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Raúl Tijero Vallejo é o novo Diretor Regional de Logística da Luís Simões na zona centro de Espanha

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Formado em Ciências Empresariais pela Universidade de Valladolid e mestre em Supply Chain Management pelo ICIL, para além de ter realizado um programa de liderança na ESADE, Tijero chega à Luís Simões para reforçar a gestão dos Centros de Operações Logísticas desta região ibérica.

Tem sob a sua responsabilidade mais de 200.000m2 de operações logísticas, cerca de 8.500m2 de área de copacking, e a gestão de mais de 320.000 paletes. Os centros de operações logísticas estão localizados essencialmente no Corredor de Henares, zona estratégica para o setor de logística e industrial em Espanha, e contam com as mais recentes tecnologias em termos de automação, capacidade de armazenamento e sustentabilidade.

Tijero desenvolveu toda a sua carreira profissional no setor de logística, o que lhe permitiu adquirir uma vasta experiência em cargos de gestão ao longo de seus 13 anos na Ceva Logistics e na Iron Mountain. Com esta incorporação, a Luís Simões conta com um novo líder para a Direção Regional de Logística da zona centro da Península Ibérica.

Brambles patrocina FoodBank Leadership Institute

A Brambles, empresa líder em soluções de logística para a cadeia de abastecimento que opera em mais de 60 países, maioritariamente através da marca CHEP, tornou-se num dos patrocinadores do evento Food Bank Leadership Institute (FBLI), como parte da parceria da empresa com a The Global FoodBanking Network (GFN). Criado em 2006, o FBLI é o único evento global focado em fortalecer as comunidades, através do incentivo à recuperação e recolha de alimentos para diminuir o problema da fome. A contribuição financeira da Brambles ajudará os membros da GFN a abordar a falta de formação no banco alimentar, aumentando assim a eficácia deste.

Os participantes do evento FBLI incluem responsáveis por bancos alimentares, parceiros e líderes empresariais de todo o mundo, que promovem o modelo de recolha e distribuição de alimentos para diminuir a fome e reduzir o desperdício. Estes intervenientes juntam-se neste evento para discutir os desafios específicos que o setor enfrenta, à medida que trabalham para satisfazer as necessidades de populações em situação de insegurança alimentar, enquanto reduzem o desperdício alimentar a nível mundial. Até à data, cerca de 500 pessoas de 63 países beneficiaram da formação, partilha de ideias e redes de contacto proporcionadas pelo FBLI. O evento deste ano decorreu em Londres, entre 25 e 27 de março, com o tema “One Network. Toward Zero Hunger” (“Uma Rede. Rumo à erradicação da fome”).

Craig A. Nemitz, Diretor dos Serviços Externos da Global FoodBanking Network, afirma que “a realização do FBLI é possível graças ao apoio generoso de parceiros empresariais. Estamos profundamente agradecidos pelo grande apoio da Brambles, cuja experiência certamente ajudará a fornecer o conhecimento e as boas-práticas que vão permitir que os novos bancos alimentares e os que estão em fase inicial se estabeleçam mais rapidamente, que expandam os serviços de forma célere e que funcionem de acordo com os mais altos padrões de excelência“.

Como parte do evento FBLI de 2019, Juan Jose Freijo, Diretor Global de Sustentabilidade da Brambles, moderou o painel “Emerging Trends in the Global Food Industry Made Possible by Brambles”. Juntamente com oradores de empresas como a Danone, Nielsen e Walmart, entre outros representantes corporativos, foram abordadas tendências em crescimento, boas-práticas e abordagens eficazes a questões emergentes, de forma a ajudar os bancos alimentares a estabelecerem-se.

Segundo Juan Jose Freijo, “a disponibilidade de produtos é a chave para todos os bancos alimentares, assim como o conhecimento e a formação. O nosso apoio histórico ao GFN tem-se baseado essencialmente na coordenação de voluntários nos armazéns e no fornecimento de paletes para o transporte de mercadorias para os bancos alimentares, um trabalho que passa despercebido, mas que é essencial para a recolha de alimentos. Estamos orgulhosos por ir mais longe e, além de contribuir para o crescimento dos bancos alimentares existentes, poder fortalecer também as suas capacidades e partilhar as boas-práticas para ajudar quem necessita“.

Há três anos, a Brambles comprometeu-se com uma contribuição financeira anual e contribuições em espécie para a GFN, como formação e consultoria em gestão de armazéns, logística e segurança, numa base de voluntariado. A Brambles concordou também com a disponibilização e promoção da utilização de serviços de pooling de paletes e contentores com os seus clientes na cadeia de abastecimento global, em envios para bancos alimentares membros da GFN.

