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Vencedor de Bolsa de Investigação em células B maduras conhecido na próxima semana

O projeto vencedor é contemplado com uma bolsa no valor de 15.000€, destinada à realização, pelo período de um ano, de uma proposta de investigação na área das neoplasias de células B maduras.

Nas candidaturas recebidas valorizaram-se os projetos interdisciplinares que apresentassem propostas nas áreas do tratamento, diagnóstico, epidemiologia, impacto social da doença e melhoria da qualidade de vida do doente.

Os projetos foram avaliados por um júri composto pelo diretor do Serviço de Hemato-Oncologia do IPO do Porto, Dr. Mário Mariz, pelo diretor do Serviço de Hematologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Dr. João Raposo, e pela diretora do Serviço de Hematologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Profª Drª Maria Gomes da Silva.

Patente do INEGI facilita a previsão do tempo de vida dos materiais

Os testes realizados no INEGI, para comprovar a eficácia deste novo “sistema de iluminação por luz rasante”, demonstram que “as imagens geradas têm qualidade superior, já que é possível iluminar uniformemente o material sob observação”, afirma Paulo Tavares, investigador do INEGI e um dos inventores da tecnologia. “Conseguimos fazer sobressair a fenda em toda a sua extensão, para assim realizar a sua medição ou monitorizar o crescimento, algo essencial para garantir a fiabilidade de metodologias de processamento de imagens automático na análise à fadiga”, acrescenta.

Além de qualidade, ganha-se tempo. Com esta nova tecnologia, os especialistas conseguem analisar as fendas através de um método automático de captura e processamento de imagem, um sistema também criado no INEGI e disponibilizado com licenciamento livre (open source). Assim evitam paragens da máquina de ensaios, tornando o processo até oito vezes mais rápido, comparativamente com o que é feito por um técnico, com uma lupa tradicional de inspeção.

O estudo da fadiga mecânica, o processo de desgaste progressivo de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação, é essencial para “antecipar o número de ciclos de carga a que os materiais podem ser sujeitos até falharem e saber qual o seu tempo de vida útil estimado”, explica Paulo Tavares.

Os setores aeronáutico e automóvel beneficiam diretamente desta inovação, uma vez que utilizam vários componentes em metal, que estão normalmente sujeitos a este tipo de desgaste. Por exemplo, sempre que um avião descola e aterra há um ciclo de fadiga, que pode provocar fendas. Com o sistema patenteado pelo INEGI consegue-se analisar, de um modo mais rápido e mais efetivo do que é conseguido atualmente, quando é esperado que haja rutura de algum componente do avião, de modo a evitar acidentes.

A próxima fase centra-se no estabelecimento de parcerias, que permitam a rentabilização comercial da tecnologia, contribuindo para a otimização de testes de fadiga em vários setores da indústria.

SOBRE O INEGI

É um instituto de novas tecnologias, vocacionado para a realização de atividades de investigação e de inovação de base tecnológica, transferência de tecnologia, consultoria e serviços tecnológicos, orientadas para o desenvolvimento da indústria e da economia em geral. Contando já com mais de 30 anos de experiência, o INEGI atua num conjunto alargado de mercados e setores, nomeadamente: automóvel e transportes; aeronáutica, espaço e defesa; metalomecânica e bens de equipamento; energia e ambiente; saúde; desporto; e economia do mar. Mais informações em: www.inegi.up.pt

Patente do INEGI facilita a previsão do tempo de vida dos materiais

Os testes realizados no INEGI, para comprovar a eficácia deste novo “sistema de iluminação por luz rasante”, demonstram que “as imagens geradas têm qualidade superior, já que é possível iluminar uniformemente o material sob observação”, afirma Paulo Tavares, investigador do INEGI e um dos inventores da tecnologia. “Conseguimos fazer sobressair a fenda em toda a sua extensão, para assim realizar a sua medição ou monitorizar o crescimento, algo essencial para garantir a fiabilidade de metodologias de processamento de imagens automático na análise à fadiga”, acrescenta.

