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Proteção Civil faz aviso à população pelo agravamento do estado do tempo

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comunicado da ANPC refere que, no seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de acordo com a informação meteorológica apurada, “prevê-se para as próximas horas um agravamento das condições meteorológicas”, sendo que o “período mais crítico” começa às 12h00 de hoje e termina às 6h00 de sábado.

Segundo a ANPC, é expectável precipitação persistente, localmente intensa a partir do meio da manhã, “mais provável nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu”.

Já o vento, do quadrante sul, poderá ser “moderado a forte no litoral a partir da tarde”, com rajadas na ordem dos 85 quilómetros por hora (km/h), em especial no Minho e Douro Litoral”, enquanto que nas terras altas o vento soprará moderado a forte, intensificando-se a partir da tarde “com rajadas até 100 km/h em especial na região do Minho”.

A ANPC adianta que a agitação marítima na costa ocidental e na costa sul deverá ter “ondas de noroeste entre quatro a cinco metros de altura”.

Entretanto, o IPMA colocou sob aviso laranja os distritos de Viana do Castelo e Braga devido à previsão de chuva persistente, por vezes forte, entre as 12h00 de hoje e as 6h00 de sábado.

Sob aviso amarelo também devido à precipitação estão Viseu, Porto, Vila Real e Aveiro.

O IPMA emitiu igualmente aviso amarelo devido à agitação marítima no Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga.

O vento está na origem também da emissão de aviso amarelo para Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Braga.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro da escala, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Proteção Civil alerta que face a estas previsões meteorológicas poderão ocorrer determinados efeitos, como piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, e possibilidade de cheias rápidas em meio urbano.

Por outro lado, há possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água, inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem e danos em estruturas montadas ou suspensas.

A ANPC aponta ainda a eventualidade de ocorrerem dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, queda de ramos ou árvores, acidentes na orla costeira, fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes e obstrução de vias de circulação.

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Atividades letivas suspensas em Montalegre devido à neve

David Teixeira, vereador da Proteção Civil de Montalegre, disse que começou a nevar cerca das 00:00 e que os meios da autarquia e dos bombeiros estão espalhados pelo terreno a limpar e a espalhar sal para que todas as estradas fiquem transitáveis.

Por uma questão de precaução e pela dificuldade na circulação dos transportes escolares e dos professores, foi decidido, esta manhã suspender, as atividades letivas.

Desde o final de fevereiro, este é o terceiro nevão que cai sobre Montalegre e que afeta o funcionamento das escolas.

Frequentam o Agrupamento de Escolas Doutor Bento da Cruz, em Montalegre, cerca de 700 alunos espalhados pelo centro escolar (primeiro ciclo e pré-escolar) e escola básica e secundária Doutor Bento da Cruz.

O concelho está preparado para estas situações e dispõe de vários de veículos dos bombeiros e câmara para limpar a neve das estradas e também espalhar sal.

Quando é necessário, o município contratualiza ainda com particulares a utilização de tratores, também com equipamento adaptado, que vão para as estradas ajudar nas operações de limpeza.

A neve e as paisagens pintadas de brancas são também uma atração turística que leva muitos visitantes a este concelho do Norte do distrito de Vila Real.

LUSA

Portugal afetado pela tempestade ‘Gisele’ a partir de hoje

Vamos ter novamente o impacto de uma depressão com precipitação e vento forte e novamente um episódio de agitação marítima a partir de amanhã, dia 14, no continente e na Madeira, mas no caso dos Açores chega já hoje”, disse a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Ângela Lourenço, no caso dos Açores, está previsto agitação marítima com ondas com uma altura mais significativa de 05 a 08 metros e rajadas de vento da ordem dos 110 quilómetros por hora, em especial nos grupos central (Terceira, S. Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e ocidental (Flores e Corvo).

“Nos casos da Madeira e continente será a passagem de uma superfície frontal fria que está associada à depressão “Gisele” e vai fazer-se sentir durante o dia de quarta-feira. Vamos ter precipitação que será por vezes forte, acompanhada por granizo e trovoada, em especial a partir da tarde, altura em que a superfície vai atravessar o território”, adiantou.