Acerca da Brambles Limited (ASX:BXB) Através das marcas CHEP e IFCO, a Brambles ajuda a transportar mais mercadorias para mais pessoas e mais locais do que qualquer outra organização no mundo. As suas paletes, grades e contentores formam a espinha dorsal invisível da cadeia de abastecimento global e as maiores marcas do mundo confiam em nós para as ajudar a transportar as suas mercadorias de forma mais eficiente, sustentável e segura. Sendo pioneira da economia de partilha, a Brambles criou uma das empresas de logística mais sustentável do mundo, através da partilha e reutilização das suas plataformas, a partir de um modelo denominado “pooling”. A Brambles opera essencialmente nos sectores de bens de consumo rápido (por exemplo: produtos alimentares secos, mercearias e produtos de saúde e higiene pessoal), produtos frescos, bebidas, retalho e indústrias de fabrico em geral. O Grupo emprega cerca de 12.000 pessoas e é proprietário de aproximadamente 610 milhões de paletes, grades e contentores numa rede com mais de 850 centros de serviço. A Brambles opera em mais de 60 países, encontrando-se a maioria das suas operações na América do Norte e na Europa Ocidental. Para obter mais informações, aceda a www.brambles.com

Acerca da The Global FoodBanking Network

A The Global FoodBanking Network (GFN) é uma organização internacional sem fins lucrativos, sediada em Chicago, que alimenta a fome mundial através da criação e fortalecimento de bancos alimentares em mais de 30 países. A GFN centra-se no combate à fome e na prevenção do desperdício alimentar, prestando informação especializada, direcionando recursos, partilhando conhecimentos e desenvolvendo ligações que aumentam a eficiência, garantem a segurança dos alimentos e alcançam mais pessoas que passam fome. No ano passado, os bancos alimentares membros da GFN recuperaram e redirecionaram alimentos para mais de 9 milhões de pessoas que passam fome.

Índice de Conectividade Global da DHL: Globalização atinge novo recorde

Apesar das crescentes tensões antiglobalização observáveis em diversos países, a conectividade atingiu um recorde em 2017, à medida que os fluxos de comércio, capital, informação e pessoas através das fronteiras nacionais se intensificaram significativamente, pela primeira vez, desde 2007. O forte crescimento económico impulsionou fluxos internacionais, enquanto as importantes mudanças políticas, como os aumentos tarifários nos EUA, não estavam ainda implementadas.

O índice de 2018 mede o estado atual da globalização, bem como as classificações individuais de cada país, com base na profundidade (intensidade dos fluxos internacionais) e na amplitude (distribuição geográfica dos fluxos) das conexões internacionais de cada país. Os cinco países mais conectados do mundo em 2017 foram a Holanda, Singapura, Suíça, Bélgica e Emirados Árabes Unidos. Oito dos 10 países mais conectados são europeus, o que ajuda a tornar a Europa na região mais conectada do mundo, em particular no que diz respeito ao comércio e fluxo de pessoas. A América do Norte, líder em fluxos de capital e informação, ficou em segundo lugar no ranking mundial, seguida pelo Médio Oriente e o Norte da África, em terceiro lugar.

“Mesmo que o mundo continue num processo de globalização, existe ainda um tremendo potencial por explorar. O GCI mostra que, atualmente, a maioria dos movimentos e intercâmbios são domésticos, e não internacionais, mas temos noção de que a globalização é um fator decisivo para o crescimento e a prosperidade”, refere John Pearson, CEO da DHL Express. “O aumento da cooperação internacional continua a contribuir para a estabilidade, de modo que as empresas e os países que adotam a globalização têm enormes benefícios”.

“Surpreendentemente, apesar das recentes conquistas da globalização, o mundo está ainda menos conectado do que a maioria das pessoas pensa”, comenta o coautor do GCI, Steven A. Altman, Investigador da NYU Stern School of Business e Diretor Executivo do NYU Stern’s Center for the Globalization of Education and Management. “Isto é importante porque quando as pessoas sobrestimam os fluxos internacionais têm tendência a preocupar-se mais com os mesmos. Os dados no nosso relatório podem ajudar a mitigar estes receios e a concentrar a atenção em soluções reais para as preocupações sociais acerca da globalização”.

A um nível global, o GCI revela, por exemplo, que apenas cerca de 20% da produção económica em todo o mundo é exportada, que aproximadamente 7% dos minutos de chamadas telefónicas (incluindo chamadas através da Internet) são internacionais e que apenas 3% das pessoas vivem fora do seu país de origem. O relatório também desmistifica a crença de que a distância está a tornar-se cada vez mais irrelevante. A maioria dos países está muito mais conectada com os seus vizinhos do que com as nações mais distantes.

Economias emergentes estão menos conectadas que economias mais avançadas

O GCI continua a revelar as disparidades entre os níveis de globalização observáveis em economias mais avançadas e economias emergentes. As economias emergentes negociam de forma praticamente tão intensa como as economias avançadas, mas as segundas estão mais de três vezes mais ligadas aos fluxos internacionais de capital, cinco vezes mais ligadas no que se refere ao fluxo de pessoas e quase nove vezes mais em relação aos fluxos de informação. Além disso, enquanto os líderes dos grandes mercados emergentes se tornaram principais defensores da globalização no cenário mundial, o progresso das economias emergentes em termos de conectividade ficou estanque.

Nações do Sudeste Asiático superam expectativas

Os cinco países cujos fluxos internacionais superam as expectativas são o Camboja, a Malásia, Moçambique, Singapura e o Vietnam. Quatro destes cinco países estão localizados no sudeste da Ásia. Os países do Sudeste Asiático beneficiam de vínculos com amplas redes de fornecimento asiáticas, bem como iniciativas políticas da ASEAN, que promovem a integração económica. Esta é uma novidade positiva para a região, já que uma conexão global mais profunda poderá facilitar a aceleração do crescimento económico dos países asiáticos.

