplicações?
As mais-valias sentem-se na redução de custos e aumento de produtividade, quer por eliminação direta de custos, quer pela eliminação de tarefas sem valor acrescentado. Os condutores passam a ter conhecimento dos custos da viatura e dos consumos (em comparação com a média dos colegas), levando a uma condução mais cuidada com benefícios no custo por quilómetro. Destacamos também que os clientes com frotas maiores conseguem apurar o TCO real das viaturas (fornecido pela aplicação e resultado da utilização diária), que nem sempre coincide com o anunciado. Este dado permite-lhes orientar as próximas compras para veículos com TCO´s reais mais baixos.
Destacamos ainda o módulo de utilização partilhada que, ao permitir uma maior utilização dos veículos, permite uma diminuição de custos significativa, especialmente em locais com boa concentração de viaturas.

A utilização destes instrumentos de trabalho é fácil e intuitiva, sendo desnecessário recorrer a formações. De que forma esta é uma questão importante para as empresas?
Se as ferramentas forem de utilização complexa, criam dificuldades no trabalho diário, aumentam os custos de formação e dificilmente cumprem os objetivos que levaram à sua compra. Hoje, nas empresas, todos temos pouco tempo.
Também para nós é importante que as nossas ferramentas sejam fáceis e intuitivas de usar, pois só assim conseguimos aumentar a produtividade, quer do desenvolvimento, quer no apoio a clientes.

De que modo a Escrita Digital continuará a desenvolver métodos que melhor permitam a evolução empresarial de um modo geral e, nomeadamente, no contexto da gestão de frotas?
É a nossa missão. Sabemos que os clientes só continuam a confiar em nós e nos nossos produtos se os continuarmos a desenvolver, melhorando funcionalidades atuais ou dotando-os das funcionalidades necessárias à contínua evolução da sociedade e dos processos de negócio.
Por exemplo, este ano, ao escutarmos os nossos clientes percebemos que alguns tinham equipamentos com necessidades de manutenção e inspeção, em tudo semelhantes a veículos, e que era importante que a aplicação de gestão de frota permitisse essa gestão de forma tão fácil e intuitiva como para veículos. Lançámos assim um conjunto de funcionalidades para a incorporação deste tipo de equipamentos na aplicação, o que até nos permitiu alargar o mercado potencial da aplicação.
Outra área em que procurámos responder foi em disponibilizar algumas das funcionalidades das aplicações nos telemóveis. Cada vez mais, os utilizadores precisam de agir no momento e em qualquer dispositivo. Por isso, lançámos este mês a aplicação Android e nos próximos meses lançaremos as versões iOS e Windows Phone.
Finalmente, sentimos que a utilização partilhada de viaturas vai crescendo, mas, para que resulte, é necessário ter processos simples para controlar os danos (não se pode entregar um veículo a um utilizador que não esteja a funcionar corretamente), para registar o levantamento e a devolução de viaturas com os recursos de que dispõe e da forma que pretende. Também aqui melhorámos a nossa aplicação, introduzindo múltiplas formas de cada utilizador assinalar quando inicia e termina a utilização da viatura, comunicação dos Kms, danos e procedimentos a adotar nas situações inesperadas, utilizando as potencialidades abertas pelos smartphones.

