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“O amor não mata. O preconceito e aceitação do preconceito matam”

Através das redes sociais, Marisa Matias reagiu ao massacre de Orlando, que ontem matou 50 pessoas e deixou outras 53 feridas. A eurodeputada diz, desde logo, que “a homofobia é crime” e que “não desculpa nem diminui o horror do que se passou” no estado da Flórida, só “agrava”.

Não pode haver nenhum tipo de complacência para quem não pode ver dois homens beijar-se, mas pode ver perfeitamente 50 serem mortos”, reivindica a antiga candidata presidencial.

Na ótica de Marisa Matias, “dizer que a causa foi a homofobia e usar esse argumento para desvalorizar o que se passou só nos deixa mais perto da barbárie”.

“O amor não mata. O preconceito e aceitação do preconceito matam. É essa a linha divisória”, remata.

“Deixar morrer é deixar matar”, o apelo de Marisa a Schulz

Nuno Dala é um dos ativistas 17 condenados pelo regime angolano, num processo que valeu também a condenação ao rapper Luaty Beirão. Nuno Dala encontra-se em greve de fome, há cerca de 30 dias, e o seu protesto mereceu um apelo público de Marisa Matias a Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu.

Foi a própria Marisa Matias, eurodeputada, que foi candidata às presidenciais de janeiro e que contou com o apoio do Bloco de Esquerda, que deu conta do apelo que fez na sua página no Facebook.

“Por Nuno Dala, pela liberdade de todos/as nós”, escreve Marisa Matias na rede social, explicando o seu “apelo dirigido ao presidente do Parlamento Europeu para que não se deixe morrer Nuno Dala em Angola”.

“Deixar morrer é deixar matar”, afirma Marisa Matias na legenda que acompanha a imagem da missiva enviada.

A carta de Marisa Matias realça a urgência do caso. ”Ele está a morrer”, escreve em inglês a eurodeputada, pedindo que sejam tomadas medidas o quanto antes, por se ratar de “uma questão de vida ou de morte”, pode ler-se.

 

 

Marisa Matias: A carta aberta de quem viveu os ataques de perto

Como eurodeputada, Marisa Matias viveu de perto os ataques perpetrados ontem pelo Estado Islâmico em Bruxelas, na Bélgica.

“Escrevo de Bruxelas, onde hoje [ontem] ocorreram atentados terroristas hediondos”. Assim começava uma carta publicada ontem na página no Facebook da bloquista, que revela o pânico vivido nas horas que se seguiram aos atentados.

“Estava a sair de casa para uma reunião e precisei de saber com urgência se ‘os meus’ estavam bem. Se a E. ainda estava em casa ou já estava no aeroporto com os miúdos, se as restantes estavam bem, se os meus amigos estavam bem. O M. usou um grupo privado do Facebook para comunicarmos e assim fomos fazendo ao longo do dia. Recebi mensagens dos que amo e que estão em casa, esse imenso e enorme conforto que é sabermos que gostam de nós”, conta a eurodeputada do Bloco de Esquerda.

“A meio da manhã saí para ir comprar comida para podermos juntar-nos todos em casa. À tarde voltei ao Parlamento. A cidade quase deserta, as poucas pessoas cabisbaixas e um arsenal de segurança e armamento a toda a volta”, acrescentou ainda.

Recordando o drama dos refugiados, que diariamente fogem da morte, Marisa Matias admite-se “cansada do tratamento desigual” e “farta de sermos mais importantes do que os outros”.

“Estes atentados não estão a acontecer só em cidades europeias. Há um mundo inteiro que está a ser apagado da fotografia e nós não podemos deixar que isso aconteça. De cada vez que deixamos vai-se um bocadinho mais da nossa humanidade”.

 

Nunca um debate PCP/Bloco foi tão agressivo

Marisa Matias

A agressividade parece refletir diretamente o mal-estar entre as duas forças, o qual já se tinha sentido durante as negociações da plataforma política com o PS.

Foi Marisa Matias a abrir as hostilidades dizendo ter achado “estranho” e até “surpreendente” que Edgar Silva tivesse dito que daria o “benefício da dúvida” ao orçamento retificativo feito para acomodar a resolução do Banif.