Além de qualidade, ganha-se tempo. Com esta nova tecnologia, os especialistas conseguem analisar as fendas através de um método automático de captura e processamento de imagem, um sistema também criado no INEGI e disponibilizado com licenciamento livre (open source). Assim evitam paragens da máquina de ensaios, tornando o processo até oito vezes mais rápido, comparativamente com o que é feito por um técnico, com uma lupa tradicional de inspeção.

O estudo da fadiga mecânica, o processo de desgaste progressivo de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação, é essencial para “antecipar o número de ciclos de carga a que os materiais podem ser sujeitos até falharem e saber qual o seu tempo de vida útil estimado”, explica Paulo Tavares.

Os setores aeronáutico e automóvel beneficiam diretamente desta inovação, uma vez que utilizam vários componentes em metal, que estão normalmente sujeitos a este tipo de desgaste. Por exemplo, sempre que um avião descola e aterra há um ciclo de fadiga, que pode provocar fendas. Com o sistema patenteado pelo INEGI consegue-se analisar, de um modo mais rápido e mais efetivo do que é conseguido atualmente, quando é esperado que haja rutura de algum componente do avião, de modo a evitar acidentes.

A próxima fase centra-se no estabelecimento de parcerias, que permitam a rentabilização comercial da tecnologia, contribuindo para a otimização de testes de fadiga em vários setores da indústria.

SOBRE O INEGI

É um instituto de novas tecnologias, vocacionado para a realização de atividades de investigação e de inovação de base tecnológica, transferência de tecnologia, consultoria e serviços tecnológicos, orientadas para o desenvolvimento da indústria e da economia em geral. Contando já com mais de 30 anos de experiência, o INEGI atua num conjunto alargado de mercados e setores, nomeadamente: automóvel e transportes; aeronáutica, espaço e defesa; metalomecânica e bens de equipamento; energia e ambiente; saúde; desporto; e economia do mar. Mais informações em: www.inegi.up.pt

Instituto de Anatomia Patológica e Patologia Molecular: trabalhar em missão para os doentes

Tendo como missão universidade, o ensino e investigação e com capacidade para estar no topo do conhecimento da Europa e da América do Norte em termos de prestação de cuidados de saúde diferenciados, o Instituto de Anatomia Patológica e Patologia Molecular (IAP – PM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra assegura o ensino da Anatomia Patológica a estudantes de Medicina Dentária e de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Açores e Cabo Verde, bem como suporte científico e orientação de Teses de Mestrado e Doutoramento, com ou sem desenho dos Projetos de Investigação.

Paralelamente, mantém o serviço à comunidade no âmbito da Histopatologia, Citopatologia, Imunohistoquímica e Patologia Molecular.

E o que é a Anatomia Patológica? A Anatomia Patológica é uma especialidade médica, sendo, por isso mesmo, a equipa dos laboratórios de Anatomia Patológica e Patologia Molecular constituída por médicos “com uma formação de cinco anos como qualquer outra especialidade”. Com uma equipa composta por quatro patologistas, dois internos de Anatomia Patológica, duas técnicos de Anatomia Patológica e três biotécnicas, o IAP – PM tem procurado cativar estudantes e internos para a carreira docente. “Somos médicos hospitalares e temos trabalho diário assistencial ao qual somamos o ensino e a investigação, o que exige uma desmultiplicação de tarefas.

A par disso somos docentes de carreira na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e gostaríamos que eles também fossem”, diz-nos Lina Carvalho, acrescentando que nos laboratórios de Anatomia Patológica trabalham médicos de Anatomia Patológica, que agregam áreas de formação afins: técnicos de Anatomia Patológica e biotécnicos que fazem trabalho diferenciado na componente universitária da Patologia Molecular e técnicos de secretaria, na interface com a comunidade, quer seja a comunidade científica ou a comunidade estudantil.