No que diz respeito à agitação marítima, Ângela Lourenço destacou que será uma situação mais pacífica do que a que se viveu no fim de semana passado, em que o território esteve sob aviso vermelho.

“Estamos à espera de ondas de oeste com 04 a 05 metros. Quanto ao vento, poderá chegar aos 100 quilómetros por hora nas terras altas e aos 90 no restante território. As zonas do litoral e as terras mais elevadas são os sítios onde a rajada será mais elevada”, disse.

Na Madeira, segundo o IPMA, a situação será mais pacífica, prevendo-se agitação marítima e precipitação intensa, mas não será tanto como no continente.

“O vento também vai ser menos intenso do que no continente. Mesmo no continente, as zonas onde se fará mais sentir o efeito da depressão serão as regiões mais a norte, porque a depressão depois vai para o golfo da Biscaia”, salientou.

Segundo Ângela Lourenço, a depressão nasce a norte dos Açores e vai em direção ao golfo de Biscaia, afetando de forma mais direta a parte norte da península ibérica.

“O dia mais crítico no que diz respeito aos efeitos da depressão é o dia 14 [quarta-feira] e a partir daí desloca-se em direção a nordeste afetando as ilhas britânicas. No entanto, vamos continuar com uma situação de chuva até ao fim de semana, mas já não é o efeito da depressão ‘Gisele'”, disse.

No que diz respeito às temperaturas, a meteorologista adiantou que haverá uma descida da mínima na quinta-feira, mas depois sobe e estabiliza.

“Vamos continuar com estas depressões e superfícies frontais que estão a deslocar-se no Atlântico. Normalmente tem uma trajetória de oeste para leste, tem uma génese aproximadamente na região costa leste dos Estados Unidos e tem tido um deslocamento muito a sul afetando diretamente o território nacional. Vamos continuar com este regime, ou seja, com chuva por vezes mais intensa e períodos em que não chove “, indicou.

LUSA

Chuva vai manter-se, pelo menos, até ao final da próxima semana

Nos próximos dias vamos continuar sob a influência de uma depressão, já não é a Emma porque se dirige para as ilhas britânicas, mas temos outro núcleo depressionário que está no Atlântico e vai permanecer pelo menos até dia 05 [segunda-feira], havendo uma probabilidade de que até dia 09 ou 10 haja ainda continuação de um cenário depressionário”, adiantou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Maria João Frada, este cenário implica que Portugal continental vai continuar com uma corrente de sudoeste com sistemas frontais associados e que vão passar a tropicais, mais quentes e vindas de sul e que vão dar origem a períodos de chuva.

“Por outro lado, temos massas de ar mais frio e portanto vamos ter regime de aguaceiros. Estas duas situações vão dar-nos alternância de períodos de chuva e aguaceiros”, disse.

Segundo a meteorologista, hoje estão previstos períodos de chuvas nas regiões do Centro e Sul, que gradualmente a partir da manhã vão estender-se à região Norte, passando a partir da tarde a regime de aguaceiros.

“Ainda durante a manhã poderá haver queda de neve temporariamente nas regiões Norte e Centro nos 1.000 metros, mas com a entrada do ar quente, a queda de neve passa para os pontos mais altos da Serra da Estrela. A situação de neve no Nordeste Transmontano e na Beira Alta está completamente ultrapassada”, explicou.

Para sábado, destacou, Maria João Frada, prevê-se aguaceiros que podem ser localmente intensos, eventualmente acompanhados de trovoada e no Norte e Centro de granizo e que poderão ser de neve acima dos 1.400 metros.

“No domingo teremos nas regiões Norte e Centro até ao final da manhã boas abertas e eventualmente alguns aguaceiros. Durante a tarde vamos ter períodos de chuva que começam de manhã no Sul e deslocam-se para as regiões do Norte e Centro, onde a partir da tarde vai ocorrer precipitação contínua”, disse.

Quanto às temperaturas, salientou que as mínimas vão variar entre os 0 e os 02 graus Celsius no nordeste transmontano e Beira Alta, entre os 05 e os 08 nas regiões Norte e Centro e Alto Alentejo e no Sul entre os 12 e os 14 graus.

