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Aos 16 anos fumam e bebem menos, mas consomem muitos sedativos

Aos 16 anos, os consumos de álcool, tabaco e outras drogas tendem a ser mais baixos entre os adolescentes portugueses do que em relação aos restantes estudantes europeus. Entre os principais indicadores tidos em conta no European School Survey Project on Alchool and other Drugs (ESPAD), um inquérito a mais de 96 mil jovens que completaram 16 anos em 2015 e que é apresentado esta terça-feira, as percentagens de consumo destas substâncias estão abaixo ou na média europeia. Mas há duas exceções. Uma boa, outra má.

Quando se perguntou aos jovens (cerca de 3500 inquiridos em escolas públicas em Portugal) se consomem algum tipo de sedativo e/ou tranquilizante passados pelo médico, 13% responderam que sim. A média entre os 35 países participantes no ESPAD é de 8%.

Os valores estão estabilizados em Portugal, mas são considerados pelos coordenadores do ESPAD no país, e que trabalham junto do SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências), como “muito elevados”.

Já em relação à utilização destes medicamentos sem receita médica, os valores são bem mais baixos (5%) e de nível semelhante à média europeia. O que mostra que o recurso a tranquilizantes e sedativos é uma prática caucionada pelos médicos.

Do lado positivo, salienta-se o consumo muito residual das chamadas “novas substâncias psicoativas”. Se a média europeia indica que 4% dos jovens já experimentaram (até aos 16 anos), em Portugal o valor cai para 1%.

O ESPAD realiza-se de quatro em quatro anos e uma análise a nível europeu e ao longo do tempo indica descidas do consumo de álcool e de tabaco e para uma estabilização da utilização de drogas na maioria dos países europeus, sintetiza o SICAD. Há, no entanto, uma ressalva a fazer: um conjunto de países que passaram a participar no estudo e onde os padrões de consumo são inferiores contribuíram para fazer baixar as médias.

RAPARIGAS FUMAM TANTO COMO OS RAPAZES

Em Portugal a tendência é a mesma. Caíram os consumos (experimentação, corrente e diário) e há agora 37% de jovens a dizer que experimentaram fumar antes dos 16 anos, valor abaixo dos 47% da média europeia.

Entre os que fumam diariamente, os valores são de 9% para Portugal e de 13% a nível global. E entre os países onde há mais jovens a fumar com regularidade encontram-se Itália, Bulgária e Croácia.

Apesar da diminuição do consumo, há outro facto a destacar: as raparigas já fumam tanto ou mais do que os rapazes, evolução que se repete noutros países.

Quanto à ingestão de álcool, também diminuiu e o relatório europeu destaca para Portugal o facto de bastante menos adolescentes (20%) reportarem o hábito de beberem muito de cada vez, ou seja, cinco ou mais doses numa noite – “binge drinking”.

É uma das percentagens mais baixas encontradas no estudo, contra um máximo de 56% entre os adolescentes dinamarqueses. Também na Áustria e no Chipre mais de metade dos inquiridos relataram práticas de “binge drinking”nos últimos 30 dias.

A percentagem de consumo corrente de bebidas alcoólicas é bastante mais alta, comparando com o tabaco por exemplo, e é relatada por 42% dos adolescentes em Portugal (beberam nos últimos 30 dias). A média europeia é superior: 47%.

Bastante mais baixo é o consumo de drogas, mesmo da canábis, a mais popular entre os adolescentes. Os coordenadores do estudo dizem que a percentagem dos que já experimentaram alguma droga está a estabilizar: 16% em Portugal.

No caso da canábis, há 7% de jovens portugueses a dizer terem consumido nos últimos 30 dias, o que não difere da média registada globalmente.

França e Itália são os países onde mais se fuma de forma recorrente: 17% e 15%, respetivamente, responderam tê-lo feito nos últimos 30 dias.

JOGAR NA NET E A DINHEIRO

Pela primeira vez, o ESPAD quis saber também quais os hábitos dos adolescentes em relação ao uso da internet, jogo online e a dinheiro, que “num futuro próximo poderão vir a constituir um problema em termos de comportamentos aditivos”.

Sem surpresas, a utilização regular de internet está disseminada por todos os países e um em cada quatro jovens jogam online quatro ou mais dias por semana. Os jovens dinamarqueses são os recordistas (45%), em Portugal são 20%.