No IAP – PM é feito, diariamente, um trabalho complexo. “Como estamos na universidade, para além de fazermos diagnósticos também fazemos ensino aos estudantes de medicina e de biotecnologias, com a formação prática respetiva; a Anatomia Patológica é uma unidade curricular da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra”, explica a coordenadora do IAP – PM.

Note-se que a Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra – FMUC – foi inaugurada em 1956 e a unidade curricular de Anatomia Patológica teve início de lecionação em 1863 – também datação aproximada de alguns exemplares do Museu do IAP – PM, muito valorizado na Europa.

TRABALHO DE SAÚDE DIFERENCIADO

A dirigir o Instituto de Anatomia Patológica e Patologia Molecular desde 2003, Lina Carvalho partilha connosco algumas das mudanças efetivadas na Anatomia Patológica e Patologia Molecular e dos desafios enfrentados.

Realça, por exemplo, que a medicina viu o número de autópsias anátomo-clínicas realizadas a diminuírem drasticamente devido aos meios complementares de diagnósticos bastante avançados que permitem saber as causas da morte. “Hoje o número de autópsias de cadáveres de adulto no serviço hospitalar chega a ser cerca de 12 por ano. Até há vinte anos atrás, o número de autópsias rondava as 200 por ano, o que ocupava bastante do nosso tempo em laboratório. Hoje, esse tempo é dedicado ao que é a perspetiva da especialidade: a prevenção através dos rastreios, o diagnóstico precoce e, em caso de doenças avançadas, diagnóstico e definição de terapêuticas para o aumento da esperança de vida. Permite-nos dedicar mais tempo à área relacionada com o microscópio e técnicas complementares, nomeadamente a genética do cancro, a base da Patologia Molecular”, explica.

Desde 2003, desenvolvem-se trabalhos de Investigação Científica em áreas diversas da Anatomia Patológica e com aplicação da Patologia Molecular, particularmente relacionados com Patologia Pulmonar e Digestiva e Patologia Experimental, reconhecidos com prémios nacionais e internacionais.

“Em 2004 fomos bafejados com a Patologia Molecular. Iniciámos a colheita de ADN de pequenos fragmentos de biopsias incluídos em parafina (e a biopsia liquida atual), começando uma nova fase à qual chamamos de terapêutica personalizada, ou seja, hoje algumas alterações genéticas presentes nas células tumorais ou nas células de doenças degenerativas / inflamatórias são passíveis de serem bloqueadas por fármacos, aumentando a sobrevivência e qualidade de vida dos doentes”, refere Lina Carvalho.

Relembra também que foi, na altura, um forte desafio assumir a direção de um Instituto com um número elevado de estudantes e pronto para ser dinamizado. “Com uma herança bastante enriquecedora do Professor Renato Trincão desenvolvemos um serviço que alargámos à comunidade, introduzindo o serviço de Patologia Molecular. Foi uma altura em que tivemos de, simultaneamente, dinamizar os laboratórios, adquirir equipamentos novos, cativar alunos e patologistas, instituir os laboratórios de Patologia Molecular e lecionar. Investimos, como é missão da universidade, nos testes diferenciados, nos serviços à comunidade médica e também na investigação, para a Universidade e para os Hospitais”, acrescenta a nossa entrevistada.

Com as portas abertas para os investigadores de outras áreas e para os pedidos de design e desenvolvimento de projetos, Lina Carvalho admite que o IAP – PM não tem tempo para dizer que “existe”. A este trabalho complexo acresce as parcerias e a relação estreita com a indústria farmacêutica. “A indústria farmacêutica aproxima-se bastante de nós, sendo mantida uma colaboração estreita entre os médicos e a indústria farmacêutica para a obtenção de respostas laboratoriais em atualização constante, para inclusão de resultados nos relatórios de Patologia Molecular, nas publicações e na divulgação de resultados em congressos nacionais e europeus”, realça, dando ênfase ao papel do IAP – PM e à sua integração universitária.