As máximas vão oscilar entre os 12 e os 15 graus, com exceção do interior onde vão ser inferiores a 10.

“Relativamente ao vento, vamos continuar com ventos de sudoeste moderados a fortes nos próximos dias. Hoje vamos ter vento forte no litoral a partir da manhã com rajadas de 90 quilómetros por hora e nas terras altas de 110 quilómetros por hora e no final do dia tende a enfraquecer. No sábado começamos com vento forte, mas com rajadas da ordem dos 70 quilómetros por hora”, disse.

Relativamente à agitação marítima, Maria João Frada adiantou que vai continuar forte no litoral a sul do Cabo Mondego com ondas de sudoeste com 04 a 05 metros, com tendência para diminuir gradualmente para os 03/04 metros e no Algarve para 2,5 e 3,5 metros.

“O Algarve ainda está com ondas elevadas que vão manter-se pelo menos até ao final da manhã de sábado e depois tende a diminuir”, disse.

O IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Aveiro, Leiria, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro até às 09:00 de sábado.

LUSA

Neve provoca constrangimentos no IP4 e A24 na zona de Vila Real

Durante a tarde começou a nevar com muita intensidade em vários pontos do distrito de Vila Real, provocando algumas dificuldades na circulação rodoviária.

Fonte da GNR disse que o IP4 está cortado ao trânsito, entre os nós da Campeã (Vila Real) e o de Amarante, na zona da serra do Marão, estando todo o trânsito a ser desviado para a Autoestrada 4 (A4) Túnel do Marão.

Segundo a fonte, a A24, na zona de Fortunho, entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, também está cortada temporariamente, devido à queda de neve, e condicionada aos trabalhos de limpeza dos limpa-neves que já estão no terreno.

O trânsito desta autoestrada está a ser desviado para a Estrada nacional 2 (EN2).

Outras estradas secundárias do distrito estão com a circulação dificultada devido à neve, havendo alguns pontos considerados “mais críticos” e que exigem mais precauções por parte dos automobilistas.

A neve caiu também na cidade de Vila Real e como medida de precaução as escolas fecharam para o transporte dos alunos mais cedo para casa.

Também as escolas de Alijó, Sabrosa e Vila Pouca de Aguiar fecharam mais cedo devido à queda de neve e à formação de gelo e os alunos foram recolhidos mais cedo.

Um pouco por todo o distrito, os meios da proteção civil e das operadoras das autoestradas estão mobilizados para a limpeza da neve e para o espalhamento de sal nas estradas

Bragança, Guarda e Vila Real, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à queda de neve.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a queda de neve acima dos 400 ou 600 metros deixa os distritos de Bragança e Vila Real sob aviso laranja entre as 18:00 de hoje e as 06:00 de quarta-feira.

LUSA

Alerta para cheias e quedas de árvores devido à chuva, neve e vento

Num aviso à população, após contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil dá conta, para os próximos dias, de “um quadro meteorológico persistente marcado por forte instabilidade atmosférica”, que vai afetar Portugal Continental.

Segundo a ANPC, que cita as previsões do IPMA, a chuva vai ser pontualmente forte e localizada, persistente ao longo dos próximos dias, intensificando-se a partir do final do dia de hoje, embora de forma mais expressiva nas regiões do litoral Norte e Centro, podendo ocorrer associada a trovoada e queda de granizo.

A neve vai cair acima dos 400/600 metros, sendo mais significativa durante a próxima madrugada nas regiões do interior Norte e Centro, com a cota a subir gradualmente na quinta-feira para os 1000/1200 metros, estando também prevista agitação marítima com forte rebentação na costa a partir de quarta-feira.

A ANPC adianta que o vento vai ser mais intenso a partir da tarde de hoje, prevendo-se um agravamento, com rajadas a poderem atingir os 100 quilómetros por hora nas terras altas, entre quarta-feira e sexta-feira, além das previsões não excluírem a possibilidade de ocorrerem fenómenos localizados extremos.

