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PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO EM PRODUTOS TECNOLÓGICOS INOVADORES

Com mais de 50 centros de investigação e desenvolvimento, o Instituto Superior Técnico (IST) investe na inovação e empreendedorismo enquanto catalisadores da transferência de tecnologia Quanto ao MARETEC, que objetivos se propõe alcançar?

O MARETEC é um pequeno centro de investigação com uma trintena de investigadores que tem trabalhado em estreita colaboração com empresas, na perspetiva descrita acima e que foi o berço de três empresas: www.hidromod.com, www.actionmodulers.pt e www.terraprima.pt. Estas empresas são dinamizadas por antigos estudantes do Centro utilizando conhecimento e tecnologias desenvolvidas enquanto colaboradores do Centro. Atualmente são fundamentais para o enquadramento de novos estudantes, colaborando com os produtos da sua inovação para a geração de novo conhecimento. A maioria dos centros de investigação do IST segue estratégias do mesmo tipo. O sucesso e a capacidade de crescimento das empresas que vão sendo criadas é variável de acordo com a área de atividade. Empresas da área da robótica (e.g. TEKEVER e UAVISION) são empresas de grande sucesso internacional, aproveitando o facto de esta área ser nova para todos os países.

O investimento na inovação e empreendedorismo, enquanto catalisadores da transferência de tecnologia, contribuem, de uma forma decisiva, para o desenvolvimento económico de Portugal. Que principais desafios enfrentam neste setor?

Estas empresas são fundamentais para a integração de conhecimento desenvolvido no âmbito de projetos de investigação em produtos tecnológicos inovadores. Quando o conhecimento é criado no contexto de projetos internacionais fica garantida a inovação à escala global, o que contribui para a internacionalização dessas empresas e, através delas, melhorar a imagem de Portugal em termos tecnológicos e a valorização do “made in Portugal” i.e. de outros produtos feitos em Portugal.

O principal desafio para estas empresas é a venda. São normalmente empresas pequenas, com pouca capacidade comercial, que frequentemente atuam na área dos serviços. A capacidade comercial aumenta quando atuam integradas em consórcios, especialmente quando estes incluem empresas de maiores dimensões, já instaladas no mercado internacional. A constituição destes consórcios é mais fácil quando emana de consórcios que atuam no mercado nacional. A criação de um mercado doméstico que estimule a colaboração local e que permita criar casos de sucesso que possam ser usados como demonstração na atividade comercial à escala global é um desafio importante.

O MARETEC é um Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar do IST assente em duas áreas de investigação. Pode falar-nos um pouco sobre cada uma destas áreas e da importância que assumem?

O MARETEC é um centro interdisciplinar que atua na área do Mar – zonas costeiras e oceânicas – e na área dos Sistemas Terrestres, à escala da bacia hidrográfica e à escala da parcela agrícola. A modelação matemática e avaliação de serviços de ecossistema são as principais ferramentas desenvolvidas pelo centro e os principais utilizadores são gestores ambientais, empresas envolvidas no ciclo urbano da água, com ênfase para as envolvidas na gestão de águas residuais, e empresas agrícolas. A modelação matemática é a ferramenta de integração de cada uma das áreas – terrestre e marinha – e de ligação das duas áreas. No sistema terrestre é calculada a quantidade e a qualidade da água com base na meteorologia, nas propriedades do solo, no seu uso e no coberto vegetal, incluindo as práticas, agrícolas. A quantidade e a qualidade da água dos rios são usadas para calcular as pressões sobre o sistema marinho, contribuindo para distinguir as pressões de origem antropogénica e de origem natural. 

O MOHID é um sistema tridimensional de modelação de água, desenvolvido pelo MARETEC. Em que se traduz este modelo?

O MOHID é o sistema tridimensional, de modelação integrada que descreve o movimento da água e as suas propriedades, com centenas de utilizadores em mais de 40 países. Ser tridimensional significa que quando aplicado no oceano, descreve a variação entre regiões e entre a superfície e o fundo e quando aplicado numa bacia hidrográfica permite calcular as variações ao longo da bacia e ao longo da profundidade do solo. Ser integrado significa que inclui o movimento da água e os processos biogeoquímicos que determinam a atividade biológica, o que lhe permite reproduzir a dinâmica dos sistemas ecológicos e por isso contribuir para a avaliação dos serviços de ecossistema. Nas bacias hidrográficas o modelo permite simular o desenvolvimento das culturas em função das práticas agrícolas (incluindo rega e fertilização) e as implicações na qualidade da água dos rios e das albufeiras. Nos sistemas marinhos o modelo calcula o desenvolvimento do fitoplâncton e o desenvolvimento das larvas de peixes em função da circulação oceânica e das descargas provenientes de terra.

