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Doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da esperança de vida no momento do diagnóstico

Estima-se que em Portugal haja cerca de 1300 novos casos de cancro do pâncreas todos os anos o que o torna a quarta principal causa de morte por cancro, sendo o único cancro em que se regista um aumento da mortalidade.

O presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo, Hélder Mansinho avança que “Portugal e a Europa têm que começar a mudar a forma como olham para o cancro do pâncreas e desafiar a estratégia existente neste cancro em particular. As pessoas continuam a chegar muito tarde ao médico e desvalorizam os sintomas da doença, o que leva a diagnósticos mais tardios e menor possibilidade de tratamento e sobrevida. Os doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da sua esperança de vida no momento do diagnóstico, uma vez que é associado a uma sentença de morte, sendo a sobrevivência aos 5 anos inferior a 5%. Um diagnóstico e tratamento precoce podem levar ao aumento da sobrevivência. Mas todos temos um papel a desempenhar nesta mudança.”

O GCID junta-se à Pancreatic Cancer Europe, que desenvolve várias iniciativas na Europa para alertar a população, profissionais de saúde e decisores políticos sobre o impacto do cancro do pâncreas. Assim, a 15 de novembro, dia em que se assinala o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o Cristo Rei ilumina-se de roxo.

“O diagnóstico precoce no qual os especialistas, os médicos de medicina geral e familiar e os outros profissionais de saúde pode mudar o prognóstico da doença e que pode ter impacto na estratégia terapêutica e na sobrevivência dos doentes. É pelos doentes que todos temos de intervir e mudar o amanhã para que possam olhar para o seu futuro de forma mais positiva” acrescenta o presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo.

Cor amarelada da pele (icterícia), dor abdominal, dor na coluna dorsal, aparecimento de diabetes, perda de peso inexplicável, alterações os hábitos intestinais e náuseas são alguns dos principais sintomas do cancro do pâncreas. Os fatores de risco para desenvolvimento da doença são a idade, o tabagismo que é responsável por um terço dos casos da doença, o histórico familiar de incidência desta doença, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e sucessivas pancreatites.

Biografia de José Saramago é apresentada hoje em Lisboa

© Reuters

‘José Saramago: rota de vida’ é o título da biografia, escrita por Joaquim Vieira e editada pela Livros Horizonte, que traça o percurso de uma personalidade única da cultura portuguesa, debruçando-se tanto sobre a sua intensa atividade criativa como sobre a sua atribulada vida privada, descreve a editora.

Único português, até à data, a vencer o Prémio Nobel da Literatura — o que aconteceu há 20 anos – e autor de romances como ‘Memorial do Convento’, ‘O Ano da Morte de Ricardo Reis’ ou ‘Ensaio sobre a Cegueira’, Saramago conquistou por mérito próprio “um estatuto de primordial relevo” na História recente, acrescenta.

A editora destaca, contudo, que José Saramago trilhou “um caminho árduo” até atingir a consagração, já que nasceu num seio de uma família de trabalhadores rurais ribatejanos, estudou apenas para serralheiro mecânico e fez toda a sua formação intelectual como autodidata.

O autor manteve-se na obscuridade durante a maior parte da sua carreira, fosse como funcionário de escritório, responsável por uma editora ou até enquanto editorialista, que não assinava os seus textos, e só por volta dos 60 anos ganhou notoriedade como romancista.

“É um percurso muito rico de vida, sobretudo porque há uma parte que é menos conhecida das pessoas, porque Saramago praticamente só ganhou projeção aos 60 anos, há todo um percurso de evolução até aí que eu acho fascinante”, disse Joaquim Vieira, em entrevista à Lusa.

E explica: “Como é que uma pessoa está na obscuridade durante a maior parte da sua vida e, de repente, começa uma ascensão até chegar ao Nobel? Isso é o que eu acho talvez mais interessante na vida de Saramago, mas interessou-me muito esse primeiro meio século da sua vida, como é que foi a sua formação, para chegar a uma altura e fazer a caminhada para o Nobel”.