Face às previsões meteorológicas, a Proteção Civil alerta para piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo, possibilidade de cheias rápidas em meio urbano e inundação por transbordo de linhas de água nas zonas mais vulneráveis, bem como inundações de estruturas urbanas subterrâneas devido a condições de drenagem deficientes, danos em estruturas montadas ou suspensas e queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte.

A ANPC aponta igualmente para dificuldades de drenagem em sistema urbanos, nomeadamente durante períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais mais vulneráveis, acidentes na orla costeira e fenómenos geomorfológicos de instabilidade de vertentes devido à saturação dos solos e perda de consistência dos terrenos.

A ANPC recomenda à população que adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias, evitar atravessar zonas inundadas, colocação de correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve e ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas mais vulneráveis.

Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas, especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas e evitar praticar atividades relacionadas com o mar são outras das recomendações da ANPC.

LUSA

Quatro voos cancelados entre Portugal e Holanda devido a mau tempo

“Devido às condições atmosféricas nos Países Baixos, foram cancelados hoje, no aeroporto de Lisboa, dois voos Lisboa/Amesterdão e vice-versa (um TAP e um KLM). Foi igualmente cancelado o voo da Ryanair Lisboa/Eindhoven e vice/versa”, informou fonte oficial da empresa, pelas 14:00.

No Porto foi cancelado um voo da TAP de ligação de Lisboa/Amesterdão e vice-versa, acrescentou a mesma fonte, que recordou que os aeroportos holandeses estiveram fechados durante a manhã.

O balanço mais recente da tempestade que assola vários países do norte da Europa contabilizou pelo menos três mortes na Holanda e na Bélgica, além de corte de estradas e encerramento de aeroportos.

Com o registo de ventos até aos 143 quilómetros por hora, as autoridades holandesas ativaram o código vermelho, o alerta mais elevado.

Segundo as agências noticiosas internacionais, o mau tempo obrigou ao encerramento temporário do espaço aéreo dos aeroportos de Amesterdão e de Roterdão, provocando o cancelamento de centenas de voos.

Os dois aeroportos internacionais anunciaram que o espaço aéreo deverá ser reaberto gradualmente ao longo da tarde, altura em que se espera um desagravamento das condições meteorológicas.

O mau tempo também deixou comboios parados e barcos ancorados, bem como obrigou ao corte de várias estradas.

A imprensa holandesa noticiou que esta é a tempestade mais forte desde 1990.

Outros países estão a ser afetados por esta intempérie, como é o caso da Bélgica, onde a tempestade também matou uma automobilista.

Alemanha, Reino Unido e Roménia são outros dos países afetados pelo mau tempo, com relatos de escolas encerradas, portos fechados, interrupção de transportes, queda de árvores e falhas de eletricidade.

LUSA

Sobe para 17 número de mortos devido a tempestade na Califórnia

O xerife do condado de Santa Bárbara, Bill Brown, indicou que o número de vítimas mortais subiu de 15 para 17 com a descoberta de mais dois corpos na quarta-feira, dia em que também foram resgatadas três pessoas.

De acordo com as autoridades, citadas pela agência de notícias Associated Press, 17 pessoas foram dadas como desaparecidas.

Cerca de uma dezena de pessoas estavam hospitalizadas, das quais quatro em estado crítico.

A tempestade que desencadeou o desastre, com deslizamentos de terras a destruírem aproximadamente uma centena de casas, deu lugar a um céu limpo, numa altura em que centenas de socorristas efetuam operações de busca, com o apoio de cães, as quais têm sido dificultadas pela lama.

A enxurrada destruiu uma centena de casas e danificou 300, segundo as autoridades do condado de Santa Bárbara.

Cerca de meia centena de bombeiros e socorristas continuam as buscas nos destroços espalhados por uma vasta área de Montecito, no noroeste de Los Angeles, onde residem celebridades norte-americanas como Oprah Winfrey, Rob Lowe ou Ellen DeGeneres.

Helicópteros foram utilizados para resgatar mais de 50 pessoas que subiram para os telhados para escapar à enxurrada de lama, ou porque os detritos bloquearam as estradas, deixando-os encurralados.