GLS inaugura novo hub internacional em Madrid que dará suporte a toda a estrutura ibérica

© GLS

O hub da GLS em Madrid opera como ponto de distribuição nacional e como hub internacional para o mercado europeu do Grupo GLS, sendo Portugal um dos países que beneficia bastante com este incremento de capacidade. «Com a aposta nesta nova infraestrutura ibérica temos ainda melhores condições para continuar a crescer e para Portugal continuar a servir ainda melhor os seus clientes e oferecer um serviço de maior qualidade, algo que assume na nossa estratégia uma grande importância», explica o Diretor Geral da GLS em Portugal, Victor Gonzalez. Ao mesmo tempo, o investimento irá contribuir para otimizar o fluxo das encomendas na rede da GLS.

Maior, central e sustentável

A nova unidade conta com uma superficie de 11 200 metros quadrados e quatro digitalizadores com mais 130 classifcações automatizadas tornam possível uma operação mais rápida e eficiente. As câmaras de segurança registam cada envio e um total de 111 cais que facilitam a carga e descarga dos veículos de distribuição e dos camiões de transporte de longa distância.

Outra grande vantagem deste novo hub está diretamente ligado às preocupações ambientais do Grupo, já que a iluminação LED e o aquecimento feito por bombas de calor reduzem significativamente o consumo de energia e consequentemente o impacto ambiental. As estações de carga para veículos elétricos  abrem o caminho para a futura entrega de encomendas sem emissões. 

Sobre o Grupo GLS

GLS, General Logistics Systems B.V. (com sede em Amesterdão), realiza os seus serviços de forma confiável e com alta qualidade para mais de 270,000 clientes, complementados por uma logística de serviços express.
“Ser uma transportadora de logística líder de qualidade Europeia” é o objetivo principal da GLS, tendo a sustentabilidade como um dos seus principais valores. Através das suas  parcerias,  o grupo possui conexões em 41 países europeus, em oito estados americanos, no Canadá e  está globalmente conectada através de diversos acordos. Com cerca de 50 pontos centrais e mais de 1,000 armazéns e agências estão à disposição da GLS. Com a sua rede terrestre a GLS é uma das principais transportadores na Europa. A GLS conta com 18,000 funcionários e todos os dias possui cerca de 30,000 veículos em percurso. No ano 2017/18 a GLS obteve receitas financeiras de 2,9 biliões de euros e transportou 534 milhões de encomendas.

E-Commerce ultrapassa expectativas da Garland com a entrada da Farfetch

A Garland tem a expetativa de que a entrada nesta nova área de negócio lhe permitirá reforçar a consolidação da sua posição de referência no setor da Logística nacional. Na logística para o e-commerce a Garland pretende vir a tornar-se a médio prazo num dos principais players do mercado”, antecipava então Ricardo Sousa Costa, administrador do Grupo Garland responsável pela Garland Logística.

Passado um ano, “as previsões iniciais foram completamente ultrapassadas.” Com a área dedicada ao e-commerce completamente lotada, aquela que é uma das principais empresas de logística, transportes e navegação do país, com 241 anos de atividade em Portugal, está, neste momento, a requalificar as instalações do seu primeiro Centro Logístico da Maia, contemplando uma área adicional de 1.000 m2 para as atividades logísticas do e-commerce.

Farfetch adjudica logística à Garland

Atualmente com mais de uma dezena de clientes neste setor, dos quais se destaca a recente parceria com a Farfetch,  plataforma de comércio eletrónico que agrega 400 lojas de moda de luxo de todo o mundo, a Garland tem já angariado um potencial de faturação anual de cerca de 1 milhão de euros. “A entrada de um dos maiores players mundiais nesta área, como a Farfetch, fez com que tenhamos elevado o nível de exigência dos nossos processos que, sendo apoiados por sistemas de informação de última geração, estão plenamente à altura de satisfazer as necessidades deste tipo de negócio”, afirma Ricardo Sousa Costa.

Avaliada em mais de 1 bilião de US dólares, a gigante de comércio eletrónico, fundada e liderada pelo português José Neves, com clientes em 190 países, entregou à Garland a gestão da logística associada à sua atividade.

Face ao crescimento exponencial verificado, a Garland está já à procura de novos espaços para desenvolver esta área, “já que temos em negociação outros potenciais clientes.”

A tendência segue rumo a um crescimento cada vez mais significativo, pelo menos a julgar por dados que indicam uma cada vez maior apetência dos consumidores para comprar online. Segundo divulgou a Marktest em agosto, foram 4,52 milhões os portugueses que acederam a lojas online a partir dos seus computadores pessoais no segundo trimestre deste ano. O valor corresponde a um aumento de 3,7% face a igual período do ano anterior e representa 76,4% dos internautas em Portugal.

Preparação de encomendas à unidade, embalamento personalizado, gestão de stocks e expedição para o mundo inteiro são alguns dos serviços disponibilizados pela Garland na área do comércio eletrónico.

Garland Logística com crescimento 67% desde 2013

Criada em 1994, sendo a mais recente das áreas de negócio do Grupo Garland, a Logística é a que tem registado um maior impulso. Desde 2013, o seu volume de negócios cresceu 67%, devendo este ano ultrapassar os 10 milhões de euros. Além disso, de 19.000 m2 de capacidade em 2012, quando inaugurou o seu segundo Centro Logístico na Maia, tem atualmente perto de 70.000 m2 de capacidade logística em centros localizados em Abóboda (Cascais), Aveiro, Gaia, Maia (I e II), Marinha Grande e Mealhada.

