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VIII recolha de medicamentos do Banco Farmacêutico vai apoiar 90 IPSS

O Banco Farmacêutico realiza no último sábado de fevereiro, dia 27, a VIII Jornada de Recolha de Medicamentos, entre as 09h e as 19h. A iniciativa conta com a adesão de 160 farmácias e os medicamentos recolhidos chegarão aos utentes de 90 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Leiria, Coimbra, Évora, Beja, Faro, Aveiro, Braga, Porto, Vila Real e Bragança.

A Jornada de Recolha de Medicamentos do Banco Farmacêutico quer sensibilizar os portugueses para a doação de medicamentos e produtos de saúde não sujeitos a receita médica, numa dinâmica semelhante à do Banco Alimentar Contra a Fome.

A recolha é feita nas farmácias aderentes, onde o farmacêutico está informado sobre as necessidades mais prementes das instituições que serão ajudadas. Só podem ser doados medicamentos novos, seguros e de qualidade e que ainda não tenham estado fora do circuito do medicamento (não são aceites medicamentos vindos de casa) e que correspondam à lista de necessidades de cada uma das instituições de solidariedade social contempladas pela recolha.

As doações serão recolhidas nas farmácias aderentes por 500 voluntários e distribuídas posteriormente pelas IPSS abrangidas pelo projeto. Na edição anterior foram recolhidos mais de 10.500 medicamentos e produtos de saúde, num valor superior a 42 mil euros. As doações foram distribuídas a 77 instituições das zonas centro e sul do país e chegaram a cerca de 80 mil pessoas. À edição de 2015 aderiram 132 farmácias.

Luís Mendonça, presidente do Banco Farmacêutico nota que “a solidariedade dos portugueses tem crescido nos últimos anos, apesar do contexto de crise económica. É com muita satisfação que constatamos que cada nova edição conta com mais farmácias, mais doações e chega a cada vez mais pessoas, o que nos permite alcançar o nosso principal objetivo”.

A VIII Jornada de Recolha de Medicamentos conta com o apoio de cada uma das farmácias aderentes, da Ordem dos Farmacêuticos, da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e da Logista Pharma.

Para saber mais sobre o projeto e quais as farmácias e instituições abrangidas pela recolha de 2016 visite o site www.bancofarmaceutico.pt.

 

 

 

Excelência e rigor na indústria farmacêutica

Rita Ferraz da Costa

O Grupo, constituído por Ferraz, Lynce (1924), Iberfar (1951) e Logifarma (1997) distingue-se pela longevidade, confiança, reconhecimento dos clientes e também pela sua abrangência na cadeia de valor do setor farmacêutico. Representam, desenvolvem, fabricam e distribuem medicamentos. As três empresas fazem já parte da história da indústria farmacêutica com um percurso marcado pela excelência, determinação e rigor.
Conheça os motivos que as levam a ser um caso de sucesso num setor em constante dificuldade, sendo consideradas pelo IAPMEI PME Líder desde 2009 – estatuto conferido às empresas que se distinguem pela sua solidez financeira, qualidade e liderança da gestão.

A indústria farmacêutica é um mercado de máxima relevância para a saúde, contudo sujeita a desafios e constrangimentos que por vezes testam a “persistência” das empresas presentes neste setor. As margens comerciais cada vez mais reduzidas, a presença dos genéricos e a crescente exigência da regulação criam um caminho difícil à sustentabilidade e crescimento deste mercado.
Há que ter vontade de vencer os desafios, de forma hábil para que as empresas se mantenham de forma bem-sucedida no mercado. O grupo de empresas Ferraz, Lynce, Iberfar e Logifarma, embora tenha tido um percurso que lhe permitiu algumas vantagens nos momentos da crise económica, assume que foram necessárias três reestruturações na empresa Ferraz, Lynce. Rita Ferraz da Costa afirma que o pior pertence ao passado e que estão agora numa fase de crescimento quer do número de colaboradores, quer do valor das vendas. “A nossa forma de estar no mercado assentou sempre num trabalho diferenciador ao nível da preparação cuidada dos delegados de informação médica que sempre transmitiram aos médicos, com segurança e confiança, as vantagens dos nossos produtos face aos da concorrência. A classe médica confia no Ferraz, Lynce e isso para nós é um selo de excelência. Como diz o slogan, «Ferraz, Lynce, a promover saúde desde 1924»”.