Viu-se envolvido em polémicas que mobilizaram as atenções nacionais: foi acusado de praticar censura e de afastar jornalistas como diretor-adjunto do Diário de Notícias.

No entanto, ele próprio viria a queixar-se, anos mais tarde, de o Governo lhe censurar um livro, o que o levaria a tomar a decisão de se afastar do país.

Joaquim Vieira refere-se a esse episódio, passado no chamado “verão quente” de 1975, do saneamento de jornalistas que exigiam mais pluralismo, como tendo sido “muito complicado” na vida de Saramago, que ainda se tentou distanciar desse ato, afirmando que não tinha responsabilidades.

“Mas não é essa a ideia que se tira, quando se investiga o assunto e se fala com pessoas que viveram isso também. A ideia que se tira é que ele teve responsabilidades”, afirma Joaquim Vieira, argumentando, contudo, que é preciso perceber o que se passou, “no contexto da época”.

Eram tempos de muita agitação, em que toda a gente tomava posição, e Saramago esteve também envolvido em toda essa agitação, escrevia editoriais que defendiam opiniões “incendiárias no contexto da época do PREC [Período Revolucionário em Curso]”.

Na altura, dizia-se que o jornal estava na mão do PCP e, de facto, José Saramago era militante do partido, “só que aqueles editoriais escritos por ele eram mais radicais do que a posição do PCP, o que causou até incómodos ao próprio Partido Comunista”, contou Joaquim Vieira, confessando que desconhecia este pormenor.

A biografia de José Saramago revela também um homem com uma relação “um pouco atribulada” com mulheres, com quem teve “muitos atos de sedução ao longo da vida”.

“Há muitas histórias de Saramago com mulheres”, histórias que, hoje em dia, na era do movimento ‘#metoo’, possivelmente ganhariam “um outro significado”.

“As pessoas farão os seus juízos, não o acuso de assédio, mas descrevo certos episódios e depois as pessoas tiram as suas conclusões”, afirmou Vieira, frisando que nenhuma das pessoas que entrevistou acusou o escritor de assédio, de “maneira explicita”, mas contaram “situações que são um bocado complicadas”.

Apesar destes episódios, Joaquim Vieira salienta que “o fundamental” da biografia de Saramago é a obra, a escrita e a literatura.

O jornalista, que já foi biógrafo de Mário Soares e Francisco Pinto Balsemão, assumiu a empreitada de escrever a biografia de José Saramago, a convite da editora Livros Horizonte, tarefa que lhe demorou três anos de trabalho e que chegou este mês às livrarias.

LUSA

Restrições ao alojamento local em algumas zonas entraram hoje em vigor

© Lusa

decisão foi publicada num suplemento ao Boletim Municipal, após a proposta ter tido o aval da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) na terça-feira.

Como foi publicada na quinta-feira, a decisão produz efeitos a partir de hoje.

A proposta do executivo liderado por Fernando Medina (PS) foi votada por pontos na reunião plenária da AML, mas no geral contou com os votos contra do CDS-PP, PPM, MPT e PSD, e os votos favoráveis de PS, deputados independentes, PCP, PEV, PAN e BE.

No final da sessão, na terça-feira, a presidente da AML, Helena Roseta, garantiu aos jornalistas que o assunto iria ser tratado “com a máxima urgência”, para que a medida fosse publicada em Boletim Municipal ainda esta semana.

A proposta para suspender a criação de novas unidades nas zonas do Bairro Alto, Madragoa, Castelo, Alfama e Mouraria foi aprovada pela câmara em final de outubro, com votos favoráveis de PS, BE e PCP, e os votos contra de PSD e CDS-PP.

A suspensão deverá abranger também zonas como o Príncipe Real, Graça ou o Cais do Sodré e é válida por seis meses, prorrogável por igual período, ou até estar aprovado o regulamento municipal, documento que o executivo estima aprovar até março do próximo ano.

