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Parlamento “quase vazio” enfurece Juncker

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse na manhã desta terça-feira enquanto olhava para o hemiciclo quase vazio, em Estrasburgo, que o Parlamento Europeu é “ridículo, completamente ridículo”. A sessão desta manhã, dedicada à análise dos primeiros seis meses da presidência rotativa do Conselho Europeu, estava quase vazia e irritou Juncker-

Cerca de 4% do total dos membros, o que prova, para Jean-Claude Juncker, que o Parlamento “não é sério”. “Se em vez de [Joseph] Muscat [primeiro-ministro de Malta] estivesse aqui Angela Merkel ou Emmanuel Macron, a sala estaria a transbordar”, criticou o presidente da Comissão Europeia, repetindo a crítica do dia – “vocês são ridículos”. O correspondente da BBC fala em “menos de cem” eurodeputados presentes e numa sessão invulgarmente vazia.

O presidente do Parlamento, o italiano Antonio Tajani, não ficou menos zangado com a reacção intempestiva de Juncker, acusando-o de falta de respeito pela instituição. “Pode criticar o Parlamento, mas não é função da Comissão controlar o Parlamento – é o Parlamento que tem de controlar a Comissão”, disse, citado pela imprensa. Juncker não acatou o reparo e voltou a repetir: “Trinta deputados na sessão plenária para controlar a Comissão? Vocês são ridículos”. Muscat assistia sorridente à troca de galhardetes, descreve a BBC.

Antonio Tajani voltou a tentar pôr ordem na sessão e Juncker lá retomou, segundo a Euronews, o seu discurso em que reflectia sobre a presidência maltesa do Conselho Europeu. Num aparte com alguns eurodeputados, Juncker disse “nunca mais” estará numa reunião destas.

O correspondente da BBC em Estrasburgo avança duas possibilidades para explicar a paisagem desta terça-feira no Parlamento Europeu. “As pessoas nem se incomodam em aparecer. Algumas já começaram as suas sete semanas de férias pagas”, disse um eurodeputado britânico ao jornalista. Mas, como explica também Adam Fleming, as cerimónias fúnebres de Simone Veil, que decorrem quarta-feira em França, contarão com vários eurodeputados e a sessão parlamentar foi extirpada de alguns pontos de discussão para que estes possam estar presentes.

Juncker propõe três anos para “período de nojo” para presidente da Comissão Europeia

Juncker propôs, numa carta endereçada ao presidente do Parlamento Europeu, o reforço das normas do código de conduta dos comissários, nomeadamente o aumento de 18 meses para dois anos do período em que devem manter-se sem aceitar novos trabalhos.

Juncker quer ainda saber a opinião de Schulz sobre a possibilidade de os comissários poderem concorrer às eleições europeias sem que tenham de pedir uma licença sem vencimento.
Esta proposta aparece, também, no seguimento da recente contratação de Durão Barroso para a Goldman Sachs Internacional e da ex-comissária Neelie Kroes para a Uber.

Juncker insiste que não haverá novas negociações, porque “fora é fora”

“Fora é fora”, afirmou, quando questionado sobre o referendo durante uma conferência de imprensa conjunta com o chanceler austríaco, Christian Kern, em Bruxelas, na véspera da consulta no Reino Unido, agendada para quinta-feira.

O presidente da Comissão apontou que “os políticos britânicos e os eleitores britânicos devem saber que não haverá qualquer tipo de nova negociação” com Londres, recordando que os restantes 27 Estados-membros já fizeram muitas concessões no quadro do acordo fechado com o primeiro-ministro, David Cameron, em fevereiro passado.

Para sexta-feira de manhã (10:30 locais, 11:30 em Lisboa) está prevista uma reunião, em Bruxelas, entre os presidentes das principais instituições europeias, designadamente Juncker, Donald Tusk (Conselho) e Martin Schulz (Parlamento Europeu), e ainda Mark Rutte, primeiro-ministro holandês, por ser este o país que detém, até julho, a presidência rotativa da União Europeia, para discutir o resultado do referendo.

 

Costa visita Juncker antes de cimeira dominada por ‘Brexit’

António Costa

No quadro de vários encontros bilaterais com líderes europeus antes da cimeira, Juncker receberá António Costa, que se desloca assim pela primeira vez ao Berlaymont, sede da Comissão Europeia, desde que tomou posse como primeiro-ministro, em novembro do ano passado.

A partir das 17:00 locais (menos uma hora em Lisboa), António Costa representará Portugal na cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, cuja agenda é consagrada a dois grandes temas: o chamado “Brexit” — as reformas nas relações entre o Reino Unido e a UE reclamadas pelo governo de David Cameron para fazer campanha pela permanência no referendo que irá organizar — e, uma vez mais, a resposta da UE à crise migratória e de refugiados.

Como habitualmente, o Conselho Europeu é antecedido de reuniões preparatórias das principais famílias políticas europeias, com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, a participar na “minicimeira” do Partido Popular Europeu (PPE).

Juncker disponível para envolver parlamentos na estratégia de crescimento e de consolidação

Jean-Claude Juncker

No debate sobre a União Económica e Monetária (UEM) no plenário do Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, ao qual compareceram muito poucos eurodeputados, Juncker notou o avanço para a fase 2 deste processo, no qual poderá haver “aprofundamento da cooperação” entre a Comissão e o Parlamento.

“Seria bom que a Comissão Europeia procurasse a opinião do PE antes de aprovar a análise anual de crescimento e espero que as prioridades para o próximo Semestre europeu possam ser debatidas junto de várias comissões (parlamentares)”, disse.

O chefe do executivo comunitário afirmou a vontade de organizar uma “semana parlamentar, que seria um momento-chave para envolver os parlamentos nacionais, e que poderia ocorrer no início de cada ano, para se falar das prioridades para a UE”.

Para Juncker, a Comissão deverá ainda realizar um relatório para apresentar aos eurodeputados “antes e depois de cada revisão” dos programas de ajustamento aplicados a Estados-membros.

“O objetivo comum é ter êxito perante os nossos cidadãos. Se reforçarmos o PE, vamos reforçar a Comissão e o PE deve estar vigilante”, resumiu.

Juncker referiu ainda que se avançará com “legislação sempre que necessário, por exemplo, para completar a união bancária ou aprofundar a união de mercados de capital e o mesmo é válido o regime de garantia de depósitos, nada é mais urgente do que garantir as poupanças dos cidadãos”.

Antes de Juncker, discursou, pela primeira vez em sessão plenária, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que destacou como o “trabalho que se fez em conjunto começa a dar frutos”, mas também a necessidade de que esta “recuperação económica seja autossustentável”.

Dijsselbloem referiu o trabalho necessário para responder às “taxas de desemprego ainda altas” e às dívidas de vários países, assim como para tornar a UE “mais resistente e completa” para garantir os benefícios de uma moeda única.

O dirigente da zona euro notou que se devem discutir até que ponto se pretende partilhar a soberania, as suas condições e o que se pretende conseguir, assim como a “partilha de riscos para se poder progredir na UEM”.

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