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Mazars aponta impacto de norma sobre relatórios de auditoria

O estudo “A Benchmark of Key Audit Matters”, desenvolvido pela Mazars, analisou os resultados da aplicação da norma ISA 701 e a sua influência sobre os relatórios realizados pelos profissionais de auditoria. A norma desenhada pela International Federation of Accountants (IFAC) define um novo formato de relatório de auditoria, aplicável a entidades cotadas, que permite ao auditor expor de forma mais eficaz, o racional do trabalho desenvolvido. A comunicação das matérias consideradas mais relevantes pelo auditor possibilita um melhor entendimento da avaliação realizada, proporciona informações adicionais aos destinatários das demonstrações financeiras e auxilia a Gestão na organização.

Para Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars em Portugal, “o papel do auditor incorpora necessariamente a proteção do interesse público. Este é um princípio-chave da profissão que passa pela transparência e informação. É parte integrante das responsabilidades dos profissionais de auditoria conseguir explicar os conceitos associados à sua prática e tecer considerações. Acreditamos que a partilha dos resultados deste estudo demonstra o caráter de transparência da atuação da Mazars e o nosso compromisso para com este desafio, contribuindo para a criação e partilha de conhecimento e uma melhor compreensão sobre os processos entre os stakeholders e a comunidade diretamente envolvida neste contexto”.

 

Mazars aponta rumo possível para a sustentabilidade corporativa

A Mazars e o “Intelligence Unit” da revista The Economist associaram-se para examinar o fator da sustentabilidade em contexto corporativo, a sua relação com o clima regulatório atual, o peso da geografia e as tendências tecnológicas que se encontram a influenciar a procura por processos mais sustentáveis nas organizações. Face à ausência de um acordo global sobre responsabilidade social ou sustentabilidade, grande parte do impulso por trás da incorporação da sustentabilidade nas operações de negócios vem da globalização das cadeias de logística e das crescentes pressões de investidores, acionistas, organizações não-governamentais e público em geral.

Como resultado desta tendência existem diferenças significativas no modo como os EUA, a UE e a Ásia se encontram a desenvolver estruturas, programas e legislação para alcançar uma mudança global em torno da sustentabilidade.

Em janeiro de 2018, a Comissão Europeia apresentou planos para consolidar a sustentabilidade no sistema financeiro europeu. Foi sugerida a introdução de um sistema de classificação da “sustentabilidade” e medidas para impor condições aos relatórios corporativos e às responsabilidades que os acionistas têm para com stakeholders. Muitas das sugestões da C.E. já estão a ser colocadas em prática. Mais legislação deve ser aprovada até 2019, destinada a compelir o setor financeiro a fornecer os 180 mil milhões de euros necessários anualmente para atingir os objetivos da Europa em matéria de alterações climáticas.

Noutras geografias, o rápido crescimento económico fez com que a China enfrentasse algumas das mais severas questões ambientais do planeta. Embora reconhecendo o custo de investimento necessário, a China vê a sustentabilidade como uma oportunidade para as suas empresas desenvolverem tecnologias inovadoras que permitirão ao país posicionar-se na dianteira da cadeia de exportação de valor. Concentrando-se em pesquisa e desenvolvimento, a China espera liderar o mundo em tecnologia ambiental.

Nos EUA, alguns estados encontram-se a desenvolver os seus próprios projetos sem a necessidade de regulamentação federal. A Califórnia estabeleceu metas ambiciosas de energia limpa. Outros Estados encontram-se a tentar controlar indústrias poluidoras, promovendo, por exemplo, veículos elétricos e instaurando limites aos níveis de poluição registados. Mesmo nos Estados que estão atrasados nesta área, verificam-se forças em ação no mercado, os consumidores estão a exigir mudanças e os negócios estão a ver-se forçados a responder.

À medida que o apelo por mais transparência e responsabilidade em contexto corporativo continua, as empresas gastam mais tempo e realizam esforços significativos na identificação de dados confiáveis ​​para compartilhar com os seus stakeholders. Soluções digitais como Blockchain, Data Mining, Inteligência Artifical, Internet das Coisas e Análise Preditiva são algumas das principais inovações tecnológicas que se encontram a acelerar, ampliar e priorizar a sustentabilidade no mundo atual dos negócios.

Ao implementar medidas regulatórias, as empresas começaram a perceber os benefícios de uma abordagem sustentável: uma gestão de risco mais eficaz, relacionamentos com as partes interessadas, economia de custos, criação de valor e melhor posicionamento no mercado. O que se torna claro é que, melhorando os padrões e práticas voluntariamente implementados, os negócios, a sociedade e o setor público podem apontar a um futuro mais sustentável. A regulamentação tem um papel a desempenhar, mas pode ser usada para encorajar e não apenas punir.