Os desafios, esses, passam ainda pela exigência da indústria farmacêutica, da medicina e dos centros de investigação no que diz respeito à inovação e às novas tecnologias para esta demanda da transferência de conhecimento científico. “Existe uma mudança de paradigma em termos de diagnóstico. Hoje temos de prestar um serviço de medicina personalizado, pois para além do diagnóstico das patologias temos de dar informação que seja importante para a decisão terapêutica e para uma terapêutica direcionada.

Para isso, para continuarmos a desenvolver um trabalho de excelência com resultados de excelência, temos de investir constantemente em novas tecnologias e em tecnologias cada vez mais diferenciadas, mas que acarretam custos elevados, para além de pessoas com formação e conhecimento integrado”, diz-nos Vítor Sousa do grupo de trabalho do IAP – PM.

A Anatomia Patológica é, de facto, uma das áreas mais importantes da medicina, na charneira com a clínica. Com visibilidade discreta, utiliza conhecimentos das mais diferentes áreas para estudar uma doença e fazer um diagnóstico que traz grandes implicações para a vida de um doente, para um prognóstico ou para o tratamento mais adequado. Todas as especialidades precisam de interagir com a Anatomia Patológica, pois qualquer intervenção que seja necessária num doente precisa de diagnóstico e definição de prognóstico/terapêutica, suportados nos relatórios emitidos pelos Médicos Anátomo – Patologistas.

LNEG e o universo Lusófono

O LNEG é uma instituição de investigação sustentável e para a sustentabilidade através da geração do conhecimento do território. Quais são neste momento os maiores desafios que enfrentam em matéria de energia?

O LNEG desenvolve e transfere conhecimento científico e tecnológico, em Energia e Geologia, e contribui com soluções concretas para apoio às políticas públicas, concretamente no que se refere aos recursos renováveis energéticos e aos recursos e riscos geológicos, no quadro da transição energética.  Na área da geologia impõe-se como Serviço Geológico Nacional.

Na área da energia salienta-se a atividade na bioenergia, no solar, no eólico, na energia no ambiente construído, na eficiência energética e na integração de sistemas. Tendo competências importantes no conhecimento dos recursos endógenos e potencial para contribuir para o desenvolvimento sustentável está apto para apoiar as políticas públicas na utilização dos nossos recursos em estrito respeito pelo ambiente e pelo desenvolvimento económico e social.

Por via das suas ligações internacionais, que tem vindo a construir de forma consolidada, está a par das melhores práticas dos seus pares com quem trabalha em parceria. Falando de desafios, Portugal promove a descarbonização da economia e a transição energética com vista à neutralidade carbónica em 2050 e tem, para tal, estabelecidas metas ambiciosas no seu Plano Nacional de Energia e Clima que por sua vez se alinham com os compromissos Europeus para 2030.

Recentemente participaram na conferência sobre “Transição Energética” que colocou em debate: PNEC 2030 e Roteiro para a Neutralidade Carbónica. Quais são as maiores oportunidades que Portugal tem nesta temática atualmente?

Temos participado em várias conferências onde o tema da “Transição Energética” tem sido alvo de discussão e onde procuramos levar o nosso conhecimento e a nossa visão para acelerar essa transição. Acreditamos que a Transição Energética deve ser feita através de duas vias, (i) apoio à disponibilização de energia com baixa intensidade carbónica, através da exploração do potencial renovável abundante no nosso país e ii) da disponibilização da promoção de medidas para a eficiência energética.