Anestesia – um ponto fulcral na gestão hospitalar

Óscar Gaspar

Se há palavra que se confunde com MSD é inovação: faz parte do nosso código genético e tem marcado toda a nossa história.

Este ano estamos particularmente orgulhosos desse nosso legado: comemoramos os 125 anos de MSD, de mais e melhor saúde em todo o mundo com contributos importantes da nossa empresa na melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Queremos continuar na vanguarda da investigação e desenvolvimento de medicamentos, produtos e serviços inovadores, que respondam às necessidades das pessoas em todo o mundo, como é o caso da anestesia onde contamos com um percurso de mais de meio século de investigação.
O desenvolvimento de fármacos relaxantes musculares tem contribuído significativamente, nos últimos anos, para o progresso médico na área da anestesia, permitindo um relaxamento muscular adequado no desenrolar duma cirurgia. No final da cirurgia, a recuperação do tónus muscular é possível pela administração de fármacos reversores do bloqueio muscular, em particular, os agentes inovadores de reversão específica. Estes fármacos possibilitam uma recuperação pós-operatória potencialmente com melhores outcomes.
Na MSD acreditamos que as decisões tomadas em parceria entre o cirurgião e o anestesista fazem toda a diferença para o melhor outcome de cada cirurgia. Cada vez mais é dada uma relevância acrescida aos fatores que contribuem para uma gestão mais integrada e eficiente do bloco operatório, como a redução do tempo de recobro. Em termos de gestão hospitalar, é muito importante tornar os blocos operatórios mais eficientes porque tal permite reduzir o tempo de permanência do doente no hospital e reduzir também as listas de espera para cirurgia.
A otimização dos blocos operatórios pode ser uma peça chave porque tem ainda o potencial de aumentar o número e o tipo de cirurgias realizadas em ambulatório. Este efeito vai em linha com os objetivos definidos em termos de política de saúde e pode ser um elemento importante para o financiamento dos hospitais. Outro benefício do melhor funcionamento dos blocos operatórios será também o impacto positivo na problemática das infeções hospitalares e resistências antimicrobianas, que tanto preocupam as entidades de saúde a nível global.
Em Portugal, a MSD tem procurado, ao longo dos últimos anos, ser um parceiro ativo na busca de melhores soluções na área da anestesia e da gestão do bloco operatório. Temos procurado implementar projetos de caráter multidisciplinar conjuntamente com os vários stakeholders da saúde, para que os resultados sejam melhores para os pacientes, para o hospital e também para o SNS, como um todo.
A inovação é uma abordagem com resultados no dia a dia e, no caso da anestesia, traduz-se por mais conforto, maior segurança, melhor aproveitamento dos recursos e excelência na prática clínica.

“Os valores universais são para nós como um código genético”

Edificado em 2007, o Instituto Luso-lírio para o Desenvolvimento Humano (iLIDH), tem vindo a promover um serviço de excelência e inovação. Para contextualizar o nosso leitor, de que forma tem o iLIDH vindo a percorrer um trajeto positivo em prol do país?
O iLIDH foi constituído em 2007, após cerca de dez anos de projetos preparatórios. E, de facto, olhando para os últimos oito anos de atividade formal do iLIDH, vemos que construímos já algo relevante e que nos permite encarar um novo ciclo com otimismo – formámos mais de 4.000 agentes educativos em ações oficiais acreditadas sobre valores e literacia social (conceito que criámos e que coloca a centralidade do desenvolvimento de competências nos valores) e estima-se que tenham participado diretamente nas nossas ações no terreno, em escolas, clubes, comunidades diversas, mais de 50 mil crianças e jovens. Criámos o LED on Values, que está hoje em mais de 700 escolas em todo o país e desenvolvemos mais de uma centena de recursos pedagógicos em diversos temas em torno dos valores, da ética e da cidadania, desde manuais, livros, brochuras, jogos interativos, entre outros materiais didáticos. Reabilitámos um palácio senhorial com mais de mil anos de história deixado ao abandono durante décadas, onde instalámos a Universidade dos Valores, um polo de investigação e desenvolvimento (I&D), de formação, de intervenção e de mudança…