Esta área de negócio tem sido também aquela que absorve maior investimento do Grupo nos últimos anos. Desde 2012, um ano após a entrada do FMI em Portugal, a Garland investiu aproximadamente 19 Milhões de Euros (M€) em infraestruturas e tecnologias de informação. Esta estratégia tem permitido ao grupo português manter uma média de crescimento de 6,8% nos últimos três anos.

Garland deverá faturar mais de 120 milhões

O Grupo Garland é líder em Logística, Transportes e Navegação, fornecendo soluções completas para a gestão de todas as necessidades da cadeia de abastecimento dos seus clientes. Em 2016, atingiu um volume de negócios de 112 milhões de euros. No primeiro semestre deste ano, a faturação foi já 5,3% superior à alcançada em período homólogo, rondando os 60 milhões. No final do ano, a empresa quer chegar aos 120 milhões de euros de faturação e a um crescimento superior a 5%; resultados que espera alcançar em função de um primeiro quadrimestre animado pelo crescimento das exportações nacionais sobretudo para mercados como o norte-americano. Com uma presença de 241 anos no mercado, a Garland é uma das mais antigas empresas portuguesas.

Com sede na Abóboda (Cascais) e seis delegações em Portugal (Aveiro, Maia, Marinha Grande, Palmela, Portimão e Vila Nova de Gaia), duas filiais em Espanha  (Barcelona e Valência) e uma em Marrocos (Casablanca), a Garland emprega mais de 350 colaboradores.

Vantagens do outsourcing na Logística

Para Ricardo Sousa Costa, administrador do Grupo Garland responsável pela unidade de negócio Logística, há óbvias vantagens no outsourcing logístico. “A mais importante de todas é o facto de permitir às empresas concentrarem-se no seu ‘core business’, ao mesmo tempo, que garantem um serviço logístico especializado. A consequência imediata é o aumento de competitividade. Isto, porque, por um lado, verifica-se uma maior flexibilidade tanto na transformação de custos fixos em variáveis, como numa maior capacidade de ajustar a capacidade de resposta operacional, e, por outro, os recursos são otimizados pela natural redução de custos e investimentos e pela obtenção de uma melhor performance logística”, explica o responsável.

GRUPO CARRERAS | “MAIS DE 80 ANOS INOVANDO EM LOGÍSTICA”

Com uma presença vincada na Península Ibérica, o Grupo Carreras tem uma larga rede comercial muito próxima dos clientes “para que as necessidades e exigências dos mesmos possam ser facilmente atendidas para garantir um serviço de qualidade máxima”, começa por explicar Jorge Silva.

“Criar soluções globais”, é com esta premissa que o grupo, que privilegia fundamentalmente a qualidade no serviço ao cliente, proporciona o melhor serviço. Falamos do acompanhamento, do reconhecimento e da capacidade para atender as necessidades dos clientes.

Jorge Silva retrata o setor como “extremamente competitivo, não só a nível ibérico como também globalmente e com concorrentes muito fortes”.

E por isso mesmo a companhia procurou especializar-se no consumo: ”fazemos um pouco de tudo mas com uma forte especialização no consumo, de forma a ganharmos massa critica proporcionando sinergias.”

Ao longo dos anos os valores primordiais mantiveram-se fortes, e exemplo disso é a contenção de custos. “Somos uma empresa que no seu ADN é muito austera no que toca a gastos, tentamos ter uma forte contenção de custos, combatemos com toda a nossa energia o desperdício. Temos uma forte componente de investimento, sólida com capitais que nos permite construir um futuro garantidamente seguro”. Com uma política clara de ‘não ao desperdício’, a empresa investe naquilo que considera crucial e que transformou a empresa familiar num grupo forte: a inovação.

É nos sistemas de informação e nas suas ferramentas que a questão da inovação do Grupo Carreras é mais evidente. A aplicação de ferramentas numa política de melhoria contínua permitiu que o sistema de gestão se transformasse de tal forma num sistema evoluído que se converteu num sistema de gestão integrado. O mesmo inclui: qualidade, prevenção de riscos, gestão do meio ambiente, segurança da informação, segurança na cadeia de abastecimento.

Com um «business intelligence» que “funciona”. Entenda-se por «business intelligence» inteligência de negócios, na organização, na análise, na partilha e monitorização de informações que oferecem um apoio na gestão de negócios. No fundo, um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que transformam uma grande quantidade de dados em informação útil para tomadas de decisões estratégicas.

Qualquer cliente acede facilmente a uma plataforma onde pode acompanhar toda a encomenda e o seu processo. Disponível em tempo real. “O nosso departamento de sistemas de informação trabalha intensamente no desenvolvimento de melhorias contínuas”, afirma.

O diretor acredita que um bom nível de serviço, o entendimento perante a necessidade do cliente e a relação excelente entre custo/qualidade, é o grande motivo de diferenciação, uma vez que
“é isso que os clientes privilegiam”.

O grupo que nasceu apenas como uma empresa de transporte não tardou a ver a rápida evolução, o que deu origem à criação de uma divisão, a de logística e, mais tarde, a fusão entre as duas divisões. Sempre com uma preocupação orientada para a eficiência e garantia de uma melhor resposta aos clientes.

1989, foi o ano em que surgiu a solução de logística integrada com uma nova divisão especializada na cadeia de abastecimento, armazenagem e distribuição.