Portugal é rico em recursos endógenos que permitem mitigar a intensidade carbónica. Como oportunidades salientamos o setor eólico e respetivo potencial de crescimento para aproximadamente 8500 MW de potência instalada por via de tecnologia mais avançada, o setor solar PV que está em franco crescimento tendo em conta o baixo custo da tecnologia e o potencial que atrai o interesse de investidores em novos projetos. Está ainda em marcha a implementação do Plano para as Biorrefinarias e Biomassa que contribuirá para a Eficiência Energética na indústria e produção de eletricidade e calor a partir da biomassa. A análise integrada destes recursos renováveis em conjunto com políticas desenhadas em função do projeto será uma mais-valia para o cumprimento dos objetivos em Energia e Clima.

O laboratório está constantemente a apostar em novas parcerias nacionais e internacionais. No universo dos países de língua portuguesa por onde passa esta aposta?

A primeira mensagem é de responsabilidade. O LNEG orgulha-se de ter na sua missão a obrigação de produzir contributos úteis para a sociedade numa perspetiva de desenvolvimento sustentável. Assumindo este princípio procuramos sempre transferir o conhecimento que acumulamos e que é o nosso património.

Temos a decorrer um projeto de cartografia geológica em Angola que permitirá ao governo Angolano conhecer melhor o seu território e assim contribuir para o desenvolvimento sustentável deste país. Este projeto resulta de uma parceria público privada com a consultora Impulso e o Instituto Geológico e Mineiro de Espanha.

A nível de investimento nos países que pertencem à CPLP quais são as áreas mais apelativas neste momento e em que países?

Neste momento o ponto alto de atividade na CPLP é o projeto PLANAGEO e a participação no projeto Europeu PanAfGeo que tem como principal objetivo desenvolver competências e capacitar os serviços geológicos do continente africano, estando Portugal a apostar nos serviços geológicos dos países de expressão portuguesa.

Na sua opinião, em termos de cooperação, como avalia a relação entre Portugal e os restantes países lusófonos relativamente ao mundo empresarial?

O governo português tem apostado na diplomacia nomeadamente em Angola onde as relações são amigáveis. A nossa relação baseia-se na confiança e nas parcerias entre iguais.

Portugal, Japão e Alemanha juntos no desenvolvimento de uma vacina de nova geração contra a Malária

O IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica – participa num projecto internacional para o desenvolvimento de uma vacina contra a Malária. Equipas de cientistas do Japão, Portugal e Alemanha juntaram-se para combater esta doença que já foi endémica em Portugal e que actualmente infecta mais de 200 milhões de pessoas e causa quase meio milhão mortes todos os anos.

A pesquisa por uma vacina contra a malária conta com mais de 40 anos. Por todo o mundo, diversos grupos de cientistas procuram prevenir a transmissão do parasita de mosquitos para humanos. Contudo estas vacinas de primeira geração revelaram ser pouco eficazes protegendo no máximo 30% das pessoas vacinadas. Uma alternativa que se tem revelado significativamente mais eficaz é o desenvolvimento de vacinas que protegem os glóbulos vermelhos da entrada do parasita impedindo assim a sua replicação no sangue. Porém, o elevado grau de heterogeneidade entre diferentes isolados tem-se revelado o principal obstáculo ao desenvolvimento deste tipo de vacinas.

Recentemente, investigadores do Proteo-Science Center da Universidade de Ehime (Japão) e da Sumitomo Dainippon Pharma (Japão) descobriram um novo antigénio do estádio sanguíneo do parasita com destacado potencial terapêutico devido ao seu elevado grau de conservação entre diferentes isolados, o PfRipr5.

A fim de transformar esta descoberta numa vacina de nova geração, estes investigadores contam com a ajuda de investigadores Portugueses e Alemães que serão responsáveis pela produção e formulação do novo antigénio, respectivamente. Em Portugal, o iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, em Oeiras, será responsável por desenvolver o processo de produção e de garantia da qualidade desta proteína, PfRipr5.

