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Digitalização das empresas: muito mais do que Marketing Digital

ARIEL ALEXANDRE (E-COMMERCE EXPERIENCE) E FRANCISCO SÁ (CEO DO LISPOLIS) NO BOOTCAMP E-COMMERCE EXPERIENCE

Mais de metade das empresas portuguesas não têm presença online – seja através de um website ou de redes sociais. Segundo o estudo Economia Digital em Portugal 2018, elaborado pela ACEPI – Associação da Economia Digital e pela consultora tecnológica IDC, não conseguimos encontrar 59% das empresas portuguesas online.

Este dado indica que é necessária uma educação para o digital no tecido empresarial português, caracterizado por ter 90% de pequenas e médias empresas, que nem sempre alocam os seus recursos à vertente de negócios digitais.

É por este motivo que o LISPOLIS tem vindo a realizar um trabalho de apoio a eventos focados na literacia digital. Em setembro de 2018, realizámos um evento para mais de 700 pessoas focado no E-Commerce em Portugal, o Bootcamp E-Commerce Experience, no qual se exploraram as melhores práticas que estão a ser implementadas por empresas portuguesas e estrangeiras. Nesta sessão, foi possível assistir aos casos das marcas Chronopost, Salsa, Undandy e do grupo Sonae.

Este evento marcou o início do programa de aceleração E-Commerce Experience, que se aproxima agora do fim da sua primeira edição. Durante cerca de seis meses, este programa tem vindo a oferecer formação na área do e-commerce com profissionais de renome que atuam no mercado português e brasileiro, e a proporcionar a troca de experiências entre 20 marcas através de encontros semanais.

Já em outubro de 2018, o Fórum Tecnológico (espaço no LISPOLIS preparado e equipado para acolher eventos de várias dimensões) acolheu o evento CLICKSUMMIT, focado no marketing e vendas online, que recebeu mais de 500 pessoas durante dois dias e mais de 40 oradores.

Mais recentemente, nos dias 20 e 21 de março de 2019, o LISPOLIS recebeu 720 pessoas para o evento Expo Fórum Digitalks 2019, um evento proveniente do Brasil, onde já realizou nove edições (desde 2009) com mais de seis mil participantes por ano.

Pela primeira vez em Portugal, o DIGITALKS Lisboa trouxe aos dois palcos do Fórum Tecnológico 58 oradores versados em e-commerce e marketing digital, que falaram sobre omnichannel, anúncios online, vídeo marketing, customer journey, growth hacking, entre outros temas atuais dos negócios digitais.

Além da partilha de conhecimento, este evento teve como principal objetivo a criação de uma ponte de negócios entre Portugal e o Brasil, sendo 36% dos participantes provenientes do Brasil. O evento contou com mais de 15 empresas em exposição, no piso zero do edifício, e com dois momentos de sunset, no final das palestras de cada um dos dias, que proporcionaram um ambiente descontraído de networking entre oradores e participantes.

Acreditamos que estes eventos são fundamentais para as empresas portuguesas partilharem conhecimentos nesta área, se atualizarem sobre as novas tendências e criarem redes de contactos cada vez mais amplas. E não são apenas interessantes a nível de partilha, mas também a nível comercial, uma vez que no DIGITALKS foram várias as empresas que participaram e finalizaram negócios!

O consumidor está a mudar

“Hoje a jornada não é mais linear, e o objetivo do profissional de marketing é estar lá nos momentos certos”, dizia Daniel Galvão da CRP Mango no palco principal do DIGITALKS. O digital assume aqui um papel fulcral na apresentação de uma boa experiência do consumidor, que pode determinar a sua compra (ou não) do produto ou serviço.

Adriana Lima, da Google, revelou na abertura do segundo dia deste evento que 60% dos utilizadores deixaram de comprar uma determinada marca devido à má experiência de serviço recorrente. Assim, perceber e melhorar a Customer Journey é fundamental não só para angariar novos clientes como para fidelizar os que já compraram.

A estratégia Omnichannel é uma das formas apontadas por vários oradores do evento para melhorar a experiência do consumidor: um cliente deve poder comprar pelo canal que prefere, seja digital ou físico, e receber o mesmo atendimento em todos os pontos de contacto, fazendo com que a sua perceção de marca seja coerente. O cuidado no atendimento ao cliente nos vários canais (por exemplo online, por telefone ou em loja física), seja na pré ou na pós-venda, é outro fator determinante na escolha de um produto em detrimento dos seus concorrentes.