Além da suspensão de novos registos, a proposta prevê também o “acompanhamento e a monitorização das demais ‘zonas turísticas homogéneas’, em particular daquelas que possam ser alvo de maior pressão relativamente ao uso habitacional, nomeadamente as ‘zonas turísticas homogéneas’ da Baixa/Eixos/Av. da Liberdade/Av. da República/Av. Almirante Reis, Graça, Colina de Santana, Ajuda e Lapa/Estrela”.

Falando na AML, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, explicou aos deputados que o critério usado para definir as zonas onde vigorará a suspensão foi o rácio de 25% entre os alojamentos clássicos e aqueles registados como alojamento local.

Já na apresentação da proposta aos jornalistas, antes de ser apreciada pela Câmara e pela AML, Fernando Medina estimou que a medida poderia entrar em vigor “nas primeiras semanas de novembro”.

Esta proposta tem por base o ‘Estudo Urbanístico do Turismo em Lisboa’, apresentado à vereação na reunião camarária de 11 de outubro.

LUSA

Fundador do Web Summit muda-se para Lisboa e vai expandir escritórios

© Lusa

Em conferência de imprensa no última dia da conferência, a decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL), o também CEO do evento notou não poder prever o exato desenvolvimento para a próxima década, mas anunciou que os escritórios da Web Summit vão ser “expandidos dramaticamente” na capital.

“A minha mulher disse-me ontem à noite que nos vamos mudar para Lisboa, por isso a decisão parece estar tomada. Já passo aqui muito tempo, vou passar ainda mais, assim como a minha mulher e o nosso pequeno filho”, anunciou.

Cosgrave garantiu que agora serão planeados não só o próximo ano, como “os seguintes”

LUSA

EPAL espera regularizar abastecimento de água em Lisboa ao final da manhã

© iStock

Segundo a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, SA, por causa da rotura numa conduta na Rua Maria Pia, em Alcântara, que obrigou ao corte do trânsito, faltou a água em parte desta rua e em parte da Rua Arco do Carvalhão, assim como na Calçada dos sete Moinhos.

“As equipas da EPAL estão no local a realizar manobras de rede no sentido de regularizar o abastecimento de água nas referidas ruas até ao final desta manhã”, refere a empresa, com comunicado.

A EPAL apela ainda à compreensão e colaboração dos consumidores, para evitarem consumos excessivos.

Segundo fonte dos bombeiros, no local, pelas 09:30, estavam 16 homens e quatro viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, assim como a PSP.

LUSA

“Pertinente e relevante”, o festival DocLisboa começa na quinta-feira

© DocLisboa/Facebook

Candidato da Áustria a uma nomeação para os Óscares e estreado este ano no festival de Berlim, ‘The Waldheim Waltz’, de Ruth Beckermann, recorda como Kurt Waldheim foi eleito para a presidência austríaca, em 1986, com o eleitorado em negação em relação ao passado nazi.

Ruth Beckermann, que estará em Lisboa para apresentar o filme na Culturgest, usou apenas imagens de arquivo dos anos 1970 e 1980, algumas das quais captadas por ela mesma, para apresentar um documentário com ecos na atualidade política austríaca.

‘The Waldheim Waltz’ é uma das escolhas da direção do DocLisboa para cumprir um dos objetivos do festival: continuar a ser “pertinente e relevante internacionalmente”, como afirmou uma das diretoras, Cíntia Gil, no início do mês num encontro com jornalistas.

“Chegámos a uma competição internacional feita apenas com estreias mundiais e internacionais. E em todo o festival temos 68 estreias mundiais e 22 estreias internacionais. Significa que 68 equipas de filmes reconheceram o DocLisboa como o local onde será pertinente mostrar os seus filmes pela primeira vez”, disse Cíntia Gil.

Da competição internacional fazem parte, entre outros, ‘Goodnight & Goodbye’, de Yao-Tung Wu, ‘From the land’, de Ramona Badescu e Jeff Silva, ‘Antecâmara’, de Jorge Cramez, e ‘Their own republic’, de Aliona Polunina e que causou polémica entre o festival e a embaixada da Ucrânia.

