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Afinal, não há recolha de fundos para ajudar Maria de Belém

Maria de Belém

Os resultados inesperados de Maria de Belém nas eleições presidenciais levaram a um impasse em relação ao pagamento das dívidas da campanha, já que os 4,24% de votos conseguidos pela socialista não são suficientes para o apoio do Estado dado aos candidatos.

Nesta senda, o deputado Ricardo Gonçalves tornou a sua opinião pública, através do Facebook, mostrando que “é preciso criar um movimento para ajudar a pagar as dívidas”, acrescentando que os apoiantes deviam unir-se e que o Partido Socialista podia colaborar.

“Trata-se de um problema de participação cívica”, sublinhou em declarações ao Notícias ao Minuto, salvaguardando que “é preocupante a candidata ficar com uma dívida destas”.

Nos orçamentos tornados públicos pelos candidatos, a antiga presidente do partido ‘rosa’ previu gastar cerca de 650 mil euros, sendo que não é conhecido o valor total que foi realmente usado.

“Eu gostava de ajudar e muita gente diz que gostava, mas não tenho as condições que outras pessoas têm”, frisou Ricardo Gonçalves, ressalvando que a maior responsabilidade recai sobre as pessoas que se mostraram publicamente a favor de Maria de Belém.

“As pessoas que lançaram o documento de apoio a Maria de Belém e os porta-vozes eram as pessoas indicadas” para iniciar uma angariação de fundos. Ricardo Gonçalves crê que “o PS devia ajudar a pagar a campanha”, recordando que houve um apelo para que se votasse em Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa. “O partido está a morrer lentamente, já ninguém dá a cara”, atira.

Ao Notícias ao Minuto, o responsável pela comunicação da campanha de Maria de Belém à Presidência da República, António Cunha Vaz, garantiu que não está a ser criada qualquer angariação de fundos, salvaguardando ainda que não há qualquer pedido de ajuda oficial.

Presidenciais. Apoiantes vão ajudar a pagar campanha de Maria de Belém

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A candidata não atingiu os 5% necessários para ter apoio do Estado e também não vai ter a ajuda do PS. “As pessoas que quiserem apoiar apoiam”, diz um elemento da candidatura. O objectivo é reunir fundos de uma forma discreta, mas no PS há quem esteja a apelar publicamente ao lançamento de uma campanha para ajudar a candidata. O dirigente socialista Ricardo Gonçalves escreveu no Facebook que “é preciso criar um movimento para ajudar a pagar as dívidas”.

Ao i, Ricardo Gonçalves defende que “é um acto cívico” contribuir para a campanha. “Várias figuras deram a cara por Maria de Belém e podem lançar um movimento de gente com peso. Não se pode abandonar a candidata. Uns podem dar mais do que outros, mas é preciso ajudar a pagar a campanha”, diz o o ex-deputado socialista, apelando aos apoiantes de Maria de Belém – aos socialistas e aos independentes – para que se “envolvam” neste movimento.

PS não paga Maria de Belém previa gastar 650 mil euros na campanha eleitoral, mas os gastos devem ter ficado abaixo do valor inscrito no orçamento. Apesar disso, será sempre uma quantia significativa e, para além de não contar com o apoio da subvenção estatal, Maria de Belém não terá qualquer ajuda do PS – uma situação que está a ser criticada por alguns dirigentes. “Acho lamentável que o PS não esteja disponível”, disse, em entrevista ao “Sol”, Álvaro Beleza. Ricardo Gonçalves também defende que “o PS devia ajudar”, porque “António Costa disse que os candidatos do PS eram dois. Sampaio da Nóvoa não precisa porque recebe a subvenção estatal, mas o PS deve ajudar Maria de Belém”.

O PS não apoiou oficialmente nenhuma candidatura. António Costa limitou-se a fazer um apelo aos socialistas para que participassem na campanha. “Como sabemos, há essencialmente dois candidatos relevantes da nossa área política e o PS entendeu que, nesta primeira volta, não deveria apoiar oficialmente nem Maria de Belém nem Sampaio da Nóvoa, mas os socialistas têm feito as suas escolhas”, disse o secretário–geral do PS. Sampaio da Nóvoa conseguiu 22,8% dos votos, o que faz com que o apoio do Estado seja suficiente para pagar as despesas com a campanha. O ex-reitor previa gastar cerca de 740 mil euros.

Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias são os outros candidatos que têm direito a receber a subvenção estatal. Edgar Silva, Vitorino Silva, Henrique Neto, Cândido Ferreira, Paulo Morais e Jorge Sequeira não atingiram os 5% e, por isso, não terão direito a qualquer apoio. O valor total da subvenção é de 3,4 milhões de euros mas, como os gastos dos candidatos foram baixos, o Estado deve poupar mais de 2 milhões de euros – uma poupança para a qual contribuiu a campanha low-cost feita pelo futuro Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa orgulhou-se, durante a campanha, de fazer uma campanha solitária e barata e previu gastar apenas 135 mil euros.

Maria de Belém quer ajudar a resolver desigualdades territoriais

Maria de Belém

No segundo dia de campanha eleitoral, Maria de Belém Roseira passou por Beja, um distrito do interior do país, para chamar a atenção para as desigualdades entre territórios, a qual considera que está cada vez mais “cavada e profunda”.

“Quando interpreto as funções de Presidente da República, uma daquelas em que eu mais tenho que investir é também na correção das desigualdades entre territórios que é uma das tarefas fundamentais do Estado e que o Estado não tem sido capaz de desempenhar cabalmente”, salientou.

A antiga ministra da Igualdade disse que “as portuguesas e os portugueses dos territórios de baixa densidade podem contar com a sua atuação na defesa da coesão territorial”.

“Sou a candidata em melhor posição para ter votos também à Direita”

Maria de Belém

Maria de Belém considera positivo haver vários candidatos à Esquerda, por o “espectro” ser maior, enquanto “do ponto de vista ideológico, [Marcelo Rebelo de Sousa] é o único candidato que se situa à “Direita”.

Sobre esta questão, a antiga governante socialista não tem dúvidas: “Sou a candidata em melhor posição para ter votos também à direita”, afirma Maria de Belém em entrevista ao Diário de Notícias.

Quanto ao facto de o PS não ter apoiado nenhum candidato oficialmente, havendo figuras ilustres socialistas a apoiar Maria de Belém enquanto outros apoiam Sampaio da Nóvoa, diz a candidata presidencial que “o exercício das funções do Presidente da República deve ser um exercício independente. Se for eleita serei Presidente de todos os portugueses”.

Na mesma entrevista, Maria de Belém deixa ainda a sua a mensagem aos portugueses, a quem pede pede que “não se resignem a uma vitória à primeira volta” de Marcelo Rebelo de Sousa.

Guterres prestes a anunciar apoio a Maria de Belém

Maria de Belém

Segundo apurou o Diário Económico, o apoio de António Guterres a Maria de Belém deverá ser anunciado nos próximos dias. Agora que o seu mandato como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o antigo primeiro-ministro tem ‘livre passe’ para apoiar uma candidatura à presidência da República.

Recorde-se que Maria de Belém já foi ‘braço direito’ de Guterres aquando do seu governo, primeiro como ministra da Saúde e posteriormente como ministra da Igualdade.

A notícia surge menos de 24 horas depois das declarações feitas pelo antigo comissário à margem da sessão de abertura do Seminário Diplomático, onde deixou a garantia que não ia “voltar à vida política ativa nacional”, acrescentando que ia aproveitar a experiência adquirida ao longo dos últimos anos para “fazer alguma coisa de útil”.

Marisa Matias nunca “em consciência” acumularia funções como fez Maria de Belém

Maria de Belém e Marisa Matias

Quando a convidada nos debates televisivos para as eleições presidenciais é Maria de Belém, o tema regressa. A candidata tem sido acusada de ter sido presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, ao mesmo tempo que fazia consultoria junto do grupo Espírito Santo Saúde. Neste domingo à noite, a acusação não partiu da candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, que estava sentada à sua frente, na TVI24. Foi o jornalista quem recuperou palavras de Marisa Matias sobre a importância da independência dos interesses e lançou o tema. As respostas não se fizeram esperar: Maria Belém repetiu o argumento da legalidade. A candidata do BE garantiu que, mesmo sendo legal, jamais o faria.

Marisa Matias admite que é uma questão “política”, mas discorda da lei que permite acumular essas funções. Nunca se permitiria “em consciência” fazê-lo. Maria de Belém garantiu que as suas decisões também são sempre “filtradas” pela sua consciência, que é “muito exigente”. Mas “os deputados em Portugal não são obrigados a estar em exclusividade e quem não está, ganha menos”, justificou.

Foi um debate ameno o que aconteceu neste domingo à noite entre as duas mulheres que se candidatam à Presidência da República. Duas feministas, ambas afirmam ser de esquerda. Afinal, o que as distingue? Maria de Belém usou os seus 40 anos de “vida pública” para se distanciar de Marisa Matias, elencou os vários cargos que já teve e acrescentou que era uma feminista “mais velha, mais antiga”. Marisa Matias, eurodeputada, contrapôs: “A Presidência da República não deve ser vista como um concurso de antiguidade.”

