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“Ser dador de IRS não dói nada” chama portugueses a combater Leucemia

“Doar 0,5% do IRS é efetivamente simples e não são retirados quaisquer benefícios ao contribuinte ao escolher uma associação para ajudar. Todos podem contribuir para permitir que cada vez mais doentes com leucemia recebam apoio numa fase tão difícil da sua vida”, explica Manuel Abecasis, médico hematologista e presidente da APCL.

“Os fundos angariados vão permitir que a APCL continue a organizar atividades de apoio aos doentes, como workshops, apoio com bolsas de investigação para aumentar o conhecimento científico destas doenças e apoio financeiro aos doentes e famílias com menos recursos”, acrescenta o presidente.

Para ajudar a APCL com 0,5% do IRS, o contribuinte apenas tem de escolher a opção “consignar o seu IRS” e indicar o Número de Identificação Fiscal (NIF) da associação: 505 945 401.

Para consignar o seu IRS à APCL bastará apenas aceder ao Portal das Finanças e escolher a opção “Comunicação do agregado familiar/Entidade a consignar”, indicando o NIF 505 945 401. A consignação é feita com base no montante que teria de pagar ao Estado, sendo que, desta forma, o seu reembolso será o mesmo. No caso de optar por consignar também o IVA, este montante irá ser retirado do valor que seria creditado no seu saldo de IRS.

Sobre a APCL

A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) foi fundada em janeiro de 2002 em resultado da iniciativa de um conjunto de doentes que sobreviveram a patologias do foro Hemato-Oncológico (Leucemias e Linfomas) e de um grupo de médicos do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG) de Lisboa que os trataram.

A principal motivação dos Fundadores da APCL radicou na sua compreensão da importância de consciencializar e mobilizar a sociedade civil no apoio a todos os que diariamente lutam contra a devastadora doença que é a Leucemia.

A APCL tem como missão contribuir, a nível nacional, para aumentar a eficácia do tratamento das Leucemias e outras neoplasias hematológicas afins, investindo para isso em investigação científica com um programa de atribuição de Bolsas e investindo na Formação para profissionais de saúde.

A APCL assume ainda como sua missão o aumento da literacia do doente, promovendo e organizando workshops sobre patologias do sangue e temas relacionados, com envolvimento de profissionais de saúde.

A promoção de encontros entre pares para partilha de experiências e informações, bem como o apoio financeiro a doentes com Leucemia e às suas famílias, são outras valências que doentes e cuidadores encontram da APCL.

A APCL iniciou um processo de construção de uma casa de acolhimento para doentes hemato-oncológicos e seus familiares com

carências financeiras que se encontrem deslocados da sua área de residência e se encontrem em tratamentos específicos ou transplante em Lisboa.

Compreender o aparecimento da leucemia

A leucemia linfoblástica aguda das células T é um tipo de cancro do sangue raro que afeta maioritariamente crianças. Este cancro de sangue aparece a partir das células precursoras que produzem os linfócitos T (um tipo de glóbulos brancos).

Um novo estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), desenvolvido em ratinhos, mostra que a leucemia pode emergir como consequência de prolongar a permanência das células precursoras no timo. Este trabalho foi agora publicado na revista científica The Journal of Immunology*.

Os linfócitos T são essenciais para combater infeções e prevenir o cancro. Estas células desenvolvem-se no timo, um órgão situado sobre o coração. Durante o processo de desenvolvimento, há células precursoras que vêm da medula óssea e entram no timo para se desenvolver e aprender a proteger o nosso organismo.

Neste processo, o timo tem uma “linha de montagem” onde muitas destas células iniciam a sua formação mas são descartadas se não funcionarem bem. O trabalho liderado por Vera Martins no IGC mostra que se houver um problema com as células precursoras que vêm da medula óssea, o timo consegue manter sozinho a sua “linha de montagem” durante algum tempo. No entanto, esta função está associada a um risco elevado de desenvolvimento de leucemia linfoblástica aguda das células T.

A equipa do IGC testou diversos fatores genéticos em ratinhos que se sabem estar envolvidos na formação dos linfótitos T. Os resultados obtidos mostraram que em todas as condições testadas havia uma incidência de cerca de 80% deste tipo de leucemia. “O nosso estudo mostra a importância de investigarmos detalhadamente os mecanismos celulares, genéticos e fisiológicos associados com o processo de diferenciação normal das células e abre portas à compreensão de como é que a leucemia pode aparecer em células que deviam estar a aprender a defender o organismo,” salienta Vera Martins.

Este trabalho foi financiado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

Legenda: Imagem microscópica de uma secção do timo. No centro do timo estão as células T maduras (com cor vermelha e verde), enquanto que na periferia se encontram as células precursoras (com cor amarela). Créditos: Mariana Ávila, IGC.

 

*Ballesteros-Arias, L., Silva, J. G., Paiva, R. A., Carbonetto, B., Faísca, P., & Martins, V. C. (2019). T Cell Acute Lymphoblastic Leukemia as a Consequence of Thymus Autonomy. The Journal of Immunology, ji1801373. https://doi.org/10.4049/jimmunol.1801373

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