Na semana passada, a direção do DocLisboa revelou à Lusa que sofreu pressões por parte das embaixadas da Ucrânia e da Turquia por causa da programação deste ano. A embaixada da Ucrânia em Portugal queria que retirassem o filme de Aliona Polunina, alegando que “dá voz a uma organização terrorista”.

Já a embaixada da Turquia pediu que retirarem das sinopses de dois filmes (‘Yol: The Full Version’ e ‘Armenia, Cradle of Humanity’) as expressões “aniquilação do povo curdo” e, referindo-se à Arménia, “local de um dos genocídios mais violentos do século passado”.

“O DocLisboa não é um festival neutro, temos uma posição política e não aceitamos interferências. É a primeira vez que me lembro de este tipo de situações acontecer. Fazemos um aviso e não uma denúncia, e convidamos os responsáveis a participarem nos debates, no final de cada filme”, disse Cíntia Gil à agência Lusa.

Além da relevância e pertinência internacional, a direção do DocLisboa disse ter cumprido, à 16.ª edição, outro objetivo: “Continuar a ser um local de referência para apresentação de filmes portugueses. Temos 59 filmes portugueses a estrearem. Um festival só tem pertinência quando o meio do qual nasce e no qual se insere o reconhece”.

Da produção nacional selecionada fazem parte, entre outros, “Casa Encantada”, de Júlio Alves, ‘Extinção’, de Salomé Lamas, ‘Avenida Almirante Reis em 3 andamentos’, de Renata Sancho, ‘A (im)permanência do gesto’, de Manuel Botelho, ‘Terra Franca’, de Leonor Teles, e dois filmes de Jorge Cramez – ‘Antecâmara’ – que integra a competição internacional – e ‘Actos de Cinema’.

Da restante programação, destaque, por exemplo, para ‘Fahrenheit 11/9’, de Michael Moore, sobre a administração de Donald Trump, ‘O plano’, de Steve Sprung, sobre trabalho, e ‘The silence of others’, olhar de Almudena Carracedo e Robert Bahar sobre vítimas do franquismo, em Espanha.

Da programação, destaque ainda para a retrospetiva, em parceria com a Cinemateca, dedicada ao realizador colombiano Luis Ospina, que estará em Lisboa para mostrar uma obra praticamente desconhecida em Portugal.

Na secção ‘Heart Beat’ foram incluídos ‘Friedkin Uncut’, filme de Francesco Zippel sobre o realizador de ‘O exorcista’, mas também documentários sobre os Depeche Mode, sobre a editora Blue Note ou sobre Rostropovich, e ainda uma homenagem a Aretha Franklin com ‘The blues brothers’, de John Landis.

O DocLisboa volta a ocupar os espaços da Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca e Cinema Ideal.

O encerramento do festival, no dia 28, ficará por conta de ‘Infinite Football’, de Corneliu Porumboiu.

Nesta edição, o DocLisboa procura ser mais inclusivo, com uma sessão de audiodescrição para cegos e pessoas com deficiência visual, no dia 19 com o filme ‘Shut up and play the piano’, de Philipp Jedicke.

Terminado o DocLisboa, a associação Apordoc, que o organiza, estenderá várias atividades ao longo do ano, nomeadamente com divulgação de cinema documental em bibliotecas públicas e a exibição comercial de alguns filmes em Lisboa e no Porto.

LUSA

Prevenção e segurança são as prioridades da Associação Portuguesa de Riscos

A RISCOS – Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada com o objetivo de prevenir os riscos a que todos os dias estamos expostos, de minimizar as consequências das suas manifestações e contribuir para a segurança das pessoas e dos seus bens.

