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Enquanto se questiona futuro da Fiat, Ferrari derrapa no arranque em Itália

Nesta ação, efetuada no domingo, e que resulta na negociação da Ferrari também em Milão a partir desta segunda-feira, os investidores receberam uma ação da nova cotada, que negoceia sob o ‘ticker’ Race, por 10 ações da Fiat Chrysler. Piero Ferrari, filho de Enzo Ferrari, um dos fundadores da marca, fica com os restantes 10%.

Enquanto a Ferrari iniciou a sua primeira sessão milanesa em ligeira perda, a Fiat regista uma derrocada superior a 30%, algo que se percebe à luz da saída dos seus ativos do construtor de Maranello. Dos 16,7 mil milhões de capitalização bolsista, o grupo tem agora um valor, em bolsa, abaixo dos 11 mil milhões. A Ferrari, por seu lado, negoceia na casa dos 42 euros por ação e tem uma capitalização em torno dos oito milhões de euros.

Sergio Marchionne, o homem que lançou a coqueluche da Fiat, o 500, com pompa e circunstância (numa cerimónia milionária em Turim, precisamente 50 anos após a produção do primeiro 500 naquela cidade, antecipando assim em 2007 o fôlego que o pequeno automóvel viria a dar às contas do grupo) e depois se atreveu a lançá-lo nos EUA com o ambicioso objectivo de 50 mil vendas por ano – um desejo falhado, como o próprio admitiu em 2012 –, e delineou a fusão com a Chrysler após o grupo Fiat a adquirir no auge da crise financeira de 2009, terá agora a prova de fogo.

Como será o futuro da Fiat Chrysler Auto sem os lucros da Ferrari? O primeiro impacto, na bolsa, é a quebra nos títulos do construtor superior a 30%. Certo é que Sergio Marchionne não se poderá demarcar desta decisão, visto ter sido ele o obreiro desta separação, após ter conseguido afastar da presidência da Ferrari – que o CEO da Fiat viria a assumir no final de 2014 -, o histórico líder da Ferrari Luca di Montezemolo, numa guerra de poder.

Antes, em 2009, aproveitando a derrocada financeira nos EUA, desencadeada pela falência da Lehman Brothers, o CEO do grupo italiano assinou com o governo norte-americano a compra do grupo Chrysler, que inclui ainda, entre outras marcas, a Jeep. Tecnologia, designadamente motores mais ecológicos e a base para modelos como o Jeep Renegade (construído sobre a plataforma do Fiat 500 X e utilizando motores como o 1.6 diesel e o 1.4 Turbo a gasolina desenvolvidos pelos italianos), foram contributos da Fiat para que o grupo  norte-americano se renovasse. Entretanto, as marcas do antigo grupo Chrysler passaram a ser o motor dos lucros do grupo Fiat Chrysler Auto.

Há três anos, quando questionado, no salão da meca automóvel americana, Detroit, se a Fiat já necessitava tanto da Chrysler, como esta da Fiat, Marchionne disse: “sem sombra de dúvida. Já não entendo uma sem a outra”.

Em outubro de 2014, a fusão ficou finalmente formalizada. Desde que o ‘spinoff’ da Ferrari foi anunciado duas semanas depois, no âmbito do plano de negócio 2014-2018, e a sua conclusão neste domingo, as ações do grupo dispararam 69%.

A retirada da Ferrari de dentro do universo Fiat – “seguir caminhos diferentes” foi a decisão verbalizada por Marchionne quando anunciou a independência da marca de Maranello – é nova prova de fogo para a capacidade de gestão do CEO, que nesta segunda-feira, sobre a união que tem procurado afincadamente com a General Motors, revelou ter-se encontrado com a homóloga da GM em Dezembro e disse que não espera voltar a beber café com Mary Barra tão depressa. Sinal de que o ganho de dimensão através de fusões ou as poupanças através de partilha de investimentos e componentes, defendida por Marchionne, está mais longe de acontecer com o gigante norte-americano.

O líder da Fiat Chrysler espera que a Ferrari, enquanto companhia autónoma, possa aumentar de valor. Em contraponto, a Fiat perde um importante contributo para as suas receitas, numa altura em que os italianos de Turim têm pela frente um ambicioso plano de 48 mil milhões de euros para expandir as suas operações.

Nos últimos tempos, ficou-se a conhecer a decisão de travar a prevista expansão da gama da Alfa Romeo e Maserati e centrar-se mais na Jeep, detentora de forte ADN no expansionista segmento dos Sport Utility Vehicles (SUV).

Os investidores questionam como irá a Fiat Chrysler Auto enfrentar a montanha de dívida que tem sobre si e ainda conseguir fôlego para se lançar no plano de investimento delineado por Marchionne.

Citado pela Reuters, um estratega do IG Group, de Milão, diz hoje que “os investidores estão preocupados com o facto de que o valor da Fiat possa ser muito menor sem a sua joia da coroa”.

Samsung prestes a desvendar os seus portáteis mais finos

De acordo com informações colocadas no Liliputing, serão desvendados seis modelos diferentes de portáteis com dois deles a terem ecrãs de 13 e 15 polegadas. O primeiro, terá uma espessura de apenas 13 milímetros e um peso de 830 gramas ao passo que o segundo terá 15 milímetros 1.3 quilos.

De resto poucas informações são conhecidas sobre os seus modelos, sabendo-se apenas que integrarão a nova série de processadores Skylake da Intel, uma capacidade de RAM irá dos 4GB até aos 8GB e com o armazenamento interno a estar ao cargo de discos SSD entre os 128GB e os 256GB.

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