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ISCTE conquista acreditação detida por menos de 5% das escolas de gestão do mundo

É uma espécie de galardão que todas as escolas de gestão ambicionam ter e que a ISCTE Business School acaba de conseguir. Na sua reunião de agosto, a Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB) decidiu acreditar mais esta instituição de ensino em Portugal, que se junta assim à Católica-Lisbon SBE e à Nova School of Business and Economics.

Em todo o mundo existem 760 escolas de gestão acreditadas pela AACSB, num total de cerca de 16 mil. Ou seja, menos de 5% ostentam este selo. Em Portugal são agora três, sendo que todas elas ficam em Lisboa.

“Desta forma, a capital do país passa a formar, juntamente com Londres, Paris, Madrid e Helsínquia, o grupo restrito de capitais europeias com mais de duas escolas de gestão acreditadas por esta agência”, destaca a instituição de ensino.

Na lista de escolas acreditadas figuram a Harvard Business School, MIT Sloan School of Managemente, Babson Colege, London Business School, HEC Paris, SDA Bocconi ou St. Gallen, só para dar alguns exemplos. E se algumas destas não precisam de fazer qualquer esforço de promoção e divulgação, para a maioria poder apresentar no seu site o selo da AACSB é mesmo uma mais-valia, reconhecível por potenciais alunos – e professores – de todo o mundo que todas querem recrutar, numa competição cada vez mais intensa.

OBJETIVO: A “TRIPLE CROWN”

O topo do reconhecimento internacional acontece quando aos selo da AACSB se juntam as acreditações da Equis (uma associação de acreditação europeia) e da AMBA (Association of MBAs). As três acreditações juntas são conhecidas no meio como a “triple crown”.

Em Portugal, só a Nova SBE e a Católica-Lisbon SBE a detêm. O próximo objetivo para o ISCTE será pois a conquista do selo da Equis, o único que lhe falta para se juntar às 76 escolas de gestão do mundo que conseguiram até agora esta tripla acreditação.

Para José Paulo Esperança, dean da ISCTE Business School, este reconhecimento da AACSB é “extremamente valioso mas natural para a escola que foi pioneira no ensino da gestão em Portugal e que, desde 1972, é referenciada como líder”. Os responsáveis da instituição explicam que a AACSB considera que a escola “cumpre ou excede os critérios estabelecidos pela agência e que tem com pontos fortes uma abordagem de ensino fortemente centrada no aluno, muito aplicada e próxima das empresas, possuindo uma plataforma informática que é provavelmente a melhor do mundo em termos de clareza, utilidade das funcionalidades e abrangência”.

Escola de turismo do ISCTE custará entre oito a dez milhões de euros

A nova escola universitária vai ser financiada pela venda de uma parcela de terreno do ISCTE, que será utilizada para a construção de dois hotéis — um de quatro ou cinco estrelas e um low cost para estudantes, docentes e investigadores -, a funcionarem, obrigatoriamente, em articulação com a escola de turismo, referiu o reitor à agência Lusa.

“Há-de ser a primeira vez que uma universidade pública compra o terreno e constrói sem financiamento público”, afirmou Luís Reto, criticando que “o Estado não financia os custos correntes quanto mais os custos de investimento”.

Segundo o reitor do ISCTE, o financiamento por parte do Estado “tem diminuído todos os anos”, pelo que as universidades têm que arranjar receita própria para se conseguirem expandir.

O objetivo da universidade é criar “uma escola dedicada ao ‘hospitality & tourism management’ e à gastronomia de alto nível”, revelou, referindo que permitirá a formação de executivos, mestrado, doutoramento e investigação na área.

“Portugal é um dos 20 destinos turísticos do mundo e a ambição é ter uma escola que esteja ao mesmo nível internacional e que atraia também estudantes internacionais nesta área”, defendeu Luís Reto, considerando que a instituição “não tem qualquer hipótese de nas instalações atuais desenvolver nova atividade”, por estarem “completamente sobrelotadas”.

Em 2011, o ISCTE comprou um terreno à Parpública – empresa gestora das participações públicas – por 9,2 milhões de euros, valor que será liquidado até ao início de 2016, informou o responsável da instituição universitária, acrescentando que este ativo será utilizado para construir o novo edifício escolar, através da venda de uma parcela para a construção de dois hotéis.

“Precisamos de fazer esta alienação, porque não temos dinheiro para construir o nosso edifício. Temos é um terreno”, expressou.

O terreno onde vão ser construídas as duas unidades hoteleiras e a escola de turismo localiza-se junto ao campus do ISCTE-IUL, na Avenida das Forças Armadas, freguesia de Alvalade, no local onde hoje funciona a sede do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que, desde 2011, paga à universidade uma renda de 560 mil euros por ano e cujas infraestruturas serão demolidas aquando o início do novo projeto.