O Modelo Customer Centric ganha assim maior expressão, transformando a forma como as empresas encaram a sua comunicação – passa de uma comunicação focada no que as empresas querem dizer para mensagens mais dirigidas para o que o cliente quer ouvir. No fundo, assiste-se a uma mudança de paradigma em que as pessoas se tornam no centro do negócio, seja a nível interno seja a nível externo.

O Mobile assume aqui um papel fundamental: as marcas têm vindo a apostar num modelo Mobile First por perceberem que o consumidor passa uma grande parte do seu tempo neste dispositivo. Dados do relatório mundial Digital 2019, realizado pelas empresas Hootsuite e We Are Social, demonstram que o consumidor português passa cerca de 6h38min por dia na internet, das quais 2h27min são passadas no telemóvel. São mais de 7 milhões de pessoas que utilizam a internet via mobile, o que representa 69% da população total do país.

As empresas têm aqui uma oportunidade de mercado, de chegar ao seu consumidor por via deste canal, pelo que a aposta numa transformação digital dos seus modelos de negócio se afigura fundamental. A mudança passa não só pela adoção de uma estratégia integrada de marketing, que inclua os meios tradicionais e os meios digitais, como pela reformulação completa da forma como as empresas pensam no negócio e o vão adaptar à nova realidade.

As PMEs Tecnológicas com modelos de negócio Business to Business (B2B) têm tido tendência a autoexcluir-se destes canais digitais por não venderem para o cliente final. A questão que lhes deixamos é se pretendem continuar fora do smartphone da pessoa que, mesmo em representação de uma empresa, lhes vai adjudicar ou não determinado serviço.

O LISPOLIS é muito mais que digital. A nossa missão é acolher e apoiar as empresas no seu desenvolvimento, ajudando-as a estabelecer contactos, a procurar investimento ou ainda no processo de internacionalização. Mas a digitalização da economia e dos negócios é um caminho sem retorno, pelo que o LISPOLIS continuará a promover e a divulgar as melhores práticas.

Uma das ferramentas mais recentes de apoio ao desenvolvimento digital das empresas é a SHIFT 4.0 (https://shift4.isq.pt/shift.html#TOP), criada através de uma parceria entre o IAPMEI e o ISQ, que tem como objetivo analisar a maturidade digital das empresas.

Para saber mais sobre o nosso apoio e os eventos futuros, consulte o nosso website em www.lispolis.pt ou contacte-nos via Facebook ou telefone (217 101 700).

Opinião de Pedro Rebordão, Diretor de Promoção e Inovação do Lispolis, e Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis

Techvisa ajuda empresas a atrair talento extracomunitário

As empresas estão cada vez mais exigentes. E esta exigência é ainda maior quando se tratam de empresas tecnológicas, como as de desenvolvimento de software, e empresas inovadoras, como as que desenvolvem novos produtos e / ou serviços. São estas as empresas que o LISPOLIS acolhe e pretende continuar a acolher, sejam elas Startups, PMEs ou Grandes Empresas e Multinacionais.

A convivência que o LISPOLIS tem com as empresas instaladas permite-lhe entender o que estas necessitam para desenvolver a sua atividade. Espaço por espaço, considerando que inclui serviços associados a condomínio e manutenção, é hoje manifestamente insuficiente. Mais do que a procura por metros quadrados, as empresas querem um local onde possam encontrar apoio no desenvolvimento do seu negócio, seja no acesso a informação e à agenda de eventos, seja na facilidade de alargarem a sua rede de contactos, seja no apoio na procura de soluções de investimento e / ou financiamento, ou ainda no acesso a serviços especializados.

Um dos assuntos que mais preocupa estas empresas atualmente é conseguirem atrair e reter os recursos humanos altamente qualificados de que necessitam para darem resposta a todos os pedidos e propostas que lhes chegam por parte dos seus clientes.

A focusbc (http://www.focus-bc.com/pt/), empresa de consultoria de negócio e de conceção e implementação de soluções no âmbito da performance management e location intelligence, com foco na personalização de ferramentas para os seus clientes, é uma das empresas que mais tem sentido esta realidade.  “Temos vindo a procurar talento a um nível global, com ajuda de clientes e parceiros especializados, oferecendo condições atrativas aos candidatos e mecanismos de retenção de talento”, afirma Sandro Baptista, Managing Partner.