As mais-valias da Telemedicina

Pedro Henriques

São pioneiros na Telemedicina adaptada à Medicina no Trabalho em Portugal. Que obstáculos enfrentaram e ainda enfrentam para promover esta tecnologia na vossa área de atuação?
A utilização de novas tecnologias traz sempre algumas preocupações e renitências por parte das pessoas ou dos grupos mais conservadores, que compõem ainda grande parte das nossas Autoridades Administrativas.
A telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas à distância e já se encontra hoje aplicada a praticamente todos os ramos da ciência médica, desde os mais complexos e minuciosos como a cirurgia ou cardiologia, como aos mais frequentes ou simplesmente de rastreio.
Reconhecendo as valências da mesma, o poder legislativo tem vindo a regulamentar com normativos legais, tanto da União Europeia, como em legislação nacional ou mesmo em diretrizes emanadas por Autoridades Administrativas Portuguesas.
No entanto, e mesmo reconhecendo as mais-valias do uso das novas tecnologias, ou mesmo estando regulamentada legalmente, existe ainda muita resistência. Sendo pioneiros nesta área em Portugal, temos vindo a desbravar um terreno árduo, contra mentalidades conservadoras, havendo necessidade de apelar muitas vezes à legislação nacional e europeia ou aos tribunais para ultrapassar obstáculos que se levantam diariamente.

Neste momento há ainda quem duvide da legalidade da Telemedicina nesta área da saúde. Esta questão cria constrangimentos no desenvolvimento do vosso trabalho? Enquanto empresa especializada nesta área, o que podem dizer a futuros clientes no sentido de assegurar a legitimidade deste método?
Respondemos quase diariamente a esta pergunta, suscitada quer por empresas que pretendem contratar os nossos serviços, quer por empresas concorrentes nesta área, quer mesmo por autoridades que questionam os nossos serviços e já tivemos mesmo que apurar responsabilidades das mesmas junto dos tribunais portugueses.
A telemedicina está regulamentada no seio da União Europeia, que solicitou aos Estados Membros que se adaptem às novas tecnologias no âmbito da saúde. Por forma a cumprir as recomendações europeias, em 2012 foi criado um grupo de trabalho em Portugal com vários ilustres representantes da medicina. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde português emitiu despachos, decretando a utilização da telemedicina nas Instituições de Saúde. A Direção-Geral de Saúde emitiu já este ano uma norma orientadora para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde que pretendem adaptar a telemedicina e até mesmo a Ordem dos Médicos dedicou um capítulo (Capítulo XII) ao mesmo assunto, atribuindo aos médicos a liberdade completa e independência de decidir se usa ou recusa a telemedicina (n.º 1 do art.º 95.º do Código de Deontologia da Ordem dos Médicos).
Face ao exposto, podemos afirmar a total legalidade da prestação destes serviços por meio da telemedicina.

Que mais-valias trouxeram à Medicina no Trabalho ao introduzirem a Telemedicina? Para o leitor que ainda não conhece esta fase evolutiva da medicina, como definem este vosso serviço?
A telemedicina veio solucionar alguns problemas práticos com que, por exemplo, empresas de recursos humanos em Portugal se deparam, por forma a conseguirem cumprir a legislação no âmbito da medicina do trabalho, sobretudo quanto aos exames de admissão que devem ser realizados antes da integração dos trabalhadores.
As grandes empresas de recursos humanos ou de trabalho de temporário que têm uma grande rotatividade de admissão de colaboradores em todo o território nacional, sempre com um prazo de resposta muito curto, tinham uma dificuldade muito grande para realizar os exames médicos antes de ceder o trabalhador na empresa cliente.
Estas empresas tinham que contratar dezenas de prestadores de serviços de medicina do trabalho, que lhes pudessem dar uma cobertura nacional e ainda contar com a disponibilidade dos mesmos para a realização dos exames médicos de admissão antes do início das funções dos trabalhadores.
Neste processo aconteciam atrasos, adiamentos, faltas aos exames e horas perdidas nas deslocações às clínicas, que nem sempre eram conseguidas no espaço temporal desejável.
Através da telemedicina a Born2Score veio revolucionar a realização dos exames de admissão nestas empresas. Desenvolvemos um software que permite fazer a gestão dos mesmos e receber antecipadamente a avaliação de riscos a que cada colaborador estará exposto. Através de equipamentos médicos preparados para a telemedicina, que são levados às empresas clientes, é possível realizar exames complementares de diagnóstico a partir do escritório das mesmas e transmiti-los eletronicamente ao departamento médico, que com o recurso a uma chamada de videoconferência realiza a consulta, como se presencialmente se encontrassem.
Com este método, além da nossa capacidade de resposta praticamente imediata, eliminámos as faltas aos exames, deslocações e horas de trabalho perdidas, podendo o trabalhador no dia em que vai assinar o contrato, realizar de imediato o exame médico de admissão e receber imediatamente a ficha de aptidão para ser assinada quer pelo trabalhador, quer pelo responsável de recursos humanos.
Tudo isto se traduz num aumento de produtividade que tanta falta faz ao nosso tecido empresarial, resolvendo um dos problemas com que se têm que deparar diariamente.

