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Quatro doentes diagnosticados com ‘legionella’ ainda internados

Numa atualização divulgada, a Direção-Geral de Saúde informa na sua página na Internet que se mantêm os mesmos 15 casos de Doença dos Legionários notificados desde 27 de janeiro.

A nota da DGS revela que dos 15 doentes diagnosticados com a ‘legionella’ dez já tiveram alta, um não chegou a ficar hospitalizado e quatro permanecem internados, “dois em enfermaria” e outros dois “em unidades de cuidados intensivos”.

Segundo a DGS, os 15 casos respeitam a nove mulheres e seis homens. Quase todos os doentes (13) com idade superior a 50 anos.

Na sexta-feira passada, o ministro da Saúde afirmou que estava estabilizado o surto de doença do legionário do hospital CUF Descobertas, afirmando que, a partir de março, o Governo pretende ajudar os hospitais a “apertar a malha” no controlo da bactéria ‘legionella’.

Em declarações aos jornalistas após acompanhar o Presidente da República numa visita ao hospital, Adalberto Campos Fernandes afirmou que o surto está agora na fase descendente, tendo atingido o número máximo de casos – quinze.

LUSA

Toda a saúde, pública, privada ou social tem que ser repensada

Falando aos jornalistas à saída do hospital CUF Descobertas, onde visitou os doentes ainda internados com ‘legionella’, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que foi mostrar que é “o presidente de todos os portugueses”, incluindo os “três milhões” que recorrem aos hospitais privados.

“Como estive em São Francisco Xavier aqui teria de estar para mostrar que há um sistema nacional de saúde e que o Presidente é sensível, tal como o Governo, à situação de todos os portugueses”, indicou.

O Presidente congratulou-se com a “evolução favorável” dos doentes que visitou, um dos quais teve alta hoje de manhã.

Questionado sobre o sistema de saúde, afirmou que já passaram “várias décadas” desde que foi aplicado, a seguir ao 25 de Abril, e que há que “repensar a saúde toda” e ver se responde aos “novos desafios e necessidades”.

“Não é só o que cabe a cada um”, mas ver se as capacidades estão ajustadas às necessidades, se há ligação à academia e à investigação e motivação das gerações mais jovens, exemplificou.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que “muitas vezes em Portugal começa-se pelo fim”, medindo recursos antes de se conhecerem os desafios.

Quinze casos foram diagnosticados com doença dos legionários com ligação ao surto de ‘legionella’ no Hospital CUF Descobertas, três dos quais estão em unidades de cuidados intensivos, segundo a Direção Geral de Saúde.

Segundo a nota da DGS, os 15 casos, mais um em relação ao último balanço, incluem nove mulheres e seis homens. Quase todos os doentes (13) têm idade superior a 50 anos.

O surto de ‘legionella’ no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, surgiu no passado fim de semana e poderá estar ligado à rede de águas do hospital, que está a contactar todas as pessoas que ali estiveram internadas entre os dias 06 e 25 de janeiro.

A bactéria “legionella pneumophila” é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

LUSA

Sobe para sete o número de infetados com Legionella

De acordo com a DGS, a bactéria ‘legionella’, detetada naquela unidade de saúde privada, infetou seis mulheres e um homem, que se encontram estáveis.

Em comunicado, a DGS diz ainda que as autoridades de saúde, em articulação com o Conselho de Administração do Hospital CUF Descobertas e em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, mantêm a necessária intervenção junto do hospital para assegurar o diagnóstico e tratamento dos doentes, o reforço da vigilância epidemiológica e ambiental e a aplicação das medidas necessárias para interromper a transmissão.

“As entidades envolvidas continuam a acompanhar a evolução da situação e a Direção-Geral da Saúde atualizará a informação sempre que necessário”, acrescenta a DGS.

O hospital CUF Descobertas, em Lisboa, está já a contactar todos os doentes que estiveram internados entre os dias 06 e 26 deste mês para despistar eventuais casos.

Na segunda-feira, já tinham sido contactadas 160 das 800 pessoas que estiveram internadas naquela unidade de saúde no referido período.