Edgar Silva
Edgar Silva

O candidato comunista respondeu tenso insinuando ignorância constitucional da candidata do BE : “É não conhecer a Constituição da República [dizer] que nunca se colocaria a assinatura [nesse orçamento]”.

O debate decorreu sempre tenso e no fim o candidato do PCP aproveitou uma pergunta sobre o euro para dizer que essa é uma área em que o seu pensamento “é muito diferenciado” do do BE – porque os comunistas põem claramente em cima da mesa a hipótese de Portugal sair, ao contrário dos bloquistas.

Pelo meio, Edgar escusou-se a qualificar a Coreia do Norte como uma “ditadura” enquanto Marisa o fez.

O candidato do PCP tentou também pôr em dúvida que, em Bruxelas, Marisa Matias tenha votado contra a invasão da Líbia.

“Votei contra e o voto foi nominal”, respondeu a eurodeputada. “Convém verificar”, retorquiu Edgar.

Marisa Matias quer verdadeiro Plano Nacional de Combate ao Alzheimer

Marisa Matias

À imagem do que tinha acontecido na campanha eleitoral para as europeias de 2014, na qual foi cabeça de lista pelo BE, Marisa Matias visitou hoje o Centro de Dia Professor Doutor Carlos Garcia, em Lisboa, considerando o problema das demências, para doentes e cuidadores, “tem que estar na agenda obrigatoriamente e independentemente do cargo”.

“O Presidente da República tem a capacidade de dar a voz e pôr em diálogo os setores da sociedade que são mais invisíveis. Este é um deles”, disse, defendendo que Portugal precisa de “um verdadeiro Plano Nacional de Combate ao Alzheimer”.

A candidata apoiada pelo BE, que desenhou a estratégia europeia de combate ao Alzheimer, observou ainda que esta é uma “daquelas áreas em que à luz da dignidade e de outros direitos consagrados na Constituição tem que o Estado assumir um papel fundamental para que ninguém fique sem acompanhamento”.

“Continuamos a ter muitos problemas para resolver. A questão dos cuidadores e das famílias é fundamental. Para além de termos um Serviço Nacional de Saúde universal precisamos de uma preparação para realidades como estas das demências que cada vez afetam um maior número de pessoas”, enfatizou.

Segundo Marisa Matias, associações como a que hoje visitou “desempenham um papel fundamental e excecional, mas não chega de forma nenhuma para aquilo que são as necessidades existentes”.

“É sistematicamente ignorado que a maior parte dos casos destes doentes ficam completamente dependentes das suas famílias e dos cuidadores. São 24 horas por dia de atenção que são necessárias”, alertou.

Para a eurodeputada bloquista é essencial “garantir que há igualdade e dignidade também para aqueles que não têm voz”.

Marisa Matias escusou-se a alimentar a polémica com o seu opositor Marcelo Rebelo de Sousa, que acusou terça-feira de ter mentido relativamente à posição que havia assumido sobre a constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2012 durante o debate entre os dois candidatos.

Questionado na terça-feira pelos jornalistas, o candidato com recomendação de voto por parte do PSD e do CDS disse apenas: “não alimento polémicas nenhumas durante esta campanha, nem por minha iniciativa, nem em resposta aquilo que têm dito candidatos e candidatas”.

Clube dos Pensadores inicia 2016 com Marisa Matias

Marisa Matias

Marisa Matias, candidata presidencial do BE, vai ser a próxima convidada do Clube dos Pensadores (CdP), de Joaquim Jorge. O encontro está agendado para o próximo sábado (dia 9), pelas 21:30, no Hotel Holiday Inn em Gaia.

O CdP já recebeu Edgar Silva, candidato do PCP; Sampaio da Nóvoa, Henrique Neto, Maria de Belém e Paulo Morais.

Agora chegou a vez de Marisa Matias tomar a palavra, dar as suas opiniões e apresentar as suas propostas, coincidindo com o dia em que está previsto o frente-a-frente na televisão entre Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém.