Através deste método tecnológico, realizam consultas a partir de Portugal para todo o mundo e, assim, promovem a admissão ao trabalho a cidadãos que não se encontrem em território luso. Esta é a grande vantagem da telemedicina?
Efetivamente as novas tecnologias permitem ultrapassar barreiras que até então eram intransponíveis, nomeadamente pela distância ou horários, podendo mesmo realizar exames a trabalhadores que se encontram destacados por empresas portuguesas noutros países.

A modernização constante das tecnologias é uma mais-valia fundamental na área da saúde e, nomeadamente, neste vosso setor de intervenção? O que mudou e mudará com esta evolução tecnológica?
Ao contrário do que se possa imaginar, a Telemedicina não é um conceito recente, fruto da imaginação de criadores de filmes de ficção científica. Conceptualmente é uma técnica antiga e que se tem vindo a desenvolver na sua forma de aplicação e alcance, a par da evolução dos meios tecnológicos de telecomunicação à disposição.
A primeira referência a cuidados de saúde prestados à distância aparece no século XIX, numa altura em que o principal meio de comunicação era o correio. Nessa altura, o médico trocava informações com os seus doentes ou outros médicos através de carta. Como se pode imaginar, a velocidade com que a informação se propagava nessa altura não era ideal. Alguns autores reportam-se a épocas mais longínquas considerando que a comunicação da existência de um surto de peste numa povoação através de fogueiras ou outro tipo de sinais também se pode considerar telemedicina.
Atualmente e com as mais recentes tecnologias de comunicação, é possível desenvolver sistemas de Telemedicina com maior qualidade e versatilidade. É de registar, por exemplo, a utilização de sistemas de transmissão de ECG e vídeo entre ambulâncias e o hospital para a prestação de cuidados em situações de emergência e catástrofe. Sistemas de TeleRadiologia e TeleCardiologia que permitem a realização de exames em locais remotos do planeta e a sua visualização e análise de exames por especialistas em centros de referência.
A massificação da utilização da Internet tornou-a um meio poderoso de disseminação da informação clínica. Tornando possível o desenvolvimento de sistemas de informação e sistemas de educação e sensibilização da comunidade.
Não conseguimos, portanto, prever o futuro, mas sabemos que o mesmo continuará a trazer evoluções tecnológicas que permitirão a melhoria contínua da ciência médica.

No âmbito dos serviços prestados, a Born2Score não se foca apenas na Telemedicina. Em que outras áreas a marca utiliza as novas tecnologias no sentido de melhor exercer as suas funções?
De facto, a B2S não se limita apenas à prestação de serviços de telemedicina. Além deste departamento, temos várias áreas de ação, como por exemplo, a contratação pública com serviços especializados para dar resposta à necessidade do cumprimento no âmbito da medicina do trabalho aos Organismos Públicos e a medicina do trabalho convencional, (idêntica às restantes empresas certificadas), onde já prestamos serviços a cerca de um milhar de empresas.

Afirmam adequar os vossos serviços às necessidades práticas de cada ramo de atividade e especificamente de cada cliente. De que modo se comprometem com este objetivo?
Este é um dos nossos lemas, de que cada cliente é um cliente com especificidades próprias. E como tal, devemos apresentar uma solução personalizada às necessidades de cada um. Esta é a visão de trabalho partilhada por todos os colaboradores da Born2Score que tem permitido a garantia de satisfação de cada um dos nossos clientes e, simultaneamente, a motivação de cada pessoa que colabora connosco.