Outra atividade relatada pelos inquiridos prende-se com o jogo a dinheiro. Em Portugal, é uma prática com expressão ainda reduzida – 8% declararam ter jogado a dinheiro nos últimos 12 meses. A média dos alunos europeus é quase o dobro: 14%. E ninguém supera os gregos, com 30% a dizerem que o fizeram no último ano pelo menos uma vez e 16% a fazerem-no frequentemente.

Uma mochila, uma viagem. Muitas histórias para contar.

Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os jovens devem começar cedo a pensar no futuro e em formas de se diferenciar. Uma das apostas é aproveitar o Verão para fazer experiências internacionais porque estas são, sem dúvida, uma grande vantagem para um CV sair da prateleira e não ir diretamente para o lixo do recrutador.
“É uma tendência dos portugueses deixarem tudo para a última hora, mas com o mercado de trabalho tão competitivo, ganhar experiência de trabalho não pode ficar para depois dos estudos. Os jovens têm de aproveitar o Verão se querem destacar-se dos outros e conseguir a carreira que ambicionam”, defende Paulo Martins, director da VidaEdu.

A pensar nisso mesmo, a VidaEdu desenvolveu Estágios de Verão que vão desde nadar com tubarões na África do Sul a um Estágio Profissional em Finanças em Nova Iorque. Dependendo do objetivo de cada jovem, os Estágios de Verão estão disponíveis em quatro continentes. O mais representativo é a Europa com destinos como o Reino Unido, Noruega, Islândia, Espanha, Itália, França, Bélgica, Malta, Alemanha, Áustria, Irlanda e Holanda, passando pelos países da América Latina e EUA, atravessando a Ásia com a Índia, Tailândia, Nepal, Sri Lanka, Vitename, China e Japão e chegando a África com África do Sul, Namíbia e Maurícias.

Nos vários destinos nos quatro cantos do mundo, estão disponíveis diferentes programas: Summer Job, Farm Stay, Internship, My First Job  Volunteer e Au Pair.
O director da VidaEdu acrescenta que “Os Estágios estão cada vez mais diversificados para corresponder, desta forma, aos objetivos dos participantes. Pode optar por ter uma verdadeira experiência de trabalho e sustentar a sua estadia com o salário mínimo do país (ex. Reino Unido, França ou Alemanha) ou, por outro lado, podem fazer voluntariado com alojamento e alimentação, em projectos tão diferentes como ajudar à conservação de Leões Brancos na África do Sul ou apoiar crianças desfavorecidas na Índia.”
A duração mínima é de 2 semanas e para corresponder a muitos pedidos dos jovens portugueses, a VidaEdu lança este ano novos programas e destinos: África do Sul, Namíbia, Tailândia, Nepal, Sri Lanka, Holanda e Maurícias.

Estes são apenas alguns exemplos daquilo que pode tornar um CV verdadeiramente único. Depois de uma experiência como esta, ninguém vai ficar sem uma história para contar na próxima entrevista de trabalho.
Programas garantem segurança ao participante, que sai de Portugal com tudo confirmado e tem sempre apoio e acompanhamento no destino.

Sessões de apresentação em Lisboa, Porto, Coimbra e Viseu.
As inscrições nos estágios estão abertas até 31 de março e os Programas vão ser apresentados este mês. Reserve o seu lugar na sessão mais perto de si: A sua história de Verão começa aqui.

PORTO: 18 de fevereiro, 5ª feira, 15h30, no Hotel Carris Porto Ribeira, Rua do Infante D. Henrique 1, 4050-296 Porto
COIMBRA: 19 de fevereiro, 6ª feira, 11h00, na Torre do Arnado, Rua João de Ruão 12, 3000 Coimbra.
LISBOA: 20 de fevereiro, sábado, 11h00 e 15h00, no Hotel Holiday Inn Continental, Rua Laura Alves, 9, 1069-169 Lisboa.
VISEU: 22 de fevereiro, 2ª feira, 16h00, no Hotel Avenida, Av. Alberto Sampaio 1, 3510-030 Viseu.
A participação nas sessões é gratuita, a inscrição é obrigatória  através de info@vidaedu.com ou dos nosso telefone (+351) 218 404 656.
Para mais informações consulte: www.vidaedu.com

Há cada vez mais jovens a comprar Mercedes

Longe vão os tempos em que a Mercedes era uma marca automóvel associada a pessoas mais velhas e com um estatuto social diferenciado.