A bactéria Legionella pneumophila é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

LUSA

Direção-Geral de Saúde declara fim do surto de Legionella

Em comunicado, a DGS refere que se “considera que este surto está terminado”.

“O período de incubação é de 2 a 10 dias na maioria dos doentes, não estando descritos casos que ultrapassem os 20 dias. Assim, com a informação disponível, considera-se que este surto está terminado, uma vez que todos os casos diagnosticados, independentemente da data de início de sintomas ou de diagnóstico, tiveram contacto com o hospital e contraíram a infeção antes do encerramento da fonte de transmissão (4 de novembro). No entanto, as autoridades de saúde continuam atentas à situação”, indica a nota da autoridade de saúde hoje divulgada.

Até hoje foram confirmados 56 casos de doença dos legionários com ligação ao Hospital São Francisco Xavier e há outros cinco ainda em investigação epidemiológica e laboratorial. Cinco dos doentes infetados acabaram por morrer.

Na nota, a DGS recorda que no dia 3 de novembro o Hospital São Francisco Xavier informou a autoridade de saúde do diagnóstico de três casos de doença dos legionários, tendo sido “de imediato” iniciada a investigação para detetar as possíveis fontes de infeção.

No dia seguinte, 4 de novembro, foram encerradas e tratadas as potenciais fontes emissoras — as torres de refrigeração do hospital, tendo, entretanto, sido concluído através de análises que a fonte de transmissão estava em pelo menos uma dessas torres.

Dos 56 doentes infetados, 42 tiveram já alta clínica, sete ainda estão internados em enfermaria, dois estão internados ainda em cuidados intensivos e cinco acabaram por morrer.

Segundo a DGS, a maioria dos doentes tinha 70 ou mais anos de idade, doença crónica subjacente e fatores de risco.

Sobe para 53 o número de infetados no surto de ‘legionella’

O surto, que causou cinco mortos, afetou mais mulheres do que homens e a maioria (66%) tinha 70 ou mais anos. Todos os infetados tinham história de doença crónica ou fatores de risco.

Até ao momento, 14 doentes tiveram alta clínica, mantendo-se 28 internados em enfermaria.

O primeiro caso de doença dos legionários, provocada pela bactéria ‘legionella’, foi confirmado a 31 de outubro. Até hoje, o dia com mais casos confirmados foi 04 de novembro (12 casos).

Para hoje está marcada uma conferência de imprensa em que deverão ser conhecidos os resultados das análises que indicarão o local onde foi detetada a bactéria no Hospital de São Francisco Xavier.

A ‘legionella’ é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

LUSA

APIRAC afirma que o fim das auditorias em 2013

A APIRAC reafirmou hoje num comunicado de imprensa que o fim das auditorias obrigatórias em 2013 foi um “retrocesso e que criou um vazio”.

“Depois de mais perdas de vidas, ficamos satisfeitos apenas por já podermos punir o prevaricador? E quem é o prevaricador?!”

Leia aqui o comunicado na íntegra:

Recorda-se a Resolução da Assembleia da República n.º 55/2016, aprovada em 16 de março – já lá vão 20 meses! – para que sejam reintroduzidas as auditorias de Qualidade Interior em Edifícios, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 79/2006.

Assim, em face da reincidência de trágicos acontecimentos, a APIRAC decidiu tornar público o seguinte:

Das Soluções

A APIRAC PROPÕE:

  1. O desmantelamento de todas as torres de Arrefecimento passíveis de serem substituídas por equipamentos de arrefecimento a ar.
  2. Que se reponha na totalidade as auditorias da QAI tal como estava previsto no anterior DL 79/2006 porque a Legionella não é o único (nem sequer será o mais letal) poluente do ar interior que deve ser sujeito a rastreio.
  3. Sejam introduzidas as retificações e simplificações acordadas pelos técnicos e entidades que a ADENE coordenou.
  4. Que se reponha o Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior, supervisionado pela ADENE: pela experiência que detém, pela facilidade em repor um sistema que já coordenou, pelo facto inegável da interligação dos problemas de QAI com os sistemas energéticos dos edifícios e pela disponibilidade imediata de centenas de engenheiros peritos de QAI que certificou e que procediam às auditorias.
  5. Que se obrigue à monitorização diária permanente com registo histórico das torres de arrefecimento que se mantenham em funcionamento, por forma a facilitar a fiscalização no tempo de inspeção e qualificação dos fiscais e evitar o desleixo no período entre auditorias.