O vosso trabalho é suportado por profissionais experientes e altamente qualificados. Como definem a vossa equipa?
A nossa equipa é realmente composta por profissionais altamente qualificados e extremamente motivados no trabalho que têm vindo a desenvolver, tendo sido selecionados quer pela componente prático-científica que apresentam, quer pela motivação para ingressar numa empresa jovem, dinâmica e inovadora, quer pela disponibilidade que apresentam na aposta de uma constante melhoria dos serviços que a B2S vai oferecendo. Cada um dos profissionais que colabora com esta empresa tem contribuído para um crescimento sustentado e inovador e sem eles não seria possível termos chegado onde chegamos nem almejar chegar onde todos pretendemos chegar.
A Born2Score conta com uma equipa de profissionais com provas dadas em vários ramos, desde médicos do trabalho altamente experientes a um departamento de enfermagem exigente, mestres e engenheiros em segurança no trabalho, técnicos de segurança alimentar, gestores, advogados, formadores, etc. Todos com intensa paixão pelo trabalho que têm vindo a desenvolver, transmitindo essa alegria aos clientes.

São estas questões, abordadas ao longo da nossa entrevista, que possibilita o fator diferenciador relativamente a outras empresas ligadas a esta atividade?
Julgo que sim. O nosso fator diferenciador é a aposta em profissionais que acreditam na potencialidade das novas tecnologias e se esforçam diariamente para que, por meio destas, possamos responder com qualidade às especificidades de cada cliente.

Que planos têm delineados para a Born2Score no sentido de continuar a fazer parte da evolução da Medicina no Trabalho? A internacionalização é já uma realidade no âmbito da Telemedicina, mas será integrada no contexto de outros serviços da marca?
Temos objetivos bem delineados para a Medicina do Trabalho e para toda a componente que envolve estes serviços, como a sensibilização para hábitos saudáveis no ambiente de trabalho, a ergonomia, a segurança e higiene no trabalho, a segurança alimentar, entre outros.
Temos vindo a dar passos seguros quanto à internacionalização dos nossos serviços, assim como à criação de outras valências no âmbito nacional, que permitirão revolucionar outras áreas que não só a medicina do trabalho e que brevemente se tornarão público.

Num balanço final, um dos vossos objetivos é sensibilizar para a importância da saúde no trabalho. Esta tem sido uma missão facilmente concretizável?
Nunca é demais a sensibilização das empresas e dos empresários para a importância da saúde no trabalho e para fazer entender o fundamento que está por trás das prerrogativas legais que levaram à criação deste instituto (a medicina do trabalho). A nossa tarefa nunca é fácil, tendo em conta que não nos conformamos com o facto do cumprimento destes serviços apenas porque é legalmente obrigatório. Mas, fazendo um balanço final, julgo que estamos no caminho certo, continuando esta luta diária de sensibilização empresarial e, nalguns casos institucionais, tem trazido resultados positivos.

A tecnologia como instrumento fundamental de trabalho

Eduardo Luís

O FisioZero é um software que promove uma maior organização da informação em clínicas de fisioterapia e osteopatia. Em que consiste exatamente este programa? Quais são as suas mais-valias no dia-a-dia de consultórios dedicados a estas duas especialidades?
O FisioZero consiste numa ferramenta de trabalho fundamental para quem deseja ter o seu gabinete/clínica mais organizado e funcional. Num único software, estão disponíveis para consultas e registos: calendário de marcações, anamneses, avaliações aos pacientes, envio de ficheiros de apoio às consultas (raios-x, fotos, relatórios médicos…), gestão de pagamentos, envio automatizado de mensagens de texto, entre outras ferramentas úteis e indispensáveis. O software possui ainda campos personalizáveis para ajustar o mesmo às necessidades do utilizador.