Este projecto é de maior importância internacional uma vez que o parasita da malária é um dos organismos prioritários para o desenvolvimento de uma vacina segundo o Global Vaccine Action Plan (GVAP) da Organização Mundial de Saúde. Ainda de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 3 mil milhões de pessoas em 92 países estão em risco de contrair malária durante a sua vida.

Denominado “Further development of a new asexual blood-stage malaria vaccine candidate”,  este projeto é financiado do Fundo Japonês Global Health Innovative Technology Fund (GHIT), uma parceria público-privada entre o governo do Japão, várias empresas farmacêuticas, a Fundação Bill and Melinda Gates, o Wellcome Trust e o Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas, O GHIT tem como objectivo estimular o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para o tratamento de doenças tropicais negligenciadas.

O Dia Mundial da Luta Contra a Malária assinala-se anualmente a 25 de Abril e tem como objectivo reconhecer o esforço global para o controlo efectivo da malária, sublinhar os avanços e apelar à acção e ao investimento de forma a acelerar o progresso contra a doença.

“A vida ensina-nos a saber quais são as prioridades”

É professora e investigadora em Informática na Escola Superior de Tecnologia do IPCA. Quem é a Maria Manuela Cruz Cunha?

Estudei Engenharia de Sistemas e Informática na Universidade do Minho (UM) quando um computador ocupava uma sala. No início trabalhei ligada à universidade, mas as empresas e a produção industrial atraíam-me muito, e montei uma empresa informática, fui engenheira numa empresa têxtil, consultora de empresas industriais e gestora de uma organização de interface da UM. O meu doutoramento em Engenharia de Produção e Sistemas foi, por isso, uma escolha natural e fi-lo com um orientador da UM e outro da Universidade de Massachusetts. Era essencial para mim a dimensão internacional (por pouco não fiquei em Boston). Só no final dos anos 90 optei pela vida académica, atraída pela possibilidade de ajudar a construir uma escola de tecnologia numa instituição de ensino superior que se começava a desenhar na região do Cávado e do Ave e por acreditar verdadeiramente no poder das tecnologias para ajudar as pessoas.

Nasci em Luanda e vim para Portugal com 10 anos. Por isso gosto tanto do mar e de música com ritmo para dançar. Diz, quem me conhece bem, que sou distraída, que passo horas intermináveis ao computador, mas acham graça ao meu sentido de humor e ao facto de gostar, ainda e sempre, de Fellini e dos clássicos da literatura.

Autora e editora de mais de 30 livros e 150 artigos, é, ainda, o rosto e a voz de conferências internacionais na área das tecnologias, uma área ainda muito associada ao sexo masculino. Numa sociedade que impõe limites às mulheres, é fácil conciliar a vida pessoal com uma carreira profissional de sucesso?

Sou da geração de engenheiros informáticos com formação de banda larga. Hoje o paradigma é outro. O curriculum dos cursos tecnológicos é muito mais convergente e as outras áreas do conhecimento dependem da informática para o seu desenvolvimento. Temos de pensar de forma integrada com a humildade de aceitar outros conhecimentos que não passaram por nós. O que me atrai no que faço é conhecer diariamente talentos com novas motivações que nunca me tinham ocorrido. Por isso a troca de ideias é tão fundamental! As conferências em cuja organização participo e os livros que produzo surgiram desta necessidade.

Realmente não existem muitas mulheres nesta área. O Fórum Económico Mundial em 2016 salienta o grave problema que isso representa para o crescimento económico sustentável da sociedade, considerando os benefícios que talento, inovação e tecnologia têm como pilares essenciais da Quarta Revolução Industrial. Apenas 30% das mulheres trabalham em tecnologias e a esta escassez acresce o seu persistente desinteresse por esta área. O desafio será mostrar às jovens os novos horizontes da economia digital e o interesse de escolherem carreiras ligadas à ciência, tecnologia engenharia e matemática (STEM) para não ficarem excluídas deste novo modelo económico.