Como têm conseguido, numa vida ainda recente do iLIDH, promover esse movimento interventivo e de mudança com tanta intensidade?
Fundamentalmente, temos sido observadores atentos da realidade, a explicita e a implícita. E com isso definimos rumos, tomamos decisões e empenhamos esforços, com grande sentido de sacrifício pessoal dos fundadores ao longo destes anos. Em 2009 fizemos um inquérito representativo da população portuguesa sobre valores, comparámos dados recolhidos dez anos antes e pudemos tirar conclusões importantes sobre as necessidades mais fundamentais para os portugueses, aquilo que valorizam, ao que aspiram e sonham, para si e para a sociedade.
Com isso, pudemos criar recursos pedagógicos para os educadores recuperarem o lugar dos valores na educação – que é no seu centro – forçando um distanciamento a uma visão de vida materialista, privilegiando a sua dimensão humana individual e relacional, desenvolvendo competências verdadeiramente relevantes para “uma vida bem-sucedida e uma sociedade funcional”, tal como são definidas pela OCDE, e não competências que servem interesses divergentes ao que as pessoas comuns procuram…

Que interesses são esses e de que forma o vosso trabalho oferece respostas sociais e de proximidade? E como o perpetuam?
Os objetivos de vida dos Portugueses são, por ordem de importância, construir uma família sólida, amar e ser amado, ser um profissional competente, ser honrado e ajudar os outros. Já o ser rico, ter uma boa posição social e poder, não são os objetivos fundamentais da esmagadora maioria das pessoas, no âmago da sua consciência. Se esse é o objetivo que os cidadãos definem para as suas vidas, para a sua realização e felicidade, será que o sistema educativo fornece respostas adequadas? Parece-nos que não e, pelo contrário, parece servir os interesses de uma minoria dominante.
A nossa resposta é, assim, educar para os valores e para a felicidade, apoiando os sistemas de educação formal e informal com recursos para as comunidades educativas – escolas, famílias e outros grupos sociais.
Perpetuamos esse contributo com a formação constante de milhares de agentes educativos – professores, dirigentes, pais, treinadores desportivos, etc. – ao mesmo tempo que lhes oferecemos ferramentas práticas que podem utilizar todos os dias, nomeadamente com o programa LED on Values.
Depois, construímos a Universidade dos Valores, dando a conhecer o sentido original da palavra Universidade – a totalidade, o universo – com um conjunto de estruturas de apoio como a Pousada de Mafra e os Sabores Universais (um restaurante, para o qual procuramos um parceiro) com o objetivo de garantir a sustentabilidade de todo este esforço social, lugar de investigação, formação e experiência vivida dos valores.

De que «valores» falamos e de que forma eles são fundamentais na vossa dinâmica?
Valores que não são certamente preferências pessoais, nem somente consensos culturais. Valores que estão para além da cultura, da ideologia, da religião ou de qualquer muro criado pelo Homem. Valores que estão na essência de Ser Humano, que nos distinguem enquanto espécie e que representam um conjunto de qualidades inerentes à condição fundamentalmente humana e que, quando ativadas e praticadas na interação com tudo o que existe, resultam em harmonia, desenvolvimento e realização. Chamamos a esses, os valores universais.
Como tal, os valores universais são para nós como um “código genético” da existência mais profundamente humana, iminentemente espiritual, latu sensu. Com este código vimos a este mundo, marcados das nossas origens, do nosso património passado….
É esse património que promovemos no Museu dos Valores Universais, uma das estruturas centrais da Universidade dos Valores, um espaço inovador de “ciência viva” que combina cultura, educação, tecnologia, I&D e entretenimento.

Lourenço Xavier de Carvalho
Lourenço Xavier de Carvalho

Que características identifica no Museu dos Valores Universais para que o mesmo seja considerado inovador?
É um espaço único e pioneiro em Portugal, na Europa e talvez no mundo… crianças, jovens e adultos podem celebrar na Universidade dos Valores uma dupla dimensão de património neste espaço histórico do Palácio dos Marqueses, em Mafra, num ambiente de alta tecnologia, com jogos interativos 2D e 3D, tecnologias e espaços imersivos em realidade virtual com instrumentos de medição e feedback aos utilizadores com a incorporação de biossensores; tecnologias que depois contrastam com jogos manuais e mecânicos intercalados, de grande envolvimento emocional, que procuram manter o equilíbrio entre as valências do digital e do não-digital.

Porquê dupla dimensão de património?
Património material e imaterial. Por um lado, e talvez no pior contexto económico para o fazer, reabilitámos um edifício com imensa história, que já foi castelo mouro, paço medieval e palácio senhorial, dando uma nova função socialmente relevante a um património material caído no esquecimento. Por outro, ali promove-se aquilo que consideramos um património – talvez o mais importante e certamente o mais partilhado pela comunidade global – os valores universais, como património imaterial.
Aliás, já temos apresentado esta perspetiva à UNESCO, pois acreditamos que um dia poderemos ter o reconhecimento dos valores universais como património imaterial da humanidade! Creio que isso seria um contributo histórico para a construção da paz e harmonia globais.