Da História

Há cerca de 15 anos foi formada uma subcomissão de trabalho com tutela do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes (CSOPT), constituída por Técnicos de cerca de 25 entidades públicas e privadas, para estabelecer a partir do articulado da Diretiva Europeia 2002/91/CE, relativa ao desempenho energético dos edifícios, a sua transposição e o rascunho do que viriam a ser os novos DL 78/2006, 79/2006 e 80/2006.

A APIRAC fez parte quer dessa Comissão quer de um outro grupo de trabalho que preparava, simultaneamente legislação sobre Qualidade do Ar Interior em edifícios(QAI), sob a tutela do, então Secretário de Estado do Ambiente, Dr. Eduardo Martins.

Tornou-se claro que os problemas de QAI nos edifícios de Comércio, Serviços e Escritórios estavam, maioritariamente, interligados com os sistemas de Ar condicionado e de Águas quentes sanitárias levando por vezes a opções contraditórias a tomar.

A APIRAC tomou a iniciativa de propor a junção da legislação das duas vertentes num só DL, simplificando e agilizando a implementação das medidas e auditorias, concertadas sob a responsabilidade, unívoca, de um Perito Qualificado (certificado pela ADENE).

Assim, sob a tutela da ADENE, e quando aplicável, foi criado um certificado único denominado – Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior, que obrigava a auditorias periódicas, inspeções a equipamentos e Planos de Manutenção Preventiva nesses edifícios.

Note-se que, ao contrário do que foi afirmado, as correções da QAI eram obrigatórias, podendo, em casos extremos, levar ao encerramento do edifício.

Eram assim rastreados vários poluentes perigosos do ar interior, entre eles a Legionella e o Radão – este a segunda causa de morte por cancro pulmonar nos EUA e que existe com muita evidência nalgumas regiões de Portugal (ninguém se interroga porque em zonas da Beira Alta a percentagem de mortes por cancro do pulmão é muito superior a outras zonas do País!?).

O sistema funcionou, e centenas de retificações antes e depois da emissão do Certificado foram levadas a efeito (diga-se, com uma aceitação quase generalizada dos proprietários, com exceção de alguns grupos hoteleiros).

De acordo com o pacote legislativo de 2006, em 2009 todos os edifícios deveriam estar certificados. O que não aconteceu, nomeadamente, nos edifícios do Estado, muitos deles ainda hoje por certificar, e, talvez por isso, sem a aplicação das coimas legais previstas.

Com a publicação de nova Diretiva Europeia e a obrigação de nova transposição, a ADENE, reconhecendo a necessidade de retificar exageros e simplificar os processos de auditoria, procedeu (e bem) a reuniões com todos os stakeholders interessados para a preparação do novo articulado do DL.

Com a entrada em funções de novo Governo em 2011, foi criada uma comissão com sede no Ministério da Economia que, desconsiderando todo o trabalho produzido, decidiu eliminar as auditorias obrigatórias de QAI. Ora, são conhecidos os elementos constituintes dessa Comissão, pelo que deveria ser-lhes exigido assumir e justificar a decisão tomada, já que estavam informados das possíveis consequências. A esse respeito, a APIRAC informou os vários intervenientes da Tutela, Grupos Parlamentares, Média, Associação de Defesa do Consumidor e Associações Ambientalistas dos perigos desta decisão. Poucos foram os que nos deram ouvidos.

Passou-se duma ação preventiva com resultados dados para uma ação punitiva por entidades, nuns casos, sem meios humanos e de equipamentos para o fazer com inspeção (IGAMAOT), e, noutros, sem a correta parametrização para ações de fiscalização (ASAE).