Segundo as autoridades, apenas uma “pequena percentagem” da população respeitou as ordens de retirada que foram dadas à medida que a tempestade se aproximava.

A primeira grande tempestade da estação abateu-se sobre a maior parte do estado da Califórnia, com ventos fortes, trovoadas e chuvas que quebraram recordes na região da baía de São Francisco, antes de avançar para leste, para Central Valley e Sierra Nevada.

LUSA

Frente fria vai agravar estado do tempo

O estado do tempo vai sofrer hoje de manhã um agravamento com a passagem de uma superfície frontal fria que vai causar chuva e vento forte, queda de neve e agitação marítima, segundo a meteorologista Cristina Simões.

Esta situação meteorológica levou a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a Direção Geral da Saúde a emitir conselhos à população. “Estamos com um agravamento esta sexta-feira de manhã com a passagem de uma superfície frontal fria que traz alguma atividade. Temos períodos de chuva por vezes forte nas regiões do Norte e Centro, que vai passar gradualmente a regime de aguaceiros que poderão ser localmente fortes e possibilidade de trovoada”, explicou a meteorologista. De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a frequência da chuva vai diminuir ao longo da tarde, prevendo-se apenas a ocorrência de alguns aguaceiros. “De salientar também a queda de neve a começar nos pontos mais altos da Serra da Estrela durante a manhã acima de 1.400 metros, descendo a quota para os 600/800 no Norte e Centro. Vamos ter também vento forte de sudoeste com rajadas de 70 quilómetros por hora, sendo de 90 nas terras altas, mas diminuindo de intensidade para a tarde”, salientou.

No que diz respeito às temperaturas, Cristina Simões disse que vão descer hoje e sábado entre 10 a 15 graus Celsius, devendo registar-se valores abaixo de zero nas terras altas do Norte e Centro na madrugada de sábado. “As temperaturas não estão abaixo do valor normal para época. O que aconteceu é que estiveram elevadas e com esta descida nota-se mais o frio”, sublinhou. Segundo o IPMA, hoje as mínimas no interior Norte vão ser de 02/03 graus, nas Penhas Douradas -2 e na região Sul entre 05 e 07. “A temperatura máxima descerá igualmente, embora não tão acentuadamente e deverá ser inferior a 13 graus na generalidade do território e com valores inferiores a 06 graus no nordeste transmontano e na Beira Alta”, disse. Cristina Simões adiantou também que está prevista agitação marítima forte, tendo sido emitido para hoje aviso amarelo e para sábado e domingo aviso laranja, prevendo-se ondas que podem ultrapassar os 06 metros em toda a costa portuguesa.

“No sábado continua o desagravamento, prevendo-se aguaceiros pouco frequentes e vento menos intenso. No domingo já não se prevê precipitação e vai continuar o tempo frio”, disse. Face à situação prevista, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) recomendou à população que adote comportamentos preventivos em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis. A ANPC aconselha a população a garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, a adotar uma condução defensiva, a não atravessar zonas inundadas, a colocar correntes de neve nas viaturas, fixar estruturas soltas e ter cuidado na circulação em zonas arborizadas e junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Na sequência do agravamento do estado do tempo, também a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou à população que se proteja do frio e da chuva, mantendo o corpo quente com luvas, cachecol, gorro/chapéu, calçado e roupa quente, utilizando várias camadas de roupa. A DGS aconselha também a hidratação através da ingestão de líquidos e sopas quentes e no exterior a ter cuidados com o piso, uso de sapatos confortáveis e a evitar quedas.

Madeira: Ligações aéreas condicionadas

Numa nota enviada à agência Lusa, a ANA adianta que se registou o cancelamento de duas ligações na passada sexta-feira, 29 no sábado e 70 no domingo, entre chegadas a partidas.

“Já hoje, verificou-se uma situação de acalmia nas condições de vento, aproximadamente entre as 10:00 e as 12:00, facto que possibilitou 11 movimentos de aterragem, cujas respetivas partidas já se iniciaram”, acrescenta.