Outros temas foram o Estado Social, o Orçamento Retificativo, o envio de tropas portuguesas para o estrangeiro. A candidata apoiada pelo BE “jamais assinaria de cruz” um orçamento que serve para os contribuintes pagarem “desvarios financeiros”, optaria por devolver o debate à Assembleia da República (AR). Maria de Belém insistiu: se a AR o reconfirmasse, Marisa Matias seria obrigada a promulgá-lo.

Em relação à Saúde, Maria de Belém considerou, por exemplo, “absolutamente inaceitável” que se aumente o valor das taxas moderadoras ao mesmo tempo que se diminui o rendimento das pessoas e se sobe o custo de bens essenciais. “Ainda por cima, é economicamente altamente ineficaz”, disse, justificando que, quando as pessoas vão demasiado tarde aos serviços de saúde, tal implica mais gasto. Se for eleita, dará “muita atenção à avaliação do impacto” deste tipo de medidas.

Mais do que questionar o valor das taxas moderadoras, Marisa Matias centrou-se no que diz a Constituição: um Serviço Nacional de Saúde universal e tendencialmente gratuito: “tendencialmente sem taxas moderadoras”, “sem promiscuidades” entre público e privado, que garanta uma saúde “acessível a todos, independentemente do dinheiro que têm no bolso”.

Quanto ao envio de tropas portuguesas para conflitos, a posição de Marisa Matias é clara: é contra. Diz que conhece bem os territórios de guerra, pelas suas funções como eurodeputada, e que resolver a guerra com guerra “é uma hipocrisia”. O que defende – e já apresentou propostas nesse sentido no Parlamento Europeu, mas foram chumbadas – é “secar as fontes de financiamento dos grupos terroristas”, é não comprar mais petróleo nos territórios ocupados por grupos terroristas. E os acordos que existem com a NATO? “Se os acordos forem para fazer mais guerra não contem comigo.”

Maria de Belém concorda que é preciso travar as “transações que alimentam o Estado Islâmico”, mas ressalva que Portugal “tem compromissos no âmbito da União Europeia e da NATO” que deve “manter”. E que o envio de tropas portuguesas deve ser feito à escala de Portugal e de acordo com uma “reflexão aprofundada”.

Maria de Belém diz que o seu passado de 40 anos de vida pública pode ser «claramente escrutinado»

Maria de Belém

“Tudo o que fiz e como fiz pode ser claramente escrutinado”, sublinhou, referindo-se aos “40 anos de vida pública e 20 anos de vida política” que tem na bagagem.

Maria de Belém falava em Lisboa num almoço/debate com empresários organizado pela Fundação AIP e pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa).

No seu trajeto até esta candidatura à Presidência da República, Maria de Belém diz ter adquirido “maturidade” e “visão” de Portugal, e declarou ser uma “pessoa ponderada e serena” mas disposta a “tomar decisões firmes quando necessário”.

“Cumprir e fazer cumprir a Constituição da República portuguesa é desde logo garantir que Portugal, tal como está definido na Constituição, vê preservados todos os seus valores identitários”, vincou, acrescentando que enquanto candidata a chefe de Estado não tem um programa de governo, antes “um programa fundamentalmente político-institucional”.

Para Maria de Belém, a fase de pré-campanha e a futura campanha eleitoral devem servir para que o “perfil dos candidatos” seja analisado pelos cidadãos para que estes avaliem se os aspirantes à Presidência têm um perfil “ajustado ou não para o exercício dessas mesmas funções”.

No lado do centro-direita, o candidato Marcelo de Sousa, lembrou, esteve ligado a Cavaco Silva e foi uma escolha do ainda Presidente para o Conselho de Estado, e, à esquerda, Maria de Belém diz que ainda não percebeu “muito bem” qual a área em que se situam outros candidatos, caso de Sampaio da Nóvoa, que aspira na sua primeira ida a votos ser eleito para o mais alto cargo da nação, lembrou a antiga presidente do PS.

Competitividade, gestão de fundos comunitários, energias alternativas, saúde, educação, estímulo ao investimento e criação de emprego foram algumas das matérias elencadas por Maria de Belém no contacto que manteve com dezenas de empresários.

Na ocasião, a candidata prometeu que, a vencer o sufrágio de 24 de janeiro, reiterou que será uma Presidente “cooperante com o que tenha a ver com a concretização em ação dos princípios e valores consagrados na Constituição da República portuguesa”.

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