Há 14 anos que estes encontros nacionais têm palco e vão dando voz a questões que envolvem toda a sociedade portuguesa. Este ano, o evento tem como ponto de partida os 30 anos que decorreram desde o incêndio do Chiado e, como foco, a premissa de “aprender com o passado”. A 25 de agosto de 1988 as chamas destruíram por completo os armazéns Grandella e Chiado, da baixa lisboeta. O fogo que deflagrou por volta das cinco horas da manhã, destruiu 18 edifícios e uma área que equivale a quase oito estádios de futebol.

“Nos últimos anos, os encontros têm sido organizados no sentido de serem comemorativos, utilizando uma efeméride histórica. A ideia é sempre aprender com o passado”.

O objetivo deste encontro, assim como dos anteriores e dos futuros, é o de aprender com os acontecimentos do passado. Este tem a ver com problemas ligados aos chamados incêndios urbanos, designadamente em termos de combate aos incêndios nas grandes estruturas.

A falta de informação é ainda um problema no combate aos incêndios urbanos, o que torna a ação humana amplamente responsável por ocorrências deste tipo.

Numa lógica de descentralizar a questão dos riscos, os encontros já se realizaram em vários pontos do país. “Os riscos que dizem respeito às chamadas catástrofes naturais não estão relacionados diretamente com a natureza, mas sim com as atividades humanas, isto é, podem ser prevenidos. O fenómeno em si é natural e o que o torna perigoso é a presença humana. Se lá não estivermos ou os nossos bens, o fenómeno não afeta as pessoas ou os seus bens, logo não causa dano, trata-se dum processo natural. Na maior parte das vezes somos nós os responsáveis e por isso é que estes encontros têm como carimbo, também, a prevenção”, explica o nosso interlocutor.

Na opinião de Luciano Lourenço, em algumas áreas, Portugal tem aprendido com o passado, nomeadamente com os sismos, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Em termos de ordenamento e construção, tudo o que decorreu do grande terramoto de Lisboa de 1755 foi uma grande lição, marcou e mudou o pensamento de então sobre as causas dos sismos, deu início à construção antissísmica, tornou o conhecimento mais científico.

No entanto, o melhoramento tem de ser uma constante, quer  a nível de equipamentos, quer de profissionais bem formados.

O público mais interessado, à partida e numa vertente técnica, são os bombeiros e demais agentes de proteção civil, no entanto, o cidadão comum tem o máximo interesse em saber como se pode prevenir e deve reagir perante os riscos.

Com um painel composto por profissionais de várias áreas, desde as engenharias, ciências, história, geografia, jornalismo, a mensagem tende a ser clara: “o risco é transversal a muitas áreas da sociedade”, afirma o professor.

A associação promove, ainda, sequencialmente e de três em três anos, simpósios ibero-afro-americanos e congressos internacionais de riscos.

O tema para o Encontro do próximo ano já está pensado e será sobre risco  sismíco em Portugal.

Lançamento do livro “Empreendedoras por Natureza”

Brasil e Portugal unem-se através de duas empreendedoras: Rosely Cruz, luso-brasileira natural de São Paulo, empreendedora em série, investidora anjo no Brasil, Estados Unidos e Portugal, é advogada e fundadora do escritório de advocacia com a filosofia “neolaw.”, e também fundadora e Presidente do IBAJUD e Sandra Isabel Correia, portuguesa natural do Algarve, “Melhor Empresária da Europa” em 2011 e fundadora da Pelcor e do Women’s Club.

Estas duas mulheres contam a sua história desde a infância, confessam os segredos do percurso, revelam os percalços que encontraram e explicam as armas com que conseguiram vencer. O sonho delas é inspirar outras mulheres a concretizarem o seu sonho.

O lançamento será no dia 18 de outubro, em Lisboa, na Associação Corações com Coroa, às 18h00.

U2 estão de volta a Lisboa este fim de semana

Esta será a sexta vez que os U2 atuam em Portugal, oito anos depois de terem feito dois concertos lotados no Estádio Cidade de Coimbra, em outubro de 2010: Em 1982, tocaram no festival de Vilar de Mouros e em 1993, 1997 e 2005 atuaram no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

A atual digressão começou em maio nos Estados Unidos, mas a etapa europeia só arrancou no início deste mês, num concerto atribulado em Berlim, interrompido por problemas vocais de Bono.