Ainda salienta que a proteção dos passageiros “cabe às respetivas companhias”, tendo a direção do Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo, “com o intuito de mitigar os incómodos e desconfortos que se previam para os passageiros”, reunido com as várias estruturas e concessionários de restauração na aerogare.

O objetivo foi “obter a colaboração destes últimos no alargamento do horário de funcionamento e reforço dos stocks, tendo este pedido obtido total colaboração”.

A nota conclui que, “ainda com o mesmo objetivo, adquiriu colchões e mantas – em quantidade limitada pelos stocks do comércio da ilha – que disponibilizou, preferencialmente, a idosos e crianças”.

300 pessoas pernoitaram no aeroporto

O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira, Eduardo Jesus, disse hoje que, dos cerca de 15 mil passageiros afetados pela situação, “apenas 300 pernoitaram” no aeroporto nas noites de sábado e domingo.

“Hoje estamos numa circunstância diferente daquela que aconteceu ontem [domingo]. O aeroporto está operacional”, tendo conseguido aterrar mais de sete aeronaves, além da ligação ao Porto Santo, declarou Eduardo Jesus, que se deslocou hoje ao aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo.

O governante salientou que domingo foi um dia marcado pela “inoperacionalidade”, porque o “vento não permitiu a operação”.

“No cumprimento do plano de deve ser ativado para estas circunstâncias pela ANA – Aeroportos de Portugal, que é a concessionária do aeroporto, foram reforçadas as condições de acolhimento das pessoas aqui”, salientou o responsável do executivo madeirense.

O secretário regional acrescentou que só no domingo “foram afetadas milhares de pessoas pela inoperacionalidade do aeroporto, quase 15 mil, e dormiram apenas 300 pessoas em duas noites” naquele espaço, o que significa que “houve uma grande interação com os hotéis da Madeira, que voltaram a acolher esses mesmos estrangeiros”.

“É desta interação que tem que sair solução com o único objetivo de minorar o prejuízo e o incómodo pelo facto do vento estar forte”, condicionando o movimento, realçou.

Eduardo Jesus informou que, “no que diz respeito aos residentes, a antecipação com que foi comunicado às agências de viagem permitiu alertar essas pessoas para alterarem os seus voos, quer de saída quer de chegada, para minimizar este impacto”.

O secretário com a pasta do turismo no executivo do arquipélago sublinhou que “estas dificuldades colocam sempre à prova as pessoas envolvidas neste setor”.

Mas, no seu entender, foram encontradas “soluções diferentes que preconizam a utilização de infraestruturas que a Madeira dispõe, neste caso o aeroporto do Porto Santo para onde divergem muitas destas aeronaves e simultaneamente a ligação poder ser feita através de via marítima”, mencionando que o navio Lobo Marinho transportou domingo 1.200 pessoas que estavam naquela ilha.

Adiantou que o concessionário do navio já informou estar “disponível para organização e realização de outras viagens que permitam escoar essas pessoas” ainda ali retidas.

Segundo Eduardo Jesus, “nenhum aeroporto do mundo tem capacidade para acolher a inoperacionalidade de um dia ou dois da infraestrutura”, destacando a importância da interação entre todas as entidades ligadas ao setor para delinear um plano para minimizar o impacto da situação desde que tiveram conhecimento das previsões meteorológicas adversas.

O governate defendeu uma reflexão sobre utilizar a lógica do transporte marítimo como complemento à ligação aérea, utilizando a mais-valia do aeroporto do Porto Santo, que não está a ser afetado pelo vento forte, atestando que “toda a gente esteve empenhada” e colaborou para minorar o problema e o incómodo para os passageiros.

Também recordou os constrangimentos causados às companhias aéreas no mês de agosto, visto que este tipo de situação desencadeia dificuldades em todo o planeamento.

Eduardo Jesus mencionou que o Governo Regional já despoletou o processo para rever o limite da velocidade do vento na zona do aeroporto, que está estabelecido desde 1976, visto que as condições da infraestrutura e as capacidades das aeronaves são outras.

Contudo, realçou que nos últimos dias o vento era muito forte, com rajadas de 80 quilómetros/hora, o que impedia mesmo a operacionalidade.

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