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Soares considera caso das bofetadas “uma palhaçada”

O caso das bofetadas que levou à sua demissão, não passou de “uma palhaçada” para João Soares. O antigo ministro disse ao Expresso que se demitiu porque “acredita no projeto de António Costa”, mas também porque não quer ver a sua liberdade de expressão limitada por um cargo. Promete entrevista nas próximas semanas para esclarecer tudo.

Na edição deste sábado do Expresso, João Soares afirma que aos 66 anos “nunca deixou de dizer fosse o que fosse que pensasse”. “Só aceito que me respeitem assim”, garantiu o socialista qualificando o caso das bofetadas (prometidas aos colunista do Público, Augusto M. Soares e Vasco Pulido Valente) como “uma palhaçada” e não terá gostado da maneira como o primeiro-ministro repreendeu a sua ação publicamente.

Soares foi ter com Costa a São Bento na manhã de ontem e demitiu-se antes de o primeiro-ministro partir para o Porto. João Soares vai agora tirar dois ou três dias para descansar, estando a ponderar uma uma ida a Paris ou dois ou três dias no Algarve. O antigo ministro promete mais esclarecimentos quando voltar numa entrevista na televisão.

Em entrevista ao DN e à TSF – que será publicada na íntegra no domingo – António Costa afirmou que João Soares “teria autoridade [para continuar], com certeza”. No entanto, o Público avança que o primeiro-ministro já estaria insatisfeito com a ação do ministro e que não terá concordado com a forma como João Soares anunciou a demissão de António Lamas nem com a nomeação de Elísio Summavielle, novo presidente do CCB.

Demissão de Soares: Os pontos de vista da Direita e da Esquerda

João Soares prometeu “bofetadas” a Vasco Pulido Valente e a Augusto M. Seabra a propósito de críticas que os dois cronistas lhe dirigiram em artigos de opinião.

O primeiro-ministro não gostou e frisou que “nem à mesa do café os ministros se podem esquecer que são membros do Governo”.

Nesta sequência, e depois de várias críticas e pedidos de demissão, o ministro da Cultura deixou de o ser. Apresentado o seu pedido de demissão a António Costa, o Chefe do Executivo não disse que não.

Da parte dos partidos já foram feitas as oficiais e esperadas reações. Saiba o que disseram.

António Carlos Monteiro, deputado do CDS

“Como ontem dissemos, consideramos este episódio lamentável e que não deveria ter acontecido e, por isso, parece-nos esta demissão inevitável, sobretudo depois das declarações de ontem do primeiro-ministro.

Já agora, desejamos que [o primeiro-ministro] aproveite esta oportunidade para que o Governo passe a ter um ministro da Cultura. Até agora só ouvimos falar de João Soares por todas as razões que não a Cultura”.

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

“Esta foi uma demissão absolutamente interna do Governo porque o ministro da Cultura não se demitiu por aquilo que disse, mas por aquilo que o primeiro-ministro disse do que ele tinha dito.

A questão relevante mantém-se e tem a ver com a forma como os membros do Governo pressionam e condicionam o exercício da liberdade de expressão e, nomeadamente, por parte da liberdade de informação dos profissionais da comunicação social e, desse ponto de vista, o Parlamento deve prosseguir o seu esforço de escrutínio.

Esta postura do Governo tem feito escola, porque ela vem também muito do primeiro-ministro que se trata de alguém que, recentemente, tentou condicionar a opinião de um jornalista através do envio de uma SMS. E alguém que esteve neste lugar incitou os jornalistas a não fazerem perguntas ao maior partido da oposição a propósito do Orçamento do Estado”.

Carlos César, presidente do PS

“Compreendo as razões que o Dr. João Soares invocou para a sua demissão e respeito-as. Agora compete ao primeiro-ministro, tendo aceite essa demissão, proceder à nomeação do novo ministro da Cultura. E o assunto está encerrado.

O que aconteceu não é decorrência de qualquer evento de natureza política”.

Ana Mesquita, deputada do PCP

“O PCP considera que, mais do que nos focarmos no episódio que deu origem à demissão, no que temos de nos focar é naquela que vai ser a política que o próximo titular da pasta da Cultura vai seguir.