Aquando da conceção deste software, por que motivo optaram pela fisioterapia e osteopatia especificamente? Existia ainda uma lacuna nestas áreas? No futuro poderemos ver este programa adequado a outras especialidades?
O Fisiozero, tal como o nome indica, nasceu em virtude da ausência de software na área dos registos exclusivos para Fisioterapia – corria o ano de 2012. O recurso habitual era o registo escrito em papel ou folhas de Excel, que estão longe de trazer a dinâmica e as ferramentas que o Fisiozero oferece. Este ano foi ainda introduzido o módulo de Osteopatia e prevemos que em 2016 seja inserido um outro módulo, a psicologia, numa tentativa de ir alargando o software a outras especialidades.

O Multi Terapeuta é uma outra ferramenta que permite a partilha de conhecimentos e opiniões entre profissionais. De que modo esta solução permite uma maior qualidade no tratamento de doentes?
Esta é sem dúvida uma funcionalidade bastante importante para que o paciente seja bem acompanhado. Existem clínicas com vários terapeutas e nem sempre é possível o paciente ser seguido pelo mesmo terapeuta. Neste contexto, é necessário que todos os terapeutas possam aceder ao histórico do paciente de forma a que este seja avaliado de forma consistente e contínua. Outra vantagem desta ferramenta é a possibilidade de partilha da agenda de marcações.

O software proporciona uma melhor gestão em ambiente de consultório e maior qualidade médica, mas contém ainda uma componente direcionada para os pacientes. O envio de SMS aquando da aproximação da data de consulta é um exemplo desta questão. Assim, de que forma os pacientes saem beneficiados com o FisioZero?
O envio automatizado de mensagens de texto traz grandes vantagens a todos os seus intervenientes e é já uma prática comum em centros hospitalares privados e públicos. A clínica beneficia com uma menor taxa de absentismo dos seus pacientes e há, consequentemente, um melhor fluxo das marcações. Outra vantagem é a questão de proximidade e cumplicidade que se gera entre todos os intervenientes, principalmente através das mensagens de aniversário.

A nível tecnológico, este software tem ainda mais-valias que beneficiam os seus utilizadores, nomeadamente a facilidade de utilização e a não obrigatoriedade de atualizações. O que podem dizer-nos sobre este programa num contexto mais técnico?
O Fisiozero, desde o primeiro dia que nasceu, foi desenvolvido com dois objetivos centrais: ser simples – necessitando de poucos minutos para ficar a conhecer globalmente o software; e ter uma linguagem de acesso universal e comum a todos os dispositivos eletrónicos – através de linguagem web. Este tipo de linguagem permite-nos criar novas funcionalidades que ficam disponíveis imediatamente para os nossos clientes, sem qualquer necessidade da sua intervenção. Outra vantagem é libertar por completo o cliente das cópias de segurança de ficheiros informáticos que possam ter de executar – no caso de usarem qualquer outra base de dados de pacientes ou registos –  essa passa a ser uma responsabilidade do Fisiozero.

Fazendo um balanço do que tem sido a atuação do FisioZero nos consultórios médicos, o que mudou desde a sua entrada no mercado? O que poderá ainda mudar no futuro?
O feedback obtido dos nossos clientes é muito positivo e motivador. Referem que adquiriram uma maior dinâmica interna nas suas clínicas, maior rapidez e facilidade na gestão das marcações, acesso imediato a todo o histórico do paciente, uma gestão simples e facilitada de pagamentos e a possibilidade de consulta de estatísticas. Referem ainda uma maior rentabilidade proporcionada com o envio automatizado de mensagens de texto e com a rápida consulta das fichas dos pacientes.

O que podem os vossos clientes contar com o Fisiozero hoje e no futuro?
As nossas principais premissas são o respeito pelos dados dos clientes e, por isso, temos de os manter salvaguardados através do uso de tecnologia de ponta. Uma outra premissa é a inovação contínua através da implementação de novas funcionalidades que proporcionem uma maior rentabilidade.

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