Nunca senti limites por ser mulher, mas sei que existem em outros contextos. Quando passei pela indústria, no final dos anos 80,  conheci a realidade das mulheres em profissões pouco qualificadas e com salários desiguais. Por sinal, no IPCA a representação feminina na gestão é elevada; a presidência é ocupada por uma mulher e a vice-presidência é atribuída a um homem e a uma mulher.

Tenho a sorte de ter uma excelente retaguarda na minha vida pessoal, que me dá liberdade para fazer aquilo que gosto. Os homens com quem trabalho são cheios de qualidades, altamente competentes, e devo-lhes grande parte dos meus resultados. Tento dividir o tempo entre o trabalho, a família e o lazer. No início da minha carreira o trabalho esteve em primeiro plano, chegando mesmo a estar antes de mim… Mas a vida vai-nos ensinando as prioridades.

O IPCA comemora 25 anos de Ensino Superior Público. São 25 anos de…?

Somos a mais jovem instituição pública de ensino superior. Hoje temos mais de 4500 estudantes que se dividem por quatro escolas, em cursos de TeSP, Licenciatura e Mestrado. Em 25 anos o IPCA tornou-se uma referência nacional e tem uma dinâmica importante para o desenvolvimento da região, em grande medida fruto da visão do recém-desaparecido Professor Doutor João Carvalho, que presidiu ao IPCA até 2016. Em particular a Escola Superior de Tecnologia (EST) foi pioneira em cursos como a Engenharia e Desenvolvimento de Jogos Digitais.

Que atividades tem previstas ao nível de temas como a transformação digital, indústria 4.0, cibersegurança?

O grande desafio da EST é, atualmente, o reconhecimento pela FCT do Laboratório de Inteligência Artificial Aplicada – 2Ai, um centro de investigação que vai albergar as atividades nesses temas. Vamos iniciar uma pós-graduação em Cibersegurança e Informática Forense, organizamos a Semana Industry 4.0, coordenamos a edição de 2019 do International Symposium on Digital Forensic and Security e participo na organização da CENTERIS 2019 a ter lugar na Tunísia em outubro próximo.

Roupas eletrónicas preparam-se na Universidade de Aveiro para ditar a moda

Fibra têxtil com pixel luminoso incorporado

Atualmente, as roupas eletrónicas são fabricadas através da colagem de dispositivos nos próprios tecidos, tornando-os rígidos e suscetíveis de se estragarem com facilidade. Este trabalho, desenvolvido em parceria entre o CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro (uma das unidades de investigação das UA), o centro de investigação em têxteis CENTEXBEL (Bélgica) e a Universidade de Exeter (Inglaterra), integra os dispositivos eletrónicos no tecido, revestindo fibras eletrônicas com componentes leves e duráveis que permitirão que imagens e sinais luminosos sejam mostrados pelo próprio tecido.

Fibras têxteis com pixels luminosos incorporados

 

Os investigadores garantem que a descoberta pode revolucionar a criação de dispositivos eletrónicos vestíveis para uso numa variedade de aplicações diárias, seja no simples acesso ao email através da roupa, seja na monitorização do estado de saúde através de sensores que permitem medir, por exemplo, a frequência cardíaca e a pressão arterial, e avisar quando algo está mal.

“É uma técnica que permite integrar dispositivos baseados em grafeno diretamente em fibras têxteis, mantendo o aspeto, flexibilidade e toque do tecido. Para já, criámos sensores de toque, tal como os usados nos écrans sensíveis ao toque, e dispositivos que emitem luz”, explica Helena Alves, investigadora do CICECO.

A coordenadora do trabalho realizado na UA garante que “a combinação destes dispositivos permite, por exemplo, criar ‘touch-screens’ em tecidos ou objetos revestidos com têxteis, para visualizar informações”. E como os dois dispositivos foram fabricados usando métodos compatíveis com métodos e requisitos industriais, torna possível a respetiva produção industrial.

