Inicio Tags IPP

Tag: IPP

Politécnico do Porto: Uma Estratégia de sucesso na internacionalização

A estratégia de internacionalização do Instituto Politécnico do Porto tem-se baseado em cinco princípios: dinamização da mobilidade internacional; orientação para a internacionalização ligada à empregabilidade; aposta em espaços geográficos fora da Europa; articulação com investigação e inovação; e criação de uma cultura de participação e liderança em projetos especiais.

O Politécnico do Porto tem feito evoluir significativamente o número de mobilidades de estudantes, professores e demais funcionários, nos 2 sentidos (incoming e outgoing). É hoje uma das Instituições de Ensino Superior (IES) em Portugal com mais mobilidade internacional, incluindo estudantes internacionais. Para tal foi importante termos adotado uma política de suporte a todas as mobilidades de estudantes nossos que pretendessem ir para outro país ao abrigo do Programa Erasmus+. Foi também importante darmos condições para a vinda de estudantes de outros países (in). Em ambos os sentidos apostámos nas mobilidades para estudos e para estágios.

É através das mobilidades do tipo estágio que temos incentivado a ligação à empregabilidade, através do projeto NOWPORTUGAL, um consórcio constituído pelos Politécnicos públicos do Norte de Portugal.

Uma aposta diferenciadora que iniciámos foi a participação e sobretudo liderança em projetos especiais do Erasmus+. Somos a a única IES de Portugal que lidera uma Knowledge Alliance, o projeto Universities of the Future (Indústria 4.0). Estamos no lote das duas IES portuguesas que lideram mais projetos do tipo Capacity Building, liderando os projetos VISIR+ (Laboratórios Remotos) e o LAPASSION (Projetos Multidisciplinares). Somos a IES que lidera mais projetos do tipo Parceria Estratégica, num total de 4 projetos: EFinLit (Literacia Financeira), BlendedAIM (Aprendizagem Mista), I-ACE (Comunicação e Aprendizagem) e DRIVE-MATH (Matemática). Há ainda que referir mais cerca de 30 parcerias estratégicas e 6 projetos do tipo Capacity Building onde somos parceiros. São projeto muito exigentes em termos de preparação e em concursos altamente competitivos, com taxas de aceitação na ordem dos 10 a 15%.

A ligação a espaços geográficos fora da Europa foi outra área de sucesso. Grandes projetos de internacionalização liderados por nós envolveram países como Argentina (projetos VISIR+ e GMOsensor – Alimentos Geneticamente Modificados), Brasil (VISIR+, LAPASSION, GMOsensor e ELECON – Eficiência Energética), Chile (LAPASSION), Coreia do Sul (EKRUCAmI – Ambientes Inteligentes), Estados Unidos (DREAM-GO – Redes Elétricas Inteligentes) e  Uruguai (LAPASSION). Acrescem a estes os nossos projetos de International Credit Mobility com países tão diversos como a África do Sul, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Brasil, Coreia do Sul, Montenegro, Russia e Sérvia. Particular realce merece o Brasil, onde adotámos uma abordagem transversal de atuação, com projetos, duplas-titulações, mobilidades, estudantes internacionais e uma rede de mais de 50 parcerias em funcionamento com IES. O Politécnico do Porto é a única IES de Portugal com memorandos de entendimento assinados diretamente com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) do Brasil. Hoje o Politécnico do Porto é uma das instituições europeias mais conhecidas no Brasil, graças a esta política transversal.

Normalmente as IES têm duas áreas separadas: a da investigação e inovação, centrada na vertente científica, altamente internacionalizada através de projetos de programas como o Horizon 2020; e a da internacionalização e mobilidade, orientada sobretudo para projetos do programa Erasmus+. Mas não devem ser mundos separados e o Politécnico do Porto compreendeu isso, identificando programas de I&D orientados para a mobilidade internacional de investigadores, sobretudo nas ações Marie Curie do Programa Horizon 2020. Projetos como o ELECON, EKRUCAmI, GMOsensor e DREAM-GO são projetos desses programas, liderados por alguns dos principais investigadores do Politécnico do Porto.

Quando queremos incrementar a nossa internacionalização em um ou mais graus de magnitude importa apostar em ações que agreguem vários objetivos. Foi isso que fizemos no Politécnico do Porto e por isso a nossa estratégia de internacionalização teve tanto sucesso. Mas claro, nada se constrói sem muito trabalho e o sucesso merece ser repartido por todos os que acreditaram na estratégia delineada!