“Já vai em dois milhões e tal de rendas pagos pelo IMT”, disse Luís Reto, referindo que ao descontar o valor recebido das rendas ao preço pago pelo terreno [9,2 milhões de euros] o investimento passa a ser cerca de sete milhões.

Questionado sobre a possibilidade de criar a nova escola sem construir os hotéis, o reitor do ISCTE considerou que as unidades hoteleiras são “um complemento do projeto”, reforçando que “não há nenhuma grande escola do mundo que não tenha hotéis de aplicação” para que os estudantes possam ter aulas práticas de gestão hoteleira e de gastronomia.

“Não vamos construir hotéis, nem gerir hotéis”, frisou o responsável do ISCTE, explicando que o projeto será colocado a concurso público internacional, tendo como permuta construir o edifício escolar, orçamentado “entre os oito e 10 milhões de euros”.

Na quarta-feira, a Câmara de Lisboa aprovou o pedido de informação prévia apresentado pelo ISCTE-IUL para construir dois hotéis, com os votos contra do PCP e abstenção do CDS e de um vereador dos Cidadãos por Lisboa.

“Entre fevereiro e março teremos o concurso na rua”, disse Luís Reto, revelando que o projeto tem despoletado o interesse nacional e, principalmente, internacional, pelo que a construção dos edifícios poderá começar em 2016.

Fundando em 1972, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa passou a designar-se ISCTE-IUL em 2009 quando a instituição passou para o regime de fundação pública de direito privado.

Ali estudam cerca de 9.000 estudantes.

Lidl quer recrutar nas universidades

Lidl

A Lidl Portugal pretende captar capital humano de excelência e está à procura de jovens talentos nas universidade portuguesas.

A semana passada a empresa esteve na Universidade Católica, onde promoveu um encontro com jovens estudantes daquela instituição num evento de networking, com o objetivo de dar a conhecer a 24 alunos da Universidade Católica as oportunidades de carreira dentro da empresa.

No próximo dia 28 novembro, a Lidl irá marcar presença no Pitch Bootcamp do ISCTE, um acelerador de competências que, em dois dias, aproxima 100 jovens estudantes e recém-licenciados de 101 empresas.

No primeiro dia os participantes estão em contacto com as ferramentas necessárias para que possam explorar as suas competências, compreender a sua proposta de valor, perceber o que as empresas procuram, como se devem apresentar e, em última análise, o que podem fazer para construir uma boa carreira. Já no segundo dia fazem um Pitch aos júris e mentores, constituído pelo mundo das empresas entre CEO, diretores de Marketing, gestores de Produto, diretores de RH e managers, para recolher feedback e explorar oportunidades de trabalho, estágios ou visitas a empresas.

Para além destas ações concretas, o Lidl mantém uma “forte estratégia de recrutamento no mercado português”, disponibilizando para o efeito um website dedicado a oportunidades de carreira em empregos.lidl.pt, onde dá a conhecer a empresa e as diferentes áreas e oportunidades para futuros talentos fazerem parte da equipa.

A cadeia de hard discount é também uma presença assídua em Feiras de Emprego e em plataformas digitais de recrutamento como o LinkedIn ou o The Talent City.

ISCTE lança conferência sobre gestão nos países lusófonos

ISCTE-IUL

“Anualmente juntamo-nos num país diferente para discutir quais as melhores práticas de cooperação entre países”, afirma a coordenadora do gabinete de Career Services e Alumni do ISCTE, Marina Ventura, citada no comunicado que sublinha que o ISCTE-IUL tem mais de 7 mil antigos alunos das várias nacionalidades lusófonas.

“A conferência inaugural da Cátedra de hoje tem exatamente o espírito de promoção do ‘network’ entre Portugal e os países da Lusofonia”, explica Marina Ventura, que aponta que o responsável da brasileira Fundação Getúlio Vargas, Roberto Pimenta, “vem falar sobre as práticas de administração pública no Brasil, um mercado que interessa às empresas de todos os países de língua portuguesa”, ao passo que Eurico Brilhante Dias falará sobre transportes e logística e José Paulo Esperança, diretor da ISCTE Business School, falará sobre parcerias, governo, sociedade e mercado.

A intervenção de José Paulo Esperança incidirá sobre vários pontos em que a cultura de gestão nos países da Lusofonia tem, claramente, margem para evoluir.

“Desde logo o acesso ao mercado de capitais: é necessário pensar como reduzir os níveis de endividamento das empresas através de uma gestão mais eficiente e do acesso a novas fontes de financiamento, alternativas à dívida”, lê-se no comunicado.

A próxima conferência realiza-se no Rio de Janeiro, sendo expectável que as seguintes se realizem noutros países lusófonos.

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