Uma relação de confiança

As diferentes marcas internacionais continuam a depositar nesta equipa toda a confiança para representar em território português os seus medicamentos. “As empresas que representamos em Portugal sempre estiveram, e estão, satisfeitas com o nosso desempenho, rigor e cumprimento de toda e qualquer cláusula contratual”, garante a administradora do Grupo. O Iberfar, para além de ter o Ferraz, Lynce como cliente, fabrica para mais 11 clientes. O cumprimento do prazo de entrega do produto acabado, em conformidade com todas as exigências das Boas Práticas de Fabrico (GMPs) é o foco e um fator diferenciador que tem permitido alargar o número de clientes e também o número de mercados para os quais os atuais clientes exportam.
“Para além disso somos flexíveis. Caso surja alguma necessidade inesperada por parte de um cliente, sabemos, porque o testámos, que temos capacidade para trabalhar a três turnos, o que garantirá a entrega atempadamente”, garante Rita Ferraz da Costa.

Uma marca em expansão

Ferraz, Lynce, PME Líder desde 2009, surgiu como uma empresa cuja área de atuação se baseava na representação de terceiros. A sua qualidade rapidamente se revelou, conduzindo à produção de medicamentos para essas empresas em Portugal. Daí ao desenvolvimento de produtos próprios foi um pequeno passo.
O desenvolvimento de medicação não sujeita a prescrição médica com a marca Ferraz, Lynce é a prioridade. A diretora-geral da empresa explica qie “estamos a desenvolver e a introduzir no mercado, um por ciclo quadrimestral, medicamentos tradicionais à base de plantas e suplementos alimentares, adequados às necessidades de mercado assim como à nossa dimensão. As vantagens em desenvolver e promover produtos próprios são enormes”. Estes produtos poderão ser, assim que tenham escala, fabricados pelo Laboratório Iberfar, o que será também uma enorme mais-valia para o grupo de empresas.
Por outro lado, a proximidade, o conhecimento do funcionamento de todo o processo de fabrico por parte dos responsáveis pelas várias áreas que fazem parte do fluxo e ainda a celeridade com que podem ser tomadas decisões (Administração comum) é, como se sabe, um valor incontestável.
“Há que fazer um trabalho de excelência no lançamento dos novos produtos no mercado nacional para que venhamos a ter algo de bom para aliciar distribuidores estrangeiros a promovê-los no seu país”, refere Rita Ferraz da Costa. E assume que, “dadas as dificuldades a que fomos sujeitos, tivemos, sob pena de termos de fechar a empresa, de tomar decisões duras e atempadas que [como referido anteriormente] passaram por três reestruturações nos anos de 2011, 2013 e 2014 com o propósito de adequar os custos com as equipas de Marketing e Vendas à realidade. Estamos certos de que não teriam sido evitáveis e é com satisfação que nos encontramos de novo a aumentar as nossas equipas, com critérios de seleção rigorosos, para que consigamos fazer crescer a empresa, com base na estratégia em curso”.
A Ferraz, Lynce e a Iberfar têm recorrido, desde 2009 até à data, à contratação de estagiários ao abrigo dos programas de estágios do IEFP. O grau de empregabilidade destes estagiários é de 65% (o que corresponde a um aumento de 24 colaboradores).

O Ferraz, Lynce, dada a sua longevidade e a contratação de tantos estagiários, ficou com uma equipa de vendas com uma enorme discrepância de idades. “É muito enriquecedor para qualquer das faixas etárias e também um ponto forte para o lançamento dos novos produtos próprios”, acredita a diretora-geral.