DREAM-GO

Nome:
Enabling Demand Response For Short And Real-Time Efficient And Market Based Smart Grid Operation – An Intelligent And Real-Time Simulation Approach

Referência: H2020-MSCA-RISE Grant Agreement no. 641794

Programa: Horizon 2020 – Marie Curie Actions – RISE

Responsável: Profª. Zita Vale

Orçamento: 2,16 milhões de euros

Duração: 2015-2019

Parceiros:
Politécnico do Porto (PT), Universidade de Salamanca (ES), Universidade de Clemson (US), Virtual Power Solutions (PT); Nebusens (ES), S.L Discovergy GmbH (DE)

Resumo:

O projeto DREAM-GO combina um lote de parceiros académicos da Europa e Estados Unidos da América, com competências em Sistemas Elétricos de Energia e Inteligência Artificial e um conjunto de empresas Europeias com vista a desenvolver as Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids) do futuro que reúnam o potencial de responder à demanda energética em tempo-real e enquadrada nos novos paradigmas dos Mercados de Energia.

LAPASSION

Nome:
Latin-America Practices and Soft Skills for an Innovation Oriented Network

Referência: 585687-EPP-1-2017-1-PT-EPPKA2-CBHE-JP

Programa:
Erasmus+ Capacity Building
for Higher Education

Responsável: Prof. Carlos Ramos

Orçamento: 999.310,00 euros

Duração: 2017-2020

Parceiros:
Politécnico do Porto (PT), Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere (FI), Universidades de Vigo e de Salamanca (ES), Institutos Federais Sul-Riograndente, Triângulo Mineiro, Goiás, Maranhão e Amazonas (BR), Universidade da República e Universidade Tecnológica (UY), Universidade Católica e Instituto Professional DUOC (CL), Conselho de Reitores – CONIF (BR), Associação de Empresas de Portugal – AEP (PT)

Resumo:

O projeto LAPASSION visa o desenvolvimento de competências transversais e de inovação nos estudantes, através de projetos multidisciplinares desenvolvidos por alunos de diferentes países, graus académicos e áreas científicas, levando ao paradigma de “P”BL –“Passion”-based Learning e dando resposta a desafios lançados por empresas.

UoF

Nome:
Universities of the Future – Collaborative digital shift towards
a new framework for industry and education

Referência: 588409-EPP-1-2017-1-PT-EPPKA2-KA

Programa: Erasmus+ Knowledge Alliance

Responsável: Prof. Rui Coutinho

Orçamento: 967.010,00 euros

Duração: 2018-2020

Parceiros:
Politécnico do Porto (PT), IKEA Industry (PT), Agência Nacional de Inovação (PT), Universidade de Aalto (FI), Consair Oy (FI), TEK (FI), Politécnica de Varsóvia (PL), Willson & Brown (PL), PKA (PL), Platoniq (ES), JuntaDigital (PT), Inovamais (PT), AYY (FI)

Resumo:

O conceito de Indústria 4.0 requer adaptação pró-ativa por empresas / indústrias, IES e governos. Uma das principais preocupações é a transformação das ocupações para uma cultura digital, onde algumas ocupações são ameaçadas, outras estão a crescer e novas ocupações irão emergir. O projeto UoF abordará a lacuna existente na oferta de ensino superior através do desenvolvimento de abordagens inovadoras e multidisciplinares para o ensino e a aprendizagem.

VISIR+

Nome:
Educational Modules for Electric and Electronic Circuits Theory and Practice following an Enquiry-based Teaching and Learning Methodology

Referência: 561735-EPP-1-2015-1-PT-EPPKA2-CBHE-JP

Programa:
Erasmus+ Capacity Building for Higher Education

Responsável: Prof. Gustavo Alves

Orçamento: 668.058,00 euros

Duração: 2015-2018

Parceiros:
Politécnico do Porto (PT), Universidade de Deusto (ES), Universidade Técnica de Blekinge (SE), Universidade de Ciências Aplicadas Carinthia (AU), Universidade e Instituto Federal de Santa Catarina (BR), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (BR), ABENGE (BR), Universidades Nacionais de Rosário e de Santiago del Estero (AR)

Resumo:

O projeto tem por finalidade desenvolver Laboratórios Remotos. O conceito está relacionado com a capacidade de um Laboratório com existência física real poder ser controlado à distância, permitindo que um mesmo laboratório possa receber várias experiências ou uma experiência possa ocorrer em vários laboratórios.