Em declarações ao Dinheiro Vivo e ao Diário de Notícias, André Silveira, do gabinete de comunicação da Mercedes em Portugal, explicou que a Mercedes “tem feito um esforço na abertura da marca para conseguir captar mais clientes”.

E a verdade é que a estratégia tem dado resultado, uma vez que o mercado nacional já representa cerca de 1% dos 1,87 milhões de automóveis vendidos em todo o mundo.

Além de mais clientes, a Mercedes tem conseguido também angariar clientes mais jovens. “Ainda há poucos anos só as pessoas com 50 ou mais anos compravam os nossos carros. Desde 2011 que as coisas mudaram e, graças a isso, a média de idade dos nossos clientes baixou em cerca de 15 anos, para os 35”, acrescentou o responsável.

Empresas portuguesas não são para jovens

Jovens encontram inúmeras dificuldades no Mercado de Trabalho

A vida dos jovens portugueses no mercado laboral está cada vez mais difícil. O programa de resgate obrigou a reformas estruturais e os efeitos na estabilidade profissional são cada vez mais claros, com os mais novos a serem os ‘alvos’ principais da menor aposta nos contratos sem termo.

Segundo os números do INE, a realidade é mais preocupante hoje em dia do que há quatro anos. No início de 2011, cerca de 42% dos funcionários com menos de 24 anos estavam integrados nos quadros das empresas, um número que caiu para apenas 30% no final do terceiro trimestre deste ano.

Olhando mais para trás, a queda torna-se particularmente grave: em 1998, a percentagem de jovens com contratos sem termo chegava aos 66% dos funcionários por conta de outrem. O impacto das alterações no mercado laboral atingiu os mais novos de forma menos proporcional do que os mais velhos, uma tendência que se torna clara ao olhar para os números globais.

Nos trabalhadores entre os 25 e os 34 anos, a percentagem de presenças no quadro das empresas está nos 66%, apenas menos 3% do que em 2011. Para os funcionários com mais de 45 anos a diferença foi de um ponto percentual e entre os 35 e os 44 anos, não houve qualquer alteração.

Se a precariedade aumentou, nos salários o panorama é muito semelhante desde há quatro anos. A quantidade de jovens a ganhar menos de 900 euros continua perto dos 80% e para quem perde o trabalho, o destino continua a ser o desemprego de longa duração ou um contrato com salário mais baixo.

Empresas portuguesas não são para jovens

A vida dos jovens portugueses no mercado laboral está cada vez mais difícil. O programa de resgate obrigou a reformas estruturais e os efeitos na estabilidade profissional são cada vez mais claros, com os mais novos a serem os ‘alvos’ principais da menor aposta nos contratos sem termo.
Segundo os números do INE, a realidade é mais preocupante hoje em dia do que há quatro anos. No início de 2011, cerca de 42% dos funcionários com menos de 24 anos estavam integrados nos quadros das empresas, um número que caiu para apenas 30% no final do terceiro trimestre deste ano.
Olhando mais para trás, a queda torna-se particularmente grave: em 1998, a percentagem de jovens com contratos sem termo chegava aos 66% dos funcionários por conta de outrem. O impacto das alterações no mercado laboral atingiu os mais novos de forma menos proporcional do que os mais velhos, uma tendência que se torna clara ao olhar para os números globais.
Nos trabalhadores entre os 25 e os 34 anos, a percentagem de presenças no quadro das empresas está nos 66%, apenas menos 3% do que em 2011. Para os funcionários com mais de 45 anos a diferença foi de um ponto percentual e entre os 35 e os 44 anos, não houve qualquer alteração.
Se a precariedade aumentou, nos salários o panorama é muito semelhante desde há quatro anos. A quantidade de jovens a ganhar menos de 900 euros continua perto dos 80% e para quem perde o trabalho, o destino continua a ser o desemprego de longa duração ou um contrato com salário mais baixo.