Tal crescimento permitiu cobrir o território Ibérico e das Ilhas Canárias.

A REALIDADE DE ESPANHA E A DE PORTUGAL

Em Portugal, o Grupo Carreras já soma quase duas décadas de existência. No entanto foi apenas há cerca de três anos que o grupo decidiu criar uma união mais forte entre os dois países. “Temos projetos em curso e temos trabalhado no sentido de fortalecer o grupo em Portugal de forma a garantirmos um serviço ibérico, para que a expansão que queremos alcançar seja feita de forma sólida”, afirma Jorge Silva, que conclui que “por isso mesmo a aposta em Portugal tem sido crucial”.

“Em termos logísticos, Portugal não fica nada a dever a Espanha, cá temos o que de mais moderno existe no mundo. As empresas estão preparadas para ganharem proporções maiores, detêm as melhores práticas e serviços”, porém a questão da dimensão territorial é a grande diferença apontada, segundo o diretor. “Em Espanha trabalha-se para cerca de 40 milhões de pessoas e em Portugal para 11 milhões”.

Porém, Jorge Silva não considera a geolocalização de Portugal como um entrave: “Somos uma entrada e ao mesmo tempo uma saída da Europa, faltam-nos é infraestruturas. Somos competitivos, temos empresas competitivas mas parece que nos falta alguma coisa. Temos o pensamento certo, falta executá-lo”, ressalva.

Quanto às tendências e exigências cada vez mais efémeras, o diretor considera, que têm sido facilmente alcançadas. “A administração é formada por pessoas informadas e preocupadas em estar frequentemente atualizadas através de colóquios, congressos, fóruns e tudo o que esteja relacionado com a vanguarda do setor”. “O mais importante não é estar sempre a inovar, será mais acompanhar a tendência e liderá-la”.

O AMBIENTE TAMBÉM CONTA

O setor dos transportes e toda a sua envolvência têm despertado aos mais atentos questões ambientais, e por isso existem normas que vão de encontro à sustentabilidade ambiental. Tal questão passou a fazer parte da agenda de inúmeras empresas. O Grupo Carreras não é exceção e conseguiu elevar a fasquia ao procurar realizar os percursos tendo como base não o percurso mais rápido mas o menos poluente, a somar a isto um edifício Green Building (Edifício Verde), cuja construção e funcionamento são altamente sustentáveis, o mesmo já está em fase final de construção.

“Cumprimos a normativa, em termos de transportes, toda a nossa frota já cumpre as últimas normativas europeias, inclusivamente, estamos até adiantados, ao adquirir viaturas EURO 6, possuímos ferramentas nos sistemas de informação que nos permitem acompanhar e gerir a frota, um algoritmo que nos indica qual é o trajeto menos poluente. Estamos a acabar de construir nas Ilhas Canárias um Green Building, que será o primeiro em Espanha, com projetos de desenvolvimento em Madrid, em Barcelona e esperamos no próximo ano ter notícias deste género para Portugal. “

A questão ambiental é importante para o Grupo Carreras ao ponto de a querermos enraizar no nosso ADN como missão e valor”.

“HÁ TRABALHO E HÁ MERCADO, HÁ QUE IR BUSCÁ-LOs”

“Há que combater a mentalidade de algumas pequenas empresas, que ainda é um problema na evolução dos negócios”. Com um antigo lema “somos grandes porque os nossos clientes o são”, o diretor garante que “somos uma empresa dinâmica que está a trabalhar em Portugal fortemente para crescer”.

Há projetos muito brevemente para Portugal, desvenda Jorge Silva, mas “que ainda não podem ser divulgados”. O diretor levanta apenas o véu ao referir que tais projetos visam duplicar a atividade em território nacional. O Grupo Carreras atualmente emprega cerca de 200 funcionários em Portugal.

 

RESPONDER ÀS NECESSIDADES DO CLIENTE DE FORMA PROATIVA

Presente no mercado há mais de 40 anos, a TOYOTA CAETANO Portugal traçou o seu caminho, tornando-se numa empresa sólida e estabelecendo-se numa posição cimeira e de prestígio no mercado. Com que prioridades e desideratos se apresenta hoje a empresa no mercado?

É uma realidade que a empresa ocupa uma posição de liderança do mercado consistentemente desde 2009, ano em que se consolidou a fusão das marcas Toyota e BT na Toyota Caetano Portugal. Desde então que a nossa posição no segmento de logística, nomeadamente armazém e distribuição, tem vindo a ser cada vez mais sólida. Mas os desafios da logística são cada vez mais complexos e os clientes cada vez mais exigentes. Isso exige da nossa parte um alinhamento constante com as novas realidades e necessidades e uma resposta imediata. Essas têm sido e vão continuar a ser as nossas prioridades, apostando cada vez mais em soluções dedicadas e na excelência do serviço ao cliente.

A sua Divisão de Equipamento Industrial dedica-se exclusivamente à satisfação das necessidades logísticas dos clientes portugueses. Que importância assume atualmente esta divisão para a marca?

A atividade Toyota no grupo Salvador Caetano está dividida em três áreas de negócios, concentradas na empresa Toyota Caetano Portugal – Automóvel, Indústria e Equipamento Industrial, sendo que esta última representa cerca de 10% do volume de negócios. Em 2015 a Divisão de Equipamento Industrial atingiu um volume de negócios de cerca de 24 milhões de euros.