Referência na mobilidade internacional

Nos últimos anos o número de estudantes estrangeiros em Portugal não tem parado de crescer. São cerca de 34 mil. Isto coloca as instituições à prova?

A presença crescente de estudantes estrangeiros nas instituições de Ensino Superior portuguesas atesta a atratividade das instituições ao mesmo tempo que fomenta uma procura de melhoria constante que reforce a visibilidade e a capacidade de captar também estes estudantes, num contexto cada vez mais competitivo ao nível do Ensino Superior.

No último grande estudo do Programa Erasmus, em 2013/14, o Politécnico do Porto foi a sexta instituição a acolher mais estudantes ao nível nacional, evidenciando a atratividade do P.PORTO para os estudantes internacionais. Desde essa altura temos aumentado sucessivamente o número de alunos internacionais que recebemos, sendo que em 2017 tivemos cerca de 1500 alunos em mobilidade ou internacionais.

O nosso país é considerado um dos destinos favoritos de quem quer estudar fora. Que impacto tem o crescente número de estudantes internacionais nas instituições?

O P.PORTO recebe anualmente um número crescente de estudantes de intercâmbio, bem como de estudantes internacionais. Acolher e integrar estes estudantes é um aspeto fundamental da internacionalização em casa, e é alvo de melhoria contínua ao nível do apoio a estes estudantes. As instituições portuguesas e também o Politécnico do Porto são cada vez mais multiculturais, enriquecidas pela diversidade e pela partilha, o que contribui para promover uma cidadania global.

O impacto do fluxo de estudantes internacionais repercute-se ainda no reforço da rede de parceiros internacionais e traduz-se também na cooperação em projetos internacionais.

O Programa Erasmus tem já 30 anos de existência. Como tem vindo o Politécnico do Porto a acompanhar a evolução da mobilidade internacional dos estudantes? Que importância assume este programa para o IPP?

O Politécnico do Porto participa de forma ativa e crescente no programa Erasmus desde o seu início e a mobilidade de estudantes constituiu um forte pilar da internacionalização da instituição. O P.PORTO tem promovido as mobilidades de estudantes para estudos e estágios, apoiando financeiramente todos os estudantes nos últimos três anos. Conhecendo a mais-valia da experiência de mobilidade de estudantes na promoção da empregabilidade, no desenvolvimento de competências transversais valorizadas pelo mercado de trabalho, esta tem sido uma forte aposta da instituição.

Ao nível do Programa Erasmus + e com o objetivo de Mobilidade, o P.PORTO detém projetos no âmbito da Mobilidade Individual, de Consórcio Erasmus, e também projetos de Mobilidade Internacional Acreditada (ICM), estes com mobilidades para fora da Europa, em concreto de e para países tão diversos tais como o Brasil, a Rússia, a Bósnia- Herzegovina, a Coreia do Sul, a Albânia, o Kosovo, Montenegro, a Sérvia e ainda a África do Sul.

O programa Erasmus + em dez anos já levou mais de 1700 professores e funcionários para fora. Este é também um objetivo do Politécnico do Porto, apostar no desenvolvimento dos professores e funcionários?

O P.PORTO revela uma curva ascendente ao nível das mobilidades Erasmus + para missões de ensino e de formação, com cerca de 150 mobilidades OUT e 250 mobilidades IN em 2016/2017, que evidenciam uma maior apetência por parte de docentes e funcionários para realizar estas mobilidades, pelo reconhecimento do enriquecimento profissional e cultural, levando mais longe o nome da instituição, partilhando métodos de ensino e de trabalho que fomentam a confiança e o crescimento das instituições. Estas mobilidades reforçam e estendem a rede de parceiros internacionais do P.PORTO e potenciam novos níveis de cooperação e de colaboração ao nível de projetos e da investigação, o que concorre para uma maior atratividade da instituição.

O Politécnico do Porto abraçou o EKRUCAmI [Europe-Korea Research on Ubiquitous Computing and Ambient Intelligence]. Qual a importância deste projeto e o impacto do mesmo?

