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Especialistas nacionais e internacionais juntam-se para debater as doenças intersticiais pulmonares

@affidea

A perspetiva será, aqui, multidisciplinar, envolvendo várias especialidades, entre as quais a radiologia, pneumologia, cirurgia torácica, medicina interna e anatomia patológica.

A partilha de informação e conhecimento entre profissionais de saúde é um dos principais objetivos do encontro, que apresenta um painel de discussão multidisciplinar sobre as ILD, com especialistas reconhecidos, o que vai proporcionar um momento único de aprendizagem para os participantes.

Com organização da Affidea, o programa conta com especialistas nacionais e internacionais, como o Prof. Dr. António Morais, pneumologista do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, que irá abordar a temática das ILD e aquilo que pode fazer a diferença quando se trata destas doenças. O Prof. Dr. Klaus Irion, professor honorário de Imagiologia Torácica na Manchester University NHS Foundation Trust, Prof. Dr. David Lynch, Professor de Radiologia na University of Colorado, em Denver, EUA,  Dra. Rosana Santos, especialista em Imagiologia Torácica na Affidea Portugal, Dra Diana Penha, consultora de Radiologia Cardiotorácica no Liverpool Heart and Chest Hospital abordarão questões como a anatomia e os conceitos básicos de ILD e a relação entre estas e o enfisema, enquanto Prof. Dr. Ivan Bravio e Prof. Dr. Fernando Martelo, ambos cirurgiões torácicos, irão comentar a área da cirurgia cardiotorácica.

A inscrição no congresso é obrigatória e pode ser feita aqui. Mais informações disponíveis em http://www.ildmeeting.pt.

Reanimar? Histórias de bioética e cuidados intensivos

Nos cuidados intensivos tomamos decisões de vida ou de morte com imensa frequência. Tentamos tomá-las da melhor forma mas há sempre situações em que acabamos por perceber que afinal não foram as melhores. Sim, os médicos cometem erros, como em qualquer outra profissão”.

QUAL A VIABILIDADE DE UMA PESSOA? Qua a reversibilidade da situação clínica?

IMG_0894A necessidade de entender melhor esta questão levou o médico a pesquisar e a compreender o mundo da bioética de modo a tomar decisões – difíceis e, por vezes, irreversíveis – com mais ponderação.

O cariz ético é substancial porque “temos de entender que não estamos somente a tratar a doença mas o doente”.

O livro retrata as angústias e as preocupações em geral vividas pelos profissionais que trabalham na ala em que se está entre a vida e a morte.

CONTAR HISTÓRIAS, PARTILHAR EXPERIÊNCIAS E EXPLICAR CONVICÇÕES 

“No meio das histórias clínicas tento passar aquilo em que acredito em termos de biomédica – trata-se de um estudo que analisa as condições necessárias para uma administração responsável da vida humana – que concentra uma grande diversidade de pensamento”.

O prefácio do livro é da autoria de Mário Cláudio, autor de Retrato de Rapaz, entre muitos outros, pelo qual venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLAB 2014.

Para escrever o prefácio, Mário Cláudio explicou a António Maia Gonçalves que não entendia algumas partes do livro devido aos termos técnicos – o que levou o autor a modificar o livro e torná-lo acessível a qualquer pessoa que tenha vontade de o ler. Uma vez que, “as pessoas têm de ter alguma cultura sobre isto, porque é provável que algum dia, em qualquer momento da vida tenham de enfrentar este tipo de situações. Os cuidados intensivos são momentos de decisões importantes.

O jornalista Luís Osório e o Professor António Sarmento apresentarão a obra, no dia 25 de novembro, na Fundação Eng. António de Almeida, na rua Tenente Valadim, às 11h30, esta escolha deve-se à admiração pelo trabalho quer de um quer de outro.