Quando do surto de Legionella em Vila Franca aconteceu, a APIRAC voltou a alertar para a necessidades de repor as auditorias obrigatórias de QAI, fazendo eco ao questionar se seria necessário a perda de mais vidas para que se atuasse… infelizmente, o tempo veio dar-nos razão.

Na altura a APA argumentou que se tratava de uma unidade industrial, desprezando a informação de mais cedo ou mais tarde algo de semelhante poderia acontecer nos edifícios não industriais.

Com a entrada do governo atual, pensou-se que seria reposta a Certificação da QAI. Puro engano. O Senhor Ministro do Ambiente, possivelmente mal aconselhado (lembramos que a Direção e estrutura da Agência para o Ambiente – que tiveram intervenções públicas negando as evidências do perigo de acabar com as auditorias de QAI – transitou em funções com o atual executivo), entendeu que a legislação atualmente em vigor seria suficiente. Agora, em vez de apostar na prevenção, propõe o aumento das coimas e da fiscalização!…

Ninguém alerta para a impossibilidade efetiva da fiscalização permanente destes sistemas?! Depois de mais perdas de vidas, ficamos satisfeitos apenas por já podermos punir o prevaricador? E quem é o prevaricador?!

Dos Interesses

A APIRAC foi na altura acusada de defender interesses de lóbis… é verdade, defendemos o lóbi da Saúde Pública! Que lobies defenderam os outros?

Conforme informou a Senhora Diretora Geral de Saúde, existem cerca de 200 casos por ano de infeções por Legionella em Portugal.

Será que ninguém se preocupa em conhecer as causas desses casos? Será que essas situações são menos importantes? Ou só interessam os que têm cobertura mediática e discussão política do “passa culpas” ou do financiamento do Sistema Nacional de Saúde?

Claro que é mais fácil culpar o Ar Condicionado; esquecem-se que as torres de arrefecimento em causa são aplicadas em muito poucos sistemas de climatização em Portugal; a própria ARS proíbe aos projetistas a sua aplicação nos novos hospitais já há anos. Atualmente, são aplicadas maioritariamente em processos industriais.

A Legionella só afeta as pessoas quando existem aerossóis de gotículas de água transportadora que penetrem nos bronquíolos, todos os outros sistemas de ar condicionado nunca poderão provocar essa patologia, questione-se a DGS quantos dos 200 casos anuais de infeção por Legionella foram provocados por aparelhos de ar concionado: a resposta será ZERO.

 

 

Legionella: Três mortos confirmados no Hospital São Francisco Xavier

Morreu mais uma pessoa vítima do surto de legionella. Trata-se de uma mulher de 68 anos, que morreu durante a noite.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje também que o número de infetados por legionella aumentou para 43 casos, enfatizando que todos os pacientes têm doenças crónicas associadas.

O surto de legionella, recorde-se, foi identificado na sexta-feira passada, no Hospital São Francisco Xavier.

A maioria dos casos deste surto ocorreu em mulheres (63%) e mais de 70% dos doentes infetados têm 70 ou mais anos.

Segundo a DGS, o primeiro caso de diagnóstico da doença dos legionários foi confirmado a 31 de outubro. Na terça-feira, o ministro da Saúde disse que a origem do foco de legionella  em Lisboa foi o hospital São Francisco Xavier, considerando que as primeiras evidências apontavam logo para uma emissão dentro do perímetro da unidade hospitalar.

O Ministério Público está a investigar o caso.

Lusa

Sobe para 38 o número de casos confirmados de ‘legionalla’

O novo boletim epidemiológico da DGS indica que a maioria dos casos ocorreu em mulheres (63%) e que os doentes infetados têm a maior parte (68%) idades iguais ou superiores a 70 anos.

Segundo este boletim, relativamente aos dados divulgados na terça-feira, há um novo caso confirmado, que surgiu no dia de hoje.

De acordo com a DGS, o primeiro caso de diagnóstico da doença dos legionários foi confirmado a 31 de outubro. Na passada sexta-feira foram confirmados oito casos, 14 no dia seguinte e quatro no domingo. Na segunda-feira foram confirmados sete casos, na terça-feira três casos e hoje um outro.