O P.PORTO tem um grupo de I&D muito ativo na área da Ambient Intelligence, o GECAD. Este projeto visa juntar os mundos da Internacionalização e Mobilidade com a I&D e ao mesmo tempo abraçar novos espaços geográficos, neste caso a Coreia do Sul, um país muito desenvolvido, com empresas muito fortes, sobretudo no setor da indústria automóvel, eletrónica e telecomunicações. O foco do projeto foi a mobilidade de investigadores e foram obtidos excelentes resultados sobretudo para áreas como a Saúde e Apoio à Decisão. A Ambient Intelligence é uma área onde se criam ambientes inteligentes com os quais o ser humano interage e que são sensíveis ao contexto, incorporando tecnologia de um modo não obstrutivo e adaptando-se ao ser humano através de processos de aprendizagem automática. Esta experiência de junção dos mundos da I&D com o da Internacionalização e Mobilidade em espaços geográficos fora da Europa tem sido feita com outros projetos, em áreas como a Energia, Alimentos, Laboratórios Remotos e outros domínios multidisciplinares, visando países como o Brasil, Estados Unidos da América, Argentina, Uruguai e Chile.

Através da ação-chave Knowledge Alliances Politécnico do Porto vai integrar a partir de janeiro um projeto internacional que visa encontrar soluções que permitam contrariar a substituição de pessoas por robots no mercado de trabalho. O que implica a parceria e a envolvência num projeto desta magnitude?

Hoje estamos a passar por uma nova revolução industrial, a que chamamos Indústria 4.0, que junta as novas tecnologias do mundo digital com a automação das fábricas. Há um grande receio que o fenómeno da Indústria 4.0 venha a retirar emprego ao ser humano, não apenas nas tarefas mais repetitivas, onde tal já vinha a acontecer, mas sobretudo nas tarefas que necessitam maior inteligência. Importa é que se atue atempadamente e se perceba como o ser humano vai coexistir com essa realidade. Se é verdade que se perderão empregos também surgirão novos empregos. Nesta perspetiva surge o projeto UoF (University of the Future), o único projeto Knowledge Alliance liderado por uma Instituição de Ensino Superior portuguesa, o P.PORTO, através da Porto Design Factory, com parceiros portugueses, tais como a IKEA, a Agência de Inovação, a Inovamais e a Junta Digital, e outros países como a Finlândia, a Polónia e Espanha.

O Politécnico do Porto integra, ainda, o projeto Consórcio Erasmus NOW Portugal  (NOrth Working Portugal). Qual é o propósito deste Consórcio?

O Consórcio Erasmus NOW Portugal integra, para além do Politécnico do Porto os Institutos Politécnicos de Bragança, do Cávado e do Ave, e de Viana do Castelo. Este Consórcio, gerido pela APNOR Associação dos Institutos Superiores Politécnicos da Região Norte de Portugal, visa fomentar a empregabilidade de estudantes e recém-graduados através dos estágios Erasmus+, reforçando a aproximação ao tecido empresarial com parceiros no mercado de trabalho do Norte de Portugal e apostando na colaboração com outros Consórcios Erasmus e empresas ao nível Europeu. As mobilidades de docentes e de funcionários assentam na mesma estratégia de promoção da empregabilidade, sendo também promovidas mobilidades a convite de peritos de instituições europeias visando desenvolver as competências dos estudantes ao nível da inserção no mercado de trabalho.

A mobilidade internacional de estudantes é, sem dúvida, um dos principais vetores da estratégia de desenvolvimento do P.PORTO?

A mobilidade internacional de estudantes faz parte da estratégia de internacionalização do Politécnico do Porto, através do programa Erasmus + e de outros programas como as Bolsas Luso-Brasileiras e Ibero-americanas (Banco Santander-Totta), o programa de bolsas de Mobilidade para o Brasil (MPB) e outras mobilidades no contexto de duplas titulações e de protocolos de cooperação.

É também uma aposta da instituição a participação e a liderança de projetos internacionais que elevam a credibilidade e a visibilidade da instituição. A cooperação do P.PORTO com o Brasil é um sucesso pela forte colaboração com diversas Instituições de Ensino Superior, com um aumento da captação de estudantes internacionais, e de cooperação no estabelecimento de duplas titulações e de equivalência de diplomas e ainda ao nível da investigação.

 

EMPRESAS