Explica ainda que entre os pontos mais relevantes para os novos colaboradores aquando da escolha de uma nova empresa para trabalhar estão os “desafios contínuos, inovação de produto e projetos, clientes de referência nacional e internacional, instalações modernas com zonas de lazer e diversão interior e exterior, ambiente informal e mecanismos de acolhimento (fruta, bebidas), fóruns de partilha de conhecimento abertos à comunidade (eventos, meetups, etc.), diferentes modelos de contratação, flexibilidade de horários e trabalho remoto, atividades de lazer em equipa e um modelo de gestão de capital intelectual que engloba um pacote de remuneração atrativo, prémios trimestrais, fringe benefits, modelo de carreiras, formação contínua e programas de certificação”.

O talento é cada vez mais exigente, o que cria uma dificuldade acrescida para as empresas e uma diferença no mercado entre a oferta e a procura.

É também notória uma escassez de talento em Portugal, que é sobretudo sentida pelas empresas de software. Segundo o relatório Hays Global Skills Index 2018, existe um gap de 9,4 numa escala até 10 entre as competências que as empresas procuram e as competências disponíveis no mercado de trabalho, em Portugal. Este número significa que “os negócios enfrentam agora um problema sério em fazer coincidir o talento disponível com as vagas de trabalho”, indica o mesmo relatório, disponível em http://www.hays-index.com/.

A escassez de recursos justifica-se ainda por um aumento da procura, uma vez que é do conhecimento público que grandes empresas têm optado por Portugal para instalar os seus centros de competências e que, simultaneamente, não houve um acompanhamento e adaptação a um novo paradigma de mercado por parte das entidades que trabalham o talento, como é o caso das Universidades.

 

 

O LISPOLIS tem acompanhado estas preocupações de muito próximo e tem feito tudo o que está ao seu alcance para ajudar as empresas a encontrarem soluções, nomeadamente a dois níveis: 1) fazendo a ponte com os cursos com saída para tecnologia das Faculdades associadas ao LISPOLIS, nomeadamente o Instituto Superior Técnico (IST) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL); 2) fazendo a ligação entre empresas que querem contratar (procura) e empresas que disponibilizam o talento (oferta), numa lógica de contratação de serviços de desenvolvimento ou de outsourcing de recursos humanos qualificados, ao invés da tradicional solução do ingresso de um novo colaborador no quadro.

É por esse motivo que, considerando também que a falta de recursos qualificados é um problema não apenas português mas também europeu, dá destaque ao programa Tech Visa, promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) e pela estratégia Startup Portugal. Esta nova iniciativa tem como objetivo “que quadros altamente qualificados, especialmente da área tecnológica, estrangeiros à União Europeia, possam aceder aos empregos criados pelas empresas portuguesas de forma simplificada”, como se pode ler na sua génese, em http://www.iapmei.pt/.

Se no Startup Visa, programa destinado a empreendedores estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal, com vista à concessão de visto de residência ou autorização de residência, a certificação é atribuída a incubadoras que possam acolher estes projetos, como o LISPOLIS, no programa Tech Visa são as empresas tecnológicas e inovadoras que têm de ser certificadas pelo IAPMEI.

E as empresas do LISPOLIS veem com bons olhos este tipo de iniciativas. “É enorme a disparidade entre o número de recursos qualificados extracomunitários que desejam realocar-se para Portugal e aqueles que fazem essa mudança. Na HHS temos aproveitado a desmaterialização que as TI permitem, através do trabalho remoto, para colmatar a falta de uma via expedita para acolher estes(as) profissionais. Um capital humano de inestimável valor que contribuirá para a nossa sociedade. Urge alterar a postura. Portugal é um país fantástico para viver, recebamos de braços abertos o talento que nos procura”, declara Marco Correia, Conselheiro Estratégico da Host Hotel Systems (https://www.hostpms.com/)

Toda a informação sobre o programa, processo e critérios de certificação das empresas, assim como os requisitos de elegibilidade de trabalhadores altamente qualificados, está disponível no site do IAPMEI (http://www.iapmei.pt). Referir apenas que:

O programa é destinado a empresas tecnológicas e inovadoras que pretendam contratar talento altamente qualificado oriundo de Estados terceiros;

As candidaturas abriram a 2 de janeiro de 2019 e têm como data limite 31 de dezembro de 2019;

Todo o processo decorre numa área reservada da Consola de Cliente do IAPMEI;

As candidaturas serão analisadas num prazo máximo de 20 dias úteis a contar da data de submissão.