O futuro de um grupo em constante desenvolvimento

O Laboratório Iberfar, igualmente PME Líder desde 2009 – o que “tem ajudado na negociação dos financiamentos necessários junto à Banca” – e contemplado, em 2014, com um prémio de Excelência atribuído pelo IAPMEI, tem feito nestes últimos anos enormes investimentos para que os seus equipamentos e infraestruturas sejam de excelência e ao nível do “estado da arte” da indústria farmacêutica, cumprindo as exigências dos reguladores, dos clientes, do mercado nacional e também dos mercados internacionais. Desde 2009 até hoje, o peso relativo das exportações quadruplicou. Atualmente, 40% da fabricação da empresa é destinada ao mercado externo. Num setor onde a concorrência é cada vez mais dura há que apostar, obrigatoriamente, na diferenciação e na exportação.
Em 2014, o Laboratório Iberfar conseguiu um financiamento atribuído pelo antigo QREN pelo investimento feito numa funcionalidade inovadora e exclusiva à data em Portugal na linha de embalagem, algo que Rita Ferraz da Costa considera uma “lança em África”, devido à pouca atenção dada pelos Governos às empresas do setor privado. “E estamos neste momento com uma candidatura ao programa Portugal 2020”, assume.
O aumento das exigências dos reguladores, dos clientes e dos novos mercados obrigam a que esta indústria seja cada vez mais inovadora, o que exige investimentos elevadíssimos. Na área dos aprovisionamentos e FSE’s, foi conseguida uma enorme redução de custos resultante de um trabalho persistente e rigoroso assente, sempre, na garantia de manter a qualidade dos mesmos.
Por outro lado, o Iberfar acabou de lançar um novo canal de comunicação a nível internacional, a Pharmaceutical Technology, uma plataforma tecnológica com divulgação  mundial,  que visa informar quem é quem e o que faz  no campo do fabrico e tecnologia farmacêutica. Esta plataforma gera proximidade entre fabricante, decisores de outras empresas, potenciais clientes, assim como dá  visibilidade e credibilidade junto dos profissionais do setor e do público em geral.
A Logifarma, empresa de distribuição, é um caso de sucesso. “É o maior operador logístico em Portugal e tem atualmente, como fator exclusivo e diferenciador, uma frota própria, respeitando todas as exigências necessárias ao transporte de medicamentos”, conta a administradora do grupo. Em 2015, ano em que comemorou 10 anos, a Logifarma tornou-se o único operador logístico que assegura aos seus clientes a distribuição nacional de produtos farmacêuticos em bi-temperatura, num investimento que ascendeu a 1,5 M€. A operação ficou assim controlada na totalidade. “Logifarma Total, distribuição em conformidade com a necessidade”.
O Lean 6Sigma tem sido utlizado desde 2007 por todas as empresas do Grupo com o propósito da constante melhoria dos processos operacionais e de eliminar todo e qualquer desperdício, o que tem contribuído para um trabalho e desempenho cada vez mais adequados ao bom funcionamento das empresas.

Áreas de intervenção

O Ferraz, Lynce representa e promove medicamentos sujeitos a receita médica de terceiros em Portugal, promove medicamentos sujeitos a receita médica próprios, medicamentos não sujeitos a receita médica de terceiros e próprios, suplementos alimentares e dispositivos médicos que lhe asseguram “a promoção da saúde” e a satisfação da classe médica por verem controladas as patologias dos seus doentes.
“A título de curiosidade, a marca Laevolac, trabalhada por nós há 46 anos, pela sua enorme eficácia e pela enorme confiança que a classe médica lhe reconhece é a 17ª marca mais conhecida no top 100 da indústria farmacêutica” (fonte: hmR), afirma Rita Ferraz da Costa.