Na terça-feira, o ministro da Saúde disse que a origem do foco de ‘legionella’ em Lisboa foi o hospital São Francisco Xavier, considerando que as primeiras evidências apontavam logo para uma emissão dentro do perímetro da unidade hospitalar.

Estas declarações do titular da pasta da Saúde surgiram depois de o presidente dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) ter dito à agência Lusa que as autoridades tinham identificado nas redondezas do São Francisco Xavier pelo menos sete equipamentos potencialmente produtores de aerossóis e por onde poderia também ter começado o surto.

Segundo o responsável, a maior probabilidade é que o surto tivesse tido origem nas instalações do hospital, mas, por precaução, a Administração Regional de Saúde (ARS) e o delegado de saúde fizeram o levantamento dos equipamentos potencialmente geradoras de aerossóis para fazer análises.

A ‘legionella’ é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

Legionella: Sobe para 30 o número de pessoas infetadas

Num comunicado conjunto enviado na segunda-feira à noite, DGS e INSA indicaram que até às 20:00 de segunda-feira “foram diagnosticados 30 casos de Doença dos Legionários com possível ligação epidemiológica ao Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) — Hospital de São Francisco Xavier”, mais um caso do que o anterior balanço.

Destes 30, dois morreram, também na segunda-feira, um teve alta e os restantes encontram-se internados. “Os doentes são, na sua maioria, idosos com fatores de risco associados, nomeadamente doenças crónicas graves e hábitos tabágicos”, indica o comunicado assinado pela diretora da DGS, Graça Freitas, e pelo presidente do INSA, Ricardo Jorge.

As duas entidades informam que “está em curso a investigação epidemiológica nas vertentes da vigilância da saúde humana e ambiental, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o surto”, tendo sido realizadas vistorias técnicas aos equipamentos e às estruturas “potencialmente associados a fontes de transmissão”, trabalhos que vão “manter-se durante os próximos dias”.

O comunicado refere ainda que está a ser preparado um relatório conjunto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, DGS e INSA “para esclarecimento da cadeia de acontecimentos que conduziram ao surto”.

No entanto, os procedimentos vão demorar “pelo menos, duas semanas”, tendo em conta a necessidade de realizar “o exame cultural das amostras (ambientais e humanas) e a subsequente avaliação genómica” para apurar a ligação “entre a componente ambiental e a saúde humana”

“A Direção-Geral da Saúde sublinha que a doença se transmite através da inalação de aerossóis contaminados com a bactéria e não através da ingestão de água. A infeção, apesar de poder ser grave, tem tratamento efetivo. As medidas de segurança adotadas prevêem-se suficientes para interrupção da transmissão e controlo do surto, e vão continuar a ser monitorizadas”, conclui o comunicado.

LUSA

Dez casos de legionella confirmados na Maia

A Direção-Geral de Saúde já confirmou a existência de dez casos de legionella, na Maia. Quatro estão ligados à empresa Sakthi, onde foi detetada a bactéria na torre de arrefecimento. Um dos internados está nos cuidados intensivos, no Hospital de S. João, no Porto.

Os outros seis moram na zona e há duas pessoas que contraíram a infeção noutro local e não têm qualquer ligação à fábrica.

As autoridades de saúde estão a investigar os restantes quatro casos para perceber onde contraíram a bactéria.

Na segunda-feira, a DGS avançava apenas com um caso confirmado na fábrica da Maia e outros sete “em estudo”.

Um estudo ambiental, que incluiu a colheita de água em vários locais da fábrica, confirmou a “presença de colonização por bactérias do género Legionella” em torres de arrefecimento, referiu em comunicado.

Os administradores da empresa foram informados sobre os riscos e o funcionamento das torres suspeitas suspenso para a realização de tratamentos químicos de desinfeção, adiantou a DGS.

Para além destes dois casos, a DGS explicou que foram identificados mais seis casos de “doença dos legionários” que, de acordo com os inquéritos epidemiológicos, não podem ainda ser associados “à mesma fonte”.

EMPRESAS