Certo é que as tecnologias de informação, a complexidade do mercado e a exigência dos clientes estão a transformar o panorama, obrigando as empresas a mudar e a perceber que os desafios hoje são globais. Estão as empresas preparadas para as exigências que a inovação implica?

Cada vez mais as empresas e as marcas apostam em soluções mais tecnológicas e nas tecnologias de informação para responder à complexidade e dimensão das operações. Um exemplo de sucesso tem sido a solução para gestão de frotas Toyota I_Site que permite aos clientes otimizar a gestão da sua frota de equipamentos  com recurso a informação operacional atualizada, através de um pc ou smartphone. Um outro exemplo é o desenvolvimento de uma gama de rebocadores elétricos ágeis para responder às necessidades crescentes de picking no segmento e-commerce.

Como bem disse, os desafios hoje são globais, e o dinamismo que a logística imprime atualmente no mercado obriga à procura por soluções inovadoras e com um suporte tecnológico por trás como forma de reduzir os custos operacionais. Por outro lado as marcas estão sensíveis às necessidades crescentes dos clientes e estão atentas às potencialidades que as novas tecnologias e inovações podem trazer ao setor. Esta tendência verificou-se perfeitamente este ano, durante a feira CeMAT, em Hannover. Uma das áreas mais procuradas pelos clientes foi a área dedicada ao futuro, onde os clientes poderiam observar os passos que a marca está a dar em matéria de automatização, tecnologias e processos direcionados à logística.

De 19 e 20 de outubro, o Centro de Congressos de Lisboa foi palco do 19º Congresso de Logística. Tanto a logística como o seu próprio contexto estão em constante mutação, e é dessa evidência que surge o tema do evento. O que representa um congresso com uma temática desta magnitude e quais as conclusões que se retiraram do mesmo?

O congresso é uma excelente plataforma para aumentar a reflexão e o conhecimento logístico, face à elevada qualidade dos oradores e aos temas das apresentações. Por outro lado, é uma oportunidade para reforçar as redes de parcerias, uma vez que o setor está praticamente todo associado e presente neste congresso.

 A importância da inovação para o sucesso das empresas é uma realidade inevitável. A verdade é que logística e inovação não podem estar dissociadas? Como perpetua a marca esta simbiose?

Em nosso entender, logística e inovação estarão cada vez mais associadas, face à dinâmica dos processos e à imprevisibilidade. Os desafios são grandes, mas joga a favor, o facto de ser dos setores com pessoas mais jovens e daí também mais motivadas para a mudança e com maior abertura às potencialidades da inovação.

O que podemos esperar da TOYOTA CAETANO Portugal no que concerne ao contributo para a evolução da atividade logística no país?

Somos uma empresa vocacionada essencialmente para a prestação de serviços, com uma grande flexibilidade e autonomia em termos de resposta ao cliente. Mas temos igualmente uma grande marca por trás a apoiar e desenvolver muitos dos desafios e casos de sucesso, em Portugal.

Sustentabilidade

Pelo sétimo ano consecutivo a Toyota foi eleita “Marca de Confiança” do setor automóvel. Num momento em que as questões ambientais continuam no centro das preocupações dos consumidores, este reconhecimento premeia o foco e preocupação que a Toyota tem na área ambiental.

Certificada de acordo com as normas ISO, a Toyota Caetano Portugal aposta na melhoria contínua ao longo de todos os processos da atividade. Nesse sentido, a Certificação Integrada do Sistema de Gestão Qualidade, Ambiente e Segurança, é o reconhecimento de uma preocupação com o aperfeiçoamento constante dos processos e procedimentos internos, que se tem evidenciado em impactos positivos sobre o seu desempenho geral e sobre o contributo para a sustentabilidade das operações dos clientes. Com a certificação a Toyota Caetano Portugal garante que toda a organização vê o cliente como prioritário. A marca tem crescido, assim, de forma sustentada, estrategicamente orientada para a excelência.

Otimização de custos

A Toyota Caetano Portugal apresenta-se no mercado com um conjunto de ferramentas que permite aos seus clientes ter uma noção completa e detalhada da gestão de toda a frota de equipamentos que têm ao seu dispor. Orientada para responder sempre de forma proativa às necessidades dos clientes, a marca tem procurado contribuir para uma otimização e redução de custos finais para o consumidor e o aumento da produtividade.

A desenvolver novas soluções automatizadas que permitam a rentabilidade do tempo, maior rapidez das operações e o aumento da produtividade, a Toyota Caetano Portugal sabe que o setor da logística e distribuição está em constante mutação e para o qual está a preparar-se.

Flexibilidade e versatilidade são outras duas características que definem e destacam a marca no mercado. É importante criar uma relação de confiança com o cliente para que o mesmo saiba que pode recorrer aos produtos e serviços da Toyota Caetano e que esta irá responder rápida, prontamente e de forma adaptada às suas necessidades.

Com 1165 equipamentos vendidos em 2015 e mais de cinco mil em operação, a atividade de empilhadores na Toyota Caetano conta com 152 colaboradores e cerca de 50 viaturas oficina para assistência nacional. A marca tem capacidade para assegurar negócios nacionais e internacionais, com produtos, soluções de negócio e serviços para otimizar as operações dos clientes.