A inovação dos vossos projetos têm tido reconhecimento, a nível nacional ou também internacional? E esse reconhecimento é fundamental para a prossecução dos vossos desideratos?
Posso considerar que temos tido significativo reconhecimento, cá em Portugal e também lá fora. Trabalhamos muito em parcerias internacionais, principalmente europeias, e nesse âmbito o LED on Values e a Universidade dos Valores têm tido muito reconhecimento, quer do ponto de vista conceptual, quer das respostas sociais práticas que implementamos. Ele traduz-se em diversos convites para comunicações no estrangeiro para partilhar estas “best practices”, em projetos de transferência destas para outros países, mas também em financiamentos que a Comissão Europeia nos atribuiu, reconhecendo o valor dos projetos, a sustentabilidade conseguida e o seu potencial de multiplicação.
Cá em Portugal, tem sido muito interessante verificar a mobilização da sociedade, das instituições, das universidades, dos empreendedores, dos ativistas sociais, em torno da Universidade dos Valores. Pessoas provenientes de todas as áreas, ideologias e estratos sociais, têm manifestado um enorme e carinhoso apoio a esta iniciativa do iLIDH.
Ainda há dias recebemos o convite para a Universidade dos Valores integrar a Rede da UNESCO, pela nossa Comissão Nacional, o que nos orgulha muito.

Que desafios se colocam de futuro à instituição e quais as principais prioridades da mesma?
Temos como prioridade afirmar a Universidade dos Valores como um espaço privilegiado para expandir o conhecimento e a experiência sobre os valores universais, para Portugal e para o mundo, revivendo esse que foi o sonho subjacente à expansão de Mafra no século XVIII – uma história fascinante que também se conta no espaço museológico – ao mesmo tempo que aprofundamos o nosso relacionamento com as escolas que implementam, com grande empenho, o LED on Values.
Daí advêm os desafios de sustentabilidade financeira, de comunicação eficaz com os nossos públicos e de eficiência das parcerias institucionais que temos com parceiros que muito prezamos.

Mais informações em www.universidadevalores.org e www.ledonvalues.org

Labialfarma – Uma Marca que se Distingue

Desde 1981 a Labialfarma tem dedicado a sua atividade à pesquisa, desenvolvimento e fabrico de produtos e formas farmacêuticas inovadoras na área da saúde e bem-estar. Com os constantes desafios impostos à indústria farmacêutica, quem é hoje esta organização?
Fundada em 1981, com instalações fabris no centro de Portugal, em Mortágua, local da sua sede, a Labialfarma é uma empresa familiar atualmente gerida por membros da 2ª e 3ª gerações, que tem como Presidente do Conselho de Administração, Amílcar José dos Reis Ferraz, filho do fundador da Companhia.
É a principal das 5 empresas do Grupo Labialfarma, que sendo o maior empregador do concelho de Mortágua, tem igualmente evidenciado importantes ações de Responsabilidade Social, contribuindo para o desenvolvimento da Região.
O GRUPO LABIALFARMA é constituído pelas empresas Labialfarma, S.A; LiqFillCaps International; Wellcare; Nutri-Add, que desenvolvem atividades aplicadas à Indústria Farmacêutica e Nutracêutica, e a GesConsulting que presta serviços de Gestão, de consultoria fiscal e de contabilidade. Todas estas empresas trabalham numa perspetiva integrada e transversal a todo o processo de acréscimo de valor ao produto final.
A Investigação e o Desenvolvimento de conceitos inovadores, quer no fabrico, quer no acondicionamento dos produtos fabricados é a resposta da Labialfarma aos constantes desafios que a Indústria Farmacêutica e Nutracêutica enfrenta.
Numa aposta clara de crescimento no mundo Farmacêutico e Nutracêutico tem marcado presença permanente em feiras internacionais de referência no setor. Essa expansão internacional traduz-se, para já, no fornecimento de produtos para mais de 30 países.
No Grupo Labialfarma trabalham atualmente cerca de 300 colaboradores, a maioria obedecendo a um critério de seleção de pessoas da região.