“Temos de reforçar o ensino da estatística”

Maria Eduarda Silva

Na missão assumida desde o início pela Sociedade Portuguesa de Estatística de promover, cultivar e desenvolver no nosso país o estudo da estatística, as suas aplicações e ciências afins, quais são as limitações que vão encontrando? O que tem impedido uma maior consciencialização acerca da real importância desta disciplina?
É uma questão cultural. As mentalidades demoram a mudar: estatística são números e os números não interessam. O mundo está a mudar rapidamente e a literacia estatística será para a próxima geração o que o saber ler e escrever foi para as gerações passadas. O sistema de ensino é o local privilegiado para passar a mensagem. À semelhança de outros países temos de reforçar o ensino da estatística, em particular o ensino pós-graduado. Aqui deparamo-nos com dificuldades porque mestrados e doutoramentos, em geral trabalhos multidisciplinares, estão dependentes de um sistema de investigação robusto na área. E têm-se observado nos últimos anos cortes gravosos e discriminatórios quer a grupos de investigação, quer em projetos e bolsas de doutoramento em estatística, colocando em causa a formação de especialistas que uma sociedade moderna e desenvolvida requer.

Com a realização do congresso anual, de seminários, a publicação do Boletim Informativo da SPE, não esquecendo o Prémio Estatístico Júnior 2015, entregue numa sessão aberta que decorreu na FNAC de Santa Catarina no Porto, a SPE coloca a estatística na ordem do dia. Importa promover uma maior união entre profissionais da área e não só para que exista um maior interesse por esta área?
Esta é uma questão que nos tem preocupado. Os nossos sócios não são apenas docentes com carreira universitária ou matemáticos pois encontram-se estatísticos em todos os setores e áreas de atividade. É necessário estabelecer pontes duradouras entre todos os interessados. A SPE quer potenciar estas ligações e fazer do congresso um fórum privilegiado para isso.

Num momento em que os portugueses atravessam um período conturbado na procura de emprego, importa estimular nos jovens um maior interesse por esta área, encarando-a como um futuro caminho profissional? Qual tem sido o papel da SPE neste sentido?
Estamos a entrar numa época de um tremendo crescimento na procura de profissionais de estatística, dada a globalização na recolha de dados possibilitada pelas novas tecnologias. A profissão “Cientista de Dados” foi alcunhada de profissão mais sexy do século XXI. Mas também na área governamental se vai sentir fortemente a necessidade de estatísticos uma vez que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável vai requerer um grande esforço de estatísticos em todo o mundo. Por exemplo, recentemente o INE procedeu ao recrutamento de 20 especialistas…

No passado dia 20 de outubro assinalou-se mais uma vez o Dia Mundial da Estatística. Neste e em todos os dias do ano, que mensagem continua a ser urgente passar?
Em 2013 celebrou-se o Ano Internacional da Estatística e, desde então, multiplicam-se as iniciativas sobre uma ciência que faz parte do quotidiano de todo o cidadão. Mas o poder político reconhece também a importância dos dados estatísticos e da sua fiabilidade como instrumento indispensável à elaboração de políticas com vista ao desenvolvimento sustentável das nações e à erradicação da pobreza. A SPE e outras sociedades congéneres assinaram uma declaração que apela a que: todos os sistemas estatísticos oficiais sejam devidamente financiados; o investimento em investigação e formação em estatística seja reforçado; o apoio à recolha de informação seja complementado com o apoio à sua transformação em informação útil e usável. A mensagem é sintetizada no lema: Melhores Dados, Melhores Vidas.

Para o futuro, qual continuará a ser a estratégia e a linha de atuação da SPE para que a estatística deixe definitivamente de ser vista como uma “ciência invisível” e seja valorizada como parte integrante de todos os quadrantes da sociedade?
A visibilidade da estatística requer um trabalho continuado. Por exemplo, a  iniciativa Explorística, que ganhou o prémio Best Cooperative Project Award in Statistical Literacy 2015, destina-se a promover a literacia estatística junto dos mais jovens. Os Prémios Estatístico Júnior promovem a atração de jovens talentos para a estatística. Mas queremos mais. Queremos que o tecido empresarial entenda o valor acrescentado que a estatística pode ter nas suas decisões de investimentos e que cada vez mais nos procurem. É necessário estabelecer pontes duradouras entre a indústria e a academia. Recentemente, o INE criou a carreira de especialista estatístico. Estamos, pois, a caminhar para que em Portugal a estatística adquira o reconhecimento social que já tem noutros países.

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