19º CONGRESSO DE LOGÍSTICA | SUPPLY CHAIN NUM CONTEXTO DE MUDANÇA

A mudança é constante e está para ficar. Os novos modelos de negócio, as rápidas alterações tecnológicas e a crescente digitalização da economia, bem como as novas dinâmicas do consumo, resultando numa crescente imprevisibilidade e numa crescente complexidade, convergem para estarmos na iminência do que muitos consideram ser uma nova revolução industrial”, é o que se pode ler na nota introdutória e de boas-vindas do programa do 19º Congresso de Logística da APLOG. Quem o afirma é Alcibíades Paulo Guedes, Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Logística.

Para o presidente, o congresso correu dentro das expectativas. “Tivemos intervenções de grande relevo e qualidade para esta troca de experiências”, avança Alcibíades Paulo Guedes. Uma das apresentações que destaca está relacionada com a abordagem e comparação da logística, em contexto de ambientes muito agressivos, com situações de catástrofes, calamidades ou guerra, um bom exemplo para que as empresas percebam a importância da logística e de uma resposta rápida em mercados mais difíceis. “Quando o ambiente é muito agressivo, as empresas têm de se adaptar rapidamente e serem capazes de usar a logística como arma para responder a essas situações”, explica o presidente.

Um dos momentos altos que o presidente também realça é a entrega do Prémio da Excelência Logística que este ano, excecionalmente, foi entregue a duas empresas: à Sonae MC, com o projeto da Dark Store em Lisboa. A Sonae desenvolveu uma infraestrutura dedicada ao comércio online e à resposta às encomendas online; e à Bosch Car Multimedia, em Braga, um projeto de Track & Trace dos fluxos de mercadorias das matérias-primas, desde o fornecedor até à entrada na fábrica, através do desenvolvimento de uma aplicação e uma ferramenta web.

Dois projetos que obtiveram a mesma pontuação e que irão ser candidatados ao Prémio Europeu de Excelência Logística.

 

A PALAVRA A…

 

Imprevisibilidade na Supply Chain

Foi uma oportunidade muito interessante ter sido convidado para fazer parte do painel para falar sobre a imprevisibilidade na supply chain. Este congresso é um clássico no que diz respeito à cadeia de abastecimento, é uma forma muito interessante, não só pelas questões que são debatidas, mas também pelo networking que aqui é proporcionado que é bastante enriquecedor e importante para esta troca de experiências e conhecimentos.

PEDRO AMORIMPedro Amorim

Co-Fundador da startup LTPlabs

Novas Tecnologias

Tem temas bastante interessantes, nomeadamente, ligados às novas tecnologias que possam dar resposta a esta complexidade e imprevisibilidade das cadeias de abastecimento. É sempre bom de acompanhar estas tendências.

A novidade de uma formação da APLOG no Porto foi excelente. É uma oportunidade para todos, inclusive para parceiros que colaboram nesta área da logística.

ANA PAULA SOARESAna Paula Soares

Diretora de Marketing da Toyota Caetano Portugal

 

Troca de Experiências

Este congresso está a ser considerado um dos melhores até hoje. Tentámos trazer intervenções internacionais para esta troca de experiências e abordar os temas que são as preocupações de hoje para as empresas. Está a corresponder às expectativas e o feedback tem sido bastante positivo. As pessoas estão satisfeitas com esta experiência.

Após um inquérito aos nossos associados e outras empresas que estão presentes regularmente nos nossos congressos, detetámos que havia muito interesse em fazermos uma formação a norte, pelo que decidimos apostar no Porto para nos adaptarmos aos pedidos dos nossos associados e para conseguirmos chegar a mais pessoas. Esse é um dos objetivos da APLOG para 2017.

RAQUEL PASSOS MIRANDARaquel Passos Miranda

Diretora APLOG

 

Networking é fundamental

Gerir pessoas que saibam trabalhar com vários interlocutores de todas as partes do mundo é o maior desafio para as empresas neste mercado global, bem como gerir empresas espalhadas internacionalmente onde temos de lidar com culturas e estereótipos diferentes. São as pessoas que simplificam ou dificultam um processo. Pelo que este congresso é uma grande oportunidade para nos dar uma abrangência diferente e vasta de temas relacionados com a supply chain que ajudam a criar outras ideias e ver estes temas noutra perspetiva. O networking que se cria aqui é fundamental para as empresas aqui presentes.

NUNO CORTEZNuno Cortez

Supply Chain Manager da COLEP Portugal

 

“Tivemos intervenções de grande relevo e qualidade para esta troca de experiências”.

ALCIBÍADES PAULO GUEDESAlcibíades Paulo Guedes, Presidente APLOG

 

IBS: A VANGUARDA DA EXCELÊNCIA, DO RIGOR E DA APRENDIZAGEM

 A IBS é hoje uma das instituições de educação líder em Portugal, reconhecida a nível interno e internacional. Quais são as principais mais-valias da entidade e de que forma perpetuam níveis de excelência assentes no rigor académico e na qualidade dos programas?

Somos uma Escola de Gestão com um diretor muito dinâmico e que tem grande preocupação com as questões de base que nos permitem cumprir a nossa missão: o rigor, a investigação, o ensino, a ligação às empresas. Em paralelo, mantemos um elevado espírito de cooperação que permite abordagens mais completas aos temas. É este rigor e excelência que nos permite sermos acreditados internacionalmente, por exemplo, pela AACSB.

Como diretora do curso de Gestão Industrial e Logística, que análise perpetua desta oferta formativa e quais as potencialidades e mais-valias da mesma?