Rita Ferraz da Costa

A administradora do grupo afirma ainda que gosta do que faz, o que sustenta no respeito que tem pelo trabalho feito pelas gerações anteriores (estão na quarta geração) e por ter como missão fazer crescer os negócios, criar postos de trabalho e acrescentar valor à economia portuguesa. Para além de acumular as funções de Administradora Delegada e ser responsável pelo departamento de Recursos Humanos, é também Diretora-Geral do Ferraz, Lynce, o que lhe permite estar mais próxima da equipa e participar mais ativamente nas campanhas de marketing e na criação dos slogans, maioritariamente da sua autoria, o que lhe agrada imenso.

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Mais de um terço dos clientes das farmácias não teve medicamentos à primeira tentativa

Um estudo sobre as expetativas dos portugueses em relação às farmácias revelou que mais de um terço dos inquiridos teve de regressar ao estabelecimento para conseguir obter todos os medicamentos receitados.

O inquérito, realizado pela Universidade Católica a pedido da Associação Nacional das Farmácias (ANF), analisou 1.114 inquéritos e será apresentado na quarta-feira, em Lisboa.

De acordo com esta análise, 47% dos inquiridos declararam-se doentes crónicos, ou sob medicação continuada, e que 38% tiveram de regressar à farmácia, ou ir a mais do que uma, para conseguirem obter todos os fármacos receitados.

Questionados sobre o motivo mais frequente para não terem comprado os medicamentos receitados, os inquiridos destacaram a rutura de stock como a justificação mais comum.

O estudo indica ainda que 14% dos inquiridos deixaram de comprar algum medicamento receitado pelo seu médico e que, destes, “o motivo mais frequente foi não o ter conseguido encontrar em nenhuma farmácia (33 por cento), seguido de ainda ter o medicamento em casa (26 por cento) e ter menos dinheiro (21 por cento)”.

“Como seria de esperar, são principalmente os doentes crónicos quem mais teve de regressar à farmácia nos últimos 12 meses, para obter todos os medicamentos receitados (62 por cento)”.

Sobre os cinco serviços que os inquiridos elegeram como os mais importantes prestados pelas farmácias, surge em primeiro lugar a renovação automática das receitas para doentes crónicos, seguindo-se o apoio no controlo de doentes crónicos, a entrega de medicamentos ao domicílio, os cuidados de saúde alargados e a dispensa de alguns fármacos atualmente disponíveis só no hospital e acompanhamento do tratamento e cuidados de saúde alargados.

Mais de um terço (36%) dos inquiridos disse que a farmácia é o primeiro local que consulta quando surge um problema menor de saúde, seguindo-se o centro de saúde.

Um em cada cinco inquiridos referiu que não procura aconselhamento.

Portugal está a vender mais medicamentos para fora

A venda de medicamentos em Portugal já rendeu 775 milhões de euros em 2014. Isto representa um aumento de 74,5% em comparação com 2010, noticia o Diário de Notícias.
A tendência mantém-se nos primeiros nove meses deste ano, sendo que as farmacêuticas já exportaram fármacos no valor de 590 milhões de euros, mais 3% do que no período homólogo de 2014.
No top cinco dos maiores compradores estão os Estados Unidos, a Alemanha, o Reino Unido, a Bélgica, a França e Angola.
Em 2014, os Estados Unidos passaram para o primeiro lugar do top cinco com pedidos no valor de 162 milhões de euros, lugar que, para já, mantêm neste ano com 127 milhões.
Os produtos mais exportados por Portugal são os antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, cardiovasculares, medicamentos para o sistema nervoso central e digestivo e epilepsia.
Em contrapartida, Portugal importou medicamentos no valor de 1,6 mil milhões de euros.
“Uma fatia importante será de genéricos. Outros são produtos fabricado cá para outras empresas e há inovadores, que é uma componente que está a crescer e que pode ter alguma importância. Compram-nos porque têm a certeza da qualidade e o preço será competitivo. Conseguimos produzir menores quantidades e dar resposta mais imediata aos pedidos”, explica, ao Diário de Notícias, o diretor executivo da associação Health Cluster Portugal, Joaquim Cunha, sobre este fenómeno.

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