Apesar de ser um regresso a Portugal – onde até já foram condecorados pelo Presidente da República -, para os U2 será uma estreia em recinto fechado perante os portugueses.

Se se mantiver o plano das datas mais recentes, os U2 deverão tocar em Lisboa mais de 20 músicas, com o alinhamento cenicamente dividido entre dois palcos, um com mais destaque visual e outro mais intimista.

Embora os dois registos mais recentes, ‘Songs of Innocence’ (2014) e ‘Songs of Experience’ (2017), sejam a razão de ser da digressão, deverá haver muito espaço para pegar no retrovisor e olhar para a carreira, que começou em 1976 em Dublin.

Os U2 chegam a Lisboa depois de quatro datas em Paris, onde tocaram temas como ‘Beautiful Day’, ‘Elevation’, ‘Sunday Bloody Sunday’, ‘I will follow’ e ‘City of blinding lights’. Abriram com ‘The blackout’ e fecharam com ’13 (There is a light)’, ambos de ‘Songs of Experience’.

Os U2 integram Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.

LUSA

Lisboa: concertos gratuitos e mais de 500 músicos do jazz reunidos

Entre músicos, promotores, agentes, programadores, responsáveis dos principais festivais de jazz e editoras, os participantes serão mais de 500 – “um recorde de inscrições” – naquela que é, de acordo com a organização, a “edição mais concorrida de sempre”.

Os profissionais irão reunir-se entre quinta-feira e sábado, no Centro Cultural de Belém (CCB), “para trocar conhecimento e experiência numa ‘summit’ [cimeira] sem precedentes”.

Em janeiro, quando anunciou a realização do evento, o programador e saxofonista Carlos Martins explicava à Lusa que este encontro em Lisboa poderia ajudar à internacionalização do jazz português.

“No caso do jazz português, é preciso romper o muro geográfico e promovê-lo fora de Portugal, porque o país não tem dimensão para a qualidade extraordinária do jazz português. É preciso que se expanda e tenha uma estratégica organizada”, disse.

A programação da conferência, a decorrer de manhã à noite, inclui palestras da cantora portuguesa Maria João, que falará sobre o percurso no jazz, e do francês François Pachet, diretor da área de pesquisa da plataforma de música Spotify, e vários ‘showcases’ de música portuguesa: Impermanence, Bode Wilson Trio, Axes, Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble, Quarteto Beatriz Nunes e TGB.

Aproveitando a celebração do Ano Europeu do Património Cultural, os participantes serão convidados a visitar um espaço cultural ou museu da zona de Belém. A visita será feita por um narrador ou um músico de jazz, que atuará no local.

Ainda durante a conferência, a associação Europe Jazz Network fará uma assembleia geral, terá grupos de discussão sobre temas como educação pelo jazz, inclusão social e igualdade de género. Serão ainda atribuídos prémios entre os membros associados – festivais, promotoras, produtoras – e apresentado um livro sobre a história do jazz europeu.

Além disso, haverá vários concertos abertos ao público, “que visam mostrar o melhor jazz que se faz atualmente na Europa”.

O Grande Auditório do CCB será palco, na quinta-feira, de um espetáculo da Orquestra de Jazz de Matosinhos, com a participação especial de Maria João, do pianista João Paulo Esteves da Silva, do acordeonista João Barradas e do saxofonista João Mortágua.

Na sexta-feira, juntam-se em palco o trio norueguês Espen Eriksen e o saxofonista britânico Andy Sheppard e, no sábado, atua o projeto New Conception of Jazz, do pianista e compositor norueguês Bugge Wesseltoft.

A conferência é organizada pela Europe Jazz Network, em parceria com a associação Sons da Lusofonia e com o CCB.

No ano passado, a Conferência Europeia de Jazz aconteceu em Liubliana, na Eslovénia.

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