Defendemos que o próximo ministro tem de se focar na promoção de uma política da Cultura que respeite a Constituição da República Portuguesa, que promova uma política de diálogo com os intervenientes na cultura e que ouça todos na construção daquilo que é a política do setor”

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda

“Não há nenhum problema político. Foi uma decisão individual do ministro. Não nos parece que o Governo fique mais fragilizado. Há um repto que se pode levantar neste momento que é que a Cultura tenha num novo momento político e uma atenção redobrada por parte do Governo. Da parte do Bloco cá estaremos para fazer essa exigência, como não pode deixar de ser.

Todos percebemos que as palavras escritas não foram as corretas e, por isso, esta decisão acontece corretamente para corrigir aquele que foi o momento passado”.

“Minister of what?” João Soares é notícia lá fora

O ‘verniz estalou’ e a polémica instalou-se. Tudo graças a uma publicação que João Soares, ministro da Cultura, fez ontem na sua página no Facebook na qual ameaçou dois conhecidos colunistas portugueses de os agredir com “bofetadas”.

Em causa, recorde-se, estão artigos de opinião escritos por Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente que não abonavam a favor do ministro.

Por cá, os meios de comunicação social fizeram eco do sucedido e lá fora seguiu-se o exemplo com a agência britânica Reuters e a agência espanhola EFE a noticiarem a “promessa” de João Soares.

Basta olhar para o título da notícia da Reuters – “Minister of what? Portugal culture minister wants to slap critics” – para se perceber a critica velada.

O texto explica que João Soares prometeu bofetadas aos dois colunistas portugueses e que por cá já se pede a sua demissão, dando ainda destaque às declarações de Sérgio Azevedo, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, que sugeriu a demissão do governante.

Antes de terminar o artigo, a Reuters frisa que o ministro da Cultura é filho de Mário Soares, o histórico líder socialista e antigo primeiro-ministro e Presidente da República.

No que diz respeito ao país vizinho, também esta polémica foi notícia. A agência EFE noticiou o sucedido com um artigo cujo título é mais sóbrio e factual do que o feito pela Reuters: “João Soares criticado por ameaçar esbofetear colunistas”.

O texto começa por apresentar as declarações do ministro da Cultura para depois recordar o artigo de opinião em que Augusto M. Seabra escreveu que Soares “não tinha qualificações particulares para o cargo”, chamando-o ainda de “derrotado nato, já que perdeu as eleições municipais em Lisboa e Sintra, e também para secretário-geral do Partido Socialista”.

Mais uma vez, e à semelhança do que lê no artigo da Reuters, também a agência EFE termina a notícia recordando que o ministro da Cultura é filho de Mário Soares.

 

Afinal, o Distrito Cultural de Belém não vai avançar

João Soares

“Esta decisão justifica-se pelo não envolvimento no projeto da Câmara Municipal de Lisboa, que deve ser um parceiro privilegiado em qualquer modelo de gestão de uma parte importante da cidade de Lisboa”, esclareceu o Conselho de Ministros em comunicado, emitido após a reunião.

Em janeiro, o ministro da Cultura João Soares já se tinha mostrado contra o projeto liderado pelo presidente do CCB, António Lamas, e cujo objetivo era criar uma gestão conjunta dos museus, monumentos, jardins e equipamentos culturais do eixo Belém-Ajuda, liderada pelo CCB. “Acho absolutamente espantoso que há uns meses, já quase na fase de estertor do anterior Governo, se tome uma decisão daquelas sem se consultar, no mínimo, a Câmara Municipal de Lisboa. (…) parece-me completamente absurda“, disse o ministro, numa visita ao Porto, citado pela Lusa. Foi precisamente esse o argumento do Conselho de Ministros para extinguir a estrutura.

Entre os objetivos do eixo Belém-Ajuda estavam a melhoraria dos equipamentos, onde se incluem o Museu de Arte Popular, o Mosteiro dos Jerónimos e o Jardim Botânico Tropical, e dos acessos na zona. A proposta, tornada pública em setembro, refere, por exemplo, a requalificação das vias urbanas de ligação entre Belém e Ajuda e a “ampliação do Centro Cultural de Belém com a construção dos módulos 4 e 5 inicialmente previstos”. Incluíam-se também nos objetivos a “otimização da gestão de recursos dos bens culturais de Belém” e a criação de uma identidade identificativa da zona, que ficaria conhecida como Distrito Cultural de Belém. Deveria também ser estudado um novo sistema de bilhética sem, no entanto, estar especificado se haveria um aumento dos bilhetes para os visitantes.