Somos uma licenciatura no âmbito da Gestão. Os nossos alunos não são engenheiros. Há quatro anos atrás redenominámos a licenciatura e a nova designação foi encontrada em conjunto com os alunos e com os empregadores para poder traduzir o que realmente somos. Ouvir os stakeholders é uma postura que é comum a toda a IBS. Percebemos, com o mercado, as necessidades e adequamos a nossa oferta formativa tendo essa voz em consideração.

Esta licenciatura, com 22 anos, tem uma ligação fortíssima às empresas e a empregabilidade tem sido de 100%. Quem opta por entrar no mercado de trabalho normalmente não entra para empresas “pequenas” e este facto deve-se à ligação forte que estabelecemos com o tecido empresarial. Estes alunos têm competências para resolução de problemas e de visão integrada que são muito reconhecidas.

De que forma é que a licenciatura em Gestão Industrial e Logística prepara os profissionais com competências em gestão e nas áreas da logística, serviços, tecnologias e gestão industrial?

Normalmente somos comparados com licenciaturas de Engenharia de Gestão Industrial, mas não somos engenheiros, somos gestores.

Temos um “advisory board” que nos mantém a par do que é feito a nível mundial. Mantemos ligações europeias e com os Estados Unidos para se ver o que de melhor está a ser feito a nível de operações, em cadeia de abastecimento e em logística de forma a trazer esse conhecimento para os nossos vários produtos, neste caso em particular, para a licenciatura de Gestão Industrial e Logística, mas temos também um mestrado (Gestão dos Serviços e da Tecnologia). Muitos empregadores procuram alunos já com mestrado ou a realizar as suas teses, mas abrem excepção para os licenciados em Gestão Industrial e Logística. À saída os nossos alunos saem com competências distintas. Têm as saídas profissionais tradicionais das licenciaturas em Gestão mas têm também outras, por exemplo na área dos processos, da logística, em gestão de projectos. Durante a licenciatura os nossos alunos têm muito contacto com o mundo empresarial e no final realizam um projeto, no qual passam quatro meses numa empresa onde são acolhidos como se de um funcionário se tratasse. Não fazem um estágio, resolvem um problema da empresa.

É necessário que todas as operações logísticas de uma empresa estejam interligadas para que haja uma administração e organização eficientes. Na sua opinião, qual é o panorama atual da logística em Portugal? Este curso da ISCTE Business School vem colmatar muitas lacunas?

Penso que muitas vezes pensamos que estamos na cauda da Europa, que fazemos coisas pequenas e desatualizadas, porém, aquilo que vejo, pelos projetos desenvolvidos em empresas pelos nossos alunos, por seminários, quer para o mestrado quer para a licenciatura, Portugal, a nível logístico, não está aquém daquilo que se faz a nível europeu. A minha opinião é baseada no que presenciei em imensas empresas. Estamos sem dúvida num nível muito bom relativamente à realidade europeia. Há soluções que são soluções de topo. Por isso mesmo os nossos alunos têm de estar preparados para os desafios de hoje sim, mas também para os de amanhã.

Temos de começar a explorar as vantagens que temos relativamente à nossa geolocalização: podemos ser a entrada da Europa. Eu vejo o cenário de forma positiva mas vejo-o, também, como um desafio para nós enquanto entidade de ensino. Temos de fazer pequenos ajustamentos para nos mantermos atualizados e permitir que à saída os nossos alunos possam estar no mercado com as suas competências válidas. O olhar para o que se faz fora do país é uma solução que nos permite estar na vanguarda do conhecimento.

De 19 e 20 de outubro, o Centro de Congressos de Lisboa foi palco do 19º Congresso de Logística. Tanto a logística como o seu próprio contexto estão em constante mutação, e é dessa evidência que surge o tema do evento. O que representa um congresso com uma temática desta magnitude e quais as conclusões que se pode retirar do mesmo?

O presidente da APLOG é uma pessoa por quem tenho o maior respeito pessoal e intelectual. Tenho visto a APLOG a realizar um trabalho excecional ao longo dos anos. A APLOG consegue fazer uma ponte muito boa entre a parte académica e a parte empresarial. Em todos os congressos os temas são de vanguarda, é um ponto de encontro entre quem estuda e quem faz. Considero isso extremamente importante. É um espaço de debate que reúne grandes nomes e é um espaço onde se consegue debater e, ao mesmo tempo, crescer e partilhar. A forma de como o congresso está organizado é uma forma muito feliz de conseguir uma abertura, que não é habitual, à troca de ideias e melhores práticas. Uma abertura de partilha e troca que faz com que as pessoas não deixem de ir todos os anos. Penso que é “o” espaço de referência nesta área.

Qual o futuro da Logística em Portugal e de que forma pode a ISCTE Business School contribuir para o seu desenvolvimento?

Temos organizações aptas e com qualidade na área da logística em Portugal. Com isto podemos ser, claramente, o ponto de entrada na Europa. A Escola de Gestão do ISCTE tem conseguido ir ao encontro das necessidades das empresas numa perspetiva integrada, de cadeia de abastecimento. Tem conseguido perceber que necessidades têm as empresas e tem conseguido olhar para o que de melhor se faz fora do país (Europa e Estados Unidos). Costumo dizer aos alunos que não estão a aprender o que se faz agora mas sim o que se fará um dia.

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