UM LIVRO QUE CONTA HISTÓRIAS FELIZES E AS OUTRAS 

“No meio da imensa tecnologia dos cuidados intensivos e das magníficas condições de trabalho que existem por parte das equipas médicas e de enfermagem há mais… somos uma equipa muito coesa, não existe tempo para ter sono ou fome só há tempo para a humanização e para tomar decisões. Caso contrário torna-se assustador. Temos de partilhar o risco com as famílias. A gratidão neste tipo de medicina é imenso. Obviamente que temos de lidar com a mortalidade, não somos imunes a isso, mas temos obrigatoriamente de pensar nos casos de sucesso. Vamos aprendendo…”

No dia 25 de novembro vai poder descobrir muitas histórias no livro. Entre elas vai poder conhecer esta que não tem um final feliz, que não devia acontecer assim e que simplesmente não devia ter acontecido mas… aconteceu!

“Estava há pouco tempo naquele hospital… fui chamado à sala de emergência às 08h30, tinha feito 24 horas de serviço.

Cheguei à sala e lá estava uma criança com quatro anos, em paragem cardiorrespiratória. Os pais, desesperados, a mãe, grávida, no fim do tempo. Estive cerca de 60 minutos a reanimar a criança… sem sucesso. No meio daquela confusão toda a mãe entra em trabalho de parto. O pai, estava perdido, desesperado e sem saber a quem devia acudir – se à esposa se ao filho – ao fim de 60 minutos interrompi as manobras de reanimação e deixei a criança, o menino de quatro anos, em paz…Já não havia nada a fazer. O pai… é impossível descrever o sofrimento daquele homem. Mas tentámos apoiá-lo da melhor maneira possível, ele conseguiu assistir ao parto, o bebé nasceu bem. Passados três anos encontrámo-nos e ele disse-me: «Senhor doutor a vida continua e obrigada por tudo. A vida é assim mesmo, dá-nos umas coisas e leva-nos outras. O meu filho está bem». Até hoje não sei se ele se estava a referir ao que tinha nascido ou ao que tinha partido, não tive coragem de perguntar”.

Exposição explica à população o que é a Medicina Interna

Tem lugar no dia 8 de Janeiro, às 11h30, a inauguração da exposição “Medicina Interna – A Visão Global do Doente”, uma iniciativa da  Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)  que  pretende mostrar à população  a vocação holística da Medicina Interna, uma especialidade médica que trata o doente como um todo e não apenas um determinado órgão.
A inauguração terá lugar no Átrio do Pólo dos Hospitais da Universidade de Coimbra e será precedida por uma conferência do Dr. António Arnaut sobre “O Futuro da Saúde em Portugal” no Auditório do pólo HUC – CHUC, às 11h.
A exposição é gratuita e estará patente no Átrio do Pólo dos Hospitais da Universidade de Coimbra,  até 25 de março de 2016.
Esta exposição, conduz-nos pelo percurso histórico da Medicina Interna enquanto especialidade – no ensino e na assistência clínica -,   desde as antigas enfermarias de “Moléstias Internas” nos antigos hospitais, até à actualidade.
Imagens e documentos, aparelhos médicos antigos utilizados nas enfermarias dos hospitais em Coimbra para diagnóstico e tratamento dos doentes, nomeadamente,  esfigmomanómetros, estetoscópios, albuminómetros, aparelhos para determinação da pressão venosa, contam-nos a história da Medicina Interna, através dos fragmentos de um vasto e rico património do CHUC e da FMUC.
Retrata também o percurso histórico e a actualidade da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.
A especialidade de Medicina Interna centra a sua abordagem na avaliação e compreensão do doente como um todo, estudando as interações entre os vários órgãos e sistemas. É uma especialidade predominantemente hospitalar, abrangendo a patologia do adolescente e do adulto, estendendo ainda a sua actividade aos cuidados paliativos em doentes com doença crónica.
Os especialistas de Medicina Interna dedicam-se, não só à prevenção, mas também ao diagnóstico e tratamento de situações não cirúrgicas, bem como situações críticas onde a falha de vários órgãos domina.

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