Marisa Matias tem tecido várias críticas a Marcelo Rebelo de Sousa «considerando incompreensível que se mostre preocupado com os efeitos dos cortes orçamentais na saúde, tendo ele apoiado o Governo anterior, que foi o responsável por essa política. Por outro lado, acha que Marcelo foi pago no seu espaço de comentário televisivo, durante mais de dez anos para fazer campanha, e, deste modo, não precisa de gastar muito dinheiro. Marcelo Rebelo de Sousa tem o sexto maior orçamento de campanha, com 157 mil euros de despesas. Marisa Matias prevê gastar cerca de 450 mil euros», refere Joaquim Jorge.

O CdP reivindica o valor do debate de ideias e da diversidade de opinião na presença das pessoas. «Este espaço aberto e de reflexão é uma das essências da democracia», conclui o fundador do clube.

Marisa Matias nunca “em consciência” acumularia funções como fez Maria de Belém

Maria de Belém e Marisa Matias

Quando a convidada nos debates televisivos para as eleições presidenciais é Maria de Belém, o tema regressa. A candidata tem sido acusada de ter sido presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, ao mesmo tempo que fazia consultoria junto do grupo Espírito Santo Saúde. Neste domingo à noite, a acusação não partiu da candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, que estava sentada à sua frente, na TVI24. Foi o jornalista quem recuperou palavras de Marisa Matias sobre a importância da independência dos interesses e lançou o tema. As respostas não se fizeram esperar: Maria Belém repetiu o argumento da legalidade. A candidata do BE garantiu que, mesmo sendo legal, jamais o faria.

Marisa Matias admite que é uma questão “política”, mas discorda da lei que permite acumular essas funções. Nunca se permitiria “em consciência” fazê-lo. Maria de Belém garantiu que as suas decisões também são sempre “filtradas” pela sua consciência, que é “muito exigente”. Mas “os deputados em Portugal não são obrigados a estar em exclusividade e quem não está, ganha menos”, justificou.

Foi um debate ameno o que aconteceu neste domingo à noite entre as duas mulheres que se candidatam à Presidência da República. Duas feministas, ambas afirmam ser de esquerda. Afinal, o que as distingue? Maria de Belém usou os seus 40 anos de “vida pública” para se distanciar de Marisa Matias, elencou os vários cargos que já teve e acrescentou que era uma feminista “mais velha, mais antiga”. Marisa Matias, eurodeputada, contrapôs: “A Presidência da República não deve ser vista como um concurso de antiguidade.”

Outros temas foram o Estado Social, o Orçamento Retificativo, o envio de tropas portuguesas para o estrangeiro. A candidata apoiada pelo BE “jamais assinaria de cruz” um orçamento que serve para os contribuintes pagarem “desvarios financeiros”, optaria por devolver o debate à Assembleia da República (AR). Maria de Belém insistiu: se a AR o reconfirmasse, Marisa Matias seria obrigada a promulgá-lo.

Em relação à Saúde, Maria de Belém considerou, por exemplo, “absolutamente inaceitável” que se aumente o valor das taxas moderadoras ao mesmo tempo que se diminui o rendimento das pessoas e se sobe o custo de bens essenciais. “Ainda por cima, é economicamente altamente ineficaz”, disse, justificando que, quando as pessoas vão demasiado tarde aos serviços de saúde, tal implica mais gasto. Se for eleita, dará “muita atenção à avaliação do impacto” deste tipo de medidas.

Mais do que questionar o valor das taxas moderadoras, Marisa Matias centrou-se no que diz a Constituição: um Serviço Nacional de Saúde universal e tendencialmente gratuito: “tendencialmente sem taxas moderadoras”, “sem promiscuidades” entre público e privado, que garanta uma saúde “acessível a todos, independentemente do dinheiro que têm no bolso”.

Quanto ao envio de tropas portuguesas para conflitos, a posição de Marisa Matias é clara: é contra. Diz que conhece bem os territórios de guerra, pelas suas funções como eurodeputada, e que resolver a guerra com guerra “é uma hipocrisia”. O que defende – e já apresentou propostas nesse sentido no Parlamento Europeu, mas foram chumbadas – é “secar as fontes de financiamento dos grupos terroristas”, é não comprar mais petróleo nos territórios ocupados por grupos terroristas. E os acordos que existem com a NATO? “Se os acordos forem para fazer mais guerra não contem comigo.”