Soraia Pereira distinguida com pré´mio SPE 2018

O prémio será atribuído a 28 de novembro, pelas 14h30, numa cerimónia pública a realizar no campus de Ciências ULisboa, no edifício C6, sala 6.4.30, durante a Sessão Comemorativa do 38.º Aniversário da SPE.

De acordo com a Direção da SPE, o trabalho laureado “Spatio-temporal models for georeferenced unemployment data” apresenta um método que “contribui fortemente para a área das estatísticas oficiais, na medida em que incorporando informação geoespacial permite fornecer estimativas de desemprego com boa precisão”.

Atualmente, Soraia Pereira desenvolve a sua investigação no âmbito do projeto “Projeções do mercado farmacêutico em pequenas áreas”, que resulta de uma parceria entre o CEAUL e a empresa hmR – Health Market Research. As suas áreas de interesse são a Estatística Espacial, Estatística Bayesiana e estimação em pequenos domínios.

Como saber se o animal é feliz?

Disse Darwin que animais e humanos expressam as mesmas emoções. Aliás, aponta o Popular Science que“golfinhos, vacas, chimpanzés, cão e ate esquilos processam emoções de forma similar a nível cerebral” o que leva a crer que tais espécies experienciam emoções básicas como medo, raiva e alegria.

Há contudo quem defenda a ideia oposta: a de que o não existem emoções, nem tão pouco para os humanos. O que se vê é, defendem alguns, reações mentais de respostas a estímulos.

Muito provavelmente, esta ultima ideia não é apoiada por quem tem animais – principalmente cães – alegando saber quando é que o seu patudo está feliz pelo mexer da cauda, forma como ladra e outros comportamentos.

O mesmo se passa com os pinguins que, embora não tenham expressão facial, quando emitem sons e ‘beijam’ o rosto dos da mesma espécie, “não há outra conclusão a apontar que não seja a felicidade”,refere Adélie, cientista que se focou no estudo desta espécie

Para estes, e cientistas menos céticos, é através do comportamento que se pode analisar as emoções dos animais irracionais, algo que se torna difícil por, tal como as pessoas, também não existirem dois animais iguais por isso, alerta a publicação, um cão abanar a cauda ou um gato fazer ronrons não indica, necessariamente felicidade. Mas há casos em que a resposta cerebral permite apontar uma emoção que é desenvolvida da mesma forma em vários mamíferos, mesmo que o estimulo a tal emoção seja diferente.

Num estudo feito o ano passado, por exemplo, vários cães foram expostos à situação de ver o seu dono dar comida a um cão artificial de aspeto muito realístico. Da análise cerebral concluiu-se que, quando perante aquela situação, os cães que demostraram uma atitude mais agressiva apresentavam ativação da amígdala, o mesmo que acontece no ser humano quando sente ciúmes.

Outro estudo, desenvolvido já este ano, aponta que os cavalos que vivem ao ar livre relincham muito mais que os que vivem fechados em estábulos, tal aspeto foi analisado, de onde se associa, em certos casos, um som mais forte e frequente aos animais mais felizes, o mesmo acontece com rinocerontes e antas. No caso dos humanos, os cientistas equiparam o suspiro.

Então, como saber se o animal está feliz?

Na tentativa de responder a esta comum questão, inúmeros estudos foram feitos, alguns dos quais já se referiu aqui. Fizeram-no pela analise cerebral, interpretação visual a vastas amostras ou avaliação sonora (além da dos relinchos dos cavalos, outro cientistas alterou as frequências sonoras para conseguir captar os sons – não captados pelo ouvido humano – emitidos quando os ratos brincam uns com os outros, é o mesmo som que emitam quando recebem cócegas).

Quanto à análise por parte de cada dono de animais de estimação, resta interpretar cada comportamento com base naquilo que conhece do seu próprio animal, certo de que os animais têm de facto emoções.

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