Ao longo do tempo a empresa passou por profundas transformações, nunca perdendo o foco nos seus objetivos e acumulando um vasto leque de produtos ao seu atual portfólio. Dentro desta gama quais são, para si, os que merecem ser destacados?
Num propósito de desenvolvimento e de modernidade, com o objetivo muito claro de criar valor para os clientes da Labialfarma, têm sido desenvolvidas atividades na diversificação da sua produção num recurso ao fabrico de formas farmacêuticas únicas no país, levando ao empreendimento de intervenções sucessivas na sua unidade fabril com vista à sua completa adequação às mais recentes metodologias.
Das tecnologias desenvolvidas, destacam-se pela exclusividade do seu fabrico em Portugal, a produção de cápsulas duras com conteúdo líquido e pastoso e cápsulas moles com conteúdo líquido e pastoso – LiqFillCapsTM -, só possível à custa de forte investimento em equipamento apropriado e em áreas específicas para a sua produção.
Numa perspetiva de melhoria da estabilidade dos produtos fabricados, a Labialfarma desenvolveu conceitos tecnológicos inovadores dos quais se destacam as tecnologias QNPTM; SBSTM; RapidTabsTM diretamente relacionadas com o fabrico do produto. Como tecnologias relacionadas com novos sistemas de acondicionamento (smartPACKAGINGTM), destaca-se o conceito tecnológico FUSiONPackTM.
Encorajador para a Labialfarma têm sido as sucessivas manifestações de sucesso internacionalmente alcançadas.

Os Suplementos Alimentares são necessários? Porquê?
Os suplementos alimentares são sem dúvida muito úteis e necessários e existem diferentes tipos de suplementos em função das necessidades.
Nos indivíduos saudáveis e, na maioria dos doentes, os nutrientes são veiculados pelos alimentos correntes. Seja saudável ou doente, cada indivíduo, tem necessidades individuais em macro e micronutrientes que devem ser adquiridas diariamente de forma equilibrada de modo a manter a homeostasia (equilíbrio entre anabolismo e catabolismo) ou para corrigir desequilíbrios nutricionais por défice (ex. desnutrição) ou excesso (ex. obesidade).
O papel importante dos suplementos alimentares para a população europeia em geral, saudável, está reconhecido desde 2002, através de uma Diretiva da CE e do Parlamento Europeu [A definição de «suplemento alimentar» Diretiva 2002/46/CE] e abrange não só as propriedades nutricionais benéficas como a existência de uma relação entre o alimento ou um dos seus constituintes e a saúde;

Amílcar Ferraz
Amílcar Ferraz

Como vê a problemática recentemente instalada sobre os suplementos alimentares?
Antes de mais é necessário saber o que de facto são os suplementos alimentares. «suplementos alimentares» são géneros alimentícios que se destinam a complementar o regime alimentar normal e que constituem fontes concentradas de determinados nutrientes ou outras substâncias com efeito nutricional ou fisiológico
Não se pode andar a disputar entre medicamentos e suplementos alimentares, não tem que haver essa competitividade. Deve, bem antes pelo contrário, haver uma atuação conjunta e complementar, são os utentes a ganharem com isso.
A problemática das insuficiências nutricionais, resultantes de contribuições desadequadas de nutrientes, tem nos suplementos alimentares uma opção válida de prevenção e melhoria. Temos assistido nos últimos anos a uma continuada relevância no recurso à suplementação de vitaminas e de minerais com resultados de melhoria na qualidade de vida e concretamente nas pessoas mais velhas, a nível do desempenho funcional evidenciado.
Os suplementos alimentares têm regras bem definidas sendo regulados por um Organismo Central Europeu (EFSA).
A EFSA – European Food Safety Authority, cujo Comité Científico é composto por cientistas e peritos independentes que avaliam rigorosamente o efeito nutricional ou fisiológico e a segurança de todas as substâncias que são usadas nos suplementos alimentares. Nenhuma substância pode ser usada nos suplementos alimentares sem passar por esta avaliação rigorosa.
A segurança alimentar é de facto o principal objetivo da EFSA. Assim sendo não fazia nenhum sentido que a EFSA autorizasse os suplementos alimentares se estes não fossem seguros. Julgo que isto é claro e inequívoco.
Na Labialfarma, os suplementos alimentares são fabricados de acordo com a Boas Práticas de Fabrico (GMPs) no cumprimento de todos os parâmeros de qualidade exigidos internacionalmente e nacionalmente para o setor.
A Labialfarma foi o primeiro Laboratório Farmacêutico em Portugal, a aplicar à produção dos suplementos alimentares as Boas Práticas de Fabrico. Dispõe ainda de um serviço de Vigilância Pós-Comercialização dos produtos que fabrica – Sistema VIGIA- serviço de apoio à toma segura de suplementos alimentares. Para o efeito, dispõe de uma equipa especializada de farmacêuticos e médicos pronta a responder às dúvidas colocadas pelos utentes através do número 808 20 10 70.
Pensamos ser este o melhor caminho para evidenciar nos suplementos alimentares a qualidade que se lhes deve exigir.

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