Maria de Belém concorda que é preciso travar as “transações que alimentam o Estado Islâmico”, mas ressalva que Portugal “tem compromissos no âmbito da União Europeia e da NATO” que deve “manter”. E que o envio de tropas portuguesas deve ser feito à escala de Portugal e de acordo com uma “reflexão aprofundada”.

Marisa Matias recebe cartas de apoio de personalidades da cultura

Marisa Matias

Sérgio Godinho salienta o que considera serem “as qualidades” de Marisa Matias: um “olhar atento aos outros, muitas provas dadas em palcos europeus, viagens a territórios e países difíceis e complicados, sempre para perceber e agir em consequência”. Para o músico, Marisa Matias “é de confiança, pratica-a na política e na vida”.

A candidata que, em 2011, foi eleita por voto secreto eurodeputada do ano na área da saúde, acumula várias funções no âmbito do cargo que ocupa desde 2009. Anda por toda a Europa. O trabalho leva-a ainda ao Líbano, à Síria, à Jordânia, ao Egipto.

Na carta que também escreveu, o dramaturgo e romancista Abel Neves escolhe o narrador de um dos contos de Adélia Prado, no livro Solte os cachorros, para expressar o seu apoio. Diz esse narrador: “Eu, se fosse governo (…) escolhia pra meus ajudantes só gente que tivesse duas coisinhas à-toa: honestidade e competência.” No caso trata-se da Presidência da República mas, para Abel Neves, o argumento mantém-se: “Sabemos que a sua arte na política é a de servir os interesses da República e fazê-lo, precisamente, com honestidade e competência.”

Aos elogios à candidata, o dramaturgo junta críticas ao atual Presidente Cavaco Silva. Fala em “dez penosos Invernos mais outros tantos Outonos, Primaveras e Verões”. Numa “sorumbática presença em Belém”, num “ambiente soturno”, num “amigo de falas tristonhas”, “quase sempre dizendo sobre assuntos politicamente relevantes que quase nada podia dizer”. Mais e “pior”: “Cúmplice, na sombra, de uma galeria de jogadores fazendo contorcionismos perigosos na roda da economia e, claro, da política”.

Ora, defende Neves, “Marisa Matias na Presidência da República dará um novo ânimo às práticas da política”. O dramaturgo acredita que dará “voz aos mais urgentes problemas sociais, potenciando os direitos de cidadania, possibilitando a incineração de injustiças, renovando as tão necessárias lavouras da cultura”. Refere também o “excelente trabalho demonstrado e reconhecido no Parlamento Europeu”, o “constante e sério empenho na vida social e académica”.

Aos 39 anos, Marisa Matias já fez limpezas, serviu em bares, cafés, foi secretária da Revista Crítica de Ciências Sociais, ligada ao Centro de Estudos Sociais (dirigido e fundado por Boaventura de Sousa Santos), onde acabaria por ser investigadora. Fez o doutoramento em saúde ambiental e movimentos ambientalistas, na Universidade de Coimbra. Hoje a investigação está suspensa, está em exclusividade no lugar de eurodeputada. Foi dirigente e vice-presidente da Pró-Urbe, Associação Cívica de Coimbra, esteve envolvida em movimentos, como o Juntos pela Cultura, o de luta contra a coincineração ou a Não Te Prives.

Entre outros, a lista de apoiantes inclui ainda Ana Deus, vocalista dos Três Tristes Tigres e ex-Ban; Tó Trips dos Dead Combo; os pianistas Amílcar Vasques-Dias e António Pinho Vargas; a jornalista Diana Andringa; a poeta Ana Luísa Amaral; a escritora Luísa Costa Gomes; o crítico de jazz José Duarte; os atores Pedro Lamares e Rui Spranger; a pintora e escultora Margarida Lagarto. Há ainda duas apresentadoras de televisão: Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues. E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha.

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