Na altura, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, considerou que a aprovação só deveria ser feita pelo novo Governo, uma vez que as eleições estavam próximas. De acordo com o Público, foram gastos milhares de euros na elaboração do plano que agora cai.

Contactado pelo Observador, o gabinete de comunicação do CCB informou que “o Professor António Lamas não presta declarações sobre este assunto”.

Conhecido por prestar poucas declarações, é preciso recuar até ao final de 2014, altura em que sucedeu a Vasco Graça Moura na presidência, para ler a única entrevista que António Lamas deu a um órgão de comunicação social. Ao Público, confirmou na altura que, se não fosse a missão de conceber o novo eixo Belém-Ajuda, provavelmente não teria aceitado o convite. “Portanto, não concebia sentar-me aqui, apesar de a vista ser fantástica, se essa ideia não pudesse ser posta de pé”, disse.

Resta saber se haverá consequências devido à extinção da Estrutura de Missão e se o projeto morreu definitivamente ou se a estratégia pode ser retomada se houver participação da Câmara Municipal de Lisboa. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, não comenta. O Observador também tentou obter um esclarecimento do Ministério da Cultura, mas não obteve resposta.

Museu Berardo nas mãos de Soares

Joe Berardo

Como o SOL noticiou em novembro, o programa de governo do PS prevê a manutenção da coleção em Portugal, cabendo agora a João Soares assegurar junto do comendador as condições para que isso se concretize. E, ainda que seja cumprido esse ponto do programa socialista, não é claro  se as obras continuam em exposição no CCB ou se vão para outro local.

Ano Bosch (mas não por cá)

O 500.º aniversário da morte de Hyeronimus Bosch será celebrado com um extenso programa na sua cidade natal de Hertogenbosch, no sul da Holanda, com música dança, teatro, circo e outras atividades. O ponto alto será no entanto uma exposição que juntará um número nunca antes atingido de obras do mestre:  20 pinturas, 19 desenhos, vários trípticos e painéis.

Mais perto, em Madrid, o Museu do Prado também realiza uma exposição comemorativa do centenário. A mostra conta com empréstimos de instituições de toda a Europa, incluindo do Museu Nacional de Arte Antiga, que cederá a título excepcional o tríptico As Tentações de Santo Antão.

Ainda no capítulo das exposições temporárias, destaque para Serralves, que recebe Wolfgang Tillmans: No Limiar da Visibilidade, com obras do influente fotógrafo alemão de 1995 à atualidade.

Museus faraónicos

Lá fora, aguarda-se a reabertura  do Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA), prevista para Maio. O edifício original, da autoria de Mario Botta, recebeu um acrescento de dez andares, o que faz dele o maior museu dedicado à arte contemporânea nos Estados Unidos.

Em Londres, a Tate Modern também vê o seu espaço expositivo crescer de forma substancial, com uma torre desenhada pela firma Herzog e De Meuron que atinge os mesmos 99 metros de altura da icónica chaminé da central elétrica dos anos 50 (convertida em museu pelos mesmos arquitetos). A inauguração está prevista para junho.

E, no que toca a grandes museus, espera-se ainda a abertura do Louvre Abu Dhabi, uma parceria entre aquele emirato e a instituição francesa. O novo espaço exibirá obras de arte moderna de nomes como Picasso, Gauguin ou Paul Klee.

Como ministro da Cultura, João Soares tutelará a comunicação social

João Soares

A integração da comunicação social pública na esfera de um Ministério da Cultura é uma medida que já estava prevista no programa eleitoral do PS.

Para o PS, a comunicação social pública deverá ter um papel central na difusão da língua portuguesa.

A área financeira das empresas de comunicação social pública, no entanto, será monitorizada pelo secretário de Estado com a tutela do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, deputado eleito por Setúbal e considerado “braço direito” do ministro das Finanças, Mário Centeno.

Nos governos liderados por José Sócrates, a comunicação social pública esteve na direta dependência dos ministros dos Assuntos Parlamentares, primeiro Augusto Santos Silva entre 2005 e 2009, depois Jorge Lacão entre 2009 e 2011.

Com o Governo de coligação PSD/CDS, liderado por Pedro Passos Coelho, este setor passou para a dependência dos ministros adjuntos do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tendo sido primeiro tutelado por Miguel Relvas e depois por Miguel Poiares Maduro.

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