 

Mazars avalia entidades europeias de seguros

Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars

Pelo segundo ano consecutivo, a Mazars realizou um levantamento dos relatórios de solvência e condição financeira das 15 entidades sujeitas à diretiva Solvency II, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2016 e que alterou o quadro regulamentar das empresas de seguros a nível europeu. A implementação da diretiva trouxe para a esfera pública uma infinidade de informações, anteriormente divulgadas apenas ao regulador, sobre as circunstâncias financeiras e a solvência das entidades no mercado segurador na União Europeia

Esta diretiva introduz novos requisitos para o cálculo do rácio de solvência e com base numa avaliação do valor económico de fundos próprios e das necessidades de capital da Companhia, juntamente com requisitos de governance e gestão de risco. Estes novos requisitos quantitativos e qualitativos são acompanhados por regras reforçadas para o desenvolvimento de relatórios trimestrais e anuais destinados tanto ao regulador como ao público em geral.

A fim de proporcionar maior transparência ao mercado, a diretiva exige a divulgação pública anual de um relatório de solvência e situação financeira (“RSSF”) que deve abranger dados de atividade, o seu sistema de governance, a sua exposição ao risco e informações sobre métodos de avaliação e gestão de capital, o qual é sujeito a revisão por parte do Revisor Oficial de Contas.

Para Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars, “a avaliação desenvolvida fornece-nos uma visão abrangente da realidade do setor Segurador ao nível comunitário, possibilitando-nos retirar algumas conclusões relativamente ao estado e atividade destas Companhias. A primeira constatação a emergir do estudo comparativo desenvolvido é que todas as Companhias cobrem a sua margem de solvência e disponibilizam informações padronizadas refletindo os requisitos de regulamentação exigidos. Apesar disso, as informações fornecidas sobre a volatilidade do rácio de solvência, a gestão de capital e os detalhes dos modelos internos merecem atenção redobrada, a par de uma divulgação relativa ao impacto das medidas transitórias e à capacidade de absorção de perdas dos impostos diferidos”.

Na amostra analisada, as taxas de cobertura do rácio “SCR” situam-se entre 133% e 372%. Em média, o rácio de solvência aumentou 11 pontos percentuais entre 2016 e 2017. Este aumento é explicado sobretudo pela mudança no ambiente económico neste período, marcada por uma taxa de juro (sem risco) mais elevada dentro da União Europeia.

A tendência global é para o aumento do rácio de solvência, correspondendo a variação máxima observada a um aumento de 44 pontos percentuais entre 2016 e 2017. O grupo em questão – a Aegon – apontou as principais razões para essa mudança: condições econômicas mais favoráveis; alterações ao modelo interno, em especial ao tratamento do risco de spread e a redução do risco de default após a transferência de um dos seus portfolios. O impacto quantitativo dessas mudanças não foi divulgado.

Em contraste, o desenvolvimento mais desfavorável observado representa uma queda de 19 pontos percentuais no índice de cobertura da empresa avaliada. O RSSF do grupo em causa liga a evolução verificada à redução dos fundos próprios elegíveis entre 2016 e 2017 subsequente ao pagamento de dividendos e ao resgate de capital durante o ano de 2017, de acordo com a política de gestão de capital desenvolvida.

O estudo comparativo realizado aos dados obtidos em 2016 e 2017 teve como base uma análise de elementos como o nível de detalhe disponibilizado sobre os indicadores de solvência, as metodologias aplicadas para medir ativos, provisões técnicas e fundos próprios, informações fornecidas e informação expandida em comparação com o primeiro RSSF, entre outros. Quando tal se verificou apropriado, estes dados foram complementados pela Mazars com as informações disponíveis nos Modelos de Relatórios Quantitativos (QRTs) públicos que são geralmente disponibilizados em anexo ao RSSF.

A avaliação desenvolvida integrou as 15 Companhias sujeitas à diretiva Solvency II a nível europeu: Axa, BNP Paribas Cardiff, CNP Assurances, Covea, Credit Agricole Assurance, Groupama, Natixis Assurance e Scor (França), Aviva (UK), Ageas (Bélgica), Aegon (Holanda), Allianz e Munich Re (Alemanha), Generali (Itália) e Mapfre (Espanha).