Costumamos dizer que o sucesso do LISPOLIS está intimamente ligado ao sucesso das empresas que acolhe. Se as empresas tecnológicas e inovadoras não conseguirem ter os recursos de que necessitam, não conseguirão desenvolver e entregar os projetos, quer os que têm em carteira quer outros que não conseguirão obter por falta de capacidade de resposta. É por isso, e por pretender sempre que possível contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade, que o LISPOLIS promove ativamente este programa junto das suas empresas e da sua rede de contactos e está disponível para o esclarecimento de todas as dúvidas online (em https://www.lispolis.pt/) ou pelos seus contactos habituais (217101700 ou geral@lispolis.pt).

Opinião de Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis e Pedro Rebordão, Diretor de promoção e inovação do Lispolis.

Uma relação de confiança mútua

Quais têm sido os eixos estratégicos de atuação do Lispolis?

Em primeiro lugar, é sempre bom ouvir esse tipo de testemunhos, pois significa que, enquanto LISPOLIS, estamos a cumprir a nossa missão.

O LISPOLIS tem uma estratégia definida, denominada “Nova Ambição”, assente em cinco eixos: Parcerias / Redes, relacionado com a colaboração com atores estratégicos; Conhecimento, que tem a ver com a proximidade com focos de saber, como Universidades ou as próprias empresas; Empreendedorismo, muito relacionado com inovação e com a necessidade de fazer coisas novas; Investimento / Empresas, que tem a ver com a atração de empresas diferenciadas e com capacidade de crescer e atrair mais empresas; Internacionalização, não só do LISPOLIS, mas também das suas empresas.

Tendo em conta que o LISPOLIS acolhe startups, micro, pequenas, médias e grandes empresas, incluindo multinacionais, unidas por um cariz tecnológico e pela capacidade de diferenciação, é importante a proximidade às empresas, a criação de uma relação de confiança mútua e a capacidade de as apoiar no que elas necessitam e no momento em que a necessidade é sentida, seja no apoio ao desenvolvimento do negócio, no estabelecimento de contactos ou na procura de investimento.

O Lispolis integra a Rede de Incubadoras de Lisboa, a TECPARQUES – Associação Portuguesa de Parques de Ciência e Tecnologia, a Rede Nacional de Incubadoras e o IASP – International Association of Science Parks and Areas of Innovation. É também Ignition Partner da Portugal Ventures. Que desafios enfrenta atualmente enquanto parque empresarial/tecnológico?

Um dos desafios do LISPOLIS é continuar a manter a colaboração com as redes aqui referidas, assim como com as entidades que as integram de forma a manter a sua posição de parceiro no desenvolvimento de iniciativas e um ator na proposta de políticas públicas orientadas para o setor.

O LISPOLIS tem vários desafios concretos para 2018: posicionar-se como local de destino para startups e empresas tecnológicas provenientes de incubadoras ou de programas de aceleração; tornar a comunidade de empresas LISPOLIS cada vez mais cooperante (ou colaborativa) – acolhemos presentemente mais de 120 empresas que faturam mais de 100M€ / ano; melhorar os serviços de apoio às empresas, seja através do reforço de competências internas ou de parcerias – está previsto para este ano lançar a Rede de Mentores LISPOLIS; lançar iniciativas exclusivas do LISPOLIS – este ano vamos fazer a segunda edição de um concurso de ideias cujo prémio é o MVP de uma APP e vamos lançar a primeira edição de um programa de aceleração focado em ajudar negócios a passarem do modelo físico ou em loja para o digital.

Como parque empresarial / tecnológico, para além dos desafios no apoio aos empreendedores e às empresas, e esta é a principal função das incubadoras, temos que nos preocupar também com questões como continuar a garantir as condições de mobilidade no LISPOLIS – a instalação e possível expansão da Universidade Europeia veio tornar o estacionamento, algo tão vulgar, numa das nossas grandes preocupações enquanto gestores do parque a par do reforço do transporte público. Outra preocupação, e acreditamos que não é só do LISPOLIS, é continuar a investir na digitalização dos nossos serviços.

Que principais diferenças se encontram entre o panorama empresarial atual em Portugal e o momento em que o projeto Lispolis iniciou?