Sobre a Mazars

A MAZARS é uma organização integrada e independente, especializada em Auditoria e Revisão de Contas, Contabilidade, Consultoria e Advisory Services, Assessoria Fiscal e Serviços Jurídicos. Está presente em 86 países diretamente, e conta com correspondentes em mais 16 mercados. Integra 20 mil pessoas lideradas por 980 sócios em mais de 300 escritórios em todo o mundo. Acompanha clientes de todas as dimensões, desde multinacionais e grandes empresas a PME e investidores privados, em todas as fases do seu desenvolvimento. Em Portugal, a MAZARS integra 150 pessoas e tem escritórios em Lisboa, no Porto e em Leiria.

Novo Chairman da Mazars apela a mais transparência e responsabilidade

Hélias tinha sido nomeado CEO do grupo em 2016 e sucede agora a Philippe Castagnac, que ocupou com sucesso os cargos de Executive Chairman durante os últimos sete anos e de CEO do grupo de 2011 a 2016.

Hervé Hélias traz consigo mais de trinta anos de experiência no setor da auditoria e consultoria. Enquanto responsável por alguns dos principais clientes da Mazars, incluindo o BNP Paribas de 2000 a 2009, liderou a área de auditoria a Entidades de Interesse Público (PIE) e ocupou a posição de Managing Partner da Mazars em França, em simultâneo com o cargo de co-CEO do grupo desde 2012.

“Estamos muito satisfeitos por Hervé Hélias assumir o cargo de Chairman da Mazars neste emocionante período de crescimento para a firma”, afirma Philippe Castagnac. “Trabalhei de forma próxima com o Hervé durante os últimos anos para fazer da Mazars o player global original e independente que é atualmente. Atuando em conjunto com a restante equipa de liderança global da Mazars, tenho plena confiança que irá ser bem-sucedido na condução da firma ao seu próximo nível, sustentando-se na herança de independência, visão a longo-prazo e excelência da Mazars. Graças à nossa colaboração próxima ao longo dos anos, antevemos uma transição tranquila e organizada.”

Ao longo dos últimos 75 anos a Mazars experienciou um crescimento contínuo e ininterrupto, que atribui ao seu modelo único e integrado. A empresa, que iniciou a sua atividade como um pequeno gabinete de contabilidade em Rouen, no ano de 1945, e cujo projeto internacional se iniciou em 1995, tornou-se hoje num reconhecido e respeitado player internacional, contando com quase 23.000 colaboradores em 89 países e territórios, sem nunca perder os seus valores ou comprometer os seus princípios fundadores.

“Sob a liderança do seu fundador, Robert Mazars, a nossa firma cresceu para se tornar num especialista em auditoria e contabilidade em França.  A visão e liderança de Patrick de Cambourg transformou a Mazars num verdadeiro ator a nível continental, com escritórios na maioria dos países Europeus e, nos últimos 15 anos, expandimo-nos para além da Europa e desenvolvemos a nossa operação na Ásia, África, América do Norte e do Sul”, explica Philippe Castagnac.

Num contexto de mudança sem precedentes, a Mazars encontra-se a acelerar a sua transformação para ajudar os gestores a navegar com confiança uma confluência de reformas regulatórias, disrupção digital e volatilidade geopolítica – que colocam uma enorme pressão e complexidade no modo como as organizações conseguem conformidade, performance e sustentabilidade.

“Quando ingressei na Mazars, há trinta anos, a minha decisão foi motivada pelos valores da empresa, que se refletem no nosso modelo integrado que oferece uma perspetiva única aos nossos clientes, colaboradores e sócios. Atuando sobre a herança do Philippe Castagnac, a Mazars vai continuar a inovar diariamente para integrar capacidades analíticas e digitais, cultivando um modelo multidisciplinar e equilibrado, sustentado na integração e na inclusão. Vamos continuar a criar novas funções habilitadas pela tecnologia, mantendo ao mesmo tempo relações próximas e uma grande atenção para entregar qualidade de elevado nível aos nossos clientes”, aponta Hervé Hélias. 

Refletindo acerca dos atuais desafios, Hélias defende que “o setor sofre de uma desconfiança sem precedentes e é a nossa missão coletiva assegurar que a confiança no setor permanece intacta. Enquanto entidade global e reflexo da nossa visão ‘business for good’ a nossa contribuição consistirá em garantir que todos os nossos stakeholders de clientes e colegas a reguladores e ao público – beneficiam das nossas práticas modernas, perspetiva independente e cultura orientada por valores”. 

Esta mudança marca a terceira transição de liderança na Mazars desde a sua fundação e acontece num momento em que a expansão global da consultora se encontra em aceleração.

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