O LISPOLIS iniciou a sua atividade em julho de 1991, acolheu a primeira empresa em 1994, e desde então acolheu mais de 330 empresas.

Identificamos três diferenças muito significativas que ilustram bem a mudança de paradigma. Uma primeira, relacionada com as startups, e com todo o ecossistema que se construiu, e que inclui redes de incubadoras, programas de aceleração, investidores, mentores, e também uma mudança muito significativa nos objetivos dos jovens que hoje em dia frequentam a Universidade: o objetivo já não é apenas trabalhar numa grande empresa ou consultora por conta de outrem,  iniciar um negócio próprio passou também a ser uma forte alternativa de carreira ou opção profissional. A segunda diferença está relacionada com os serviços de near shore, ou seja, a deslocalização de serviços, seja porque se encontram condições mais favoráveis ou a mão-de-obra necessária noutras localizações: no LISPOLIS acolhemos empresas que fazem desta a sua atividade, existindo já casos de empresas que têm a seu cargo não a prestação de serviços de manutenção (mais comuns de serem deslocalizados) mas assegurar o desenvolvimento do core do próprio negócio. A terceira diferença é a escolha de Portugal para instalação de grandes empresas, como o caso recente da Google.

É também importante realçar que toda esta mudança começou a acontecer, pelo menos de uma forma mais consistente, em plena crise, suportada na excelência da qualificação dos nossos quadros e reforçada com a vinda do Web Summit para Lisboa, que veio definitivamente sinalizar a cidade e o país como local de eleição para acolher iniciativas empresariais. E isto era algo que não acontecia em 1991, quando se falava apenas em spin off dos laboratórios do Estado.

No âmbito da estratégia nacional para o empreendedorismo, designada de StartUP Portugal, foi incluída a medida Vale Incubação. Quais são as expectativas?

O LISPOLIS apoia presentemente dois projetos ao abrigo do programa Vale Incubação, um na área da manutenção industrial e outro na área da impressão online. A expectativa será assegurar que empresas em fase inicial possam continuar a ser apoiadas por esta medida. A expectativa do LISPOLIS é utilizar o Vale Incubação para apoiar empresas cuja atividade envolva não só o desenvolvimento de software mas também o hardware, empresas relacionadas com robótica, IoT ou prototipagem rápida, todas estas alinhadas com a nova política do LISPOLIS de atração de empresas.

O Centro de Incubação e Desenvolvimento do LISPOLIS é uma incubadora acreditada. Qual é, portanto, o seu papel?

O papel do Centro de Incubação e Desenvolvimento é idêntico ao de outras incubadoras, isto é, apoiar empreendedores e empresas através de um programa de incubação que visa o apoio ao seu desenvolvimento em diversas vertentes (mercado, financiamento, quadro legal, etc.) que está para lá da mera cedência de espaços e serviços conexos. Como incubadora acreditada, diferenciamo-nos por sermos “parceiros” da Startup Portugal – Estratégia Nacional para Empreendedorismo, que inclui medidas como o Vale Incubação (apoiámos 2 projetos em 2017), já aqui referida, e o Startup Voucher (apoiámos 9 projetos em 2017 que atingiram a fase final do programa).

Para contextualizar o nosso leitor, o que é a Rede Nacional de Incubadoras e o Vale de Incubação?

A Rede Nacional de Incubadoras é também uma medida da Startup Portugal – Estratégia Nacional para Empreendedorismo que contribui, sobretudo, para demonstrar a expressão da incubação em Portugal e permitir uma melhor articulação entre todos os que têm interesse neste tipo de atividade, sejam incubadoras ou incubados.

O Vale Incubação apoia projetos com menos de um ano na contratação de serviços de incubação prestados por incubadoras de empresas previamente acreditadas, como o Centro de Incubação e Desenvolvimento do LISPOLIS.

Por fim, de que se trata este novo Programa Start Up Visa?

Este novo programa destina-se a empreendedores extracomunitários, caracterizando-se pela concessão de um visto de residência ou autorização de residência. Os empreendedores que necessitam de ser incubados numa incubadora previamente acreditada têm de desenvolver atividades inovadoras e “internacionalizáveis”, têm de criar emprego qualificado e ter capacidade de atingir, em 3 anos, o valor de 325.000€ ou um volume de negócios superior a 500.000€/ano.

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